Em plena fidelidade à Sagrada Tradição.

O PapaOs Padres Sinodais não deixaram de manifestar a preocupação com uma certa confusão produzida após o Concílio Vaticano II sobre a relação entre a Missa e adoração do Santíssimo Sacramento (cf. Sacramentum Caritatis, n. 66). Nisto refletia o meu Predecessor, o Papa João Paulo II, tendo já manifestado sobre os desvios que têm por vezes contaminado a renovação litúrgica pós-conciliar, revelando “uma compreensão muito redutiva do mistério da Eucaristia” (Ecclesia de Eucharistia, nº 10).

[…] Nosso dever é reconhecer o preciosíssimo tesouro deste inefável mistério da fé “tanto na celebração da Missa quanto no culto das sagradas espécies, que são conservadas após a missa de estender a graça do Sacrifício” (Istruç. Eucharisticum Mysterium, n. 3, g).

A doutrina da transubstanciação do pão e do vinho e da presença real são verdades de fé evidentes já nas próprias Sagradas Escrituras, e, em seguida, confirmada pelo Padres da Igreja.

[…] Meu predecessor, o Papa João Paulo II, em sua Carta Apostólica “Spiritus et sponsa” por ocasião do 40º aniversário da Constituição Sacrosanctum Concilium sobre a Sagrada Liturgia, exortava a tomar as medidas necessárias para aprofundar a experiência da renovação. Isto é importante também no que diz respeito ao tema da adoração eucarística. Tal aprofundamento só será possível através de um maior conhecimento do mistério em plena fidelidade à Sagrada Tradição e do aumento da vida litúrgica dentro da nossa comunidade (cfr Spiritus et Sponsa , nn. 6-7).

Papa Bento XVI

Discurso aos participantes da Plenária da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, 13 de março de 2009 

Tags: