Reações internacionais à carta do Papa: Bispos Ingleses leram apenas aquilo que lhes agradava.

Segundo o blog “The Holy Smoke”, de Damian Thompson, os Bispos da Inglaterra e País de Gales redigiram um resumo da carta do Papa sobre a FSSPX e o caso Williamson que deturpa as palavras do Santo Padre ao deixar de fora as partes que eles não gostaram. Eles simplesmente omitiram quaisquer referências à Fraternidade Sacerdotal São Pio X, cuja regularização canônica constitui uma preocupação central da carta do Santo Padre. Além disso, ao ler a declaração tem-se a nítida impressão que o que importa para esse episcopado é que o Papa “aja em ato colegial”, que “seja humilde” e “peça desculpas por seus erros”.

É lamentável que uma Conferência Episcopal aja de tal maneira em face a declaração do Vigário de Cristo!


CNB da Inglaterra e País de GalesDeclaração da Conferência dos Bispos Católicos da Inglaterra e País de Gales:

“A carta do Papa é um ato colegial aos Bispos da Igreja Católica. Em uma carta profundamente humilde, o Papa explica a sua decisão de levantar as excomunhões dos quatro bispos consagrados pelo Arcebispo Lefebvre e pede desculpas sinceramente pelos erros cometidos e pelas conseqüências não propositais dessa decisão. Ele agradece “nossos amigos judeus” por ajudar rapidamente a esclarecer o mal entendido e restaurar a amizade e confiança que existe ao longo de seu pontificado e do pontificado de João Paulo II.

“O Papa expressa seu forte compromisso com o diálogo interreligioso, especialmente com aqueles de fé judaica, e com o diálogo ecumênico com outros cristãos. Ele revela a sua paixão pela reconciliação e em um chamado convergente para que todos na Igreja dêem um melhor testemunho. O Papa salienta que a prioridade fundamental da Igreja é conduzir homens e mulheres para Deus.

“Para essa tarefa é essencialmente necessária a unidade e o Cargo Petrino, que é o centro e promotor da unidade da Igreja e, como tal, uma voz profética quanto à maneira de como as pessoas e nações ao redor do mundo devem se relacionar. Como parte de nossa jornada quaresmal, o Papa nos chama a todos a depositar a nossa confiança no Senhor, que nos protege e guia os nossos passos ao longo da senda da paz.”

3 Comentários to “Reações internacionais à carta do Papa: Bispos Ingleses leram apenas aquilo que lhes agradava.”

  1. Agora será assim: hermenêutica seletiva…da mesma forma que muitos fazem com o Vaticano II…

  2. Ai… aguardem a CNBB agora, se esta se der ao luxo de emitir alguma declaração sobre o descontentamento do Papa.

    Pois é: a hermenêutica seletiva é moda por aqui faz tempo… Acaso a CNBB implantou as medidas da “Mediator Dei” ou da “Ecclesia de Eucharistia”, de João Paulo II? Acaso a CNBB fez alguma coisa referente ao decreto “Redemptionis Sacramentum”, da Congregação do Culto Divino?

    Do finado Papa João Paulo II, a CNBB (e creio que demais “sindicatos de bispos” ao redor do planeta) só fizeram eco para os pronunciamentos do falecido Pontífice em favor do diálogo interreligioso e dos discursos pacifistas.

  3. Ciertamente la Carta de Su Santidad es un gesto de misericordia y generosidad para con las Conferencias Episcopales y ciertos prelados que se han manifestado contra y algunos con odio contra Su Persona, como Vicario de Cristo, queriendo minar su Autoridad Suprema que El ejerce de derecho divino y no por consenso colegial de sus subordinados…
    Convoca a quienes se han revelado, con soberbia igualitaria, contra la Autoridad del Papa… Sin tener porqué hacerlo, la bondad paternal de Benedicto XVI, les explica, con paciencia, los motivos de sus decisiones y les pide colaborar con El en la aplicación de sus decretos; pero muchos Obispos rechazan, critican y/o se niegan a acatar y aplicar como es debido. El Papa los llama a la cordura, a ser amplios, fieles y generosos en el apostolado.
    Que los Obispos entiendan que su deber es de colaborar con el Papa y se alejen de su actitud mezquina ante la Tradición que los recubre de un manto de naturaleza cismática, como bien se puede apreciar especialmente desde que reina Benedicto XVI.