Cardeal Hoyos: “não lhes excomungaram por motivos de doutrina”

Excertos da entrevista do Cardeal Darío Castrillón Hoyos concedida a El Tiempo:

EL TIEMPO – Qual foi seu papel na mediação com os lefebvrianos a quem se lhes levantou a excomunhão?

Cardeal Dario Castrillón HoyosMonsenhor Darío Castrillón: Tinha que fazer os diálogos, mas não significa que eu era o único que estava dialogando com (Bernard) Fellay (chefe da Fraternidade Sacerdotal São Pio X dos lefebvrianos). Tive sempre ao meu redor todo o grupo necessário dentro da Santa Sé para cada um dos passos. Quando falávamos das excomunhões não foi um diálogo de Castrillón com Fellay… não, não, não. Eu não negociei com ninguém. Foi a Comissão de Cardeais, incluído Ratzinger (o Papa Bento XVI), porque disso começamos a falar quando ele não era Papa. Não houve nem um único ato que não se fizesse colegialmente.

Como se informaram das palavras de Williamson nas que nega o Holocausto?

Quando houve uma reação grande do mundo hebreu e de bispos das áreas mais sensíveis (Alemanha, Suiça e Áustria), oficialmente nos inteiramos. Chegou uma comunicação de 5 de fevereiro a nossas mãos. Mas aos lefebvrianos não lhes excomungaram por motivos de doutrina, mas porque haviam sido ordenados sem permissão.

Houve um ‘puxão de orelhas’ quando o porta-voz do Papa, Federico Lombardi, disse que você tinha que saber o que havia dito Williamson?

Ele não disse exatamente isso e se o disse é um absurdo, uma idiotice, porque não se tratava de estudar a vida destes bispos. A única coisa que tinha desaber é que foi ordenados por (Marcel) Lefebvre sem permissão.

Para levantar a excomunhão não fazia falta que Williamson se retratasse?

Ninguém lhe iria pedir retratação porque o Santo Padre nem nós sabíamos o que ele havia dito.

Se tivessem sabido, teriam pedido sua retratação antes de levantar a excomunhão?

Penso que não, porque é um problema histórico e não moral. Por prudência o Santo Padre poderia dizer que esperassem um momento. Me parece que houve uma imprudência do porta-voz da Santa Sé na declaração que deu a ‘La Croix’, porque não tem porque entrar em juízos sobre pessoas nem dizer que um cardeal tem que saber algo que não tem por que saber. Se alguém tinha que saber disso é oCardeal que se encarrega da vida dos bispos, o Cardeal Re.

É consciente do que disse o porta-voz?

Francamente não me interessei. Ele escreveu uma carta me pedindo desculpas. Temos sido bons amigos.

9 Comentários to “Cardeal Hoyos: “não lhes excomungaram por motivos de doutrina””

  1. Concordo com D. Hoyos… Não havia erro de doutrina na FSSPX que impedisse a retirada das excomunhões. O resto são celeumas criadas pela maçonaria, pelo clero e teólogos modernistas, assim como pelos maus judeus (até porque a parte boa e consciente dos judeus elogiou o papa pela retirada das excomunhões).

    Não é uma reles opinião pessoal e histórica que vai impedir o papa de agir para o bem da Igreja e ponto final!

  2. Se não foram excomungados por erros doutrinários, como fica a tese de um bispo que se diz tradicionalista, que após o levantamento das excomunhões apressou-se em listar, segundo a sua farta imaginação, uma série de erros doutrinários???
    Com a palavra, os seus defendores

  3. Mas o Papa acaba de dizer em sua Carta sobre o assunto que o poblema da FSPX agora é doutrinal: congelamento do Magistério em 1962. Ou será que o Papa não consultou a Luciano Padrão?

  4. Meu caro Heleno
    Quando o sanro Padre diz que o problema tem natureza doutrinal, não significa que a Fraternidade defenda heresias.
    O problema doutrinal pode estar com aqueles que defendem as contradições do concílio.
    Recomendo-lhe um bom manual de logica formal. F´rá bem a você e aqueles supostamente católicos que seguem ao buspo de Cedanusa (Ceda a musa antiga ao que é novo !!! ah! ah ! ah !)

  5. Prezado Luciano,

    Muito, muito engraçados seus trocadilhos. Parabéns! No meu limitado conhecimento, ao ler a carta, entendi que Bento XVI está dizendo que não se pode negar a autoridade magisterial do Concilio, de outros documentos e dos Papas de 1962 para cá. O Papa põe este ponto como condição para a regularização da Fraternidade, e diz que é assim por uma questão doutrinal. Quanto aos que fazem do Concílio o ponto zero da Igreja e o cortam da árvore, o Papa fala mais adiante. Mas para a Fraternidade, não há para onde apelar, o problema é doutrinário. A não ser que o senhor não aceite o que diz Bento XVI. Neste caso, já não temos mais o que conversar.

  6. Meu caro Heleno
    No que tange a autoridade magisterial do Concílio, repito o comunicado da FSSPX. Peço desculpas pois achei a versão em espanhol, mas que facílimo de se ler:

    Lejos de querer detener la Tradición en 1962, deseamos considerar el Concilio Vaticano II y el Magisterio post-conciliar a la luz de esta Tradición que san Vicente de Lérins ha definido como “lo que ha sido creído en todas partes, siempre y por todos” (Commonitorium), sin ruptura y en un desarrollo perfectamente homogéneo. Así es como podremos contribuir eficazmente a la evangelización pedida por el Salvador (cfr. Mateo 28, 19-20). (http://la-buhardilla-de-jeronimo.blogspot.com/)

    O segundo ponto também uso do artigo do abbe Claude Barthe:
    http://blogs.periodistadigital.com/laciguena.php/2009/03/07/p222114#more222114

    1°/ La cuestión fundamental : rechazar o aceptar ¿Cuál Vaticano II?

    Quiérase o no, “la aceptación del Concilio” se ha vuelto un tema ideológico bajo el cual se han hecho pasar gravísimos abusos durante 40 años. El discurso del Papa a la Curia del 22 de diciembre 2005 recordó oportunamente que desde el comienzo existen dos hermenéuticas excluyentes acerca de Vaticano II, una de “ruptura”, otra de “continuidad”. Para ser breves, la primera es aquella de Rahner y Congar, la segunda aquella de la Nota praevia agregada por Paulo VI a Lumen Gentium. Los actos del pontificado actual (Summorum Pontificum, decreto del 21 de enero 2009) dan cuenta de una tercera hermenéutica, la de la minoría conciliar, continuada por la oposición lefebrista, transformada y revitalizada hoy alrededor del Papa por una “nueva escuela romana”. De suerte que -y tomando un solo ejemplo, el número 3 de Unitatis redintegratio que parece decir que las comunidades cristianas separadas pueden ser medios de salvación en cuanto tales-, sería injusto (y paradójico) transformar en crimen contra la unidad de la Iglesia :
    a)Sea el hecho de estimar en consciencia que, prout sonant, las expresiones de UR 3 no pueden ser aceptadas como magisterio de la Iglesia;
    b)Sea el hecho de releerlas diciendo que son elementos católicos contenidos en comunidades separadas que pueden ser instrumentos de integración in voto a la Iglesia de Pedro.
    Más generalmente, ¿se puede pretender congelar para siempre la tradición viviente de la Iglesia en expresiones manifiestamente corregibles, enunciadas hace 40 años? ¿Se puede tener miedo a priori de hacer una teología (y mañana un magisterio) actualizada, teniendo en cuenta no sólo los aportes de Vaticano II, sino también las respuestas a las “cuestiones abiertas” por este Concilio?

    2°/ Ya hubo “coloquios” teológicos con la Fraternidad San Pío X sobre estas cuestiones

    Además, cuando el decreto del 21 de enero abre el camino para los “coloquios” sobre de las “cuestiones todavía abiertas”, no innova de ninguna manera. Las discusiones acerca de las dificultades señaladas, entre otros por la Fraternidad San Pío X, tuvieron lugar varias veces, bajo la égida del “Groupe de Rencontre entre Catholiques”, GREC. Al fin, una sesión pública, el 21 de febrero 2008, sobre el tema : “¿Revisar y/o interpretar ciertos pasajes de Vaticano II?” mostró una convergencia que no es otra que la del sentido común : el representante de la FSSPX postulaba la pertinencia de una crítica sana y positiva de los puntos doctrinales nuevos de Vaticano II para ofrecer elementos a una futura elaboración de textos más claros, el teólogo romano estimaba que una recepción de Vaticano II fundada vigorosamente sobre el estado del magisterio anterior tenía su lugar en la Iglesia.
    Sería irrealista hacer del resultado de este tipo de coloquios (cuyo resultado es evidente que reside, para comenzar, en la manera de abordar los problemas, y esto no sólo para la FSSPX), una condición previa a una reintegración canónica. El sentido común –que se acerca del sentire cum Ecclesia- quiere al contrario que sea la reintegración canónica previa de la FSSPX la que permita hacer éstos y otros coloquios, los cuales podrán aportar su piedra a la reflexión teológica, en la medida que permitirán útilmente ad intra la expresión de un pensamiento decididamente tradicional.

    3°/ ¿Por qué pedir a la FSSPX más de lo que ya aceptó?

    Entre otras cosas, porque todo esto ya fue virtualmente adquirido. En efecto, el 5 de mayo 1988, al comienzo de un “protocolo de acuerdo”, Monseñor Lefebvre había firmado una “declaración doctrinal” que nunca contestó. En ella declaraba aceptar la doctrina del n° 25 de Lumen Gentium sobre la adhesión proporcional al magisterio según sus diversos grados (en ningún momento se le pedía decir, cosa que nunca fue precisada por la Santa Sede, que tal o cual pasaje determinado de Vaticano II relevaba de la infalibilidad solemne u ordinaria). Reconocía también la validez de la liturgia en su nueva forma, cuando era celebrada según los libros aprobados por la Santa Sede. Finalmente, se comprometía (en el 3° de los 5 puntos de la declaración) “a propósito de ciertos puntos enseñados por el Concilio Vaticano II o concerniendo las reformas posteriores de la liturgia y del derecho, y que [le] parecían difícilmente conciliables con la Tradición, a tener una actitud positiva de estudio y de comunicación con la Sede Apostólica, evitando toda polémica”. El compromiso se basaba en “la ausencia de polémica” y de ninguna manera sobre un absurdo “nivel cero de crítica”, que después de todo no se pediría más que a los tradicionalistas.
    Si se lee bien el reciente reportaje concedido por Monseñor Fellay, el 25 de febrero 2009 a Rachad Armanios, lecourrier.ch, no es un reconocimiento del Concilio lo que Monseñor Fellay rechaza; lo que niega es que este inasible “reconocimiento” le sea pedido por la Santa Sede. Todo el mundo puede verificar que, desde hace 20 años, el acto de adhesión pedido a los miembros de la FSSPX que quieren recibir una regularización canónica, individual o colectivamente (como el grupo de Campos) reproduce la declaración de Monseñor Lefebvre de 1998. Dicho de otro modo, la Santa Sede no pidió nunca al conjunto de las comunidades más tradicionales de la Iglesia, en lo concerniente a Vaticano II, más que esta declaración de sentido común.

    ***

    El problema que perduraba con la FSSPX, hasta la decisión generosa del Papa, era el resultado de la decisión de su fundador, tomada en razón de motivos que había calificado “de estado de necesidad”, de anticipar la consagración de obispos para su instituto y de realizarla sin mandato pontifical. Pero es de una manera falaz, de parte de opositores externos, haciéndose “aliados objetivos” tanto de ciertos elementos como de ciertas malas o desmañadas costumbres en el interior de esta comunidad, que fue fabricado el nuevo obstáculo de una “prerrequisito” doctrinal.
    ¿Porqué pretender que la tradición viviente de la Iglesia se haya detenido, no tan sólo en el Vaticano II, lo que sería ya absurdo, sino en un cierto Vaticano II?

  7. Meu caro Heleno,
    Hoje no site http://paparatzinger2-blograffaella.blogspot.com/2009/03/lefebvriani-non-vogliamo-fermarci-prima.html

    Papa/ Lefebvriani: Non vogliamo fermarci a prima del Concilio. Italiano também não é dificil.

    Mons.Fellay: Benedetto XVI e’ attaccato da mondo progressista

    Roma, 20 mar. (Apcom)

    “Non vogliamo arrestare la tradizione al 1962. Se stiamo stati capaci di seguire tutto l’insegnamento della chiesa dalla sua nascita agli anni Sessanta, con tutti i suoi sviluppi, significa che non siamo, come si usa dire, dei ‘fissisti'”.
    Lo afferma, in una intervista al ‘Foglio’, il superiore della Fraternità San Pio X, monsignor Bernard Fellay.
    “È vero, abbiamo posto dei problemi sul Concilio Vaticano II, che peraltro si è autodefinito concilio ‘pastorale’ e non ‘dogmatico’. Questo – sottolinea – dipende dall’evidente impossibilità di inserire nella continuità della tradizione alcune novità che ne sono scaturite. La tradizione, secondo l’insegnamento della chiesa, è una fonte della Rivelazione divina, non è un balocco nelle mani degli uomini, neanche dei tradizionalisti”.
    Per il successore di Lefebvre, “se la crisi della chiesa è una crisi di fede, per conseguenza immediata è anche una crisi dei ministri che devono tramandare questa fede, i sacerdoti. Dunque – prosegue – è necessaria una riforma del sacerdozio, un ritorno al senso della vocazione e alla santità sotto tutte le forme”.
    Infine, Fellay spiega: il Papa “è continuo bersaglio di attacchi da parte del mondo progressista, alleato con lo spirito moderno liberale”.
    Pubblicato da Raffaella a 12.06

  8. A afirmação do cardeal Hoyos parece contradizer o Papa Bento XVI, como pretende o sr. Helênio ao escrever que o problema doutrinal na questão fa FSSPX é a não aceitação magisterial do Concílio Vaticano II. Mas, na realidade, na minha opinião, as discordâncias são nas proposições do mesmo concílio que chocam com o Magistério ordinário pré-conciliar. (O que é admitido por vários escritores, teólogos e bispos das mais diversas posições). Ou seja, não é uma discordância pessoal de uma Ordem religiosa (FSSPX), é uma discordância, mesmo que apenas na interpretação, com a doutrina sempre crida e ensinada.
    Caberá ao Santo Padre dirimir a questão: Os documentos pastorais do Vaticano II contem discordâncias com a Tradição?
    Por outro lado, é notória a corrente progressista que pretende dar chancela de infalibilidade ao Concílio Vaticano II.
    Caberia a estes uma transposição das palavras do Santo Padre: “Não se deve congelar o magistério ao período PÓS 1962”.