Ufa! Um antigo prisioneiro de Auschwitz em uma escola da Fraternidade.

Link para o originalUma vez que a atual histeria alemã sobre o Holocausto diz respeito à difamação de pessoas que pensam de maneira diferente, e não dos falecidos, vítimas e pessoas, não interessa saber o que os lefebvristas realmente pensam sobre essa questão.

 

Ao final do ano letivo de 2008 os alunos da oitava série da “Erweiterten Realschule Herz-Jesu” [Liceu Coração de Jesus], em Saarbrücken, foram com a sua professora, diretora Harald Messmer, a uma exposição sobre Alex Deutsch na escola de seu mesmo nome em Neunkirchen-Wellesweiler.

Neunkirchen em Saarland é uma pequena cidade com quase 50.000 habitantes, cerca de vinte quilômetros a nordeste da capital.

Deutsch, nascido em 1913, em Berlim, sobreviveu ao campo de concentração nazista Auschwitz-Birkenau.

A “Erweiterten Realschule Herz-Jesu”, em Saarbrücken, é um empreendimento operado pelos lefebvristas.

Já em junho de 2005, Deutsch – naquela época com 91 anos de idade – foi convidado pela Escola Coração de Jesus. Todos os alunos de 5 a 10 séries ouviram as suas explicações no refeitório.

Deutsch foi criado com oito irmãos em Berlim. Ele passou parte de sua infância com seu irmão mais novo em um orfanato judaico.

O pai de Deutsch faleceu na primeira Guerra Mundial como soldado.

Depois da escola, Deutsch aprendeu o ofício de padeiro. A partir de 1935, ele não mais poderia exercer essa profissão e foi enviado a uma carvoaria como trabalhador forçado.

Nessa época ele se casou e teve um filho.

Número do prisioneiro gravado no braço
Número do prisioneiro gravado no braço

 

Em 1943, a jovem família foi aprisionada e transportada em um vagão de carga em uma viagem de três dias a Auschwitz.

 

Uma parte dos prisioneiros morreu já durante a viagem. A jovem esposa de Deutschs e seu filho foram mortos na câmara de gás logo na chegada.

 

Deutsch soube disso pouco tempo depois, uma vez que tinha sido transportado mais tardiamente para Auschwitz. Como homem capaz para o trabalho, ele foi alocado para trabalhos forçados.

 

Em Auschwitz-Birkenau o berlinense capturado foi marcado no braço com o número “105 613”. Deutsch também foi tratado como um número no campo de extermínio.

 

Muitos de seus parentes foram assassinados em campos de concentração. Alguns ainda conseguiram fugir a tempo para a América.

 

Ele passou dois anos no campo de extermínio e sofreu muitas decepções.

 

Ele também sobreviveu porque um supervisor dos prisioneiros prometeu castigar os presos durante o trabalho.

 

Em 1945 os prisioneiros enfraquecidos mas que ainda eram aptos ao trabalho foram evacuados antes dos russos e enviados em uma marcha mortífera em direção ao oeste, ao que muitos não sobreviveram.

 

Assim, Deutsch chegou a Buchenwald e dali foi para outro campo de concentração.

 

Devido aos bombardeios dos aliados, os soldados da SS deixaram o campo de concentração no início de abril de1945. Poucos dias mais tarde, Deutsch foi localizado pelos americanos.

 

Por medo do Exército Vermelho homicida, Deutsch não queria permanecer em Berlim. Assim, ele conseguiu chegar a Paris, onde se encontrou por acaso com um de seus irmãos.

 

Deutsch se decidiu emigrar para seus parentes nos EUA. Em 1946 ele voou para o novo continente, onde se casou pela segunda vez, vindo a abrir uma loja de alimentos no estado de Louisiana.

 

Em razão das incursões perigosas e ameaçadoras na cidade de Saint Louis, ele abriu mão de seu estabelecimento comercial no início dos anos 1970.

 

Após o falecimento de sua segunda esposa, em 1978, ele retornou à Alemanha.

 

Lá ele se casou com a sua terceira esposa, a Sra.Doris, a viúva de seu antigo colega Karl Loeb.

 

Ele se estabeleceu em Wiebelskirchen – um distrito de Neunkirchen. Até hoje ele dá palestras sobre a perseguição aos judeus pelos nazistas.

 

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6 Comentários to “Ufa! Um antigo prisioneiro de Auschwitz em uma escola da Fraternidade.”

  1. “Ele também sobreviveu porque um supervisor dos prisioneiros prometeu castigar os presos durante o trabalho.”

    Quer dizer que se o supervisor NÃO castigasse os prisioneiros ele NÃO sobreviveria!!!??????

    Outra coisa: Que Deus me perdoe se estiver errado mas… esse não parece um braço de uma pessoa centenária! E pelas crueldades de Hitler as marcações seriam feitas a ferro e não à mão como parece ter sido.

    Tomara que eu seja o único fazer estas observações!

    Enfim, e daí? O que a reportagem que mostrar?

    DFLD

  2. Caríssimo, quer mostrar apenas que a FSSPX não é anti-semita e que fatos como esse não são noticiados. Nada além disso.

  3. É incrível o espírito crítico que se apodera dos homens neste tempo. Eis a foto do senhor citado, para mostrar que é velho…

    Se restar alguma dúvida, explicitamente o braço e o corpo ao qual pertence… http://neuebremm.team4media.net/upload/bilder/Alex_Deutsch.jpg

  4. Caro DFLD,

    A palavra em alemão utilizada para o tipo de gravação no braço do sujeito é “gebrant”. Isso não significa uma simples tatuagem, mas sim uma marcação a ferro quente (como gado).

  5. 1- Eu disse: “Que Deus me perdoe se estiver errado…”

    2- Castiguei nas perguntas para sobreviver nas respostas (sic)

    DFLD

  6. Uma história que ainda está para ser contada é a do massacre de religiosos e leigos católicos na 2ª Guerra Mundial. Os judeus não foram os únicos vítimas de genocídio. Ao comentar com um senhor suíço a polêmica sobre o número de judeus mortos no genocídio praticado pelos nazistas, ele comentou-me que sim, que havim sido 6 milhões mesmo, mas que a metade usava batina…