Novo bispo auxiliar de Aracaju: Côn.º Henrique Soares da Costa.

Cônego Henrique.

O Papa nomeou Bispo Auxiliar da arquidiocese de Aracaju (Brasil) o Rev. Cônego Henrique Soares da Costa, do clero da arquidiocese de Maceió, até agora reitor da igreja “Nossa Senhora do Livramento” em Maceió, consignando-lhe a sede titular episcopal de Acufida.

O novo bispo é conhecido por seu apostolado na internet e por polêmicas com tradicionalistas.

53 Comentários to “Novo bispo auxiliar de Aracaju: Côn.º Henrique Soares da Costa.”

  1. Qual critério se utiliza para nomear um sacerdote bispo da Santa Igreja?
    Não acompanhei a polêmica entre esse sacerdote e a Montfort, mas pelo que pude ler no link aqui disponível, não concordo com o modo de pensar desse cônego, particularmente no que concerne à pessoa de S.S.João Paulo II (porquê Magno?) no futuro seu pontificado será julgado pelos graves erros cometidos. Seu pontificado foi diametralmente oposto ao pontificado de S.S.Bento XVI que tem procurado por ordem na Casa de Deus, devastada pelos abusos de todos os matizes.
    Chamar De Lubac, Congar e Urs Von Balthasar de santos é muita falta de critério…

  2. Conheço o Cônego Henrique pessoalmente, e posso afirmar que é um padre santo. Extremamente zeloso com a liturgia, é um exemplo, não somente para os demais padres, mas também para os fiéis.

    Além de seu apostolado via internet, o Cônego ministra aulas de Teologia a fiéis que querem se aprofundar e ensina a mesma disciplina numa Faculdade de Maceió. É também o diretor espiritual de muitas pessoas.

    Os padres que seguem a sua linhagem, considerados seus filhos, são todos muito litúrgicos e vivenciam realmente o mistério do Sacerdócio. Um destes, o Pe. Érico, é o único, pelo que sei, a celebrar a Santa Missa no rito tridentino em Maceió, além de ser um especialista em música litúrgica e canto gregoriano.

    Pe. Henrique é ainda um homem de muito saber e que tem defendido a Santa Igreja. Em uma oportunidade, pude assistir um debate entre ele e um professor materialista ateu da Universidade Federal de Alagoas.

    Com certeza, será um grande bispo. Deus sabe o que faz… Sua Santidade também.

  3. Enfim… Um neo-conservador… Se ele ainda se mantêm com o mesmo pensamento manifestado na época da polêmica, eu não saberia dizer se é para se aplaudir ou entristecer.

    Por um lado, é bom que ao menos tenhamos um bispo que não é um herege negador dos sacramentos, e tenha até uma bagagem teológica…

    Mas eu não consigo ver vantagens entre um progressista e um neo-conservador. E ao que parece, a visão que ele tem dos tradicionalistas é lamentável. Antes fosse um ignorante como os outros.

    Espero que, quando ele assumir uma diocese como titular, caso hajam interessados na Missa de Sempre, ele não levante barreiras ideológicas, ou seja, não tome o caso como uma concessão para uma seita…

    Senhor, dai-nos paciência!

    Que passe essa geração e venha outra, mais devotada à sua Igreja e menos apegada a vultos do passado, como von Balthasar e demais…

  4. Peço orações pela vinda da Missa Tridentina a Aracaju. Estamos em um momento decisivo da caminhada.

  5. “Extremamente zeloso com a liturgia”

    Que missa ele celebra? Peremptoriamente, ele proíbe os tais famigerados “ministros da eucaristia”? Indiscriminadamente, ele proíbe a comunhão na mão?

    Retoricamente, pergunto: há como ser zeloso com a liturgia celebrando a missa nova? Lembremos as palavras do Breve Exame Crítico dos Cardeais Ottaviani e Bacci:
    “O Novus Ordo Missae… representa, tanto em seu todo como nos detalhes, um surpreendente afastamento da teologia católica da Missa tal qual formulada na sessão 22 do Concílio de Trento.”

  6. Rodrigo, Bruno, Adilson e demais interessados,

    informações acerca de Côn. Henrique? Escrevam-me. Há fatos interessantes.

    Pedro Alcântara.

  7. Meu e-mail: alcantarapjr@hotmail.com

    Pedro Alcântara

  8. Padre Henrique santo? Não o conheço pessoalmente, mas pelo o seu blogue dá para se tirar a visão progressista disfarçada de tradição deste padre.

  9. Prezado Teologo Adilson,
    Visto que o sr. disse: “há como ser zeloso com a liturgia celebrando a missa nova?”, a conclusão lógica é que Bento XVI não é zelozo, pois celebra todos os dias e defende a santidade da Missa de Paulo VI. Veja Summorum Pontificum.

    Quais as distinções que o sr. fará agora, ou quais os numerosos textos que o sr. vai citar?

  10. Heleno, (Sr. ou Rev. Pe.)
    “a conclusão lógica é que Bento XVI não é zelozo”

    Tu o dizes. (esse está bom?)

  11. Então o Adilson deveria sentar-se na Cátedra de S. Pedro. Que tal? Ou então, no mínimo, dar aulas de Liturgia a Sua Santidade…

  12. Li o texto do blog http://costa_hs.blog.uol.com.br/arch2007-06-17_2007-06-23.html

    Triste ver que provavelmente esse novo bispo auxiliar de Aracajú vai ser um daqueles bispos a criar obstáculos à Missa de Sempre (título, aliás, que ele refuta no blog) ou então vai permiti-la contanto que ele mesmo escolha o padre (o que vem sendo feito em várias dioceses). Vai aceitar a missa tridentina contanto que seja com uma mentalidade não tradicional – ou seja, Missa Tridentina com mentalidade neoconservadora.

    No blog ele diz: “Acusam de modernismo grandes teólogos do século XX, como Henri de Lubac e Yves Congar e denigrem a memória do grande teólogo Hans Urs von Balthasar! Todos esses teólogos eminentes e santos, apesar de serem somente padres, foram feitos cardeais por João Paulo II Magno e são queridíssimos de Bento XVI. Quanto a de Lubac, Ratzinger o considera um de seus mestres!”

    “O site Montfort e outros sites tradicionalistas alardeam fidelidade ao Papa e depois minam-lhe a autoridade; citam o que interessa dos livros de Ratzinger, mas ignoram solenemente que o mestre teológico de Ratzinger é de Lubac! O Papa, para eles, serve somente no que lhes convém!”

    Não sou fã muito menos admiradora de Orlando Fedeli, mas o que o então Pe. Henrique Soares diz no seu blog não faz sentido. Sim, o Papa enquanto padre e cardeal foi admirador de toda essa gente. Eles todos se criaram no mesmo ambiente teológico, e isso é era se esperar. Esses elogios do cardeal Ratizinger aparecem em vários textos, sobretudo em sua auto-biografia. Contudo o que Pe. Henrique Soares não fala é que mais tarde o próprio Cardeal Ratzinger se afastou de muitas das posições de seus antigos colegas e “mestres”. Então, se o próprio Papa “escolheu o que lhe convinha” e “rejeitou o que não lhe convinha” nos ensinamentos de seus “mestres” porque criticar os tradicionalistas que fazem o mesmo? Afinal, perfeito só Deus. E todos nós fazemos esse processo de seleção do que há de justo e correto nas pessoas.

    Um outro problema que vejo aqui é que ele equaciona o fato de alguém ter sido escolhido cardeal por um papa para ser considerado inquestionável.

    “Por outro lado, é doença intelectual mesmo dizer “odeio tudo que é moderno”. E é contraditório, pois se escreve isso com o teclado de um moderno computador, usando a internet, o meio mais moderno de comunicação! Pensem na esquizofrenia”

    E quem disse que modernismo significa modernidade? Até admito que hoje utilizemos esse termo “modernismo” de maneira mais ampla do que na época em que foi cunhado para designar tudo o que é heterodoxo, mas nunca vi um tradicionalista confundir a heresia modernista com a modernidade ou o uso de tecnologias avançadas.

    “É totalmente falso que o Missal de Paulo VI deturpe ou macule ou mutile a fé católica”

    Mama mia! Quem em sã consciência após ter estudado um pouquinho não reconhece que houve uma dose de protestantização na doutrina católica expressa na Missa Nova? Se houve uma redução ou minimização da fé Católica com a Missa Nova (mesmo ela sendo celebrada “nos conformes”), como é que ele pode afirmar tal coisa?

    “O que atrapalha e é errado é refutar o Vaticano II, acusar Paulo VI e absolutizar (= endeusar), como se fosse determinação eterna, uma norma de um Papa que nunca teve a intenção de dar um alcance absoluto a suas palavras!”

    “Obs: Só, a título de esclarecimento, uma questão interessante: E se São Pio V tivesse pensado realmente em decretar que o seu Missal seria para sempre, os papas seguintes poderiam mudar isso? Poderiam, perfeitamente! São Pio V teria (o que não fez) exorbitado nas suas prerrogativas! Um Papa somente pode determinar para sempre o que pertencer ao Depósito da Fé.”

    Então, segundo ele o Papa São Pio V usou palavras fortes só de brincadeirinha quando utilizou a expressão “para sempre”. Segundo esse raciocínio São Pio V NÃO teve a intenção de decretar que seu missal fosse para sempre, apesar de ter repetido essa expressão à exaustão. O argumento de que um papa tem autoridade para reformar normas litúrgicas proclamadas por seus antecessores parece procedente, pois vemos isso ao longo da História, mas negar que São Pio V estava falando em linguagem figurada e que não pretendia que suas palavras fossem levadas a sério é piada.

    De resto é rezar. Soube por uma pessoa de Maceió que ele era um bom padre e até cuidadoso com a liturgia. Contudo, a julgar pelos textos de seu blog e pelo grande apreço as estrelas conciliares não vai dar mole aos trads de Aracajú.

  13. Prezado Doutor Adilson

    Talvez vc não tenha entendido que eu estava lhe fazendo uma pergunta.
    Então vamos lá de novo: lenvando em conta o que o sr. diz, eu devo tirar como conseqüencia que o Papa não é um Papa zeloso?

  14. “O argumento de que um papa tem autoridade para reformar normas litúrgicas proclamadas por seus antecessores parece procedente, pois vemos isso ao longo da História”

    Cara Maria,

    de fato, um Papa tem autoridade para REFORMAR a liturgia, mas vejamos bem, reformar pode ser: retirar o que está fora do lugar, excluir o que não tem relevância ou acrescentar algo para APERFEIÇOAR. Foi isso o que ocorreu ao longo da história, o Rito Romano foi implementado pelos Papas anteriores e nem muito menos se criou um novo Rito Romano (antes de Paulo VI).

    Olhando todo o novo missal, nada se encontra que se possa dizer que Paulo VI acrescentou ou enriqueceu no Rito, ao contrário, criou-se um novo rito e que quase nada, ou nada, herdou das riquezas e excelências do Romano, que ao longo dos séculos fora retocado com todo zelo para depois, com a dita “reforma” ser abandonado.

    Em resumo, se se pode dizer que o rito novo é a “forma ordinária” do Rito Romano, creio que também se pode dizer que é uma forma protestantisada, deturpada, empobrecida, e porque não, “heretizante”.

    Cleber

  15. Caro Cleber,

    Se você ler com atenção o que escrevi acima verá que não estou falando algo muito diferente do que você disse. Quando falei em “reformar” não estava pensando na Missa Nova (que é algo tão diferente do Rito Romano Tradicional), mas das próprias modificações que o rito de São Pio V sofreu. A versão que utilizamos no MIssa de 1962 seria uma dessas modificações.

    Eu utilizei a palavra “reformar” justamente para transmitir o sentido do que você tão bem explicitou acima. No caso da MIssa Nova, apesar de se valer de uma base da missa antiga, naturalmente, representa uma outra Teologia, mais antropocêntrica e protestantizada.

    Quanto a essa questão dos ritos, não posso deixar de pensar como São Pio V foi sábio e dócil, permitindo todos os ritos então existentes com pelo menos 200 anos, o contrário do que aconteceu com a reforma litúrgica pós conciliar, onde a Missa Nova entrou arrazadoramente e vinculando todos os padres a celebrá-la sob pena de sanções.

  16. Caros Helênio e Fábio, apenas lembro as palavras do própio Papa sobre o Novo Rito:

    “O segundo grande acontecimento no início dos meus anos em Ratisbona foi a publicação do missal de Paulo VI com a proibição quase total do missal anterior, depois de uma fase de transição de apenas meio ano. Era auspicioso o fato de que, depois de um tempo de experimentos, muitas vezes deformando profundamente a liturgia, houvesse agora um texto litúrgico obrigatório. Mas fiquei consternado pela proibição do Missal antigo, pois algo semelhante nunca tinha acontecido em toda a história da liturgia. Tinha-se a impressão de que isso era uma coisa perfeitamente normal. O missal anterior tinha sido criado por Pio V, por ocasião de Concílio Tridentino; assim era normal, dizia-se, que após 400 anos e depois de um novo Concílio um novo Papa oferece-se um novo missal. Mas a verdade histórica é outra. Pio V havia mandado fazer apenas uma revisão do Missale Romanum existente, como é normal no crescimento vivo da história através dos séculos. Assim também muitos de seus sucessores tinham novamente trabalhado esse missal, sem jamais opor um missal novo ao missal anterior. Foi um processo contínuo de crescimento e purificação, no qual, porém, nunca se destruiu a continuidade. Não existe um missa de Pio V que tivesse sido criada por ele. O que existe é a revisão feita por Pio V, como fase de uma longa história de crescimento. O “novo” depois do Concílio de Trento foi de outra natureza: o rompimento causado pela Reforma tinha-se realizado, sobretudo, como “reformas” litúrgicas. Não havia simplesmente uma Igreja Católica e outra protestante, uma ao lado da outra; a divisão da Igreja realizou-se quase imperceptivelmente, e era mais visível e historicamente mais eficaz na mudança da liturgia, que ainda aconteceu com muita diferença entre um lugar e outro, de sorte que também aí, entre o ainda católico e o já não católico muitas vezes era impossível de discernir.
    Naquela situação confusa, que se tornara possível pela falta de uma legislação litúrgica única e pela existência de um pluralismo litúrgico na Idade Média, o papa decidiu que o Missale Romanum, o livro das missas na cidade de Roma, tinha de ser introduzido em toda parte onde não se pudessem alegar liturgias que tivessem pelo menos 200 anos de idade. Onde isso fosse o caso, podia-se ficar com a liturgia existente, porque então o seu caráter católico podia ser considerado seguro. Não se tratava, pois, de uma proibição de um missal existente e até então considerado válido. Porém, a proibição agora decretada, do missal que se tinha desenvolvido continuamente através de todos os séculos, desde os manuais para os sacramentos na Igreja antiga, causou na história da liturgia uma ruptura cujas conseqüências só podiam ser trágicas. Uma revisão do missal, como já houvera muitas vezes, e que desta vez podia ser mais radical do que até então, sobretudo pela introdução da língua materna, tinha sentido e tinha sido determinada com razão pelo Concílio. Mas agora aconteceu mais: o edifico antigo foi derrubado e construiu-se um outro. É verdade que, em grande parte, foi feito com o material do anterior e usando-se, também, os projetos antigos. E não há dúvida: este novo missal trouxe, sob muitos aspectos, um verdadeiro melhoramento e enriquecimento. Mas o fato de ter sido apresentado como construção nova, em oposição ao crescimento histórico, e de o missal antigo ter sido proibido, de sorte que a liturgia não apareceu mais como resultado de um crescimento vivo, e sim como produto de um trabalho erudito e de competência juridical, isso nos prejudicou sobremaneira. Pois agora se devia ter a impressão de que liturgia é algo que “se faz”; não algo preexistente, mas algo que depende de nossas decisões. E aí seria lógico, também, que não somente os eruditos nem somente uma autoridade central fossem reconhecidas como portadores da decisão, mas que, afinal, toda a “comunidade” quisesse adotar sua própria liturgia. Mas quando a liturgia é algo feito por nós mesmos, então ela deixa de nos oferecer o que deveria ser sua verdadeira dádiva: o encontro com o mistério, que não é produto nosso, mas nossa origem e fonte de nossa vida. Uma renovação da consciência litúrgica, uma reconciliação litúrgica que reconheça novamente a unidade da história da liturgia e que entenda o Vaticano II não como ruptura, mas como degrau na evolução, é urgentemente necessária para a vida da Igreja. Estou convencido de que a crise na Igreja, pela qual passamos hoje, é causada em grande parte pela decadência da liturgia, que às vezes é concebida de uma maneira etsi Deus non daretur [Como se Deus não existisse], isto é, que nela não importa mais se Deus existe e se Ele nos fala e nos escuta. Quando, porém, na liturgia não aparece mais a comunhão da fé, a unidade mundial da Igreja, o mistério de Cristo vivo, onde, então, ainda aparece Igreja, em sua essência espiritual? Aí a comunidade ainda celebra somente a si mesma, mas isso não vale a pena. E já que a comunidade por si só nem existe, e é sempre formada somente pela fé, sendo criada como unidade pelo Senhor, é inevitável, naquela suposição, que a Igreja se divida em partidos de todo tipo, e os grupos se oponham uns aos outros dentro de uma Igreja que se dilacera a si mesma. Por isso precisamos de um novo movimento litúrgico, que dê vida à verdadeira herança do Concílio Vaticano II”
    (Cardeal Joseph Ratzinger, Papa Bento XVI, Lembranças da Minha Vida, versão em português, Ed Paulinas, São Paulo, 2006, pp.128-131. Do original alemãoAus meinem Leben). (Confira o mesmo texto na versão italiana no final deste artigo).

  17. R. Pe. Heleno,
    É EVIDENTE QUE NÃO! (precisa de gritar?)

    Não é pelo fato de que ele vem e declara o óbvio: que a Santa Missa de sempre nunca foi ab-rogada e a “libera”, que agora eu vou reverenciá-lo como o maior papa da história. Mesmo porque a impostora continua imperando sobre a verdadeira.

    Não é pelo fato de que ele vem e torna sem efeito um decreto inóquo, que vai tornar também sem efeito 40 anos de soterramento da Igreja.

    Não! Ele ainda (por enquanto, se Deus quiser) continua sendo quase o mesmo Card. Ratzinger de outrora. Seu livro (Introdução ao Cristianismo), que ninguém se esqueça, não foi ainda corrigido; seus discursos, ecumenicamente corretos, continuam a ser ventilados; etc.

    Agora R. Pe. Heleno, não venha rasgar suas vestes na minha frente. Rasgue-a longe de mim.

  18. Maria, compartilho igualmente de seu parecer quanto à questão. não consegui encontrar motivos para me entusiasmar como mais esse bispo conservador, e que tem o Vaticano II como superior aos demais.
    Superior sim. Porque o Vaticano II dá margem a doutrinas contrárias à fé de sempre… E esse padre acata as mudanças. Logo, implicitamente declara aceitar as mudanças que o pastoral Vaticano II fez, e que contrariavam preceitos dogmáticos anteriores.

    A crítica à Bula de São Pio V também é lamentável. Sofisma barato. Ele relativiza a bula para poder justificar a Missa Nova.
    Mas não era preciso fazer tanto malabarismo. Bastava deixar claro que estamos falando de uma Missa Multissecular, fruto da ação do Espírito Santo e de um desenvolvimento natural, e uma segunda liturgia, com uma influência distante da Missa Gregoriana, mas com o diferencial de ter sido encomendada por intelectuais, para atender à nova concepção do relacionamento entre a Igreja e o mundo.

    Fazendo essa sabotagem contra o que disse São Pio V, esse padre conscientemente ou não, acaba por contrapor os dois missais, coisa que o manual de boas maneiras dos conservadores jamais faria, visto que o Santo Padre decretou que os dois são legítimos.

    Reitero o que havia dito: que passe essa geração de viuvas deste concílio que semeou confusão.

  19. É realmente complicado ser zeloso quando se trata da liturgia da missa nova. Ademais, o que vemos por aí como fruto dessa liturgia são os abusos a que se chegaram.

    E como explicar o seguinte “zelo” do Rvmo. Padre Henrique:
    “Há somente dois modos de comungar:
    * um mais antigo: na mão. O fiel estende as duas mãos, a direita sob a esquerda. O padre coloca o Corpo do Senhor, dizendo: «o Corpo de Cristo»; o fiel toma a hóstia, responde «amém» e comunga, observando se ficou algum fragmento na mão para limpá-lo.” (http://www.padrehenrique.com/curso_liturgia.htm)

    A pergunta é: como “limpá-lo”? É esse o zelo para com Nosso Senhor Jesus Cristo?

    Logo, sr. Adilson, já pode-se ver que ele não proíbe a comunhão na mão (nem os ministros da eucaristia, sobre os quais o Pe. diz que não se deve confundir ministros extraordinários da eucaristia com ministros extraordinários da comunhão eucarística… (?!))!

    Helenio, parece ter virado sua marca registrada esse jogo infantil de perguntas retóricas!

    In Iesu et Maria

  20. Cara Maria!

    Sim, entendi claramente o que dissestes. Não a contestei, pelo contrário, com o “DE FATO” que usei, quis apoiá-la.

    Abraços, Cleber

  21. Resumo da ópera chamada “As Viúvas do Concílio”: mais um bispo que não favorecerá em nada a reforma da liturgia atual (porque exalta a perfeição do Concílio, sua paupérrima e heterodoxa liturgia e de seus fautores) e que criará obstáculos para que se reintroduza com frutos o Rito de São Pio V na diocese para a qual foi nomeado como bispo auxiliar, em contraposição à Summorum Pontificum.
    Rezemos pelo Santo Padre! Rezemos por esse cônego!
    E que venha o triunfo do Imaculado Coração de Maria!

  22. Prezados leitores, comentários próprios sobre o tema em questão são sempre bem vindos. Por isso, pedimos encarecidamente que evitem ataques pessoais e principalmente perguntas capsiosas, que manifestam desinteresse pelo sadio debate de idéias ao mesmo tempo que desprezam a caridade.

    Assim sendo, e visando manter a ordem e os objetivos deste blog, acaba de ser moderado um comentário do senhor Helênio.

  23. Lembrando que ele é um bispo auxiliar e não o dono da catedra! Quem manda por lá é o arcebispo, por isso não importam as conviccoes do senhor bispo auxiliar, pro ou contra a missa de sempre!
    Deveriam estar mais preocupados com o titular do cargo e não com o auxiliar…

  24. “…observando se ficou algum fragmento na mão para limpá-lo.”
    Agradeço, Laura. Mediante isso: sem comentário!
    De fato, Rodrigo Ruiz. Você resumiu bem.
    Cleber, concordo inteiramente.

  25. Caro Alexandre,

    Permita-me apresentar uma opinião um pouco diferente da sua. Creio que mesmo não sendo a “palavra final” nas dioceses, os bispos auxiliares têm grande importância nas decisões de uma (arqui)diocese. São eles que apresentam os assuntos nas reuniões episcopais. Eles podem apresentar pareceres favoráveis ou dar o contra. Portanto, eu não subestimaria a sua importância. Um bispo auxiliar pode sim ser um grande aliado nessa quesão ou um grande impedimento.

  26. Boa tarde!
    Gostaria de parabenizar o Editor e todos os que trabalham neste blog. Seu trabalho realmente é excelente.

    Bem, minha dúvida é em relação ao então Cônego do Cabido Metropolitano de Maceió, Reverendíssimo Monsenhor Henrique Soares da Costa, nomeado Bispo Auxiliar de Aracaju e titular Acufida. Sem querer entrar em detalhes de suas ideologias e teologias, gostaria de saber; se ele é uma boa escolha ao múnus episcopal baseado nas últimas eleições feitas pelo Santo Padre? e sua posição em relação a atual “ hermenêutica de continuidade litúrgica”?

    Serei muito se puderem responder-me.
    Fraterno abraço.

    Marco

  27. (…)

    “Quanto à discussão sobre o poligenismo ou monogenismo, é questão absolutamente aberta (não adianta citar erroneamente a Humani Generis de Pio XII, que não se pronunciou de modo infalível). Qualquer teólogo católico dirá isso. Nenhum católico é obrigado a pensar que a humanidade veio de um só casal. Eu defendo claramente o poligenismo, mas respeito quem pensa diversamente, pois não é assunto fechado” (Pe. Henrique).

    E por que o senhor previne que não adianta lhe citar a encíclica Humani generis de Pio XII ?
    Embora não adiante citá-la para o senhor que não aceita a palavra do Papa Pio XII, adianta, sim –e muito– citá-la para os leitores do site Montfort, para que vejam como o senhor engana seus leitores.
    Ensinou Pio XII na Humani Generis, confirmando o magistério perene da Igreja:

    “Quando se trata de outra hipótese, a do chamado poligenismo, os filhos da igreja não gozam da mesma liberdade. Porque os fiéis não podem abraçar a sentença dos que afirmam que depois de Adão existiram na terra verdadeiros homens que não procederam dele como primeiro pai de todos por geração natural, ou que Adão significa uma espécie de multidão de primeiros pais” (Pio XII, Humani Generis, Denzinger, 2328).

    Pio XII condenou o poligenismo e declarou que não era lícito a um católico fiel defender essa tese falsa e nem mesmo discutir sal possibilidade.Pio XII diz que isso é questão fechada para os filhos da Igreja.
    O senhor diz que o poligenismo é questão aberta.
    Por acaso o senhor então não se tem como filho da Igreja?
    Por acaso seu teologal palpite vale mais do que escreveu Pio XII na Humani generis como Magistério pontifício?
    Esse é um erro gravíssimo seu, Padre Henrique. Porque, se nem todos os homens descendem de Adão, então nem todos os homens têm pecado original, nem todos precisam ser redimidos por Cristo, e nem todos os homens são irmãos. Sua doutrina poligenista, padre, nega o dogma do pecado original, e nega a redenção universal de Cristo. Seu poligenismo, Padre, leva diretamente à afirmação da superioridade natural de um grupo humano sobre outros, e isso leva ao racismo. Hitler concordaria com o senhor Padre.
    Ou é o senhor que concorda com o poligenismo racista do nazismo?
    E por hoje basta.
    Espero que o senhor mude, e que siga, realmente, o que sempre ensinou a doutrina católica. Rezarei pelo senhor e para isto. E espero também que reze, como mandou o Papa, a Missa de sempre para todos os católicos que lha pedirem. Mesmo que eles sejam contra o Vaticano II, porque Bento XVI anulou o decreto que exigia dos católicos aceitarem o Vaticano II e a Nova Missa, para terem o direito — jamais ab-rogado — de terem a Missa de sempre.
    Rogando a Nossa Senhora que nos una inteiramente na mesma Fé — sem evolução, nem capitulação modernosa — me despeço,

    in Corde Jesu, semper,
    Orlando Fedeli

  28. Sinceramente, fico nauseado com tanta coisa que revela a fragilidade de personalidades sem um mínimo de consistência espiritual e psicológica!!!
    O que me conforta é que sei que esta é nossa condição humana! Faz parte da vida! Mas o que me revolta é o fato de tais fragilidades e inconsistências encontrarem eco no cristianismo, aliás, em formas culturais que o cristianismo foi assumindo!!!
    O dito “tradicionalismo” ou a chamada “militância” quando são vividos em “extremo”, e isto percebo claramente neste espaço, só revelam personalidades fracas que se apegam ao que é fraco e não conseguem construir uma existência sobre a Rocha, que cremos ser Jesus Cristo, revelador do Pai e doador do Espírito provindo do Pai.
    Toda esta polêmica em torno da volta da “Missa de Sempre” é vazia e carece de fundamentação teológica! Os defensores vorazes de um tradicionalismo que tenta ressurgir mofado e malogrado deveriam pôr a mão na consciência e sentirem quanto mal fazem a Igreja!
    ESQUECERAM JESUS CRISTO! ESQUECERAM O EVANGELHO! ESQUECERAM PAULO E OS ATOS DOS APÓSTOLOS! E IGNORAM O POVO DE DEUS POBRE, SOFRIDO E HUMILHADO!!!
    Sinceramente, sinto náuseas ao ler este blog!!!
    Sinceramente sinto medo e tristeza ao ver certos aspectos demasiados absolutizados no pontificado de Bento XVI!
    A Igreja se fecha e volta-se para si mesma! O grande risco que se corre é a casta eclesiástica se aparentar muuuuuito com a casta sinédrica do tempo de Jesus: hipócrita, vazia e distante de Deus!!!
    As rubricas, as normas, as leis….os detalhes (reformulávais porque categorias humanas históricas!!!) estão a serviço do Espírito que gera comunhão, vida, fraternidade e fé na Igreja!!!
    Isto, com muita honestidade, parece ser esquecido pelo tradicionalismo!!!
    Vejo jovens seminaristas e padres, e muitos jovens leigos e alguns adultos, se prendem às alfaias e às rubricas para encontrar consistência existencial que não encontram em si mesmos!
    Digo isto com conhecimento de causa!!! Infelismente, certos tradicionalismos escondem recalques de todos tipo de dimensão! Graças a Deus que não em todos, mas numa grande maioria!
    Me enoja ver tradicionalistas com veste talar, ar piedoso e postura eclesiásticas que, nas sombras da vida e na dualidade de comportamento, vivem o que é até vergonhoso falar aqui! Graças a Deus não são todos, mas uma grande parcela!!!
    Bem, era isto que eu estava pensando e que queria dizer!!!
    Abração!

  29. …”se prendem às alfaias e às rubricas para encontrar consistência existencial que não encontram em si mesmos!”

    Mas Padre, com todo respeito, se “consistência existencial” é encontrável em nós mesmos, então para que Igreja? Para que Jesus? Para que Evangelho?

    Aliás, estas suas palavras me lembraram as de John Lennon, Padre, algo como “andei por todos os lugares e só me encontrei em mim mesmo”…

  30. realmente eu nao entendo essa nomiacao se nosso santo papa esta querendo trazer a Igreja a ordem. rezemos pelos padres para que eles voltem a respeitar a vontade de Nosso Deus.

  31. Pe. Eduardo. nao entendo seu comentario sobre aqueles que querem consistencia da Santa Missa. o senhor prefere que a Missa seja o que qualquer pessoa queira que ela seja? celebre de qualquer jeito? porque agora nos sabemos muito mais do que os Patriarcas da Santa Igreja?

  32. Caro Pe. Eduardo,

    Certamente, creio que ninguem aqui defende um comportamento duplo, ou seja, viver um tradicionalismo só de fachada. Isso não teria sentido algum. E certamente cristianismo de façhada acontece aos montes no catolicismo pós-conciliar. Quem teve ou tem amigos seminaristas diocesanos ouve histórias de deixar o cabelo em pé. Por que dizer que comportamente duplo acontece só entre os trads? Muito pelo contrário, o controle nos seminários tradicionalistas é muito maior e eles estão abarrotados em muitos lugares do mundo. Porque tantos rapazes sérios querem mudar de diocese para completar seus estudos de seminário?

    Se o senhor está enojado de ler o blog nós também sentimos náuseas ao vermos a Igreja sendo atacada por muitos de seus ministros consagrados. Sentimos náusas de ver como a Santa Missa está sendo celebrada de maneira desrespeitosa.

    Nossa luta pela Missa de Sempre não tem nada de saudosismo, mesmo porque muitos dos que lutam por ela são jovens e já nasceram com a Missa Nova. Nossa luta pela restauração litúrgica é uma luta pela restauração da Fé Católica. Quando a liturgia está empobrezida, quem sofre é a Fé.

  33. Rev. Pe. Eduardo.
    Se o senhor sente náuseas nesse blog, porque o está lendo?
    Náuseas sentimos nós ao ver um clero frouxo,mundano e preocupado mais com questões sociais do que com a salvação das almas. Náuseas sentimos ao ver padres como v.Rma. que demonstram desprezo pela autoridade de Pedro, pelo que é eterno e santo e que aceitam só o que lhes convém. Vivem um catolicismo self-service.
    O senhor escreveu:
    “Sinceramente sinto medo e tristeza ao ver certos aspectos demasiados absolutizados no pontificado de Bento XVI!”
    Absolutismo, Rev. Pe Eduardo é o que o senhor e muitos outros infelizmente praticam quando querem apenas buscar o pão material e enfiá-lo guela abaixo do povo,com esses discursos nada católicos,quando o povo precisa e muito do Pão do Espírito.
    Seu discurso é típico dos que preferem as comodidades da vida aos sacrifícios do seguimento do Cristo!
    V.Rma. entrou aqui para julgar, com as mãos cheias de pedras tal qual os judeus no episódio da mulher adúltera, chamando muitos aqui de recalcados e dizendo que vivem uma vida dupla. Quem é a casta sinédrica aqui? Quem está sendo o juiz? Examine sua consciência.
    À propósito, a Rocha é Pedro, esqueceu-se?
    Rezarei pelo senhor para que Deus o faça um sacerdote fiel e dedicado à salvação das almas pelas quais o senhor,um dia, irá prestar contas. Espero que, ao menos, nos Novíssimos, V.Rma. acredite.

  34. Rvmo. Pe Eduardo,

    Concordo com Rodrigo quando este diz que se sente “náuseas” ao ler este blog, então por que o faz?

    *”Os defensores vorazes de um tradicionalismo que tenta ressurgir mofado e malogrado deveriam pôr a mão na consciência e sentirem quanto mal fazem a Igreja!”

    É, pois, esse espírito modernista (ligado ao liberalismo) que fez (e faz) a Igreja passar por esta terrível crise. Uma crise de Fé.

  35. R. Pe. Eduardo
    No meio do seu mar de descabidos impropérios e proposições falazes, escolhi tb um trecho para fazer um pequeno comentário:
    “As rubricas, as normas, as leis….os detalhes (reformulávais [sic] porque categorias humanas históricas!!!) estão a serviço do Espírito que gera comunhão, vida, fraternidade e fé na Igreja!!!”.

    Mediante isso temos que lançar uma campanha: ABAIXO O FILIOQUE!!!
    Sim, por causa de uma conjunção (FilioQUE: o “QUE” aqui é a conjunção “ET” posposta em latim), a chamada “Igreja Oriental” lançou-se na heresia.
    Que absurdo: um detalhe, um detalhezinho, não gerou comunhão, gerou divisão. Uma conjunção aditiva, a conjunção “e”, a menor de nossa língua, jogou os “Ortodoxos” para fora da Santa Igreja.
    Como pode esse “ezinho”, essa conjunçãozinha (cuja função é justamente adicionar, incluir, unir) ter quebrado a “fraternidade” ter excomungado vários fiéis, padres, bispos, patriarcas?!
    Vamos destruir, então, o FILIOQUE. Vamos acabar com essa insignificante conjunção. Ela não está, como V. Revma. afirmou, “a serviço do Espírito que gera comunhão, vida, fraternidade…”. Essa normazinha, esse detalhezinho, “e”, arrancou os “Ortodoxo” do seio da Santa Igreja.
    Nossa Salvação eterna não pode ficar à mercê de um mero “e”, mero “QUE”, o “ET” posposto. Não é verdade?
    Não é nauseante?
    Portanto, para satisfazer a V. Revma.: ABAIXO O “E”!!!

  36. Caríssimos, ainda bem que na Igreja Primitiva, os cristãos não sentiram náuseas do Império Pagão. Se tivessem sentido, não teríamos tido mártires, mas Padres Eduardos!

    Padres que não militam pelo ensino, mas levantam a bandeira branca do diálogo. Padres que não obedecem a Igreja, mas tem fé na mesma, como se fosse uma realidade meramente invísivel. Será ele protestante?

    O Padre nega o filioque (que cremos ser Jesus Cristo, revelador do Pai e doador do Espírito provindo do Pai). O Padre que diz carecer de fundamentação teológica a polêmica em torno da Missa Tridentina, é um Padre que não entende absolutamente nada de teologia. Ou melhor, as náuseas que senti devem entorpecer-lhe a inteligência.

    Por falar nela, há um texto neste blog de Dom Mayer sobre o papel da inteligência na vida do indivíduo (A casa edificada sobre a areia). O qual cai como uma luva para o Padre Eduardo, vejam:

    “Nossa apreensão aumenta, amados filhos, pelo fato de que a minimalização do papel da inteligência, na conversão do indivíduo, vem acompanhada de muita ênfase ao fator emotivo. Digamos, desde logo, que esta não foi a pedagogia de Nosso Senhor Jesus Cristo, como no-la transmitiu a Tradição da Igreja e consta do Magistério Eclesiástico. Com efeito, a Igreja temeu sempre pelas conversões sem base sólida em princípios firmementes aceitos pela inteligência, que pudessem dar firmeza à vontade no combate às paixões desordenadas e na seqüela do Divino Mestre”.

    O dito Pe Eduardo, é bem “moderninho” termina o post com um abração, não como uma benção. Será ele Padre? Não sei, mas uma coisa tenho certeza, se for… não usa batina.

    A Igreja fechada e voltada para si mesma, é algo no mínimo complicado. Porque ao abrir-se para o mundo, a nova Igreja Conciliar voltou-se para ele e nele se encerrou. A salvação das almas não parece tão importante quanto o ecumenismo, o diálogo inter-religioso e as liberdades modernas. São João Apóstolo, não autoriza este estado de coisas, como se lê:

    “Muitos sedutores têm saído pelo mundo afora, os quais não proclamam Jesus Cristo que se encarnou. Quem assim proclama é o sedutor e o Anticristo. Acautelai-vos, para que não percais o fruto de nosso trabalho, mas antes possais receber plena recompensa.
    Todo aquele que caminha sem rumo e não permanece na doutrina de Cristo, não tem Deus. Quem permanece na doutrina, este possui o Pai e o Filho.

    Se alguém vier a vós sem trazer esta doutrina, não o recebais em vossa casa, nem o saudeis.

    Porque quem o saúda toma parte em suas obras más. 2 Jo 1, 7-11

    Aqui esta explicado porque o Sr. sente náuseas. E o porque de tantos males conciliares!

    Um homem que é filho de seu tempo, nunca dará assentimento a uma verdade eterna, para ele, ela sempre será mofada. Como o Sr. julga o tradicionalismo, mas o cristianismo que o Sr. segue, é ateu e apóstata. Muito pior que o do Sinédrio judaíco. E como bem vimos, os fariseus são os modernistas, como o fraquíssimo Henrici de Lubac, Urs VOn Balthasar e sua turma de delinqüentes teológicos. Estes sim diziam uma coisa e praticavam outra! De Lubac, tem um texto em que diz que o Magistério é a sua norma absoluta, só se for o de sua consciência individual. Porque sempre foi notória a sua desobediência e a sua incapacidade de responder a grandes téologos como Reginald Garrigou Lagrange (perto de quem ele não é absolutamente nada).

    Que Deus o ilumine e o livre da hipocrisia de querer tirar o cisco dos olhos dos outros.

  37. Lendo a carta do Pe. Eduardo, percebi que ele (o padre) irá fazer campanha contra a Santa Missa Tridentina, assim que o Papa obrigar que ela seja realizada.

    Será que o sr. Pe. Eduardo já não faz isso na sua Paróquia? Assim é a mentalidade do clero modernista: A rebeldia está no lado deles; O deboche está no lado deles; Os maiores ataques que a Santa Igreja Católica Apostólica Romana sofre está no lado deles;…

    Para os inimigos da Santa Igreja Católica Apostólica Romana tudo; para os filhos católicos da Santa Igreja, preocupados com os escândalos de um clero abusado e debochado, o ataque.

  38. Comentário excluído pelo moderador.

  39. Caro Sr. Leandro,

    o Sr. é muito simplório e ignora o contexto da Santa Igreja. O própio Papa João Paulo II, falou em apostasia silenciosa na Igreja.

    O valor da Missa é salvífico, não ecumênico, como a de Paulo VI. A Missa Tridentina, é a Missa por excelência, não foi fabricada para agradar protestantes!!!

    Hoje temos que considerar com atenção, se o Padre, é modernista, liberal, tradicional, herege, etc. Porque o concílio proclamou a liberdade do erro através da DH. No Brasil não se perdia tempo analisando o que era o Padre, e o que aconteceu, foi que o comunismo invadiu nossas Igrejas através da Teologia da Libertação…

    Já que o Sr. conhece a piedade do Pe Henrique e do Pe Erico, por favor nos explique:

    O Pe Erico celebra o rito sem objetos, sem preparo, sem lugar digno (O que quis dizer com isso?) e sem o povo para assistir a Missa?

    Quanto a acusão de que somos cegos, e o restante de sua missiva, deixo o testemunho do Pe Henrici de Lubac, a quem o Pe Henrique tem por mestre:

    A Crise Pós-Conciliar e o “Exame de Consciência” de De
    Lubac

    Nem as advertências e condenações dos Pontífices Romanos nem as condenações de seus adversários arranharam, em De Lubac, a segurança de “reformador”. Para conter tal segurança, era preciso o horrível desastre do pós-concílio.
    Do estado de alma de De Lubac (e de von Balthasar), Paulo VI se fará eco fiel — falaremos nisso depois — no seu famoso discurso de 30 de junho de 1972 sobre “as fumaças de Satanás no templo de Deus”, que é também a confissão de uma ilusão longamente cultivada e obstinadamente perseguida:
    “Acreditava-se que, depois do Concílio, viria um dia de sol para a história de Igreja. E, pelo contrário, veio um dia de nuvens, de tempestade, de obscuridade.”
    A impossibilidade de cavalgar o tigre das contestações desencadeadas e o desastre que desmentiu as róseas ilusões dos “reformadores” obrigaram De Lubac a um “exame de consciência”, que ele registra na já citada Mémoire autour de mes oeuvres. Entretanto, estamos muito longe de uma conversão. Ele admite, no máximo, que “essa época não é menos [sic] sujeita aos desvios, aos passos em falso, às ilusões, aos assaltos do espírito do mal”.
    E continua:
    “O que eu percebo hoje desses assaltos não me faz maldizer minha época, mas me leva a perguntar: não teria sido melhor considerar mais seriamente, desde o começo, meu caráter de fiel, meu papel de padre e de membro de uma Ordem apostólica, em suma, minha vocação, e principalmente concentrar com maior decisão meu trabalho intelectual precisamente no centro da fé e da vida cristã, em vez de o desperdiçar em domínios mais ou menos periféricos, segundo meus gostos ou segundo a atualidade? […]
    Não estaria eu preparado, dessa maneira, para interferir, com um pouco mais de competência e, sobretudo, de autoridade moral, no grande debate espiritual de nossa geração? Não estaria eu, agora, um pouco menos desprovido para esclarecer a uns e encorajar a outros?”
    E ainda:
    “Há sete ou oito anos estou paralisado pelo medo de afrontar de cara, de maneira concreta, os problemas essenciais, na sua atualidade viva. Isto foi sabedoria ou fraqueza? Tive eu razão ou não? […]. Não teria eu aparentemente acabado, contra a minha vontade, no clã
    integrista que me causa horror?”43
    Entre tantas dúvidas, uma única parece não ter jamais aflorado à consciência de De Lubac, a saber, que este “integrismo”, com o “horror” que o paralisava, não era nada menos que a fidelidade à ortodoxia católica, fiel e infalivelmente guardada pela Igreja, e que ele desprezava, para se dispersar em “domínios mais ou menos periféricos”,
    43 Pp. 389 ss. 77 segundo seus “gostos ou segundo a atualidade”, pretendendo em seguida — o que é pior — ser um “mestre” na Igreja, sem jamais ter sido um discípulo:
    “Cegos e condutores de cegos, que, inflamados de uma ciência orgulhosa, chegaram a essa loucura de perverter a eterna noção da verdade e, ao mesmo tempo, a verdadeira natureza do sentimento religioso; inventores de um sistema onde, sob o império de um amor cego e desenfreado por novidades, não se preocupam de maneira nenhuma em achar um ponto de apoio sólido para a verdade, mas, desprezando as santas e apostólicas tradições, abraçam outras doutrinas, vãs, fúteis, incertas, condenadas pela Igreja, nas quais homens muito vaidosos pretendem apoiar e assentar a verdade.”44

  40. … mais sobre Henrici de Lubac:

    HENRI DE LUBAC S.J., UM “MESTRE” QUE NUNCA FOI DISCÍPULO

    I – Inclinações “liberais” e deformação teológica
    II – “Mestres” Que Nunca Foram Discípulos
    III – Desprezo por Roma e Falsa Obediência
    IV -A “Simbiose intelectual de Blondel”
    V – O Desprezo pelo Magistério Infalível
    VI – Os “reformadores”
    VII – A Arma do Desprezo e da Difamação
    VIII – A Crise Pós-Conciliar e o “Exame de Consciência” de De Lubac

    Inclinações “liberais” e deformação teológica

    Chegamos ao jesuíta Henri de Lubac, pai da “nova teologia”.
    Partiremos de sua formação filosófico-teológica, porque ela mostra o clima de desprezo pela autoridade e pela orientação da Roma católica em que amadureceu a crise atual da Igreja. Para lutar contra a agressão dos modernistas, São Pio X tinha mandado que se afastassem dos seminários e das casas de formação de religiosos os professores suspeitos e que fossem excluídos das ordenações os “jovens que demonstrassem o menor sinal de apego às doutrinas condenadas e às novidades perniciosas”1.
    De acordo com essas diretivas, o jovem De Lubac nunca deveria ter sido ordenado. Foi ele mesmo que, em sua obra Memória em Torno de Minhas Obras2, reconheceu suas simpatias pelo liberalismo católico, condenado de modo repetido pelos Pontífices Romanos, simpatias que o predispuseram a “correr atrás dos sistemas e das tendências turbulentas do pensamento moderno”3.
    De Lubac escreveu, por exemplo, do Cardeal Couillé:
    “por mim aureolado, desde minha adolescência, por causa da lembrança de Mons. Dupanloup, de quem ele foi colaborador”. Mons. Dupanloup, o “herói”, ou antes o “santo”, de De Lubac adolescente, foi uma figura marcante da corrente liberal no Concílio Vaticano I, e deixou este Concílio antes de sua conclusão, para não assistir à proclamação da infalibilidade pontifical, a que ele se opunha. Ao contrário de Mons. Lavallée, reitor das Faculdades Católicas de Lyon, de quem De Lubac escreveu: “O que me preocupou sempre um pouquinho nele foi… sua reputação de tradicionalista extremo.”4
    Esse horror ao “integrismo” e aos “integristas” não deixou nunca De Lubac até o fim de seus dias, como veremos. Contra a agressão do modernismo, São Pio X e todos os seus sucessores, até Pio XII, tinham confirmado a obrigação de “seguir religiosamente (sancte) a doutrina, o método, os princípios de Santo Tomás”5. Mas dessa orientação romana faziam pouco caso ou até não se davam conta nas casas de formação dos jesuítas freqüentadas por De Lubac. Assim, durante seus estudos de filosofia, em Jersey (1920-1923), o jovem De Lubac pôde ler “apaixonadamente” L’Action, La Lettre (sobre Apologética) e diversos outros estudos de Maurice Blondel.
    “Por uma louvável exceção, alguns de nossos mestres de então, apesar das interdições serem severas, permitiam, sem nos encorajar, que seguíssemos o pensamento do filósofo de Aix.”6
    E ainda, na página 192:
    “Entre os autores de mais fraca envergadura, éramos loucos por Lachelier [que se mete, como Blondel, no domínio do kantismo], recomendado pelo Pe. Auguste Valensin mais pelo seu estilo do que por suas idéias [ainda que isto seja verdade, as idéias penetravam também com o estilo]. É preciso lembrar que, nesse tempo, para os escolásticos de filosofia tais leituras eram, para a maioria, um fruto semiproibido. Graças a mestres e conselheiros indulgentes, nunca foram leituras clandestinas.”
    E assim o jovem De Lubac, em vez de receber uma séria e sã formação filosófica, base indispensável de uma séria formação teológica, deformou-se, “graças a mestres e conselheiros indulgentes , com a leitura apaixonante de filósofos viciados de imanentismo e de subjetivismo.

    “Mestres” Que Nunca Foram Discípulos

    O prejuízo de tal “formação” é enorme e irreparável:
    “Porque a doutrina tradicional de Santo Tomás é a mais forte, a mais luminosa e a mais segura nos seus princípios — é preciso crer na Igreja — é dever munir-se dessa força e dessa luz, para afastar as teorias arriscadas ou falsas. Não se faz sempre o contrário? Estuda-se aos trancos uma filosofia ou uma teologia diminuída e sem coesão; em seguida, tem-se contato com Santo Tomás e com a Tradição, mas episodicamente. Esse contato não é uma formação: pior, ele falsifica a realização do pensamento escolástico e tradicional. Ora, a Igreja pede uma formação tomista tradicional. Se realmente Santo Tomás é um guia, é a ele que é preciso recorrer, antes e sobretudo; é sua doutrina, pura, que é preciso ensinar na formação teológica; sua leitura, para ser realmente formadora, não deve vir como um estudo secundário e acessório.”7
    Essa carência de uma sólida formação filosófica e teológica é o “defeito de fábrica” que se constata em todos os “novos teólogos”.
    Henri Bouillard, veterano da “turma” de De Lubac, por ocasião da inauguração do Centro de Arquivos Maurice Blondel8 ofereceu “o testemunho” seguinte:
    “Faço parte desses jovens estudantes de teologia que, em meados de 1930, arrumavam um exemplar fotocopiado de L’Action [principal obra de Blondel], livro que não se achava, na época, em livrarias. A obra era suspeita, e sua leitura, sem guia competente, era difícil. Mas, profundamente decepcionados com a filosofia escolástica e com a apologética ensinada nos Seminários [mal ou sem convicção por professores fascinados, também eles, pela ‘filosofia moderna’], procurávamos aí uma iniciação, entre outras, ao pensamento moderno e, mais ainda, o modo, que não achávamos em outro lugar, de compreender e
    justificar nossa fé.”
    Continua Bouillard:
    “Mesmo como professor, o conjunto de minhas lições se inspirava largamente no pensamento blondeliano. Outros teólogos [entre os quais seu amigo De Lubac] haviam se engajado, fazia muito tempo, neste caminho, e outros dele se aproximavam. Devo testemunhar não somente o que Blondel me ensinou mas a influência que ele exerceu sobre numerosos teólogos e, através deles, sobre o conjunto da teologia.”9
    Com razão, então, o Pe. Garrigou-Lagrange escreveu de De Lubac, de Bouillard e de seus companheiros:
    “Não achamos que eles abandonam a doutrina de Santo Tomás; eles nunca aderiram a ela e nunca a compreenderam bem. É doloroso e inquietante.”10
    Como sempre, os “inovadores”, para falar como Santo Afonso, “querem ser tidos por mestres, sem nunca terem sido discípulos”11.

    Desprezo por Roma e Falsa Obediência

    Junto com as “novidades”, o jovem De Lubac absorveu, inevitavelmente, o desprezo pela orientação “romana”:
    “Entre os contemporâneos que eu segui na época de minha formação, tive uma dívida particular para com Blondel, Maréchal, Rousselot.”12
    Entretanto, nenhum desses três era visto como ortodoxo, nem pelo Santo Ofício nem pela sede romana da Companhia de Jesus.13 E De Lubac escreve sobre o jesuíta Pierre Charles:
    “seu prestígio cresceu [sic] a nossos olhos, por causa da semidesgraça em que ele caiu [diante das autoridades romanas], como o padre Huby depois do caso de Les yeux de la Foi”, obra de Rousselot que os jesuítas Charles e Huby tentaram muitas vezes publicar,
    contra a oposição de Roma14.
    Mais tarde, De Lubac aprendeu a praticar uma real desobediência sob a aparência da mais formal obediência. O padre Podechard, “o mais submisso dos filhos da Igreja”, conta De Lubac, acabava de terminar um curso sobre o servo de Jahvé, na Faculdade de Teologia de Lyon.
    “Disse-lhe que ele deveria escrever um livro e publicá-lo. ‘É impossível’, replicou-me. ‘E por quê?’ ‘Há na base posições críticas que hoje não são admitidas. Sobre essas questões bíblicas, Padre, a Igreja e eu, realmente, não nos entendemos; é preciso então que um dos dois se cale, e é normal que seja eu’.”15
    Mas isso não impedia o “mais submisso dos filhos da Igreja” de falar sem tais precauções nos seus cursos, propondo aos jovens eclesiásticos teses que ele sabia desaprovadas pela Igreja.
    De Lubac aprenderá a lição e, no seu devido tempo, saberá esconder, ele também, sua real desobediência sob uma submissão formal. Com conhecimento de causa, Pio XII, na Humani Generis, escreverá que os “novos teólogos” ensinam o erro “de modo prudente e encoberto”: “Se nos livros impressos falam com prudência, nos escritos transmitidos em particular, nas lições e conferências, se exprimem mais livremente.” Constataremos a mesma coisa, mais adiante, para von Balthasar. E isso explica como o mundo católico, com o Vaticano II, pôde “acordar” modernista sem nem sequer gemer16.

    A “Simbiose Intelectual” de Blondel

    O primeiro passo da “nova teologia”, para abandonar a tradição dogmática da Igreja, é o abandono da filosofia escolástica. E esse passo, vimos no capítulo precedente, foi dado por Blondel. O segundo passo é o abandono da teologia católica tradicional, e é Henri de Lubac que dele se encarregará.
    O “teólogo modernista” — escreveu São Pio X — critica “a Igreja porque, com grande obstinação, ela se recusa a submeter-se e acomodar seus dogmas às opiniões da filosofia [moderna]”; de seu lado, “tendo posto de lado a antiga teologia”, ele se esforça “para pôr em voga uma novidade, fiel em tudo aos delírios dos filósofos”17. Toda teologia, de fato, pressupõe uma filosofia, e a “nova teologia” de De Lubac pressupõe a “nova filosofia” de Blondel.
    Em 8 de abril de 1932, Henri de Lubac S.J. escrevia a Blondel que agora era possível “a elaboração de uma [nova] teologia do sobrenatural […] porque sua obra filosófica [de Blondel] lhe havia preparado os caminhos”18.
    Recentemente, em março de 1991, o Osservatore Romano consagrou uma página inteira à apresentação (naturalmente elogiosa) da obra Henri de Lubac: Théologie et dogme dans l’Histoire. L’influence de Blondel19. O autor, A. Russo, aluno italiano do alemão Walter Kasper (ele também da turma “dos que pensam que venceram”), escreve que a correspondência De Lubac/Blondel “oferece um exemplo de simbiose intelectual que raramente se encontra na história do pensamento”20. É, na realidade, uma velha história: os semelhantes se atraem. Inúmeros pontos uniam Blondel e De Lubac: a mesma falta de confiança no valor da razão (antiintelectualismo ou, ainda, gnosticismo ou cepticismo); a mesma falta de vigor intelectual já assinalada pelo Pe. de Tonquedec S.J. em Blondel e que não é difícil mostrar nos escritos de De Lubac; o mesmo complexo de inferioridade em face do “homem moderno” (identificado com o filósofo moderno, doente de cepticismo e de subjetivismo); o mesmo medo de intelectuais, escondido sob a ansiedade apologética de um “apostolado pacificante” (Blondel), “de ficar ou ser expulso” (A. Russo21) por uma cultura que recusa o Cristo e sua Igreja, e a miragem correlativa de conciliar a pseudofilosofia moderna com a fé, como São Tomás tinha conciliado com a fé a filosofia de sua época. Blondel e De Lubac não notaram que São Tomás havia saneado uma filosofia fundamentalmente sã, mas que até um pensador da têmpera de São Tomás (Blondel é como um ratinho diante de uma montanha, em relação a ele) não poderia sanar os sofismas dos filósofos modernos. Não há conflito entre a fé e a razão reta22, mas há conflito entre a fé e a filosofia moderna, porque esta última anda muito longe da sã razão. Querer “reler” a Fé segundo os critérios da filosofia moderna é dissolver a fé nos erros da filosofia moderna, sem libertar para tanto o “pensamento cristão” (e a nós) do ostracismo a que a cultura moderna o relegou.
    Isso toca o erro, que não é suscetível de conversão.Quanto aos que erram, é preciso lembrar que é difícil reconduzir à verdade aqueles que, como os filósofos modernos, se enganam nos princípios23 e que, em todo caso, aqueles que se enganam nos princípios devem ser corrigidos nos princípios. Supor, ao contrário, esses princípios errados (gnosticismo, subjetivismo etc.) como ponto de partida para uma “nova filosofia cristã” ou então para uma “nova teologia” conduz inevitavelmente a conclusões erradas, uma vez que é impossível tirar conclusões verdadeiras de princípios falsos.
    E então a “simbiose intelectual” que houve entre De Lubac e Blondel só poderia conduzir a resultados muito infelizes, e não somente para os dois personagens diretamente interessados.

    O Desprezo pelo Magistério Infalível

    De Lubac e Blondel compartilhavam, sobretudo, o mesmo desprezo pelo Magistério infalível. E este desprezo aparece evidente quando se pensa que eles deviam sustentar (ou, mais exatamente, insinuar e difundir mais ou menos clandestinamente, porque não as sustentavam nunca de cara descoberta) suas “novidades” não contra uma escola teológica diferente, numa matéria controversa, mas contra o Magistério da Igreja, numa matéria sobre a qual existiam ensinamentos constantes e condenações repetidas dos Pontífices Romanos.
    Quando Blondel e, no rastro de sua “filosofia” De Lubac consideraram o sobrenatural como uma exigência, um aperfeiçoamento necessário da natureza, que sem ele se acharia frustrada nas suas aspirações essenciais e, por isso, num estado anormal, e, em conseqüência, negavam que se pudesse admitir, ainda que por mera hipótese, um estado de “natureza pura”, eles vinham opor-se à doutrina universal e constante da Igreja sobre a gratuidade do sobrenatural: se o sobrenatural é necessário à natureza, já não é gratuito, mas sim devido, e, se é devido à natureza, já não é sobrenatural, mas… natural, e com efeito o naturalismo é o fundo real do modernismo, como
    também da “nova teologia”.
    A gratuidade do sobrenatural foi constantemente ensinada pela Igreja e defendida por ela contra os erros de Baius e de Lutero, que, como Blondel e De Lubac, diziam seguir a Santo Agostinho. Contra o modernismo, São Pio X tinha assim confirmado a doutrina constante da Igreja:
    “Não Nos podemos impedir de deplorar mais uma vez, e com firmeza, que se encontrem católicos [e aqui o Pe. de Tonquedec não podia deixar de pensar em Blondel] que, repudiando a imanência como doutrina, a empregam, contudo, como método de apologética; que o fazem, digamos Nós, com tão pouca discrição, que parecem admitir na natureza humana, em relação à ordem sobrenatural, não somente uma capacidade e uma conveniência — coisas que, em todos os tempos, os apologetas católicos tiveram o cuidado de pôr em relevo — mas uma verdadeira e rigorosa exigência.” Assim, na natureza humana, o filósofo, o apologeta, o teólogo católico não podem admitir mais que “uma capacidade ou uma conveniência” (poder de obediência) de receber o sobrenatural. Ultrapassar esses limites é abalar uma pedra fundamental da teologia católica, acarretando em seguida a ruína de todo o resto, como o vemos hoje, no curto caminho que vai do “sobrenatural”,
    que já não é aquele de Blondel e de De Lubac, à “visão antropológica” e aos “cristãos anônimos” de Karl Rahner, ao indiferentismo religioso ou “ecumenismo”, à importância secundária da Igreja como meio de salvação24.
    A encíclica Pascendi data de 1907. Em 1932, Blondel, com um desprezo evidente pelo Magistério infalível da Igreja, estava ainda chocado ou, como ele diz, “amadurecendo”
    sua concepção heterodoxa do sobrenatural. Por sua vez, De Lubac, exaltado como modelo de “obediência” e de “fidelidade” à Igreja por ocasião de sua morte25, com igual desprezo pelo Magistério, encoraja-o e faz do sobrenatural naturalizado de Blondel o fundamento de sua “nova teologia”.
    Do mesmo modo, quando Blondel e De Lubac apresentam e difundem uma “nova” noção de “verdade”, vitalista e evolucionista, eles sabem que essa noção fora condenada por São Pio X na Pascendi26 e em seguida pelo Santo Ofício, em 1º de dezembro de 1924, mas continuam imperturbáveis no seu caminho do erro.

    Os “Reformadores”

    Na realidade, o que espanta em Blondel e De Lubac é, justamente, sua maneira de se apresentar como critérios indiscutíveis de verdade, contra o Magistério secular da Igreja: sua causa é a causa do “cristianismo autêntico”27; eles são os artistas do retorno à “tradição mais autêntica”28, aqueles que restituíram a vida à “antiga doutrina”29, da qual, segundo eles, o “pensamento cristão” e, necessariamente, o Magistério da Igreja se teriam desviado no curso dos séculos, o que é “uma coisa absurda e a mais ultrajante
    para a própria Igreja”30.
    São Pio X, na Pascendi, bem descreveu a consciência falsificada dos modernistas, que tiravam do santo Papa toda a esperança em suas possibilidades de arrependimento:
    “O que se lhes reprova como uma falta é o que eles vêem, ao contrário, como um dever sagrado… Que a autoridade os repreenda tanto quanto queira, eles têm para si suas consciências… E eles seguem seus caminhos; repreendidos e condenados, vão sempre dissimulando, sob mentiras de submissão exterior, uma audácia sem limites. Curvam hipocritamente a cabeça, enquanto com todos os seus pensamentos, com todas as suas energias perseguem, mais audaciosamente que nunca, o plano traçado. Isto é neles uma vontade e uma tática: porque acham que é preciso estimular a autoridade, não destruí-la; e porque lhes importa ficar no seio da Igreja para aí trabalhar e aí modificar pouco a pouco a consciência comum.”
    E ainda:
    “Essa gente faz maravilhas, porque nós não os contamos no número dos inimigos da Igreja […]; mas deixemos de lado as intenções, de que somente Deus é juiz, e examinemos suas doutrinas [é o critério objetivo para julgar] e suas maneiras de falar e de agir. Na verdade, aqueles que os consideram como os mais nocivos inimigos da Igreja não se afastam da verdade.”31

    A Arma do Desprezo e da Difamação

    De Lubac, como Blondel (ver o capítulo anterior), utiliza o sistema dos modernistas para não se revelar excessivamente, a fim de, como disse São Pio X na Pascendi, “ficar no seio da Igreja para aí trabalhar e aí modificar pouco a pouco a consciência comum”.
    Apesar disto, os grandes teólogos tomistas viram imediatamente o termo aonde iriam conduzir as “novidades” propostas por ele, precavidamente encobertas; e imediatamente o futuro Cardeal Journet, fortalecido por sua formação tomista, assinala que “o Pe. De Lubac já não consegue distinguir a filosofia da teologia”32 ou, ainda, o natural do sobrenatural, e, adiante, percebe nele um “fideísta”33.
    Não foi difícil para De Lubac convencer “o excelente” Charles Journet34, mas não foi assim com os outros teólogos tomistas. Às suas argumentações De Lubac oporá, então, a arma do desprezo e da difamação.
    Em 1946 o Pe. Garrigou-Lagrange lança sua grave advertência: “Para onde vai a nova teologia? Ela retorna ao modernismo”; “a verdade já não é o que é, mas o em que se torna, e muda sempre”, e isto “conduz ao relativismo completo”35. Além disso, numa carta pessoal, o grande teólogo dominicano lembra a Blondel, agora avançado em idade, sua responsabilidade diante de Deus. Em vão. De Lubac “utiliza” a carta para desacreditar o autor”36 e intervém prontamente para sossegar o inquieto Blondel: “A carta que ele Garrigou-Lagrange] acaba de nos enviar explica-se, ao menos em parte, pelo despeito que sente por ter visto recusado um artigo seu para a própria Revue Thomiste. Ele já não é somente o homem limitado que nós sabíamos, mas se torna num verdadeiro maníaco; daqui a alguns meses estará fabricando um espectro de heresia, para se dar a satisfação de salvar a ortodoxia. Recorre ao senso comum, mas é ele que já não tem o senso comum. O que se poderia responder é que o fato de pertencer a uma Ordem que tem por divisa ‘Veritas’ não lhe confere nenhum privilégio de infalibilidade […]. O senhor não é responsável por nenhum dos desvios teológicos que ele imagina.
    Neste momento existe um forte impulso integrista, denúncias e tagarelices de todo o gênero confluem ao quarto do Padre Garrigou-Lagrange.”37 E, em 28 de julho de 1948, ele voltará a falar de “suas [de Garrigou-Lagrange] idéias simplistas sobre o absoluto da verdade”38.
    Mas em 17 de setembro de 1946 Pio XII, interferindo pessoalmente na questão, exprimiu “idéias simplistas” idênticas às do Pe. Garrigou-Lagrange, idéias que foram sempre as da Igreja sobre o absoluto da verdade. Aos padres da Companhia de Jesus, numa alocução que teve grande repercussão, ele exprimira seu ponto de vista sobre a “nova teologia”, “que deve evoluir como todas as coisas evoluem, estar em progresso sem se fixar nunca (…) Se fosse necessário abraçar tal opinião [advertiu o Santo Padre], que seria dos dogmas imutáveis da Igreja Católica? Que seria da unidade e da estabilidade da fé?”39
    A advertência caíra no vazio. E igualmente cairá, para De Lubac (nesse tempo Blondel já estava morto), a encíclica Humani Generis (1950), que repete a imutabilidade da verdade e condena a “nova teologia do sobrenatural”, de De Lubac:
    “Ela me parece — escreve este sobre a grande Encíclica — como muitos outros documentos eclesiásticos, muito unilateral; o que não me espantou: é um pouco a lei do gênero. Mas nada vi que me tenha atingido.”40
    E às críticas vigorosas e luminosas de seus grandes adversários (Garrigou-Lagrange, Labourdette, Cordovan, Boyer etc.) ele continuará a responder com o desprezo e a difamação. Escreve ele a seu provincial em 1 de julho de 1950: “Fui atacado por alguns teólogos, é verdade, em geral pouco estimados [sic] por causa de sua ignorância notória [sic] da tradição católica ou por qualquer outro motivo.”41 Adiante fala de “críticos obstinados de um grupo enfurecido” (é o sistema sempre utilizado pelos “que pensam que venceram”; ver a caricatura, tão injuriosa quanto injusta, do Pe. Garrigou- Lagrange apresentada pelo Pe. Martini S.J. — que reserva um tratamento parecido para Pio IX em Vaticano II — Balanço e Perspectivas).
    De Lubac pratica um sistema “transversal” idêntico para defender seus companheiros:
    Teilhard de Chardin S.J., que fazia teologia através da ciência, como De Lubac fez teologia através da história, é criticado por seus erros teológicos? De Lubac adverte que a culpa vem da “ignorância de seus críticos quanto ao estado atual da ciência [sic] e aos problemas que daí derivam”42!

    http://lamentabili.blogspot.com/search?q=Henrici+de+Lubac

  41. Leandro, vc acusa aos postadores aqui de julgarem, de terem corações endurecidos, que fazemos profanação entre outras acusações mais, porém, você também está fazendo julgamento, não acha?

  42. Creio q aqui pode ser um rico espaço para debates e discussões!!!
    Apesar de n concordar com muitas tendências aq apresentadas, leio todos os comentários com afinco!!!
    Apesar de me sentir nauseado com uma certa postura que muitas vezes carece de fundamento sólido (isto na maioria dos que postam aq) reconheço que alguns, que tem rico saber teológico, podem ser interlocutores numa reflexão séria, pastoral, teológica e litúrgica acerca da continuidade do processo de renovação na fidelidade criativa da nossa Igreja.
    Acredito que certas impostações de cunho reacionário n são a atitude mais evangélica e renovadora q possamos ter no mundo contemporâneo. Vi que meu comentário foi fruto de muita reflexão! Gostei, pois vi que o debate é a melhor maneira de esclarecermos posições e tendências!!!
    Reafirmo, com todo amor à Escritura, à Tradição, ao Magistério, ao Povo de Deus e aos homens e mulheres de boa vontade, que precisamos ser um sinal da misericóridia de Deus que se manisfesta num mundo fadado ao fracasso!
    A liturgia, fonte e ápice da vida cristã, deve ser o reflexo de nosso culto a Deus e de nosso compromisso cristão!
    Cultuamos a Deus e nos comprometemos com uma vida evangélica em espírito e em verdade! A liturgia revela este espírito e esta verdade que perspassa a vida eclesial e a vida pessoal do cristão! As rubricas litúrgicas são meios que nos auxiliam na vivência sã e digna deste espírito e desta verdade no culto a Deus e no compromisso cristão!
    Todos bem sabemos que as rubricas litúrgicas estão permeadas da mentalidade e da carga simbólica de cada época ou cultura na qual elas emergem! Então, são passíveis de reformulação e de de adaptação para que se tornem compreensíveis e ricas cultual-teológica-pastoralmente!
    Abomino a ridicularização da liturgia no pós-Vaticano II! Creio que precisamos de freios e de orientação! Com a mesma força, não me conformo com uma tendência restauracionista que prega uma volta à liturgia dita “de sempre” quando ela se torna imcompreensível para o Povo de Deus hoje!!! A liturgia, é serviço do Povo, portanto, emerge da vida do povo! Isto nos aspectos que tocam à cultura e à mentalidade da época! O que diz respeito ao mistério da fé (toda a teologia eucarístia etc) isto faz parte do deposito da fé cristã católica!
    Bem, creio que aq podemos aprofundar uma melhor reflexão e debatar os pontos de vistas!!!
    Abração!
    Que Deus os abençoe!

  43. “Abomino a ridicularização da liturgia no pós-Vaticano II! Creio que precisamos de freios e de orientação! Com a mesma força, não me conformo com uma tendência restauracionista que prega uma volta à liturgia dita “de sempre” quando ela se torna imcompreensível para o Povo de Deus hoje!!! ”

    Curioso…para os liberais, relativistas, progressistas e demais istas que vicejam nestes tempos pós-conciliares, a missa no Rito de São Pio V é incompreensível para o Povo de Deus…mas…e as missas show, as missas crioulas, as missas-afro e todas as abominações litúrgicas que são a constante em milhares de altares pelo mundo? O povo compreende isso? Isso que é fruto da arrogância de muitos sacerdotes que, rejeitando o Magistério da Santa Igreja, Sua Ortodoxia, sua Tradição Milenar, forjam uma liturgia fantasiosa, eivada de mundanismo para, simplesmente, agradar seu próprio ego? Isso o povo entende?
    Me desculpe, Rev. Pe. Eduardo, mas o senhor está indo contra tudo o que a Igreja Sempre ensinou, está vivendo uma Disneylândia litúrgica, uma teologia muito pobre e muito necessitada de ortodoxia e devoção.
    Se V. Rvma. não aceita a Missa de Sempre, não está em comunhão com a Igreja, pois todos aqui, aceitam a Missa Nova, embora reconheçam seus erros crassos. E, acima de tudo, preferimos ficar com a Tradição imorredoura de mais de 2000 mil anos do que abraçar as novidades que destoam completamente de tudo o que foi ensinado pela Santa Igreja. Não nos atemos apenas à um período, mas sim à toda a História da Santa Igreja, ao contrário de V.Rvma. e de outros sacerdotes cuja formação foi muito pobre e que estão apegados, grudados na Igreja pós-conciliar como se esta só tivesse começado em 1965, quando encerrou-se o Concílio Vaticano II.
    Reveja seus pontos de vista e peça luzes ao Divino Espírito Santo para aprender a amar o que é Eterno e desprezar o que é fugaz.

  44. “Com a mesma força, não me conformo com uma tendência restauracionista que prega uma volta à liturgia dita “de sempre” quando ela se torna imcompreensível para o Povo de Deus hoje!!!”

    Fico a imaginar em que sentido a liturgia de sempre torna-se incompreensível hoje. Incompreensível, penso eu, só se for no sentido de se tratar de um povo alienado e que age como se fossem seres irracionais. Pois, se durante séculos essa Missa/Liturgia foi tão compreendida e ainda o é por muitos, por que esse discusso sem lógica agora?

    In Iesu et Maria

  45. Amigo, não disse qque pe. èrico celebra sem objeto e sem preparo! saiba interpretar um texto! Mas como interpretá-lo se o mesmo foi excluído?

    Deixo minha última missiva neste site que finge-se de Católico, mas é muito caótico isso sim!
    falam contra o papa e a Santa Missa, ora, se a missa é herética e protestante então quem a celebra seria também, sendo assim o Santo Padre seria apóstata e a sé estaria vacante? É esta a lógica que vcs querem fazer-nos crer? Que Deus foi infiel à sua promessa?

    Quanto ao padre Henrique Soares da Costa, não tecerei mais comentário, o mesmo não deixará de ser atacado,tanto por vcs ultra tradicionais uma escória para Igreja! quanto pelos moderninhus que o veem com tanto ódio!
    como disse conheceis a árvore pelos frutos, assim será com ele.
    Para todos quanto não o conhecem vejam seus frutos na diocese de Maceió e por onde este passou.
    Monsenhor Henrique não precisa de seus elogios, ele não faz as coisas para se mostrar mas para mostrar o Cristo!
    Quanto ao concílio vaticano II leiam a carta de sua Santidade a respeito do levantamento das excomunhões catolicoonline.zip.net, uma das condições para estes voltarem a exercer um ministério na Igreja é a aceitação do Magistério dos papas desde João xxiii até Bento XVI e do CONCÍLIO VATICANO II.

    aceitarei sepublicarem esta missiva, minha última nem se preocupem em respondê-la, pois, não retornarei a este site sedevacante.

    In nomine Domine.

    Leandro dos Santos

  46. Sr. Leandro, seu último comentário foi removido pelo seu teor ofensivo. Como este é o último, foi-lhe concedida a aprovação apenas como despedida. Adeus.

  47. Ninguém rejeita o Concílio Vaticano II, embora seja ele um concílio pastoral, mas sim suas ambiguidades e seus desvios doutrinais, sendo necessário, por isso, que o mesmo seja submetido a uma análise à luz da Tradição, coisa que o próprio Soberano Pontíficie Bento XVI já assinalou a necessidade.
    Todos aqui amam e apoiam o Santo Padre e são fiéis ao Seu Pontificado tão marcado pela desobediência maciça de bispos e padres e tão atacado pela mídia. Não há sedevacantismo aqui, o que há (e este é o caso desse Leandro), é muita má fé e, por quê não, tanta desinformação e ignorância dos fatos que permitem-se discordar da doutrina perene da Santa Igreja e dos que a defendem se arrogando ao direito de ofender e atacar quem, entre o mundo e Cristo, opta pelo Cristo e por Sua Santa Igreja, que não está estacionada no Concílio Vaticano II, como o querem os defensores da hermenêutica da ruptura.

  48. R. P. Eduardo
    Não me contive. Tenho de fazer um outro comentário, discordando e abominando (já que V. Revma. gosta de palavras fortes) uma frasezinha apenas. O resto não vale a pena para mim:

    “A liturgia, é serviço do Povo, portanto, emerge da vida do povo!”

    Não, padre! Desculpe-me, mas, não! A liturgia não “é serviço do Povo”. A liturgia não “emerge da vida do povo”. Absolutamente, não!
    Se buscarmos nos manuais, nos dicionários litúrgicos, podemos encontrar, etmologicamente, um significado lato: palavra grega que exprime os serviços prestados, pelo povo, aos príncipes, aos profetas, etc.; tudo isso no sentido profano. Mas no sentido religioso, no sentido católico: “…é o conjunto das regras ESTABELECIDAS PELA IGREJA em todas as coisas que dizem respeito ao culto público”; mais: “…Ofício público, ofício SACERDOTAL e o objeto principal deste: o sacrifício… conjunto das formas externas do culto divino, oferecido PELO SACERDOTE…” (não direi de onde tirei as citação, a menos que me diga de onde tirou a sua).
    A Santa Igreja não ensina que a Liturgia “é serviço do povo”, muito menos que “emerge” dele.
    O povo não dirige; é dirigido. O povo não coordena; é coordenado; o povo não estabelece normas; recebe-as e as cumpre.
    Nada que é divino “emerge da vida do povo”, senão dAquele que é autor dela.
    Sua frase é protestante. Pois, segundo ela, é o povo que presta o culto divino. Exclui-se, assim, a figura impar do sacerdote. (Será que V. Revma. está se eximindo de suas responsabilidades?).
    Sua frase é protestante mesmo. Pois lá nas milhares de seitas ela acha guarida. Lá ela tem sentido, vez que lá tudo emerge do povo: as histerias, os gritos, as palmas, a música “rock”, as línguas enroladas (xi! será que estou falando mesmo de seitas protestantes?), etc.
    Por fim, digo que essa frase sua brotou da fonte suja (mais uma palavra forte – coloque-a na conta) das diretivas da tal missa nova, da qual V. Revma. constantemente bebe. Eis as consequências: total protestantização.
    Adilson

  49. R. Pe. Eduardo e Sr. Leandro.

    Só o diabo insiste no erro, pois ele tem pavor do poder de Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo.

    Re. Pe. Eduardo e o sr. Leandro, ao insistirem no erro, estão nitidamente mostrando que não estão do lado da Santa Igreja Católica Apostólica Romana; estão do lado do mundo dos homens e querem fazer a vontade dos mesmos.

    Pe. Eduardo a Santa Igreja Católica é Mãe e Mestra, então Nossa Santa Igreja tem que ensinar a Vontade de Deus e não os desejos dos homens. Somos pecadores Pe. Eduardo e assim sendo, não temos que impor nossas vontades para a Casa de Deus, e sim aceitar e PASSAR a Vontade de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

    Só o diabo insiste no erro Pe. Eduardo, não caia nesse truque: até um truque bobo do diabo.

    E que ainda muitos estão caindo!

  50. Caro Sr. Leandro,
    O Sr. disse que a piedade do Pe Henrique, o impede de celebrar sem objeto, sem preparo, sem lugar digno (Não nos respondeu, o que quis dizer com isto…) e sem o povo (Apesar de ser permitida esta celebração no Missal de São Pio V. Lutero que era contra celebrar sem o povo). Considerando que o Pe Erico, celebra a Missa, é óbvio que existe uma diferença substancial, entre a piedade de ambos. Logo, se o Pe Erico celebra com objeto, preparo, lugar digno e com o povo. O Pe Henrique, não celebra por outros motivos que não quis dizer. É isto que a pergunta que lhe fiz evidência!

    No que diz respeito a Missa Nova, já postei anteriormente o posicionamento do próprio Cardeal Ratzinger que elogia Mons. Klauss Gamber, por suas críticas ao Rito de Paulo VI. Encontrará no Fratres in Unum, uma Carta Aberta do Pe Paul Alagnier, ao Papa Bento XVI, onde ele analisa as critícas de Mons. Gamber e as compara com a de Dom Lefebvre. O Padre do IBP, afirma que Mons. Gamber foi muito mais longe do que Dom Lefebvre, e o Papa elogia Mons. Gamber…

    Quanto ao Pe Henrique Soares, deixemos que ele fale por si:

    “Vários sites da Internet, em nome de certa visão estreita e equivocada do catolicismo, da Tradição e do próprio Magistério, têm feito graves acusações ao Concílio Vaticano II, além de mais ou menos veladas críticas aos últimos papas, de João XXIII a Bento XVI. Esses sites são de orientação mais ou menos próxima à Fraternidade São Pio X, do falecido Arcebispo >>>cismático<<>>reacionários<<>>>>A mentalidade católica tornou-se, assim, reacionária, fechada, fossilizante.<<<>>>>reacionária mesmo<<<<<>>Tratava-se de uma situação para a qual a Igreja da época realmente não estava preparada para e não soube como enfrentar essa realidade“<<<<>>>>influência desses ambientes reacionários<<<<>>o reacionarismo é uma doença da inteligência<<<. Pode-se ser tranquilamente conservador, pode-se ter esta ou aquela sensibilidade litúrgica, teológica, espiritual, mas ser reacionário impede o diálogo, mata a caridade e turba a compreensão”.

    Segundo o próprio Padre, a Igreja nos pontificados de Pio IX, São Pio X e de Pio XII, sofreu de uma doença da inteligência. Considerando as acusações de sedevacantismo, por sua parte, o que devemos considerar a respeito dessas palavras do Pe Henrique?
    Bento XVI, adota também uma postura reacionária, será que ele esta doente da inteligência?

    Tem um político francês que o acusa de autismo… será que ser reacionário, é ser autista?

    Para seu governo, a Fraternidade não rejeita a autoridade dos Papas desde João XXIII. O que ela rejeita são pontos do CVII, que são inconciliáveis com a tradição da Igreja. Ademais, o CVII, não é um concílio dogmático.

  51. Caro Sr. Leandro,
    O Sr. disse que a piedade do Pe Henrique, o impede de celebrar sem objeto, sem preparo, sem lugar digno (Não nos respondeu, o que quis dizer com isto…) e sem o povo (Apesar de ser permitida esta celebração no Missal de São Pio V. Lutero que era contra celebrar sem o povo). Considerando que o Pe Erico, celebra a Missa, é óbvio que existe uma diferença substancial, entre a piedade de ambos. Logo, se o Pe Erico celebra com objeto, preparo, lugar digno e com o povo. O Pe Henrique, não celebra por outros motivos que não quis dizer. É isto que a pergunta que lhe fiz evidência!

    No que diz respeito a Missa Nova, já postei anteriormente o posicionamento do próprio Cardeal Ratzinger que elogia Mons. Klauss Gamber, por suas críticas ao Rito de Paulo VI. Encontrará no Fratres in Unum, uma Carta Aberta do Pe Paul Alagnier, ao Papa Bento XVI, onde ele analisa as critícas de Mons. Gamber e as compara com a de Dom Lefebvre. O Padre do IBP, afirma que Mons. Gamber foi muito mais longe do que Dom Lefebvre, e o Papa elogia Mons. Gamber…
    Quanto ao Pe Henrique Soares, deixemos que ele fale por si:

    “Vários sites da Internet, em nome de certa visão estreita e equivocada do catolicismo, da Tradição e do próprio Magistério, têm feito graves acusações ao Concílio Vaticano II, além de mais ou menos veladas críticas aos últimos papas, de João XXIII a Bento XVI. Esses sites são de orientação mais ou menos próxima à Fraternidade São Pio X, do falecido Arcebispo cismático Dom Marcel Lefebvre, que faleceu excomungado: são todos eles tradicionalistas (não tradicionais, no sentido correto e sadio do termo e da Tradição católica), reacionários (não simplesmente conservadores, o que não seria mal nenhum. Reacionários porque seu estado de espírito é destrutivo, inquisitorial, de retranca, de visão estreita, arcaica e hostil a qualquer progresso na teologia, no dogma e na vida da Igreja)”.

    “Já o Santo Padre Pio IX (1846-1878) teve que enfrentar tal situação. Havia primeiramente a ferida aberta e supurante, provocada pela Questão Romana: a Igreja perdera os Estados Pontifícios, exatamente em nome das novas idéias sociais e da democracia… Isto gerava todo um estado de espírito de contraposição ao mundo moderno, fazendo a Igreja assumir uma atitude reacionária, já que se posicionava contra tudo que tivesse ligação com a “revolução”: idéias como democracia, liberdade religiosa, liberdade de consciência, luta pela justiça social, etc, eram vistas com infinita desconfiança porque eram defendidas exatamente pelos ambientes liberais e racionalistas que se contrapunham à religião cristã. O ideal, para a hierarquia eclesiástica, seria o impossível: a volta do Antigo Regime, da monarquia absoluta pré-Revolução Francesa.

    A mentalidade católica tornou-se, assim, reacionária , fechada, fossilizante. De uma Igreja que tinha sido tantas vezes criativa e propositiva na Antiguidade e na Idade Média, passava-se a uma mentalidade estéril e de retranca.
    Em 1864, Pio IX escreveu a Encíclica Quanta Cura e o Syllabus, um catálogo de 80 erros contemporâneos, contendo condenações generalizadas de tendências liberais dentro da Igreja. Só para se ter uma idéia da mentalidade de então: a 76ª. tese condenava quem afirmasse que o fim do Estado Pontifício ajudaria à liberdade da Igreja; a 80ª. tese negava que o papado pudesse se reconciliar com o progresso.
    Note-se que a Igreja foi assumindo uma atitude profundamente negativa em relação ao mundo atual, tornado-se não somente conservadora, mas reacionária mesmo – no sentido em que adota uma postura defensiva, hostil e negativa a tudo quanto vinha do mundo moderno…

    Na verdade, ela se sentia sempre mais perplexa ante uma realidade forte, difusa, a ela hostil e com a qual ela não sabia como estabelecer um diálogo ou neutralizá-la. Já aqui é necessário ressaltar que tal atitude da Igreja não foi culpa do Papa ou de quem quer que seja. Tratava-se de uma situação para a qual a Igreja da época realmente não estava preparada para e não soube como enfrentar essa realidade“.

    “O próprio Papa Pio XII sofreu influência desses ambientes reacionários , chegando a desconfiar de alguns aspectos da teologia do Pe. De Lubac e condenando-os indiretamente na Encíclica Humani Generis”. O Modernismo e os tradicionalistas paranóicos http://www.padrehenrique.com/paginas/o_modernismo.htm

    Vejam para o Padre Henrique, o que significa ser reacionário:

    Não tenho neste texto objetivo polêmico. Não perco tempo polemizando com reacionários, porque o reacionarismo é uma doença da inteligência . Pode-se ser tranquilamente conservador, pode-se ter esta ou aquela sensibilidade litúrgica, teológica, espiritual, mas ser reacionário impede o diálogo, mata a caridade e turba a compreensão”.

    Segundo o próprio Padre, a Igreja nos pontificados de Pio IX, São Pio X e de Pio XII, sofreu de uma doença da inteligência. Considerando as acusações de sedevacantismo, por sua parte, o que devemos considerar a respeito dessas palavras do Pe Henrique?
    Bento XVI, adota também uma postura reacionária, será que ele esta doente da inteligência?

    Tem um político francês que o acusa de autismo… será que ser reacionário, é ser altista?

    Para seu governo, a Fraternidade não rejeita a autoridade dos Papas desde João XXIII. O que ela rejeita são pontos do CVII, que são inconciliáveis com a tradição da Igreja. Ademais, o CVII, não é um concílio dogmático.

  52. A citação do texto Pe Henrique, saiu meio cortada, desculpem. Apenas corrigindo:

    “Vários sites da Internet, em nome de certa visão estreita e equivocada do catolicismo, da Tradição e do próprio Magistério, têm feito graves acusações ao Concílio Vaticano II, além de mais ou menos veladas críticas aos últimos papas, de João XXIII a Bento XVI. Esses sites são de orientação mais ou menos próxima à Fraternidade São Pio X, do falecido Arcebispo cismático Dom Marcel Lefebvre, que faleceu excomungado: são todos eles tradicionalistas (não tradicionais, no sentido correto e sadio do termo e da Tradição católica), reacionários (não simplesmente conservadores, o que não seria mal nenhum. Reacionários porque seu estado de espírito é destrutivo, inquisitorial, de retranca, de visão estreita, arcaica e hostil a qualquer progresso na teologia, no dogma e na vida da Igreja)”.

    “Já o Santo Padre Pio IX (1846-1878) teve que enfrentar tal situação. Havia primeiramente a ferida aberta e supurante, provocada pela Questão Romana: a Igreja perdera os Estados Pontifícios, exatamente em nome das novas idéias sociais e da democracia… Isto gerava todo um estado de espírito de contraposição ao mundo moderno, fazendo a Igreja assumir uma atitude reacionária, já que se posicionava contra tudo que tivesse ligação com a “revolução”: idéias como democracia, liberdade religiosa, liberdade de consciência, luta pela justiça social, etc, eram vistas com infinita desconfiança porque eram defendidas exatamente pelos ambientes liberais e racionalistas que se contrapunham à religião cristã. O ideal, para a hierarquia eclesiástica, seria o impossível: a volta do Antigo Regime, da monarquia absoluta pré-Revolução Francesa.

    A mentalidade católica tornou-se, assim, reacionária , fechada, fossilizante. De uma Igreja que tinha sido tantas vezes criativa e propositiva na Antiguidade e na Idade Média, passava-se a uma mentalidade estéril e de retranca.

    Em 1864, Pio IX escreveu a Encíclica Quanta Cura e o Syllabus, um catálogo de 80 erros contemporâneos, contendo condenações generalizadas de tendências liberais dentro da Igreja. Só para se ter uma idéia da mentalidade de então: a 76ª. tese condenava quem afirmasse que o fim do Estado Pontifício ajudaria à liberdade da Igreja; a 80ª. tese negava que o papado pudesse se reconciliar com o progresso.

    Note-se que a Igreja foi assumindo uma atitude profundamente negativa em relação ao mundo atual, tornado-se não somente conservadora, mas reacionária mesmo – no sentido em que adota uma postura defensiva, hostil e negativa a tudo quanto vinha do mundo moderno…

    Na verdade, ela se sentia sempre mais perplexa ante uma realidade forte, difusa, a ela hostil e com a qual ela não sabia como estabelecer um diálogo ou neutralizá-la. Já aqui é necessário ressaltar que tal atitude da Igreja não foi culpa do Papa ou de quem quer que seja. Tratava-se de uma situação para a qual a Igreja da época realmente não estava preparada para e não soube como enfrentar essa realidade“.
    “O próprio Papa Pio XII sofreu influência desses ambientes reacionários , chegando a desconfiar de alguns aspectos da teologia do Pe. De Lubac e condenando-os indiretamente na Encíclica Humani Generis”. O Modernismo e os tradicionalistas paranóicos http://www.padrehenrique.com/paginas/o_modernismo.htm

    Vejam para o Padre Henrique (No mesmo texto), o que significa ser reacionário:

    “Não tenho neste texto objetivo polêmico. Não perco tempo polemizando com reacionários, porque o reacionarismo é uma doença da inteligência . Pode-se ser tranquilamente conservador, pode-se ter esta ou aquela sensibilidade litúrgica, teológica, espiritual, mas ser reacionário impede o diálogo, mata a caridade e turba a compreensão”.

  53. Depois das citações do Rev. Cônego Henrique que o amigo Gederson trouxe à baila, só nos resta intensificar nossas orações por sua pessoa e futuro episcopado, para que, pela influxo da Graça Divina, seja ele transformado e mude de opinião, pois seu modo de pensar é contrário ao que a Santa Igreja sempre ensinou. Bem que ele merece uma cruzada de rosários nesta intenção!

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