O levantamento da excomunhão dos bispos da FSSPX, julgamento. Por Padre Paul Aulagnier.

La Revue Item – Traduzido por Marcelo de Souza e Silva

Da esquerda para direita: Pe. Schmidberger, Dom Fellay e Pe. Aulagnier, por ocasião da peregrinação da FSSPX a Roma em 2000.O levantamento da excomunhão dos bispos da FSSPX estando hoje realizado, é fácil, é verdade, dizer que tal levantamento de excomunhão era amplamente previsível. A excomunhão não tinha mais lugar. O momento de tal levantamento era o que até então permanecia na incerteza. Ele era necessário para o bem da Igreja. Era necessário primeiramente para o bem da FSSPX, que não podia, sem perigo para si, manter-se fechada sobre si como um movimento autocéfalo, autônomo, separado indefinidamente da estrutura hierárquica da Igreja. Mas para a Igreja também o privar-se do apostolado de mais de 500 sacerdotes, frades e religiosas em um período de tão grande penúria sacerdotal e religiosa não seria sensato. O levantamento era também inevitável. A eleição de Bento XVI o tornara com efeito cada dia mais e mais provável, previsível.

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2 Comentários to “O levantamento da excomunhão dos bispos da FSSPX, julgamento. Por Padre Paul Aulagnier.”

  1. Sao declaracoes como esta que nao ajudam em anda a situacao atual. O Abbe parece estar mais preocupado em defender a posicao dos padres de Campos do que enfrentar a realidade. Se os quatro bispos tivessem aceitado um acordo como o de Campos ha alguns anos atras a Missa Tridentina nao seria liberada para toda a Igreja. Apesar de eu nao ter ligacao alguma com a FSSPX sou o primeiro a reconhecer que e gracas a resistencia deles que hoje temos a Missa Tridentina para TODA a Igreja.
    O padre Aulagnier diz o seguinte sobre as discussoes teologicas reconhecidas pelo proprio Papa como necessarias: “Eu desaprovo pessoalmente o princípio das discussões teológicas. Correções teológicas do Concílio deveriam vir da própria hierarquia, do alto, e não da base. Eu imagino que esse tipo de procedimento não esteja conforme ao espírito da hierarquia da Igreja, já que seria uma forma bem democrática de agir…”

    Que barbaridade! Ora, e os 4 bispos da FSSPX entao nao sao parte da hierarquia da Igreja. Entao um bispo agora faz parte da “base”? Que mundo de fadas e esse que vive o reverendissimo Padre Aulagnier??? Ja sao mais de 40 anos de devastacao. Basta! Essa suposta funcao de criticar o Concilio e um verdadeiro papo furado do IBP ja que se deve deixar a “hierarquia” do “alto” para ter discussoes teologicas. Ao inves desses grupos (IBP, Administracao Apostolica, etc.) buscarem a unidade ficam implicando um com o outro por causa de picuinhas. Nao vao se passar muitos dias e havera uma resposta da FSSPX e dai ja viu… Fica dificil ter a tal “reconciliacao interna” se aqueles que eram para estar unidos pela mesma causa sao justamente os que estao provocando brigas. Lamentavel!!! Se essa e a posicao oficial do IBP entao estou decepcionado.

  2. A abordagem de P. Aulagnier sobre as convergências entre as bases do acordo de Campos com os da FSSPX são muito boas. Só que, na prática, Campos não fez “ouvidos moucos” aos ensinamentos duvidosos pós Vaticano II. Aderiu-os como atos do Magistério infalível.