Curtas da semana.

Honestidade intelectual.

Papa e Príncipe Ghazi(Newliturgicalmovement.org) O príncipe jordaniano Ghazi Bin Talal louvou a “coragem” do Papa em tomar decisões contra a maré, tais como a liberação da Missa Latina [de 1962]. (…) Tendo agradecido Bento XVI pelo “esclarecimento” dado pelo Vaticano sobre a controversa ‘lectio’ de Regensburg e apontado que a figura de Maomé é “completa e totalmente diferente” da imagem dada na historiografia ocidental, o príncipe enfatizou que o pontificado de Ratzinger tem sido “marcado pela coragem moral de dar voz e permanecer fiel à sua própria consciência, não importando a moda do dia”. Mais especificamente, Ghazi Bin Talal lembrou que Bento XVI escreveu encíclicas papais “históricas” sobre o amor e a esperança, promoveu o diálogo inter-religioso e “liberou a Missa Latina tradicional para aqueles que aderem a ela”.

Uma bagatela.

Padre Edvino(O Dia) Rio  – A crise aberta com a descoberta da compra de um apartamento de luxo pela Arquidiocese do Rio causou a demissão do padre Edvino Steckel. Ele foi um dos homens mais poderosos da Igreja no Rio durante a gestão de Dom Eusébio Scheid, encerrada no mês passado. Padre Edvino foi obrigado a se afastar do cargo de ecônomo — administrador dos bens da Arquidiocese — e deixou a diretoria da Rádio Catedral. (…) A decisão de retirar o padre Edvino dos cargos foi tomada pelo novo arcebispo, Dom Orani Tempesta, durante reunião, quarta-feira, com os seus bispos-auxiliares. Irritado ao saber da compra do apartamento, Dom Orani chegou a adiar uma viagem para a Alemanha: só embarcou ontem, depois de resolver o problema. (…) O apartamento, na Avenida Rui Barbosa, no Flamengo, tem cerca de 500 metros quadrados e serviria de residência para Dom Eusébio quando ele viesse ao Rio — o arcebispo emérito (aposentado) foi morar em São José dos Campos, São Paulo. De acordo com escritura arquivada no 3º Registro Geral de Imóveis, o imóvel custou R$ 2,2 milhões, pouco mais de US$ 1 milhão. A taxa de condomínio é de R$ 2 mil.

Sob ameaça.

ROMA, 7 de maio de 2009 (LifeSiteNews.com) – Nos dias que precedem a sua viagem à Terra Santa, o Papa Bento XVI foi advertido por extremistas islâmicos de que ele precisa parar com quaisquer tentativas de converter os muçulmanos ao cristianismo ou encarar “as conseqüências de uma reação severa”. A agência de notícias da ANSA informa que o Talibã emitiu uma declaração em um sítio islâmico depois que a agência islâmica de notícias Al Jazeera mostrou soldados americanos segurando cópias da Bíblia traduzida em dois idiomas locais. “O Emirado Islâmico no Afeganistão pede ao Papa Bento XVI que atue no sentido de parar com as ações tolas e irresponsáveis dos cruzados que perturbam os sentimentos dos rebeldes muçulmanos, sem esperar pelas conseqüências de uma reação grave”, disse a mensagem no sítio alemarah1.org. (…) Ao mesmo tempo, os extremistas islâmicos na Jordânia condenaram a visita do Papa, reclamando que ele havia deixado de se desculpar pelo que consideraram insultos no Islã em um discurso em Regensburgo, em 2006.

Não há com o que se preocupar, terroristas.

O padre Rifat Bader, porta-voz oficial do Vaticano na Jordânia, explica: “não falamos sobre evangelização aqui, mas sobre respeito mútuo. Focamos em trabalhos de educação (em universidades e institutos mantidos pela Igreja Católica), mas sem o objetivo de que os estudantes se convertam ao cristianismo, mas para que eles se tornem bons humanos”.

Pois na região impera a covardia.

O Patriarca Latino de Jerusalém e principal autoridade da Igreja Católica na região, Dom Fouad Twal, expressou preocupação com a visita do Bento 16. “O que mais me preocupa é o discurso que o papa fará aqui”, disse Twal ao jornal Haaretz. “Se ele disser uma palavra a mais em favor dos muçulmanos, terei problemas, ou uma palavra a mais em favor do judeus, também terei problemas. No final da visita ele voltará para Roma e eu ficarei aqui para arcar com as consequências”.

Descontentes.

Ativista de extrema-direita é abordado em frente à residência presidencial em Jerusalém, nesta segunda-feira (11), quando protestava contra a visita do Papa Bento XVI a Israel. 'Você crucificou o povo judeu', diz o cartaz. (Foto: AP)

Ativista em frente à residência presidencial em Jerusalém. 'Você crucificou o povo judeu', diz o cartaz. (Foto: AP)

(Ynet) O Papa Bento XVI chegará a Israel na segunda-feira depois de uma viagem de três dias na Jordânia seguido por milhares de peregrinos cristãos. Enquanto os preparativos para a visita histórica são concluídos pelo país, parece que há alguns que não estão tão felizes pela visita. “A Igreja Católica torturou e ajudou os opressores nazistas a aniquilar o povo judeu. Agora o chefe desta igreja, o Papa, está vindo a Israel”, Rabbi Shalom Dov Wolpe, presidente do SOS Israel, disse a Ynet na noite de sábado. (…) “O homem que foi membro da juventude de Hitler quando era jovem está aqui para receber a herança daqueles assassinos – os santos sítios judaicos. (…) O Papa vem para rezar nos lugares de importância religiosa para o cristianismo, e isso contraria nossa religião. Podem lhe ser concedidos todos os serviços dados aos gentios que vêm a Israel, mas ele não deve ser honrado como o representante da religião cristã”.

Retratação?…

(Oblatus) No último número do Konradsblatt Mons. Zollitsch fez publicar um texto onde se manifesta a respeito da morte expiatória de Cristo, depois que as críticas às suas declarações teológicas inaceitáveis estavam provocando sempre mais protestos. No artigo com o título Anunciamos a Tua morte, Senhor, proclamamos a Tua ressurreição, entre outras coisas se lê: “A fé cristã não tem medo de atribuir à morte do Senhor um positivo significado salvífico e expiatório. Cristo morre em favor dos homens e no seu lugar. Ele cumpre o que os próprios homens não podem cumprir, enquanto envolvidos no pecado. Ele torna-se uma vítima da maldade humana, vítima que morre humilhada e torturada na cruz. No lugar dos homens Ele se abandona como vítima sacrifical ao amor salvífico e eficaz de Deus, amor que é o motivo mais profundo da Sua esperança. Assim, Ele abre ao nosso mundo pecaminoso e violento o acesso ao amor de Deus”

Inquietos.

Livro

‹‹ Em 2006, Roma reconciliava em Bordeaux um grupo de padres tradicionalistas vindos do movimento de Mons. Lefebvre. As condições nas quais a decisão foi tomada causaram um verdadeiro mal-estar. Trata-se apenas de uma questão de liturgia ou o caso não esconde uma reconsideração da recepção do Vaticano II? As inquietações seriam menores se os documentos publicados por ocasião da ereção do novo Instituto do Bom Pastor exprimissem claramente da parte dos tradicionalistas reconciliados uma atitude de reconhecimento dos ensinamentos do último Concílio. A incerteza, para não dizer a ambiguidade, sobre este ponto entretanto essencial é preocupante. (…) Mas se por detrás da questão litúrgica nos defrontamos com homens que têm sempre a certeza de ter permanecido na verdade apesar e contra a Igreja, e a vontade deles de fazê-la ceder sobre este ponto simbólico para conquistar um canto no edifício do Vaticano II, se os tradicionalistas interpretam um ato de flexibilidade pastoral como o acesso a um “bastião da reconquista” e finalmente a justificação da sua desobediência prolongada e às vezes obstinada à Igreja, então podemos estar legitimamente inquietos. ›› “L’Institut du Bon-Pasteur, un espoir ou une équivoque?”, excerto da obra de co-autoria do Pe. Bernard Sesboüé, da completamente sem esperança e equivocada Companhia de Jesus, intitulada De Mgr Lefebvre à Mgr Williamson – Anatomie d’un schisme.

8 Comentários to “Curtas da semana.”

  1. muito bem D.Orani já começou moralizando a combalida diocese do rio de Janeiro,ve se pode a atitude desse padre!!! comprar apartamentos carissimos para um bispo que nem mora mais na cidade>.. é por esse tipo de sacerdotes que a igreja do rio esta assim, decadente, rezemos por D.orani para que o espirito santo lhe de sabedoria para orientar o sofrido povo católico do RJ..

  2. Os ativistas em Jerusalem, porque são novos e incultos, estão a cometer grave perjúrio à Igreja católica, levantando acusações totalmente erróneas. Por muito menos do que isto, os judeus se ofendem e ficam amuados, feitos criancinhas. Não será momento de lhes exigirmos uma reparação?

    Demos graças a Deus! Mons, Zollitsch voltou! Literalmente, tinha morrido e ressuscitou. Bem melhor assim!

    Sobre o livro dos jesuitas nada posso dizer. Mas parece preocupante. Quem viu a Companhia de Jesus e quem a vê! Que diferença!

  3. Essas mensagens curtas já são tradicionais. E para enriquecê-las, gostaria de colocar aqui um link de uma notícia muito importante que vi há alguns dias:

    A primeira é para rejubilar: a Comunhão na mão foi suspensa em Bolonha, pelo Cardeal Cafarra, sucessor do muito bom cardeal Giacomo Biffi

    http://missatridentinaemportugal.blogspot.com/2009/05/cardeal-carlo-caffarra-arcebispo-de.html

    A segunda: Cardeal Cañizares exige que Monsenhor Ranjith continue na Curia Romana, como membro da Sagrada Congregação para o Culto Divino!

    http://missatridentinaemportugal.blogspot.com/2009/05/cardeal-canizares-exige-que-o.html

  4. Mais uma notícia: outro sacerdote p/ rezar missa tridentina, em Belém/PA:

    http://subsidioliturgico.blogspot.com/2009/05/um-novo-sacerdote-para-o-rito.html

  5. Em Belém, tudo indo bem… Enquanto isso, na Bahia…

  6. Bruno,Salve Maria.

    Muito bom saber que em Bolonha a comunhão foi suspensa,melhor seria se oferecessem a Missa de Pio v aos fiéis,mas se perceberam os abusos que são cometidos certamente a Diocése caminha para a permissão do rito Gregoriano,o que é ótimo.
    Lembro-me de quando estava conhecendo a Tradição perguntei para uma ministra de Eucaristia a opinião dela sobre a Comunhão dada na boca,ela me respondeu que achava falta de higiene(porque encostava na saliva das pessoas),também em outra ocasião um ministro estava a dar o Corpo de Cristo e quando foi dar o Corpo Santo(na mão)para um fiel derrubou no chão.
    Esses ultrages que cometem com o Corpo de Cristo é realmente doloroso para aqules que O amam e acreditam veemente que ali está o Senhor,ultrages estes que só acontecem na missa nova e que só cessarão com a volta da Santa Missa de sempre.
    Lucineia Ap. Santos

  7. Outro dia li um argumento muito interessante contra essa alegação de falta de higiente no que tange a comunhão na boca.

    O risco de ter contato com a saliva do fiel ao dar a comunhão na boca é muito menor do que o de encostar em uma mão contaminada. Ou seja, teme-se o contato com a saliva e não o contato com as mãos, como se essas fossem limpinhas e isentas de germes e virus. Quantas pessoas gripadas que passam a mão no nariz por não terem um lenço disponível.

    Ora, ao dar a comunhão na mão, justamente por não temer a contaminação, o sacerdote aumentará o risco de nela encostar (mão essa que já apertou outras mãos, que pegou em mil coisas durante o trajeto da igreja e que provavelmente já foi levada ao próprio nariz e boca).

  8. Pobre São José dos Campos!!!

    Tenho um amigo em Belém, que me falou horrores de D. Orani.