“Desejávamos um Cristo que não estivesse sofrendo”.

Paróquia britânica apresenta Jesus vestindo jeans

Uma nova estátua no muro externo de uma igreja não encontra aprovação unânime

PD*28795882Uckfield (kath.net) Segundo a CathNews, uma paróquia católica britânica em Uckfield (Nossa Senhora Imaculada e São Felipe Neri) em East Sussex apresentou uma nova estátua de bronze: Cristo como homem contemporâneo vestindo jeans, camisa e corte de cabelo moderno. O pároco, David Buckley, afixou a estátua de cerca de dois metros de altura de Marcus Cornish na frente da igreja, como informa o UK Telegraph.

Os 50.000 dólares gastos na obra provêm do espólio de um paroquiano falecido no ano passado. “Desejávamos uma apresentação de Cristo que não estivesse sofrendo, mas sim dinâmico e convidativo”, disse o pároco fundamentando a iniciativa. Em um relato da BBC, residentes se manifestam em parte de maneira positiva e em parte de maneira negativa sobre a nova imagem.

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8 Comentários to ““Desejávamos um Cristo que não estivesse sofrendo”.”

  1. Prezados(as),

    Isto deve ser doença…querer deixar “fashion” tudo que esta ao redor, inclusivo obras sacras, só pode ser algum disturbio.

    É impressionante o atrevimento e a vontade de aparecer. E custou uma fábula ao que pude entender.

    Dá tempo ainda de derreter e criar um outro monumento, talvez uma cruz pelos Cristãos, vitimados pela 2a. Guerra Mundial…ops, mas eles existiram???

    Salve Maria puríssima,

    RVG

  2. “Não tinha graça nem beleza para atrair nossos olhares, e seu aspecto não podia seduzir-nos.
    Era desprezado, era a escória da humanidade, homem das dores, experimentado nos sofrimentos; como aqueles, diante dos quais se cobre o rosto, era amaldiçoado e não fazíamos caso dele.
    Em verdade, ele tomou sobre si nossas enfermidades, e carregou os nossos sofrimentos: e nós o reputávamos como um castigado, ferido por Deus e humilhado.
    Mas ele foi castigado por nossos crimes, e esmagado por nossas iniqüidades; o castigo que nos salva pesou sobre ele; fomos curados graças às suas chagas.” (ISAIAS, 53, 2b-5)

  3. O vestindo jeans não choca. Durante 2000 mil anos, Jesus foi sendo representado com a roupa da época em que o pintor pintava, o escultor esculpia, etc. O que choca, isso sim, é a frase do pároco: “Desejávamos uma apresentação de Cristo que não estivesse sofrendo, mas sim dinâmico e convidativo”. O modernismo ainda bem vivo!

  4. Obra Sacra(?) da pior qualidade!
    É o resultado assustador da dessacralização e dessa necessidade de agradar ao mundo,optando por suas correntes comportamentais e ideológicas em detrimento dos Direitos de Nosso Senhor Jesus Cristo, da verdadeira beleza, do que eleva a alma à Deus. Estão aí nessa escultura dois opostos: o mau gosto e a piedade cristã. O primeiro sendo exaltado como um bem e o segundo sendo relegado ao desprezo.
    Até onde vai a sede dessas novas crias do Modernismo pelas novidades? Para um abismo, sem dúvida!

  5. A mim também não me abala tanto o jeans, antes a ausência da Cruz, e essa declaração condigna de um herege acabado.

  6. A princípio eu tive o mesmo pensamento do rPg em relação à inculturação no vestir e me choquei mais com a falta da cruz. Depois ao ler o final e ver a frase do padre “Desejávamos uma apresentação de Cristo que não estivesse sofrendo, mas sim dinâmico e convidativo”, tive a confirmação de que estava pensando corretamente no tocante a cruz. O mundo odeia o sofrimento e a ideia de que o sofrimento purifica e que foi através da cruz que Cristo nos salvou.

    Mais tarde, refletindo novamente sobre o assunto, percebi que até a questão da roupa está errada, seja ela moderna ou antiga. Jesus foi despojado de suas vestes por seus algozes justamente para ser mais humilhado. Sua dignidade foi aviltada ainda mais quando lhe deixaram padecer nú na cruz. Então, já não se trata mais de uma questão de inculturação, mas sim de negação total do sofrimento e das humilhações pelas quais Jesus passou para nos salvar.

  7. Cara Maria, bem vejo que estás certa. Nosso Senhor há de se apresentar nu e humilhado nas representações que Dele se fazem à Cruz – ainda que O hajam despojado da túnica ou do jeans.