Amar ao Homem sobre todas as coisas: “Temos que defender o bem maior”…

“Aquele que o come e o bebe sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a sua própria condenação. Esta é a razão por que entre vós há muitos adoentados e fracos, e muitos mortos(I Co, 11, 29-30)

Igreja muda ritos para evitar contágio da gripe suína

William Cardoso
Diário do Grande ABC

Dom NelsonA gripe suína ganha força neste inverno e já provoca mudanças até mesmo na Igreja Católica. O bispo da Diocese de Santo André, dom Nelson Westrupp, tomou uma medida inédita até o momento: para evitar o contágio entre fiéis, distribuiu comunicado recomendando que a hóstia não seja entregue na boca, que não se reze o Pai-Nosso de mãos dadas e que se suspenda o abraço da paz durante as missas no Grande ABC.

O contato espontâneo pode ocorrer a partir do momento em que os dedos do padre toquem a saliva de um fiel contaminado, levando até outro durante a comunhão. A oração de mãos dadas também favorece a transmissão do vírus influenza A (H1N1), assim como o abraço efusivo.

A preocupação de dom Nelson aumentou na última semana e a ideia de alertar os católicos durante as missas surgiu de forma espontânea. “Foi algo que brotou do meu coração, como um desejo de colaborar com as pessoas. A intenção é de, sobretudo, ajudar a população”, explicou.

O bispo lembra que as recomendações não alteram a celebração e que tem autoridade suficiente para fazer as modificações na diocese, por não infringir leis universais da Igreja. “São pontos que não vão mudar em nada a substância, a própria essência da missa.”

O líder católico lembra que, durante a gripe espanhola (1918), o interior de igrejas favoreceu a disseminação do vírus, por facilitar a agloremação de multidões em ambiente fechado. Baseado nisto, dom Nelson pode até mesmo solicitar a suspensão das missas em um limite extremo, caso o quadro se torne insustentável. “Temos que defender o bem maior, que é o dom da vida. Foi dado por Deus e podemos louvá-lo também em casa.”

Relutância – As recomendações encontram resistência entre fiéis mais tradicionais. A aposentada Ana Maria de Oliveira, 65 anos, rezava na tarde de ontem na Matriz de São Bernardo e se dizia imune à doença. “Vou continuar a dar o abraço durante a missa. É algo que recebi da minha mãe. Estou protegida.”

Na mesma paróquia, o padre Ervínio Vivian afirmou serem importantes as recomendações e que vai informar aos fiéis, especialmente nas missas dominicais. “As pessoas percebem mudanças no cotidiano. Isso choca e ao mesmo tempo conscientiza.”

O choque visto como positivo por padre Ervínio é motivo de preocupação para o padre Nivaldo Lenzi. Na Catedral de Nossa Senhora do Carmo, em Santo André, ele se absteve de passar recomendações diretamente aos frequentadores da igreja no horário do almoço. Acredita que se pode criar pânico, por isso pretende utilizar pessoas próximas para falar aos congregados. “Temo apavorar a todos. E não se deve perder a alegria da celebração.”

Para dom Nelson, a preocupação é outra. “Temos de ter simplicidade. Não dá para complicar. É algo maior que está em jogo, por isso a importância das recomendações.”

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C O M U N I C A D O – R E C O M E N D A Ç Ã O

Recomendo aos Padres, Diáconos e Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão que, diante do avanço da gripe suína:

1. A Sagrada Comunhão seja distribuída somente na mão (suspender a comunhão sob duas espécies).

2. Não se reze o Pai-Nosso de mãos dadas.

3. Seja suspenso o abraço da paz.

Colaboremos com a Organização Mundial da Saúde (OMS), orientando os fiéis cristãos no que diz respeito à prevenção da nova gripe.

Conto com sua solidariedade em assunto tão importante.

Um abraço amigo e minha bênção.

Dom Nelson Westrupp, scj
Bispo Diocesano

Fonte: Diocese de Santo André

29 Comentários to “Amar ao Homem sobre todas as coisas: “Temos que defender o bem maior”…”

  1. Boa chamada, acrescento: “…e a Deus como a si mesmo”.

    Fique com Deus.

    Abraço

  2. O glorioso bispo em questão é o meu. Confesso que vou descumprir a primeira recomendação solenemente: é o Catecismo Romano quem diz:

    “To safeguard in every possible way the dignity of so august a Sacrament, not only is the power of its administration entrusted exclusively to priests, but the Church has also prohibited by law any but consecrated persons, unless some case of great necessity intervene, to dare handle or touch the sacred vessels, the linen, or other instruments necessary to its completion.”

    Bem, não sendo esse um “caso de grande necessidade”…

    Abs.

  3. À primeira vista parece que a decisão do Bispo de Santo André tem a sua razão de ser, pois ela tem por fim “defender um dom mairo que é o dom da vida”.
    Aprofundemos um pouquinho. Porque todo este alarme à volta da gripe H1N1, dita “suina”? A gripe comum, apesar das vacinas e de um histórico de profilaxia, mata incomparavelmente mais do que a H1N1. No mundo morrem, por ano, entre 250 e 500 mil pessoas vítima da gripe comum. Até agora morreram poucas centenas de pessoas vítima da H1N1! O Ministro da Saúde do Brasil disse ontem que em julho de 2008 a gripe comum matou 4000 pessoas; a gripe H1N1 matou até agora 29 pessoas!
    O próprio Ministro disse quie a letalidade do H1N1 é pequena! Este alarme à volta da H1N1 não se justifica.
    Vamos aprofundar um pouquinho mais. 29 pessoas que morreram tem, apesar de tudo, de nos preocupar. Mas, quantas destas pessoas se contaminaram nas igrejas? O Bispo se preocupou em saber se alguma delas frequenta a igreja? Ou ele dá por certo que a pessoa que se contaminou com o H1N1 ia à igreja, dava o abraço da paz, rezava o Pai-Nosso com as mãos dadas e comungava na boca? Tanto parece estar certo disto que acusa a igreja por tantos milhões de pessoas que morreram em 1918/19 por causa da gripe espanhola, pelo menos, ele declara perenptóriamente que o foi o interior das igrejas que favoreceu a disseminação do virus.
    Continuemos a aprofundar o assunto. O Bispo mostrou que sabe muito pouco de microbiologia, ao apontar os pontos dentro da celebração da Eucaristia onde pode haver contágio. Ele está muito incorreto. O Virus pode esta no missal que o Padre manuseia, pode estar na toalha e nos panos do altar, pode estar na vestes que ele usa, pode esta nas mãos que só foram lavadas e não esterilizadas, pode nas oferendas que ele recebeu no ofertório, pode estar nas mãos dos comungantes onde é depositada a Hóstia, enfim, pode estar, e está, em todo e qualquer lado. E o Bispo de Santo André tem uma noção vaga de que assim pode ser e já chama a atenção de que “pode solicitar a suspensão das missas”, o que para ele não é nada de incómodo pois “podemos louvar a Deus também em casa” e, então, para que correr o risco de ir à igreja onde nos podemos contaminar com o H1N1?
    Mas, aprofundemos um pouco mais. O Bispo fica todo contente porque tomou uma decisão correta que lhe nasceu expontaneamente no seu íntimo. O que ele quer é a defesa da vida, mas os supermercados continuam abertos, os ônibus continuam a circular, as pessoas continuam a andar nas ruas, os estádios de futebol continuam a encherem-se, a IURD continua a fazer as suas reuniões. Naturalmente o Bispo se interroga no seu coração: porque não se pára a vida? Porque é que isto tudo continua. Só eu serei iluminado?
    Vamos um pouquinho mais fundo. Nós sabemos que a Igreja tem tido ao longo dos séculos e ainda agora tem, muitos mártires porque lhes foi impossível negar a fé. A Igreja considera-os santos, mas está errada. Uma palavra deles, mesmo falsa, atraiçoando Jesus Cristo tinha-lhes poupado a vida. E deviam-no ter feito, porque ao fazê-lo estavam “a defender o dom maior que é o dom da vida”.
    Aqueles que se expõem a doenças mortais e o fazem por caridade cristã, em nome de Cristo e que, quase sempre, morrem por isso e a Igreja os eleva às honras dos altares porque foram confessores extraordinários de Cristo, também todos esses “que não defenderam o maior dom que é o dom da vida” devem ser condenados ao inferno e não elevados aos altares.
    O Bispo errou na interpretação da estatística da importãncia do H1N1 e não temos nada de nos admirar. Errou na microbiologia e não temos nada de nos admirar. Errou no conceito de santidade ligada ao martírio que, na opinião dele, não existe, pelo contrário e aí começamo-nos a admirar.
    Insensivelmente, fomos mudando de uma concepção humana teocêntrica em que a nossa dignidade e o nosso valor estão ligados a Deus, porque somos criados à imagem e semelhança de Deus, como a Sua obra prima, para uma concepção antropocêntrica onde o homem vale por si mesmo, sem qualquer ligação ou dependência de Deus.
    O primeiro sintoma de histeria veio do Máxico. O Arcebispo da Cidade do México suspendeu as missas por causa do H1N1. Levou aos católicos a ideia de que qualquer coisa é mais importante do que a Missa, até porque nada impede que “eu louve o Senhor também em casa”. Esse dever que a Igreja tem inculcado nos fieis de participarem na Missa dominical é um pouco abusiva, pois há muitas coisas que legitimamente nos podem levar a abstermo-nos de ir à missa.
    Hoje, é lícito que se comungue recebendo a Hóstia na mão. Mas, quando não o era? O medo de contágio permitiria que o Bispo ordenasse que não se podia comungar? E os Bispos que assim não fizeram, em períodos de grande contágio, forma cúmplices de suicidios?
    Mais uma pergunta: e estas medidas que os Bispos pensam que vão trazer a salvação física do homem, vão durar até quando? Quando vai terminar o H1N1? Talvez nunca mais! Será esta determinação de comungar na mão, um meio de verem realizado um sonho que alimentavam e que nunca viam consumado?
    Se os Bispos dizem que vão suspender as Missas, porque é que o Prefeito ou o Governador ou o Presidente na sua missão de defender o homem não decretam as suspensão das missas e de todos os atos de culto? Quem os pode atacar. Não estão eles a promover a “defesa do maior dom, do dom da vida”?

  4. O H1N1 é um caso de saúde pública, uma pandemia e a Missa não tem nada com isso.
    Na minha opinião, neste caso, o Bispo não fez nada de errado.
    O que me espanta é que o pessoal da Tradição gosta de ver cabelo em ovo…
    Querem é falar dos Bispos, não importa o quê.
    Santa Paciência!!!!!!!!!!!!!!!!!

    Porque então os Padres e Bispos da SSPX não se misturam com os infectados?
    É fácil falar e ficar no quentinho de suas casas e igrejas.

    Desculpem a maneira de falar, mas tenham a santa paciência estamos falandao de VIDAS, saúde pública, pandemias, mortes, 22 somente aqui em São Paulo,
    não estamos agora discutindo “modismos” teológicos ou litúrgicos.

    Quem for contra o que eu digo, que se exponha então e seja voluntário a pegar o vírus H1N1.

    Não queriamos ser mártires e dar uma de São Francisco beijando leprosos…

    A vida é um dom maior e o corpo é templo do Espírito Santo…comungar na mão, abraçar na Missa é realmente coisa secundaria neste momento.

    Abraços.

  5. (Continuação)

    Eu gostaria realmente que não só os Srs. Bispos fossem sensíveis a pandemia, mas que realmente as autoridades municipais, estaduais e federais, se compadecessem do povo pobre que morre (ou quase morre) nos hospitais, nesta pandemia ou em outras doenças…

    Que as escolas dessem férias maiores neste caso pandêmico, que os transportes respeitassem as regras, que as pessoas tivessem máscaras de graça e alcool gel para se cuidarem, que houvesse saneamento básico, informação, educação, etc…

    A senhora que disse que não pegaria doença porque estava na missa (como se isso a protegesse) é uma desinformada, uma ignorante…

    Deus instituiu nos homens talentos como a medicina, para cuidar das pessoas, para manter e gerar VIDA, e vemos neste caso uma condenação absurda ao Sr. Bispo.

    Sabe-se que no caso da Gripe Espanhola foi a mesma coisa, com a diferença que a desinformação da época fazia realmente com que nas Igrejas houvesse contágio, quando o sacerdote levava a hóstia a boca do fiel, enconstando seus dedos nos lábios deste e levando de novo a âmbula e assim sucessivamente…

    No Japão, há muitos e muitos anos, vê-se no metrô e nos ônibus as pessoas gripadas, usando máscaras, não porque fosse uma pandemia, mas por respeito ao OUTRO.
    Estamos por estas coisas, longe de ser um país civilizado…

    Ontem levei uma pessoa ao Hospital Universitário e parecia que entrávamos num inferno…o medo estampado nas pessoas, as que usam máscaras e aquelas que não tinham dinheiro para comprá-las… Deus quer isso?
    Ele quer que o pecador se converta e VIVA!!!!!!!!
    E com Vida em abundância….

    Quando inventaram as Missas Televisionadas elas eram – via de regra – para os doentes que não podiam ir a Igreja…

    Se acontecer algo cada vez pior nesta Pandemia, porque não assistir em casa? Pela TV?

    Deus do céu, amigos, vamos pensar antes de falar tanta coisa desconexa.

    Desculpem o desabafo.

    Meus respeitos a todos.

  6. Complementando as excelentes reflexões do Sr. João Barbedo eu indagaria: E depois da gripe suína qual será a bola da vez? Não seria essa argumentação uma forma de forçar os fiés a comungarem na mão também a guisa de proteção contra AIDs e outras mazelas? Na verdade, esse procedimento de alegar a falta de higiene não vem de hoje. Já há uns 5 anos percebo que muitas igrejas têm feito um verdadeiro proselitismo a favor da Comunhão na mão. O que antes era uma excessão agora está virando regra.

    Será que então ao invés de água benta à entrada das igrejas serão instalados dispensers com gel germicida?

    De todas essas medidas profiláticas apresentadas por que não se suprimiu a coleta do Ofertório, visto que o dinheiro pode também contaminar as mãos que pouco depois receberão a Sagrada Comunhão?

    Sim, certamente a preocupação com a saúde dos fiéis é algo salutar e devemos nos informar a respeito desse assunto, mas até que ponto alguns casos registrados pode configurar uma epidemia a ponto de mudar a melhor (e para mim exclusiva) maneira de se receber Nosso Senhor na Eucaristia?

  7. Será que então não se poderia pensar no uso legítimo de um paninho embebido em álcol no qual o sacerdote podeia limpar seus dedos nos casos em que tocasse a saliva de alguem? Não seria essa uma medida mais interessante.

    Quão terrível é entrar na fila da Comunhão e sem nenhum aviso prévio ser forçada a Comungar na mão! Só quem já passou por isso sabe como é constrangedor. Fica-se sem ação quando não se está preparado.

  8. Prezada Maria,
    Respeitosamente discordo da senhora…
    É verdade que por um motivo de devoção, respeito, estima a Jesus Sacramentado é digno comungar na boca, mas o fato de fazê-lo na mão – não é em si mesmo, algo negativo, se é guardado o mesmo respeito!

    Num caso de pandemia então, nem se fala…

    O comungar na mão ou na boca não tira o valor d´Aquele que se comunga!

    Muito pior é nas Igrejas de Salvador -BA comungarem os pais de santo, paramentados como tal, e não lhe ser negada a comunhão… não acha?

    Eu vi isso lá acontecer, pessoalmente.

  9. Prezada Maria:

    Sua expressão me assusta: “mas até que ponto alguns casos registrados pode configurar uma epidemia a ponto de mudar a melhor (e para mim exclusiva) maneira de se receber Nosso Senhor na Eucaristia?”

    A senhora que tanto defende a Vida e é contra o aborto, dizer que 22 casos em SP de mortes confirmadas pelo H1N1 – são poucos ou não são uma Epidemia?
    Poderiam ser qualquer um de nós, um parente meu ou seu, ou até mesmo nós próprios a ter essa terrivel doença…

    Respeitosamente, UMA VIDA é tão importante quanto 22 ou quanto os milhares de fetos ceifados no mundo!

    Abraços.

  10. Caro Imão Emanuel,

    Eu não disse que 22 vidas eram insignificantes, longe disso! Uma única vida é um tesouro inestimável, sobretudo, quando estamos falando de um ente querido!

    O que questionei tão somente foi o conceito de epidemia. Uma epidemia supõe um certo número de vítimas e como disse o Sr. Barbedo Marques, respaldado em autoridades sanitárias, a gripe comum matou um número consideravelmente maior no ano passado sem contudo ser chamada da epidemia ou pandemia.

    Que o Bom Deus nos ajude e ilumine e nos proteja.

  11. Caro Ir.Emmanuel Maria,

    Cito: “Respeitosamente discordo da senhora…
    É verdade que por um motivo de devoção, respeito, estima a Jesus Sacramentado é digno comungar na boca, mas o fato de fazê-lo na mão – não é em si mesmo, algo negativo, se é guardado o mesmo respeito!”

    É Grande exceção (comunhão na mão), no caso da Sra Maria ela tinha todo direito de comungar na Boca já que a exceção hoje não se aplica (nas outras dioceses), pois não há uma pandemia como você disse e a situação dela não menciona a Gripe… A pessoa ajoelhar pedir a comunhão na boca e o Padre negar!!! E vc lhe contra argumentar com este relativismo de consegue-se o mesmo “respeito”, não há hoje motivo para negar comunhão na boca. Se um padre me nega-se como poderia acreditar se o Pe realmente acredita na presença real?

    Não há comparação de respeito entre comunhão na boca e de joelhos e na mão de pé… por isso que é exceção portanto é sim menos respeitosa não havendo justificativa…

    Se fosse acordado por motivo justo a comunhão na mão isso seria feito e os fieis não seriam constrangidos.

    Quanto: “Sua expressão me assusta…”

    Devo te constranger mais, mas a Gripo Suína H1N1 é e não deixa de ser uma gripe comum tratada da mesma forma e prevenida da mesma forma… Só para dizer mais o Contágio se da no Ar até 2 metros de distancia a atitude do bispo é miope se ele deseja prevenir a gripe deveria parar de fazer missa, q acha?…

    Me lembra o caso do padre que iria fazer missa com suco de uva para não ser pego pela lei seca… Ou seja fazer missa inválida PODE, ser pego pela lei abusiva NÃO (Digo abusiva pois o Pe. certamente não ficava bêbado).

    Att

  12. Vou dar a minha opinião como médico e morador do RS – onde já houve 11 mortos pelo H1N1.
    1-todos os anos ocorrem mortos por infecção respiratória, principalmente no inverno.
    2-o homem convive com vírus como esse há muito tempo (e não é o Temporão que vai exterminá-lo)
    3-a letalidade do vírus é baixa.
    4-realmente, uma morte é uma tragédia, mas devo lembrar que em acidentes de trânsito morrem muitos mais e nenhum de nós aqui do blog deixou de viajar por causa disso.
    5-há alarmismo da imprensa.

  13. Achei interessante o que escreveu o Jorge Ferraz sobre o fato da comunhão ser na boca ou na mão:

    http://www.deuslovult.org/2009/07/21/comunhao-na-boca-ja/

    +
    PAX

  14. Já negam comunhão na boca e de joelhos ou quando a concedem o fazem com á vontade agora é que irão mesmo obrigar a quem deseja ajoelhar-se diante do Senhor para dora-lo a recebe-lo na mão…talvez crie até uma pinça esterilizada pra pegar a partícula quem sabe né? algo como uma colherzinha de macarronada…Será que já esquecemos que Jesus foi tão pretensioso que disse: ‘Quem ama mais SUA VIDA do que a mim NÃO É DIGNO DE MIM” Neste aspecto discordo totalmente do irmão Emanuel. Pra receber Jesus do modo que eu quero arriscar até a via se for preciso. O padre que se cuide e confie nos meios humanos. E os bizantinos irão rebolar a colherzinha que põe na boca de todo mundo como é no ritual de São João Crisóstomo? Se um padre mesmo com a ordem do bispo me negar comungar na boca vai ter escando-lo. Sim podem esperar…pois pra mim testemunhar minha adoração a Jesus não é escando-lo .É DEVER! Por que não saiu da fila enquanto não comungar conforme a minha consciencia.

  15. Bem, eu poderia parafrasear a pessoa que disse “Paris vale bem uma Missa”, para “minha vida vale bem uma Missa”.
    Seria uma verdade se considerar que por causa de todos os homens Cristo derramou o seu sangue = instituiu a missa.
    Naturalmente ele pagou um preço que nenhum de nós jamais valeu um dia. Mas se Ele que é o Sumo Bem se rebaixou à nossa condição e não pensou duas vezes em morrer – em morte de cruz – não seremos nós quem colocaremos o grande bem da existência física acima do bem de em tudo glorificar a Deus não só através de nosso dia a dia, mas inclusive no ato central do culto católico: o sacrifício da Santa Missa.

    É prudente e correto que tenhamos sempre em mente que Deus nos deu uma vida física, portanto ela tem um valor que não pode ser subestimado… Tampouco superestimado.
    Não sejamos suicidas, nem usemos nossa vida de forma leviana, pouco nos importando com o que vem depois. Devemos ser prevenidos.
    Por outro lado, não sejamos excessivamente escrupulosos, porque com certeza se não morrermos agora, morreremos em algum momento. Se pararmos para pensar em quantas maneiras de morrer estamos sujeitos, a começar pelos próprios germes, microorganismos e vírus ou bactérias, passaremos todo o tempo a empregar, e no final será tudo em vão, além de nos deixar neuróticos.

    A não ser que sejamos eremitas, estamos correndo risco a todo tempo. Se a gripe nos atingir e matar, poderá ser na missa… Mas se não for, poderá ser na conversa no dia-a-dia com o vizinho, poderá ser no trabalho, poderá ser no ônibus, no shopping center, no supermercado, no caixa eletrônico.

    Concordo plenamente com o que foi dito acima: se é para tomar medidas no interior das Igrejas a pretexto de evitar contágio, é melhor suspender também a coleta das missas. Aliás, seria melhor suspender todo o culto e recomendar que as pessoas se tranquem em suas casas por tempo indeterminado.

    Certamente, ainda que as missas públicas fossem abolidas, as pessoas se infectariam, pois ninguém poderia ou conseguiria ficar isolado por muito tempo. E este ídolo chamado vida física ruiria do mesmo jeito…

    Impressionante como tudo hoje em dia acaba de uma forma ou de outra atentando contra os direitos de Deus. Pois eu prefiro correr o risco de me contaminar no serviço a Deus do que prolongar minha vida às custas de tornar menos digno o Santo Sacrifício. Porque se eu não morrer de gripe, vou morrer de outra coisa.

    Como alguém já disse um dia

    Quem não sabe porque vive não compreende porque morre
    E se é para viver, é melhor viver com honra para depois morrer com glória.

    Infelizmente nós ainda estamos num patamar muito tacanho de entrega ao Senhor. Em outros tempos os cristãos suspirariam pela hora da união inefável com Deus. Hoje não pensamos duas vezes entre preservar a vida ou mexermos nas coisas de Deus.

  16. Os prós e os contras:

    2. Não se reze o Pai-Nosso de mãos dadas.
    Isto não fará a menor falta. Esse gesto não é litúrgico e até a Missa nova prescinde dele.

    3. Seja suspenso o abraço da paz.
    Isto é curioso. Fazendo gancho com a monumental fala do sr, João Barbedo acima, o Bispo tomou a medida a fim de evitar o contágio do H1N1; mas e os abraços fora da igreja, dos próprios fiéis, os apertos de mão e mesmo os beijos dos casais? Ficam proibidos também? Caso sim, que se pronunciem as autoridades competentes no assunto, e não um Bispo, cujo deveria ser o do cuidado das almas.

    No entanto, o que dizer do episcopado brasileiro, servido por uma Conferência Episcopal que prefere discutir a preservação das matas do que a preservação das almas? O Bispo em questão tem “escola” para suas atitudes…

    O Ministro da Saúde já se pronunciou em rede nacional e indicou quais cuidados de prevenção e higiene devem ser tomados por TODOS para evitar o contágio do vírus Influenza. Seria mais útil se dom Nelson Westrupp os repetisse e não quisesse adicionar subitens ao que já foi prescrito pelo Ministro da Saúde que além de tudo é médico (embora seja um abortista bem canalha).

    Falo neste tom porque, em matéria de saúde pública, o sr. Bispo e eu possuímos a mesma autoridade!

  17. Bom amigos, como é de meu costume, agradeço e respeito a opinião de todos. Apenas a do Dr. Ricardo 2, gostaria de colocar alguns pontos em que tenho divergência, os íntens:

    3-a letalidade do vírus é baixa.
    4-realmente, uma morte é uma tragédia, mas devo lembrar que em acidentes de trânsito morrem muitos mais e nenhum de nós aqui do blog deixou de viajar por causa disso.
    5-há alarmismo da imprensa.

    (3) Não sou médico, nem pessoa douta no assunto, portanto não posso discutir em igualdade com o senhor, mas sabe-se que existem mutações deste vírus e nem a Fiocruz ou o Butantã, discordam que no caso de uma mutação, cria-se resistência e daí todo o volume de medicação preparada até então (no tratamento) perde o valor… Ainda considero preocupante, porque vejo que estamos apenas no começo dessa pandemia.

    (4) Realmente não deixamos de viajar, mas usamos medidas preventivas: cinto de segurança, lei seca, check-up nos veículos etc… Por causa do numero de acidentes entao, ninguem se protege e deixa a sorte nos guiar? Isso é suicídio Doutor! Por isso considero a atitude do Bispo apenas uma ação preventiva.

    (5) Há alarmismo sim, concordo, mas será que consideramos “alarmismo” quando é com um parente nosso? Perder um filho, um parente, ou uma senhora grávida morrer e os medicos salvarem apenas seu bebê…quantas dores para uma familia?

    Mesmo assim, agradeço seu parecer tecnico.

    Aos demais, meu muito obrigado.
    Ainda acho que “há poesia demais com coisa tao seria” – admiro a Tradição, mas em certos aspectos a “nostalgia” por si só não explica muita coisa…prefiro ficar entao “relativista” como alguns queiram dizer. Continuo dizendo que nao faz diferença se na mão ou na boca…o mistério eucarístico está alem disso…

    Abraços.

  18. Parece-me óbvio que a comunhão na boca não é uma escolha nostálgica, mas sim a forma católica por excelência de comungar. Até em tempos liberais, há o papa e tantos padres da cúria para lembrar a todos disso! Aliás, precisamente com relação à forma de comungar, nostalgia é o arqueologismo incompleto e malicioso que quis legitimar uma prática (a autocomunhão na mão) que nunca existiu. Como nos lembra mons. Klaus Gamber, nas *poucas* igrejas particulares em que, nos primeiríssimos séculos, se tinha também o costume de receber a comunhão na mão, as mãos do comungante prestavam-se não como instrumento de manipulação, mas apenas como anteparos, patenas humanas para a hóstia consagrada recebida do sacerdote. O derradeiro gesto da comunhão não era, portanto, o de hoje, de o comungante receber a hóstia na palma de uma das mãos, pegá-la com a outra e finalmente levá-la à boca, à semelhança do que o sacerdote faz para ele. E sim o gesto de levar a boca às mãos que, como disse, ficavam paradas e serviam apenas de anteparo.

    Para um mundo inundado de relativismo, esses dois gestos podem parecer iguais. Mas não o são, pois em um não se manipula a hóstia, nem se a leva à boca através disso. O outro equivale-se ao gesto de levar um simples alimento à boca, durante uma refeição; compatível com o valor meramente simbólico-espiritual que tanto os protestantes acreditam e praticam em suas Ceias do Senhor.

    A comparação que o sr. Emmanuel fez com o carro, no qual muitos só embarcam utilizando-se de air bag, revisão automotiva, cinto de segurança, etc, é problemática. Faz-se a parte humana da coisa, mas se Deus nos chamar, não será nada disso que impedirá a vontade dEle. Semelhantemente, contra o vírus da gripe, temos hoje disponível todo tipo de droga que, via de regra, faz de uma gripe somente um (forte) aborrecimento de poucos dias. Séculos atrás, épocas em que as pessoas só comungavam na boca, nem pelas recorrentes epidemias de gripe e outras malezas ainda piores se pregava não fazê-lo. Os casos fatais de hoje são fruto de extrema negligência (que não se confunde com a excelência da comunhão na boca) e do derradeiro chamado de Deus, para o qual não existe impedimento.

    Essa preocupação excessiva com a comunhão na boca não encontra respaldo nem nas ciências médica e biológica, pelo que acho um absurdo, ainda mais de alguém de dentro da Igreja que sabe (embora pareça não crer em) o valor inestimável que é a sagrada Eucaristia para o corpo e para a alma, propor suspender esse tipo de comunhão utilizando-se da desculpa do momento.

  19. Àqueles que negam uma pandemia no Brasil, dizendo ser alarme e sensacionalismo da imprensa, eis o que saiu agora no G1:

    Subiu para 34 o número de mortes no Brasil pela nova gripe. O último boletim do Ministério da Saúde, divulgado na noite desta quinta-feira (23) indica 1.566 casos confirmados da doença, 16 óbitos no Rio Grande do Sul, 12 em São Paulo, cinco no Rio de Janeiro e um no Paraná. Até ontem eram 11 mortes nas cidades gaúchas.

    Vamos esperar até quando para crer na verdade dos fatos? De posse disso, cada qual, escolha como lhe convém sua liberdade, se comunga na mão ou não, ou se abraça na Missa.

    Boa noite amigos, até amanhã.

  20. Quem sabe essa onda de proibir a comunhão na boca em diversas dioceses não seja a gota d’água para que o Papa proíba acomunhão na mão… só nos resta esperar isto. Porque eu duvido que haverá, ao final do surto de gripe A (que ninguém sabe o quanto vai durar), outro comunicado incentivando a volta da comunhão na boca.

    Só me fica uma indagação: seguindo a linha de raciocínio do bispo, não deveria ser também tornado obrigatório o uso de confessionários para tornar o contágio padre-fiel/fiel-padre menos provável do que em confissões feitas em salinhas?

  21. Prezados, salve Maria!

    A todos e, em especial, ao Ir. Emmanuel Maria, OSB, sugiro a leitura de “Dominus est”, livreto escrito por Dom Athanasius Schineider, publicado recentemente no Brasil pela editora Raboni.

    Edwin Lima

  22. Prezado Edwin, poderia me dizer sobre o que trata o livro?
    Se bem que vindo da RABONI, imagino o estilo RCC que deva ser.
    Obrigado por sua postagem.

  23. Obrigado Edwin, já me informei sobre o Livro.
    Talvez dê a impressão de que sou contra a comunhão no modo ordinário (de joelhos e na boca). Nunca disse que era contra, apenas no caso da pandemia eu disse que concordava com o Bispo e achava secundario no momento discutir “detalhes”. Numa situação outra, ordinária, sempre comunguei e comungaria na boca novamente.

  24. Há dois anos quando eu e outros dois amigos tivemos uma audiência com sua Exclencia Sr Bispo deste post, D Nelson, somente para informá-lo de que iriamos ter a Missa Tridentina em Sao Bernardo, ele disse entre outras coisas o seguinte:

    “Nao sei por que voces insistem tanto nessa missa…inclusive, não sei nem por que o Papa insiste tanto nessa missa…Ele nunca foi nem pároco, nem nada, não tem a mínima experiencia paroquial e sai lançando esses motu proprios sem saber a bagunça que causa! Alias, ESTA SERÁ UMA DAS MINHAS PERGUNTAS PARA O PAPA NA MINHA AUDIENCIA PRIVADA COM ELE!!! O QUE ELE QUER COM ESTA MISSA! ELA VEIO PARA CAUSAR A DIVISÃO….E O QUE CAUSA A DIVISÃO É DE SATANÁS!”

    Não me importo nem que meu nome seja publicado…ele disse isso e tenho testemunhas…portanto…nada me surpreeende isso que ele fez agora.

    E um detalhe: Será que sua excelencia não sabe ou não lembra que tampouco o Papa PAulo VI foi paroquiano??? Ele também “nunca” cuidou de uma sacristia…por que nao fala o mesmo dele…

    Pois é…

    Pois é…

    Um abraço e Salve Maria!

    Vladimir Sesar

  25. Albert

    Fantastico comentario…

    pq nao voltam entao os confessionarios para evitar a propagação do virus????

    Das batinas, para que os padres fiquem mais aquecidos e se protejam de resfriados e etc…

  26. “…nessa missa!”
    E ainda reclamam dos outros porque a chamam de Missa de sempre. Há duas missas? Eu pensava que até hoje só havia uma e vários ritos? O que está havendo é que cada padre quer criar o seu rito pessoal igual prefeito que pinta as obras do anterior com as cores do partido dele como estão fazendo em cascavel do Ceará.

  27. Lutero também não via diferença entre comunhão na boca ou na mão. O fato é que muitos já não acreditam na presença real de seu Deus e Criador na hóstia consagrada. Por isso não fazem questão da menor reverência. Não se tem notícia de que pelo mundo todo tenha sido liberada a comunhão na mão em casos de grandes epidemias. Naquelas épocas a fé era outra e o mundo não repetia como satanás “non serviam”.

  28. Francisco,

    Exatamente…esses bispos tratam a missa como “outra missa”…como um ritual, uma expressao da fé já ultrapassada….a religiao estaria entao velha…essa renovação da fé, da Igreja que teria supostamente sido inspirada pelo espirito Santo, fundou uma nova Igreja….uma nova fé….e precisava de uma nova Missa….só não vê quem não quer…

    Um abraço e salve Maria!

    Vladimir Sesar

  29. Roma locuta causa finita!