Conferência Episcopal dos EUA: diálogo “não é entendido como um convite enrustido ao batismo”.

Por Carlos Antonio Palad, Rorate-Caeli.

Judeus protestam em frente à nunciatura apostólica em Paris por ocasião do levantamento do decreto das excomunhões dos bispos da FSSPX

Judeus protestam em frente à nunciatura apostólica em Paris por ocasião do levantamento do decreto de excomunhão dos bispos da FSSPX

Em 18 de junho de 2009, o Comitê de Doutrina e o Comitê de Assuntos Ecumênicos e Interreligiosos da Conferência Nacional dos Bispos [CNB] dos Estados Unidos publicaram a “Nota sobre Ambigüidades contidas em Reflexões sobre a Aliança e Missão”. (favor verificar o post do Rorate-Caeli sobre este documento).

Agora um esclarecimento do esclarecimento foi publicado. Em 5 de outubro de 2009, a CNB dos EUA publicou uma “Declaração de Princípios” afirmando, entre outras coisas, que o “diálogo Judaico-Católico, um dos abençoados frutos do Concílio Vaticano Segundo, nunca foi e nunca será usado pela Igreja Católica como um meio de proselitismo – nem é entendido como um convite enrustido ao batismo”. (Declaração de Princípios #3, destaque meu). A declaração de princípios acompanhou uma carta do Cardeal Francis George e outros quatro prelados respondendo à carta de vários rabinos atacando a “Nota” de 18 de junho. Na carta, além de afirmar que esperam encontrar os Judeus “fiéis à aliança Mosaica” no diálogo Judaico-Cristão, os bispos também afirmaram que a seguinte passagem será removida da “Nota sobre Ambigüidades”:

“Por exemplo, Reflexões sobre a Aliança e Missão propõe o diálogo interreligioso como uma forma de evangelização que é ‘uma partilha mutuamente enriquecedora dos dons desprovida de qualquer intenção que seja de convidar parceiro de diálogo ao batismo’. Embora a participação Cristã no diálogo interreligioso normalmente não incluiria um convite explícito ao batismo e à entrada na Igreja, o companheiro de diálogo Cristão está sempre dando testemunho do seguimento de Cristo, ao qual todos são implicitamente convidados”.

A afirmação final foi objeto particular da ira de certos rabinos, que a consideram um convite à “apostasia”.

Para mais detalhes: Bishops revise commentary on Catholic-Jewish dialogue