As conversações romanas vistas por um teólogo de Tübingen.

Ao centro, Peter Hunermann encontra-se com o Papa Bento XVI em 2006

Peter Hunermann (centro) encontra-se com o Papa Bento XVI em 2006

Peter Hunermann foi professor de teologia dogmática em Tübingen (Alemanha). Dizer que ele não é tradicionalista seria uma afirmação incompleta. Afirmar que ele é simplesmente um progressista seria um eufemismo; Hunermann, aos 80 anos, é um teólogo resolutamente moderno, conciliar, mas não conciliador.

Por ocasião de uma conferência proferida no último dia 28 de outubro em Bern, ele expressou seu sentimento — e seu ressentimento — sobre as conversações teológicas entre Roma e a Fraternidade São Pio X. Segundo ele, “os textos do Concílio Vaticano Segundo são essenciais para a Igreja, […] este concílio é um grande dom de Deus para a Igreja, para o movimento ecumênico e para a humanidade”, e suas declarações relacionadas à liberdade religiosa, liberdade de consciência e ecumenismo, trazem-no ao nível de um evento de “alcance mundial histórico”.

Portanto, aos olhos do teólogo alemão, com estes encontros doutrinais, estamos trilhando “um caminho de alto risco”, pavimentado por “enormes dificuldades”. Pois os textos do Concílio Vaticano Segundo são colocados quase que à disposição dos membros da Fraternidade. Agora, continuou, para eles os textos são meras instruções pastorais e não definições do Magistério.

Hunermman ficou à beira de um AVC quando tomou conhecimento do levantamento das excomunhões, que Sociedade sempre considerou sem efeitos, obtido em 29 de janeiro, após oferecer ao Papa um milhão de rosários. Ele gaguejou: “esta é uma maneira inacreditável de agir!” — Este é um bom encorajamento para perseverarmos em nossos esforços pela terceira Cruzada de Rosários. Muito obrigado, Peter Hunermann!

Padre Alain Lorans

Editorial DICI 205 – 20 de novembro de 2009

4 Comentários to “As conversações romanas vistas por um teólogo de Tübingen.”

  1. Esteve a beira do AVC?

    E quando o Papa condenar o Concílio Vaticano II?rsrs..

    TREMAM PROGRESSITAS!

    VIVA A TRADIÇÃO CATÓLICA!

  2. Se eu fosse Peter Hunermann, me converteria a tempo de pedir a Extrema-Unção, pois confissão comunitária não servirá para o infarto que ele vai ter caso os textos do Concílio sejam corrigidos e a FSSPX se insira canonicamente na Igreja.

  3. Acredito sinceramente que os textos ambíguos e controversos do Vaticano II serão esclarecidos tal como o foi pela Congregação para a doutrina da fé, a questão “subsiste” em relação à Igreja. Na que se refere a liberdade religiosa o máximo que se conseguirá é a clara e explícita afirmação tradicional de que ninguém possui direito a escolher o erro e a mentira, mas apenas a possibilidade de fazer esta escolha (alias coisa já escrita no Novo Catecismo, mas com um sutil contradição, pois o mesmo afirma “Esse direito de seguir uma outra religião não é um direito a seguir o erro. Ora seguir o erro nunca foi ou será direito só uma possibilidade) e nenhuma pessoa deve ser forçada ou obrigada a seguir uma crença seja por ameças ou vantagens pessoais. Na questão do Ecumenismo basta ressaltar que verdade é o próprio Jesus confiada por este à Igreja e os os elementos verdadeiros encontrados em outras crenças estão em plenitude em Cristo e na Igreja e o que o verdadeiro ecumenismo e reunir em só Rebanho todos os homens para um só pastor, Cristo Jesus, na Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica.

  4. Muito boas colocações do sr. Francisco, mas acho que a aludida “correção” sutil no Catecismo da Igreja católica é mais uma das táticas modernistas, a de formar uma teia de dúvidas, negativas, meias verdades, etc., como disse S. Pio X na Pascendi: “com astuciosíssimo engano costumam apresentar suas doutrinas não coordenadas e juntas como um todo, mas dispersas e como separadas umas das outras, afim de serem tidos por duvidosos e incertos, ao passo que de fato estão firmes e constantes”.

    Conforme afirmou um perito conciliar que se deixasse, de propósito, nos documentos do Concílio, a dúvida, pois, na sua aplicação pastoral o sentido seria o modernista, que eles queriam.