Seminário arquidiocesano de Lyon se torna bi-ritualista.

A Missa Antiga enche o seminário

A Missa Antiga enche o seminário

(Kreuz.net, Lyon) Conforme noticiou a associação francesa ‘Paix Liturgique’, o Cardeal Philippe Barbarin, de Lyon, fundará um seminário no qual a Missa Antiga também será ensinada em pé de igualdade com a nova.

A ‘Paix Liturgique’ faz referência a um anúncio feito pelo sacerdote tradicionalista Pe. Laurent Spriet, durante um recente encontro tradicionalista em Paris.

O Padre Spriet foi membro da Fraternidade Sacerdotal São Pedro, tendo sido incardinado no verão de 2006 na diocese de Versailles. Ele faz parte da comunidade francesa ‘Totus Tuus’.

O seminário sacerdotal bi-ritualista em Lyon deverá começar o ano letivo em 2010/2011. Lá haverá Missa no Rito Antigo todos os dias.

A Arquidiocese de Lyon se orienta  pela iniciativa da diocese Fréjus-Toulon do sul da França – porém, vai mais além.

No seminário de Fréjus-Toulon o Rito Antigo vem sendo ensinado desde o Motu Proprio. Desde então, muitas vocações jovens tem afluído de toda a França para esse seminário.

O sítio italiano ‘Messa in latino’ se alegra que a Arquidiocese de Lyon tenha reconhecido o “sinal dos tempos”.

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18 Comentários to “Seminário arquidiocesano de Lyon se torna bi-ritualista.”

  1. Mas é lógico que a missa antiga encha os seminários ´so não ve quem não quer a espiritualidade da missa antiga é muito superior que a missa nova do vaticano II, pena que no Brasil pouca gente observa isso.

  2. Espero que logo haja ao menos um seminário bi-ritualista no Brasil e que outros seminários siguam o exemplo.

  3. Creio que um seminário bi-ritualista tenda a ser mono-ritualista, onde reine o Rito de Sempre, que supera sem sombra de dúvidas o Novo.

  4. Michel,

    Permita-me discordar. Não é “no Brasil”, mas em todo o mundo é difícil achar quem enxergue isso.

  5. Salve Maria!

    Esta deve ser uma atitude tomada a partir de uma “santa inveja” do IBP, que, está lotado e com filas por todo o mundo.

    Que Deus devolva à Missa de Sempre o lugar que lhe foi usurpado.

    Viva o Papa!
    Viva Maria Santíssima!
    Viva Cristo Rei!

  6. Caro Cleber, Salve Maria!

    Soube que o IBP provavelmente fundará um seminário seu no Chile para toda a América Latina. Você tem mais notícias sobre isso?! E voltar para o Brasil? Você sabe se o IBP voltará ao Brasil?!

    Maria, Rainha dos Apóstolos, rogai por nós!

  7. Por que o birritualismo? Não se diz que é o mesmo rito em duas formas? Não seria uma excentricidade? Ou seriam as deficiências do Novus Ordo que tem de ser complementadas pelo tradicional?

  8. Boa observação, Sr. Antônio Maria Ribeiro Tavares!
    Penso que o adjetivo bi-ritualista tenha sido usado para expressar sinteticamente que no seminário arquidiocesano de Lion se celebrará a Missa nas duas formas do rito romano. Contudo, não são dois ritos romanos, mas um só rito romano com duas formas, uma ordinária e outra extraordinária,conforme o Santo Padre explicou no Summorum Pontificum.

  9. Se bem que o ter extraordinário ficaria conveniente ao Rito Novo pelas grande alterações e abusos que provocou e o ordinário deveria ser o Rito Gregoriano pelo tempo de uso e por sua imutabilidade e precisão doutrinária. Se orarmos com fé e persistência quem sabe Deus nos conceda a inversão dos termos…e do uso.

  10. Volto à minha pergunta: Então seria um rito ordinário, sujeito a alterações, abusos, etc. e outro extraordinário, mais preciso, imune a abusos? Como pode ser a MESMA forma?

  11. O rito extraordinário infelizmente não é imune a abusos, pois já ouvi falar de abusos até mesmo na missa de sempre! Só não tem mais, porque quem frequenta é, na maioria das vezes, tradicional e vacinado contra este tipo de coisa.

  12. 1. Realmente bi-ritualismo é um termo equivocado.
    2. Seria de acordo com os documentos do Papa, extamente o que sr.Alex disse ” um só rito romano com duas formas”.
    3. Sr. Antonio, acredito que o rito do Novo Ordo não seria sujeito a abusos, ou seja, não deveria se absurar dele como se faz, mas é obviamente mas facíl abusar desse rito do que do Rito Tradicional. Isso por inumeras razões. Já li (não me lembro em qual livro) que bi-ritualismo não existe e é algo teologicamente impossível.
    4. Tornar a Extraordinário em Ordinário seria de fato Extradinário! Oxala vejamo isso algum dia!

  13. Caro Alex,

    De fato, o Santo Padre chamou a Missa Gregoriana de “Forma Extraordinária do Rito Romano” no recente documento Summorum Pontificum. E, muito provavelmente ele teve suas razões para fazê-lo.

    É de se observar, entretanto, que os próprios padres que celebram e conhecem a Missa Gregoriana falam claramente que se trata de 2 ritos devido a todas as marcantes diferenças entre as duas “formas”.

    A esse respeito veja a carta que o próprio Papa escreveu na época em que era cardeal a uma pessoa que o consultava justamente sobre a celebração do rito antigo. Nesta, em 2003, sem as pressões do Papado, o então Cardeal Ratzinger fala justamente em dois ritos distintos e como seria difícil para os bispos administrarem esses dois ritos diferentes em suas dioceses.

    ===
    To Dr. Heinz-Lothar Barth, 23 June 2003

    Dear Dr. Barth !
    My heartfelt thanks for your letter of April 6, which I didn’t have time to answer until now. You’re asking me to lobby for a wider permission of the old Roman Rite. As you well know, I am very open to such requests, as my efforts towards this end is widely known by now.

    Whether the Holy See will permit the old Rite “once more worldwide and without limitations” – as you desire and have heard rumors to that effect – I cannot simply answer, let alone confirm. The dislike for the traditional liturgy, which is called, with contempt, “pre-conciliar” is still very strong among Catholics who’ve been drilled to reject it for years. Additionally, there would be strong resistance on the part of many bishops.

    The situation is different if we consider a limited re-admission – the demand for the old liturgy is limited as well. I know that its value does of course not depend on the demand, but the question about the number of interested priests and laypeople plays some role. Furthermore, such a measure can only – even today – be taken step-by-step, some 30 years after the introduction of the liturgy reform of Pope Paul VI. Another hurried effort would certainly not be beneficial.

    I think, however, that, in the long run, the Roman Church must once more have one Roman Rite; the existence of two official rites is difficult to “administrate” for bishops and priests. The Roman Rite of the future should be a single rite, in Latin or in the vernacular, but standing wholly in the legacy of the traditional Rite. It could incorporate some new elements that have proven successful, such as new feast days, some new prefaces in the Mass, an expanded lectionary – more selection than before (the reform), but not too much; an “oratio fidelium”, ie a fixed litany of intercessions, following the Oremus before the Offertory where it used to have its place.

    Dear Dr. Barth, if you work for the cause of the liturgy in this manner, you will certainly not stand alone, and you prepare the “public opinion” in the Church in favor of an expanded use of prior Missals. One needs to be cautious, however, so as to not spark expectations that are too high among the faithful who feel close to tradition.

    I shall use this opportunity to thank you for your highly esteemed efforts for the liturgy of the Roman Church, in your books and lectures, although I’d like a bit more love and understanding here and there for the teaching authority of the Pope and bishops. I hope that the seeds you’re sowing will germinate and bring much fruit for the renewed life of the Church, whose “source and summit”, whose very heart indeed is and must remain the liturgy.

    I gladly bestow the requested blessing and remain yours with kind regards

    Your
    Joseph Kardinal Ratzinger

  14. Prezada Maria, obrigado pelas explicações e pela transcrição da carta, embora eu não saiba inglês. A senhora poderia dar-nos a tradução dessa carta?!
    Em Cristo, Alex.

  15. Caro Alex,

    Já existe a tradução pronta em diversos idiomas. Essa carta ficou famosa porque esse Dr. Barth é um teólogo engajado no meio trad.

    Se você fizer uma busca no google usando as palavras chaves em português (Dr. Barth cardeal Ratzinger dois ritos bispos) vai encontrar várias traduções. E aí é só escolher a que mais lhe agrada. Creio que o Ferretti já mencionou essa carta aqui, mas não me lembro quando.

  16. Corrigindo “palavras chave”

  17. Sr. Luiz
    O que se chama de abusos no rito tradicional serão sempre ABUSOS. Na Missa Nova são chamados de CRIATIVIDADE, PARTICIPAÇÃO, COMUNIDADE CELEBRANTE ou INCULTURAÇÃO, é o que está na Institutio do Missal “reformado”, como se segue: “Além disso a inculturação precisa de bastante tempo, para não contaminar repentina e incautamente a autêntica tradição litúrgica.
    Por fim, a procura da inculturação não pretende de modo algum a criação de novas famílias rituais, mas sim responder às exigências de determinada cultura, de tal modo, porém, que as adaptações introduzidas, quer no Missal quer nos outros livros litúrgicos, não sejam prejudiciais à índole própria do Rito Romano”.

    Será que esta foi a brecha por onde entraram os abusos na Missa Nova?