Congregação para o Culto Divino: Não é lícito negar a comunhão na língua devido ao H1N1.

A Congregação para o Culto Divino e para a Disciplina dos Sacramentos respondeu a um católico leigo da Grã-Bretanha, na diocese em que a comunhão na língua havia sido restringida devido a preocupações relacionadas à epidemia do vírus Influenza A  – subtipo H1N1 (“gripe suína”).

Não faz qualquer sentido científico uma vez que parece melhor ter apenas uma mão envolvida (aquela do Sacerdote). Parece mais seguro ter apenas um homem distribuindo a Sagrada Comunhão (o Sacerdote), nenhum “ministro extraordinário”  de qualquer tipo, e que todos os fiéis recebessem a Comunhão da maneira tradicional.

Fonte: Rorate-Caeli

* * *

Tradução da carta

Prot. N. 655/09 L

Roma, 24 de julho de 2009

Prezado,

Esta Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos deseja dar-lhe ciência do recebimento de sua carta datada de 22 de julho, acerca do direito dos fiéis de receber a Sagrada Comunhão na língua.

Este Dicastério observa que sua Instrução Redemptionis Sacramentum (25 de março de 2004) claramente determina que “todo fiel tem sempre direito a escolher se deseja receber a sagrada Comunhão na língua” (n. 92), nem é lícito negar a Sagrada Comunhão a qualquer dos fiéis de Cristo que não estão impedidos pelo direito de receber a Sagrada Eucaristia (cf. n. 91)

A Congregação lhe agradece por trazer esta importante matéria à sua atenção. Esteja assegurado que os apropriados contatos serão feitos.

Possa o senhor perseverar na fé e no amor a Nosso Senhor e sua Santa Igreja, e em contínua devoção ao Santíssimo Sacramento.

Com todo bom desejo e benevolente estima, sou,

Sinceramente Vosso em Cristo,

Pe. Anthony Ward, S.M.
Sub-Secretário

15 Responses to “Congregação para o Culto Divino: Não é lícito negar a comunhão na língua devido ao H1N1.”

  1. No ótimo blogue “Em defesa de Lefebvre” já há uma tradução!

  2. No Brasil observamos a CNBB indo na contra-mão da Santa Sé. Além de não serem obedientes ao Papa quanto à Missa Tridentina, alguns bispos brasileiros vão além e proíbem a comunhão na boca e de joelhos, perseguem quem é realmente é católico e promovem o Comunismo. Lamentável!

    Todos nós católicos do Brasil devemos tomar posturas como a do católico britânico, que enviou uma carta à Roma dando ciência do que ocorre por lá.

  3. Se já não estamos, nos aproximamos de uma grande, mega, estupenda rebelião dentro de nossa amada Igreja Católica Apóstólica Romana. Seus sequases já se armam com unhas e dentes. Mas se nosso Senhor disse que “o discípulo não maior que o mestre…” A Sua Igreja, conforme nos afirma até o Catecismo de João Paulo II, passará por seu martírio, mas Resurgirá Gloriosa no final. Penso que em questão de alguns meses tudo ficará mais óbvio.

  4. Que o meu Bispo e o pároco que me negou a comunhão na mão leiam esta Declaração!
    Deus seja louvado!!!

  5. Caro Moisés. O meu Bispo a quem pedi que me esclarecesse se tinha sido ele que deu instruções para dar a Sagrada Comunhão só na mão, respondeu-me que nunca tinha dado essas instruções, nem elas sairam da Cúria. O meu Paroco está nas tintas.Bem se importa ele com o que diz o Bispo ou o Papa. Na igreja que ele julga dele, manda ele. Ele jamais lerá ou confessará que leu a comunicação da Congregação, a não ser que pessoalmente lha entregamos, o que eu penso fazer nesta próxima semana.
    Rebelião? Por amor de Deus, não. Vamos apenas obedecer 100% às normas verdadeiras, não atendendo em nada aquilo que as contraria. É preciso que os padres saibam que não podem ser rebeldes, porque se o forem não têm fieis.

  6. Moisés,
    Se o seu bispo e pároco negaram a comunhão na mão os mesmos fizeram certo. Mas acredito que eles tenham negado a comunhão na boca, assim como a grande
    maioria do clero brasileiro fazem e incentivam.

    As Missas Novas celebradas e transmitidas pelos canais Canção Nova, TV Aparecida, TV Século 21 e Rede Vida (canais que rotulam-se como católicos) incentivam que a comunhão seja distribuída por “ministros da eucaristia” na mão.
    Um grande erro, visto que ministros da eucaristia são produtos do modernismo e comunhão na mão é sacrilégio.
    Esses canais são muito perigosos e recomendo que católicos evitem de assisti-lo, visto que a insistência aos erros são muitas.

    COMUNHÃO DE JOELHOS E NA BOCA: SINAL DE ADORAÇÃO!

  7. D. Nelson Westrupp, aqui da Diocese de Santo André, não parece conhecer o que ordena a Congregação. Obrigado por postar a carta.

  8. Salve Maria amigos!

    Mesmo que cientificamente se provasse ter uma grande risco de qualquer doença ser transmissível, a comunhão na boca continuaria sendo um direito. Logo, quem pode não utilizar o próprio direito, é quem o detem. Neste caso, se fosse uma doença transmissível e com alta possibilidade de contaminação, caberia ao fiel discernir, se quisesse, e ao invés de receber na mão, talvez nem recebê-La…antes não receber do que ter de tocá-La para tal!

    Este meu raciocinio acima eu baseio na propria carta resposta: Em nenhum momento foi mencionada a doença…isso fecha todas as brechas de que qualquer doença que seja (não somente o H1N1) possa ser pretexto para comunhão na mão, e ainda é reforçada a expressao “direito do fiel”.

  9. Aliás:

    Perdoem-me pelo exemplo muito exagerado mas sem intenção ao alguma de desrespeitar Nosso Senhor Jesus Cristo.

    Se H1N1 fosse motivo para comunhão na mão, e uma pessoa possuisse algum problema no movimento dos membros superiores, por causa do qual fosse extremamente arriscado entregar uma Hostia Consagrada em suas mãos…o que inventariam para que esta alma pudesse receber o Santissimo Sacramento?

    A comunhão na mão é um assassinato ao tesouro da Eucaristia…é uma invenção, de tal modo presunçosa, que diminui a Eucaristia…

    E diminuir o valor do que é absoluto, seria uma audácia, um verdadeira desrespeito com qual grau de culpa?

  10. Pessoal, descupem-me pela confusão!
    Não me negaram a comunhçao na mão, me obrigaram!
    Me negaram foi a comunhão na boca.
    Mas não comunguei na mão, me recusei.
    Só comungo na boca.

  11. O risco de contaminação alegado com a comunhão na boca não viria só do padre por si, mas das bocas dos fiéis, que podem passar agentes infecciosos para a mão do padre e daí para outras bocas.

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