Papa nomeia novo bispo na Espanha e clero da diocese se revolta.

77% do clero de Guipúzcoa, Espanha, rejeita novo bispo, considerado conservador, em nome do espírito do Concílio Vaticano II. Abaixo, a declaração:

Sacerdotes e Religiosos com cargo pastoral da Diocese de Guipúzcoa.

Jornal El Mundo noticia fato. Link para matéria.

Por motivo da nomeação do novo bispo de nossa Diocese e, desde nossa condição de sacerdotes e religiosos da Igreja de Gipuzkoa, movidos pela responsabilidade que temos ante nossa Igreja local, queremos expressar o seguinte:

• Recebemos com dor e profunda inquietudo a designação de D. José Ignacio Munilla para presidir e dirigir a Igreja de Guipúzcoa, designação que foi percebida por nós como uma clara desautorização da vida eclesial de nossa Diocese e também como uma iniciativa destionada a mudar seu rumo.

• Manifestamos nossa desconformidade e desaprovação com a intencionalidade e o procendimento seguidos na nomeação de D. José Ignacio Munilla como bispo de nossa Diocese. Lamentamos e deploramos que em uma questão tão transcedental como está, não se tenha tido em conta nem respeitado o sentir de nossa Igreja Diocesana e seus organismos pastorais.

• Conhecemos de perto a trajetória pastoral de D. José Ignacio Munilla como presbítero, profundamenta marcada pela falta de afeto e comunhão com as linhas diocesanas. Consideramos que de modo algum se trata de pessoa idônea para desempenhar o cargo de Bispo e Pastor de nossa Diocese.

• Manifestamos nosso apoio e adesão à linha pastoral e ao estilo eclesial que se vem formando em nossa Diocese em fidelidade ao espírito do Concílio Vaticano II e com o alento e direção pastoral de nossos bispos.

• Por isso mesmo, desde a fidelidade ao evangelho de Jesus Cristo, nosso amor à Igreja e serviço a nosso povo, queremos reiterar ante nossas comunidades cristãs nossa vontade e compromisso de seguir caminhando em coerência com as opções pastorais que temos mantido ao longo de todos estes anos.

• Estamos convencidos de que não nos faltará o alento do Espírito nem a colaboração de tantos e tantos crentes, que nestes momentos de incertezas seguirão acrescentando o melhor de sua experência cristã.

En Gipuzkoa, 14 de dezembro de 2009.

Fonte: Secretum Meum Mihi

33 Comentários to “Papa nomeia novo bispo na Espanha e clero da diocese se revolta.”

  1. Nós leigos católicos, obedientes ao Papa, Supremo Pastor da Igreja, estamos cansados da atitude desse revoltosos travestidos de padres. Estamos cansados da sua teologia de quinta categoria e de sua falta de fé. Estamos cansados dessa gente falando em nosso nome. Estamos com o Papa e queremos o bem da Santa Igreja. Não aceitamos a insubordinação e a rebeldia desses maus pastores. Deviam ser punidos exemplarmente.

  2. Viva o Papa Bento XVI!!!!!!!!!!!!
    Viva Monsenhor Lefebvre!!!!!!!!!!!!!

  3. Isso já não me escandaliza mais. Infelizmente. É fruto da libertinagem pós-conciliar, da falsa concepção do “pensare cum eclesia” que se instalou com todas as suas parafernálias nas sacristias e casas religiosas do mundo.
    O que se espera e isso é imperativo dada a proliferação desse maldito câncer é que S.S.Bento XVI não volte atrás nessa nomeação tal como ocorreu na Áustria há alguns meses atrás e imponha com todas a sua autoridade essa nomeação episcopal, mostrando assim quem é que decide os destinos da Santa Igreja.
    Rezemos pelo Santo Padre e por esse clero corrompido, envenenado.

  4. Já vi este filme, só que foi em alemão, e com austríacos: monsenhor Gerhardt Wagner…

    Vou rezar para que o Vaticano não caia no ridículo novamente; para que o Vaticano não arregue para a colegialidade episcopal de novo!

    Por favor, meu Deus…

  5. “Os verdadeiros amigos do povo não são revolucionários, nem inovadores, mas tradicionalistas”
    S.Pio X – “Notre charge Apostolique.

    Sempre quando ocorre uma faxina em casa, aqueles acomodados (incomodados) que preferem ficar assistindo televisão a pegar o rodo e a vassoura para ajudar, reclamam à todo momento. Não são capazes de levantar o pé para que se possa varrer por baixo do sofá e ficam indignados quando têm que ajudar a levantar o tapete para retirar aquela sujeira antiga…

    Não obstante, as dioceses de uma maneira geral precisam passar por uma faxina e certamente algumas pessoas reclamarão quando tiverem o seu status quo esfregado com água e sabão.

    A atitude do Santo Padre demonstra o seu interesse e motivação para restaurar a Igreja. A crise eclesial é reconhecida pelo Papa e o mesmo já sabe como combatê-la. Entretanto, não pode mais voltar atrás como aconteceu na Austria… Se ocorrer novamente: perde a moral…

  6. 77% de lobos que veio à tona

  7. escândalo
    [Do lat. scandalu < gr. skándalon.]
    Substantivo masculino.
    1.Aquilo que é causa, ou resulta de erro ou pecado.
    2.Aquilo que perturba a sensibilidade pelo desprezo aos bons costumes ou a moral.
    3.Indignação provocada por um mau exemplo, ou ação vergonhosa, leviana, indecente.
    4.Desordem, tumulto, cena, alvoroço, escarcéu.
    5.Grave acontecimento que abala a opinião pública.
    6.Fato imoral, revoltante.
    E tudo isso perpetrado por um bando de leigos que se arrogam donos da Igreja-Aggiornada e dentores da Ortodoxia Pós-Conciliar…
    Como disse o Pedro, só espero que não haja mais um recuo na pretenção de se evitar um “mal maior”: nesses casos, uma retirada é sinal de fraqueza e levada na conta da vitória revolucionária.
    É preciso máxima estratégia de se evitar um “tomada de assalto”, mas é preciso resistir para não se perder a autoridade.

  8. Além de tudo, esse tipo de procedimento ainda causa confusão nos leigos. Imaginem se um grupo resolve protestar contra esse mau clero! As outras pessoas ficariam divididas entre apoiar o clero e a Santa Sé.

  9. Confesso que fiquei curioso em saber afinal qual é a tal “linha pastoral e estilo eclesial que se vem formando nesta Diocese em fidelidade ao espírito do Concílio Vaticano II”.
    Alguém melhor informado poderia citar exemplos do que estão fazendo com “fidelidade ao CV II” em Gipuzkoa?
    Para odiarem a posse de um tradicionalista, deve ser porque boa coisa não é.

  10. Demorou pra isso acontecer.

    O Papa tinha que nomear uns aqui pro Brasil, também.

  11. Caberia a estes padres a carta de Dom Mauro Piacenza, da cúria Romana, sobre a obediência sacerdotal.

    Mas, pensando bem, se os bispos podem utiliza-la (a carta) para pedir a obediência irrestrita dos seus padres, também os padres podem utilizar-se do espírito democrático soprado na Igreja (sabe-se lá por quem) desde o Concílio Vaticano II para fazer suas “reivindicações”.

  12. São os uivos cismáticos dos lobos incomodados com o verdadeiro pastor disposto a dar a vida por suas ovelhas.
    Se não são cismáticos, o que são??
    Em verdade, existe um estado geral de cisma dentro da Igreja Católica, capitaneado por aqueles que odeiam a sã doutrina.
    Convenço-me a cada instante, da coragem de D. Lefebvre. Coragem e verdadeiro espírito de fé. Lamentavelmente, os mentores dos padres de Guipúzcoa foram aqueles que acusaram D. Lefebvre de cisma por sua fidelidade à Igreja, a N. S. Jesus Cristo.
    A cada dia torna-se patente a injustiça da excomunhão contra esse grande arcebispo, verdadeiro partor de almas.
    Arrisco-me a afirmar que enquanto não for reparada tal injustiça, não haverá paz na Igreja Católica!

  13. Isso, precisamos disso no Brasil…

  14. Diocese faz parte da região basca.

    A motivação :

    “El nombramiento de Munilla Aguirre, aún hoy obispo de Palencia y nacido en San Sebastián, responde a la apuesta del presidente de la Conferencia Episcopal Española, el cardenal Antonio María Rouco Varela, de remodelar el episcopado vasco para limar el sesgo político y cierta afinidad con las tesis nacionalistas de las últimas décadas. La salida de Uriarte y la elección de Munilla, de perfil conservador, se interpreta en esa clave.”

    http://www.ideal.es/granada/20091122/espana/papa-nombra-candidato-rouco-20091122.html

    “Dentro de la Conferencia Episcopal Española se encarga de la Pastoral de la Juventud. Munilla es autor de numerosos artículos, publicados en la prensa escrita y en internet, y colabora en Radio María España, donde explica el Catecismo de la Iglesia Católica.”

    http://es.wikipedia.org/wiki/Di%C3%B3cesis_de_San_Sebasti%C3%A1n

    A tarefa dele não vai ser fácil: rebelião de padres,
    ETA,etc..

  15. Salve Maria!

    Podem chorar, esperniar e fazerem suas pirracinhas, os Padres de Gipuzkoa, pois Bento XVI veio pregar a Palavra quer agrade, quer desagrade!

    Tal fato me lembra um Grande Fato Histórico acontecido na Diocese de Campos – RJ, há 24 anos, antes de eu nascer, porém muito bem transmitido pelos mais velhos. Só que agora o efeito favorece à parte contrária a parte que fôra favorecida naquela época!

    Por volta dos anos 1984/1985, os chamados “Padres de Campos”, sob a orientação de Dom Antônio de Castro Mayer, acompanhados por um grande número de fiéis tradicionalistas, eram expulsos, “escurraçados” de suas paróquias por um novo Bispo de Campos, progressista, Dom Navarro, nomeado pela Santa Sé para substituir Dom Antônio a frente da Diocese de Campos, pois Dom Antônio fôra forçado, pelas Leis, a se aposentar por causa da idade.
    A maioria do Clero da Diocese de Campos, naquela época, estava, juntamente com Dom Antônio, disposta a seguir a Orientação Católica anterior ao Concílio Vaticano II, bem como celebrar somente a Missa Tridentina. Essa orientação, que chamamos orientação de Dom Antônio, perdurou até a aposentadoria deste Grande Bispo. Com a sua saída, contra sua vontade, Dom Antônio teve de deixar o pastoreio do rebanho, ao passo que a Santa Sé escolhia estrategicamente para o substituir, um Bispo progressista, totalmente comprometido e disposto a implantar na Diocese de Campos a Missa Nova e as reformas conciliares, bem como outras novidades. Então surgiu o mal estar. Os padres tradicionalistas foram pressionados a mudarem de orientação, mas já tinham decidido pela Missa Tridentina e pela Disciplina Tradicional [Graças a Deus!]. Decidido a implantar o progressismo naquela diocese, outrora preservada das novidades, Dom Carlos Alberto Navarro exunerava os padres tradicionalistas dos cargos de párocos e outros cargos na diocese. Os padres e fiéis tradicionalistas não tiveram seu direito de preferência pela Missa Tridentina e pela Pastoral anterior ao Concílio respeitado, pois foram expulsos de suas Paróquias e expulsos porque queriam continuar com a Missa Tridentina e a Disciplina Tradicional. Não tiveram um lugar, uma capela se quer, a eles consedida pela Diocese (igreja regular) para praticarem suas Práticas de Culto. Daí é que apareceu nossa irregularidade canônica. Ninguém queria sair das Paróquias, nem padres, nem fiéis, mas fomos escurraçados, expulsos, porque não tivemos a Forma Tradicional de se estar no Catolicismo Romano respeitada. A Missa Tridentina e a Pastoral Tradicional foram proibidas sim, na prática, pois fomos expulsos porque queríamos continuar com a Missa Tridentina e a Pastoral Tradicional, ao invés de adotarmos a Missa Nova e o Progressismo. E a prova histórica desta proibição, é que, na Diocese de Campos, nenhum dos padres e fiéis progressistas, que ficaram com Dom Navarro, conservaram a Missa Tridentina e a Pastoral Tradicional, pois em 2009, os padres desta Diocese não sabem celebrar a Missa Tridentina, não sabem nem Latim, salvos alguns mais antigos da época de Dom Antônio. A Diocese de Campos é uma Diocese, onde reina a Renovação Carismática, é totalmente progressista e, seus fiéis não sabem nada de Tradição, nem destes fatos históricos que eu aqui conto. Se alguém perguntar a um jovem desta Diocese porque em muitas cidades do território da Diocese de Campos existem no mínimo duas Paróquias, uma progressista e outra tradicionalista, é bem capaz de não saber o motivo. Isso é uma prova óbvia que o Movimento Progressista, que nela se iniciou com Dom Navarro, veio para destruir e fazer desaparecer daquela prole qualquer vestígio de Tradição.

    A maioria do padres de Campos era tradicionalista, e é claro, não desejavam um Bispo como Dom Navarro, para conservarem o que a Igreja, através de Papas, Bispos, Santos sempre defendera, ensinara, transmitira na maior parte de sua História, durante toda sua História.

    A maioria dos padres de Guipúzcoa é progressista, e é claro, não desejam um Bispo tradicionalista, para conservarem o que autoridades más da Igreja, através de cargos eclesiásticos, defendem, ensinam, transmitem desde há algumas décadas, apenas.

    Vemos autoridades eclesiásticas tomarem o caminho da Restauração. A situação está se revertendo e estes fatos recentes, em oposição a fatos passados, nos revelam. Viva Bento XVI!

    Só para continuar o conto verdadeiro…

    Os padres tradicionalistas não tiveram mais onde morar, isso é fato, é algo verdadeiríssimo! Lutaram nas esferas judiciais até onde puderam, para continuarem com as igrejas e capelas, mas não conseguiram. Dom Navarro ia nomeando novos párocos (progressistas é claro), que se dirijiam às cidades do Noroeste e Norte Fluminense do Estado do Rio, onde reuniam grupinhos de fiéis progressistas, e ficavam aguardando a deposição judicial dos párocos tradicionalistas. Conforme os padres tradicionalistas perdiam a causa judicial e com isso todas as igrejas, capelas e tudo das Paróquias, os padres progressistas recém nomeados párocos assumiam e entronizavam o Progressismo nas Paróquias. A penúltima, se não me engano, Paróquia a ser tomada foi a da minha cidade, Paróquia de Santo Antônio, em Santo Antônio de Pádua – RJ, foi tomada em 1985. Os mais velhos sabem a data e o horário da nossa saída de “có”. Depois de duras disputas judiciais, finalmente perdemos. No meio de uma Missa Tridentina, à noite, na Matriz da cidade, chegaram as viaturas da polícia local, os oficiais de justiça e obrigaram o Padre e todos que queriam ficar com ele a se retirarem da igreja. O Padre retirou o Santíssimo do Sacrário e a maioria ou metade dos fiéis acompanharam-no em procissão, todos saíram em paz e cantando. A procissão foi para a Capela do Asilo, onde o Padre continuou a Santa Missa. Os progressistas só não conseguiram pegar o Asilo, porque estava como propriedade privada e não da Paróquia. A Srª. proprietária do Asilo era tradicionalista e por isso o Asilo ficou conosco até hoje. Todos sabiam que os tradicionalistas iam perder os béns da igreja, mas eles quiseram lutar até o fim e sair das Paróquias somente no último momento. Perdemos igrejas, capelas, colégios, mas conservamos a Tradição da Igreja. Uma outra senhora tradicionalista viúva desocupou sua casa para servir de casa paroquial ao nosso padre até construirmos as novas igrejas. Assim foi em todas as Paróquias da Diocese, onde os tradicionalistas tiveram que ceder lugar aos progressistas. Em todas as cidades, onde o Pároco era tradicionalista, o Padre teve que sair da Paróquia sem nada de material e os fiéis tradicionalistas acompanharam-no, saindo em todos os lugares em paz sem qualquer atitude agressiva.
    Mal os Progressistas assumiram as Paróquias, vieram os abusos, profanações e toda bagunça. Paramentos Romanos dos Padres Tradicionalistas que tiveram que ficar nas sacristias foram mal tratados; todos os livros de meditação foram jogados no lixo. Altares antiquíssimos foram brutalmente derrubados para construírem a mesa, ou simplesmente para representar a ruptura com o passado. As Associações e Confrarias de Leigos foram friamente destruídas, desapareceram para dar lugar às pastorais modernas de ajuda material a pobre etc, que não santificam, nem salvam ninguém. Pessoas que antes usavam roupas descentes, sob orientação dos padres tradicionais, passaram a se vestir com imodéstia. No caso de Pádua, minha cidade, mal entraram os progressistas na igreja, após a nossa saída, e começaram a Jogar Água no Chão da igreja, pois diziam que estava muito suja. Pobres ignorantes! Mal sabiam que a sujeira estava com eles.
    Os padres tradicionalistas celebravam Missas, no Rito Tridentino, debaixo de árvores, nas casas das pessoas e em garagens, por um bom tempo.
    Então, pela Graça de Deus, os padres tradicionalistas continuaram unidos a Dom Antônio, que continuou, mesmo em irregularidade, a ser nosso Bispo, criou-se a União Sacerdotal São João Maria Vianney. Com um bom número de fiéis, Dom Antônio e os Padres Tradicionais formaram e ergueram, debaixo de muitas chacotas, humilhações, deboches, calúnias, as novas Paróquias, com as Associações de leigos, Cruzada Eucarística, Congregação Mariana, Filhas de Maria, Apostolado da Oração, Liga Católica e várias outras. Foram construídas novas igrejas, capelas, colégios totalmente tradicionalistas. Por isso no território da Diocese de Campos existem muitas Paróquias Tradicionalistas. Quase todas as cidades possui uma. As cidades desta região que não possuem Paróquias, possuem ao menos uma capela, e isso devemos a Dom Antônio. Perdemos as antigas e belas igrejas matrizes para conservarmos a Tradição da Igreja. Quem se simpatizou com o Progressismo ficou na Diocese de Campos e quem desejou continuar tradicionalista ficou com a União Sacerdotal São João Maria Vianney, erigida canonicamente como Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, à qual nós fiéis assistidos por ela a amamos, a defendemos e por ela lutaremos sempre, pela Graça de Deus e sob a Proteção de Maria Santíssima.

    Os Municípios, onde se celebra a Santa Missa Tridentina, e onde atuou a Reação Católica pela Tradição, no território da Diocese de Campos são:

    Campos dos Goytacazes
    São João da Barra
    Cardoso Moreira (paróquia perdida para TFP)
    Italva (paróquia perdida para TFP)
    Itaperuna
    Bom Jesus do Itabapoana
    Natividade
    Varre-Sai
    Porciúncula
    Laje do Muriaé (paróquia perdida para TFP)
    Miracema (paróquia perdida para TFP)
    Santo Antônio de Pádua
    São Fidélis
    Aperibé
    Cambuci

  16. O estrago que a maldita TL fez e tão grande que chega a esse ponto desobediencia explicita ao Santo Padre, nessas horas só o espirito santo para nos socorrer

  17. O relato do sr. Vitor José é completo. Mas é necessário lembrar que ninguém sabia que a União Sacerdotal seria reconhecida (nem quando) pelo Papa, o que se conclui que, às vezes, para salvaguardar a Fé é necessária a luta, mesmo à custa de uma aparente desobediência (ou cisma, como muitos admitem que Dom Antônio patrocinou). Infelizmente, na atual conjuntura da Administração Apostólica de Campos evita-se lembrar esses fatos históricos, gloriosos e necessários para a sobrevivência da Tradição.

    Muitos dos fatos narrados, são hoje renegados pelos seus próprios personagens e tratados com uma certa vergonha de terem “afrontado” um bispo, apesar do lema “Católicos unidos em defesa da FÉ”.

    Apenas uma observação: As paróquia mencionadas como “perdidas para a TFP” hoje são ligadas à Diocese de Campos via Arautos do Evangelho, do Mons. Clá.

  18. O que vem a ser uma Paróquia perdida para a TFP ( tenho pavor da TFP )?
    Sei que vai me censurar, pois não permite nenhum comentário que não seja o que concorda com você.
    Mas, adoraria saber por que a famigerada TFP tem essas paróquias?
    Pode me mandar a resposta por email após sua censura.
    Afinal de contas, apesar desse blog não ser um local que prega a democracia, acredito que não se recusará a ensinar e evangelizar.
    Vai contra todo o preceito Católico
    obrigada

  19. Chiii, essa Sandra Nunes voltou a dar as caras?
    Ela que nunca se interessou em ser evangelizada além do catecismo TL que ela mesma prega, quer dar uma de santarrona agora? Ainda com essa conversa de quem pegou o “bonde andando”…como sempre.
    Ferretti, por favor, não caia na lábia dessa pessoa. Pelo bem desse blog.

  20. Essas ditas “paróquias da TFP” começaram na época de Dom Antonio? Seus padres fizeram parte da União Sacerdotal São João Maria Vianney? E hoje, celebram o novus ordo ou a missa de sempre?

  21. A TFP hoje não é mais sombra do que fora nos anos 60/70. Após a morte do fundador, Plinio Correia de Olveira, e o consequente racha interno que deu origem aos Arautos do Evangelho (aprovados pelo Santo Padre, este movimento laical não tem mais força alguma, não consigo imaginar a TFP gerindo alguma paróquia. Fico também curioso em saber dessa história. Se alguém puder esclarecer-nos.

  22. Prezado Pedro

    Nunca existiram “paróquias da TFP”, existiam padres ligados à TFP, inclusive Dom Antonio a apoiava. Em 1982, se não me engano, após analisar informações e fatos por ele vividos ou narrados por testemunhas fidedignas, e, em suma, a sua própria consciência, decidiu se desligar dela. Dos 5 padres ligados à TFP apenas um fez o mesmo que Dom Antônio, portanto, quando a União Sacerdotal foi fundada, estes padres já não faziam parte dos chamados “Padres de Campos”.

    Mais tarde, um dos bispos sucessores de Dom Navarro os incardinou – os padres da “TFP” – na Diocese, reconhecendo suas capelas e atos canônicos. Tempos depois, quatro padres acompanharam a facção discordante da TFP que, por isso, haviam fundado a banda Arautos do Evangelho, permanecendo um que ainda apoia a TFP.

    Depois de muita briga na Justiça, atualmente o grupo ligado aos Arautos do Evangelho retomou a direção da TFP, ficando os antigos membros com o jornal Catolicismo.

    Quanto ao rito, suponho que os que atendem aos Arautos dos Evangelho não fazem distinção entre os ritos, já que seu fundador, Mons. Clá Dias celebra sempre a Missa Nova, mas sua Igreja Matriz em São Paulo tem os dois altares (sic!). Quanto ao que apoia a TFP, celebra somente o rito tradicional.

  23. Correção: Dos cinco padres que apoiavam a TFP, um acompanhou Dom Antônio, restaram quatro. Três acompanharam os Arautos, ou seja, resta um qua a apoia na Diocese de Campos. Questão de matemática, delculpem-me.

  24. Prezados, Salve Maria!

    Como eu já disse, não acompanhei todo o desenrrolar histórico, mas sei algumas coisas que me foram transmitidas pelos antepassados. Vou tentar explicar melhor.

    Os Padres Olavo (Miracema), Gervásio (Laje do Muriaé), David (Cardoso Moreira) e Antônio de Paula (Italva) são dos Padres mais antigos, da época de Dom Antônio, fizeram também, juntamente com os outros Padres Tradicionalistas, a Reação Católica pela Tradição. Então, ergueram em suas cidades novas igrejas e capelas, ergueram, praticamente, comunidades que têm estrutura de Paróquias, porém não são Paróquias erigidas canonicamente, eles têm quantidade de fiéis e estrutura de Paróquias.

    Quando Dom Antônio de Castro Mayer rompeu com a TFP, porque não seguiam as orientações, ensinamentos e recomendações dele (como Bispo), estes Padres, cujos nomes eu citei a cima, não ficaram com Dom Antônio e sim com a TFP de Dr. Plínio. Então, foi o momento em que estes padres perderam todo o contato com os outros padres da União Sacerdotal São João Maria Vianney. Não sei se estes padres da TFP chegaram a pertencer oficialmente à União Sacerdotal São João Maria Vianney, mas é fato que havia grande relacionamento e amizade entre estes padres e os de Dom Antônio, antes da ruptura com a TFP, é claro.

    Posteriormente, com a Divisão interna da TFP em Velha TFP e Arautos do Evangelho, os padres Olavo, Gervásio e Antônio de Paula ficaram com os Arautos e o padre David ficou com a Velha TFP. Pelo que sei, os Arautos não são organizados em Paróquias, mas as estruturas destas comunidades aqui citadas são de Paróquias.

    Estes Padres dos Arautos e Velha TFP, bem como os fiéis assistidos por eles têm a Missa Tridentina e a Disciplina Tradicional, somados é claro, aos abusos e absurdos da TFP. Porém, fiquei sabendo este ano (2009) que os Padres dos Arautos têm grandes relacionamentos com a Diocese de Campos, inclusive estão encardinados ou ao menos inscritos lá, onde a TFP não foi devidamente combatida e que estão, aos poucos deixando de celebrar a Missa Tridentina para celebrarem a Nova. Os nomes dos Padres dos Arautos das comunidades que citei aqui estão no site da Diocese de Campos em Padres Encardinados.
    Não existe qualquer cooperação, e mesmo relacionamento, entre os Padres da Administração Apostólica e os da TFP, houve isso no passado, antes da ruptura de Dom Antônio com a TFP, mas não existe mais depois da ruptura.
    Posso afirmar com certeza que a Influência que os Padres dos Arautos estão exercendo na Diocese de Campos é muito grande. Aqui mesmo em Pádua, minha cidade, que é vizinha de Miracema, o Pe. Olavo está frequentemente celebrando Missas nas paróquias daqui que pertencem a Diocese de Campos. Dizem que celebra a Missa Nova, mas isto não posso afirmar com certeza porque eu não fui lá ver. Os fiéis tradicionalistas, no geral, e segundo a orientação dos Padres Tradicionalistas, não frequentam as paróquias da Diocese de Campos, porque o Rito de Missa é diferente e a Disciplina também é muito diferente.

    Com relação aos fatos históricos que falei no outro comentário que fiz, posso afirmar com certeza que não foram esquecidos, nem ignorados pelos Padres e fiéis da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, porque é nossa Origem, História, Identidade e sobretudo o que provocou nossa atual Forma de Estar no Catolicismo. Ficamos muito felizes com nossa Regularização Canônica, porque sempre foi nosso sonho, inclusive dos Padres mais antigos, e não mudamos nada do que era antes aqui praticado. Antes de 2000, não tínhamos oportunidades de diálogos, nem de conseguir a Regularização. O que mudou por aqui foi o tom de se criticar as coisas e o posicionamento perante a Missa Nova e o Concílio, mas o combate ao Progressismo continua, só que usando mais dos Documentos do Papa Bento XVI, para ninguém dizer que estamos contra o Papa, o que os progressistas diziam de mais no passado. Passou a existir maior diplomacia entre nossos Padres e os da Diocese, para evitar as “brigas” e “imagem ruím à Igreja” que ocorriam em nossas cidades no passado. Mas os fiéis do lado de cá não ficam indo no lado de lá, por motivos que já falei, e isso é a orientação da Administração Apostólica, que está determinada em preservar a nossa Identidade Própria.

  25. Vejam neste link a Incardinação dos Padres dos Arautos na Diocese de Campos, está no final da página. http://www.diocesedecampos.org.br/pad_e_rel.html

  26. Impressionante o relato do Vitor José sobre a desmontagem da Diocese de Campos, o último bastião da Fé tradicional nas Terras de Santa Cruz, e do nascimento da “Diocese paralela” que hoje parece nem incomodar tanto os progressistas…

    O bispo dom Navarro é pintado com cores bem odiosas, mas… eu penso que se eu fosse nomeado Bispo de uma diocese, faria exatamente o MESMO no vice-versa: eu iria dissolver as pastorais e os “movimentos”, destituir párocos modernistas ou que fizessem oposição à Tradição, jogar no lixo os folhetos de missa, os panfletos e cartazes da Campanha da Fraternidade; fazer uma fogueirona bem grandona com livros de espiritualidade carismática, TLs e modernismo em geral, expulsar e anatematizar a incansável legião de “agentes de pastoral”, “pregadores de grupo”, “ministros de tudo quanté coisa” caso não abandonassem as indevidas funções; eu iria atirar pela janela as guitarras, os tambores, as violas e banir os ministérios de música. No lugar das pastorais e movimentos eu implantaria as Irmandades do Santíssimo, do Rosário e das Almas, as Pias Congregações Marianas a Associações. Promoveria a imprensa católica tradicional na Diocese e ordenaria acólitos, leitores, subdiáconos e exorcistas para os ofícios.
    Sei que tudo isso seria muito difícil, como foi difícil a dom Navarro vencer os tradicionalistas de Campos; então, eu não hesitaria em empregar a violência que dom Navarro empregou, contra os modernistas: não se emenda bandido com caixas de bombons.
    Mas também considero a hipótese de sucesso da Tradição se ela for simplesmente MOSTRADA: seu brilho e sua beleza irão naturalmente ofuscar o modernismo, e é justamente por isso que os Bispos assombrados pelo “espírito do concílio” não permitem que a Missa de Sempre seja sequer divulgada.

  27. Muito esclarecedoras as informações do sr. Vitor José. A questão da Diocese de Campos, ou seja, do antigo pastoreio de Dom Antônio para o seu sucessor, Dom Navarro, era só o “tom”.

  28. Caro Vitor, Salve Maria !
    Fico feliz com a sua clareza e fidelidade.
    Todavia, morando em Campos, penso que o povo da diocese de Campos tem se mantido mais fiel que alguns padres. Recentemente um sacerdote da AASJMV afirmou a D. Roberto Guimarães (bispo diocesano) que eles tinham que ir devagar nos avanços por causa de certos tradiconalistas da diocese.
    Infelizmente mudaram-se as idéias e os princípios. Não é apenas uma questão de tom.
    Em boa hora o povo do Arraial Novo (Bom Jesus) convidou os padres da FSSPX. Procure as pessoas em Campos ligadas a FSSPX e vc verá que muitos leigos é que tem mantido a fidelidade a Santa Igreja.
    Abraços,

  29. Uma notícia destas deixa-nos profundamente tristes e deixa-nos perplexos de como um erro não do Concílio Vaticano II, mas da interpretação que lhe foi dada, muitas vezes à priori, antes da aprovação definitiva dos documentos, se pode perpetuar por tanto tempo.
    Mas também não admira muito que essa manifestação se dê. Os bispos da Austria não se recusartam a receber um novo Bispo acabado de nomear pelo Santo Padre? E o Santo não acabou por lhes dar razão, aceitando que o novo bispo pedisse a exoneração?
    A Igreja nascido da errada interpretação do Concílio Vaticano II quer, em última análise, a destruição da Igreja. Deverão ser os Padres a escolherem o seu Bispo! Até que os leigos digam, os padres por quê? Temos de ser nós. Portanto, os Bispos e posteriormente, o Papa não recebem o seu poder de Deus, mas do povo. Portanto, não estão para apresentar e defender a doutrina de Jesus, mas, porque ás ordens do povo, para intrepetar a doutrina de Jesus da forma que seja mais conveniente ao povo.
    E como o poder de cada bispo vem do povo, não pode cada bispo estar em relação com os outros bispos nem em relação de obeciência ao Papa. Cada bispo é totalmente autonomo

  30. Continuando. … totalmente autónomo, exclusivamente dependente do seu povo e a sua Igreja totalmente independente de qualquer outra.
    O Papa seguramente fará o que for melhor para a Igreja, mas “quanto antes se cortarem as asas” desses presbíteros satânicos, tanto melhor será.
    Qualquer dono de uma loja sabe que, embora todas as maçãs lhe tivesse custado dinheiro, tem de retirar sem desculpa todas aquelas que estejam estragadas. Porque é bem melhor ter poucas maçãs que podem ser bem utilizadas do que muitas que só servem para o lixo.
    Rezemos para Bento XVI aceitar a solução que o Espírito Santo lhe indicar.

  31. Prezados, Salve Maria!

    Já disse no primeiro comentário, mas vou repetir…
    O motivo, pelo qual a União Sacerdotal São João Maria Vianney foi criada, não é diretamente a Interpretação Errada que fizemos ao Vaticano II, mas sim o fato de os tradicionalistas (padres e fiéis) não terem tido lugar de culto na igreja regular (Diocese de Campos). Como já disse, Dom Navarro pegou tudo (paróquias, igrejas, capelas). Não tivemos uma só capela cedida pela Diocese de Campos para nossas Práticas de Culto tradicionais, e esse é o motivo lógico da nossa irregularidade que perdurou até 2002. Todos sabemos que a Liberação da Missa Tridentina e a hipótese de termos os direitos da Tradição garantidos, só viriam posteriormente. Antes de 2000, também não tínhamos os diálogos com a Santa Sé, que só se iniciaram em decorrência da Peregrinação Conjunta à Roma da FSSPX e USSJMV. Mesmo assim, fizemos sim interpretações erradas do Vaticano II, como os Modernistas usaram dessas intrerpretações erradas, só que para fazer o contrário.
    Os Srs acham, sinceramente, que os Padres Tradicionalistas de Campos adotaram a atual orientação a respeito do Concílio e da Missa Nova com facilidade??? Dom Fernando e Dom Licínio, bem como os padres mais antigos, são os Baluartes da Reação pela Tradição aqui. Mas o reconhecimento de nossos erros em relação à Interpretação do Concílio e à Rubrica da Missa Nova precisaram sim serem corrigidos, e isso exige Humildade e muito estudo, que são difíceis à Natureza Humana Decaída.
    Infelizmente, certas pessoas não querem reconhecer que erraram, nem aceitar a Letra do Concílio Vaticano II e a Letra da Missa Nova como Válidos e Católicos, e não heréticos. Existem pessoas que não se sujeitam a admitir a hipótese de elas e os “Padres de Campos” terem errado. A Infalibilidade da Igreja está com quem? Foi prometida a quem?
    Os próprios Dom Antônio de Castro Mayer e Dom Marcel Lefebvre assinaram, juntamente com o Papa Paulo VI e os outros Bispos, o Vaticano II. Dom Antônio fez inclusive uma Pastoral Específica sobre a Aplicação do Concílio Vaticano II na Diocese de Campos. Agora vemos a FSSPX recusar a Letra do Concílio. Gente, se se faz Interpretações Falsas da Sagrada Escritura (para se defender heresias), que dirá dos Documentos de um Concílio. Mas enfim, não gosto de criticar a FSSPX, sinto um sincero desconforto em fazê-lo, porque foram nossos amigos e cooperadores, sei que esse é também o pensamento de nossos padres, mas infelizmente a FSSPX iniciou os ataques e inimizades, que cá pra gente pegam muito mal à Tradição. Ouvi o testemunho de um de nossos padres, que disse que padres da FSSPX ameaçaram-nos com os ataques que atualmente nos fazem, já nos acertos de nossa Regularização. Inclusive, ameaçaram que fariam barreiras à campanha da construção de nosso Seminário, com relação à arrecadação de dinheiro. Não precisávamos ficar brigados. Mas infelizmente muitos da FSSPX não querem admitir nem a hipótese de terem errado, para preservarem seus argumentos passados e continuarem a ser um Grupo “Eleito”. Não faz parte dos objetivos da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney ficar criticando destrutivamente, caluniando, debochando da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, de seus Bispos, Padres ou Fiéis. Mas como eles fazem, desde 2002, tudo isso em relação a nós, algumas pouquíssimas vezes temos então a Reação de nossa parte e, bem fundamentada. Vemos, publicamente, que a Seriedade de pessoas e até mesmo eclesiásticos de lá é uma Virtude cada vez mais rara, o que pega muito mal também, para um grupo que se apresenta como Ortodoxo em relação à Roma e ao Episcopado Mundial. Caros leitores, “debochinhos”, “caricaturas” e “ataques ao Papa”, apesar dos erros passados, são coisas que os Padres de Campos nunca fizeram. Dom Lefebvre e Dom Antônio também nunca fizeram essas “gracinhas”.
    1)Lá vai uma denúncia, Dom Lefebvre chegou a fazer certas declarações “perigosas”, porque foi influenciado por autoridades da FSSPX que estão atualmente no poder, o que justifica algumas mudanças rápidas de postura da parte dele, principalmente no que diz respeito à Sagração Extraordinária dos 4 Bispos, da qual Dom Antônio participou.
    2)Lá vai uma observação sobre as Sagrações de 1988, que o Papa Bento XVI insistiu serem cismáticas.
    Santo Atanásio sagrou Bispos sem a nomeação do Papa, mas sem o Papa tomar conhecimento das Sagrações antes da ação, ou seja não chegou a ser contrária a determinação do Papa, já que o Papa não havia manifestado sua contrariedade à ação.
    As Sagrações de 1988 receberam a reprovação do Papa antes da ação, através de uma carta mandando que não sagrassem. Dom Antônio e os Padres de Campos que foram até Ecône não sabiam desta carta, ficaram sabendo somente na hora da cerimônia, através de Dom Lefebvre. Dom Lefebvre, Dom Antônio e os Padres de Campos ficaram preocupados, mas Dom Lefebvre deu o argumento de que se a Cerimônia já estava preparada anteriormente, não tinha problema contrariarem a tal ordem do Papa, através da tal Carta, e então levaram a cabo a Sagração. Esse problema de ter Bispo contra a Determinação do Papa sempre foi uma questão grave que os Padres de Campos admitem sempre causou mal estar e preocupação, a pesar de eles terem se manifestado de forma mais tranquila aos fiéis, para explicar os casos. Porém querendo ou não, tínhamos um Bispo e Diocese “paralelos” e contra a determinação do Papa, e isso é algo que logicamente exigia uma mudança de postura de nossa parte. Quem não quiser acreditar, não precisa, mas é verdade.
    O Papa já disse o que a FSSPX terá que fazer para ser aceita pela Igreja Hierárquica (visível) e não vai mudar suas exigências.
    Os Ensinamentos da Igreja:
    1- A Igreja ensina Dogmas, o que exige Infalibilidade.
    2- A Igreja ensina Verdades Irreformáveis que não são Reveladas por Deus, mas que estão muito relacionadas com a Revelação, o que exige também Infalibilidade.
    3- A Igreja ensina Verdades não Irreformáveis.
    O que caracteriza o tipo de ensinamento é o teor da coisa e a forma de se expressar do Magistério Vivo da Igreja. À Fé se chega pela Razão e não por Sentimentos. A Orientação que a Administração Apostólica segue é a da Igreja, do Papa Bento XVI e do Magistério Vivo da Igreja manifestado através dos Ensinamentos Legítimos e Puríssimos da Santa Igreja, assistidos pelo Espírito Santo.
    Para se conservar a Missa Tridentina e a Disciplina Tradicional (que e no que não rompe com as Promulgações Oficiais da Igreja), não se precisa aderir à Doutrina Errada que ensina que a Missa Nova e o Concílio Vaticano II são heréticos. Quem acusa a Igreja de aprovar heresias ao povo, está no erro, porque os Ensinamentos se fazem da Igreja quando ela se dirige e ensina ao Povo Fiel usando de meios formais e claros. Nossa atual posição é muito bem fundamentada e coerente, muito mais que os argumentos errados do passado.

  32. Apesar de leigo, como o sr. VITOR JOSÉ, nunca tive uma exposição tão bem fundamentada da história dos “erros” da Administração Apostólica por parte dos nossos padres, que acompanho desde minha infância. E olha que o sr. VITOR JOSÉ disse anteriormente que lhe não acompanhou os fatos, pois nem era nascido!

  33. Correção:

    onde escrevi “erros” da Administração Apostólica, leia-se: “erros” da União Sacerdotal fundada por Dom Antônio de Castro Mayer.