O ultimato das comunidades judaicas: “Aceite as reservas sobre Pacelli”.

(IHU) “Uma nota oficial, enviada às máximas autoridades, na qual se deverá considerar as reservas que os judeus ainda têm com relação aos fatos históricos de Pio XII, com particular referência aos seus silêncios sobre a Shoá”. Se não chegam, em curto tempo, sinais públicos do Vaticano nesse sentido, “poderiam surgir problemas posteriores, até se colocar em dúvida a própria visita papal à Sinagoga”.

É esse – substancialmente – o pedido que a Comunidade Judaica de Roma, com a “benção” da cúpula da Sinagoga, teria feito chegar reservadamente no Vaticano no dia seguinte ao anúncio oficial da assinatura das virtudes heroicas de Pio XII, assinadas por decreto, no sábado, por Bento XVI.

A reportagem é de Orazio La Rocca, publicada no jornal La Repubblica, 22-12-2009. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A iniciativa papal – como se sabe – foi acolhida com “perturbação, desilusão e raiva” por quase todo o mundo judeu. E não só o romano. A tensão, dentro e fora da comunidade judaica, já está nos níveis máximos, razão pela qual, com o passar das horas, se multiplicam sempre mais as vozes de quem está pronto para colocar em dúvida até a esperada visita de Bento XVI à Sinagoga de Roma programada para o dia 17 de janeiro próximo.

Perigo temido – não por acaso – pelo presidente da Assembleia dos Rabinos Italianos, Giuseppe Laras, e que amanhã será certamente examinado em um ardente conselho da Comunidade Judaica Romana. A cúpula do “pequeno parlamento” judeu da capital italiana jura que “tudo está prosseguindo normalmente, e que a visita do Pontífice não sofrerá consequências”. Ninguém, portanto, entre os chefes dos judeus romanos quer ouvir falar de adiamento e muito menos de cancelamento, mesmo que o embaraço seja palpável.

A primeira reação oficial ao anúncio da assinatura do decreto sobre as virtudes heroicas de Pacelli foi um documento assinado pelo rabino chefe de Roma, Riccardo Di Segni, pelo presidente da União das Comunidades Judaicas Italianas, Renzo Gattegna, e pelo presidente da Comunidade Judaica Romana, Riccardo Pacifici. Um texto no qual – com extrema clareza – os três signatários reforçam as tradicionais reservas com relação aos supostos “silêncios” de Pacelli.

Mas, além do documento oficial de três dias atrás, está em curso entre as duas margens do Tibre uma força reservada para fazer todo o possível para evitar que a visita seja cancelada, mas ao mesmo tempo para fazer que as razões judaicas – isto é, as reservas históricas sobre o Papa Pacelli – sejam levadas em conta pelo Vaticano.

A partir daquilo que surge dos ambientes judeus romanos, esse é o tema sobre o qual Di Segni, Gattegna e Pacifici pretendem insistir em vista da visita papal à Sinagoga. Uma mensagem precisa nesse sentido chegou ao Vaticano por meio de “intermediários” apreciados tanto pela Comunidade Judaica quanto pelo Vaticano.

“Não nos servimos de nossos embaixadores, mas de pessoas amigas, representantes de notáveis instituições comprometidas com o diálogo inter-religioso, que logo se colocaram em ação”. Naturalmente, dar nomes é impossível, porque a marca do silêncio é total, mesmo que se fale com uma certa insistência de “homens daComunidade de Santo Egídio “, há muitos anos fortemente comprometidos com o diálogo, com atenção particular aos judeus, para os quais organizam todos os dias 16 de outubro a marcha em memória dos judeus romanos capturados no Gueto em 1943. Irá chegar ao Vaticano nos próximos dias um sinal “concreto e oficial” com mérito às reservas judaicas sobre os “silêncios” de Pacelli? Na cúpula da Sinagoga e da Comunidade Judaica, desejam “que sim, senão a situação se complica”.

Das mesmas autoridades, porém, surge ainda que o caso Pacelli “não poderá estar no centro da visita de Ratzinger à Sinagoga” no âmbito dos respectivos discursos. “Como é a nossa tradição – asseguram na Comunidade Judaica –, o hóspede é sagrado, e Bento XVI será acolhido com todas as honras devidas a um hóspede de respeito. Mas nem por isso ficaremos calados”.

Nada impede, portanto, que se imagine que, tanto do rabino chefe Riccardo Di Segni, como do presidente da Comunidade Judaica, Riccardo Pacifici (uma vida inteira comprometida com a defesa das raízes e da identidade judaica, neto do rabino chefe de Gênova, Riccardo Pacifici, morto em Auschwitz ), o discurso de saudação que no dia 17 de janeiro será dirigido a Ratzinger seja dedicado também à incômoda lembrança do Papa Pacelli. Se a visita ocorrer.

30 Comentários to “O ultimato das comunidades judaicas: “Aceite as reservas sobre Pacelli”.”

  1. Dossier segreti di Hitler che riabilitano Pio XII dalle calunnie comuniste

    Di Libertà e Persona (del 21/12/2009 @ 16:30:23, in Storia del Cristianesimo, linkato 173 volte)
    La futura beatificazione di Pio XII riporta alla ribalta le solite vecchie polemiche sull’operato del papa. Torna utile allora riportare un documento che Repubblica scoprì nel 2007 e che riportò in prima pagina.

    BERLINO «Il Papa, come tutti i nostri informatori riportano in modo concorde, ha un atteggiamento di grande simpatia nei confronti del popolo tedesco. Ciò che non si può dire invece del regime». «Pio XII aiuta la Polonia invasa». «Pacelli nasconde gli ebrei in fuga».

    «Il Pontefice si attende un cambiamento della situazione in Germania, al più tardi dopo la morte del Fuehrer». Papa Pio XII non era dunque nella lista degli amici di Hitler. Le alte sfere del nazismo lo guardavano con diffidenza e perfino con preoccupazione. Questo pensavano e scrivevano i gerarchi del Terzo Reich, fino al più alto grado, nei rapporti segreti, nelle missive dei generali delle SS, nei telegrammi e nei dispacci inviati a Berlino dalle legazioni tedesche presso la Santa Sede («l’ ambasciata nera», secondo la terminologia dell’ epoca nazista) e il Quirinale («l’ ambasciata bianca») (continua…)

    http://www.libertaepersona.org/dblog/articolo.asp?articolo=1586

  2. Notas:

    http://www.olavodecarvalho.org/semana/070201jb.html

    http://www.olavodecarvalho.org/semana/090309dc.html

    “Uma fajutice barata como O Papa de Hitler , de John Cornwell, teve várias edições e toda a atenção da mídia. Os muitos livros sérios que desmantelaram a farsa (sobretudo o do rabino David Dalin, The Myth of the Hitler Pope , e o do eminente filósofo Ralph McInnerny, The Defamation of Pius XII ) continuam inacessíveis e não foram nem mesmo mencionados na mídia soi-disant cultural. Ninguém sequer noticiou que o próprio Cornwell, surpreendido de calças na mão, retirou muitas das acusações que fizera a Pio XII. [Infelizmente] elas ainda são repetidas como verdades provadas”.

    http://www.montfort.org.br/index.php?secao=documentos&subsecao=decretos&artigo=anticomunismo&lang=bra

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Mit_Brennender_Sorge

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Papa_Pio_XII

  3. Essa é a melhor notícia do ano !
    Oremus et pro perfidis Judaeis …

  4. O Papa não deve ceder a essas pessoas que nem cristãs são. Eles fiquem com suas crenças e nós com a nossa. Afinal eles massacram o povo Palestino e ficam falando em silêncio dos outros……

  5. Mais uma vez as vozes irritantes da comunidade judaica vem levantar-se para “meter os narizes” em assuntos que não lhes competem! Até quando, após provas e mais provas, testemunhos e mais testemunhos, eles insistirão em não enxergar a verdade sobre a postura heróica de Pio XII em favor de seu povo? Ah, mas é claro! Se ainda insistem em esperar pelo Messias que já veio há dois milênios…o que se poderia querer mais de tamanha cegueira e estupidez?
    Pio XII deve sim ser beatificado pois viveu heroicamente todas as virtudes, afinal foi o que reconheceu a Igreja após sérios estudos, em detrimento das asneiras costumeiramente propaladas pelos pérfidos judeus!
    Raça de víboras!
    S.S.Bento XVI não se deve fazer de rogado. Passe por cima dessa gente e faça o que deve ser feito!
    Quanto à visita na Sinagoga de Roma e as relações judaico-católicas…o que isso importa para o catolicismo, para a defesa da Igreja de Nosso Senhor? Absolutamente nada!
    A sinagoga de satanás deve ficar para aqueles que nela tramam (cairão com ela), não para os que lutam contra as trevas que ela mesmo propaga com suas mentiras e seus ódios.
    O que mais me deixa indignado é que eles insistem em manipular a opinião pública a seu favor, enquanto massacram os que não fazem parte de sua grei. Para eles o que valem os “goi” (como chamam os não judeus)? Nada!

  6. Vocês não acham estranho que aquele sítio do Mídia Sem Máscara fique em silêncio sobre esse assunto?

  7. Sr. Renato Lima, seja mais claro.

  8. Seria Otimo que fosse cancelado mesmo esta visita, mas que Pio XII não tinha muitas virtudes heróicas também é verdade, não necessariamente pelo caso judeu, mas sim pelo que ele fez na igreja preparando o terreno modernista, mantendo os mesmos e não os punindo diretamente (tanto que os mais escandalosos do VII já estavam na Igreja em PIO XII (EM CARGOS IMPORTANTES) e ele escreveu documentos os “condenando”, mas somente no documento ) e também no apoio que deu a Hitler ajudando-o a ser eleito através de Cardeais alemães que eram contrários a Hitler mais cederam ao Papa… ou seja neste texto todo não vi vitória alguma para a igreja…

  9. Peço desculpas no ultimo post errei a referencia histórica, foi Pio XI que apoiou Hitler, Pio XII ainda não era Papa.

  10. Sr. Lucas, poderia mostrar onde houve apoio de Pio XII na eleição de Hitler? Existe algum documento que mostre esse apoio?
    Que eu saiba, Pio XII nunca deu apoio algum a Hitler, tanto é que a encíclica Mit Brennender Sorge, que condenava a doutrina nazista fora totalmente escrito por Pacelli que conhecia muito bem o nacional-socialismo. A extinção do Zentrum (Partido de Centro Católico), principal opositor de Hitler, foi um meio pelo qual o Papa Pio XI obteria a cessação das perseguições nazistas aos católicos na Alemanha. Infelizmente, a concordata com o Reich em 1933(que visava a liberdade da Igreja na Alemanha) não foi respeitada em nenhuma de suas cláusulas. Pio XII sabia o quanto o nazismo era perigoso e procurou, dentro de suas possibilidades, combatê-lo. Tanto é que Hitler o considerava uma ameaça e chegou mesmo a dar ordens para seu aprisionamento e consequente bombardeio do território vaticano.
    Quanto à questão do modernismo…
    Pio XII afastou das cátedras universitárias muitos próceres dessa heresia, Congar foi um deles, justamente pela postura nada ortodoxa que apresentavam. Outro perseguido por Pacelli foi Teilhard de Chardin que hoje é festejado como uma mente “aggiornata” por muitos. Suas encíclicas contra as idéias modernistas mostram sua postura. Um papa modernista não teria gasto seu tempo e inteligência para escrever tais documentos.
    Não entendo em quê esse papa poderia ter favorecido em sã consciência o Modernismo, se, efim, ele não permitiu a permanência dos modernistas no magistério das instituições de ensino. Pelo que sei, os teólogos modernistas encontraram guarida no pontificado do Beato João XXIII.

  11. Caro Lucas, não podemos esquecer que, num primeiro momento, S. Pio X apoio e exortou o Silon por pura propaganda enganosa que lhe fizeram.
    Os mesmos, diríamos alguns – creio que falas em especial de Mons. Annibale Bugnini, o “pletor” do novus ordo missae… – que se aboletaram na Cúria, aquela mesma que foi declarada por todos os estudiosos como “tradicionalista” quando do CV-II, podem ter se incrustrado em alguns cargos por conta disso: má acessoria.
    Não podemos deixar de registrar que Mons. Roncalli, futuro Papa João XXIII, foi defenestrado de um cargo de confiança delegado por Pio XII, quando este foi incumbido de eliminar a idéia e as atitudes do “padres operários” franceses.
    Há que se registrar também que os documentos emanados da Autoridade, naqueles tempos de comoção e modernismo latente – isso sem falar no aviso de que a convicção de um Concílio seria desastroso! – era um perigo iminente que se estava tentando evitar pela grandisosa ação do Magistério.
    Era o que se tinha disponível: Magistério, [tentativa de] Autoridade e pela insipiente infiltração modernista – não ao ponto da contaminação, mas da má-informação.

  12. Além disso, caro Lucas, poderia informar as fontes dessa “colaboração” de Pio XII na eleição de Hitler?…
    Pelo que me consta – e foram colocados nos links que disponibilizei – havia uma forte amizade e cumplicidade entre o Cardeal Von Galen, um dos maiores inimigos do nazismo, e Pio XII.
    Será que Pio XII “exortou” o clero alemão, menos Von Galen, a apoiar Hitler?…
    Será que Von Galen sabia da “simpatia” de Pio XII à Hitler e, mesmo assim, mantinha com ele relações “amistosas”?…

  13. Ao Renato Lima:
    O extrato de texto que coloquei no meu segundo comentário foi retirado daqui http://www.midiasemmascara.org/arquivos/4313-miseria-intelectual-sem-fim.html

  14. Disponibilizei as transcrições de algumas trocas de correspondências entre Pio XII e Von Galen no meu terceiro comentário.

  15. Senhor Luzi, escrevo isso porque o sítio Mídia Sem Máscara (e outros), costumam colocar também o Estado de Israel como eterna vítima perseguida!

    É só reparar como eles colocam sempre os sionistas como perseguidos.

  16. Marcus Moreira Lassance Pimenta, esse artigo que o senhor me mostrou só sustenta a minha preocupação em relação a muitos neo-católiocs de hoje!

    Muitos católicos hoje trocaram a Santa Sé pelo ppartido republicano ”conservador” protestante americano e os seus estatutos!

    Muitos católicos hoje trocaram a história da Santa Igreja Católica pela história da ”grande Nação” americana!

    Muitos católicos hoje trocaram a fé católica, pela fé no americanismo protestante dos ”Pais Fundadores” (será que os americanos criaram isso para tentar igualar-se com os Pais da Igreja Católica?).

    Dizem que quando muitos criticam os Estados Unidos é sinal de anti-americanismo, tentam a todo custo criar um escudo em cima desse país para que ele não seja ultrajado. Mas na verdade não é esse país o mais perseguido, e sim o Vaticano.

    É só ver como até muitos esquerdistas gostam – e muito – dos Estados Unidos!

    A Santa Igreja Católica é a Instituição mais atacada, mais muitos neo-católicos (contaminados de protestantismo americano) não se levantam em nenhum momento para defende-la. Mas se levantam para defender o país dos ”país fundaddores”!

  17. Completando o que o Lucas falou, convém citar também a Radiomensagem de Natal de 1939, em que Pio XII leu (até onde sei, sem cortes) a carta enviada pelo Presidente dos EUA, Franklin Roosevelt, na qual este – como todo bom protestante, maçom e gnóstico – usa a Bíblia para tentar justificar as revoluções (fruto da “centelha divina”) e convoca uma “ação conjunta” (o diálogo defendido depois pelo CV2).
    Curioso, então, ver como certos tradicionalistas de hoje tacham Bento XVI de “liberal” quando ele sugere na “Caritas in Veritate” para se reformar (melhor dizendo, substituir) o atual modelo de “cooperação internacional” em voga na ONU e, ao mesmo tempo, fecham os olhos à leitura em cadeia de rádio, por Pio XII, desta alusão de Roosevelt a uma “nova ordem mundial”.
    Seria este só um problema de “má assessoria”, como também a nomeação do Pe. Bugnini? Não sei…
    Sem a pretensão de afirmar quais as intenções dos Papas, o fato é que a beatificação de Pio XII agradará a muitos modernistas não pela defesa que ele fez da fé católica em documentos, mas da impressão que eles têm de Pio XII ter preparado o Concílio (por causa dos fatos que Lucas e eu acabamos de citar).

  18. Prezado Caetano e Lucas,

    Vocês têm razão nas pontuações que fizeram… aliás, certa feita eu disse a um sedevacantista que se ele fosse consequente com suas posições deveriam desconsiderar a legitimidade de vários papados, inclusive de Pio XII… ou seja, eles que atacam a FSSPX de obediência seletiva chegariam ao absurdo do “sede seletismo”… acho que uma das melhores argumentações contra os “cadeiras vazias” é mostrar as decorrências lógicas de seus princípios auto-céfalos em última instância, testando-os com a velha “reductio ad absurdum”.

  19. Salve Maria Diogo,

    No caso expus pontos, não muitos somente um comentário, que afirmavam que Pio XII sendo Papa não teria sido um Papa excepcional, já que logo da morte dele no próximo papado os cardeais escolheram um Papa com intenções modernistas… Se pudéssemos fazer uma relação entre São Pio X e Pio XII veríamos que a situação não era muito diferente, mas que Pio X afastou a crise por muitos anos, quase matando o virus modernista fazendo ele metamorfosear-se em um neo-modernismo, é logico que são atitudes diferentes definidas por virtudes diferentes e situações diferentes o que não permite muitas comparações mas podemos falar das atitudes de Pio XII e delas tirarmos algumas conclusões que invariavelmente não mudarão a possibilidade de Pio XII tornar-se Beato e talvez Santo, quem sabe? Mas somente como reflexão, se até João XXIII é beato será que Pio XII não o poderia ser? Mas será que isso seria justo, já que temos Pio IX como Beato ainda? Ele que pra mim foi um Papa de dimensões gigantescas….

    Quanto a algumas atitudes de Pio XII vemos:

    1929 – + Estranha Relação com Madre Pascalina, de torna-la tão importante no meio Vaticano.

    24/12/1939 Papa lê a carta de Roosevelt onde diz entre outras coisa da “nova ordem mundial” que está secretamente sendo construída…

    22/05/1942 Papa consagra o Mundo, mas não a Russia como pedido por Nsa. Senhora… Detalhe ele que participou das negociações com países comunistas entre 24 e 29 para melhorar a situação dos católicos… A consagração foi ótima, mas…pq não á Russia?

    12/08/1950 – Publica Humani Generis, mas o documento não condena diretamente com Excomunhão os responsáveis o que faz com que até hoje estes erros sejam ensinados em quase todos os lugares (Falo com conhecimento de causa). Documento muito bom, mas não fechou a porta…

    Tem o documento importantíssimo sobre a Assunção de Nossa senhora e muitos outros muito bons, mas que até hoje não são obedecidos que na sua época não usaram força de lei para toda igreja. Não vou estender mais a idéia é somente complementar e de fato expor alguns pontos de crítica…

    e finalizo dizendo,
    VIVA O PAPA!!!

  20. Caro Caetano, seria muito interessante saber ateh que ponto as ideias de “cooperacao internacional” eram as mesmas para os dois Pontifices…
    O que Pio XII entendia sobre a tal “cooperacao”, creio, foi bem distinto daquilo de Bento XVI.
    Peco que, se possivel, disponibilize tanto o discurso do Papa na radio mensagem, quanto o de Roosevelt pretensamente lido; ou, pelo menos, o local onde essa informacao foi recolhida.
    Nao eh levantar suspeitas, mas procurar as fontes para dirimir as minhas duvidas – que sao as de muitos que ainda nao entenderam tao bem o nosso passado recente!
    Ateh onde sei Pio XII nao eh “agradavel aos modernistas”: esta eh uma teoria nova, soprada pelos eruditos de plantao, para fazer retroagir os “principios conciliares” desde antes dele para legitima-lo “na continuidade da Tradicao”, isto eh , o tal “ultimo Papa da velha escola” dando “apoio” a “nova primavera da Igreja”…
    Esse truque eh antigo: reescrever os fatos para dar-lhes a configuracao que mais agrada e mais convem aos novos “fazedores de historia”, isto eh, aqueles que sao os representantes da neo-catolicidade, da Igreja “jovem”, “atual”, “moderna” e “atuante” esquadrinham e rascunham o passado para afirmar o presente e consolidar o futuro no melhor do pior evolucionismo teologico!

  21. Lucas, quando o Card. Pascelli era Nuncio Apostolico na Alemanha ele “apoiou Hitler” em quais situacaoes?…
    Tens referencias?..
    Ou foi Pio XI?!
    Estou confuso.
    Me ajude!

  22. Isso senhores!!! Vamos julgar todos os papas, vamos tachar a todos de imprestáveis no governo da Igreja, vamos candidatar-nos a efetuar um governo melhor, quem sabe não é isso que muitos realmente querem.
    Afinal, julga-se de tudo: das validades das canonizações, das eleições papais, atos de governo da Igreja, documentos, etc…
    Isso que é ser católico!!!
    Cada dia me convenço mais de que há católicos que nunca se conformam com a autoridade, querem, à moda anarquista, viver sem governo, cada um se auto-governando. Cria-se talvez um Paraíso particular, uma auto-piedade, uma fé à la mode de cada um.
    São os novos Savonarolas da fé?
    Triste isso…
    Lamentável…

  23. Caro Marcus, as informações sobre a Radiomensagem de Natal de Pio XII em 1939 (como o discurso e a leitura da carta de Roosevelt) podem ser encontradas no livro “L’Eglise sous Pie XII”, de Jean Chélini (se não me engano o discurso de Roosevelt é à página 15 do segundo volume). Creio que esta leitura o ajude a compreender bem a questão de Pio XII.

  24. Caríssimo Lucas, sua pesquisa deveu em dois aspectos:
    1) Os “ataques de pânico” de Pio XII – denotando uma clara falta de auto-controle e, principalmente, uma insofismável desesperança; o que é pecado gravíssimo.
    2) A hipocondria de Pio XII que indica uma falha grave de caráter.
    Todas essas “revelações bombásticas” são mais do que uma “prova cabal” da carência daquelas vitudes aludidas na declaração papal de venerabilidade!!!
    Lucas, não podemos esquecer que a mentira precisa de uma parcela de verdade para se tornar mais verossímil, isto é, no exagero de alguns fatos aparentemente “chocantes” vemos o inflar do fato até a bizarrice.
    Madre Pascalina foi a sua secretária e só! Se ela tinha “poder” na Cúria Romana era por conta de suas funções e responsabilidades, e não por conta de uma ascendência, influência, trama ou conluio de sua figura!
    Há alguma prova mais substanciosa sobre essa suposta “importância no meio vaticano”?… Depoimentos, documentos, casos?… Ou estamos no campo das fofoca maledicente?…
    Tens uma fonte de discurso do Papa onde é reproduzido este discurso de Roosevelt? Há uma tradução para o português? É que sou troglodita e monoglota… Me ajudaria bastante!
    Só aí poderemos concluir se foi o texto destacado de seu contexto para servir de pretexto para mais uma calúnia contra Pio XII.
    Agora chegamos em algo realmente interessante: a consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria. Aí pode estar o nó-górdio da questão.
    Não podemos nos esquecer que nenhuma Papa, desde a decretação dos desejos da Imaculada, foi capaz de firmar o Seu desejo: seja por qual problema for, não podemos esquecer dos transtornos de circunstância que, creio eu, foram de grande dificuldade de transposição: um clero rebelde, que necessitava de doutrinação, e que corria o risco de se revoltar numa convocação de decretação de consagração, de um país que inspirava medo – o politicamente correto e a propaganda enganosa, mesmo sem esse nome à época, grassavam e desgrassavam as mentes de todos – poderia por tudo à perder, mesmo antes do CV-II! O que anteciparia a crise desde muito antes!
    Daí a opção do Magistério de Pio XII com a edição de grandes Encíclicas doutrinais, quase convocatórias, para um resurgimento da real e vigorosa catolicidade!

  25. Voltando ao assunto – tive de travar uma batalha gastronômica com o maravilhoso risoto de camarão de minha mamãe! – reiniciaremos aonde paramos:
    Ora, Lucas, os documentos emanados da autoridade romana tem força de lei, mas… quem pode prever se vão ser cumpridos “religiosamente”?…
    A Humani Generis foi um complemento docente que vai na mesma linha das censuras anteriores da autoridade precedente e sempre presente: precisamos ver que há documentos que são disciplinares, outros que são de ensino, outros que são de restituição de direitos – e tantos outros quantas forem as necessidades que se apresentem no momento.

  26. Caetano, poderia me enviar uma tradução dessa passagem do livro?…

  27. Apenas uma informação: se pode “formatar” toda uma cosmovisão, incluso aí todas as atitudes para satisfazê-la, numa única passagem de um discurso?…
    Possível é, mas muito pouco provável.
    O que quero dizer, caro Caetano, não é duvidar de sua avaliação, mas alertar para um criticismo feroz que se baseia em conjecturas dasdas pelo parcialismo de fontes.
    Se S. Pio X nos alertou da infiltração modernista desde dentro da Igreja, havia necessidade de realizar doutrinação desde dentro desta mesma Igreja. A opção de Pio XII pelas vias magisteriais, catequisando o próprio clero foi o que se dispunha àquela altura; mas foi um legado!
    Hoje, graças a esta ação sanitizadora, temos disponíveis verdadeiros tesouros de sabedoria, onde cada verdade é posta no seu devido lugar – de fato e de direito.
    Sem essa ação preventiva, hoje não teríamos muitas das poderosas Encíclicas de que nos servimos para combater o modernismo atualmente!
    Pio XII nos deixou um legado insofismável! Se não foi feito mais era por que era um só; foram adotadas as medias necessárias e possíveis àquela hora de incertezas.
    Tanto é assim que, seja por tradicionalistas, seja por modernistas; seja por neo-conservadores, seja por neo-católicos, todos são unânimes em afirmar que o papado de Pio XII fou um divisor. o que era antes, com ele incluso, e o que foi depois com a advento do CV-II e o liberalismo (que nada mais é do que o modernismo numa de suas facetas).

  28. Faço aqui uma paráfrase com o comentário de meu amigo Rogério, apontado no post sobre o livro de Mons. Brunero Gherardini, para explicar melhor o que se quer dizer que as ações tanto de censura (S. Pio X) quanto de ensino (Ven. Pio XII) são vitais para a sanidade da Igreja na sua peregrinação entre as perseguições do mundo e as consolações de Deus.
    Diz o Rogério que “aos que exigem ação (como se essa precedesse a doutrina) por parte do Papa [Pio XII], eis um boa resposta. Há tempos, queria comentar os apressadinhos que exigiam “menos discurso e mais ação” por parte do Santo Padre. A Redenção do Homem não está na ação, mas no ensinamento, que exige sólida doutrina. E isso o Santo Padre [fez] com objetividade. A ação está para a doutrina, como a política para o discurso. Quem exige mais ação e menos política, é um [equivocado teológico-pastoral] mesmo com sua pseudo-ação redentora pela” [“autoridade disciplinar”].
    Portanto, meu caro Caetano, há o tempo de guerrear, há o tempo de ensinar, assim como há o tempo de expurgar como há o tempo de doutrinar/domar. Para cada tempo em ação que lhe corresponda, tanto no plano da praxis quanto no campo da oração; e, note-se bem, que na palavra “oração” há também o étimo da ação!