Acerca da Liberdade Religiosa. Monsenhor Brunero Gherardini, Concilio Ecumenico Vaticano II: Un discorso da fare.

Então, é possível inscrever a Dignitatis Humanae dentro da hermenêutica da continuidade? Se nos contentarmos com uma proclamação abstrata, certamente sim; mas no plano da pertinência histórica, não consigo ver como.

E a razão se reduz ao afirmar o óbvio: a liberdade proclamada no decreto Dignitatis Humanae, que não diz respeito a um aspecto da pessoa humana, mas à sua própria essência e, junto, todas as suas atividades indivíduais e públicas, dado que ela é livre de qualquer condicionamento político e religioso, tem muito pouco em comum com, por exemplo, Mirari vos de Gregório XVI, Quanta Curta e o Syllabus anexo do Beato Pio IX, Immortale Dei de Leão XIII (especialmente no que diz respeito às relações entre a autoridade civil e o governo da Igreja), Pascendi dominici gregis de São Pio X e o Decreto Lamentabili publicado pouco depois pelo Santo Ofício, ou com Humani generis de Pio XII.

Na realidade, não é um caso de diferente linguagem. A diversidade é substancial e portanto irredutível. Os respectivos conteúdos são diferentes.

O conteúdo do Magistério precedente não encontra nem continudade nem desenvolvimento naquele da Dignitatis Humanae.

Então, há dois Magistérios?

A questão não deveria sequer ser feita porque, por sua própria natureza, o Magistério da Igreja é um e indivisível: é aquele criado por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Muitos são os que — dado o clima da presente época — enquanto reafirmam sua unidade e indivisibilidade, absolutamente não distinguem o perigo desta divisão em dois. A idéia de que o Magistério aplica hoje, por respeito às atuais circustâncias alteradas, um princípio diferentemente ou mesmo contrário ao aplicado ontem, não os assusta.

Eu poderia também me declarar de acordo, contato que a condição indispensável e inquestionável do “eodem sensu, eademque sententia” seja sempre assegurada.

Infelizmente, todos claramente parecem seguir seu próprio caminho e isso pode muito bem dar a impressão de um Magistério dividido em dois.

Monsenhor Brunero Gherardini – Concilio Ecumenico Vaticano II: Un discorso da fare.
Excertos do capítulo 7 – “O grande problema da Liberdade Religiosa”. Fonte: DICI

35 Comentários to “Acerca da Liberdade Religiosa. Monsenhor Brunero Gherardini, Concilio Ecumenico Vaticano II: Un discorso da fare.”

  1. Que bom seria se esse livro fosse traduzido para o português.

  2. Salve Maria!
    “O sr. pode também exprimir o desejo de uma declaração ou de um desenvolvimento
    explicativo sobre tal ou tal ponto.
    Mas o sr. não pode afirmar a incompatibilidade dos textos conciliares – que são
    textos magisteriais – com o Magistério e a Tradição. É-lhe possível dizer que,
    pessoalmente, o sr. não vê essa compatibilidade, e portanto pedir explicações à Sé
    Apostólica. Mas se, ao contrário, o sr. afirma a impossibilidade de tais explicações, o sr.
    se opõe profundamente à estrutura fundamental da fé católica e a obediência e
    humildade da fé eclesiástica que o sr. diz possuir no fim da sua carta, quando o sr. evoca
    a fé que lhe foi ensinada na sua infância e na Cidade Eterna.”(Carta do Cardeal Ratzinger, atual Papa Bento XVI, a Dom Lefebvre, em nome de Sua Santidade Papa João Paulo II).
    “Só é autêntica e autoritativa a interpretação dada pelo Magistério, que é assim o
    intérprete de seus próprios atos : pois os textos conciliares não são os escritos de tal ou
    tal perito ou de quem quer que seja que tenha podido contribuir para sua origem, eles
    são documentos do Magistério.”(Carta do Cardeal Ratzinger, atual Papa Bento XVI, a Dom Lefebvre, em nome de Sua Santidade Papa João Paulo II).
    Podemos admitir até mesmo, que certos ensinamentos de Concílios ou Papas não sejam melhores que ensinamentos de outros Papas ou Concílios, ou seja, podemos preferir como “melhores” alguns ensinamentos e orientações não irreformáveis que outros. Porém essa preferência por uma determinada disciplina ou Rito Católico não pode ser golpeada pela errada postura de chamar um ensinamento do Papa ou de um Concílio legítimos de heréticos. Os Ensinamentos são da Igreja quando, por meios formais e claros (Concílios e Documentos Papais), o Magistério Católico promulga na Igreja aos fiéis. O Poder de Ensinar e o Poder de Governar da Igreja está com seu Magistério Vivo. Assim, quando o Papa Paulo VI promulgou a Missa Nova e o Concílio Vaticano II foi devidamente aprovado por todos os Bispos e pelo Papa, tais ensinamentos e orientações passaram a ser da Igreja, ou seja, Ensinamentos da Igreja aos fiéis, e por causa dessas aprovações e promulgações, não podem tais ensinamentos serem heréticos, já que a Igreja é isenta de ensinar heresias ou erros que levem os fiéis a elas. Se a Igreja não pode ensinar heresias e erros que levem a elas, o Papa, juntamente com todo o Episcopado Mundial não podem ensinar errado, precisam da Infalibilidade e, dessa forma, um Concílio Aprovado pelo Papa e um Ensinamento Papal não podem ser heréticos. Os Ensinamentos Não Irreformáveis, não exigem a Infalibilidade, podem ser reformados (melhorados), modificados, mas também não podem ser heréticos, porque seria a Igreja ensinando heresias e devem ser aceitos. A Infalibilidade não é exigida para os Ensinamentos Não Irreformáveis, mas é exigida na Legitimidade e Ortodoxidade de um Ensinamento da Igreja, de forma que a Igreja não ensine heresias e nem erros que levem a elas. Se a Igreja ensinasse heresias e erros que levem a elas, estaria encaminhando as almas ao Inferno. Qualquer Interpretação, dada à Missa Nova ou ao Concílio Vaticano II contrária à Tradição ou ao Magistério Vivo da Igreja, não passa de palha e palha morta. Quem quizer aceitar isso que digo, aceita, quem não quizer aceitar, não precisa aceitar, mas é verdade.
    “Se agradasse aos homens não seria servo de Cristo”(Sagrada Escritura).

  3. Excelente que um monsenhor da Cúria esteja raciocinando com verdadeira ortodoxia acerca desse infeliz documento do Vaticano II! Não há como vê-lo através da hermeneutica da continuidade uma vez que defende exatamente o que o Magisterio precedente condenou! Bendido seja Deus! Que faça-se luz sobre o Vaticano!

  4. Caro Vítor,

    qual a definição dogmática do magistério da Igreja, para a palavra, Pastoral?

    Fique com Deus.

    Abraço

  5. Prezado Gederson, Salve Maria!
    O Papa João Paulo II nos ensina:
    “”As verdades de Fé e Moral que a Igreja, sob a guia do Espírito Santo que lhe ‘ensina toda a verdade'(Jo 16,13), no decurso dos séculos, perscrutou ou há de perscrutar de maneira mais profunda (CDC cân. 747 §1)” e tornadas explícitas pelo seu Magistério (pontifício ou universal), podem ser de três tipos: 1. Verdades contidas implicitamente na Revelação; 2. Verdades que dizem respeito à fé ou aos costumes que, mesmo sem serem reveladas por Deus, podem ser ensinadas pelo Magistério como definitivas e irreformáveis; 3. Verdades, enunciadas pelo Magistério Ordinário, e propostas de um modo não definitivo”(Carta Apostólica – Motu Próprio Ad tuendam Fidem – “Para defender a Fé da Igreja Católica contra os erros que se levantam da parte de alguns fiéis, sobretudo daqueles que se dedicam propositadamente às disciplinas da sagrada Teologia” – de 18/05/1998 – Com Nota Doutrinal explicativa da fórmula conclusiva da Professio Fidei, da Congregação para a Doutrina da Fé, de 29/06/1998). Esses Documentos nos esclarecem sobre os tipos de ensinamentos, através das Notas Doutrinais.
    As Verdades do 1º tipo são declaradas pelo Magistério como pertencendo ao próprio depósito da fé. São Verdades de Fide Credenda. São Reveladas por Deus. Fé Teologal. São os Dogmas de Fé. Negar estes ensinamentos é ser herege e incorrer em excomunhão automática.
    Alguns Exemplos:
    -os artigos do Credo (explicitados no curso dos quatro primeiros séculos da Igreja).
    -os diversos dogmas cristológicos e marianos.
    -a doutrina da instituição dos Sacramentos por Cristo e sua eficácia quanto à Graça.
    -a doutrina da Presença Real e Substancial de Cristo na Eucaristia.
    -a natureza sacrifical da Missa.
    -a doutrina sobre a grave imoralidade do assassinato direto e voluntário de um ser humano inocente (Evangelium Vitae n.57).
    As Verdades do 2º tipo dizem respeito à fé ou aos costumes que, mesmo sem serem reveladas por Deus, são ensinadas pelo Magistério como definitivas e irreformáveis em virtude da assistência do Espírito Santo prometida por Cristo a sua Igreja (Jo 16,13): “O Espírito da verdade vos conduzirá à verdade plena”. Essas verdades, mesmo não pertencendo formalmente ao Depósito Revelado, estão a ele necessariamente conexas. “O fato de estas doutrinas não serem propostas como formalmente reveladas, uma vez que acrescentam ao dado de fé elementos não revelados ou ainda não reconhecidos expressamente como tais, nada tira ao seu caráter definitivo, que se exige ao menos pela ligação intrínseca com a verdade revelada”(Nota Doutrinal, 7 – da Congregação para a Doutrina da Fé). São Verdades de Fide Tenenda. “Todo crente é obrigado, portanto, a dar a essas verdades o seu assentimento firme e definitivo”(Nota Doutrinal, 6). O grau de adesão a essas verdades irreformáveis é o mesmo que deve ser dado às verdades do primeiro tipo. O motivo é que é diferente. O motivo pelo qual devem ser cridas é porque sobre elas a Igreja nos garante o caráter irreformável, verdades que sempre foram cridas por ela de maneira definitiva. No ensino destas verdades do segundo tipo também está envolvida a Infalibilidade da Igreja. “Estas verdades que, na perscrutação da doutrina católica, exprimem uma particular inspiração do Espírito de Deus para a compreensão mais profunda da Igreja de alguma verdade em matéria de fé ou costumes, estão conexas com a revelação divina, quer por razões históricas, quer por consequência lógica”(Ad Tuendam Fidem). “Segundo a doutrina católica, a infalibilidade do Magistério da Igreja não se estende somente ao depósito da fé, mas também àquelas coisas sem as quais este depósito não pode ser devidamente conservado e exposto”(Congregação para a Doutrina da Fé, Declaração Mysterium Eclesiae sobre a Doutrina Católica sobre a Igreja em vista de protegê-la contra os erros hodiernos – n.3 – Da Infalibilidade do Magistério da Igreja, de 24/06/1973).
    Alguns Exemplos:
    a)Verdades conexas com a Revelação por necessidade histórica;
    -a legitimidade da eleição do Sumo Pontífice ou da celebração de um Concílio Ecumênico.
    -a canonização dos santos (fatos dogmáticos).
    -a declaração de Leão XIII na Carta Apostólica “Apostolicae Curae” sobre a invalidade das ordenações anglicanas.
    b)Verdades conexas com a Revelação por necessidade lógica;
    -a doutrina da infalibilidade pontifícia antes de ser definida como dogma no Vaticano I.
    -a doutrina da ordenação sacerdotal exclusivamente reservada aos homens.
    c)Verdades Morais;
    -a iliceidade da eutanásia (Evangelium Vitae n.65).
    -a iliceidade da prostituição (Catecismo da Igreja Católica n.2355).
    -a iliceidade da fornicação (ibidem n.2353).
    “Compete ao Magistério da Igreja interpretar também a lei moral natural. É incontestável, na verdade, como declararam muitas vezes os nossos predecessores (Pio IX, Pio X, Pio XI, Pio XII, João XXIII), que Jesus Cristo, ao comunicar a Pedro e aos Apóstolos a sua autoridade divina e ao enviá-los a ensinar a todos os povos os seus mandamentos (cf. Mt. 28,18-19), os constituía guardas e intérpretes autênticos de toda a lei moral, ou seja, não só da lei evangélica, como também da natural, dado que ela é igualmente expressão da vontade divina e dado que a sua observância é do mesmo modo necessária para a salvação (cf. Mt 7,21)”(Papa Paulo VI, Encíclica Humanae Vitae, de 25/07/1968). “Tenha-se presente que o ensinamento infalível do Magistério ordinário e universal não é proposto apenas através de uma declaração explícita de uma doutrina para se crer ou admitir definitivamente, mas também através de uma doutrina contida implicitamente numa praxe de fé da Igreja, proveniente da revelação ou, em todo caso, necessária à salvação eterna, e testemunhada por uma Tradição ininterrupta: tal ensinamento infalível é para se considerar como objetivamente proposto pelo inteiro corpo episcopal…”(Nota Doutrinal, 9).
    Vemos assim, que a Infalibilidade da Igreja não ocorre somente com relação à Promulgação Solene de Dogmas. Existem muitas outras coisas que estão conexas com os Dogmas, de forma que o próprio Dogma seja atingido. Sabemos também que não é contrariar somente Dogmas que pode levar a alma à condenação eterna, no Inferno.
    As Verdades do 3º tipo são enunciadas pelo Magistério Ordinário, propostas de um modo não definitivo. Aqui estão “todos aqueles ensinamentos – em matéria de fé ou moral – apresentados como verdadeiros ou, ao menos, como seguros, embora não tenham sido definidos com um juízo solene nem propostos como definitivos pelo Magistério ordinário e universal”(Nota Doutrinal, 10). Estes ensinamentos não exigem a Infalibilidade, ou seja, podem ser melhorados, reformados. Mas não podem ser heréticos, nem heretizantes, porque seria a Igreja ensinando heresias ou erros que levem a elas. Estaria encaminhando as almas ao Inferno. A Infalibilidade não é exigida para os Ensinamentos Não Irreformáveis, mas é exigida na Legitimidade e Ortodoxidade de um Ensinamento da Igreja, de forma que a Igreja não ensine heresias e nem erros que levem a elas. A Impossibilidade de a Missa Nova e o Concílio Vaticano II serem heréticos ou heretizantes é sim um Ensinamento Irreformável. Porque: 1)Isso se deve pelo fato da Gravidade dessas coisas (Missa Nova e Vaticano II), terem sido Oficialmente e Legitimamente Aprovados e Promulgados na Igreja pelo seu Magistério Vivo, ou seja, pela Igreja, aos fiéis do mundo inteiro. 2) São temas muito intensamente ligados e relacionados à Doutrina e Fé Católicas. 3) Implicam na Salvação das almas dos fiéis e clero que adotaram esses Ensinamentos aprovados e promulgados pela Igreja. 4) Se fosse possível os seguidores dessas Reformas, caso fossem elas heréticas, entrarem no céu, Cristo estaria contra si próprio e, permitindo que o Magistério Ordinário da Igreja ligasse ou desligasse na terra sem que Ele fizesse isso no céu. Então, os seguidores dessas Reformas, caso fossem elas heréticas ou heretizantes, se condenariam mesmo, iriam para o Inferno, e porque teriam seguido os Ensinamentos do Magistério da Igreja. Isso se choca com as Promessas de Cristo à Sua Igreja. 5)A História da Igreja, bem estudada, mostra que os Papas e Concílios Legítimos nunca ensinaram herezias ou erros que levem a elas. Os argumentos de certos padres tradicionais mostrando exemplos e declarações de Santos para defenderem a hipótese de um Papa e um Concílio Legítimo ensinarem heresias, omitem certos fatos históricos, principalmente a Grande Diferença entre casos citados e a Realidade Atual. 6)A Insistência dos Papas pós conciliares em afirmar a Impossibilidade de a Missa Nova e o Vaticano II, em si mesmos, serem heréticos ou heretizantes, é um dos principais argumentos. Bem como uma das principais condições para se estar canonicamente regularizado na Igreja depender do reconhecimento da Ortodoxidade e da Legitimidade da Missa Nova e do Concílio Vaticano II, que devem ser aceitos como católicos e não heréticos nem heretizantes.
    Com Jesus e Maria.
    Abraços!

  6. Salve Maria!
    CDC cân. 750
    “§ 1. Deve-se crer com fé divina e católica em tudo o que se contém na palavra de Deus escrita ou transmitida por Tradição, ou seja, no único depósito da fé confiado à Igreja, quando ao mesmo tempo é proposto como divinamente revelado quer pelo magistério solene da Igreja, quer pelo seu magistério ordinário e universal; isto é, o que se manifesta na adesão comum dos fiéis sob a condução do sagrado magistério; por conseguinte, todos têm a obrigação de evitar quaisquer doutrinas contrárias”.
    “§ 2. Deve-se ainda firmemente aceitar e acreditar também em tudo o que é proposto de maneira definitiva pelo magistério da Igreja em matéria de fé e costumes, isto é, tudo o que se requer para conservar santamente e expor fielmente o depósito da fé; opõe-se, portanto à doutrina da Igreja Católica quem rejeitar tais proposições consideradas definitivas”.

    CDC cân. 752
    “Ainda que não se tenha de prestar assentimento de fé, deve contudo prestar-se obséquio religioso da inteligência e da vontade àquela doutrina que quer o Sumo Pontífice quer o Colégio dos Bispos enunciam ao exercerem o magistério autêntico, apesar de não terem intenção de a proclamar com um ato definitivo; façam, portanto, os fiéis por evitar o que não se harmonize com essa doutrina”.

    As punições à desobediência aos cânones 750 e 752 são previstas pelo cân. 1371.

    É só escolher quem quer seguir, se é a Igreja Católica Apostólica Romana ou se são os julgamentos privados.

  7. O Vitor José escreveu, escreveu… mas não respondeu a pergunta do sr. Gederson, isso é sintomático, principalmente de alguém que coloca as questões da maneira simplória como o sr. Vitor…

  8. Carissimo Diogo,
    Você e o Renato Salles colocaram bem a questão no post subsequente.
    O livro do Pe. Calderon, encara de frente a questão e dá a sulução.
    O problema do Sr. Vitor é negar a razão o uso que ela tem, meso dentro da teologia e do direito canônico.
    Porventura os Cardeais Bacci e Ottaviani, e agora Mons. Brunero Gherardini, foram ou é cismático ao confrontar e revelar as teses antagônicas.
    Há um Trabalho do Pe. Calderón, ainda não publicado, que trata do conceito d epovo de Deus, e a centralidade desse conceito no Vaticano II, inspirado no Cardeal Congar, que completa o seu livro.
    Que leiam o livro do Cardeal Congar – O Espírito e a Palavra – Ed. Loyola, onde patente sua defesa intrasigente de Lutero, dos petistas, do Jacob Boehme etc., etc.
    A solução não é enterrar a cabeça na areia e dizer que tudo do concílio é católico.
    No passado recente, não houve condenação do espírito do concílio …
    Em verdade, somente após 1974, quando os modernistas estavam consolidados no poder, é que o concílio passou a ser norma de fé, a adesão ireestria a ele. pós concílio, quando ainda haviam muitos bispos católicos, o Concílio não tinha a força que se quer dotá-lo.
    O livro do Mons Guerardini, abriu o debate.
    Vamos a ele.

  9. Salve Maria!
    Prezado sr. Diogo, o sr. diz: “O Vitor José escreveu, escreveu… mas não respondeu a pergunta do sr. Gederson, isso é sintomático, principalmente de alguém que coloca as questões da maneira simplória como o sr. Vitor…”, mas eu considero a pergunta como respondida, e aí!? Se o sr. prestou atenção no que eu escrevi, o sr. “sacou” que eu quis deixar bem claro que pelos Ensinamentos da Igreja Católica, os católicos não podem aceitar somente o que a Igreja define como pertencendo ao Depósito de Fé (Dogmas) e que a Igreja de Deus não tem Infalibilidade somente quando promulga Dogmas, e em consequência lógica, mesmo Pastorais, desde que propostas pela Igreja de Deus aos fiéis, não tem como serem heréticas nem heretizantes. Não é somente isso que eu disse no texto, mas deixo bem claro que o fato de Ser Dogma ou Não Ser Dogma algum Ensinamento da Igreja, não interessa no que diz respeito à Ortodoxidade do Ensinamento, que se exige apenas por ser Aprovado e Promulgado pela Autoridade Magisterial da Igreja. Com relação ao que o sr. fala “sintomático”, “simplória” não me preocupa, porque o sr. não é juiz de nada no que se refere à Religião, assim como eu também não sou. Se o sr. duvida ou desconfia da conformidade do que eu escrevi com os Ensinamentos Puríssimos da Santa Igreja, te aconselho se esclarecer com a Santa Sé, caso o sr. não se der por satisfeito ou convencido, não posso fazer nada que não seja rezar pela sua alma.

  10. Prezado Vítor,

    Peço muito que reze por mim e pelos meus… por nossa catolicidade e tudo quanto tiver a bondade de pedir em nosso favor.

    Voltando a questão… a pergunta do sr. Gederson fora sobre o conceito da palavra Pastoral que a tradição e o Magistério da Igreja empregam e que tanto foi aplicado no CVII para se autodefinir.

    O senhor respondeu com uma série de considerações que estão no geral corretas e são mesmo pertinentes ao tema, mas não tocou diretamente na questão colocada pelo Gederson.

    Quanto a eu não ser juiz o senhor tem toda razão, e espero que a maneira como me manifestei aqui não tenha dado a impressão que me ponho como juiz, se assim o fiz peço perdão.

  11. Sr. Vitor,
    O que se afirma gratuitamente, gratuitamente se nega.
    O Sr manda que se consulte a Santa Sé a respeito de suas afirmações. O Sr. já a consultou a sobre suas doutrinas?? Acho que não… Aliás, aposto que não.
    O Sr. tem o selo de ortodoxia expedido por Roma??
    Só se for falsificado …
    A questão Sr.Vitor, o que na verdade é ensinamento de Roma.??
    A solução é o que Mons Guerardini sugere: quod ubique, quod semper, quod omnibus …
    Esse princípo manda que comparemos … Acaso comparar e rejeitar o que~não foi ensinado sempre nos torna cismáticos??
    Mons Guerardini é cismático??
    Os cardeais Bacci e Otavianni incorreram em cisma??

  12. Caro Sr. Vitor José,

    e a definição de Igreja, encaixa se em qual dos três tipos de verdade?

    Fique com Deus

  13. Prezado sr. Luciano Padrão, não tenho doutrina patenteada, nem sou teólogo, sou um simples leigo que procura seguir e defender os Santos Ensinamentos da Igreja de Deus, que se manifestam aos homens pelo Magistério Vivo da Igreja. Vou repetir para o sr. o que eu já disse “Se o sr. duvida ou desconfia da conformidade do que eu escrevi com os Ensinamentos Puríssimos da Santa Igreja, te aconselho se esclarecer com a Santa Sé, caso o sr. não se der por satisfeito ou convencido, não posso fazer nada que não seja rezar pela sua alma”. É isso aí, se o sr. acha que as citações e defesas que fiz dos Ensinamentos da Igreja, não sejam realmente Ensinamentos da Igreja, faz isso que eu lhe disse, porque na minha consciência tenho certeza que as citações e o que eu escrevi está em conformidade com os Ensinamentos da Igreja, não duvido das minhas fontes. O sr. diz “O Sr. tem o selo de ortodoxia expedido por Roma?? Só se for falsificado …”. Será que eu também vou ter que repetir o que eu já disse? Não sr. Luciano, não tenho o selo de Ortodoxia, nem expedido por Roma, como eu já disse em outro comentário a outra pessoa “Com relação ao que o sr. fala “sintomático”, “simplória” não me preocupa, porque o sr. não é juiz de nada no que se refere à Religião, assim como eu também não sou”. Mas sei quem tem o selo de Ortodoxia, a que o sr. se refere, sabe quem tem? O Papa e os Bispos em comunhão com ele, o Magistério da Igreja. Siga o Magistério da Igreja menino!!!
    Depois o sr. continua “A questão Sr.Vitor, o que na verdade é ensinamento de Roma.??
    A solução é o que Mons Guerardini sugere: quod ubique, quod semper, quod omnibus …
    Esse princípo manda que comparemos … Acaso comparar e rejeitar o que~não foi ensinado sempre nos torna cismáticos??
    Mons Guerardini é cismático??
    Os cardeais Bacci e Otavianni incorreram em cisma??”
    Será que eu também vou ter que repetir o que eu já disse em outro comentário? Sr. Luciano, Mons. Guerardini, ou QUEM QUER QUE SEJA QUE NÃO ESTEJA FUNDAMENTADO NO MAGISTÉRIO DA IGREJA, QUE SE FUNDAMENTA NO PAPA, NÃO TEM SELO DE ORTODOXIA. Creio que o sr. Luciano também não tem o tal selo, a não ser que seja Bispo, e em comunhão com o Papa.“Só é autêntica e autoritativa a interpretação dada pelo Magistério, que é assim o
    intérprete de seus próprios atos : pois os textos conciliares não são os escritos de tal ou
    tal perito ou de quem quer que seja que tenha podido contribuir para sua origem, eles
    são documentos do Magistério.”(Carta do Cardeal Ratzinger, atual Papa Bento XVI, a Dom Lefebvre, em nome de Sua Santidade Papa João Paulo II). Sr. Luciano, Pe. Calderón com suas teses, teorias, talvez até doutrinas(não sei), também não tem o selo de Ortodoxia, que isso valha também para os outros comentários que citam o livro dele. “Jesus Cristo instituiu na Igreja um magistério vivo, autêntico e, além disso, perpétuo, que ele investiu da sua própria autoridade, revestiu do espírito de verdade, confirmou por milagres e quis e mui severamente ordenou que os ensinamentos doutrinais desse magistério fossem recebidos como os seus próprios”(Papa Leão XIII, Encíclica Satis Cognitum).
    “A regra próxima e universal da verdade é o Magistério da Igreja, visto que a ele confiou Nosso Senhor Jesus Cristo a guarda, a defesa e a interpretação do depósito da Fé, ou seja, as Sagradas Escrituras e da Tradição divina”(Papa Pio XII, Encíclica Humani Generis, n. 18). A solução está no Magistério da Igreja, sr. Luciano.Comparar e rejeitar o que não foi ensinado sempre não nos torna cismáticos, mas a insistência em não se submeter ao Magistério da Igreja pode sim ser ao menos um perigo de cisma. Também vai depender do grau das negações e insubordinações. Mas prefiro deixar essas sentenças com a Santa Sé, com o Código de Direito Canônico e com os Ensinamentos da Igreja. “O sr. pode também exprimir o desejo de uma declaração ou de um desenvolvimento
    explicativo sobre tal ou tal ponto.
    Mas o sr. não pode afirmar a incompatibilidade dos textos conciliares – que são
    textos magisteriais – com o Magistério e a Tradição. É-lhe possível dizer que,
    pessoalmente, o sr. não vê essa compatibilidade, e portanto pedir explicações à Sé
    Apostólica. Mas se, ao contrário, o sr. afirma a impossibilidade de tais explicações, o sr.
    se opõe profundamente à estrutura fundamental da fé católica e a obediência e
    humildade da fé eclesiástica”(Carta do Cardeal Ratzinger, atual Papa Bento XVI, a Dom Lefebvre, em nome de Sua Santidade Papa João Paulo II). Mas ainda assim, posso lhe dar alguma citação: “São chamados cismáticos aqueles que se recusam se submeter ao Sumo Pontífice e aqueles que se recusam a viver em comunhão com os membros da Igreja a ele sujeitos”(São Tomás de Aquino, 2ª-2ae, q.39, art.1). Podemos deduzir daqui que as pessoas, no que são contrárias ao Magistério da Igreja, são cismáticas, ao menos no que são contrárias, mas ainda assim, prefiro deixar a sentença com a Sé de Pedro. Se Mons. Guerardini é cismático, não sou eu quem vai dizer, mas tenho base para dizer que em certas coisas, teorias, ou doutrinas, Mons. Guerardini está no ERRO, pelo menos no que ele contradiz aos Ensinamentos do Magistério da Igreja. Quanto aos cardeais Bacci e Otavianni, também não sou eu quem vai dizer, mas acredito que esses dois não incorreram em cisma, pois suas cartas sobre a Missa Nova foram discretas, também isoladamente não são Ensinamentos do Magistério da Igreja e, pelo que sei quando receberam os esclarecimentos do Magistério da Igreja, aceitaram verdadeiramente, não aderindo ao erro doutrinário que defende que a Missa Nova e o Concílio Vaticano II sejam heréticos ou heretizantes. Inclusive, o cardeal Otavianni celebrou pelo resto de sua vida a Missa Nova, será que ele se tornara herege ou fomentador de um Rito herético??? Acredito que não.

  14. Prezado Gederson, o sr. me faz uma nova pergunta, então venho dizer-lhe que infelizmente não sei lhe responder essa, embora acredito que eu tenha condições para saber. Não sou teólogo, nem professor de religião, então não sei tudo, embora eu saiba de algumas coisas. Se o sr. souber, a caso esteja querendo me testar, por favor peço-lhe que tenha a gentileza de compartilhar tal conhecimento com quem não o tem. Mas logo te aconselho que esteja fundamentado na Rocha de Pedro, caso contrário não poderei, como católico, concordar com o sr.

  15. Sr. Vitor,
    Como o Sr. admitiu que não tem o selo da ortodoxia, resta-me deduzir que o que Sr. afirma são opiniões pessoais. De um leigo, claro (sic!!) De minha parte, de um menino, como Sr. diz. Da boca dos pequeninos sairá o louvor perfeito (S. Mt., 21:16)
    O Sr. também afirma que Mons Guerardini é cismático, quando o Sr. deveria saber que somente Roma deveria dizê-lo.
    Na verdade o Sr. compara o que diz Mons Guerardini com o que Sr. supõe ser o magistério da Igreja, naturalmente interpretado pelo Sr., já que como eu o Sr. Não é padre,ou bispo, assim não deve ser aplicado o provérbio medieval: Omni malo ex clero!
    Veja em que enroscada o Sr. se meteu. Critica um Monsenhor, teólogo em Roma que resolveu discordar de um Concílio Pastoral. Mas critica com suas interpretações. Vejo, por exemplo, que o Sr. discorda do Papa que levantou as excomunhões dos bispos da FSSPX. Afinal eles são cismáticos ou não??
    O certo que a rocha de Pedro não é o Sr. Vitor nem D. Rifan, nem D. Tomás Balduíno, nem D. Roberto Guimarães, só para citar alguns modernistas.
    Vejamos o caso dos cardeais Bacci e Otavini.
    Nunca negaram o que escreveram. Há quem afirma, em sólidos fatos que o Cardeal Ottaviani , quando cego foi enganado por seu Secretário.
    Mas o Sr. diz que escreveram reservadamente. Assim o Sr. diz que são graves as questões levantadas, mas não devem ser publicadas.
    Ou seja, a heresia pode campear livremente.
    Não Sr. Vitor, na defesa da fé é bom que se dê nome aos bois.
    Pois afirmo, com todoa convicção: não é cismático nem hereje aquele que defendendo a fé imaculada, trasmitida pelos apóstolos, se opõe aos erros modernos, mesmos que esses erros sejam defendidos por parte da hierarquia e até mesmo pelo Santo Padre.
    Por que nunca foi dito que a infalibilidade é o mesmo que inerrância em todos os momentos.
    Para concluir: acho que o Sr. é um Padre e padre de Campos, pois suas teses são repetições do que é espalhados em Campos pelos padres que vergonhosamente mentem e enganam o bom povo católico de Campos.

  16. Prezado sr. Luciano,
    “Se o sr. duvida ou desconfia da conformidade do que eu escrevi com os Ensinamentos Puríssimos da Santa Igreja, te aconselho se esclarecer com a Santa Sé, caso o sr. não se der por satisfeito ou convencido, não posso fazer nada que não seja rezar pela sua alma”.
    Siga o Magistério da Igreja menino!!!

  17. Caro Sr. Vítor,

    a resposta para a pergunta, encontra-se no discurso de abertura do Concílio Vaticano II:

    “Uma coisa é a substância do « depositum fidei », isto é, as verdades contidas na nossa doutrina, e outra é a formulação com que são enunciadas, conservando-lhes, contudo, o mesmo sentido e o mesmo alcance. Será preciso atribuir muita importância a esta forma e, se necessário, insistir com paciência, na sua elaboração; e dever-se-á usar a maneira de apresentar as coisas que mais corresponda ao magistério, cujo caráter é prevalentemente pastoral.” Discurso de abertura do Concílio Vaticano II

    Como pode se ver, para o Papa João XXIII, não existem os três tipos de verdade apresentados pelo Papa João Paulo II, pois todas as verdades do depositum fidei, pelo discurso, são reformuláveis. Logo, na perspectiva do Conceito de verdade apresentado por João XXIII, o Concílio foi convocado e realizado. Daí que o dogma de fé, “a Igreja Católica, é o Corpo de Cristo”, foi reformulado utilizando-se o ambíguo e confuso “subsist in”, ou seja, um dogma de fé, que corresponderia ao primeiro tipo de verdade, foi considerado como um ensinamento, reformável…

    Na afirmação do Papa João XXIII, ainda se lê que o carácter do Magistério conciliar, deveria ser prevalentemente pastoral. Não temos nenhuma definição dogmática magisterial, para a palavra e autoridade “pastoral”, como então podemos prestar religioso obséquio da inteligência e da vontade, a algo que sequer sabemos o que seja?

    O Sr. por acaso já leu a Pascendi Dominici Gregis e o artigo do Pe Garrigou Lagrange, “Para onde vai a Nova Teologia?” ?

    Trago aqui um trecho da Pascendi:

    “Há ainda outra face, além da que já vimos, nesta doutrina da experiência, de todo contrária à verdade católica. Pois, ela se estende e se aplica à tradição que a Igreja tem sustentado até hoje, e a destrói. E com efeito, os modernistas concebem a tradição como uma comunicação da experiência original, feita a outrem pela pregação, mediante a fórmula intelectual” e o que estamos debatendo?

    Para o Sr., o que significa este trecho?

    Fique com Deus.

    P.S.: A resposta que o Padre Garrigou dá no artigo, é a mesma que Dom Rífan da em sua pastoral Magistério Vivo na analogia do Parque e das placas…

  18. Se. Vitor José,
    Dou o mesmo conselho. Traga um documento da Santa Sé afirmando que o livro do Mons Brunero é herético ou contem heresias.
    No dia que o Sr. tiver tal documento começarei a dar valor as suas argumentações, já que tudo se resolve mediante uma declaração formal de Roma.
    Dou-lhe aproximadamente, meu querido tio, uns 20 anos para o Sr. conseguir.

  19. Prezado Gederson, Salve Maria!
    Eu acho que o sr. com seu preconceito e insubordinação ao Magistério da Igreja Católica não prestou a atenção devida ao Ensinamento do Santo Padre João Paulo II, que logo no começo da citação está sendo mostrado “As verdades de Fé e Moral que a Igreja, sob a guia do Espírito Santo que lhe ‘ensina toda a verdade’(Jo 16,13), no decurso dos séculos, perscrutou ou há de perscrutar de maneira mais profunda (CDC cân. 747 §1) e tornadas explícitas pelo seu Magistério (pontifício ou universal)”(Carta Apostólica – Motu Próprio Ad tuendam Fidem – “Para defender a Fé da Igreja Católica contra os erros que se levantam da parte de alguns fiéis, sobretudo daqueles que se dedicam propositadamente às disciplinas da sagrada Teologia” – de 18/05/1998 – Com Nota Doutrinal explicativa da fórmula conclusiva da Professio Fidei, da Congregação para a Doutrina da Fé, de 29/06/1998). Assim, o sr. deveria saber que a Igreja não fica estacionada em certas coisas, pois Ela procura investigar minuciosamente certas coisas e chegar a uma compreensão melhor e mais detalhada das coisas. Deu para o sr. entender? Se o sr. não quer seguir ou aceitar como católicas as Pastorais da Igreja Católica, azar seu, e, a Igreja ensina aos Católicos que a Missa Nova e o Concílio Vaticano II são católicos, não podem e nem tem como serem heréticos ou heretizantes. Se o sr. defende que a Igreja pode aprovar e promulgar aos fiéis ensinamentos e disciplinas heréticos ou heretizantes, encaminhando as almas ao Inferno, azar seu, porque o sr. se opõe ao Fundamento da Fé Católica, não aceita os Ensinamentos da Igreja, e se coloca como juiz do Papa e dos Bispos. Será que agora o sr. também vai sustentar que a Ortodoxidade da Missa Nova e do Concílio Vaticano II são idéias de um leigo ou de um Bispo e Padres que se retrataram de seus erros passados?
    A sua idéia de Pastoral Herética ou Pervertida Aprovada e Promulgada pela Igreja não é católica. Será que agora o sr. também vai sustentar que a idéia de Pastoral Católica também é de um leigo ou de um Bispo e Padres que se retrataram de seus erros passados?
    Vejamos o que o Concílio Vaticano II, nos ensina sobre as Pastorais, ou melhor, sobre o que não é Dogma:
    “Esta religiosa submissão da vontade e da inteligência deve de modo particular ser prestada com relação ao autêntico Magistério do Romano Pontífice, mesmo quando não fala ‘ex-cathedra’. E isso de tal forma que seu magistério supremo seja reverentemente reconhecido, suas sentenças sinceramente acolhidas, sempre de acordo com sua mente e vontade. Esta mente e vontade constam principalmente ou da índole dos documentos, ou da frequente proposição de uma mesma doutrina, ou de sua maneira de falar”(Constituição Dogmática Lumen Gentium, n.25, do Concílio Vaticano II).
    “O Colégio ou Corpo Episcopal não tem autoridade se nele não se considerar incluído, como chefe, o Romano Pontífice, sucessor de Pedro, e permanecer intacto o poder primacial do Papa sobre todos, quer Pastores quer fiéis. Pois o Romano Pontífice, em virtude do seu cargo de Vigário de Cristo e Pastor de toda a Igreja, tem nela poder pleno, supremo e universal, que pode sempre exercer livremente. Mas a Ordem dos Bispos, que sucede ao Colégio Apostólico no magistério e no governo pastoral, e, mais ainda, na qual o Corpo Apostólico perpetuamente perdura, junto com o seu Chefe, o Romano Pontífice, e nunca sem ele, é também detentora do supremo e pleno poder sobre toda a Igreja, poder este que não pode ser exercido senão com o consentimento do Romano Pontífice. Pois o Senhor colocou apenas Pedro como pedra e guarda-chaves da Igreja (cfr. Mt. 16, 18-19; 28,16-20), e o constituiu Pastor de todo o Seu rebanho (cfr. Jo. 21, 15 ss.). Mas é sabido que o encargo de ligar e desligar, conferido a Pedro (Mt. 16, 19), foi também dado ao Colégio Apostólico, unido à sua cabeça (Mt. 18, 18; 28, 16-20)(64). Este colégio, enquanto composto por muitos, exprime a variedade e universalidade do Povo de Deus e, enquanto reunido sob uma só cabeça, revela a unidade do redil de Cristo. Neste colégio, os Bispos, respeitando fielmente o primado e chefia da sua cabeça, gozam de poder próprio para o bem dos seus fiéis e de toda a Igreja, corroborando sem cessar o Espírito Santo a sua estrutura orgânica e a sua harmonia”(Constituição Dogmática Lumen Gentium, n.22, do Concílio Vaticano II).
    A mesma Constituição Dogmática, sobre os Ensinamentos que não envolvem Infalibilidade, nos ensina:”Tais ensinamentos são, todavia, expressão autêntica do Magistério ordinário do Romano Pontífice ou do Colégio Episcopal, exigindo, portanto, o religioso obséquio da vontade e do intelecto”(Lumen Gentium, n.25).
    Sr. Gederson, o sr. não conseguiu colocar o Papa João XXIII em oposição ao Papa João Paulo II e, devo lhe dizer que o Magistério da Igreja não está congelado no passado, conforme nos ensina o Papa Bento XVI em “Não se pode congelar a autoridade magisterial da Igreja no ano de 1962: isto deve ser bem claro para a Fraternidade.”(Papa Bento XVI – Carta aos Bispos sobre o Levantamento da Excomunhão dos Bispos da FSSPX). Com relação ao que o sr. diz em “Daí que o dogma de fé, “a Igreja Católica, é o Corpo de Cristo”, foi reformulado utilizando-se o ambíguo e confuso “subsist in”, ou seja, um dogma de fé, que corresponderia ao primeiro tipo de verdade, foi considerado como um ensinamento, reformável…”, venho dizer-lhe que as Interpretações do sr., ou de quem lhe ensinou isto, não tem força de Lei, nem são verdadeiras, porque não são Interpretações do Magistério da Igreja, que é o Intérprete de seus Ensinamentos. O Papa Bento XVI falando sobre a crise pós-conciliar nos diz “nas suas expressões oficiais, nos seus documentos autênticos, o Vaticano II não pode ser considerado responsável por essa evolução, que, pelo contrário, contradiz radicalmente tanto a letra como o espírito dos Padres conciliares”(ibidem). O Papa Paulo VI diz “Dado o caráter pastoral do Concílio, ele evitou pronunciar de uma maneira extraordinária dogmas que comportassem a nota da infalibilidade, mas ele dotou seus ensinamentos da autoridade do magistério ordinário supremo; esse magistério ordinário e manifestamente autêntico deve ser acolhido dócil e sinceramente por todos os fiéis, segundo o espírito do concílio concernente à natureza e os fins de cada documento”(Papa Paulo VI, audiência geral de 12 de janeiro de 1966). Sobre este ponto “polêmico” a que o sr. Gederson se refere, e sobre outros pontos, como Ecumenismo, Liberdade Religiosa, Colegialidade são muito bem explicados na Orientação Pastoral sobre o Magistério Vivo da Igreja, do Bispo Dom Fernando Rifan, e o PRINCIPAL é que os Ensinamentos dsta Orientação Pastoral reproduzem e estão em conformidade com as Declarações da Santa Sé, com o Código de Direito Canônico e com os Ensinamentos do Magistério Vivo da Igreja. Quem duvidar, pergunte à Santa Sé!!!
    Sr. Gederson, quando o sr. se submeter ao Magistério da Igreja, se é que um dia o sr. vai se submeter, o sr. prestará religioso obséquio da inteligência e da vontade aos Ensinamentos que são expressão autêntica do Magistério ordinário do Romano Pontífice ou do Colégio Episcopal. O sr. me faz uma nova pergunta, agora sobre o que eu acho do trecho que o sr. cita. Como eu não conheço nem li a Pascendi, nem sei se é um Documento do Magistério da Igreja, não poderei responder sua pergunta, a não ser que eu me informe sobre o Documento, mas de cara lhe digo que, se o sr. quer a Interpretação Verdadeira de qualquer coisa que seja Documento da Igreja, não é a mim que o sr. tem que perguntar!

  20. Prezado sr. Luciano, Salve Maria!
    Digo-lhe que a Igreja Católica condena ERROS, HERESIAS, CISMAS, sem precisar citar obras de fulano, cicrano ou deotrano, e até mesmo, sem citar o nome do autor da doutrina errada ou de sua obra. Se o sr. não considera Carta Papal, Nota Doutrinal da Congregação para a Doutrina da Fé, Código de Direito Canônico, Concílio Ecumênico, Motu Proprio, Ordinário da Missa, como Documentos da Santa Sé, não posso, não tenho poder para e nem quero fazer uma “mágica” e colocar na sua cabeça que o Magistério Católico não tem como propor herezias e erros. Vá à Santa Sé então, menino!!! E converse com o Papa Vivo, porque com os já falecidos, o sr. não vai conseguir!

  21. Prezado sr. Gederson, Salve Maria!
    Já tomei conhecimento que a Pascendi é um Grande Documento do Magistério da Igreja, de Sua Santidade Papa São Pio X, através da qual o Magistério Católico condena o Modernismo como um conjunto de herezias que a Santa Igreja já condenou no passado. Digo-lhe que no momento estou estudando-a, e agradeço pela sua ajuda em me fazer tomar conhecimento desta Grande Ferramenta para combater as herezias e erros. Fico triste por saber que certas pessoas nestes comentários me chamaram de modernista, ou seja, herege, por eu defender os Ensinamentos do Magistério da Santa Igreja Católica. Digo-lhes que não sou modernista, nem nunca fui, sou católico e de Rito e disciplinas tradicionais. Digo-lhes que a FSSPX não é porta voz da Tradição Católica, nem nunca foi, e que os juízos e condenações são atribuições do Magistério Católico, e que o que eu defendo e procuro seguir são os Ensinamentos da Santa Igreja Católica, não os ensinamentos da FSSPX ou de quem quer que seja que esteja contrário ao Magistério Católico.

  22. Caro Sr. Vítor José,
    desde o início de sua participação, Brunero Gerardini, o Sr. escreveu muito e não respondeu absolutamente nada. Nem mesmo a argumentação de Mons. Gerardini, você respondeu. Apenas iniciou um debate paralelo, tentando impor o argumento da autoridade. Portanto, os mesmos preconceitos e insubordinação que o Sr. vê em mim, o Sr. vê tanto em Dom Lefebvre, como em Mons. Brunero Gerardini. Para defender a Fé da Igreja Católica, contra os tradicionalistas, sobretudo contra Mons. Lefebvre e Dom Antônio de Castro Mayer, quais foram as condenações promulgadas pelo magistério da Igreja?
    Eu, bem como todos os tradicionalistas, nos submetemos aos desejos de Nossa Senhora, expressos em Fátima. Acreditamos também na mensagem de Nossa Senhora em La Salete, aprovada pelo grande Pio IX. Talvez o Sr. queira nos explicar, como o grande Pio IX, pode aprovar uma mensagem de Nossa Senhora, que diz explícitamente:
    “Roma perderá a fé, e se tornará a sede do anticristo”.
    Por que será que pelo seu discurso, a mensagem de Nossa Senhora em La Salete, é impossível e para Pio IX, ela é plenamente possível?
    Aprovei e explique também:
    Por que até hoje, o Papa e o “Colégio” dos Bispos, não realizaram a consagração da Rússia, pedida em Nossa Senhora em Fátima?
    Por que até hoje, o 3º segredo não foi revelado integralmente?
    Quanto a conversa da Igreja não ficar estacionada em certas coisas e no tempo, isto é conversa para os defensores da evolução do dogma, ou seja, conversa fiada. O Magistério da Igreja esta estacionado na regra de São Vicente de Lérins que consiste no “devido cuidado para que os fiéis creiam naquilo que foi crido por todos, em todos os tempos e lugares”. O Espírito Santo, também foi prometido para nos lembrar de todas as coisas. Daí o Concílio Vaticano II, afirmar que:
    “ o Espírito Santo não foi prometido aos sucessores de S. Pedro para que estes, sob a revelação do mesmo, pregassem uma nova doutrina, mas para que, com a sua assistência, conservassem santamente e expusessem fielmente o depósito da fé, ou seja, a revelação herdada dos Apóstolos”. Concílio Vaticano I
    O Concílio Vaticano II, não trouxe nenhuma compreensão melhor das coisas, muito menos minusciosa e detalhada das coisas. Os textos do Concílio Vaticano II, são ambíguos e o único ensinamento oral do magistério conciliar, é o que devemos interpretar o Concílio a luz da tradição. Quando na tradição, o magistério ensina oralmente, aquilo que registrou textualmente, e jamais pediu a todos indiscriminadamente, que interpretassem um Concílio Ecumênico. Isto porque o ensinamento oral de qualquer Concílio, sempre vedou a necessidade de qualquer interpretação de textos conciliares, sem no entanto vedar o surgimento de novas questões (O que não é o caso do CVII). Daí não venha nos dizer que o “subsist in” trouxe uma melhor e minuciosa definição para Igreja do que a tradição tradicional e dogmática, de que a Igreja Católica, é o corpo de Cristo. Ao nível da razão natural, dois corpos não podem ocupar lugar no mesmo espaço.
    Quanto a oposição entre o ensinamento de João XXIII e o ensinamento de João Paulo II, a contradição é auto-evidente, não fui eu a colocar um em oposição ao outro. Se o Sr. nega as evidências, não há o que debater com o Sr., pois demonstra-se incapaz de apreender a verdade. Mons. Bernard Felay, respondeu a Bento XVI, que ninguém congelou a autoridade magisterial em 1962, mas que está congelada na famosa regra de São Vicente de Lérins. A passagem da definição de Igreja, por mim argumentada, não é uma interpretação, mas um fato e contra fatos, não existem argumentos. Eu não sou adepto da máxima de Nietszche de que “não existem fatos, existem interpretações”, se o Sr. interpreta fatos, não há o que argumentar contra o Sr., porque já se afastou completamente da verdade.
    A crise conciliar, reside na tentativa de redução do ensinamento oral, aos textos conciliares. Aquilo que possuí ensinamento oral, não necessita de pedidos de interpretação, muito menos de interpretações. Basta-se apenas ensinar oralmente, aquilo que registrou-se textualmente. No Concílio Vaticano II, que foi encerrado com os posicionamentos modernistas, semi-modernistas e tradicionalistas, é dificíl um ensinamento oral, além do macro ensinamento da liberdade religiosa, que confere liberdade magisterial (pelo menos em teoria), aos adeptos destes três posicionamentos. Isto é bastante evidente, no fato dos modernistas moderados da comunio, terem sido elevados ao episcopado e cardinalato, enquanto os membros da concilium (os modernistas extremados), terem ficado com as cátedras de ensino. Não acredito que na Igreja pré-conciliar, um herege contumaz, como Hans Kümg, ocuparia qualquer cátedra de ensino, mas na Igreja do Vaticano II, ele e outros, ocuparam e ocupam cátedras de ensino nas universidades católicas mundo afora.
    Quanto a submissão ao magistério conciliar, os membros deste magistério, nunca se submeteram ao magistério precedente e aos pedidos de Nossa Senhora em Fátima. Ademais, ao dar assentimento da fé e da inteligência, a verdade revelada (Santo Tomás de Aquino), excluo qualquer possibilidade de prestar religioso obséquio da mesma vontade e da mesma inteligência, a qualquer outra verdade que seja, porque minha própria inteligência e minha vontade, já estão deverás ocupadas, não existindo nenhum espaço para qualquer concepção de verdade, que tenha origem em Galileu:
    “A verdade é filha de seu tempo”.
    Prefiro absorver os ensinamentos propostos pela regra de São Vicente de Lérins. Porque “É óbvio que a tradição é apenas a democracia estendida ao longo do tempo. É confiar num consenso de vozes humanas comuns em vez de confiar em algum registro isolado ou arbitrário” (Chesterton). Daí é natural que eu creia com toda tradição da Igreja, que a Igreja Católica, é o corpo de Cristo, e você e outros tantos, creiam que a Igreja de Cristo, subsiste na Igreja Católica.
    Fique com Deus.

  23. “Digo-lhe que a Igreja Católica condena ERROS, HERESIAS, CISMAS, sem precisar citar obras de fulano, cicrano ou deotrano, e até mesmo, sem citar o nome do autor da doutrina errada ou de sua obra.”

    Caro Luciano,

    a Igreja parece ter adotado o ditado popular, onde se diz que “não se deve dizer o nome de santo”. Já na mentalidade pré-conciliar, condenavam-se as heresias e dizia-se o nome do “santo”. Todos estavam no Index Librorum Proibitorum, para evitar o contato das ovelhas, com os lobos, deve se dar nome aos lobos, como se dá nome aos bois. Muitas vezes a recusa de citar nomes, é um ato de covardia…

    Fique com Deus.

  24. Muito Prezado (titio) Sr. Vitor José,
    O Sr. afirma que não é teólogo, professor de catecismo, etc.
    Mas tem autoridade de um bispo (bem gordo por sinal).
    Eu creio tudo o mais que crê e ensina a santa Igreja Católica Apostólica Romana.
    Mas não creio na interpretação das doutrinas feitas pelo Sr. e uma Excelência de nome F.
    Continuo aguardando a condenação por parte de Roma, do
    livro do Mons Brunero Guerardini. Lhe dei 20 anos. O Sr, está perdendo seu tempo.
    O Mons. Guerardini, é professor em uma das universidades papais. E é muito bem visto nos círculos romanos.
    Sr. Vitor Jose pare de falar com autoridade de padre e bispo, que o Sr. não é.
    Converta-se ao única e verdadeira igreja, que não apenas subsiste na Igreja Católica mas é a Igreja católica.
    Quanto ao deboche de consultar os papas mortos o Sr. deveria ter mais de lógica, pois os santos evangelistas estão mortos, os doutores (Santo Tomás) e João Paulo II (o mesmo do encontro de Assis) está mortíssimo e portanto, segundo sua lógica absurda, não tem mais valor seus documentos.
    Sr. Vitor Jose, poríamos citar textos sem fim.
    Salvo engano de minha parte, o Sr. entende que não há crise na Igreja. São Pio X, cujos escritos são imune de erros, segundo a declaração de nossa Igreja afirmou:
    “os fabricantes de erros ocultam-se no seio e no próprio grêmio da Igreja” (Enc. “Pascendi”). Foi o que salientou Paulo VI ao declarar, numa expressão lapidar e que logo se tornou célebre, que a Santa Igreja parece envolvida num processo de autodemolição, levado a cabo por seus próprios filhos.
    Eu tenho certeza que o Sr. é um modernista, que adora frequentar missas da renovação carásmática, flerta com a CNBB e a teologia da libertação que ela promive, se o Sr. fosse padre, certamente introduziria mudanças ao seu bel prazer, no Ordus tridentino, como seus mentores vêm fazendo.
    Enquanto o Sr. não renunciar ao magistério vivo, condenado por São Pio X, eu o terei por hereje.
    Meu caro tio (ou vovô) se preferir, deixe a seita do modernismo, pare de interpretar ao seu bel prazer os textos da Igreja e pare de querer impor a sua visão de mundo.
    Como o Sr. não é bispo nem padre, como eu o Sr. não é nada.
    O debate aqui é de razão e não de autoridade, ad baculam, como preferem alguns.

  25. Sr. Vitor José (mei querido tio ou vovô, como preferir)
    Ainda quero acrescentar alguns pontos. O Sr. invoca os cânones 750 e 752.
    Como o Sr. não é bispo nem padre, nem teólogo nem coisa nenhuma, como eu, o Sr. deve saber que a lei escrita não é a norma. A norma ultrapassa a letra.
    Em comento ao cânon, 752, os Autores da BAC, 1983, página 394 ensinam: “A grande peculiaridade da Igreja, dotada de poder magisterial divino-humana, a permite exigir essa adesão interna do entendimento e da vontade. Tal assentimento, sem embargo, não é absoluto nem incondicionado, como no ato de fé, senão que se trata de um certeza autêntica, mas moral e relativa. COMO CABE NO ENSINAMENTO PROPOSTO A POSSIBILIDADE DE ERRAR, CABE NO CRISTÃO QUE A RECEBE A POSSIBILIDADE DE CONDICIONÁ-LA QUE NÃO SEJA ERRO. A presunção estará sempre ai lado da autoridade, mas poderá ser destruída com provas em contrário.( a tradução é minha)
    Assim, Vitor José (meu querido vô ou tio)os comentadores admitem a confrontação do magistério ordinário.
    Foi o que fez Mons Guerardini. O que Sr. fez? listou uma série de textos, tentando justificar a inerrância do magistério pastoral não-inafalível. Textos, textos mas sem ligaçào com a realidade hsitórica da seita do modernismo (a qual o Sr. faz questão de pertencer, com seu magistério vivo), ignorando solenemente a tradição apostólica de 2000 anos).
    O Mons Guerardini, que não é da FSSPX, e dela faz questão de distanciar, suscitou o problema.
    O Sr. está desviando o debate para questões de infalibilidade.
    Há dois erros de lógica formal:
    1.) PETIÇÃO DE PRINCÍPIO – O Sr. considera como provado a infalibilidade dos documentos do CV II, pelos simples fato de pertencer ao magistério, quando na verdade deveria ter demonstrado a autoridade do mesmo e a sua finalidade pastoral. O Se. não provou que diversos de seus textos NÃO foram confeccionados por teólogos modernistas, coisa que nem os mais ardorosos defensores o negam (Veja por exemplo, a conferência do Padre Paulo Ricardo, conhecido conferencista)
    2-) CÍRCULO VICIOSO – Os documentos do Vaticano II são atos do magistério. Todos os atos do magistério são infalíveis Como um é demonstrado pelo outros, forma-se o círculo. É a estória da inflação que faz subir os preços e por causa d aumento de preços tem que subir os salários que fazem subir os preços.
    Penso que Mons. Brunero colocou bem o debate em termos históricos concretos. Modernistas escreveram os textos do Concílio, cujo valor, deve ser aquilatado pela Tradição – os ensinamentos de Jesus Cristo transmitidos aos apóstolos e assim sucessivamente.
    Se morreram os Papa, seus ensinamentos continuam imortais.
    Engraçado que alguém de Campos (não sei se padre ou bispo ou leigo, mas sei que é um modernista sem caráter), deu o mesmo conselho a uma amigo: que fosse ao túmulo de D. Antônio para consultá-lo.
    Sr Vitor José, o Sr. é um hereje modernista cuja seita infiltrada na Igreja, quer destruí-la. O Sr. não conseguirá, mesmo se lhe estão prometendo altos cargos ou que o Sr. nos tenha vendido por um prato de 30 quibes.

  26. Prezado sr. Gederson, Salve Maria!
    Já podendo lhe dar uma resposta, venho comentar.
    Existe sim uma face horrível e monstruosa, mas de quem é essa face? A resposta é de certas pessoas e não do Magistério Católico. Como sabemos, os modernistas são uma raça de gente que quer defender e ensinar seus erros dentro da Igreja, ou seja, dentro da Comunhão que prega a Santa Sé, então não é novidade tomarmos conhecimento da presença dessas pessoas no mais alto clero, tentando destruir a Igreja. Só que a Infecção já é há tanto tempo tão grande que o próprio São Pio X reconhece “Querendo, Veneráveis Irmãos, dar-vos normas gerais em tão grave assunto, se em vossas dioceses circularem livros perniciosos, procurai energicamente proscrevê-los, condenando-os mesmo solenemente, se o julgardes oportuno. Conquanto esta Sede Apostólica procure por todos os meios proscrever tais publicações, tornou-se hoje tão avultado o seu número que não lhe bastariam forças para condená-las todas. Disto resulta às vezes que o remédio já chega tarde, porque a demora já facilitou a infiltração do mal.”(S. Pio X, Encíclica Pascendi Dominici Gregis).
    Sr. Gederson, os Bispos que participaram do Concílio Vaticano II viram sim o “bicho feio” lá no meio do Magistério da Santa Igreja, e, tentando astuciosamente e espertamente levar a Igreja a Ensinar os ERROS Modernistas, mas a Assistência do Espírito Santo é lógico que não permitiria que o Magistério Católico aprovasse e promulgasse o Mal, pois seria a Igreja, com sua Autoridade Legítima, encaminhando as almas ao Inferno e se autodestruindo, o que é IMPOSSÍVEL. A Igreja pode estar ausente na vida das pessoas, mas não pode promover ou sustentar essa ausência. Daí a gente pode explicar as atitudes de certos peritos, porém o Concílio Vaticano II é uma obra do Magistério Católico, independentemente do que peritos e até Bispos modernistas quisessem que o Concílio fosse. Assim, ainda que os Bispos, em sua maioria ou não, quizessem ensinar ERROS, não conseguiram com a Autoridade Magisterial da Igreja, por causa da ação do Espírito Santo. E o fato de a Santa Sé dar Interpretações Magisteriais, em conformidade com a Tradição Católica, é uma prova da Ortodoxidade do Concílio. A realização do Concílio é vítima das Interpretações e Ensinamentos Heréticos dos modernistas, assim como o Papa São Pio X nos mostra que a Sagrada Escritura, Tradição Católica, Magistério Católico, Filosofia, História, Teologia, Apologética também são. Entenda-se aqui Vítima como sendo tais coisas usadas para defender e edificar o Mal, sem o uso da Autoridade Magisterial da Igreja. Para guiar o Rebanho Vivo, Nosso Senhor nos deu o Magistério Vivo da Igreja, e para que esse Magistério Vivo não aprovasse e promulgasse erros, Nosso Senhor envia o Espírito Santo, que protege a Esposa do Cordeiro. E é justamente o Magistério da Igreja um grande inimigo dos modernistas.
    “Aos Patriarcas, Primazes, Arcebispos,
    Bispos e outros Ordinários em paz e comunhão com a Sé Apostólica”(S. Pio X, Encíclica Pascendi Dominici Gregis).
    “Veneráveis Irmãos, a absurda afirmação dos modernistas, segundo a qual toda a religião, sob diverso aspecto, é igualmente natural e sobrenatural. Segue-se daqui a promíscua significação que dão aos termos consciência e revelação. Daqui a lei que dá a consciência religiosa, a par com a revelação, como regra universal, à qual todos se devem sujeitar, inclusive a própria autoridade da Igreja, seja quando ensina seja quando legisla em matéria de culto ou disciplina.”(S. Pio X, Encíclica Pascendi Dominici Gregis).
    São Pio X se referindo aos modernistas:”Ora, sendo assim mutável o valor e a sorte das fórmulas dogmáticas, não é de admirar que os modernistas tanto as escarneçam e desprezem, e que por conseguinte só reconheçam e exaltem o sentimento e a vida religiosa. Por isto, com o maior atrevimento criticam a Igreja acusando-a de caminhar fora da estrada, e de não saber distinguir entre o sentido material das fórmulas e sua significação religiosa e moral, e ainda mais, agarrando-se obstinadamente, mas em vão, a fórmulas falhas de sentido, de deixar a própria religião rolar no abismo. Cegos, na verdade, a conduzirem outros cegos, são esses homens que inchados de orgulhosa ciência, deliram a ponto de perverter o conceito de verdade e o genuíno conceito religioso, divulgando um novo sistema, com o qual, arrastados por desenfreada mania de novidades, não procuram a verdade onde certamente se acha; e, desprezando as santas e apostólicas tradições, apegam-se a doutrinas ocas, fúteis, incertas, reprovadas pela Igreja, com as quais homens estultíssimos julgam fortalecer e sustentar a verdade (Gregório XVI, Encíclica “Singulari Nos” 7 Jul. 1834).”(S. Pio X, Encíclica Pascendi Dominici Gregis).
    “Alguns dentre vós, excessivamente cheios de espírito de vaidade, com profanas novidades se esforçam por transpor os limites traçados pelos Santos Padres, curvando à doutrina filosófica dos racionalistas a interpretação das páginas celestes, não proveito dos ouvintes, mas para dar mostras do saber…E estes, arrastados por doutrinas diversas, transformam em cauda a cabeça e obrigam a rainha a servir à escrava (Gregório IX, Ep. ad Magistros theol., Paris, julho de 1223).”(S. Pio X, Encíclica Pascendi Dominici Gregis).
    São Pio X se referindo aos modernistas: “Da mesma sorte, na história não fazem o menor caso dos Padres nem dos Concílios”(S. Pio X, Encíclica Pascendi Dominici Gregis).
    São Pio X se referindo aos modernistas:”Temos aberta a estrada para enfrentar a autoridade dos Concílios e para contradizer à vontade as suas deliberações, e julgar os seus decretos e manifestar às claras tudo o que nos parece verdade, seja embora aprovado ou condenado por qualquer Concílio), ostentam certo desprezo das doutrinas católicas, dos Santos Padres, dos concílios ecumênicos, dos magistérios eclesiásticos; e se forem por isto repreendidos, queixam-se de que se lhes tolhe a liberdade.”(S. Pio X, Encíclica Pascendi Dominici Gregis).
    “São estes os raciocínios dos modernistas que, por isto, estão todos empenhados em achar o modo de conciliar a autoridade da Igreja com a liberdade dos crentes.”(S. Pio X, Encíclica Pascendi Dominici Gregis).
    São Pio X se referindo aos modernistas:”Por orgulho repelem toda a sujeição, e afirmam que a autoridade deve aliar-se com a liberdade.”(S. Pio X, Encíclica Pascendi Dominici Gregis).
    São Pio X se referindo aos modernistas:”Por orgulho, esquecidos de si mesmos, pensam unicamente em reformar os outros, sem respeitarem nisto qualquer posição, nem mesmo a suprema autoridade.”(S. Pio X, Encíclica Pascendi Dominici Gregis).
    São Pio X se referindo aos modernistas:”Para conduzirem os espíritos ao erro, usam de dois meios: removem primeiro os obstáculos, e em seguida procuram com máxima cautela os ardis que lhes poderão servir, e põem-nos em prática, incessante e pacientemente. Dentre os obstáculos, três principalmente se opõem aos seus esforços: o método escolástico de raciocinar, a autoridade dos Padres com a Tradição, o Magistério eclesiástico. Tudo isto é para eles objeto de uma luta encarniçada. Por isso, continuamente escarnecem e desprezam a filosofia e a teologia escolástica.”(S. Pio X, Encíclica Pascendi Dominici Gregis).
    “Teremos sempre a profissão do quarto Concílio de Constantinopla: «Professamos, portanto, conservar e defender as regras que, tanto pelos santos e célebres Apóstolos quanto pelos Concílios universais e locais, ortodoxos, mesmo por qualquer deíloquo Padre e Mestre da Igreja, foram dadas à Santa Igreja Católica e apostólica. Por esta razão os Pontífices Romanos Pio IV e Pio IX quiseram que se acrescentassem estas palavras à profissão de fé: Creio firmemente e professo as tradições apostólicas e eclesiásticas e todas as demais determinações e constituições da mesma Igreja.”(S. Pio X, Encíclica Pascendi Dominici Gregis).
    Vemos assim, na Pascendi, grandes defesas à Autoridade do Magistério da Igreja. E que os modernistas são grandes inimigos do Magistério da Igreja.

  27. Em outro post, So Antonio Maria Ribeiro escreveu referindo-se ao Sr. José Vitor:
    A saída do debate sobre a Pascendi é um primor de subjetivismo comum aos fanáticos modernistas: “Como eu não conheço nem li a Pascendi, nem sei se é um Documento do Magistério da Igreja, não poderei responder sua pergunta, a não ser que eu me informe sobre o Documento, mas de cara lhe digo que, se o sr. quer a Interpretação Verdadeira de qualquer coisa que seja Documento da Igreja, não é a mim que o sr. tem que perguntar!”.
    Agora, com desenvoltura, cita a Pascendi, como quem leu há bastante tempo. Afinal de contas, leu, não leu ou não entendeu …
    Haja coerência !!
    Mas o que se pode esperar de teses modernistas … É o tal magistério vivo, que de bobo não tem nada …

  28. Prezado sr. Luciano,
    Eu faço parte da Igreja Católica, eu ouço o Magistério da Igreja, porque o próprio Cristo diz “se não ouvir a Igreja tem-no em conta dum pagão ou pecador público”(Sagrada Escritura) e a Igreja ensina através de seu Magistério Legítimo, que pode ser morto ou vivo, mas é o Magistério Católico, assistido pelo Espírito da Verdade. E quem guia o Rebanho Vivo é o Magistério Vivo da Igreja. As seitas é que se contentam apenas com o Magistério Morto, mas as Letras precisam da Verdadeira Interpretação.
    Pela Graça de Deus, jamáis me converterei à Fraternidade Sacerdotal São Pio X.
    “Jesus Cristo instituiu na Igreja um magistério vivo, autêntico e, além disso, perpétuo, que ele investiu da sua própria autoridade, revestiu do espírito de verdade, confirmou por milagres e quis e mui severamente ordenou que os ensinamentos doutrinais desse magistério fossem recebidos como os seus próprios”(Papa Leão XIII, Encíclica Satis Cognitum).
    “A regra próxima e universal da verdade é o Magistério da Igreja, visto que a ele confiou Nosso Senhor Jesus Cristo a guarda, a defesa e a interpretação do depósito da Fé, ou seja, as Sagradas Escrituras e da Tradição divina”(Papa Pio XII, Encíclica Humani Generis, n. 18).
    “Porque para explicar as coisas que estão contidas no Depósito da Fé, não foi aos julgamentos privados que o Nosso Salvador as confiou, mas sim ao Magistério Eclesiástico”(Carta do Santo Ofício ao Arcebispo de Boston, D. 3866).

  29. Prezado sr. Gederson,
    A sua colocação da frase “Roma perderá a fé, e se tornará a sede do anticristo” já me foi feita por um protestante para “condenar” o Fundamento da Igreja de Deus, que é a Autoridade Papal e assim, querer jogar por água a baixo toda a Doutrina Católica da Roma Eterna.
    “A desobediência dos padres e dos religiosos aos seus Superiores e ao Santo Padre ofende muito a Nosso Senhor.”(Beata Jacinta – Sobre os Sacerdotes e os Governantes).
    “Ai dos que perseguem a Religião de Nosso Senhor!”(Beata Jacinta – Sobre os Sacerdotes e os Governantes).
    Sobre a “sede do anticristo”, os sedevacantistas também usam o argumento para caluniarem o Papa e a Santa Sé.

  30. Sr Vitor Jose (Vô ou tio, como preferir),
    Ninguém sendo católico deve converter a FSSPX. Como ninuém deveria converter a jesuíta ou ao Dominicanos. Ninguém é juiz em causa próprio.
    O Sr. deturpa os debates. Qulaquer pessoa pode ser católico apóstolico romano e não pertencer a FSSPX ou AASJMV. Isso tão elementar e ninguém exigiu tal postura. Se o fizesse deixaria de ser católico
    A vexata questio dos debates é se no magistério ordinário não infalível pode conter erros. DEVO INSISTIR: NEM A SUA NEM A MINHA NEM A DA FSSPX, NEM A DA AASJMV CONTITUIEM O MAGISTÉRIO DA IGREJA, NÃO OBSTANTE A SUA POSIÇÃO É A DE SE COLOCAR COMO SE A SUA INTERPRETAÇÃO FOSSE A ÚLTIMA. ISSO É PROTESTANTISMO
    Eis aí uma boa e sólida doutrina, já postada em outro lugar:

    PODE HAVER ERRO EM DOCUMENTO DO MAGISTÉRIO PONTIFÍCIO OU CONCILIAR?

    Arnaldo Xavier da Silveira

    Numerosas são as razões que nos fornece a Sagrada Teologia em defesa da tese de que, em princípio, pode haver erros em documentos do Magistério não dotados das condições de infalibilidade [1].

    Tais razões são mesmo tantas e de tanto peso, que julgamos suficiente acenar com algumas delas a fim de dar ao leitor uma visão sumária do assunto.

    1. Possibilidade de erro em documentos episcopais

    Primeiramente devemos notar que o Magistério da Igreja se compõe do Papa e dos Bispos — únicos autorizados a falar oficialmente em nome da Igreja, como intérpretes autênticos da Revelação. Sacerdotes e teólogos não gozam do privilégio da infalibilidade, em hipótese alguma, nem mesmo quando ensinam com a missão canônica recebida do Papa ou de um Bispo.

    Também os Bispos, quando falam isoladamente ou em conjunto, podem errar — a menos que, em Concílio ou fora dele, definam um dogma, em forma solene, com o Sumo Pontífice.

    É pacífico na doutrina da Igreja o princípio de que os Bispos nunca são infalíveis em pronunciamentos que façam sem o Sumo Pontífice. Em sua Carta Pastoral sobre Problemas do Apostolado Moderno, D. Antônio de Castro Mayer, Bispo de Campos, escreve:

    “sendo o Magistério pontifício infalível, e o de cada Bispo, ainda que oficial, falível, está na fragilidade humana a possibilidade de um ou outro Bispo vir a cair em erro; e a História registra algumas dessas eventualidades”[2].

    Aqui, pois, impõe-se uma conclusão: quando razões evidentes mostram que um Bispo, alguns Bispos em conjunto, ou mesmo todo o Episcopado de um país ou de uma parte do globo, caiam em erro, nada autoriza o fiel a abraçar esse erro sob a alegação de que não lhe é lícito divergir daqueles que foram colocados por Nosso Senhor à testa de seu rebanho. Ser-lhe-á lícito, ou até um dever, divergir de semelhantes ensinamentos episcopais. Tal divergência poderá mesmo, segundo as circunstâncias, ser pública [3]

    2. Uma definição do Vaticano I

    Passando dos documentos episcopais para os pontifícios, veremos inicialmente que, em princípio, também num ou noutro destes pode haver algum erro, mesmo em matéria de fé e moral.

    Isso se depreende da própria definição da infalibilidade pontifícia pelo I Concílio do Vaticano. Aí se estabelecem as condições sob as quais o Papa é infalível. É fácil compreender, pois, que, quando não se preenchem semelhantes condições, em princípio poderá haver erro num documento papal.[4]

    Em outros termos, poderíamos dizer que o simples fato de se dividirem os documentos do Magistéiro em infalíveis e não infalíveis, deixa aberta, em tese, a possibilidade de erro em algum dos não infalíveis. Essa conclusão se impõe com base no princípio metafísico enunciado por São Tomás de Aquino: “quod possibile est non esse, quandoque non est” — “o que pode não ser, às vezes não é”[5].

    Se, em princípio, num documento papal pode haver erro pelo fato de não preencher as quatro condições da infalibilidade, o mesmo deve ser dito em relação aos documentos conciliares que não preencham as mesmas condições. Em outras palavras, quando um Concílio não pretende definir dogmas, a rigor pode incidir em erros. Tal conclusão decorre da simetria existente entre a infalibilidade pontifícia e a da Igreja, posta em evidência pelo próprio I Concílio do Vaticano. [6]

    3. Suspensão do assentimento interno

    Em favor da tese de que, em princípio, pode haver erro mesmo em documentos pontifícios e conciliares, milita ainda o argumento de que teólogos dos mais conceituados admitem que, em casos muito especiais, o católico suspenda seu assentimento a uma decisão do Magistério.

    De si, as decisões pontifícias, mesmo quando não infalíveis, postulam o assentimento quer externo (“silêncio obsequioso”) quer interno dos fiéis. Pio XII declarou tal verdade em termos incisivos:

    “Nem se deve crer que os ensinamentos das Encíclicas não exijam “per se” o assentimento, sob o pretexto de que os Pontífices não exercem nelas o poder de seu supremo Magistério. Tais ensinamentos fazem parte do Magistério. Tais ensinamentos fazem parte do Magistério ordinário, para o qual também valem as palavras: Quem vos ouve, a Mim ouve” (Lc 10, 16). [7]

    Quando, entretanto, houver “uma oposição precisa entre um texto de Encíclica e os demais testemunhos da Tradição”[8] então será lícito ao fiel douto e que tenha estudado cuidadosamente a questão, suspender ou negar o seu assentimento ao documento papal.

    A mesma doutrina se encontra em teólogos de grande autoridade. Citemos alguns deles:

    a) Diekamp:
    “Esses atos não infalíveis do Magistério do Romano Pontífice não obrigam a crer, e não postulam uma sujeição absoluta e definitiva. Cumpre entretanto aderir com um assentimento religioso e interno a semelhantes decisões, uma vez que elas constituem atos do supremo Magistério da Igreja, e que se fundamentam em sólidas razões naturais e sobrenaturais. A obrigação de a elas aderir só pode começar a cessar no caso, que só se dá raríssimamente, em que um homem apto a julgar tal questão, depois de uma diligentíssima e repetida análise de todas as razões, chegue à persuasão de que na decisão introduziu-se o erro” [9]

    b) Pesch:
    “(…) deve-se assentir aos decretos das Congregações Romanas, enquanto não se torne positivamente claro que elas erraram. Como as Congregações, “per se”, não fornecem um argumento absolutamente certo em favor de dada doutrina, pode-se ou mesmo deve-se investigar as razões dessa doutrina. E assim, ou acontecerá que tal doutrina seja paulatinamente aceita em toda a Igreja, atingindo dessa maneira a condição de infalibilidade, ou acontecerá que o erro seja pouco a pouco detectado. Pois, como o referido assentimento religioso não se baseia numa certeza metafísica, mas apenas moral e ampla, não exclui todo o receio do erro. Por isso, logo que surjam motivos suficientes de dúvida, o assentimento será prudentemente suspenso: contudo, enquanto não surgirem tais motivos de dúvida, a autoridade das Congregações basta para obrigar a assentir.

    “Os mesmos princípios se aplicam sem dificuldade às declarações que o Sumo Pontífice emite sem envolver sua suprema autoridade, bem como às decisões dos demais superiores eclesiásticos, os quais não são infalíveis” [10]

    c) Merkelbach:
    “(…) enquanto a Igreja não ensina com autoridade infalível, a doutrina proposta não é de si irreformável; por isso, se “per accidens”, numa hipótese entretanto raríssima, depois de exame muito cuidadoso, a alguém parecer que existem razões gravíssimas contra a doutrina assim proposta, será lícito, sem temeridade, suspender o assentimento religioso interno (…)” [11]

    d) Hurter:
    “(…) se à mente do fiel se apresentarem razões graves e sólidas, sobretudo teológicas, contra (decisões do Magistério autêntico, quer episcopal, quer pontifício) ser-lhe-á lícito recear o erro, assentir condicionalmente, ou até mesmo suspender o assentimento (…)” [12]

    e) Cartechini:
    “Na hipótese de decisões não infalíveis, “deve o súdito dar um assentimento interno, exceto no caso em que tenha a evidência de que a coisa ordenada é ilícita (…). (…) se algum douto estudioso tiver razões gravíssimas para suspender o assentimento, poderá suspendê-lo sem temeridade e sem pecado (…)” [13].

    O conselho freqüentemente dado ao fiel em tais casos é de que “suspenda o juízo” sobre o assunto. Se essa “suspensão do juízo” importa numa abstenção, por parte do fiel, de qualquer tomada de atitude perante o ensinamento pontifício em questão, ela representa apenas uma as posições lícitas na hipótese considerada. De fato, a “suspensão do assentimento interno”, de que falam os teólogos, tem maior amplitude do que a mera “suspensão do juízo” da linguagem corrente. Conforme o caso, o direito de “suspender o assentimento interno” comportará o de recear que haja erro no documento do Magistério, o de duvidar do ensinamento nele contido, ou mesmo o de rejeitá-lo.

    4. Há quem não admita a suspensão do assentimento religioso

    À tese que vimos defendendo seria possível objetar que nem todos os autores admitem essa suspensão do assentimento interno. É o caso de Choupin [14], Pègues [15], Salaverri [16].

    Entretanto, mesmo esses autores não negam a possibilidade de erro nos documentos do Magistério: “dado que a decisão, não vem garantida pela infalibilidade, a possibilidade de erro não está excluída” [17]

    Eles sustentam apenas que a grande autoridade religiosa do Papa, o valor científico de seus consultores, e tudo mais que cerca os documentos não infalíveis, aconselham a não suspender o assentimento interno, mesmo quando um estudioso tenha razões sérias para admitir que a decisão pontifícia labore em erro.

    Não há por que analisarmos aqui com maiores detalhes a posição desses teólogos. No momento, basta-nos mostrar, como o fizemos,que mesmo eles admitem a possibilidade de erro em documentos do Magistério ordinário.

    Quanto ao julgamento a ser feito a propósito de sua tese segundo a qual nunca é permitido suspender o assentimento interno [18], não cremos que esses autores tenham olhado de frente a hipótese de se conjugarem no mesmo caso os seguintes fatores:

    1. que as circunstâncias da vida concreta obriguem o fiel, em consciência, a tomar atitude ante um problema;
    2. que ele tenha a evidência de que há uma oposição precisa entre o ensinamento do Magistério ordinário a esse respeito e os outros testemunhos da tradição.
    3. que a decisão infalível capaz de pôr termo à questão, não seja proferida.

    Na hipótese, doutrinariamente admissível, em que esses três fatores se conjuguem, não nos parece que teólogo algum condene a suspensão do assentimento interno à decisão não infalível. Condená-la seria mesmo um ato antinatural e de violência, pois redundaria em obrigar a crer, contra a própria evidência, em algo que não está garantido pela infalibilidade da Igreja.

    5. Há quem negue a possibilidade de erro em documentos não infalíveis.

    Contra a tese de que pode haver erros em documentos do magistério ordinário pontifício ou conciliar, caberia ainda outra objeção: segundo alguns autores de peso, como os Cardeais Franzelin e Billot, mesmo os documentos não infalíveis estão garantidos contra qualquer erro pela assistência do Divino Espírito Santo. [19]

    Assim, a tese que vimos defendendo poderia parecer menos incerta. E — perguntar-se-ia — não seria mais consentâneo com espírito eminentemente hierárquico, e até monárquico, da organização da Igreja, adotar o parecer desses eminentes teólogos? Não estaria mais de acordo com a condição de filhos da Igreja, admitir que mesmo em pronunciamentos não “ex catedra” seja absurdo ocorrer algum erro?

    Uma análise exaustiva desta questão levar-nos-ia muito além dos objetivos do presente trabalho. Por isso, desejamos apenas mostrar que mesmo os Cardeais Franzelin e Billot, bem como os teólogos que adotam a posição destes, em última análise admitem a possibilidade de erro nos documentos não infalíveis.

    Partem eles do pressuposto de que os documentos da Santa Sé ou ensinam uma doutrina infalível, ou declaram que determinada sentença é segura ou não segura:

    “Nestas declaração, embora a verdade da doutrina não seja infalível — dado que por hipótese não há a intenção de fechá-la — há entretanto uma segurança infalível, enquanto para todos é seguro abraçá-la, e não é seguro rejeitá-la, nem isto pode ser feito sem violação da submissão devida ao Magistério constituído por Deus” [20]

    Assim, pois, esses autores sustentam que nos pronunciamentos não infalíveis o Magistério não se compromete com a afirmação da verdade da doutrina que propõe, mas sustenta apenas que tal doutrina não oferece perigo para a fé, nas circunstâncias do momento.

    Tais teólogos reconhecem claramente que o ensinamento contido nesses documentos pode ser falso:

    “A doutrina em favor da qual existe sólida probabilidade de que não se oponha à regra de fé, SERÁ TALVEZ TEOLOGICAMENTE FALSA NO TERRENO ESPECULATIVO, isto é, se for tomada em relação à norma da fé, objetivamente considerada” [21]

    Torna-se patente, portanto, que mesmo esses autores admitem a possibilidade de erro no que diz respeito à doutrina contida em documentos do supremo Magistério ordinário.

    O que pensar sobre a teoria de que os pronunciamentos não infalíveis só visam declarar que uma doutrina é segura ou não segura? — Tal teoria não parece coadunar-se com os termos da maioria dos documentos da Santa Sé. Em alguns, é claro que só se trata da segurança ou do perigo de certa doutrina. Mas em numerosos outros — nas Encíclicas, por exemplo — é manifesto o propósito de apresentar ensinamentos como certos, e não apenas como seguros. Ademais, os autores em geral têm abandonado essa teoria [22].

    Não nos cabe aqui, entretanto, analisar detidamente a referida posição dos Cardeais Franzelin e Billot. Queremos apenas salientar que, mesmo segundo eles, em princípio não é de se excluir a possibilidade de erro de doutrina em documentos pontifícios ou conciliares.
    (…)

    ________________________________________

    RESISTÊNCIA PÚBLICA A DECISÕES DA AUTORIDADE ECLESIÁSTICA

    Arnaldo Xavier da Silveira

    A Igreja ensina que, em face de uma decisão desacertada da autoridade eclesiástica, pode-se dar que ao católico esclarecido seja lícito não apenas negar o seu assentimento a essa decisão, mas também, em certos casos extremos, opor-se-lhes mesmo de público. Mais ainda, tal oposição pode constituir verdadeiro dever [1]

    (…)

    B. “RESISTI-LHE EM FACE, PORQUE MERECIA REPREENSÃO”

    Será legítimo, em casos extremos, resistir até mesmo contra decisões do Soberano Pontífice?

    Respondendo a essa pergunta, transcreveremos apenas documentos relativos à resistência pública porque, se em certas circunstâncias esta é legítima, com mais razão o será opor-se privadamente a uma decisão papal. Autor algum, de que tenhamos notícia, jamais levantou dúvidas quanto ao direito de semelhante oposição privada. Esta poderá fazer-se de duas maneiras: expondo à Santa Sé as razões que haja contra o documento; ou através da “correção fraterna”, isto é, de uma advertência feita em particular, com o objetivo de obter a emenda da falta cometida [2].

    Passemos aos textos que admitem a resistência pública em casos especialíssimos:

    a) Santo Tomás de Aquino. Ensina o Doutor Angélico, em diversas de suas obras, que em casos extremos é lícito resistir publicamente a uma decisão papal, como São Paulo resistiu em face a São Pedro:
    “(…) havendo perigo próximo para a fé, os prelados devem ser arguidos, até mesmo publicamente, pelos súditos. Assim, São Paulo, que era súdito de São Pedro, arguiu-o publicamente, em razão de um perigo iminente de escândalo em matéria de Fé. E, como diz a Glosa de Santo Agostinho, “o próprio São Pedro deu o exemplo aos que governam, a fim de que estes afastando-se alguma vez do bom caminho, não recusassem como indigna uma correção vinda mesmo de seus súditos” (ad Gal 2, 14)”[3].

    No comentário à Epístola aos Gálatas, ao estudar o episódio em que São Paulo resistiu em face a São Pedro, assim escreve Santo Tomás:
    “A repreensão foi justa e útil, e o seu motivo não foi leve: tratava-se de um perigo para a preservação da verdade evangélica (…).
    “O modo como se deu a repreensão foi conveniente, pois foi público e manifesto. Por isso, São Paulo escreve: “Falei a Cefas”, isto é, a Pedro, “diante de todos”, pois a simulação praticada por São Pedro acarretava perigo para todos. — Em 1 Tm 5, 20, lemos: “aos que pecarem, repreende-os diante de todos”. Isso se há de entender dos pecados manifestos, e não dos ocultos, pois nestes últimos deve-se proceder segundo a ordem própria da correção fraterna”[4].

    Santo Tomás observa ainda que a referida passagem da Escritura contém ensinamentos tanto para os prelados quanto para os súditos:
    “Aos prelados (foi dado exemplo) de humildade, para que não se recusem a aceitar repreensões da parte de seus inferiores e súditos; e aos súditos (foi dado) exemplo de zelo e liberdade, para que não receiem corrigir seus prelados, sobretudo quando o crime for publico e redundar em perigo para muitos”[5].

    b) Vitória. Escreve o eminente teólogo dominicano do século XVI:
    “Caietano, na mesma obra em que defende a superioridade do Papa sobre o Concílio, diz no cap. 27: “Logo, deve-se resistir em face ao Papa que publicamente destrói a Igreja, por exemplo, não querendo dar benefícios eclesiásticos senão por dinheiro ou em troca de serviços; e se há de negar, com toda a obediência e respeito, a posse de tais benefícios àqueles que os compraram”
    “E Silvestre (Prierias), na palavra Papa, §4, pergunta: “Que se há de fazer quando o Papa, por seus maus costumes, destrói a Igreja?” E no §15: “Que fazer se o Papa quisesse, sem razão, ab-rogar o Direito positivo?” A isso responde: “Pecaria certamente; não se deveria permitir-lhe agir assim, nem se deveria obedecer-lhe no que fosse mau; mas dever-se-ia resistir-lhe por uma repreensão cortês”.
    “Em conseqüência, se desejasse entregar todo o tesouro da Igreja ou o patrimônio de São Pedro a seus parentes, se desejasse destruir a Igreja, ou outras coisas semelhantes, não se lhe deveria permitir que agisse de tal forma, mas ter-se-ia a obrigação de opor-lhe resistência. A razão disso está em que ele não tem poder para destruir; logo, constando que o faz, é lícito resistir-lhe.
    “De tudo isto resulta que, se o Papa, com suas ordens e atos, destrói a Igreja, pode-se resistir-lhe e impedir a execução de seus mandatos […]
    “Segunda prova da tese. Por direito natural é lícito repelir a violência pela violência. Ora, com tais ordens e dispensas, o Papa exerce violência, porque age contra o Direito, conforme ficou acima provado. Logo, é lícito resistir-lhe. Com observa Caietano, não afirmamos tudo isto no sentido de que a alguém caiba ser juiz do Papa ou ter autoridade sobre ele, mas no sentido de que é lícito defender-se. A qualquer um, com efeito, assiste o direito de resistir a um ato injusto, de procurar impedi-lo e de defender-se”[6]

    c) Suarez:
    “Se (o Papa) baixar uma ordem contrária aos bons costumes, não se há de obedecer-lhe; se tentar fazer algo manifestamente oposto à justiça e ao bem comum, será lícito resistir-lhe; se atacar pela força, pela força poderá ser repelido, com a moderação própria à defesa justa (cum moderamine inculpatae tutelae)”[7]

    d) São Roberto Belarmino
    “(…) assim como é lícito resistir ao Pontífice que agride o corpo, assim também é lícito resistir ao que agride as almas, ou que perturba a ordem civil, ou sobretudo, àquele que tentasse destruir a Igreja. Digo que é lícito resistir-lhe não fazendo o que ordena e impedindo a execução de sua vontade; não é lícito, contudo, julgá-lo, puni-lo ou depô-lo, pois estes atos são próprios a um superior”[8].

    e) Cornélio a Lapide. Mostra o ilustre exegeta que, segundo Santo Agostinho, Santo Ambrósio, São Beda, Santo Anselmo e muitos outros Padres, a resistência de São Paulo a São Pedro foi pública “para que desse modo o escândalo público dado por São Pedro fosse remediado por uma repreensão também pública”[9].

    Depois de analisar as diversas questões teológicas e exegéticas suscitadas pela atitude assumida por São Paulo, Cornélio a Lapide escreve:
    “que os superiores podem ser repreendidos, com humildade e caridade, pelos inferiores, a fim de que a verdade seja defendida, é o que declaram, com base nesta passagem (Gl 2, 11), Santo Agostinho (Epist. 19), São Cipriano, São Gregório, São Tomás e outros acima citados. Eles claramente ensinam que São Pedro, sendo superior, foi repreendido por São Paulo (…). Com razão, pois, disse São Gregório (Homil. 18 in Ezech.): “Pedro calou-se a fim de que, sendo o primeiro na hierarquia apostólica, fosse também o primeiro em humildade”. E Santo Agostinho escreveu (Epist. 19 ad Hieronymum): “Pedro calou-se a fim de que, sendo o primeiro na hierarquia apostólica, fosse também o primeiro em humildade”. E Santo Agostinho escreveu (Epist. 19 ad Hieronymum): “Ensinando que os superiores não recusem deixar-se repreender pelos inferiores, São Pedro deu à posteridade um exemplo mais incomum e mais santo do que deu São Paulo ao ensinar que, na defesa da verdade, e com caridade, aos menores é dado ter a audácia de resistir sem temor aos maiores”[10]

    f) Wernz e Vidal. Citando Suarez, a obra “Ius Canonicum”, de Wernz-Vidal, admite que, em casos extremos, é lícito resistir a um Papa:
    “Os meios justos a serem empregados contra um mau Papa são, segundo Suarez (“Defensio Fidei Catholicae, lib. IV, cap. 6, nn. 17-18), o auxílio mais abundante da graça de Deus, a especial proteção do Anjo da guarda, a oração da Igreja Universal, a advertência ou correção fraterna em segredo ou mesmo em público, bem como a legítima defesa contra uma agressão quer física quer moral”[11].

    g) Peinador. Os autores de nossos dias fazem suas asserções dos antigos sobre a matéria que estamos analisando. Assim é que Peinador, citando largos trechos de Santo Tomás, escreve:
    “(…) também o súdito pode estar obrigado à correção fraterna de seu superior” (S. T. II-II, 33, 4). Pois também o superior pode ser espiritualmente indigente, e nada impede que de tal indigência seja libertado pelo súdito. Todavia, “na correção pela qual os súditos repreendem a seus prelados, cumpre agir de modo conveniente, isto é, não com insolência e aspereza, mas com mansidão e reverência.” (S. T., ibidem). Por isso, em geral, o superior deve ser sempre advertido privadamente. “Tenha-se entretanto presente que, havendo perigo próximo para a fé, os prelados devem ser argüidos, até mesmo publicamente, pelos súditos” (S. T., II-II, 33, 4, 2)” [12]

    C. UMA DIVERGÊNCIA QUE REPUTAMOS APENAS APARENTE

    Como vemos, são numerosos e de grande peso os autores que declaram lícito, em casos extraordinários, opor-se mesmo de público a uma decisão errônea da autoridade eclesiástica, e até da Sé Romana. Se a isso acrescentarmos os exemplos históricos de Santos que procederam dessa forma, concluiremos que se trata de tese pacífica na Santa Igreja.

    Um fato existe, contudo, que a alguns parecerá tirar a essa tese o seu caráter pacífico: em obras tanto de Dogma quanto de Moral, é freqüente — e mesmo comum — a sentença de que nunca é lícito ao fiel romper o silêncio obsequioso em relação a um documento papal, mesmo em face da evidência de que nele existe algum erro.

    Em trabalho anterior já abordamos a delicada questão da quebra do silêncio obsequioso. Apenas para fixar os dados fundamentais do problema, resumiremos rapidamente o que escrevemos então:

    1. Um documento do Magistério só é por si próprio infalível quando preenche as condições explicitadas pelo I Concílio do Vaticano[13]
    2. Os documentos que não preenchem essas condições não são de si infalíveis, e podem portanto, em princípio e em casos embora raríssimos, conter algum erro;
    3. Não é, pois, de se excluir, em princípio, a hipótese de que pessoa douta, depois de acurado exame de determinado documento do Magistério não infalível, chegue à evidência de que nele há algum erro.
    4. Nessa hipótese, será necessário agir com circunspecção e humildade, empregando todos os meios razoáveis para esclarecer a questão, entre os quais avulta a representação ao órgão do Magistério de onde emanou o documento;
    5. Se, empregados todos os recursos aconselháveis, persistir a evidência do erro, será lícito suspender, nesse ponto, o assentimento interno que de si o documento postula.

    — Aqui se põe a questão que ora nos ocupa: será lícito também, pelo menos em casos extremos, recusar à declaração pontifícia o acatamento externo, isto é, o chamado silêncio obsequioso? Em outras palavras: em alguma hipótese será lícito opor-se externamente, quiça mesmo de público a um documento do Magistério romano?

    É na resposta a essa pergunta que os autores aparentemente divergem.

    De uma parte, com efeito, grandes teólogos, como os citados acima, admite em princípio que, em certas circunstâncias, o fiel tem o direito e mesmo o dever de “resistir em face” a Pedro. De outra parte, teólogos eminentes parecem sustentar que em hipótese absolutamente nenhuma será lícito romper o chamado silêncio obsequioso.

    Antes, porém, de propor a solução que julgamos conciliar as opiniões de uns e outros, desejamos colocar sob os olhos do leitor alguns textos característicos em que parece estar fechada qualquer porta para uma quebra do silêncio obsequioso.

    D. O SILÊNCIO OBSEQUIOSO PARECE IMPOR-SE SEMPRE.

    a) Straub. Assim expõe Straub a questão:
    “pode acontecer, per accidens, que (…) a alguém o decreto se apresente como certamente falso, ou como oposto a um argumento tão sólido, (…) que a força desse argumento não seja de forma alguma anulada pelo peso da autoridade sagrada; (…) na primeira hipótese, será lícito dissentir; na segunda, será lícito duvidar, ou ainda ter como provável a sentença discrepante do decreto sagrado; contudo, em vista da reverência devida à autoridade sagrada, NÃO SERÁ LÍCITO CONTRADIZÊ-LA PUBLICAMENTE (…); MAS DEVERÁ SER MANTIDO O SILÊNCIO, denominado obsequioso”[14]

    b) Merkelbach. Na “Summa Theologiae Moralis”, Merkelbach encerra com as seguintes palavras o exame da matéria:
    “se per accidens, numa hipótese entretanto raríssima, depois de exame muito cuidadoso, a alguém parecer que existem razões gravíssimas contra a doutrina assim proposta, será lícito, sem temeridade, suspender o assentimento interno; externamente, entretanto, SERÁ OBRIGATÓRIO O SILÊNCIO OBSEQUIOSO, em razão da reverência devida à Igreja”[15]

    c) Mors. Conceitua o Pe. José Mors o “silêncio obsequioso” da seguinte forma:
    “é a sujeição externa e reverencial à autoridade eclesiástica; consiste em que nada seja dito (de público) contra seus decretos. Tal silêncio é exigido pelo apreço devido à autoridade eclesiástica e pelo bem da Igreja. MESMO NO CASO EM QUE O CONTRÁRIO FOSSE VERDADEIRAMENTE EVIDENTE”.[16]

    E o Pe. Mors, depois de expor a doutrina tradicional sobre o assentimento devido aos documentos do Magistério, conclui:

    “Entretanto, se houver contra o decreto razões verdadeiramente evidentes, cessará a obrigação do assentimento interno; MAS MESMO ENTÃO PERMANECERÁ A OBRIGAÇÃO DO SILÊNCIO. Tal caso, contudo, não ocorrerá facilmente”[17]

    d) Zalba:
    “Per accidens, o assentimento interno poderá ser negado, caso conste com certeza a falsidade (do ensinamento de uma Congregação Romana); do mesmo modo, será lícito duvidar, quando houver para isso razões verdadeiramente sólidas. Mas tanto num caso como no outro, CUMPRE MANTER O SILÊNCIO OBSEQUIOSO EXTERNO”[18]

    (…)

    F. DESFAZENDO UMA DIVERGÊNCIA APARENTE

    Isto posto, convidamos o leitor a reler detidamente as passagens acima referidas, ou quaisquer outras em que teólogos declarem ser sempre ilícita a quebra do chamado silêncio obsequioso. O texto e o contexto de tais passagens tornam patente que nelas se estabelece apenas um princípio geral, válido para os casos ordinários. Não se consideram, ali, hipóteses admissíveis, mas raras e extraordinárias, mais próprias à casuística, como são aquelas que tinham em vista São Tomás de Aquino e os demais autores anteriormente citados. Não se considera, por exemplo:

    1. a hipótese de um erro que acarrete ao povo cristão “perigo próximo para a fé” (como se deu, explica Santo Tomás, no episódio em que São Paulo resistiu em face a São Pedro);
    2. a hipótese de erro que constitua uma “agressão às almas” (expressão de São Roberto Bellarmino).

    Em outros termos, a leitura das passagens em que os autores declaram proibido todo e qualquer rompimento do silêncio obsequioso, mostra que eles consideram apenas o caso de alguém que, “in sede doctrinaria”, isto é, no mero terreno da especulação teológica, diverge de um ponto do documento magisterial. Eles não têm em visa, com isso, declarar que também no terreno prático, na solução de um caso de consciência concreto que aflige o fiel, seja sempre ilícito agir publicamente em desacordo com a decisão do Magistério.

    Se tais autores, portanto, fossem colocados diante de “um perigo próximo para a fé” (Santo Tomás), podemos sustentar com toda segurança que também eles, seguindo as pegadas do Anjo das Escolas — para não dizermos as de São Paulo — autorizariam uma resistência pública.

    Se se vissem em face de uma “agressão às almas” (São Roberto Bellarmino), ou de um “escândalo público” (cf. Cornélio a Lapide) em matéria doutrinária; ou de um Papa “que se houvesse afastado do bom caminho” (Santo Agostinho) por seus ensinamentos errôneos e ambíguos; ou de um “crime público” que redundasse em perigo para a fé de muitos (Santo Tomás) — como poderiam negar o direito de resistência e, se necessário, de resistência pública?

    — A nosso ver, seria absolutamente insuficiente e mesmo falha a explicação – que poderia ocorrer a alguns – de que a referida divergência entre os autores se resolveria com a distinção entre as decisões disciplinares e as doutrinárias. Às primeiras seria lícito resistir, às segundas, não. Semelhante explicação nos parece falsa por duas razões principais:

    1. os argumentos apresentados pelo primeiro grupo de autores citados valem para as decisões tanto doutrinárias quanto disciplinárias. Umas e outras podem, por exemplo, acarretar o “perigo próximo para a fé” em que Santo Tomás baseia seu raciocínio. E, por outro lado, os argumentos do segundo grupo de autores também valem para as decisões disciplinares como para as doutrinárias. Se o “respeito devido à autoridade sagrada”, por exemplo, exige um silêncio absoluto em face de decisões doutrinárias errôneas, por que não o exigirá em face de decretos disciplinares injustos?

    2. desde que se admita a possibilidade de erro doutrinário em documentos do Magistério — possibilidade essa que em princípio não se vê como excluir [19]. — é inquestionável que também no terreno doutrinário haverá lugar para casos de consciência gravíssimos, que tornem lícita ou mesmo obrigatória a resistência do fiel. Sustentar o contrário seria desconhecer o papel fundamental da Fé na vida cristã.

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    ________________________________________

    NOTAS DO ARTIGO “PODE HAVER ERRO EM DOCUMENTO DO MAGISTÉRIO PONTIFÍCIO OU CONCILIAR?”

    [1] Em substância, este capítulo reproduz artigo que publicamos em “Catolicismo”, no. 223, de julho de 1969.
    [2] D. Antônio de Castro Mayer, “Carta Past. sobre Probl. do Ap. Mod.”, pág. 119 — sobre a possibilidade, admitida por todos os autores católicos, de Bispos e mesmo Episcopados inteiros caírem em erro e até em heresia, pode-se ver: Pesch, “Prael. Dogm.”, tomus I, pp. 259-261; Hurter, “Theol. Dogm. Comp.”, tomus I, p. 263; D´Herbigny, “Theol. de Ecc.”, vol. II, p. 309; Hervé, “Man. Theol. Dogm.”, vol. I, p. 485; Salaverri, “De Ecc. Christi”, p. 682.
    [3] v. capítulo XI, pp. 67 ss.
    [4] O I Concílio do Vaticano ensina que o Sumo Pontífice é infalível “quando fala ex-cathedra, isto é, quando, no uso de sua prerrogativa de Doutor e Pastor de todos os cristãos, e por sua suprema autoridade apostólica, define a doutrina que matéria de fé e moral deve ser sustentada por toda a Igreja” (Denz.-Sch. 3074). Sobre a mesma matéria, ver II Concílio do Vaticano, “Lumen Gentium”, no. 25.
    [5] S. Tomás de Aq., “Suma Tehol.”, I, q. 2, a. 3, c., “Tertia via”.
    [6] Denz.-Sch. 3074.
    [7] Pio XII, Enc. “Humani Generis”, p. 11.
    [8] Dom nau, “Une Source Doct.: les Enc.”, pp. 83-84.
    [9] Diekamp, “Theol. Dogm. Man.”, vol. I, p. 72.
    [10] Pesch, “Prael. Dogm.”, vol. I, pp. 314-315.
    [11] Merkelbach, “Summa Theol. Mor.”, vol. I, p. 601.
    [12] Hurter, “Theol, Dogm. Comp.”, vol. I, p. 492.
    [13] Cartechini, “Dall´Op. al Domma”, pp. 153-154. — No mesmo sentido pronunciam-se Pesch, “Comp. Theol. Dogm.”, pp. 238-239; Lercher, “Inst. Theol. Dogm.”, vol. I, pp. 297-298; Forget, Verbete “Congrégations Romaines”, no. “Dict. Théol. Cath.”, tome III, cols. 1108-1111; Mors, “Inst. Theol. Fundam.”, tomus II, p. 187; Acrtnys-Damen, “Theol. Mor.”, tomus I, p. 270; Zalba, “Theol. Mor. Comp.”, vol. II, p. 30, nota 21.
    [14] “Valeur des Déc. Doct. et Disc. du St.-Siège”, pp. 53 ss e 88 ss; “Motu Proprio Praest.”, pp. 119 ss; “Le Décret du St.-Off.”, pp. 415-416.
    [15] Artigo em “Revue Thomiste”, novembro-dezembro 1904, p. 531, citado por Choupin, “Valeur des Déc. Doct. et Disc. du St.-Siège”.
    [16] “De Ecc. Christi”, pp. 725-726.
    [17] Choupin, “Valeur des Déc. Doct. et Disc. du St.-Siège”, p. 54 – ver Pègues, artigo em “Revue Thomiste”, novembro-dezembro de 1904, p. 531; Salaverri, “De Ecc. Christi”, p. 722.
    [18] Ver nosso artigo “Qual a autoridade doutrinária dos documentos pontifícios e conciliares?”, em “Catolicismo”, no. 202, de outubro de 1967, p. 7, 1a. coluna.
    [19] Franzelin, “Tract. de Div. Trad. et Scrip.”, pp. 116-120; Billot, “Tract. de Ecc. Christi”, tomo I, pp. 434-439.
    [20] Franzelin, “Tract. de Div. Trad. et Scrip.”, loc. cit.
    [21] Billot, “Tract. de Ecc. Christi”, tomo I, p. 436. As maiúsculas são nossas.
    [22] Ver Hervé, “Man. Theol. Dogm.”, vol. I, p. 513; Cartechini, “Dall´Op. al Domma”, passim; Salaverri, “De Ecc. Christi”, p. 726; Journet, “L´Egl. du Verbe Inc.”, vol. I, pp. 455-456, o qual, apelando para a sentença do Card. Franzelin, na realidade dá, às palavras do antigo professor da Gregoriana, uma interpretação que lhe modifica totalmente o pensamento.

    NOTAS DO ARTIGO “RESISTÊNCIA PÚBLICA A DECISÕES DA AUTORIDADE ECLESIÁSTICA”

    [1] Em substância, este capítulo reproduz artigo que, com o mesmo título, publicamos no mensário “Catolicismo”, no. 224, de agosto de 1969.
    [2] Sobre a resistência privada a decisões papais ou das Congregações Romanas, pode-se ver: Santo Tomás de Aq., in IV Sent., dist. 19, q. 2, a. 2; “Summa Theol.”, II-II, 33, 4; Suarez, “Def. Fidei Cath.”, lib. IV, cap. VI, nn. 14-18; Pesch, “Prael. Dogm”, tomus I, pp. 314-315; Bouix, “Tract. de Papa”, tomus II, pp. 635 ss; Hurter, “Theol. Dogm. Comp.”, tomus I, pp. 491-492; Peinador, “Cursus Brev. Theol. Mor.”, tomus II, vol. I, pp. 286-287; Salaverri, “De Ecc. Christi”, pp. 725-726.
    [3] S. Tomás de Aq., “Suma Theol.”, II-II, 33, 4, 2.
    [4] S. Tomás de Aq., ad Gal., 2, 11-14, lect. III. nn.
    [5] S. Tomás de Aq., ad Gal, 2, 11-14, lect. III, n.
    [6] Vitoria, “Obras de Francisco de Vitoria”, pp. 486-487.
    [7] Suarez, “De Fide”, disp. I, sect. VI, n. 16.
    [8] S. Roberto Bell., “De Rom. Pont.”, lib. II, c. 29.
    [9] Cornelius a Lapide, ad Gal., 2, 11.
    [10] Cornelius a Lapide, ad Gal., 2, 11.
    [11] Wernz-Vidal, Ius can, vol. II, p. 436.
    [12] Peinador, “Cursus Brevior Theol. Mor.”, tomus II, vol. I, p. 287 — Para maior aprofundamento dessa matéria, pode-se ainda ver: S. Tomás Aq., in IV Sent., d. 19, q. 2, a. 2, ql. 3, aol. et ad 1; Suarez, “De Legibus”, lib. IX, cap. XX, nn. 19-29; “Def. Fidei Cath”, lib. IV, cap. VI, nn. 14-18; Reiffenstuel, “Theol. Mor”, tract. IV, dist. VI, qq. 5, nn. 51-54, pp. 162-163; Mayol, “Praeamb. ad Dec.”, tomus XIII, q. III, a. 4, col. 918; Gury-Ballerini, “Comp. Theol. Mor”, tomus I, pp. 222-2227; Card. C. Mazzella, “De Reilg. et Ecc.”, pp. 747-748; Urdanoz, Coment. a Vit., pp. 426-429.
    [13] Ver nosso artigo “Pode haver erro em documento do Magistério Pontifício ou Conciliar?”, Catolicismo no. 223, julho de 1969.
    [14] Straub, “De Ecc. Christ”, vol. II, § 968; ver Salaverri, “De Ecc. Christi”, p. 725 – As maiúsculas são nossas.
    [15] Merkelbach, “Summa Theol. Mor.”, vol. I, p. 601. – As maiúsculas são nossas.
    [16] Mors, “Inst. Theol. Fundam.”, tomus II, p. 187. – As maiúsculas são nossas.
    [17] Mors, “Inst. Theol. Fundam.”, tomus II, p. 187. – As maiúsculas são nossas.
    [18] Zalba, “Theol. Mor. Comp.”, vol. II, p. 30, nota 21. — no mesmo sentido pronunciam-se ainda: Tanquerey, “Syn. Theol. Dogm.”, tomus I, p. 640; Choupin, “Valeur des Déc. Doctr. et Disc. du St.-Siège”, p. 91; Caterchini, “Dall´Op. al Domma”, p. 154.
    [19] Ver nosso artigo “Pode haver erro em documentos do Magistério?” (Catolicismo, no. 223, julho de 1969), em seus traços essenciais reproduzido no capítulo IX do presente trabalho (pp. 53 ss.)

  31. Caro Sr. Vítor José,
    Viva Cristo Rei! Salve Maria!
    Maritain, no livro “La paysan de la garone”, diz que “o modernismo da época conciliar, faz parecer o modernismo da época de São Pio X, um resfriado”. Em seu comentário, o Sr. nos diz:
    “Sr. Gederson, os Bispos que participaram do Concílio Vaticano II viram sim o “bicho feio” lá no meio do Magistério da Santa Igreja, e, tentando astuciosamente e espertamente levar a Igreja a Ensinar os ERROS Modernistas, mas a Assistência do Espírito Santo é lógico que não permitiria que o Magistério Católico aprovasse e promulgasse o Mal, pois seria a Igreja, com sua Autoridade Legítima, encaminhando as almas ao Inferno e se autodestruindo, o que é IMPOSSÍVEL.”
    São Pio X, tomou várias medidas contra o modernismo e promulgou o famoso “Juramento contra o modernismo.” A grande maioria dos Católicos, dizem que o Concílio Vaticano II, não poderia ter se calado, em face do comunismo (tido como a heresia cristã perfeita e o maior inimigo do Cristianismo em todos os tempos). O silêncio sobretudo, se deu graças a vergonhosa “Ostipolitik” e o não menos vergonhoso pacto de Metz. De minha parte discordo desta análise, porque o inimigo principal da Igreja, ainda na década de 1960, era o modernimo, reformulado pela Nova Teologia. Contra o modernismo, o magistério do Concílio Vaticano II, não fez absolutamente e ao término do Concílio, o Papa Paulo VI, ainda aboliu o juramento contra o modernismo, que já não faria nenhum sentido, uma vez que o modernismo triunfou no Concílio.
    Em todos os tempos e lugares, seria impensável vermos autoridades da Igreja, dizendo publicamente não crerem na ressurreição (Cardeal Kasper), na Igreja (Cardeal Lehman), no dogma da Redenção (Zollist), etc. Tal realidade se tornou possível apenas depois do Concílio Vaticano II. Será que o Sr. poderia nos explicar, como a Igreja pode permitir que altos prelados, tenham liberdade para professar publicamente suas heresias? Lembro ainda que os três, eram membros da Nova Teologia, bem como Henrici de Lubac, Ives Congar, Fisichela, etc. Todos de uma maneira ou de outra, foram atingidos pela Humani Generis, como explicar que logo após o Concílio, eles se tornaram Bispos, Cardeais e “Papabilis” ?
    No restante do seu comentário, você apenas faz citações da Pascendi. No bom e já muito conhecido estilo protestante, não diz coisa com coisa. Lembra muito Dom Rífan, que em traz muitas citações em seus textos e “árgila” para unir as partes.
    Sobre a frase “Roma perderá a fé, e se tornará a sede do anticristo”, creio que quando Pio IX, aprovou a mensagem de La Salette, ele não quis condenar o fundamento da Igreja. Muito menos Nossa Senhora, a autora da mensagem, ou será que você considerá um e outro protestantes?
    Alguém também poderia se utilizar do fato de satanás, utilizar das sagradas escrituras, para tentar nosso Senhor, para condenar a existência das Sagradas Escrituras. Contudo isto seria um grande sofisma, pois o mau uso das escrituras, não justifica seu desuso, muito menos as tornam inútil. O mesmo se aplica a falsa interpretação de Protestantes, Sedevacantistas ou de qualquer um que seja, sobre a mensagem de La Sallete, que concorda com vários ensinamentos de Cristo e dos Apóstolos, sobre a grande apostasia. Repare que a grande apostasia, se dará na Igreja, não será da Igreja, pois ela por tudo que conhecemos, não pode e jamais irá apostatar.
    Sobre o 3º Segredo, disse o Cardeal Oddi:

    “Não tem nada a ver com Gorbachev. A Virgem Abençoada nos alertou contra a apostasia na Igreja.”
    O Cardeal Ciappi:
    “No terceiro segredo se profetiza, entre outras coisas, que a grande apostasia na Igreja partirá de seu cume”.
    Antônio Socci, em Carta ao Cardeal Bertone:
    “O Cardeal Ottaviani e o Cardeal Ciappi (“no terceiro segredo se profetiza, entra outras coisas, que a grande apostasia na Igreja partirá da sua cúpula”). Um conceito análogo transparece das palavras de Lucia ao padre Fuentes e de duas declarações do Cardeal Ratzinger. Eu noticiei isso só como jornalista, explicando que muitos interpretam a apostasia em referência aos efeitos do Concílio. (A.Socci, Carta Aberta ao Cardeal Bertone).

    Fique com Deus.

    Abraço

  32. Prezado sr. Gederson, Salve Maria!

    A Infiltração de hereges na mais alta cúpula da Igreja não é algo da época do Concílio Vaticano II, na História da Igreja ainda tem fatos piores que a Infiltração.

    Sr. Gederson, eu não sabia que citar Documentos Papais para defender o Magistério Católico, fosse um estilo protestante. Que eu saiba, os protestantes detestam o Magistério da Igreja.

    Sr. Gederson, com relação à frase, a qual eu, contrariamente aos sedevacantistas e protestantes, evito dizer, não defendo como sendo mentirosa ou caluniadora em si, porém é usada no geral para caluniar o Papa e a Santa Sé. Como o sr. faz questão de se opor publicamente ao Magistério Católico em certos Ensinamentos, o sr. foi infeliz em trazer tal frase. Não aceito a colocação desta frase nos debates.

    Sr. Gederson se o sr. não concorda que a Igreja possa apostatar, o sr. também deveria concordar que Ela não tem como Ensinar herezias ou erros contra a Fé. Ora, os Poderes de Ensinar, Governar e Santificar da Igreja estão com quem? Com o Magistério Dela, que existe nos Bispos e Papas Vivos, não só mortos. O mesmo Poder Divino que os Apóstolos receberam de Deus sobrevive nos seus sucessores legítimos, através da sucessão apostólica, que acontece com a transmissão dos Poderes e, tudo sob a Chefia do Papa, assim como os Apóstolos ensinavam sob a Chefia de Pedro. As pessoas do Magistério morrem e podem se condenar, porém o Poder Divino fica Vivo na Sucessão Apostólica, que acontece desde os Apóstolos e vai até o Fim do Mundo. Portanto, os Apóstolos e Bispos falecidos não tinham mais Poder ou mais Assistência Divina que os Bispos atualmente Vivos. A Autoridade Magisterial é Viva, não morre. Portanto não existe diferença entre a Autoridade Magisterial que os mortos exerceram e a Autoridade Magisterial dos Bispos Vivos. A Autoridade Magisterial é uma só. Os escritos dos Bispos, com Autoridade Magisterial, quando eles morrem, viram Documentos da Tradição Católica (diferente de Magistério), e, a influência de autoridade que esses escritos exercerem vão se dar ao Magistério Vivo. Não existem Sagrada Escritura e Sagrada Tradição Inspiradas pelo Espírito Santo sem o Magistério Vivo, que recebe a Inspiração, Ora, quando os Apóstolos e Santos Padres foram Inspirados, eles eram Vivos. E quem ensina oralmente é o Magistério Vivo. Querer interpretar a Tradição sem o Magistério Vivo é afastar-se da Assistência Divina.

  33. Prezado Vitor José,

    Gostaria que me explicasse algo a respeito do magistário vivo.
    Partindo do princípio que o papa e os bispos, em comunhão com ele, são a voz do magistário vivo, aos quais está garantida a assistência do Espírito Santo, lhe pergunto: essa assistência do Espírito Santo depende da vontade e do intelecto do prelado para se fazer atual, ou ela atua absolutamente, coagindo o indivíduo a ensinar sem erro?

    Abraço!

  34. Prezado sr. Renato Felipe, Salve Maria!

    Sua questão é de Mística e eu não me atrevo ir longe.

    Só posso lhe dizer que é IMPOSSÍVEL pela Assistência Divina, o Magistério Católico Fundamentado no Papa, falhar a ponto de Ensinar Magisterialmente, com Aprovação e Promulgação, heresias ou erros contra a Fé e a Moral. Como o Epírito Santo vai agir para impedir esse tipo de falha, não sei, nem me atrevo supor o modo. Só sei que Ele é Deus, prometeu a Assistência Divina ao Magistério Vivo, mandou que o que o Magistério Vivo ensinasse fosse recebido como os Ensinamentos Dele Próprio e, vários santos doutores defendem essa IMPOSSIBILIDADE de o Magistério em sua totalidade falhar nisto. Sei também que o Espírito Santo em casos de maior gravidade agirá mais intensamente. A História da Igreja, também não viu tal Falha.
    Fique com Deus e Nossa Senhora!

  35. Prezados, Salve Maria!

    Gostaria de registrar essa resposta ao Comentário do sr. Luciano, citando o livro do sr. Arnaldo Xavier da Silveira.

    O sr. quer acrescentar nos comentários os Argumentos de um teólogo ou leigo que não faz parte do Magistério da Igreja. Então eu já lhe digo que pessoas como eu e o sr. devemos seguir o Magistério Católico e, que embora os teólogos possam debater com o Magistério da Igreja sobre coisas que não foram ainda proclamadas Dogmas. ABSOLUTAMENTE TODOS OS LEIGOS QUE QUEIRAM FAZER PARTE DA IGREJA CATÓLICA SÃO OBRIGADOS A SEGUIREM E A ADERIREM AOS ENSINAMENTOS DO MAGISTÉRIO DA IGREJA, INDEPENDENTEMENTE DE OS ENSINAMENTOS DO MAGISTÉRIO DIVERGIREM OU NÃO DAS TESES DE TEÓLOGOS, POR MAIS SANTO QUE POSSA SER UM TEÓLOGO.
    Analisemos partes do texto:
    1. Possibilidade de erro em documentos episcopais

    “Primeiramente devemos notar que o Magistério da Igreja se compõe do Papa e dos Bispos — únicos autorizados a falar oficialmente em nome da Igreja, como intérpretes autênticos da Revelação. Sacerdotes e teólogos não gozam do privilégio da infalibilidade, em hipótese alguma, nem mesmo quando ensinam com a missão canônica recebida do Papa ou de um Bispo.
    Também os Bispos, quando falam isoladamente ou em conjunto, podem errar — a menos que, em Concílio ou fora dele, definam um dogma, em forma solene, com o Sumo Pontífice.
    É pacífico na doutrina da Igreja o princípio de que os Bispos nunca são infalíveis em pronunciamentos que façam sem o Sumo Pontífice. Em sua Carta Pastoral sobre Problemas do Apostolado Moderno, D. Antônio de Castro Mayer, Bispo de Campos, escreve:
    “sendo o Magistério pontifício infalível, e o de cada Bispo, ainda que oficial, falível, está na fragilidade humana a possibilidade de um ou outro Bispo vir a cair em erro; e a História registra algumas dessas eventualidades”[2].”. Isso está TOTALMENTE DE ACORDO COM OS ENSINAMENTOS DO MAGISTÉRIO e, em outros comentários eu defendo claramente isso. Não vou fazer aqui citações minhas já escritas para não prolongar muito o texto.

    2. Uma definição do Vaticano I

    “Passando dos documentos episcopais para os pontifícios, veremos inicialmente que, em princípio, também num ou noutro destes pode haver algum erro, mesmo em matéria de fé e moral.”. Nem todo Escrito Papal possui o exercício da Autoridade Papal, como vemos o anátema ao Papa Honório I através de cartas dele. Faço aqui a questão de diferenciar Documentos Papais, que tem Autoridade Papal, de qualquer escrito Papal, pois o Ensinamento Papal ocorre na maneira de o Papa se expressar. Sobre o Conílio Vaticano I temos a Proclamação do Dogma da Infalibilidade: “Nós seguindo a Tradição fielmente recebida desde os primórdios da Fé cristã, para a glória de Deus, nosso Salvador, para exaltação da religião católica e salvação dos povos cristãos, com aprovação do sagrado concílio, ensinamos e definimos que é dogma revelado por Deus: Que o Romano Pontífice, quando fala ex cathedra – isto é, quando, cumprindo seu múnus de Pastor e Doutor de todos os cristãos, define, em razão de sua suprema autoridade apostólica, que uma doutrina de Fé ou de Moral deve ser guardada por toda a Igreja – goza, em virtude da Assistência Divina que lhe foi prometida na pessoa do Bem-aventurado Pedro, daquela infalibilidade com que o Divino Redentor quis que fosse dotada Sua Igreja ao definir uma doutrina de Fé ou de Moral; e que portanto tais definições do Romano Pontífice são irreformáveis por si mesmas, não pelo consenso da Igreja. Se alguém, pois, tiver a ousadia (que Deus não permita!) de contradizer esta Nossa definição – seja anátema”.(Pastor Aeternus, do Concílio Vaticano I, D-S 3073-3075). Vemos aqui neste Ensinamento Magisterial os seguintes aspectos:
    1)A Garantia da Infalibilidade no uso pelo Papa de sua Autoridade Suprema, conforme as circuntâncias especificadas.
    2)A ausência de algo parecido como SOMENTE para dizer que a Infalibilidade ocorre somente quando o Papa usa do Poder Supremo para Proclamar Dogmas.
    3)A segurança e adesão total que os católicos tem que ter quando o Papa assim proceder.
    4)O seguimento do Concílio à “Tradição fielmente recebida desde os primórdios da Fé cristã”. Mostrando assim, que a Obediência dos católicos aos Ensinamentos Pontifícios é algo que vem dos primórdios do cristianismo, ou seja, é algo Apostólico. Reforçando assim, a adesão definitiva que os católicos tem que ter aos Ensinamentos Irreformáveis da Igreja, que estão conexos com Dogmas, a pesar de não serem ainda Solenemente Proclamados Dogmas.
    5)Que a Infalibilidade é uma consequência da Assistência Divina do Espírito Santo em maior intensidade.
    6)Observação: Se formos seguir SOMENTE o que é Solenemente Proclamado Dogma, estaremos caminhando para o princípio de que a Infalibilidade Pontifícia e os muitos Dogmas Cristológicos e Marianos não eram Ensinamentos Irreformáveis e nem que os católicos seguiam tais ensinamentos, e que a Igreja não sustentava tais Ensinamentos. Assim, estaremos caminhando fora da Tradição Católica.
    7)O referido Ensinamento do Concílio Vaticano I é de caráter de SEGURANÇA e não de LIMITAÇÃO.
    O mesmo Concílio ensina:
    “Ensinamos, portanto, e declaramos que a Igreja Romana, por disposição do Senhor, tem o primado do poder ordinário sobre todas as outras Igrejas; e que este poder de jurisdição do Romano Pontífice, que é verdadeiramente episcopal, é imediato: portanto, a este poder estão obrigados ao dever de subordinação hierárquica e verdadeira obediência pastores e fiéis de qualquer rito e dignidade, seja individualmente, seja coletivamente, não só nas coisas relativas à Fé e à Moral, mas também nas relativas à disciplina e ao governo da Igreja dispersa pelo mundo inteiro. De modo que, guardada esta unidade com o Romano Pontífice, tanto de comunhão como de profissão da mesma Fé, seja a Igreja de Cristo um só Rebanho, sob um só Pastor supremo (Jo 10,16). Tal é a doutrina da verdade católica, da qual ninguém pode desviar-se sem perigo para a sus Fé e sua salvação”(Pastor Aerternus, do Concílio Vaticano I, D-S 3060).
    “Na verdade, o Juízo da Sé Apostólica, sobre o qual não existe autoridade superior, não pode ser revisto por ninguém, nem a ninguém é lícito julgar de suas decisões”(Pastor Aerternus, do Concílio Vaticano I, D-S 3063).
    “Portanto: se alguém disser que o Romano Pontífice tem apenas um poder de vigilância, mas não o poder pleno e supremo de jurisdição sobre toda a Igreja, não só em matéria de Fé e de Moral, mas também de governo e disciplina da Igreja universal; ou [disser] que ele tem só a parte principal, mas não toda a plenitude deste poder supremo; ou [disser] que este seu poder não é ordinário e imediato, tanto sobre todas e cada uma das igrejas, como sobre todos e cada um dos pstores e fiéis – seja anátema”(Pastor Aerternus, do Concílio Vaticano I, D-S 3064).
    E o Concílio Vaticano II na mesma linha ensina:
    “Esta religiosa submissão da vontade e da inteligência deve de modo particular ser prestada com relação ao autêntico Magistério do Romano Pontífice, mesmo quando não fala ‘ex-cathedra’. E isso de tal forma que seu magistério supremo seja reverentemente reconhecido, suas sentenças sinceramente acolhidas, sempre de acordo com sua mente e vontade. Esta mente e vontade constam principalmente ou da índole dos documentos, ou da frequente proposição de uma mesma doutrina, ou de sua maneira de falar”(Lumen Gentium, n.25, do Concílio Vaticano II).
    A mesma Constituição Dogmática, sobre os Ensinamentos que não envolvem Infalibilidade, nos ensina:”Tais ensinamentos são, todavia, expressão autêntica do Magistério ordinário do Romano Pontífice ou do Colégio Episcopal, exigindo, portanto, o religioso obséquio da vontade e do intelecto”(Lumen Gentium, n.25, do Concílio Vaticano II).

    Sobre: “Em outros termos, poderíamos dizer que o simples fato de se dividirem os documentos do Magistéiro em infalíveis e não infalíveis, deixa aberta, em tese, a possibilidade de erro em algum dos não infalíveis. Essa conclusão se impõe com base no princípio metafísico enunciado por São Tomás de Aquino: “quod possibile est non esse, quandoque non est” — “o que pode não ser, às vezes não é”[5]. Esta colocação está contra o Magistério conforme vimos a cima. Se partirmos do Princípio que os Dogmas não podem ser reformulados, conforme nos ensina a Doutrina Católica, temos de tirar a conclusão lógica de que os Santos Padres não ficarão “de qualquer jeito e em qualquer caso” proclamando Dogmas, até mesmo porque a Igreja deseja chegar a conhecimentos mais profundos e detalhados de certas coisas, bem como reformar certos Ensinamentos. Então, aqui se justifica a Rara Proclamação de Dogmas, que é algo comprovado pela História da Igreja. Porém os Ensinamentos da Igreja, através do Magistério Legítimo Dela, não podem nem tem como serem heréticos ou errados, porque caso isso fosse possível a Igreja estaria Ensinando aos fiéis o caminho do Inferno e da Perdição, o que é contrário ao Dogma da Infalibilidade da Igreja de que “as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. E pela Fé Católica de Sempre sabemos que o Rebanho Vivo da Igreja tem que seguir os Pastores Vivos, então logicamente há um jeito de o Magistério Vivo da Igreja não ensinar erros, embora certos ensinamentos possam ser reformados, melhorados, mas não contraditos. E o mesmo Santo Tomás de Aquino afirma “Se se considera a Providência Divina que dirige sua Igreja pelo Espírito Santo para que ela não erre, como ele mesmo prometeu, em João 14, 26, que o Espírito quando viesse, ele ensinaria toda a verdade, quer dizer, com relação às coisas necessárias à salvação; é certo que é impossível que o julgamento da Igreja universal erre sobre as coisas que dizem respeito à Fé”(Quod. IX, q.8, a.1). Ora, a ação de Ensinar da Igreja está com o Magistério Vivo, que por meios Oficiais fazem os Ensinamentos da Igreja. Os Ensinamentos dos membros do Magistério da Igreja, se fazem da Igreja por meios oficiais e claros, sob a Autoridade Papal.

    3. Suspensão do assentimento interno

    “De si, as decisões pontifícias, mesmo quando não infalíveis, postulam o assentimento quer externo (“silêncio obsequioso”) quer interno dos fiéis. Pio XII declarou tal verdade em termos incisivos:
    “Nem se deve crer que os ensinamentos das Encíclicas não exijam “per se” o assentimento, sob o pretexto de que os Pontífices não exercem nelas o poder de seu supremo Magistério. Tais ensinamentos fazem parte do Magistério. Tais ensinamentos fazem parte do Magistério ordinário, para o qual também valem as palavras: Quem vos ouve, a Mim ouve” (Lc 10, 16). [7]“. Este é o Ensinamento do Magistério.

    Quanto as afirmações de teólogos, embora nem tudo dos teólogos citados neste número esteja contra o Magistério Católico, os teólogos que mais se aproximam do que sustenta o Magistério Vivo da Igreja são:

    Hervé: A Igreja “deixaria de ser santa”, e portanto “deixaria de ser a verdadeira Igreja de Cristo”, caso “preceituasse a todos os fiéis, através da sua suprema autoridade, algo contra a fé e os bons costumes.”(“Man. Theol. Dogm.”, vol. I, p. 508 e 510).

    Haegy: “Os atos da liturgia tem um valor dogmático; são as expressões do culto de Deus na Igreja. Ora, a manifestação exterior do culto tem uma relação intima com a fé. Para ser razoável, o culto não pode deixar de ser conforme à fé.”(“Manuel…” t. I, p 2.).

    Wernz e Vidal: “Os Romanos Pontífices são infalíveis ao fazer leis universais sobre a disciplina eclesiástica, de modo que jamais estabeleçam qualquer coisa contra a fé e os bons costumes, embora não atinjam o supremo grau de prudência.”(“ Ius Canonicum”, tom. II, p. 410; ver também tom. I, p. 278.).

    Tanquerey: “Esta infalibilidade consiste em que a Igreja num juízo doutrinal nunca possa estabelecer uma lei universal, que seja contrária à fé, aos bons costumes e à salvação das almas…(no entanto) em lugar algum foi prometido à Igreja um sumo grau de prudência para promulgar as melhores leis para todos os tempos, lugares e circunstâncias”(Theol. Dogm. Fundamentalis, n. 932.).

    Hermann: “A Igreja é infalível na sua disciplina geral. Pelo termo disciplina geral entendem-se as leis e as práticas que pertencem à ordenação externa de toda a Igreja. Isto diz respeito a elementos tais como o culto externo, como a liturgia e as rubricas ou a administração dos sacramentos (…) Se ela fosse capaz de prescrever ou de ordenar ou de tolerar em sua disciplina alguma coisa contrária à fé e aos costumes, ou alguma coisa prejudicial à Igreja ou nociva aos fiéis, ela falharia na sua missão divina, o que seria impossível”(89 Institutuiones Theol. Dogm. Roma, 4th ed., Roma: Della Pace, 1908, vol. 1, p. 258.).

    Van der Ploeg, O. P.: “A doutrina da indefectibilidade da Igreja é uma conseqüência da promessa de Nosso Senhor a São Pedro ‘sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela’ (Mt. 16,18)… Alguns católicos, durante as atuais tribulações, … dizem que a Missa e os sacramentos foram destruídos pelos mais recentes ‘ocupantes’ da Sé de Pedro. Se essas pessoas estão corretas significa que Nosso Senhor Jesus Cristo abandonou a Sua Igreja… Mas isto é algo que nunca pode acontecer, pois contradiria a solene promessa de Nosso Senhor acima citada… É também impossível que Nosso Senhor pudesse abandonar Sua Igreja pois isso frustraria o verdadeiro fim para o qual a Igreja foi fundada, para ser o instrumento de Deus para a salvação de nossas almas. Se Nosso Senhor abandonasse Sua Igreja, as palavras “quem vos ouve a mim ouve” seriam verdadeiras apenas para um excepcional pequeno grupo que se considera a si mesmo como o eleito, o que é sempre a mais evidente característica de uma seita. Nosso Senhor não fundou uma seita, mas a Igreja que é universal, isto é, Católica.”(John P.M. van der Ploeg, O P., doutor e mestre em Teologia, doutor em Sagrada Escritura, professor emérito da Universidade de Nimega, membro da Academia Real de Ciências da Holanda, no prefácio do Livro “I am with you allways” (Eu estou convosco sempre) de Michael Davies, escritor tradicional, presidente da Una Voce internacional).

    Os fiéis, conforme a Doutrina Católica, são obrigados a seguirem e a aderirem ao que Ensina o Magistério Católico, do qual teólogos leigos não fazem parte e, mesmo Bispos isoladamente, fora do que sustenta a Santa Sé, não tem Autoridade Magisterial. Os teólogos podem até mesmo debater com a Santa Sé sobre certos Ensinamentos, porém o juíz dos fiéis é o Papa. “Visto que, segundo o direito divino do primado apostólico, o Romano Pontífice preside a toda a Igreja, ensinamos também e declaramos que ele é o juiz supremo dos fiéis, e que em todas as causas do foro eclesiástico pode-se recorrer ao seu Juízo”(Pastor Aeternus D-S 3063). “Na verdade, o Juízo da Sé Apostólica, sobre o qual não pode ser revisto por ninguém, nem a ninguém é lícito julgar de suas decisões”(Pastor Aeternus D-S 3063). Este é um Ensinamento Magisterial. Vejamos sobre o que nos alerta o Papa Pio XII: “Não é sem motivo grave que diante de Vós, Veneráveis Irmãos, pronunciamos estas advertências. Porque se dá infelizmente o caso de alguns que ensinam, pouco se importarem da união com o Magistério vivo da Igreja (…) Surgiu recentemente em alguns lugares e começou a propagar-se muito a chamada teologia laica; introduziu-se também a categoria especial dos teólogos laicos, que se dizem independentes; há lições, publicações, círculos cátedras e professores desta teologia. Constituem-se estas um Magistério à parte, e opõem-no em certo modo ao Magistério público da Igreja (…) Contra tais idéias deve-se professar o seguinte: Nunca houve nem há nem haverá na Igreja qualquer magistério legítimo dos leigos, que não tenha sido submetido por Deus à autoridade, direção e vigilância do Magistério sagrado; mais, só o negar tal sujeição é argumento decisivo e sinal seguro de que os leigos, que assim falam e procedem, não são movidos pelo Espírito de Deus e de Cristo”(Papa Pio XII – Alocução de 31 de maio de 1954).
    Existem até mesmo teólogos modernistas, hereges e que ensinam erros em suas obras!!!
    Como já nos disse um Santo Padre: “A regra próxima e universal da verdade é o Magistério da Igreja, visto que a ele confiou Nosso Senhor Jesus Cristo a guarda, a defesa e a interpretação do depósito da Fé, ou seja, as Sagradas Escrituras e da Tradição divina”(Papa Pio XII, Encíclica Humani Generis, n. 18).
    “Porque para explicar as coisas que estão contidas no Depósito da Fé, não foi aos julgamentos privados que o Nosso Salvador as confiou, mas sim ao Magistério Eclesiástico”(Carta do Santo Ofício ao Arcebispo de Boston, D. 3866).

    4. Há quem não admita a suspensão do assentimento religioso

    “À tese que vimos defendendo seria possível objetar que nem todos os autores admitem essa suspensão do assentimento interno. É o caso de Choupin [14], Pègues [15], Salaverri [16].
    Entretanto, mesmo esses autores não negam a possibilidade de erro nos documentos do Magistério: “dado que a decisão, não vem garantida pela infalibilidade, a possibilidade de erro não está excluída” [17]“. Mas como já vimos a cima existem os teólogos, que em conformidade com o que sustenta o Magistério Católico e vários Papas, não admitem a hipótese de ERROS em Documentos com Autoridade Magisterial.
    Com relação ao:
    “2. que ele tenha a evidência de que há uma oposição precisa entre o ensinamento do Magistério ordinário a esse respeito e os outros testemunhos da tradição.”. Isso não é possível. Somente o Magistério Ordinário tem Autoridade para definir o que está e o que não está em conformidade com a Tradição Católica. Se defendermos tal ponto, estaremos defendendo o Livre Exame dos Hereges. “A regra próxima e universal da verdade é o Magistério da Igreja, visto que a ele confiou Nosso Senhor Jesus Cristo a guarda, a defesa e a interpretação do depósito da Fé, ou seja, as Sagradas Escrituras e da Tradição divina”(Papa Pio XII, Encíclica Humani Generis, n. 18).
    “3. que a decisão infalível capaz de pôr termo à questão, não seja proferida.
    Na hipótese, doutrinariamente admissível, em que esses três fatores se conjuguem, não nos parece que teólogo algum condene a suspensão do assentimento interno à decisão não infalível. Condená-la seria mesmo um ato antinatural e de violência, pois redundaria em obrigar a crer, contra a própria evidência, em algo que não está garantido pela infalibilidade da Igreja.”. Sabemos, como nos ensina o Santo Padre o Papa João Paulo II, que a Infalibilidade da Igreja se extende ao Depósito da Fé (Dogmas) e também a Ensinamentos Irreformáveis, conforme CDC cân.750. Os Ensinamentos Irreformáveis, como a Legitimidade de um Concílio Ecumênico, exigem a mesma submissão que exigem os Dogmas. Sabemos também pelas teses de outros teólogos que a Promulgação do Ordinário da Missa e a Promulgação do Concílio Vaticano II pelo Papa, e postos em vigor para toda a Igreja ENVOLVEM a Infalibilidade da Igreja, ou seja, estão conexos com Dogmas. E que a Assistência do Espírito Santo, da qual a Infalibilidade provém e ocorre em intensidade maior, também ocorre para os Ensinamentos Não Irreformáveis.

    Cabe de minha parte deixar claro que:
    NÃO É SEMPRE QUE OS MEMBROS DO MAGISTÉRIO CATÓLICO FAZEM USO DA AUTORIDADE MAGISTERIAL E QUE OS DOCUMENTOS SOMENTE POR SI MESMOS NÃO DEVEM SER TIDOS COMO ABSOLUTOS. OS DOCUMENTOS MAGISTERIAIS PRECISAM DA INTERPRETAÇÃO VERDADEIRA, QUE É DADA PELO AUTOR DOS MESMOS, QUE É O MAGISTÉRIO CATÓLICO, E QUE É INTERPRETAÇÃO ORTODOXA.

    Resistência Pública à Autoridade Eclesiástica
    B
    a)Com relação à análise de Santo Tomás de Aquino sobre a repreensão pública de São Paulo a São Pedro, não é alegada nenhuma hipótese de São Pedro ter aprovado heresias e erros na Igreja. E ainda cabe de minha parte deixar claro que: OS ENSINAMENTOS QUE NÃO TEM COMO SEREM HERÉTICOS OU HERETIZANTES SÃO OS ENSINAMENTOS DOS MEMBROS DO MAGISTÉRIO CATÓLICO COM A AUTORIDADE MAGISTERIAL. ENSINAMENTOS DE EXEMPLOS, DE CONVERSAÇÕES OU ATÉ MESMO DE PREGAÇÕES NÃO SÃO GARANTIDOS QUE SEJAM ENSINAMENTOS DO MAGISTÉRIO CATÓLICO.

    b)Não se defende a hipótese de o Papa, com sua Autoridade Papal, ensinar heresias e erros contra a Fé aos fiéis da Igreja. Tentar destruir a Igreja não é sinônimo de levá-la a Aprovar aos fiéis uma Doutrina ou Disciplina contrária a ela mesma. E não é correto o termo “destruir a Igreja”, porque isso é IMPOSSÍVEL.
    Da minha parte cabe repetir e deixar claro, mais uma vez, que: NÃO DEFENDO QUE O PAPA SEJA PERFEITO OU LIVRE DE SER PECADOR OU HEREGE, NEM DE ELE SER SILENCIOSO OU NEGLIGENTE PARA COM AS HEREZIAS E ERROS. DEFENDO QUE É IMPOSSSÍVEL ELE COM SUA AUTORIDADE PAPAL APROVAR E PROMULGAR NA IGREJA HEREZIAS E ERROS CONTRA A FÉ.

    c) Suarez não tem Autoridade Magisterial, embora tenha vários argumentos em conformidade com o que sempre ensinou e ensina o Magistério Católico e, não são todos os teólogos que concordam com ele neste aspecto.

    d)Não se defende a hipótese de o Papa, com sua Autoridade Papal, ensinar heresias e erros contra a Fé aos fiéis da Igreja. Tentar destruir a Igreja não é sinônimo de levá-la a Aprovar aos fiéis uma Doutrina ou Disciplina contrária a ela mesma. E não é correto o termo “destruir a Igreja”, porque isso é IMPOSSÍVEL.

    e)Não é alegada nenhuma hipótese de São Pedro ter aprovado heresias e erros na Igreja. E ainda cabe de minha parte deixar claro que: OS ENSINAMENTOS QUE NÃO TEM COMO SEREM HERÉTICOS OU HERETIZANTES SÃO OS ENSINAMENTOS DOS MEMBROS DO MAGISTÉRIO CATÓLICO COM A AUTORIDADE MAGISTERIAL. ENSINAMENTOS DE EXEMPLOS, DE CONVERSAÇÕES OU ATÉ MESMO DE PREGAÇÕES NÃO SÃO GARANTIDOS QUE SEJAM ENSINAMENTOS DO MAGISTÉRIO CATÓLICO.

    f)Não se defende a hipótese de o Papa, com sua Autoridade Papal, ensinar heresias e erros contra a Fé aos fiéis da Igreja. Tentar destruir a Igreja não é sinônimo de levá-la a Aprovar aos fiéis uma Doutrina ou Disciplina contrária a ela mesma. E não é correto o termo “destruir a Igreja”, porque isso é IMPOSSÍVEL. Da minha parte cabe repetir e deixar claro, mais uma vez, que: NÃO DEFENDO QUE O PAPA SEJA PERFEITO OU LIVRE DE SER PECADOR OU HEREGE, NEM DE ELE SER SILENCIOSO OU NEGLIGENTE PARA COM AS HEREZIAS E ERROS. DEFENDO QUE É IMPOSSSÍVEL ELE COM SUA AUTORIDADE PAPAL APROVAR E PROMULGAR NA IGREJA HEREZIAS E ERROS CONTRA A FÉ.

    g)Com relação à análise de Santo Tomás de Aquino sobre a repreensão pública de São Paulo a São Pedro, não é alegada nenhuma hipótese de São Pedro ter aprovado heresias e erros na Igreja. E ainda cabe de minha parte deixar claro, mais uma vez, que: OS ENSINAMENTOS QUE NÃO TEM COMO SEREM HERÉTICOS OU HERETIZANTES SÃO OS ENSINAMENTOS DOS MEMBROS DO MAGISTÉRIO CATÓLICO COM A AUTORIDADE MAGISTERIAL. ENSINAMENTOS DE EXEMPLOS, DE CONVERSAÇÕES OU ATÉ MESMO DE PREGAÇÕES NÃO SÃO GARANTIDOS QUE SEJAM ENSINAMENTOS DO MAGISTÉRIO CATÓLICO.

    C uma Divergência que reputamos apenas aparente

    Cabe aqui repetir mais uma vez o que eu já disse em outro comentário a outra pessoa: “Ou seja, não é Obediência Cega, o Papa pode errar, mas não pode com sua Autoridade Papal ensinar heresias e erros que levem a elas, os Bispos podem errar e ensinar errado, mas não podem ensinar errado com a Aprovação e Promulgação da Autoridade Papal.”. Aqui, sr. Gederson eu deixo bem claro que não defendo nem sou a favor da Obediência Cega. Seria injusto da sua parte me acusar disso! Eu também deixei claro que os homens do Magistério (Bispos e Papa) podem errar, inclusive os Bispos podem ensinar ERRADO fora da Aprovação Papal, mas ensinar errado o Papa não pode com sua Autoridade Papal. E eu também disse que o Magistério da Igreja, com sua Autoridade Magisterial não pode ensinar ERRADO. É bom que também fique bem claro que o Magistério Católico, não defende Obediência Cega e que o que o Magistério Católico MANDA os católicos aceitarem com religioso obséquio da inteligência e da vontade são o QUE O MAGISTÉRIO CATÓLICO ENSINA COM SUA AUTORIDADE MAGISTERIAL.”

    O autor que o sr. Luciano cita diz:
    “– Aqui se põe a questão que ora nos ocupa: será lícito também, pelo menos em casos extremos, recusar à declaração pontifícia o acatamento externo, isto é, o chamado silêncio obsequioso? Em outras palavras: em alguma hipótese será lícito opor-se externamente, quiça mesmo de público a um documento do Magistério romano?
    É na resposta a essa pergunta que os autores aparentemente divergem.
    De uma parte, com efeito, grandes teólogos, como os citados acima, admite em princípio que, em certas circunstâncias, o fiel tem o direito e mesmo o dever de “resistir em face” a Pedro. De outra parte, teólogos eminentes parecem sustentar que em hipótese absolutamente nenhuma será lícito romper o chamado silêncio obsequioso.
    Antes, porém, de propor a solução que julgamos conciliar as opiniões de uns e outros, desejamos colocar sob os olhos do leitor alguns textos característicos em que parece estar fechada qualquer porta para uma quebra do silêncio obsequioso.”.

    Vemos aqui a TÁTICA do autor que é simplesmente: “conciliar as opiniões de uns e outros”.
    Será isso correto??? Tenho certeza que não, porque essa tentativa de equilíbrio é SUBJETIVA, é uma tentativa de desviar a referência de Ortodoxia, com relação aos Ensinamentos do Magistério, para nenhuma nem outra tese. É o falso princípio da Imparcialidade ou de ser o SOLUCIONADOR DOS PROBLEMAS. É querer conciliar o que o Magistério Católico ensina com os julgamentos privados e erros de Grupos Separados. Os católicos tem que repudiar essa TÁTICA, porque o Fundamento da Igreja de Deus, ou seja, da Verdade, foi confiado por Cristo à Santa Sé, à Autoridade Papal.

    D do silêncio obsequioso

    Aqui o sr. Luciano se contradiz e, com sua colocação, “CONDENA” sua postura e a da FSSPX, já que insistem em se manifestar contra o Magistério Católico.
    Vejamos exemplos:
    “Necessitamos obter da Roma atual as provas da sua ligação com a Roma do passado”
    (Dom Fellay, carta aos amigos e benfeitores, 6/1/2003).
    “A Fraternidade deve esperar que os Romanos voltem ao fundamento de Pedro”(Dom Williamson, carta aos amigos e benfeitores, 1/2/2003).
    “não procuramos a reconciliação com Roma, a não ser que Roma se converta à Tradição Católica, se converta à Profissão da Fé Católica tradicional”(Dom Tissier 21/4/2003).
    Dom Williamson, bispo da Fraternidade, afirma: “… a Fraternidade São Pio X se mantém na Verdade, ao passo que Roma não…” (Carta aos benfeitores, fevereiro de
    2001).
    Dom Tissier de Mallerais, bispo da Fraternidade, afirma: “O problema não é a comunhão. Isso é uma idéia estúpida dos bispos depois do Vaticano II, não existe problema de comunhão e sim problema da profissão de fé. A comunhão é nada, é uma invenção do Vaticano II, Comunhão não significa nada para mim, é um slogan da nova Igreja” (entrevista ao The Remnant, 30/4/2006).
    Dom Williamson: “Eu não faço parte nem da Igreja docente conciliar, nem do colégio apostólico conciliar. Em troca, da Igreja docente católica e do colégio apostólico católico eu faço parte. Ao inverso, os bispos diocesanos conciliares formam um bolo envenenado em bloco, mas não em todas as suas partes” (Carta aos amigos e benfeitores, 6 de janeiro de 2003).
    Dom Tissier de Mallerais: “Bento XVI é pior do que Lutero, bem pior. Quando ele era teólogo, afirmou heresias, e publicou um livro cheio de heresias… Ele vai mais longe do que Lutero. É pior do que Lutero, bem pior. Ele nunca se retratou dessas
    declarações. Ele ensinou muitas outras heresias. Muitas outras… Ele relê, reinterpreta
    todos os dogmas da Igreja. Absolutamente todos. É isso o que ele chama de “hermenêutica” no seu discurso de 22 de dezembro de 2005. Ele interpreta a doutrina católica conforme a nova filosofia, a filosofia idealista de Kant” (Entrevista ao jornal
    americano “The Remnant”, 30/4/2006).
    Dom Williamson: “Como herege, Ratzinger ultrapassa de longe os erros protestantes de Lutero, como disse muito bem Dom Tissier de Mallerais” (ao jornal
    francês Rivarol 12/1/2007 pag. 93).
    Dom Tissier de Mallerais: “Não é possível ler o Vaticano II à luz da Tradição. Não se pode ler o Vaticano II como uma obra católica. O Vaticano II é baseado sobre o pensamento de Emanuel Kant, sobre o idealismo alemão” (Dom Tissier de Mallerais,
    em entrevista concedida no dia 30 abril de 2006, a Stephen L.M. Heiner, publicada pelo Jornal Americano “The Remnant”).

    “Não Sr. Vitor, na defesa da fé é bom que se dê nome aos bois.
    Pois afirmo, com todoa convicção: não é cismático nem hereje aquele que defendendo a fé imaculada, trasmitida pelos apóstolos, se opõe aos erros modernos, mesmos que esses erros sejam defendidos por parte da hierarquia e até mesmo pelo Santo Padre.
    Por que nunca foi dito que a infalibilidade é o mesmo que inerrância em todos os momentos.”(Sr. Luciano Padrão – Comentário ao Fratres in Unum, Janeiro 8, 2010).

    F
    Sr. Luciano, só posso lhe dizer:
    Siga o Magistério Católico, menino!!!