Aceita a renúncia de Dom Rafael Llano Cifuentes. Nomeado o novo bispo para a diocese de Nova Friburgo.

O papa Bento XVI nomeou nesta quarta-feira, 20, dom Edney Gouvêa Mattoso, para a diocese de Nova Friburgo (RJ). Ele sucede a dom Rafael Llano Cifuentes, que, em conformidade com o Cân. 401.1 do Código de Direito Canônico, pediu renúncia por causa da idade, que foi aceita pelo pontífice. Dom Rafael estava na diocese de Nova Friburgo desde maio de 2004. Seu lema episcopal é “Tudo atrairei a mim”.

Novo bispo
Natural do Rio de Janeiro (RJ), dom Edney Gouvêa Mattoso, 52 anos, até então era bispo auxiliar da arquidiocese do Rio de Janeiro. Sua nomeação episcopal aconteceu em 12 de janeiro de 2005 e sua ordenação aconteceu na própria arquidiocese do Rio, em 12 de março do mesmo ano. Durante sua vida acadêmica ele fez três cursos: filosofia e teologia na Faculdade de Teologia do Rio de Janeiro, e licenciatura plena em ciências biológicas.

Como bispo ele já foi responsável pela animação do Vicariato Episcopal de Leopoldina; da Pastoral da Educação; do Ensino Religioso; da Liturgia; da música e arte sacra; dos ministérios ordenados e da iniciação cristã. Seu lema episcopal é “Seja feita a tua vontade” (Mt 6, 10).

Fonte: CNBB

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8 Comentários to “Aceita a renúncia de Dom Rafael Llano Cifuentes. Nomeado o novo bispo para a diocese de Nova Friburgo.”

  1. Caros, alguém sabe dizer do passado de dom Edney? Se progressista ou na tradição?

  2. Posso afirmar que quando Dom Edney era vigario episcopal(Padre ainda) acolheu a Missa Tradicional, bem antes do Motu Próprio, em Sepetiba, RJ, permitindo que as freiras lá existentes recebessem os sacramentos no Rito Tradicional bem como a celebração da Santa Missa pelo Pe José Edilson.

  3. Parece que Bento XVI colabora de alguma forma com a Tradição, vê nela a salvação da Igreja. O blog Pacientes na Tribulação pensa nessa linha, acho.
    Gosto muito do comentário de um anônimo no blog do Reinaldo Azevedo sobre um texto dele a respeito da FSSPX. Segue:

    Não fosse a obstinação da FSSPX e de outros grupos ligados à Tradição, como os Padres de Campos, a belíssima Missa Tridentina seria coisa de museu.

    A maré começou a virar quando o Cardeal Ratzinger se deu conta que os seguidores da FSSPX pagam o dízimo generosamente, vão à missa religiosamente, e têm famílias numerosas onde não faltam vocações.

    Num mundo em que os católicos típicos mal vão à missa, divorciam-se com frequência e têm um ou dois filhos no máximo, é fácil prever que o futuro católico pertence à Tradição.

  4. Prezado Kiko, não conheço esse bispo pessoalmente (só de vista). No Rio não existem bispos da Tradição. Existem (neo)conservadores e progressistas.

  5. Ah sim, imagino, que no geral seja dificil ter Bispos da Tradição, o que talvés seja mais fácil são aqueles, digamos, menos liberais, mais conservadores.

  6. A quem responder possa: Por curiosidade, qual era o perfil de Dom Rafael Llano Cifuentes? Será que tinha pelo menos alguma tolerância pela Missa de Sempre?

  7. N. Prado, Dom Rafael é do Opus Dei. Antes de ser bispo dava orientação espiritual em centros de formação do Opus (não pertenço ao Opus, mas um amigo de longa data costumava me falar que o então Pe. Rafael era seu diretor espiritual).

    Ele nunca teve nenhuma tendência para a Missa de Sempre, bem como os demais bispos do Rio. A Missa Nova parecia ser o seu elemento natural. O que posso dizer de contato pessoal que tive com ele é que Dom Rafel era o entusiasmo personificado. Sim, “entusiasmo” é uma palavra que o definiria bem, tanto nas homilias quanto em conversas pessoais, sempre alegre, sorridente e esfuziante (embora não tanto no sentido carismático).

    Um outro ponto a destacar seria seu amor visível por Nossa Senhora de Guadalupe.

  8. Como integrante do Opus Dei D .Rafael é fidelíssimo aos ensinamentos do Papa.
    Enquanto a missa dita Nova não for alterada não acredito que os fiéis da prelazia do Opus Dei farão quaisquer
    questionamentos público,mas não tenho dúvidas quanto ao apreço que todos eles têm pela Missa Tridentina.
    Quem tiver a oportunidade de ler “Sacerdotes para o iii milênio” um dos últimos livros de D.Rafael não terá dúvidas do espírito que informa sua conduta por todos cargos que exerceu ao longo de mais de 50 anos de sacerdócio.
    C.Márcio Ferreira.