Cristo, justiça de Deus.

O anúncio cristão responde positivamente à sede de justiça do homem, como afirma o apóstolo Paulo na Carta aos Romanos: “ Mas agora, é sem a lei que está manifestada a justiça de Deus… mediante a fé em Jesus Cristo, para todos os crentes. De fato não há distinção, porque todos pecaram e estão privados da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente pela Sua graça, por meio da redenção que se realiza em Jesus Cristo, que Deus apresentou como vitima de propiciação pelo Seu próprio sangue, mediante a fé” (3,21-25).

Qual é portanto a justiça de Cristo? É antes de mais a justiça que vem da graça, onde não é o homem que repara, que cura si mesmo e os outros. O fato de que a “expiação” se verifique no “sangue” de Jesus significa que não são os sacrifícios do homem a libertá-lo do peso das suas culpas, mas o gesto do amor de Deus que se abre até ao extremo, até fazer passar em si “ a maldição” que toca ao homem, para lhe transmitir em troca a “bênção” que toca a Deus (cfr Gal 3,13-14). Mas isto levanta imediatamente uma objecção: Que justiça existe lá onde o justo morre pelo culpado e o culpado recebe em troca a bênção que toca ao justo? Desta maneira cada um não recebe o contrário do que é “seu”? Na realidade, aqui manifesta-se a justiça divina, profundamente diferente da justiça humana. Deus pagou por nós no seu Filho o preço do resgate, um preço verdadeiramente exorbitante. Perante a justiça da Cruz o homem pode revoltar-se, porque ele põe em evidência que o homem não é um ser autárquico , mas precisa de um Outro para ser plenamente si mesmo. Converter-se a Cristo, acreditar no Evangelho, no fundo significa precisamente isto: sair da ilusão da auto suficiência para descobrir e aceitar a própria indigência – indigência dos outros e de Deus, exigência do seu perdão e da sua amizade.

Compreende-se então como a fé não é um fato natural, cômodo, óbvio: é necessário humildade para aceitar que se precisa que um Outro me liberte do “meu”, para me dar gratuitamente o “seu”. Isto acontece particularmente nos sacramentos da Penitência e da Eucaristia. Graças à ação de Cristo, nós podemos entrar na justiça “ maior”, que é aquela do amor ( cfr Rom 13,8-10), a justiça de quem se sente em todo o caso sempre mais devedor do que credor, porque recebeu mais do que aquilo que poderia esperar.

Da mensagem do Papa Bento XVI para a Quaresma de 2010, apresentada hoje.

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4 Comentários to “Cristo, justiça de Deus.”

  1. DANDO O ALERTA!

    Sábado às 12H00 na rede band, vai ao ar o programêco do senhor Silas MALAFALA (o Fanfarrão). Ele falara do ”acordo” entre a Santa Sé e o (des)governo Lula.

    Segundo o que ele disse para os seus irmãos: ”…quero alertar para o perigo dessa lei onde quer ddar privilégios (!!!!) para a Igreja Católica no Brasil.”

    Gostaria que todos assistissem o programêquinho do fanfarrão para já ter uma ideia de como esse falso profeta, e monstro, já está incitando os seus ”irmãos’ a começarem a baderna dentro das leis no Brasil.

    Não vai demorar muito até eles começarem (com o apoio da mídia anti-católica) as suas passeatas e comícios protestantes.

  2. A máscara desse orgulhoso vai cair, mais cedo ou mais tarde!

  3. No you tube tem entrevistas de um outro impostor, ex-amigo deste Malafaia a respeito das falcatruas da sua igrejola.

  4. manda o link pra gente. abs