Dom Bernard Fellay: humanamente, os acordos com Roma são impossíveis… mas a Igreja não é humana.

Na festa da Purificação da Virgem (Candelária, 2 de fevereiro), Mons. Fellay impôs a batina a treze novos seminaristas franceses da FSSPX (por certo, um número superior aos ingressos no seminário de quaqluer diocese francesa). Durante a homilia, que pode ser escutada neste link, o Superior geral da Fraternidade tratou também do tema dos diálogos com Roma. Eis uma paráfrase dos conceitos expressos por Mons. Fellay:

“Quando se olha as tendências e pensamentos que circulam e dominam na Igreja atualmente, se tem a impressão de que nossa cerimônia de hoje não tem pontos em comum. Como é possível que tantas coisas tenham mudado? E quando escutamos, inclusive de Roma, que nada mudou, é para se ficar estupefato. Também a Missa: basta abrir os olhos para ver se é ou não sempre a mesma. Reconhece-se todavia a Jesus como Filho de Deus? O terremoto sacudiu a Igreja desde seus alicerces. E então, se pergunta, chegar-se-á a um resultado nas discussões com Roma, teremos logo um acordo? Francamente, sinceramente, humanamente falando, não vemos chegar este acordo. O que quer dizer acordo? Sobre o que estamos de acordo? Sobre o fato de que só através da Igreja temos os meios de salvação?”.

“Se nós discutimos — não negociamos, discutimos — é na esperança de que esta verdade, que proclamamos aos máximos níveis da Igreja, toque os corações: já que temos os meios para abrir a boca, temos o dever de abri-la. Isso não quer dizer malbaratar a verdade para tratar de encontrar um caminho intermediário; absolutamente não, pelo contrário. Então, humanamente, não chegaremos nunca a um acordo; sim, humanamente não chegaremos a um acordo, por como vemos as coisas agora, humanamente não serve para nada. Mas quando falandos da Igreja, não falamos humanamente. Falamos de uma realidade sobrenatural à qual Nosso Senhor prometeu que não sucumbirá, contra a qual as portas do inferno não prevalecerão. E, portanto, ainda que estejamos diante de uma realidade difícil e contraditória, nós sabemos que as coisas estão nas mãos de Deus, que tem os meios para pôr as coisas novamente em seu lugar. Seria oportuno recordar que falar e discutir é necessário, mas não basta: quando se fala de salvar as almas, quando se pensa em como Deus fez a Igreja sair de outras crises que teve no curso dos séculos, vemos que o que se necessita é santidade, com a qual se rejuvenesce e cura a Igreja. Sem a graça, e ficando apenas no nível dos homens, já se perdeu desde o começo. Todos, portanto, como católicos, devemos fazer algo, avançando na graça, no amor de Deus e na caridade”.

Este discurso, que alguns órgãos de imprensa mal interpretaram como um boicote aos diálogos em curso (o que, ademais, seria totalmente incoerente, considerando os esforços por parte da FSSPX para obter este diálogos), é , na realidade, um discurso de abertura e confiança na intervenção sobrenatural para alcançar o resultado, inalcançável contando apenas com as forças humanas. Não há necessidade de ser semiólogo para saber que a frase “humanamente é impossível, mas Deus pode tornar as coisas possíveis” tem, evidentemente, um sentido exatamente oposto a dizer: “Deus pode tudo, mas humanamente é impossível”. Isto é, a ênfase está colocada sempre na adversativa (pensai na diferença entre “É um preguiçoso, mas um bom garoto” e “é um bom garoto, mas preguiçoso”).

Unamo-nos às orações pelo bom resultado destes diálogos, conhecendo, em particular, quanto ruído o campo progressista faz por seu fracasso.

Dignos de menção são também os conceitos que o bispo lefebvrista desenvolveu na homilia para explicar o valor da batina que os treze seminaristas usaram pela primeira vez, e, esperamos, in aeternum. Esta “batina toda negra” prega, disse:

“Recorda aos homens que sois discípulos de Jesus Cristo e é um sinal de que existe algo que ultrapassa a realidade dos homens: a fé, as realidade sobrenaturais. Sim, a batina fala e prega: diante dela, os homens reagem, talvez mal, mas com frequência positivamente afetados. A gente vê uma batina e vê um sacerdote. Hoje, esta imagem já não está na realidade, salvo entre os tradicionalistas e na publicidade (quando se trata de anunciar uma marca de spaghetti, se vê sacerdotes de batina, nunca de clergyman), mas precisamente porque sabem que, na alma dos cristãos, o sacerdote é o sacerdote de batina. E quando se pensa no sacerdote, se pensa em outro Jesus, em um homem que não é como os outros homens, que está separado do mundo. O preto da batina é o preto do luto, da morte ao mundo, da renúncia a ele. A batina é já sacrifício, não pelo prazer do sacrifício como fim em si mesmo, como um estóico ou um masoquista, mas para se pôr à disposição das almas. E se essa batina se comporta bem, é uma verdadeira chama; se se comporta mal, é imediatamente um escândalo que produz um imenso mal”.

Fonte: Messa in Latino, via La Buhardilla de Jerónimo.

21 Comentários to “Dom Bernard Fellay: humanamente, os acordos com Roma são impossíveis… mas a Igreja não é humana.”

  1. Houve também tomada de batina no I.B.P. Vocês tem notícias?

  2. Que Nossa Senhora interceda pela Santa Igreja. Que as colunas da Santa Hóstia e do Imaculado Coração de Maria sejam suas guias.

  3. Enquanto a FSSPX se fechar ao diálogo com Roma nada acontecerá;já está na hora de Dom Fellay deixar ao Papa a questão do CV II.
    O que vejo é que com essa atitude arrogante da FSSPX realmente é impossível a conciliação;a mão estendida do Papa está até agora sem uma resposta.
    Essa pretensa defesa da fé, que a FSSPX supõe fazer, soa muito falso quando se despreza o magistério do Papa que tem se posicionado claramente em defesa do CV II e da hermenêutica da continuidade perfeitamente possível.

  4. A Tradição é uma fábrica de vocações. São pessoas de muita fé e trabalho. Incrível. Tenho 33 anos e quando criança, em Osasco, com 5 anos ia a Santa Missa com minha mãe, isso em 1981 e não é que lá tinha missa Tridentina?! Dá para acreditar nisso? Eu sempre me surpreendo quando recordo isso. Hoje, como de costume, nada disso existe. Com um população de 600 mil hab. em Osasco a maioria das igrejas mal tem padres para celebrar missa todo domingo. Detalhe: na igreja perto de casa tinha a residência dos padres, a residência das freiras. Tudo isso acabou. A igreja não era lotada, era abarrotada de gente. Tanta gente que precisava de vários padres e freiras. Faz séculos que não vejo freiras naquele lugar, padres idem. Vocação religiosa naquele lugar, nem pensar, não conheço uma. Isso era o belissimo grando de uma igreja de bairro, periferia mesmo.
    Hoje aquele está tomado por barbaros (os ofendo c/ tal comparação), mas sem Igreja Católica para civiliza-los.

  5. Estimado Sr Queiroz, quem que é arrogante?
    a)quem adapta sua inteligencia á realidade ou
    b)quem entorta a realidade até encaixar na cabeça?

    Não há continuidade nenhuma do CV II com a tradição.Se não quer ver isto, ao menos veja os frutos ( KIKO )posto que a arbore se conhece deste modo.Fique com Deus

  6. Pelos visto muitos aqui somente aceitam elogios rasgados à FSSPX, mas mostram as unhas quando isso não acontece…
    Se possível fosse, esculhambavam S.S.Bento XVI, mas elevariam às alturas querubínicas qualquer padre da Fraternidade…mesmo se este estivesse errado.
    Catolicismo bem peculiar este.

  7. Estimado Sr Ruiz,
    veja, o erro e a mentira são erro e mentira, mesmo que vier dum padre da Fsspx ou de onde seja…não é esse o ponto….veja os frutos.O que o KIKO disse, é assim ou não?
    Fique com Deus

  8. Que a FSSPX não é A IGREJA, mas que ESTÁ NA IGREJA, disto eu não tenho dúvidas… Agora que esta igreja pós-conciliar que nos querem empurrar goela abaixo não é A IGREJA, mas uma Igreja DESFIGURADA, um apanhado de destroços após terrível demolição que quase levou todo o edifício abaixo, disto eu não tenho dúvidas… Rezo pelo trabalho de restauração do papa, rezo para que ele, com a assistência de Nossa Senhora, reconstitua A IGREJA com toda sua beleza e esplendor… Rezo também para que os cegos deixem a postura de avestruzes e enxerguem aquilo que o temor e o servilismo estúpido não deixa que vejam, mas que o coração e a inteligência (que Pe. Pio já dizia estarem em falta naqueles tempos) clamam em alto e bom tom nas consciências empedernidas e façam com que mudem sua postura, pois por OMISSÃO também se peca 9E MUITO)!

    Uma coisa eu digo: por omissão é que D. Lefebvre e D. Mayer não serão julgados…

  9. Caro A.R.
    Frutos maus estão por toda a parte. Acaso a solução destes males encontrasse somente nas mãos da FSSPX? Ninguém mais tem condições de fazer o bem e curar as chagas abertas?
    Deus abanonou Sua Igreja e refugiou-se somente na fraternidade?
    Reflita.

  10. Estimado Sr Ruiz,
    o que o senhor diz é certissimo… há bons catolicos em muitos lados, inclusive dentro da podridão post conciliar…Deus sempre se reserva almas… quem duvida disso? Mas, em que parte disse que a solução está só nas mãos da fsspx? A nossa conversa é sobre a atitude “arrogante” da fsspx que não é tal. É arrogante obedecer a Nosso Senhor e a tradição da Igreja quando esta se opõe tão evidentemente aos fatos de seu vigario? Mas, que dor para um catolico ver o vigario de Jesuscristo neste estado! Se o pai é alcolatra, o filho se doe e tenta fazelo entrar em razão, ou vc não faria isso? Fique com Deus

  11. Há 10 dias estou sem conexão, precisei vir a uma Lan House, pois estava totalmente defasado em relação às notícias aqui.
    Muito defasado, diria, pois já vi que não conseguirei ler tudo em uma hora, mas enfim: ao menos um alento em ter ouvido mais uma mensagem de Esperança Sobrenatural vinda de Monsenhor Fellay.

    Com efeito, tudo concorre para a maior glória de Deus. E Deus mesmo guia a história, e saberá tirar grandes proveitos deste cenário à primeira vista tão estéril… Mas o que digo? Desde os momentos de crise mais aguda, certamente muitas almas, em reação aos horrores testemunhados, emendaram-se, e talvez o leigo, o religioso ou o sacerdote tíbio tenham em virtude disso se abrasado no serviço a Deus.

    Mesmo agora, cinco anos depois do pontificado do Santo Padre Bento XVI, o movimento de retorno que se verifica ao redor do mundo tem se intensificado como uma corrente quase em uníssono. Certamente muitas pessoas no Brasil e no mundo afora têm se aproximado das formas tradicionais da religião por uma questão de atração natural – ou sobrenatural – ainda que desconheçam a real problemática do Concílio, problemática essa que foi posta à mesa de discussão, gostem ou não os seus defensores…

    Mas certamente, é um movimento legítimo, pois vejo até mesmo no crescimento da Tradição na Bahia, não um agrupamento de protestantes, mas católicos de vários meios, e que têm em comum uma busca honesta por uma vida digna, inserida dentro de preceitos sérios, que é justamente o que a Igreja Católica oferece, quando seu apostolado está desamarrado de quaisquer compromissos temporais.

    Enquanto isso, o que se passa neste blog? Que ofensiva desonesta é essa contra a FSSPX? Por acaso surgiu alguma novidade no discurso?
    D. Fellay, em que pese as discussões doutrinárias que Roma admitiu serem necessárias para reordenar a vida na Igreja, que muito mais do que beneficiar um grupo particular (a FSSPX), na verdade visa dar um ponto final nas inúmeras controvérsias dos últimos 40 anos, diante disso simplesmente permaneceu na postura oficial da FSSPX.

    Para os que desejavam uma mudança de postura na FSSPX, mas um balde de água fria. A FSSPX, pelo visto, continua inerte MAIS UMA VEZ. Assim como continuou inerte quando Roma revogou os decretos de excomunhão…

    E isso não traz surpresa, pois no ano passado, em uma entrevista, D. Fellay disse que não tinham porque sair de onde estavam, pois eles simplesmente nunca se afastaram da rocha firme da Tradição Ininterrupta…

    Com isso o bispo quis dizer que Roma deveria perder as esperanças? Quis dizer que todo o esforço do papa é vão, e não vai dar em nada? Quis dizer que a FSSPX e insensível à guinada que a Igreja deu em direção ao caminho tradicional? Não.

    Nada disso!
    Tudo isso não é apenas muito bom, mas é um sinal de que neste passo, quando os tempos amadurecerem, então a FSSPX será diluida no seio da Igreja, porque chegará a hora em que não mais haverão equivocos…

    Mas agora ele foi sincero: apesar de gestos de boa vontade, de se verificar que estão arregaçando as mangas e fazendo muito mais do que apenas promessas, mesmo assim, quando se olha a mentalidade, as práticas totalmente estranhas à Tradição, os inúmeros equívocos e heresias que infestam todo o mundo, realmente, do ponto de vista humano, não há o que fazer…
    A doutrina católica é como a túnica de Nosso Senhor, já dizia o Professor Orlando Fedeli, e fez uma muito feliz comparação! Não há remendos! Ou é tudo, ou não é nada!

    Não sei se foi insinuação perversa ou foi realmente uma dúvida quando perguntaram se a Igreja se refugiou na FSSPX.
    Bem, nunca constatei nenhum traço de satisfação ou vanglória por parte de ninguém da FSSPX diante da crise em que vivemos.
    Mas certamente, se isso fosse doutrina da FSSPX, então nesse dia toda a luta pela MANUTENÇÃO do que foi sempre ensinado teria ruido, pois dizer que as portas do inferno prevaleceram, e que a FSSPX é o único remanescente não se encontra nos evangelhos nem na tradição, logo, é novidade. E novidade é sempre heresia…

    Quem inventou o modernismo não foi a FSSPX;
    Quem deu o chapéu cardinalício a elementos sensurados pelo Santo Ofício não foi a FSSPX;
    Quem abriu o Concílio Vaticano II e o entregou nas mãos dos teólogos, que segundo o finado Schilebeekxs e atualmente também o bispo Olivieri , conspurcaram a LETRA para favorecer o ESPÍRITO do Vaticano II – que é pastoral – não foi a FSSPX.

    Então, porque cargas d’água a FSSPX tem que sair da segurança da doutrina imutavel, para tentar a Deus?

    É difícil desconstruir mentalidades… A FSSPX não é PROBLEMA. Tá mais pra solução… Claro, não é o antídoto, a chave, o amuleto que vai restaurar o orbe católico.

    A FSSPX não é problema
    A FSSPX não é problema
    A FSSPX não é problema

  12. Caro senhor A.R. Acaso seria o senhor o Rev. Padre Alejandro Rivero, da Fraternidade São Pio X? Se o for é uma honra poder esclarecer certas dúvidas consigo.
    Entretanto, adianto-lhe que, ter pai alcoólatra nos obrigaria a envidarmos, certamente, todos os esforços para a recuperação do mesmo, sem perder por este o respeito devido, uma vez que seria nosso progenitor e o alcoolismo é uma doença. O mal lheio não nos obriga a buscar aliviar o sofrimento de quem padece? Ainda mais se esse mal nos é tão próximo?
    Repito o que disse, há muitos corações dentro da Santa Igreja que podem e querem aliviar-lhe os sofrimentos, não só a FSSPX que, não discuto isso, tem suas louváveis intenções e méritos. Entretanto, não será ela a única panacéia para esse mal que mina o Sagrado Depósito da Fé. Não sejamos arrogantes em pensar que a salvação para a Santa Igreja está somente nas mãos da FSSPX. Nem a própria FSSPX,creio eu, pensa assim. Mas muitos de seus admiradores o pensam.

    Caríssimo Bruno.
    Não meu amigo, não foi por “perversa insinuação” que perguntei se Deus refugiou-se na FSSPX. O fiz como forma de se levar a uma reflexão de algumas posturas aqui de defesa cega de uma instituição que, apesar de bons frutos, também tem suas falhas.
    Vamos olhar ao redor e procurar enxergar o óbvio: outros lutam pelo mesmo ideal e não estão inseridos na fraternidade.
    E para concluir sua observação:
    A FSSPX não é o problerma!
    O problema são os que lhe conferem uma inerrância descabida, fazendo olhares de mercador para as falhas humanas que também se escondem dentro de suas fileiras, como se escondem nas muitas fileiras que combatem pelos mesmos ideais em outros seguimentos católicos fiéis à Tradição.
    Abraços

  13. Pelo que pude observar até o comentário de 12:23, ninguém aqui conferiu uma inerrância à FSSPX, nem o autor do post, nem os comentaristas, muito pelo contrário.

    Agora dizer que se houvesse uma possibilidade de esculhambar o Santo Padre, a FSSPX e aliados a faria, é ultrapassar todos os limites da justiça e ao mesmo tempo do bom senso.

    Cadê o respeito? Não basta só exigi-lo, é necessário tê-lo.

    Quanto delírio!

    Francamente…

  14. Pois então, Rodrigo, quem identifica a FSSPX como a própria Igreja labora em erro. Assim como a Igreja não acabou depois de 1960 anos, também é igualmente herético dizer que a Igreja transferiu-se para a FSSPX nos últimos 40 anos.
    O dogma fora da Igreja não há salvação não foi relativizado para Fora da FSSPX não há salvação.

    Mas os aplausos à FSSPX são bem justificados, pois numa Fraternidade presente em todos os continentes da Terra, apesar da heterogeneidade de seus religiosos e seus fiéis, essencialmente todos formam um bloco coeso em torno não apenas dos princípios, mas também na fidelidade e na ação comum.

    A FSSPX até o presente não capitulou diante da adversidade. Lutou dentro de suas possibilidades para mudar o curso dos acontecimentos, e conseguiu com isso ser um motivo a mais para precipitar o motu propiro que liberou a Missa de Deus para todos.
    Sim, o papa, por convicção pessoal faria isso com ou sem FSSPX… E teria muito mais dificuldade nesta empreitada… Porém argumentou que fazia isso TAMBÉM para normalizar a FSSPX, o que serviu para calar a boca dos modernistas…
    O fruto do “cisma” agora é o re-exame do Vaticano II… E a FSSPX foi chamada para discuti-lo!

    A FSSPX é um conjunto de católicos que se parecem em tudo com os mesmos católicos que vimos sofrer entre os ímpios do século XX, entre os revolucionários do século XIX, entre os cismáticos russos, entre os anglicanos que invadiram a Irlanda, entre os muçulmanos da Península Ibérica: pessoalmente com todos os defeitos e todas as virtudes que são marca de qualquer ser humanon. Assim como esses católicos do passado, a FSSPX não será jamais a sociedade perfeita, a sociedade de santos, de homens com todas as virtudes e nenhum dos defeitos e contradições… Mas Deus, para escrever certo, não se detêm diante da slinhas tortas… Em toda a história, existiram inúmeros momentos onde a paz foi oferecida aos católicos em troca de acordos de compromisso… Os católicos franceses tiveram liberdade de religião garantida com subsídios do governo… Desde que jurassem a constituição, e renunciassem ao vínculo paternal do papa…

    Para a FSSPX virar mais um grupo como tantos que vemos aí, numa vida mediana, se contentando em ser apenas uma opção de espiritualidade, bastaria que ela fosse como os outros tradicionalistas do passado, que preferiram “errar com a Igreja”, do que suportarem a responsabilidade da Verdade Católica.
    Não se deve com isso apagar o que estes fizeram de bom um dia… Só que em um momento, quando prestarem contas de como batalharam pela Igreja, terão que admitir que deixaram de lado os princípios, e passaram a apoiar tudo o que combatiam, para não ter que se pôr contra tudo e contra todos.

  15. Sr. Ricardo.
    Delírios e devaneios estão muito mais externados em quem defende um magistério à margem do Magistério da Igreja que é, por antonomásia, uma prerrogativa do Soberano Pontíficie. Ou temos mais papas por aí do que S.S.Bento XVI?
    A democracia de certos defensores da FSSPX é bem interessante.

  16. Uns exigem imperiosamente respeito à FSSPX, mas até onde tem respeitado a pessoa do Soberano Pontíficie e as outras instituições ligadas à Tradição que unidas à ele buscam corrigir os erros cometidos em nome do Concílio?
    Quando o argumento passa ao nível ad hominem, perde-se a razão de ser do objeto real de toda a argumentação.

  17. A.R.

    Eu concordo com quase tudo que a FSSPX defende;estou do lado de Dom Fellay quando ele defende a tradição de sempre da Igreja , quando ele defende a continuidade dogmática e doutrinal.
    Agora se a FSSPX quer servir a restauração da fé e da Igreja deve estar aberta a atender os pedidos do Papa.
    Não existe serviço a fé sem fidelidade absoluta ao Papa.

    Se a FSSPX aceitasse o compromisso com Roma como fez a Administração Apostólica São João Maria Vianney da qual pertenço, estaria prestando um serviço mais eficaz ao reerguimento da vida espiritual dos católicos neste tempo de crise.

    Dom Fellay devria entender que é preciso dar um passo para trás para dar depois dois a frente.

    A falta de inteligência estratégica dos católicos tradicionais é o que fez e faz os progressistas estarem nos postos chave da Igreja hoje.Jesus diz que os filhos das trevas são mais astutos que os filhos da luz.Sua palavra continua atual.

    Se a FSSPX tivesse menos escrúpulos as coisas estariam melhor, tanto de um lado quanto de outro.

  18. Sr. Rodrigo Ruiz,

    Esse papo de que a FSSPX e outros tradicionalistas que a apoiam defendem um magistério à margem não cola.

    Que objeto real? Você mesmo? Você nem se esforça muito na linha de raciocinio do seu “argumento”, só se torna repetitivo como os outros fanáticos modernistas seguidores da letra e do espírito conciliar. É pura confusão e delírio de quem não quer ver a realidade separada dos próprios escrúpulos. Não perderei meu tempo com você.

    Vá discutir com Vitor José ou com Lucas ou qualquer outro modernista palpiteiro que costuma aparecer nesse blogue e acha que tem uma idéia melhor do que o Papa em relação as discussões doutrinárias.

  19. Reveja seus conceitos plásticos sobre Modernismo, sr. Ricardo. Não sabe distinguir uma pomba de uma rolinha…

  20. E vá cantar de galo em outra freguezia, meu caro, pois o sr. não me conhece, portanto, atribuir-me o epíteto de modernista e querer encerrar a conversa só pode ser fuga desesperada de quem nada mais tem a dizer, exceto: Extra FSSPX nulla salus!
    Aliás, para a tipos pouco instruídos como o sr. demonstra ser, quem não concorda com suas opiniões idolátricas acerca da fraternidade só pode ser modernista.
    Quanta falta de amadurecimento…
    Aparece cada um nesse blog…

  21. Sobre o debate Concílio Vaticano II eu penso da seguinte maneira: ESTOU COM O PAPA BENTO XVI. Acredito que é possível sim interpretar o concílio através da hermeneutica da continuidade. Vejo que Bento XVI já vem a algum tempo tomando iniciativas firmes e seguras por exemplo a DOMINUS IESUS..do cardeal Ratzinger que deixou bem claro a questão do subsistit.. a SPE SALVI de Bento XVI.. que muito sutilmente se afastou do que a GAUDIUM ET SPES afirmava. O Papa tem procurado corrigir os erros que os teologos do vaticano II ensinaram. Acredito que somente o Papa pode colocar um ponto final na questão Vaticano II . Deixem o Papa trabalhar e apoiemos ele.