Beatificação de João Paulo II sofre contratempo.

A beatificação do Papa João Paulo II pode demorar um pouco mais do que se esperava. A comissão médica da Congregação para a Causa dos Santos descartou o suposto milagre atribuído à sua intercessão, o da cura de uma religiosa francesa.

As razões que motivaram os médicos são a incerteza do diagnóstico do Parkinson e a possibilidade de cura de algumas formas desta mesma doença. A comissão solicitou, então, ao postulador da causa que escolhesse outro entre os 271 supostos milagres já apresentados e dos quais há volumosa documentação.

Uma “eminente fonte vaticana”, porém, afirmou que “não se pode dizer que aquele milagre não seja mais válido, simplesmente porque a Congregação para a Causa dos Santos não o analisou oficialmente”.

O contratempo serve, entretanto, para testemunhar a seriedade com que a Igreja trata os supostos milagres e o escrutínio científico ao qual os submete. Deus, a quem nada é impossível, haverá de realizar o milagre exigido como manifestação de Sua vontade.

Fonte: La Repubblica

Tradução: Oblatvs

29 Comentários to “Beatificação de João Paulo II sofre contratempo.”

  1. Logicamente desejamos que JPII esteja com Deus. Mais a canonização dele, ao meu ver, significa humilhar os pontífices pré-conciliares, principalmente São Pio X, que tanto lutor contra o ecumenismo. E mais: significa também humilhar o apelo de Nsa. Senhora de Fátima que veio pedir a conversão da Rússia ao Catolicismo Romano,(totalmente anti-ecumenico) pois este é o significado da consagração da “Rússia” ao Imaculado Coração de Maria.

    Qualquer pessoa que tem um mínimo de inteligencia enxerga isso. Mas para muitos hoje ser contra o ecumenismo equivale a ser taxado de sedevacantista. Será que a Mãe de Deus é sedevacantista por ser anti-ecumenica?

  2. omo diria o ditado popular: Devagar com o andor que o santo é de barro!!!
    Na “pressa” muitas arbitrariedades podem ser cometidas: não é preciso pressa, muito menos “jato propulsão”, mas seriedade. A vontade humana não pode ser o catalizador e/ou idealizador de “milagres”, mas tão somente a vontade soberana de Deus.
    Como diz o artigo, já se dá por pressuposto “algum milagre em algum lugar”, mas é preciso ter a humildade de “achar” que Deus pode também não querer…
    Oremos.

  3. E enquanto isso onde anda o processo de Pio IX e Pio XII? E o sonho daquela mulher sobre JP II que declina da intercessão e aponta Pio XII?!
    Mistério…
    Rezemos mais ainda.

  4. “Deus, a quem nada é impossível, haverá de realizar o milagre exigido como manifestação de Sua vontade”. Ou não… O que no caso de um papa tão suspeito é muito mais provável!

  5. Existem “ecumenismos” e “ecumenismos”.
    Veja-se, a propósito, o esforço realizado pelo Papa Bento XVI e pelo Patriarca Bartolomeu I de Constantinopla, no sentido do retorno à comunhão plena.
    Não há como negar a existência da sucessão apostólica e de sacramentos válidos, ainda que ilícitos(guardam a mesma teologia apesar da disciplina ser diferente), na Igreja Ortodoxa.
    O Papa Bento XVI indicou, até mesmo, um caminho a ser seguido no caminho da unidade: Santo Agostinho.
    Conforme discurso proferido no Vaticano, na audiência geral do dia 02 de setembro de 2009, a católicos e ortodoxos, Sua Santidade desejou “que a reflexão comum entre católicos e ortodoxos sobre a figura de Santo Agostinho possa reforçar o caminho para a comunhão plena”.
    O Papa Bento XVI, sem abrir mão do ensinamento de sempre da Igreja Católica, vai construindo o verdadeiro ecumenismo.

  6. Eu concordo que seja necessário o diálogo com outras igrejas separadas do rebanho de Pedro, para que elas aceitem o Primado de Pedro e haja um só pastor e um só rebanho, uma só fé, um só credo. Esse ecumenismo eu aceito.

    Acontece que o ecumenismo que surgiu pós-vaticanoII dizia que não era necessário converter-se ao Catolicismo Romano porque todas as religiões eram boas e salvavam. Esse ensinamento é herético!!

    Alguém pode me informar que Ecumenismo era defendido por JPII? ele se esforçou para trazer os “separados” ao Catolicismo Romano?

  7. Suponhamos o seguinte: fulano ficou gravemente enfermo de mal incurável. Sua família, cheia de fé, pediu a seus parentes que rezassem por ele. Um invocou o Beato Pio IX, outro invocou o Servo de Deus Pio XII, um terceiro pediu a JPII. O homem foi milagrosamente curado. A quem atribuir o milagre?
    Sinceramente, já expus a teólogos essa dificuldade. Até agora não encontrei uma solução. Só descarto a possibilidade de o milagre ser atribuído a um falso santo, suspeito ao menos de heterodoxia e notória imprudência no governo da Igreja.

  8. Ferretti,

    A pressa faz-nos cometer alguns erros, como o que cometi ao escrever “lhes submete”. Já corrigi no meu blog e peço-lhe que corrija também aqui no seu. Substitua, por favor, por “os submete”.

    Obrigado pela constante referência ao OBLATVS em seu excelente blog.

    Pe. Clécio

  9. Caros, o único ecumenismo aceitável pelo católico é o de conversão, e não outro dito “dialogal”!!!
    Mais detalhes aqui http://contraimpugnantes.blogspot.com/2008/11/um-ecumenismo-de-converso.html
    E sobre a igreja ortodoxa (em minúsculo, mesmo), há que se precisar alguns fatos: o que se diz hoje como “elementos” na verdade são vestígios eclesiais – que podem ser transmutados pele re-conversão ao Redil de Pedro. Mais detalhes aqui http://contraimpugnantes.blogspot.com/2009/04/consideracoes-teologico-dogmaticas.html

  10. Caro Jean,

    Minha dúvida é a mesma que a sua, independentemente, de estarmos falando de JPII. A pessoa enferma teria que rezar SOMENTE e EXCLUSIVAMENTE a um único santo/venerável/servo de Deus durante TODO o período de enfermidade para então se atribuir a cura àquele e não a este santo/veneráve/beato?

    Mas será que no sufoco as pessoas fazem isso mesmo? Em geral, quando estamos com problemas rezamos a Deus pedindo a intercessão de Nossa Senhora, mais tarde rezamos novamente pedindo a intercessão de um santo, e em seguida de vários outros.

    Então, como saber quem foi o “pistolão”?

    A não ser que a cura se dê IMEDIATAMENTE após a invocação a uma determinada pessoa, mesmo que o doente já tenha pedido a cura pela intercessão de outros.

    Gostaria que os sacerdotes que estiverem lendo esse posting que esclarecesse essa nossa dúvida.

  11. é preciso ter a humildade de “achar” que Deus pode também não querer…( 2 )

  12. Prezados senhores.
    Querer tratar a Igreja Ortodoxa (com maiúscula em respeito, pelo menos, às regras de português) como uma seita de fundo de quintal é um ledo engano.
    Ainda bem que o Santo Padre não pensa assim e valoriza sobremaneira o diálogo que leva ao aprofundamento teológico com aquela secular instituição.
    Saliento, ainda, todo esforço pessoal do Papa Bento XVI em confirmar na fé os anglicanos da TAC através da Constituição Apostólica Anglicanorum Coetibus.
    Ressalto, ainda, o desejo de unidade, na verdade, do atual Papa, ao promover o levantamento das excomunhões de Suas Excelências Reverendíssimas D. Bernard Fellay, D. Bernard Tissier de Mallerais, D. Alfonso de Galarreta e D. Richard Williamson.
    Tal atitude ensejou um agradecimento comovido de D. Bernard Fellay, nos seguintes termos:
    “…Expressamos nossa gratidão filial ao Santo Padre por este ato que, além da mesma Fraternidade, será um bem para toda a Igreja. Nossa Fraternidade deseja poder ajudar sempre mais o Papa a por remédio nesta crise sem precedentes que comove atualmente o mundo católico, e que o Papa João Paulo II tinha designado como um estado de “apostasia silenciosa”.
    Além do nosso reconhecimento ao Santo Padre, e a todos aqueles que ajudaram a chegar a este ato corajoso, nos congratulamos de que o decreto do dia 21 preveja como necessário “conversações” com a Santa Sede, conversações que permitirão à Fraternidade Sacerdotal São Pio X de expor suas razões doutrinais de fundo que ela considera como a origem das dificuldades atuais da Igreja…”
    Como católicos temos muitas razões para nos orgulharmos do espírito ecumênico de Sua Santidade Bento XVI.

  13. “Deus, a quem nada é impossível, haverá de realizar o milagre exigido como manifestação de Sua vontade.”
    Em outras palavras:
    “Deus haverá de canonizar o Vaticano II e calar a boca dos tradicionalistas”.
    Podem esperar sentados, babilônios!

  14. Carissimo sr. Marcelo Moraes, acho que o senhor nao me entendeu muito bem:
    1) Nao estava eu a falar das regras de portugues, mas da correta designcao da Igreja Ortodoxa como cismatica e nao como linguistica a clve eh telogica e nao filologica;
    2) O senhor equivale o tal ecumenismo extra ecclesia com o pseudo-ecumenismo intra ecclesia, isto e, mistura atitudes diferentes e fatos distintos para mixa-los na mesma calve dourinal.
    E, como falei, o unico ecumenismo viavel e toleravel para o catolico eh o de conversao.

  15. Salve Maria!

    Ferdinand ta parecendo um herege raivoso!“Deus, a quem nada é impossível, haverá de realizar o milagre exigido como manifestação de Sua vontade.”Como você pode afirmar que essa é a vontade de Deus, parece mais ser a sua vontade. E você foi mais além, quer canonizar o CV II, não se esqueça, este concilio NÃO é dogmático, portanto ninguém e obrigado a aceita-lo mas mesmo assim querem enfia-lo “goela abaixo” em todo mundo.
    Ferdinand, “Por astuta aparência de verdade, os hereges seduzem a mente dos inexpertos e escravizam-nos, falsificando as palavras do Senhor”(S. Irineu de Lion)

  16. Anderson, eu estou do seu lado! Apenas usei de ironia e você não entendeu! Os babilônios são aqueles que dominam hoje a hierarquia da Igreja, são os que apoiam o espírito do VII!
    Deus me livre de ser canonizado o Concílio!
    A vontade de Deus seria que fosse canonizado um papa que apoiou em suas encíclicas e práticas todas as heresias do Vaticano II contra as quais lutaram os santos de todas as épocas? De jeito nenhum!
    Apenas indiquei o que o texto destacado parece querer dizer em outras palavras.

  17. Eu tenho cá com meus botões que o maior entusiasta da canonização de João Paulo II é o atual papa, Bento XVI…

    Será que o seu sucessor será animado de igual vontade de apressar os fatos? Eu disse apressar, não disse atropelar. Basta ver agora o contratempo acima, na notícia em que a ciência descartou explicação sobrenatural sobre o caso supra-citado…

  18. Prezado senhor Marcus Moreira Lassance Pimenta.

    Por suas expressões percebo que o senhor não nutre pelos ortodoxos o mesmo apreço que o Santo Padre a eles dispensa, o que é uma pena.
    Graças a Deus o diálogo e o aprofundamento entre católicos e ortodoxos, tão próximos doutrinariamente, não se constrói com os adjetivos e as alcunhas que o senhor emprega.
    O senhor acha que vamos convencê-los que a integralidade da revelação de Nosso Senhor Jesus Cristo está na Igreja Católica com essa retórica que nada construiu ao longo de mais de mil anos?
    Não será melhor oração, franqueza e estudo sério dos Santos Padres e dos Concílios ECUMÊNICOS? Olha a palavra aí, senhor Marcus.
    A graça de Deus certamente não faltará, da mesma forma que tal graça não faltará nas conversações entre a Santa Sé e a FSSPX.
    No contexto que eu quis empregar, não entendido pelo senhor, a palavra ecumênico refere-se tanto à reunião de cristãos de distintos lugares, quanto à profissão da mesma doutrina e costumes aceitos como norma para toda a Igreja.

  19. Salve Maria!
    Ferdinand ainda bem que este não é o seu pensamento, peço desculpas por ter interpretado mal o que você escreveu.

  20. Christiano,

    Você perguntou:
    Alguém pode me informar que Ecumenismo era defendido por JPII? ele se esforçou para trazer os “separados” ao Catolicismo Romano?

    Respondo:
    O ecumenismo defendido por João Paulo II era o de trazer de volta à unidade sob Pedro aquelas comunidades cristãs que se afastaram da Igreja Católica. Grande foi o esforço do Papa João Paulo II nesse sentido. No caso dos cismáticos orientais, dos anglicanos e de outros grupos, esse esforço é notório.

  21. “Os babilônios são aqueles que dominam hoje a hierarquia da Igreja, são os que apoiam o espírito do VII!”

    …E infelizmente, a letra, caro Ferdinand!

  22. Caríssimo e cordialíssimo sr. Marcelo Moraes, suas colocações foram ponderadas, mas adocicadas; explico-me: o meu apreço pelos ortodoxos é tamanho que não nutro por eles um viés “dialogal”, “ecumênico”, mas viril e fraterno, na clave da caridade com verdade – como quer o Papa.
    Não podemos ter pelos cismáticos aquela sensibilidade exacerbada ao ponto de afrouxar o desejo de conversão.
    Mostrando-nos “acessíveis” aos “apelos do mundo moderno”, vemo-nos tergiversar de nossas obrigações de responder com sabedoria e mansidão dá fé à nós confiada; e não há nada mais contraproducente do que não se mostrar firme na fé, convicto de que a verdade da caridade passa pela adesão da inteligência e da vontade àquilo que a Igreja Católica ensina.
    Com relação ao dedilhar na expressão com a retórica, digo-te que uma argumentação que usa esse instrumento nada tem a se desmerecer se é para a maior glória de Deus! Temos de ser mais verdadeiros na fé: chamar as coisas pelo seu devido nome, e não pelo seu sucedâneo moderno, cheio de não-me-toques e com altíssima fragilidade epidérmica!!!
    Se não mostrarmos a força cheia de suavidade do Catolicismo, já que é um jugo leve, como poderemos convencer alguém de qualquer coisa?! Se é para aderir, que seja por aquilo que tem mais vigor, mais força, mais fibra – o que, ao fim e ao cabo, é onde há a sabedoria e o amor que não desiste, não se rende, não se cansa, não se perverte e vence pela doçura de sua vitalidade inamovível!
    A graça de Deus opera com mais fecundidade no terreno fértil das virtudes naturais. Se não tivermos as ganas de despertar as virtudes dos vestígios eclesiais dos ortodoxos, como eles poderão se converter?! Que seja até pelos brios ortodoxos!!!
    Além disso, fico com a sentença popular que diz: “Oro como se esperasse tudo de Deus, mas laboro como se esperasse tudo de mim”.
    Não se trata de duvidar de Deus, mas de ser digno da outorga de bonus cooperatur, já que grande é a messe e poucos os operários…

  23. Prezado senhor Marcus.

    Primeiramente e francamente, permita-me elogiar sua facilidade para transformar o pensamento em palavras. Não são todos que possuem tal habilidade.
    No mérito, não vamos discordar, absolutamente, quanto à necessidade de sermos francos e verazes. Se observar com cuidado as minhas observações dirigidas ao senhor vão nesse sentido.
    Vou discordar, contudo, quando diz que estou sendo adocicado. Em absoluto. Conforme o senhor observou, estou buscando ponderação. Após séculos de encarniçada luta e de ódios recíprocos, entre católicos e ortodoxos, abre-se uma possibilidade para a reconciliação, a qual acredito piamente ser deseja por Deus.
    Creio que é preciso aprender sempre com Nosso Senhor. Se por um lado, ele chicoteava os vendilhões do templo, por outro, ao conversar com a mulher samaritana à beira do poço (Jo 4, 1-29), disse-lhe todas as verdades que ela necessitava ouvir. Reparou contudo que em nenhum momento deu-lhe seu real nome: adúltera. Tal atitude do Senhor favoreceu a escuta por parte da mulher redundando em sua conversão. Ela saiu daquela conversa: 1º) perfeitamente consciente de sua condição de adúltera e da necessidade de modificar seu modo de proceder; 2º) anunciando Jesus como Messias.
    Os católicos têm o direito e o dever de apresentar a integralidade da revelação de Jesus, conforme nos ensina a Santa Igreja, sem tergiversar, sem retirar uma linha. Muitos cristãos deram a vida por isso. Em respeito a eles e a seu sacrifício não podemos ser “adocicados”. Contudo, devemos ter discernimento, com as luzes do Espírito Santo para sabermos quando está na hora de tirar o chicote ou quando está na hora de conversarmos à beira do poço.

    Minhas saudações.
    Continue no seu bom combate.

  24. Salve maria!

    Marcelo Moraes,
    Concílio Ecumênico, aqui o termo ecumênico não se refere a todos os que se dizem “cristãos”, como muitos fazem pensar, mas sim e tão somente, a assembléia dos bispos Católicos, Apostólicos, Romanos reunidos para um concilio.

    Flavio,
    o Papa JPII e o seu ecumenismo, jamais buscaram trazer ao seio da Igreja os cismáticos, muito pelo contrario, ele demonstrou que acrediava que todas as religiões fossem boas, prova disso foi o sacrílego encontro em Assis, onde JPII pediu a cada representante das “religiões” que rezassem para seu deus ou deuses. E isso não é a unidade sob Pedro.

    U.I.O.G.D.

  25. Salve Maria!
    Eis aqui uma resposta mais embasada sobre concílio ecumênico: O Dictionnaire de Théologie Catholique define o Concílio ecumênico ou universal como a assembléia solene dos bispos de todo o mundo, reunidos por convocação do Romano Pontífice e sob a sua autoridade e presidência, para deliberarem assuntos relativos a toda a Cristandade.

    U.I.O.G.D.

  26. Caríssimo e fidelíssimo sr. Marcelo Moraes, só posso creditar as suas palavras a mim dirigidas a sua imensa boa-vontade!
    Agradeço imenso suas explicações e seus exemplos tirados das Sacras Letras: são paradigmáticos e inspiradores.
    Nessas pegadas de Sangue, Fibra e Misericórdia devemos todos andar: “Meu Senhor e meu Deus”, dizia o Apóstolo naquela fidelíssima atitude de reconhecimento.
    Ao contrário do que possa parecer, isto é, a minha inclinação inamovível pela truculência e pela força, há uma sutil diferença de “catequese” que salta aos olhos: mesmo se mostrando firme, não sou “duro” – há casos e casos.
    A psicologia é importante para a conversão, mas não se pode levar sempre esta “regra de fé [moderna]” como absolutizante, isto é, considerando-se sempre as afetações das hipersensibilidades não mostrar o fulgor da fé, o seu diamantino núcleo de Paixão.
    Hoje em dia – e somente “hoje em dia”! – vemos que se preza mais o “diálogo”, o “acolhimento”, a “compreensão” do que a verdadeira conversão, isto é, criar católicos de fibra verdadeira e não só no nome. Dou-te um exemplo: aqui mesmo no FiU há um vídeo onde D. Rifan, da Adm. Apostólica de Campos, exalta a “positividade” das “conversões” que o Pe.(sic!?) Fábio de Melo promove por conta de seu “apostolado”; pois bem, como podemos classificar esse neo-católico convertido com esse amálgama de sentimentalismo, show biz e heresia(s)???!!!
    Conversei com muitos, inclusive um casal “orientado” em encontros para “discutir o evangelho”, aderentes de várias “comunidades” e quejandos: ficam todos entre o pueril e o patológico…
    Como podemos dar ISSO como exemplo para conversão ou dizer que ISSO é conversão???!!!
    O caso com os ortodoxos é semelhante: assim como há pessoas há índoles e caráteres; não podemos tomar a todos igualmente, mas também não podemos nivelar todos “por baixo”.
    Há que haver um ponto arquimédico onde todos podemos nos apoiar – e não será na “atualidade” da atitude católica que encontraremos essa “firmeza”!…
    É na Tradição, berço de inúmeras conversões exemplificantes que encontraremos aquele material para polir as almas para que eles reflitam, como num lago, a Sagrada Face!
    É exortando e cultivando a inteligência e a vontade no seu mais altaneiro propósito (louvar a Deus em espírito e verdade & amá-lO de todas as nossas forças, de toda a nossa alma e de toda a nossa inteligência!!!) que é confessar a Cristo e que fora de Sua Igreja não há salvação!!!
    Não caiamos no erro de criar aderentes acéfalos ou com o “coração” hipertrofiado…
    Com estima e carinho imensos; MMLP.

  27. Depois de se ler o livro de Piers Compton, especialmente o 14º capítulo, fica difícil acreditar numa canonização válida de Karol Wojtyla.

    Confira (o livro completo, grátis mas em inglês):

    http://www.catholicvoice.co.uk/brokencross/

  28. Anderson, você está enganado quanto à noção de ecumenismo de João Paulo II, Papa. Sua noção de ecumenismo é a mesma de Bento XVI: trazer de volta todos os cristãos à Igreja Católica. Essa é a única noção católica de ecumenismo.
    Não vou abrir uma discussão com você e por isso me limito a retificar o que você disse de errado. Rezemos pelo Papa, no seu esforço de trazer de volta à Igreja de Roma todos os hereges e todos os cismáticos, de todos os matizes. Os de boa vontade voltarão.

  29. Salve Maria!
    Flávio, são os fatos que demostram qual é o ecumenismo de JPII, não sou eu que invento.
    Foi ele que na reunião ecumênica de Assis pediu que cada um rezasse ao seu deus! foi ele que recebeu na testa o tilac, sinal dos adoradores da deusa hindu shiva! Foi ele quem beijou o alcorão do Islã! Foi ele que colocou uma orção no muro das lamentações em Jerusalém! Isso é trazer eles para a Verdadeira Igreja ou tornar-se como eles, aceitar e reconhecer que eles estão certos onde estão???
    U.I.O.G.D.