Dom Bernard Fellay: “não haverá triunfo mariano sem restauração da Igreja e, portanto, da missa com o ensinamento da fé”.

As conversações romanas: algumas perspectivas

Monsenhor, obrigado por aceitar responder às nossas perguntas. Qual a diferença entre estas conversações doutrinais e os intercâmbios anteriores que ocorreram durante a vida de Mons. Lefebvre, por exemplo, a propósito das Dubia?

Anteriormente, os intercâmbios eram, na verdade, informais, exceto em algumas raras ocasiões, como no início do pontificado de João Paulo II. Mons. Lefebvre, enquanto apresentando as principais objeções às novidades — e protestando energicamente contra os escândalos que sacudiam a Igreja —, procurava então um acordo prático: ele pensava que Roma poderia deixá-lo fazer “a experiência da Tradição” concedendo à Fraternidade São Pio X uma regularização canônica antes de qualquer debate de fundo. Após 1988, ele indicou claramente o passo a seguir: conduzir a discussão sobre o terreno doutrinal, sobre a própria essência da crise que faz tanto estrago. Hoje, a Santa Sé nos concedeu, sem contrapartida, estas magníficas conversações doutrinais, de maneira oficial. Elas serão para nós a ocasião de testemunhar a fé e de fazer de nós o eco de 2000 anos de Tradição, sem nos privar de retomar certos estudos, como justamente as Dubia sur la liberté religieuse que, à época, não obtiveram resposta satisfatória.

Só a Fraternidade obteve estas conversações, sérias e quase solenes. Nenhuma comunidade Ecclesia Dei as obteve. Ao seu parecer, isso é o sinal da pertinência de nossa atitude de resistência e recusa de um compromisso ou de um reconhecimento canônico equívoco, ou antes, é o sinal que as comunidades Ecclesia Dei não têm finalmente maiores coisas que as distingam da linha conciliar?

É, sem dúvida, o sinal dos dois.

Poderia nos dar uma lista exata dos temas abordados, Monsenhor?

Você o encontrará no comunicado de imprensa que seguiu o primeiro encontro, em 26 de outubro passado: “Em particular serão examinadas as questões relativas à noção de Tradição, ao Missal de Paulo VI, à interpretação do Concílio Vaticano II em continuidade com a Tradição doutrinal católica, aos temas da unidade da Igreja e dos princípios católicos do ecumenismo, da relação entre o cristianismo e as religiões não-cristãs e à liberdade religiosa”.

A filosofia moderna e os novos conceitos (testemunho, diálogo, abertura, compromisso, experiência, etc.) estarão na pauta das discussões?

Todos estes assuntos são subjacentes a muitos dos problemas que tocam a nova eclesiologia, e parece inevitável que sejam levantados por ocasião destas conversações que, recordo, giram em torno do Concílio e de seu aggiornamento.

É possível observar uma discrição total em torno destas conversações? Não há rumores que já tenham vazado?

Não de meu conhecimento, a não ser alguns aspectos secundários tocantes à organização geral destas conversações.

Qual é a razão pela qual o Vaticano e a Fraternidade têm de guardar tão grande discrição em torno das conversações doutrinais?

É muito importante que o clima das discussões seja calmo e sereno. Vivemos na época da midiatização e da democracia universal em que cada um julga de tudo e dá a sua opinião sobre tudo. As questões de teologia e os desafios são tais que é preferível deixar as coisas acontecer na discrição. Chegado o momento, se necessário, será, todavia, tempo de prestar contas publicamente.

Diz-se freqüentemente que Roma e a Fraternidade não se compreendem porque não têm a mesma linguagem. Isso é verdadeiro da parte de nossos atuais interlocutores romanos? Como fazer para ter a mesma linguagem?

É ainda muito cedo para lhe responder. Temos, em todo caso, lidado com mentes brilhantes com as quais deveríamos poder conversar. A formação filosófica tomista é evidentemente a melhor maneira de proceder.

Os teólogos que Roma escolheu, no seu parecer, representam a corrente geral teológica na Igreja hoje? Ou estão mais próximos de uma tendência específica? A sua linha de pensamento está próxima da de Bento XVI?

Os nossos interlocutores nos parecem muito fiéis às posições do Papa. Situam-se no que se pode chamar de linha conservadora, a dos partidários de uma leitura mais tradicional possível do Concílio. Eles querem o bem da Igreja, mas ao mesmo tempo salvar o Concílio: aí está toda a quadratura do círculo.

Os teólogos escolhidos pelo Vaticano são tomistas? O são da maneira tradicional?

Nós o veremos. Temos, em todo caso, lidado com um dominicano, logo, um grande conhecedor de Santo Tomás de Aquino, mas também com um jesuíta e um membro do Opus Dei.

Nas conversações, quais serão os pontos de referência, além da Revelação, da Escritura e da Tradição? Apenas o magistério anterior ao Vaticano II? Ou o posterior?

O problema se refere ao Vaticano II. É, portanto, à luz Tradição anterior que examinaremos se o magistério pós-conciliar é uma ruptura ou não.

Alguns temem que nossos teólogos, tomados pela atmosfera dos escritórios do Vaticano, baixem a guarda nas suas conversações. O senhor poderia tranqüilizá-los?

Nós vamos a Roma para testemunhar a fé, e a atmosfera dos escritórios nos importa bem pouco. Nossos teólogos se reunirão a cada dois ou três meses numa grande sala do Palácio do Santo Ofício, não em escritórios…

No que diz respeito à duração dessas conversações, dada a dificuldade da maior parte dos assuntos que pedem pelo menos um ou dois anos cada um, esta duração poderá ser mais curta que cinco ou dez anos?

Espero que não seja assim… em todo caso, quando se trata com uma pessoa, quem quer que seja, a questão da missa, da liberdade religiosa ou do ecumenismo, não é necessário todo esse tempo para convencê-lo!

O senhor não teme que, no curso dessas discussões, Roma viesse finalmente a responder a nossas objeções (concernentes à liberdade religiosa ou à nova missa) pelo argumento de autoridade: Roma decidiu assim, ela não pode se enganar, etc.?

Pode-se temê-lo, certamente, mas neste caso, isso demonstraria que Roma realmente não tinha a intenção de discutir. Ora, não se pode esquivar do debate sobre o Vaticano II. O recente livro de Mons. Gherardini, teólogo romano reconhecido, o prova bastante. O Vaticano II pode ser discutido; ele deve ser.

Não se pode temer que estas conversações terminem em declarações comuns, nas quais as partes se entendam sobre pontos comuns, mas sem acertar os debates de fundo, algo como a Declaração conjunta com os luteranos sobre a justificação?

Não é questão de declarações comuns.

Suponhamos que um dos teólogos do lado romano, após estas conversações, seja conduzido a se alinhar a esta ou aquela tese tradicional, por exemplo, a julgar a liberdade religiosa como não conforme à Tradição. Que poderia ocorrer em seguida?

O que a Providência quiser. Veremos então o que convirá fazer. Não estamos lá ainda.

Os fiéis rezaram o rosário pelo reconhecimento da missa tradicional e pelo levantamento das excomunhões; atualmente, rezam pela consagração da Rússia pelo Papa.  O senhor tem o sentimento que eles rezam igualmente pelo bom resultado das conversações doutrinais?

Vale a pena rezar por esta intenção, como fizeram as crianças da Cruzada eucarística no mês de janeiro. Do nosso testemunho de fé pode resultar um grande bem para a Igreja… Com efeito, me parece que os objetos destas cruzadas do Rosário são encaixados uns nos outros: não haverá triunfo mariano sem restauração da Igreja e, portanto, da missa com o ensinamento da fé.

Fonte: DICI – 9 de março de 2010

24 Responses to “Dom Bernard Fellay: “não haverá triunfo mariano sem restauração da Igreja e, portanto, da missa com o ensinamento da fé”.”

  1. Ponderação e senso do real: nada melhor para guiar a FSSPX do que estas virtudes de caráter.
    Bravo, D. Felay!!!
    Oremos todos pela restituição de tudo em Cristo.

  2. O que realmente se pode esperar, em sã consciência, dessas “conversações” com Roma?

    Que elas atinjam o objetivo marcado por Mons. Lefebvre: a volta de Roma à Tradição da Igreja!

    Pretender qualquer outra coisa é loucura!

    Nestes tempos de diálogo não se pode perder de vista, um segundo, todo o combate de Mons. Lefebvre. E mais do que isso, não se pode desprezar suas posições acerca da Roma apostata e destruidora da Fé Católica!

    Fellay parece consciente de tudo isso. Mas somente na pratica veremos a verdade que está nos bastidores das conversações!

  3. Alguém saberia dizer se já existe data marcada para começar esses debates da FSSPX com Roma?

  4. “aí está toda a quadratura do círculo”

    Muito boa esta resposta.

  5. Dou graças a Deus por existirem católicos perseverantes na fé em Cristo Rei através de seus testemunhos e dos ensinamentos de sacerdotes comprometidos com a Verdade assegurada pelo Espírito Santo na tradição da Igreja de Jesus Cristo.

    Quanto mais eu estudo mais eu alimento minha fé em Cristo, apesar de muita coisa ainda no meu vocabulário e idéias estar contaminada pela fala macia dos modernistas. E, como eles, posso afirmar que no meu sentir a vitória da Igreja no Imaculado Coração da Santíssima Virgem Maria está consolidada pelo inamovível trabalho catequético da FSSPX.

    Sua benção, padre, Monsenhor Fellay.

  6. Estou convencido que a vitória do Imaculado Coração de Maria está profundamente relacionado à “restauração da Igreja e, portanto, da missa com o ensinamento da fé.”

    Enquanto houver missas shows com cristotecas e dancinhas com meninas semi-nuas na hora da missa como tem acontecido aqui em minha cidade não haverá vitória de Nsa. Senhora.

  7. Quando a FSSPX se retratar de seus erros doutrinários, sobretudo da Doutrina da Diferença entre a Roma Atual e a Tradicional e a Doutrina da Aceitação do Magistério do Papa Somente nas Coisas Dogmáticas, ela terá a Fé Tradicional e poderá ser um meio de transmissão desta Fé. Equanto a FSSPX não se retrata, ela permanece fora da Igreja Católica Apostólica Romana e a Fé que defende é deformada e omissa.

  8. Mais uma vez somos brindados com uma estupenda inversão dos fatos pelo sr. Victor José!!!
    Agora conseguimos perceber que o problema fulcral da Igreja, o que a impede de bem ensinar a fé, é a impertinência da FSSPX de dizer – e provar!… – que há diferença de magistério de antes do CV-II e de depois dele.
    A Doutrina de “duas Romas” é um erro imperdoável para o sr. Victor José, pois vai de encontro com tudo aquilo que lhe ensinaram sobre o “Magistério Vivo” e sobre a “Hermenêutica da Continuidade”.
    Isso prova, de maneira insofismável, que D. Rifan obteve sucesso na sua Catequese Pastoral.
    Parabéns, sr. Victor José, o senhor é um rebento da neo-catolicidade!!!
    Com estima imensa; MMLP.

  9. Não existe dificuldade para compreender as palavras de M. Fellay. A posição é estar como um fiel da balança e não perder o norte de vista. Cair em extremos é ridiculo e conservadorismo pior. Uma bússola sem norte resulta sem saber que caminho direcionar-se e não se faça impingir aquilo que não existe.

    Que Deus e a Virgem auxiliem as mentes nestas conversações e que triunfem a Verdade Católica para o bem de toda a Igreja porque a Crise ainda é intensa.

    A.M.D.G!

  10. Ao contrário da afirmação falsa, mentirosa e portanto caluniadora do Victor José (Pellegrini de Matos dos Santos Areas, cuja missão é denegrir a FSSPX neste blog, sobretudo alterando os posicionamentos dela, extraindo afirmações fora do contexto, e frases soltas. a FSSPX não aveita o magistério dos Papas somente nas questões dogmáticas, Vide, nesse ponto o livro do Pe. Calderón, A Candeira debaixo do alqueire. Rechaça, integralmente a posição que o Sr. VJPMSA diz ser da FSSPX.
    SR. MARCUS MOREIRA LASSANCE PIMENTA: o Sr. Victor José de Dom Fernando são a mesma pessoal moral

  11. Caro sr. Luciano Padrão, percebi no sr. Victor José uma estranha simbiose teologal com D. Rifan…
    Mas… por outro lado, não podemos nos surpreender já que os “frutos do Concílio” são esses mesmos: pensamento uníssono em matéria de “comprometimento”, “abertura” e “carismas”… Só não sabemos “com” o que, “para” que e “de” que!
    Oremos.

  12. Deixem os traidores cantar o canto do cisne… Eu gostaria de saber qual foi a parte das discussões doutrinárias, onde a FSSPX foi convidada a esclarecer a questão das “duas Romas”…

    Porque do jeito que vão as coisas, se o Vaticano, depois de encerrados todos os pontos destoantes com a doutrina católica, enquadrar a FSSPX no Direito Canônico, para essa gente negadora da Fé, a FSSPX continuará fora da Igreja, pois não se retratou da “doutrina das duas Romas”, como se a constatação de que a grande maioria do clero pós conciliar tenha caído necessitasse de esclarecimentos dos que ficaram de pe´…

  13. Longe de apoiar a posição adotado por Campos dos Goytacazes, vejo uma brutalidade gratuita por conta do sr. Luciano Padrão. Melhor colocar as barbas de molho… Há tanto para ser consertado por Roma como pela FSSPX afim de que esse possível acordo venha a existir. Dubiedades e vacilos por um lado. Falta de unidade, Tribunais e etc. do outro. Rezemos para que o melhor resultado seja obitido pela Santa Mãe Igreja.
    Lembrem-se “Roma mora” é o ditado, afinal o que é o tempo para Deus?

  14. Caro Sr. Victor Jose, a Uniao Sacerdotal Sao Joao Maria Vianney de Dom Antonio de Castro Mayer, jamais assinaria acordos, sem ter suas questoes respondidas por Roma. Contudo, aparece nos a figura insigne de Dom Fernando Areas Rifan, o destruidor da obra de Dom Mayer (o excessivo apelo ao “Magistèrio Vivo” pelo primeiro, visa apenas pontuar que em Campos, o magistèrio de Dom Mayer, esta morto. Dom Rifan è a hermeneutica da ruptura em Campos)em troca do anel e da mitra episcopal. E agora que Roma debate o Concilio Vaticano II, com a Fraternidade, todos os grupos acordistas, ficaram desmoralizados. Principalmente Dom Fernando Areas Rifan, para o qual o grande inimigo da Igreja, è a Fraternidade Sacerdotal Sao Pio X, è um comportamento bem estranho. Porèm fica a liçao para os acordistas, Dom Fernando Areas Rifan, foi o unico “tradicionalista” a ser elevado Bispo, por Roma. Nem mesmo a Fraternidade Sao Pedro, teve elevado a dignidade episcopal algum de seus Padres. Pergunto a todos:

    Quem ajuda mais a Igreja? Dom Rifan com o acordo ou a Fraternidade com os debates?

    Por fim, se existe algum erro doutrinario no posicionamento da Igreja, cabe a Igreja e nao a voce ou a outra pessoa julgar. Ate hoje nao existe nenhum documento da Santa Sè, contra a FSSPX, como nao existiu tambèm contra a Campos de Dom Mayer. Roma, ante a FSSPX e a Uniao Sacerdotal Sao Joao Maria Vianney, fez silencio obsequioso. O que se trata de algo nunca visto em toda historia de uma Igreja que sempre se preocupou em responder a menor das heresias, porque nelas haviam almas que poderiam ser salvas pela intervençao romana.

  15. Ainda bem que D. Fellay quem sabe e manda na FSSPX.
    Deus o guarde!

  16. Faltou Roma consultar o impertinente sr. “Virtual” José sobre os pontos a serem debatidos, ou melhor, na sentença do sr. Virtual, passíveis apenas de retratação.

    Estariam as autoridades romanas, convocando a FSSPX para um DEBATE, mal informada sobre esta?

  17. Gederson, não concordo com vc e digo mais. Dom Licinio foi sagrado Bispo por Bispos Tradicionalistas e foi aceito o episcopado dele pelo Vaticano. Por motivo de sua doença Dom Fernando o sucedeu. Dom Fernando não é destruidor da obra de Dom Mayer. Por acaso vc conhece a administração de Dom Mayer aqui em Campos? Ele foi meu professor em Faculdade e visitava todas as Igrejas, mesmo aquelas que tinham a Nova Missa, pois era Bispo de Campos, de todos. Não fale sobre o que vc não conhece. Gosto muito de vc por suas posições, mas esta é equivocada.

  18. Caro Paulo Morse,
    Viva Cristo Rei! Salve Maria!

    Dom Licinio, foi sagrado Bispo por Dom Tissier de Malerrais (salvo engano). Dom Rifan, por sua vez, foi sagrado Bispo pelos acordos. E com todo respeito, sei exatamente do que estou falando, quando digo que Dom Rifan è destruidor da obra de Dom Mayer. Uma pequena medida se da ao visitar o pròprio site da CEDAMUSA, onde nao hà nada de Dom Mayer no site, absolutamente nada, apenas o resultado para uma Missa em sufràgio de sua alma. Tambèm nao existe nada de Dom Licinio Rangel, mas tao somente do “popstar” de Campos.

    O que Dom Rifan e os Padres de Campos, fizeram para a retirada da excomunhao (e sua respectiva reabilitaçao) na Igreja ?

    Os Bispos da Fraternidade, lutaram tambèm pela retirada de sua excomunhao, pois Dom Antonio, foi um dos sagrantes da cerimonia. Incrivelmente, hoje os Bispos que Dom Mayer ajudou a sagrar (que lutaram pela retirada de sua excomunhao) sao os maiores inimigos de Dom Rifan, e voce nao ve nisso a detruiçao da obra de Dom Mayer? Acha mesmo que Dom Mayer teria feito acordos? Dom Mayer?

    Francamente Paulo, voce precisa rever seus conceitos. Ao fazer os acordos com Roma, a UNIAO SACERDOTAL SAO JOAO MARIA VIANNEY, se tornou a CEDAMUSA. Nao è mais a obra de Dom Mayer, mas a obra de Dom Rifan, e sao os proprios fieis de campos, que estao rejeitando Dom Rifan. Vide o proprio Luciano Padrao que participa do Fratres in Unum.

    Por fim recomendo a todos, a palestra do Padre Paulo Ricardo, sobre a Gaudium et Spes (http://www.padrepauloricardo.org/site/?p=397), e vejam, como um ne-conservador, pode ser mais lùcido que o tradicionalista Dom Rifan.

  19. Vitor Jose voce esta certissimo a FSSPX se diz muito defensora da tradição , mas resiste em retratar seus erros doutrinários ,QUE TRADIÇÃO É ESSA QUE DESOBEDECE AO PAPA. Assim fica fácil defender a tradição, sem obediencia e humildade a autoridade do Papa repito isso não é tradição.

  20. Convido o Michel a enumerar com clareza os erros doutrinários da FSSPX e em que pontos a FSSPX desobedece ao Papa.

    Portanto são dois pontos:

    1. Os erros da FSSPX objetivamente denunciados (com referências aos autores antigos e documentos pontifícios).

    2. Em que pontos a FSSPX desobedece ao Papa.

  21. O pastoreio de Dom Antônio em Campos foi sempre baseado na exposição e aplicação clara da doutrina perene da Igreja, tanto que, ao entrar em vigor o NOM Sua Excelência não o aplicou oficialmente (tanto que escreveu uma pastoral sobre a Santa Missa exatamente dois meses antes da sua vigência sem mencionar em nenhum momento o novo rito), e escreveu uma carta ao Papa Paulo VI relatando as suas apreensões e duvidas, o que o levava a uma obrigação de consciência de não adotá-lo; e que, enquanto isso, o rito oficial da Diocese seria o tradicional promulgado por S. Pio V.

    Quanto aos padres, deixou-os livres, e quando ia às paróquias dirigidas por eles, celebrava a Missa tradicional. O argumento de que ele manteve os padres que celebravam a Missa nova quer provar demais. Porque se ele havia solicitado ao Santo Padre a elucidação de suas razões de consciência não havia razão para ele remover estes padres. Por outro lado, não os mantinha PORQUE celebravam a Missa nova.

    Os que dão publicidade ao fato de Dom Antônio ter celebrado versus populus, na minha opinião, cometem maldade com sua memória, pois ele nunca a defendeu ou indicou como certa, além de nunca ter dado publicidade. As suas razões para faze-lo foram relatadas a um tio meu que tinha livre acesso a ele (era seu motorista e sua esposa, cozinheira), mas, que, a seu pedido, não pôde me revelar.

    Admitiu, sim, a oração do Pai Nosso e do Eu pecador em vernáculo pelo povo (não o sacerdote e o acólito), obviamente que não impediu que o mesmo pudesse ser feito em latim.

    Defender a memória de Dom Antônio é manter tudo o que ele ensinou, que, aliás, como ele disse em sua declaração em Econe, ele apenas TRANSMITIU.

  22. Dom Fellay Cardeal já!

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