França: “Hoje em dia os nossos bispos ficam em silêncio enquanto Cristo é atacado”. O alerta do Superior Distrital da Sociedade de São Pio X.

Na terça-feira, 4 de março de 2010, o Pe. Régis de Cacqueray, Superior do Distrito da França da Sociedade de São Pio X, publicou uma carta intitulada: “Os bispos: Guardiões da Fé ou Prosélitos de Outros Cultos?”

Encontro ecumênico realizado na assembléia geral da CNBB de 2007.

Encontro ecumênico realizado na assembléia geral da CNBB de 2007.

Pe. de Cacqueray reflete sobre o papel do bispo, guardião do rebanho e pregador da fé, “sucessor dos Apóstolos e mártires”.  Indubitavelmente, sempre houve bons e maus bispos, “há bispos heróicos e há fracos. Há Hilários de Poitier e Bossuets.  Há Cauchons e Talleyrands.  Porém, nunca antes uma nação anteriormente tão cristã viu tamanha confusão no que tange a Fé. Hoje em dia os nossos bispos ficam em silêncio enquanto Cristo é atacado.  Eles mantém as igrejas fechadas para nós. E ao mesmo tempo eles abrem mesquitas. Eles concelebram com pastores protestantes. Eles concedem diplomas a imãs e convidam rabinos para pregar em suas catedrais.  Em uma palavra, eles confortam almas em sua distância de Cristo e da Igreja que Ele fundou.”

Hoje, “um grande número de bispos da França está se esforçando para constituir um tipo de embaixada de religião em geral.  Ao afogar o catolicismo na coabitação com outras religiões que levam almas em ignorância do amor de Cristo, eles se unem em um sindicato para a defesa de cultos. Eles não mais hesitam em voar para o resgate da burca e parecem mais preocupados sobre desejar “um bom Ramadã” aos dignitários do Islã do que se certificar que seus rebanhos conheçam e observem a Quaresma.”

O resultado de tal atitude é desde já “a impossibilidade de afirmar que a religião católica é a única fundada por Deus e um indiferentismo (que) penetrou mesmo nas mentes daqueles responsáveis por manter a Fé das pessoa que foram confiadas aos seus cuidados. Nessa abordagem, eles encorajam a descristianização da França, cujo solo atualmente está infestado de templos de outros cultos, sinalizando mais e mais o desrespeito à Majestade de Deus.”

O superior distrital da França conclui com um grito de alarme, enfatizando a causa da descristianização de seu país: “no caminho de ecumenismo e diálogo inter-religioso, a situação da Igreja na França se torna cada vez mais grave. Como é que podemos permanecer em silêncio ou mesmo colocar de lado entre parênteses este chamado de advertência quando milhares de almas estão sendo mergulhadas no indiferentismo?” (fonte: La Porte Latine/ Apic – DICI, 6 de março de 2010)

57 Comentários to “França: “Hoje em dia os nossos bispos ficam em silêncio enquanto Cristo é atacado”. O alerta do Superior Distrital da Sociedade de São Pio X.”

  1. É a mais pura verdade. O relativismo religioso tomou conta da maioria das mentes na Igreja. Quando alguém ousa dizer que a fé católica é a plenitude da verdade torna-se alvo de agressões e calúnias, tanto de sacerdotes, como de religiosos e leigos. É precido firmeza para perseverar…

  2. Se eu não tivesse tido um bom catecismo, em 1964, já teria perdido a fé.

  3. Salve Maria!

    O Reverendíssimo Padre se esqueceu que o Ecumenismo Ensinado pela Igreja é diferente do cincretismo religioso que os “maus bispos” puseram em prática.

    Vejamos o que nos ensina a UNITATIS REDINTEGRATIO:

    “Nesta una e única Igreja de Deus já desde os primórdios, surgiram algumas cisões15, que o Apóstolo censura como gravemente condenáveis.16 Dissensões mais amplas, porém, nasceram nos séculos posteriores. Comunidades não pequenas separaram-se da plena comunhão da Igreja católica.”(n.3).

    “Aqueles que crêem em Cristo e foram devidamente batizados estão constituídos numa certa comunhão, embora não perfeita, com a Igreja católica”(n.3).

    “Portanto, mesmo as Igrejas19 e Comunidades separadas embora creiamos que tenham deficiências, de forma alguma estão destituídas de significação e importância no mistério da salvação. O Espírito Santo não recusa empregá-las como meios de salvação, embora a virtude desses derive da própria plenitude de graça e verdade confiada a Igreja católica”(n.3).

    “Por “Movimento ecumênico” se entendem as atividades e iniciativas suscitadas e ordenadas em favor das várias necessidades da Igreja e oportunidades dos tempos, no sentido de favorecer a unidade dos Cristãos. Tais são: primeiro, todos os esforços para eliminar palavras, juízos e ações que, segundo a EQÜIDADE e a VERDADE, não correspondem a condição dos irmãos separados e, por isso, tornam mais difíceis as relações com eles; em seguida, o “diálogo” iniciado entre PERITOS e COMPETENTES nos encontros de Cristãos de diversas Igrejas ou Comunidades organizados em espírito religioso. Ali cada qual explica mais profundamente a doutrina da sua Comunhão e apresenta perspícuamente suas características. Com este diálogo todos adquirem um conhecimento mais verdadeiro e uma avaliação mais adequada da doutrina e da vida de uma e outra Comunhão.”(n.4).

    “todos os Cristãos se congreguem na celebração de uma só Eucaristia e na unidade de uma e única Igreja.”(n.4).

    “O modo e o método de exprimir a fé católica não devem, de forma nenhuma, transformar-se em obstáculo para o diálogo com os irmãos. É ABSOLUTAMENTE NECESSÁRIO QUE A DOUTRINA INTEIRA SEJA LUCIDAMENTE EXPOSTA. Nada é tão alheio ao ecumenismo quanto aquele falso irenismo, pelo qual a pureza da doutrina católica sofre detrimento e seu sentido genuíno e certo é obscurecido.
    Ao mesmo tempo a fé católica deve ser explicada mais PROFUNDA e CORRETAMENTE, de tal modo e com tais termos que possa de fato ser compreendida também pelos irmãos separados.
    Ademais, no diálogo ecumênico os teólogos católicos, sempre fiéis a doutrina da Igreja, quando investigarem, juntamente com os irmãos separados, os divinos mistérios, devem proceder com amor a VERDADE, com caridade e humanidade. Comparando as doutrinas lembrem-se que existe uma ordem ou “hierarquia” de verdades na doutrina católica, já que o nexo delas com o fundamento da fé cristã é diverso. Assim se abrirá o caminho pelo qual, mediante esta fraterna emulação, todos se sintam incitados a um conhecimento mais profundo e manifestação mais clara das investigáveis riquezas de Cristo”(n.11).

    Portanto, em momento algum é ensinado que se deve colocar a Igreja Católica no mesmo saco das seitas, mas que “Ademais, alguns – e até muito e exímios – elementos ou bens, com os quais, em conjunto, a própria Igreja é edificada e vivificada, podem existir fora do âmbito da Igreja católica: a Palavra escrita de Deus, a vida da Graça, a fé, a esperança, a caridade e outros dons interiores do Espírito santo e elementos visíveis. Tudo isso, que provém de Cristo e a Cristo conduz, pertence por direito a única Igreja de Cristo.
    Os irmãos separados de nós realizam, também, não poucas ações sacras da religião cristã. Estas podem, sem dúvida, por vários modos, conforme a condição de cada Igreja ou Comunidade, produzir realmente a vida da graça. Devem mesmo ser tidas como aptas para abrir as portas a comunhão salvadora.”(n.3).

    Também em momento algum é ensinado que se deva deixar de ensinar ou expor e com clareza a Doutrina Católica. É simplesmente pedido para expô-la de forma “mais PROFUNDA e CORRETAMENTE, de tal modo e com tais termos que possa de fato ser compreendida também pelos irmãos separados”.

  4. Vitor,
    Pegue esse decreto, copie ele num papelzinho e leia-o toda noite antes de dormir.
    Hoje, só existem duas saídas para o católico:
    -Ser um católico lícito.
    -Ser um católico válido.
    Os dois não, impossível, pelo menos agora.
    Você é católico lícito e eu sou um católico válido.
    Tenha bons sonhos com Paulo VI.

  5. Senhores leiam os textos abaixo:

    “Não pode haver nada de mais perigoso do que aqueles hereges os quais, enquanto percorrem toda a doutrina sem erros, com uma só palavra, como uma gota de veneno, infectam a pura e simples fé divina e depois a tradiçao apostólica” (Auctor Tractatus de Fide Orthodoxa contra Arianos, citado pelo papa Leão XIII, carta encíclica Satis Cognitum, 19)

    “Essa foi exatamente a maneira de se comportar da Igreja, e isso, também, pelo juízo dos santos Padres, os quais sempre tiveram como excomungados todos os que se afastaram, ainda pouco, da doutrina proposta pelo magistério legítimo” (Papa Leão XIII, carta encíclica Satis Cognitum, 19)

    “(…)Agostinho observa que podem pulular erros de toda espécie; e se alguém aderir ainda que a um só deles, por isso mesmo, separa-se da unidade católica. “Quem crê nestas coisas [as heresias indicadas ], por isso mesmo não se deve julgar ou dizer-se cristão católico. Pode haver e formarem-se também outras heresias que não são lembradas nesta nossa obra; se alguém aderir a alguma delas, não seria cristão católico.” (Papa Leão XIII – da Carta Satis Cognitum, 19)

    “(…)Agostinho diz (Enarrationes in Psl. 54, 19): “em muitas coisas concordam comigo, e, numa poucas não; mas por causa daquelas coisas em que não estão de acordo comigo, para nada lhes aproveitam as muitas coisas nas quais concordam comigo.”E com razão; pois os que tiram da doutrina cristã o que lhes apraz, baseiam-se não na fé mas no seu próprio juízo,[…] obedecem mais a si mesmos do que a Deus. “Vós – dizia Agostinho – que nos evangelhos credes no que quereis e não credes no que não quereis, acreditais em vós mesmos antes do que no evangelho. (Liv XVII, Contra Faustum Manichaeum, 3) (Papa Leão XIII – da Carta Satis Cognitum, 21)

    Portanto, esta estória contada pelo Sr. Victor José (Pellegrini de Matos dos Santos Areas)de “CERTA COMUNHÃO DE HEREJES” SUBSISTIT IN, IRMÃOS SEPARADOS QUE REALIZAM AÇÕES SACRAS E TODO ESSSE BLÁ, BLÁ DA Unitatis Redintegratio contém perigos graves para a fé.
    Mas isso é confirmado num post do Sr. Vitor Jose (Pellegrini de Matos dos Santos Areas):
    “16. A RCC, tal como está, é herética, pois possui elementos heréticos. Ainda que grupos RCC como a Canção Nova, sejam erigidos canonicamente, mas não estão em comunhão com a Santa Sé em sua totalidade, por causa dos elementos protestantes.”

    “As Missas da RCC, devem ser assistidas quando não se pode assistir uma Missa Ortodoxa, porque como possuem o Cânon, as Fórmulas e Sacerdotes Legítimos são Missas Válidas na sua Essência, e por isso cumprem o preceito dominical.
    Quem participa de tais Missas, por falta de oportunidade ou por alguma necessidade, e com espírito católico, não toma parte nos abusos.”
    Esta aí a defesa da quadratura do círculo.
    Deus, na sua bondade me livre dos desvarios desse padre …

  6. Caríssimo sr. Victor José, o senhor me comoveu às lágrimas com esse beletríssimo texto conciliar!!!
    E, digo, não são lágrimas de crocodilo (que “choram” ao mastigar as suas vítimas), mas de tristeza por ver a quantas anda a mente aggiornada dos neo-católicos.
    Assistir esse desfile de “oficialidade”, de legalismo, de positivismo doutrinário pós-conciliar e de miolo-mole faz-me depressivo, posto a depreciativa aplicação de uma doutrina alienígena à ortodoxia – como muito bem lembrou o sr. Luciano Padrão.
    Basta confrontar os textos, cheios de boas intenções pastorais, com as práticas deles decorrentes (como muito bem lembrado pelo “teólogo” Schillebeeckx que disse que a “linguagem diplomática” era proposital para se extrair na práxis posterior o que se realmente queria da letra…) para se perceber que “os frutos do concílio” são podres: com textos ambíguos e pluri-significantes, cheios de contradições – diria, “poéticos”… – não há como negar que o movimento endógeno é o verdadeiro culpado por essa debacle doutrinal!
    Uma prova disso é a reinterada atitude do sr. Victor José de afirmar “piamente” que o problema está na “interpretação” do concílio, isto é, o problema é exógeno ao liberalismo reinante no clero e no laicado.
    Sendo ele, o sr. Victor José, um sintoma dentro de todo uma circunstância avassaladora e avacalhadora, nada mais “normal” dele achar que são “os outros” os verdadeiros doentes: isso sempre acontece com os ébrios inveterados que teimam em se achar “sóbrios” e “ponderados”…
    Diz um ditado popular que o texto sem contexto é um mero pretexto. O sr. Victor José nada enxerga do contexto do CV-II e o usa para afirmar o seu álibi modernoso…

  7. Devemos honrar a Fé dos martires, que com certeza não renunciaram uma vírgula da doutrina que aprenderam em vista de um ecumenismo hipócrita e ineficaz. Bem aventurados os perseguidos por causa da Justiça. Graças ao sangue desses máritres que se recusaram a renunciar a Cristo e seus ensinamentos é que hoje podemos nos orgulhar de sermos Católicos. Hoje, muitos da Hierarquia eclesiástica ‘aceitam’ a Cristo, mas tapam-Lhe a boca quando o assuto é a doutrina ensinada por Ele. Os que deveriam ser luz do mundo e sal da terra, se envergonham da doutrina da Igreja, no momento da História em que ela mais deveria ser propagada.

  8. Grandes Marcus e Luciano,
    Viva Cristo Rei! Salve Maria!

    Como sempre temos nosso amigo, Sr Vitor Jose, exalando o cheiro de enxofre, proveniente daquela fumaça que penetrou por alguma brecha, o templo de Deus. Unitatis Redintegratio, sò è possivel pela eclesiologia do “Subsist in.” Prefiro seguir a Sao Pio X, que diz clara e explicitamente que “o protestantismo deu o primeiro passo para o ateismo”, a seguir a documentos conciliares que dizem ter o protestantismo elementos de sanitificaçao. A imitaçao nunca è igual ao original, sempre falta alguma coisa. Assim, embora Satanas possa se revestir de anjo de luz, isto nao quer dizer que ele seja bom e que tenha elementos de santificaçao, porque nele, sempre algo sempre tera o mau odor de enxofre. Os que preferem seguir vendo o lado bom das coisas, acabaram adorando o demonio, porque seu lado bom, è que pelo menos ele cre (estremece mas nao obedece.., o demonio è o primeiro liberal, porque ele obedece apenas a sua consciencia). Alèm disso, a religiao do Progresso, começou exatamente com o protestantismo, porque no fim das contas, a Sola Scriptura, è uma profissao de fè no produto de um progresso da tècnica. Como pode ter elementos de

    Voltanto ao decreto Unitatis Redintegratio, trata-se de mais um documento ambiguo. O micro ecumenismo, è o aquele que busca decisoes doutrinarias com seitas cristas, como a Luterana (Declaraçao conjunta e seu anexo, entre catolicos e luteranos) e afins. Ja o macro ecumenismo, busca a unidade do genero humano, que encontra uma perfeita pre-figuraçao no encontro de Assis.

    Ecumenismo e dialogo inter-religioso, realizado pela Igreja Catolica, è algo banal. Na antiguidade os pseudo-deuses, ao verem Jesus no Panteon Romano, lançaram um grito de terror, agora atravès do Concilio Vaticano II, eles lançam um grito de amizade: como isto è possivel?

    As atuais autoridades da Igreja, sao como as autoridades romanas, que promoviam a igualdade entre as religioes, como se nao houvesse verdade religiosa. Alias, se nao existe verdade religiosa, è licita a liberdade religiosa, mas se ela existe, qual o sentido de tal liberdade, senao o de favorecer o erro e a perdiçao das almas?

    Fiquem com Deus.

    Abraços

    P.S.: Obrigado e parabens ao Fratres In Unum pela traduçao do artigo.

  9. Destaca-se a atuação desastrosa de João Paulo II no campo do “ecumenismo”, linha que Bento XVI continua seguindo de maneira mais “light”, vide visita aos luteranos acontecida recentemente.

  10. Adorei os comentários do Marcus e do Luciano! Realmente defender o ecumenismo conciliar usando-se a malfadada UR é dizer com toda a exactidão o que é o ecumenismo conciliar! Não há nada melhor do que esse pérfido documento – desmascarando-se a sua falaciosa argumentação – para demonstrar exactamente o que é o ecumenismo que tem sido praticado depois do Vaticano II. E nunca nos esqueçamos, Sr. Vitor José, que o problema do ecumenismo conciliar não está tanto nas consequências que são de certo modo naturais, mas dos princípios que as originaram. Atacar o princípio – que é como quem diz o documento ambíguo e com gravíssimos erros contra a fé que o senhor defende – e quase esquecer os acidentes, as consequências, é o nosso dever nestes tempos de trevas. A consequência é o desenvolvimento lógico do mau princípio. Enquanto não for erradicado o mau princípio, de raiz, de pouco servirá atacar a sua natural e óbvia consequência.

  11. Prezados seguidores da FSSPX,

    Os Documentos do SAGRADO CONCÍLIO CATÓLICO VATICANO II são Documentos da Igreja Católica; são ENSINAMENTOS Dela aos católicos e ao mundo. A Fé Católica SEMPRE sustentou que a Igreja Católica, na Autoridade da Sé Apostólica, é ISENTA de ensinar heresias e erros contra a Fé ou à Moral, por isso não existem ambigüidades nos seus Ensinamentos. A Fé Católica sempre sustentou que, devido ao fato de as portas do inferno não prevalecerem contra a Igreja de Deus, Ela JAMAIS ensinará heresias ou erros contra a Fé e à Moral, que sempre sustentou, sustenta e sustentará; e isso é DIFERENTE da orientação errônea que defende que a Igreja possa errar e, pela Promessa Divina, ter que se retratar ou redescobrir sua Fé e Tradição.
    A Igreja pede desculpas pela infidelidade de seus filhos, mas JAMAIS pede desculpas pela ambigüidade ou heterodoxia de seus ensinamentos, porque em seus Ensinamentos não existem ambigüidades ou heterodoxias, são Divinos.
    Queira ou não os seguidores da FSSPX, os Ensinamentos do Concílio Vaticano II são Ensinamentos da Igreja de Deus e por isso não podem nem têm como serem heréticos ou heretizantes como os srs. acusam. Os srs. deveriam pensar melhor antes de dizerem publicamente que são católicos e sustentam a Fé Tradicional da Igreja, porque a Doutrina Católica de Sempre é clara e objetiva e sustenta, defende e transmite claramente que a Igreja de Deus JAMAIS ensina heresias. Se os srs. não tem este ponto fundamental da Fé Católica não são católicos legítimos e se enquadram no grupo dos hereges e cismáticos, que também defendem que a Igreja Católica Ensina Heresias e Erros que fazem as almas se condenarem ao inferno. É uma pena que os srs. e praticamente todos os membros da FSSPX não compreendem coisas simples ensinadas pelos Catecismos e que até as crianças compreendem.
    Prezados, não critiquem a infidelidade dos outros se os srs. também são infiéis à Fé Católica.
    A seita é exclusivista, “seus membros sabem que são os escolhidos, e sabem que poucos são os escolhidos”, para eles, a Igreja erra e ensina errado, mas eles conservam a “verdade” e a “doutrina verdadeira”. Para os sectários de todos os tempos sempre a Igreja é quem errou e se desviou, mas como eles receberam a “graça” de se manterem “firmes”, afastam-se da Igreja para não “se contaminarem” com as doutrinas “heréticas” que Ela “sustenta”, “acoberta” e “ensina”. É assim que todas as igrejas, as quais os seguidores da FSSPX dizem não terem nada de bom, ficaram de fora do Corpo Místico de Cristo.
    A lábia que a FSSPX usa é a mesma dos hereges, mas para eles os “hereges”, “modernistas”, “sedevacantistas”, “trad-modernistas” são todos aqueles que estão sob a jurisdição e governo do Romano Pontífice e os que defendem que a Igreja Católica, pela Sé Apostólica, é isenta de ensinar heresias ou erros que levam as almas para o inferno. Para eles, o perigo do modernismo e das heresias existe mais dentro da Igreja e entre quem está sob a total jurisdição do Papa, pois eles são “verdadeiros católicos” e os “verdadeiros guardiães da Tradição Católica”, ao passo que os outros são os “modernistas”, “sedevacantistas”, “traidores” ou “almas em grave perigo de se perderem”.
    Se não ouvem a Igreja, vão ouvir quem?
    Mas somente no hospício, todo mundo e tudo “é” ou pode “ser” aquilo que acha ou “pensa” ser.

    O que manda é o que ENSINA a Igreja de Deus e não o grupo tal ou fulano de tal, por mais “fiel”, “inteligente”, “zeloso” e “santo” que seja.

    Valha-nos uma simples, mas Divina passagem:

    “E se recusar ouvir a Igreja, seja ele para ti como um pagão e um publicano. Em verdade vos digo: tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra será também desligado no céu”(Mt 18, 17-18).

    A FSSPX e seus seguidores acreditam que a Igreja possa ligar ou desligar heresias ou erros contra a Fé!!!
    Rogai por eles Santo Tomás de Aquino!
    “Se se considera a Providência Divina que dirige sua Igreja pelo Espírito Santo para que ela não erre, como ele mesmo prometeu, em João 14, 26, que o Espírito quando viesse, ele ensinaria toda a verdade, quer dizer, com relação às coisas necessárias à salvação; é certo que é impossível que o julgamento da Igreja universal erre sobre as coisas que dizem respeito à Fé”(S. Tomás de Aquino, Quod. IX, q.8, a.1).

    A FSSPX defende que a Fé sai de Roma (Santa Sé) e que a referência de Tradição Católica passa a ser um grupo fora da plena comunhão com a Sé Apostólica, como se o Espírito Santo deixasse de governar a Igreja para que ela ensinasse heresias e erros contra a Fé.
    “como se a Igreja que é governada pelo Espírito de Deus pudesse constituir uma disciplina não só inútil e mais onerosa do que o suporta a liberdade cristã, mas também perigosa, nociva e que induza à superstição e ao materialismo – é falsa, temerária, escandalosa, perniciosa, ofensiva aos ouvidos pios”, injuriosa à Igreja e ao Espírito de Deus pelo qual ela é governada, e pelo menos errônea” (Papa Pio VI, Denz. 2678).

    “Seria verdadeiramente reprovável e muito alheio à veneração com que devem ser recebidas as leis da Igreja condenar por um afã caprichoso de opiniões quaisquer a disciplina por ela sancionada e que abrange a administração das coisas sagradas, a norma dos costumes e os direitos da Igreja e seus ministros, ou censura-la como oposta a determinados princípios do direito natural ou apresenta-la como defeituosa ou imperfeita, e submetida ao poder civil.” (Papa Gregório XVI, Encíclica Mirari Vos, 9(1932).

    Digo-vos ainda, se em vão ou não, não me interessa, que é Dogma de Fé Solenemente Ensinado pelo Concílio Vaticano I que:

    “Portanto: se alguém disser que o Romano Pontífice tem apenas um poder de vigilância ou de direção, mas não o poder pleno e supremo de jurisdição sobre toda a Igreja, NÃO SÓ EM MATÉRIA DE FÉ E DE MORAL, MAS TAMBÉM DE GOVERNO E DISCIPLINA da Igreja universal; ou [disser] que ele tem só a parte principal, mas não toda a plenitude deste poder supremo; ou [disser] que este seu poder não é ordinário e imediato, tanto sobre todas e cada uma das igrejas, como sobre todos e cada um dos pastores e dos fiéis – seja anátema”(Pastor Aeternus, D-S 3064).

    A Fé Católica de Sempre, e que a FSSPX julga defender, sustenta que um Ensinamento Dogmático não pode induzir as pessoas a se condenarem ao inferno, ou a aderirem a heresias ou erros contrários à mesma Fé e à Moral. Mas infelizmente, certas pessoas sustentam que o Papa possa usar do Poder Pleno e Supremo de jurisdição sobre toda a Igreja para Ensinar e Governar propondo ensinamentos e disciplinas heréticos ou perigosos à Fé e à Moral. Ah, eles sustentam que um Ensinamento Dogmático, que manda os fiéis aceitarem o “Poder Pleno e Supremo” do Papa em matéria também de “governo e disciplina”, possa induzir os fiéis a aceitarem heresias e erros contra a Fé e a Moral, pois sustentam que o Papa possa “em matéria de” “governo e disciplina” ensinar heresias ou erros contra a Fé e a Moral, e ainda sustentam que a Santa Sé possa ensinar “em matéria de Fé e Moral” (Aqui, Ensinamentos Reformáveis) heresias e erros contra a Fé e a Moral.

    A FSSPX não aceita o Poder de Magistério do Romano Pontífice no total de suas prerrogativas e ainda sustenta outras coisas perniciosas. Paciência! Rezemos, porque somente a Graça Divina poderá reconduzí-los à Fé Católica em sua integridade.

    “Deste modo torna-se claro que os problemas, que agora se devem tratar, são de natureza essencialmente doutrinal e dizem respeito sobretudo à aceitação do Concílio Vaticano II e do magistério pós-conciliar dos Papas”(Carta do Papa Bento XVI aos Bispos da Igreja Católica sobre a Remissão da Excomunhão dos Bispos da Fraternidade São Pio X).

    “No mesmo espírito e com o mesmo compromisso de favorecer a superação de todas as rupturas e divisões na Igreja e de curar uma ferida sentida de modo cada vez mais doloroso no tecido eclesial, eu quis retirar a excomunhão aos quatro Bispos ordenados ilicitamente por D. Lefebvre. Com esta decisão, desejei tirar um impedimento que podia prejudicar a abertura de uma porta ao DIÁLOGO e convidar assim os Bispos e a “Fraternidade São Pio X” a reencontrar o caminho para a PLENA COMUNHÃO COM A IGREJA.”(CARTA APOSTÓLICA “MOTU PROPRIO” ECCLESIAE UNITATEM, DO SUMO PONTÍFICE BENTO XVI, SOBRE A PONTIFÍCIA COMISSÃO ECCLESIA DEI).

    “Como expliquei na Carta aos Bispos católicos, do passado dia 10 de Março, a remissão da excomunhão foi uma providência no âmbito da disciplina eclesiástica para libertar as pessoas do peso de consciência representado pela censura eclesiástica mais grave. Mas obviamente AS QUESTÕES DOUTRINAIS PERMANECEM e, enquanto não forem esclarecidas, a Fraternidade não dispõe de um estatuto canónico na Igreja e os seus ministros não podem exercer de modo legítimo qualquer ministério.”(CARTA APOSTÓLICA “MOTU PROPRIO” ECCLESIAE UNITATEM, DO SUMO PONTÍFICE BENTO XVI, SOBRE A PONTIFÍCIA COMISSÃO ECCLESIA DEI).

    “Sem mancha alguma, brilha a Santa Madre Igreja nos SACRAMENTOS com que gera e sustenta os filhos; NA FÉ QUE SEMPRE CONSERVOU E CONSERVA INCONTAMINADA; nas LEIS SANTÍSSIMAS que a todos impõe, nos CONSELHOS EVANGÉLICOS que dá; nos dons e graças celestes, pelos quais com inexaurível fecundidade produz legiões de mártires, virgens e confessores. NEM É SUA CULPA SE ALGUNS DE SEUS MEMBROS SOFREM DE CHAGAS OU DOENÇAS; por eles ora a Deus todos os dias: “Perdoai-nos as nossas dívidas” e incessantemente com fortaleza e ternura materna trabalha pela sua cura espiritual.” (Papa Pio XII, Encíclica Mystici Corporis, 65).

    Ainda aparecem pessoas a dizerem que a Santa Sé está admitindo a hipótese de o Vaticano II ser herético ou heretizante, achando que ela (a Santa Sé) vai condenar ou aceitar como herético e não-católico aquilo que ela mesma sustenta!
    Paciência! Paciência!!!

  12. Srs. da FSSPX,

    Lamento pela vossa infelicidade em ver que os Ensinamentos que os srs. condenam já foram Aprovados e Promulgados pela Igreja Católica, e por causa dessa Aprovação e Promulgação pela Santa Sé, jamais serão tidos pela mesma Autoridade como heréticos ou heretizantes, ainda que sejam substituídos no futuro.
    Meus caros, não existe Sé de Paulo VI, de João Paulo II ou de quem quer que seja o Papa, a Sé Apostólica é sempre de São Pedro e sua Fé já é confirmada por Deus.
    Não foi aos srs. nem à FSSPX a quem foi dito: “quem vos ouve, a mim ouve, quem vos despreza a mim despreza”, mas ao Magistério Vivo da Igreja sob a Autoridade da Sé de Pedro.
    Também não foi a vós a quem foi dada a Infalibilidade da Igreja e a Assistência contra o Erro, mas à Sé de Pedro, na qual se fundamenta a Igreja de Deus.

    Nos colóquios da FSSPX com a Santa Sé temos que ter sempre em mente que temos um debate entre a Igreja Católica, fundamentada na Sé de Pedro, e um Grupo Implicado num Processo de Separação, que não está em plena comunhão com a Sé de Pedro.

    Se os srs. não estão em plena comunhão com a Sé de Pedro, não têm vossa Fé confirmada em todos os seus elementos, mas vossa Fé é confirmada somente enquanto ela coincidir com a Fé da Sé de Pedro.

  13. Pergunta ao senhor Vitor José (ou seja lá quem for…):

    O CVII ensinou coisas novas ou somente repetiu o magistério anterior?
    Se somente repetiu o magistério anterior, e os membros da FSSPX aceitam o magiério anterior; logo, a conclusão é que a FSSPX aceita o CVII, sendo a divergência apenas de forma e não de conteúdo. Em outras palavras a FSSPX está em plena, em total comunhão com a Santa Sé, pois aceitaria o CVII mesmo que sem saber.

    Agora… se o CVII ensinou coisas novas, peço que mostre o que, especificamente, se deve crer para que se torne plenamente católico.
    Peço ainda que me mostre a congruência que há entre o Magisterio anterior da Igreja e o Magitério atual, pois é principio católico que toda novidade deve estar no mesmo sentido do que sempre foi crido, i.é., o dogma só pode ser aprofundado; jamais pode mudar seu sentido.
    Esperando as explicações, despeço-me em Cristo Nosso Senhor!

  14. Só faltou o Sr. Vitor José na foto acima.

  15. O Sr. Vitor Jose (Pellegrini de Matos dos Santos Areas)escreveu:
    “1) Não disse e nunca defendi que os Ensinamentos do Concílio Vaticano II são Dogmas ou Irreformáveis. Mas defendi, com a Santa Sé, que são Ensinamentos do Magistério Ordinário Universal da Igreja e que apesar de não serem Dogmas ou Irreformáveis não podem ser heréticos ou perigosos à Fé e à Moral.”
    https://fratresinunum.com/2010/01/30/apresentacao-o-magisterio-ordinario-da-igreja-catolica-por-dom-paul-nau-o-s-b/#comments
    Portanto entende que são reformáveis … e que se hoje se deve obediência amanhã poder-se-á não obedecer.
    Coitado desse padre …
    Coitado desse bispo …
    Invoca Santo Tomás para legitimar os desatinos modernistas da atual hierarquia.
    E o que é pior: DESONESTAMENTE CONTINUA IMPUTANDO A FSSPX ERROS QUE ELA NÃO DEFENDE.
    Pobre bispo … que conduz suas ovelhas para a RCC mesmo entendendo que ela é herética …
    Pobre padre que assiste calado aos desmandos da igreja conciliar et caterva …
    Pobre padre, pobre bispo que não sai do anonimato e se esconde num pseudonimo …
    Pobre, pobre, pobre que acha que a Igreja de Jesus Cristo subsiste na Igreja Católica …

  16. Caríssimo a repetitivíssimo sr. Victor José, parece que o senhor assemelha-se, na sua gagueira teológico-legalista-positivista-modernista, a um disco arranhado: repetindo sem parar e cansar as mesmas baboseiras de sempre, isto é, uma débil defesa da heterodoxia pós-conciliar com textos auto-incriminantes e outros auto-excludentes, já que não se coadunam com a tese pretensamente defendida.
    Essa “atualidade” da quantidade de textos elencados assemelha-se à um CD estalando de novo, mas completamente arranhado… O que, ao fim e ao cabo, não serve pra nada.
    Esse verdadeiro espetáculo de empáfia e garbo, de altaneira ortodoxia “moderna” me deprime deveras: não posso me acostumar àquela teimosia insistente e impertinente que tenta, mesmo contra os fatos, fazer com que se acredite que a “idéia” é pura e imaculada e que os “rad-trads” são os bad boys da Doutrina – e devem ser defenestrados da Igreja; ou “tolerados” com aquele “distanciamento higiênico” que merecem…
    Fico aqui pensando com os meus botões o quanto de mal pode uma doutrina aggiornada fazer com uma promessa, que era o sr. Victor José: tinha tudo para dar certo, mas o tiro saiu pela culatra da arma da inteligência que não quer ser usada e se contenta com festim teológico e pirotecnia [pseudo]metafísica…

  17. Um lembrete:
    A doutrina Católica ensina que um Concílio infalível, deve ser acatado em seus cânones e anatematismos com fé divina e católica, e outros só com fé eclesiástica ou com assentimento respeitoso.
    E outros concílios há que foram excomungados pelo Papa como o IV Concilio de Éfeso, também chamado de Latrocínio de Éfeso.
    Conclui-se que o Concílio Vaticano II não foi infalível em muitos documentos, inclusive a declaração final de Paulo VI ao encerrar o Vaticano II, quando ele disse que o Concílio não ensinou dogmaticamente.
    Tira-se essa idéia também da seguinte declaração do cardeal Ratzinger aos Bispos chilenos: “A verdade é que o próprio Concílio não definiu nenhum dogma e conscientemente quis expressar-se em um nível muito mais modesto, meramente como Concílio pastoral; entretanto, muitos o interpretam como se ele fosse o super dogma que tira a importância de todos os demais Concílios.”(Cardeal Joseph Ratzinger, Alocução aos Bispos do Chile, em 13 de Julho de 1988, in Comunhão Libertação, Cl, año IV, Nº 24, 1988, p. 56).
    Lembra-se ainda o que afirma o Cânon 749, parágrafo 3o do Código de Direito Canônico de 1983:
    § 3. NENHUMA DOUTRINA SE CONSIDERA INFALIVELMENTE DEFINIDA SE ISSO NÃO CONSTAR EXPRESSAMENTE.
    Ora, em nenhum documento do Concílio Vaticano II encontramos menção expressa
    alguma sobre a infalibilidade do ensinamento apresentado, ou proposto, devido à
    sua própria natureza: “Concílio prevalentemente pastoral” (João XXIII – Discurso
    de abertura do Conc. Vaticano II).
    O Concílio Vaticano II intencionalmente se apresentou como simples Concílio Pastoral, não dogmático,
    conforme atestam declarações dos seus próprios artífices (Papa João XXII e Papa Paulo VI), bem como de uma série de outras autoridades da hierarquia eclesiástica, que lista-se a seguir.
    – O próprio Papa João XXIII, no discurso de abertura daquele Concílio afirmou que “A finalidade
    principal deste Concílio não é a discussão de um ou outro tema da doutrina fundamental da Igreja
    ,(…) e dever-se-á usar a maneira de apresentar as coisas que mais corresponda ao magistério, cujo caráter é prevalentemente pastoral” .
    – E Paulo VI, no discurso de encerramento do Vaticano II, afirmou explicitamente: “Há quem se pergunte que autoridade, que qualificação teológica o Concílio quis atribuir aos seus ensinamentos, pois bem se sabe que ele evitou dar solenes definições dogmáticas envolventes da infalibilidade do Magistério Eclesiástico. A resposta é conhecida, se nos lembrarmos da declaração conciliar de 6 de Março de 1964, confirmada a 16 de Novembro desse mesmo ano: dado o caráter pastoral do Concílio, evitou este proclamar em forma extraordinária dogmas dotados da nota de infalibilidade. Todavia, conferiu a seus ensinamentos a autoridade do supremo Magistério ordinário” (Paulo VI, Discurso no encerramento do Concílio, 12 – I 1966. Apud Compêndio do Vaticano II, Editora Vozes, Petrópolis, 1969, pg. 31).
    – A Comissão Teológica do Concílio Vaticano II, tratando da autoridade dos pronunciamentos
    conciliares declarou em 16/11/1964 (portanto, no decorrer do próprio Concílio): “Tendo em conta a praxe conciliar e o fim PASTORAL do presente Concílio, este sagrado Concílio só define aquelas coisas relativas à fé e aos costumes que abertamente declarar como de fé. Tudo o mais que o Sagrado Concílio propõe, como doutrina do Supremo Magistério da Igreja, devem-no os fiéis receber e interpretar segundo a mente do mesmo Concílio, a qual se deduz quer do assunto em questão, quer do modo de dizer, segundo as normas de interpretação teológica”. (Compêndio do Vaticano II, Ed. Vozes, Petrópolis, 1969, p. 21-22.)
    Portanto, segundo própria Comissão Teológica do Concílio Vaticano II, este deve ser entendido como
    PASTORAL, e que ele só “propõe” (não impõe) como doutrina do Supremo Magistério da Igreja.
    – O Padre Pierre Blet, S.J. – atual professor de História Eclesiástica na Universidade Gregoriana e
    autor de um famoso livro sobre Pio XII, recomendado pelo próprio Papa João Paulo II, declarou
    recentemente: “Considerando que o Concílio [Vaticano II] não proclamou nenhuma definição dogmática que seja
    obrigatória, cada um tem então o direito de examinar o que pode aceitar” (Padre Pierre Blet, entrevista
    publicada em Una Voce, Julho-Agosto de 2002).
    Dessa forma, o Concílio Vaticano II, como pastoral se enquadra unicamente no Magistério Ordinário da
    Igreja, que somente é infalível quando reafirma verdades sempre proclamadas ao longo do tempo, por
    diversos Papas e em épocas diferentes.
    Mais detalhes podem ser obtidos em vários textos e estudos da ACM – http://www.montfort.org.br

  18. Vitor,
    Você parece protestante, largue a má fé e a preguiça e continua a leitura do Pastor Aeternus:

    1839. Por isso Nós, apegando-nos à Tradição recebida desde o início da fé cristã, para a glória de Deus, nosso Salvador, para exaltação da religião católica, e para a salvação dos povos cristãos, com a aprovação do Sagrado Concílio, ensinamos e definimos como dogma divinamente revelado que o Romano Pontífice, quando fala ex cathedra, isto é, quando, no desempenho do ministério de pastor e doutor de todos os cristãos, define com sua suprema autoridade apostólica alguma doutrina referente à fé e à moral para toda a Igreja, em virtude da assistência divina prometida a ele na pessoa de São Pedro, goza daquela infalibilidade com a qual Cristo quis munir a sua Igreja quando define alguma doutrina sobre a fé e a moral; e que, portanto, tais declarações do Romano Pontífice são por si mesmas, e não apenas em virtude do consenso da Igreja, irreformáveis.

    1840. [Cânon]: Se, porém, alguém ousar contrariar esta nossa definição, o que Deus não permita, – seja excomungado.

    P.S.Não esquece de escovar os dentes e ler a Unitatis Redintegratio antes de dormir.

  19. O Sr. Vitor Jose, esta reproduzindo a visao do Concilio Vaticano II, condenada como “super-dogma”, pelo entao Cardeal Ratzinger hoje Bento XVI. Ao ler a sua jà conhecida ladainha, è preciso fazer as seguintes distinçoes:

    1) Os Documentos do SAGRADO CONCÍLIO CATÓLICO VATICANO II são Documentos da Igreja Católica; são ENSINAMENTOS Dela aos católicos e ao mundo.

    a) Os documentos do Concilio Vaticano II, sao ambiguos, exatamente por serem ensinamentos aos catòlicos e ao mundo (O Espirito Santo foi prometido aos catolicos, nao a um mundo que nao pode ve-lo e nem conhece-lo, como nos ensina NOSSO SENHOR JESUS CRISTO).

    b) A Igreja nao tem jurisdiçao para ensinar outra coisa que nao seja o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, por isso tudo que discordar da tradiçao, das Sagradas Escrituras e do magisterio constante e universal, temos a liberdade conferida pelo proprio apostolo de considerar como anàtema:;

    c) Os ensinamentos do CVII, nao obrigam por fè divina e catolica, por nao serem ensinamentos catolicos, mas pastorais (naquilo que se entende pela regra de Sao Vicente de Lerins). Assim lhe pergunto:

    Existem varios pontos em que o magisterio do Vaticano II, se sobrepoe ao magisterio tridentino, neste caso devo seguir:

    1) O magisterio que me obriga por fè divina e catòlica de trento?
    2) O magisterio que me obriga por religioso obsequio do Concilio Vaticano II?

    2) A Fé Católica SEMPRE sustentou que a Igreja Católica, na Autoridade da Sé Apostólica, é ISENTA de ensinar heresias e erros contra a Fé ou à Moral, por isso não existem ambigüidades nos seus Ensinamentos.

    a) Diante deste ponto, a primeira coisa que vem em mente, è a alocuçao de Paulo VI, “Livrai nos do mal”, onde ele fala na autodemoliçao da Igreja, isto è, de uma Igreja que fere a si propria de morte. E conforme a fè de SEMPRE uma Igreja se autodestruir? Pode se colocar vinho novo em odres velhos ?

    b) Tambèm è de Fé DIVINA E CATOLICA, que viria a grande apostasia.

    c) Tambèm sabe-se que teremos uma falsa Igreja que tem aparencia do cordeiro, mas fala como o dragao (Ap13).

    d) Para encerrar a Autoridade da Sè Apostolica que è isenta de ensinar heresias e erros, contra a fè ou a moral, è a autoridade:

    Dogmatica ou Pastoral?

  20. 3)Valha – nos uma simples, mas Divina passagem:
    “E se recusar ouvir a Igreja, seja ele para ti como um pagão e um publicano. Em verdade vos digo: tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra será também desligado no céu”(Mt 18, 17-18).

    O versìculo de Mt 18, 15-18 diz o seguinte:
    15. Se teu irmão tiver pecado contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele somente; se te ouvir, terás ganho teu irmão. 16. Se não te escutar, toma contigo uma ou duas pessoas, a fim de que toda a questão se resolva pela decisão de duas ou três testemunhas. 17. Se recusa ouvi-los, dize-o à Igreja. E se recusar ouvir também a Igreja, seja ele para ti como um pagão e um publicano. 18. Em verdade vos digo: tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra será também desligado no céu.
    http://www.bibliacatolica.com.br/01/47/18.php

    Parece me que o Sr. citou o texto fora do contexto. Queira por favor esclarecer a exegese destes versiculos. Nao entendi qual o sentido da citaçao e porque a adulteraçao logo no principio.

    4) A FSSPX e seus seguidores acreditam que a Igreja possa ligar ou desligar heresias ou erros contra a Fé!!!

    Rogai por eles Santo Tomás de Aquino!
    “Se se considera a Providência Divina que dirige sua Igreja pelo Espírito Santo para que ela não erre, como ele mesmo prometeu, em João 14, 26, que o Espírito quando viesse, ele ensinaria toda a verdade, quer dizer, com relação às coisas necessárias à salvação; é certo

    Rogai por eles Santo Tomás de Aquino!

    “Se se considera a Providência Divina que dirige sua Igreja pelo Espírito Santo para que ela não erre, como ele mesmo prometeu, em João 14, 26, que o Espírito quando viesse, ele ensinaria toda a verdade, quer dizer, com relação às coisas necessárias à salvação; é certo que é impossível que o julgamento da Igreja universal erre sobre as coisas que dizem respeito à Fé”(S. Tomás de Aquino, Quod. IX, q.8, a.1).

    O julgamento universal da Igreja sobre as coisas que dizem respeito a fè:

    a) Obrigam por fè divina e catòlica – dogmàticos
    b) Religioso obsequio – Pastorais

    Antes do Concilio Vaticano II, havia um julgamento universal para a liberdade religiosa, e posteriormente ao CVII, tivemos um outro julgamento a respeito da liberdade religiosa. A tradiçao trabalhou e construiu Estados Catolicos e o Vaticano II, destruiu este trabalho. Depois disso as leis iniquas contra a doutrina da Igreja e a propria razao natural, passaram a ser aprovadas a torto e a direito, em paìses que ate entao eram catolicos. Assim, nao è de fè divina e catolica que devemos trabalhar pelo reinado de Nosso Senhor Jesus e pela construçao de Estados Catolicos? Serà que o aborto e outras questoes, seriam pensaveis em Estados Catolicos? Suprimiu se os Estados Catolicos para que elas passassem a ser pensadas neles?

  21. Depois de ler os “argumentos” do Sr. Vitor José, eu não tenho mais dúvidas.

    O Sr. Vitor José é um radical modernista.

  22. Sr. Renato Salles,

    “O CVII ensinou coisas novas ou somente repetiu o magistério anterior?”

    Transmitiu Ensinamentos Tradicionais e Ensinou Coisas Novas.

    “Agora… se o CVII ensinou coisas novas, peço que mostre o que, especificamente, se deve crer para que se torne plenamente católico.”

    1- Crer na Igreja Católica
    Somente os hereges sustentam que a Igreja Católica possa ensinar heresias ou erros contra a Lei de Cristo.
    “as portas do inferno não prevalecerão contra ela”(Mt 16, 18).
    “se não ouvir a Igreja, tem-no em conta dum pagão ou pecador público”(Mt 18, 17).
    “O Espírito e a Esposa dizem: “Vem!”. Possa aquele que ouve dizer também: “Vem!”. Aquele que tem sede, venha! E que o homem de boa vontade receba, gratuitamente, da água da vida!”(Apoc. 22, 17).

    “Mas, para que o próprio episcopado fosse UNO e indiviso, e pela coesão e união íntima dos sacerdotes toda a multidão dos crentes SE CONSERVASSE na unidade da MESMA FÉ e COMUNHÃO, antepondo S. Pedro aos demais Apóstolos, pôs nele o princípio perpétuo e o fundamento visível desta dupla unidade, sobre cuja solidez se construísse o templo eterno e SE LEVANTASSE SOBRE A FIRMEZA DESTA FÉ a sublimidade da Igreja, que deve elevar-se até ao céu”(Pastor Aeternus).

    “E como as portas do inferno se insurgem de todas as partes de dia para dia com crescente ódio contra a Igreja divinamente estabelecida, a fim de fazê-la ruir, SE PUDESSEM”(Pastor Aeternus).

    2- Crer que não existe diferença entre a Roma dos Apóstolos e a Roma Atual
    “Em erro perigoso estão pois aqueles que julgam poder unir-se a Cristo, Cabeça
    da Igreja, sem aderirem fielmente ao seu Vigário na terra. Suprimida a Cabeça visível, e
    quebrados os vínculos visíveis de unidade, obscurecem e deformam de tal maneira o
    Corpo Místico do Redentor, que este não pode ser visto nem encontrado por aqueles que
    buscam o porto da salvação” (Pio XII, Encíclica Mystici Corporis, n. 40-41).

    3- Crer que a Santa Sé atual é a mesma Sé de Pedro e por isso conserva a Fé de Pedro, sem jamais perdê-la, fundamento da Igreja.

    “Porém o que Nosso Senhor Jesus Cristo, que é o príncipe dos pastores e o grande pastor das ovelhas, instituiu no Apóstolo S. Pedro para a salvação eterna e o bem perene da Igreja, deve constantemente subsistir pela autoridade do mesmo Cristo na Igreja, que, fundada sobre o rochedo, PERMANECERÁ INABALÁVEL até ao fim dos séculos.”(Pastor Aeternus).

    “Ninguém certamente duvida, pois é um fato notório em todos os séculos, que S. Pedro, príncipe e chefe dos Apóstolos, recebeu de Nosso Senhor Jesus Cristo, Salvador e Redentor do gênero humano, as chaves do reino; o qual (S. Pedro) vive, governa e julga através dos seus sucessores”(Pastor Aeternus).

    “E esta doutrina dos Apóstolos abraçaram-na todos os veneráveis Santos Padres, veneraram-na e seguiram-na todos os santos doutores ortodoxos, firmemente convencidos de que esta cátedra de S. Pedro sempre permaneceu imune de todo o erro, segundo a promessa de Nosso Senhor Jesus Cristo feita ao príncipe dos Apóstolos: Eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; e tu, uma vez convertido, confirma os teus irmãos [Lc 22, 32]”(Pastor Aeternus).

    “Foi, portanto, este Dom da VERDADE e da FÉ, QUE NUNCA FALECE, concedido divinamente a Pedro e aos seus sucessores nesta cátedra, a fim de que cumprissem seu sublime encargo para a salvação de todos”(Pastor Aeternus).

    “A salvação consiste antes de tudo em guardar a regra da fé verdadeira. […]. E como a palavra de Nosso Senhor Jesus Cristo que disse: Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja [Mt 16,18] não pode ser vã, os fatos a têm confirmado, pois na Sé Apostólica sempre se conservou imaculada a religião católica e santa a doutrina.”(Pastor Aeternus).

    “e assim com a Igreja Romana, mais do que as outras, deve defender a verdadeira fé assim também, quando surgirem questões acerca da fé, CABE A ELA O DEFINI-LAS”(Pastor Aeternus).

    4- Aceitar o Poder de Magistério do Romano Pontífice em Matéria de Fé e de Moral e de Governo e Disciplina conforme o Dogma

    “Se, pois alguém disser que ao Romano Pontífice cabe apenas o ofício de inspeção ou direção, mas não o pleno e supremo poder de jurisdição sobre toda a Igreja, não só nas coisas referentes à fé e aos costumes, mas também nas que se referem à disciplina e ao governo da Igreja, espalhada por todo o mundo; ou disser que ele só goza da parte principal deste supremo poder, e não de toda a sua plenitude; ou disser que este seu poder não é ordinário e imediato, quer sobre todas e cada uma das igrejas quer sobre todos e cada um dos pastores e fiéis – seja excomungado.”(Pastor Aeternus).

    A FSSPX FILTRA os Ensinamentos da Santa Sé, substituindo na prática o Juízo proferido pela Sé Apostólica por um juízo de outrem. A partir do momento em que isso é feito, pois é evidente que esta Associação não acata a tudo que manda a Santa Sé, não se aceita o Poder de Magistério e Governo do Romano Pontífice como Manda o Ensinamento Dogmático do Vaticano I. Ainda se tem a submissão prática, empreendida por parte deste Grupo, do Juízo da Sé Apostólica a um juízo subjetivista, o que é também condenado pelo Vaticano I, “a ninguém é lícito emitir juízo acerca do julgamento desta Santa Sé, nem tocar neste julgamento, visto que não há autoridade acima da mesma Santa Sé”(Pastor Aeternus).
    A FSSPX ainda não tem lugar no Código de Direito Canônico da Igreja, não é totalmente dependente do Romano Pontífice e, seus prelados e clero agem contra e contrariam em seu apostolado o que manda a Santa Sé. É um Grupo mais que marginal, pois o magistério de Dom Lefebvre e de seus Bispos é sobreposto e atropela dentro da FSSPX o Magistério do Papa. E isso também é contrário ao Vaticano I, que insiste “renovamos a definição do Concílio Ecumênico de Florença, que obriga todos os fiéis cristãos a crerem que a Santa Sé Apostólica e o Pontífice Romano têm o primado sobre todo o mundo, e que o mesmo Pontífice Romano é o sucessor de S. Pedro, o príncipe dos Apóstolos, é o verdadeiro vigário de Cristo, o chefe de toda a Igreja e o pai e doutor de todos os cristãos; e que a ele entregou Nosso Senhor Jesus Cristo todo o poder de apascentar, reger e governar a Igreja universal, conforme também se lê nas atas dos Concílios Ecumênicos e nos sagrados cânones.”(Pastor Aeternus) e “Ensinamos, pois, e declaramos que a Igreja Romana, por disposição divina, tem o primado do poder ordinário sobre as outras Igrejas”(Pastor Aeternus).

    “E a ela [à Igreja Romana] devem-se sujeitar, por dever de subordinação hierárquica e verdadeira obediência, os pastores e os fiéis de qualquer rito e dignidade, tanto cada um em particular, como todos em conjunto, não só nas coisas referentes à fé e aos costumes, mas também nas que se referem à disciplina e ao regime da Igreja, espalhada por todo o mundo, de tal forma que, guardada a UNIDADE de comunhão e de FÉ com o Romano Pontífice, a Igreja de Cristo seja um só redil com um só pastor. Esta é a doutrina católica, da qual ninguém pode se desviar, sob pena de perder a fé e a salvação.”(Pastor Aeternus).

    Ainda mais desastroso é que este Grupo sustenta que os Ensinamentos Não Irreformáveis ou Disciplinas Legitimamente Aprovados e Promulgados pela Autoridade Papal possam ser heréticos ou perigosos, levando a cabo que o Ensinamento Dogmático do Vaticano I sobre o Poder Universal do Papa também “em matéria de governo e disciplina” possa induzir os fiéis a aceitarem as heresias e assim se condenarem. Além da Igreja de Deus ensinar às almas o caminho do inferno, estar-se-ia propondo Dogmas Perigosos.

    Sr. Renato Salles, o problema de vocês vai além do “Reformável”, atinge Dogmas.

    “Peço ainda que me mostre a congruência que há entre o Magisterio anterior da Igreja e o Magitério atual, pois é principio católico que toda novidade deve estar no mesmo sentido do que sempre foi crido, i.é., o dogma só pode ser aprofundado; jamais pode mudar seu sentido.”

    Sr. Renato Salles, os elementos dos Ensinamentos do Vaticano II que transmitem aquilo que é fundamental na Fé pode ser visto nas citações presentes nos Documentos do Concílio. Os elementos novos são fundamentados na Doutrina Católica e evidentemente naquilo que acrescentam de “novo” não serão encontrados em Documentos anteriores.

  23. Conclamo à Santa Sé nomear o Sr. Vitor José como presidente/secretário/censor/inquisidor/chefe/teólogo/mandachuva/bambambam, etc. da Comissão que discute atualmente em Roma com a Fraternidade S. Pio X.

    Que achado!

  24. Antonio,
    Faltou o cargo de inspetor geral, sumo revisor de dogmas, decretos, cartas, motu-próprio e claro “rei da cocada preta”.

  25. Caro Renato,
    Salve Maria!

    Nao è o Concilio Vaticano I que ensina:

    “O Espirito Santo nao foi prometido ao Romano Pontifice para que ensine novas doutrinas”

    E agora (Vitor) Josè?

    Pode se colocar vinho novo em odres velhos?

    O que devemos fazer com este trecho do Concilio Vaticano I?

    Impressao minha ou a “macro” defesa do Sr. Vitor Jose, è a dialètica hegeliana?

    Fiquem com Deus.

    Abraço

  26. Prezados opositores de Vitor José,

    Creio que chamá-lo de modernista, ridicularizá-lo, etc, não resolve o problema importante que ele coloca: a não possibilidade de haver heresias no Magisterio da Igreja. Falar que o Concilio é Pastoral, ao meu ver, não resolve o problema. Uma coisa é ensinar um ponto não definido ainda sem o uso da infabilidade e, portanto, passível de ser reformado, outro é o Concilio sustentar ensinamentos que já haviam sido condenados pela Igreja. A FSSPX sabe deste grave problema teologico e, por isso, uma tentativa de conciliar os erros do CVII aprovados pelo Papa e o principio de que os ensinamentos da Santa Sé não podem ter heresias, foi feito pelo Pe. Calderon. Se para os sedeprivacionistas, o papa não possui a autoridade por ser modernista, para a FSSPX, o Papa é papa, possui a autoridade, mas não a usa, por ter uma má compreensão desta. Daí, o que ele ensina não o faz como supremo pastor, mas apenas como doutor privado.
    A questão realmente é espinhosa!

    Ao Sr. Vitor José (o chamarei pelo apelido que o senhor usa aqui),

    Primeiramente, agradeço a resposta!
    O senhor mostra bem o problema que há em sustentar que o CVII é herético, mas ao mesmo tempo, como todo neoconservador, refugia-se neste principio e prefere ignorar os fatos: as mudanças de sentido nos dogmas da Igreja, a mudança no modo de proceder da Santa Sé, etc. Tornar-se patente que o senhor nao consegue resolver o problema de mostrar a coerencia entre a novidade e o magistério anterior.
    É bom lembrar que as novidades vão em outro sentido do ensinamento antigo. Para citar algumas:
    1 – Missa não mais como renovação do Sacrificio do Calvário, mas como memorial do Mistério Pascal de Cristo
    2 – Aprovação da Anáfora de Addai e MAri (sem as palavras de Consagração)
    3 – mudança em quase todos os sacramentos (e isso para que?)
    4 – Nova noção eclesiológica (o problema do “subistit in”)
    5 – A liberdade religiosa como um direito natural do homem
    6 – O tratado conjunto sobre a justificação entre católicos e luteranos
    7 – O Ecumenismo (Lembrar do Encontro de Assis e dos demais encontro com lideres de outras religiões, algo jamais feito por nenhum outro Papa e inclusive condenado. Não se pode alegar que os Papas não tenham entendido o CVII corretamente)
    8 – A não condenação dos hereges
    E por aí vai…

    Agora… o senhor erra redondamente ao dizer que o juízo da FSSPX é subjetivista. Não o é! A FSSPX usa por base o próprio Magistério anterior, mostrando a incoerencia existente entre um e outro. Além do mais, não é a primeira vez que se tem um problema com o Papado. Isso já ocorreu algumas vezes, como no caso de Honorio, Libério, Pascoal II, João XXII. Portanto, não creio que o modo de consertar o problema atual, seja fechando os olhos para todas as mudanças ocorridas em Roma, se apegando unicamente ao principio de que o Papa é sempre infalível.

    Não podendo me alongar mais, Despeço-me em Cristo Nosso Senhor

  27. “Os elementos novos são fundamentados na Doutrina Católica e evidentemente naquilo que acrescentam de “novo” não serão encontrados em Documentos anteriores.”

    Imprecionante senhor Vitor José: Sem querer o senhor acaba de mostrar como o CV II
    criou coisas novas que não faziam parte da Sã Doutrina Católica, e depois desse Concílio maçon e protestante, passou a fazer parte!

    Para mim é a prova que o idolatrado Concílio Vaticano II é a válvula de escape para que os moderninhos católicos empurram goela abaixo dos católicos de sempre essas heresias “novas” e condenem aqueles que querem seguir fielmente Nosso Senhor Jesus Cristo, A Sã Doutrina Católica de sempre e A Santa Igreja.

    O senhor só está se complicando Vitor josé!

  28. Caro Renato,
    Viva Cristo Rei! Salve Maria!

    Em meu primeiro post, procurei colocar que o Sr Vitor Jose repete aquela visao condenada pelo Cardeal Ratzinger do Concilio, como superdogma. Toda a defesa dele, tende a apresentar o Concilio, nao como Pastoral, mas como dogmatico. Assim, considerando tudo que ele defendeu, atè agora, entao devemos considerar que Pastoral nao existe, e que o Concilio Vaticano II, è dogmàtico.
    No post seguinte, nao procurei ridicularizar o Sr. Vitor Jose. Mas fui ironico, porque agora defende-se explicitamente que o Concilio Vaticano II, ensinou coisas novas, contrariando explicitamente o Concilio Vaticano I (o qual ele amplamente citou) e tambèm Nosso Senhor Jesus Cristo, que diz “nao se poe vinho novo em odres velhos”. Interessante que anteriormente dizia-se que o Concilio repetia a doutrina de Sempre, amanha, o que se dirà?
    Falar que o Concìlio è Pastoral, realmente nao resolve o problema, mas coloca o problema conciliar. Se pastoral è sinonimo de uma sintese entre o Depositum Fidei e novidades, entao no que tange as novidades, nao existe assistencia do Espirito Santo (O Espirito Santo nao foi prometido aos Romanos pontifices para que pregassem nova doutrina). Este modo de autoridade, è o mesmo modo direita-esquerda nas democracias modernas (Lembrando que apòs algum tempo, a esquerda que derrubou a direita monàrquica e catòlica, acabou se tornando “direita”). Pode se chamar este mètodo de dialètica Hegeliana ou do Yang Yan.

    Quanto a propria soluçao dada pelo Pe Calderon, ela parte do modo de autoridade pastoral (o Papa desde o Vaticano II, tem uma compreensao pastoral da autoridade). Nao existe definiçao magisterial para a autoridade pastoral, em si, o Concilio parte da novidade a qual se chama autoridade “pastoral”, como diz Mons. Lefebvre:

    “Uma falsa definição traz a desordem. Consideremos agora a ausência de definição. Muitas vezes procuramos e pedimos a definição de “Colegialidade”. Nunca chegamos a um acordo. Muitas vezes pedimos que nos definissem “Ecumenismo”. Eles nos respondiam a mesma coisa pela boca dos Secretários das Comissões.
    “Nós não fazemos um Concílio Dogmático, nem procuramos definições filosóficas. É um Concílio Pastoral que se dirige ao mundo inteiro. Seria portanto inútil dar aqui definições que não seriam compreendidas”. Um testemunho Precioso – Gustavo Corçao citando Dom Lefebvre

    No mais, a defesa que ele faz da autoridade em abstrato, è corretìssima, mas em concreto, ele nega a realidade e coisas òbvias e cai em um fideìsmo perigoso. Isso sem contar que em toda a sua participaçao aqui, embora tenha dito sobre a apostasia, ele se esquivou de dizer algo a respeito. Fideismo que parece aquele da tese do Cristo historico e do Cristo da fè.

    O Sr. Vitor Josè pela primeira, atravès das suas defesas que negam a realidade, que ele defende um Papa da Fè, enquanto os modernistas defendem, um Papa historico. A tese de Loisy, continua atualissima, pois hà tambèm um magistèrio e um concilio da historia, como ha um magistèrio e um concilio da fè e como existe o Cristo real, em detrimento da tese fantasiosa de Loisy, tambèm existe um Papa, um magistèrio e um Concilio reais. Nòs tradicionalistas, perplexos com o que vemos e ouvimos, nos perguntamos:

    “Quo vadis, Domine?”

    Por fim, as pessoas que jà debatem com o Sr. Vitor Josè a algum tempo, devem ter percebido como eu percebi, que ele nao diz muito pouco a respeito da autoridade pastoral. Nao na mesma proporçao em que cita a autoridade dogmatica. O que è bastante estranho. Quanto a Fraternidade, os debates estao em curso, veremos os resultados. Mas uma coisa è certa, a FSSPX, nao vai cair no modernismo, como Campos caiu e traiu a obra de Dom Antonio.

    Fique coM Deus.

    Abraços
    Gederson

  29. Sr. Gederson,

    Antecipo-me em lhe responder ao último comentário feito pelo sr..

    O Ensinamento do Concílio Vaticano I é claro e não há motivos para se fazer confusão como o sr. deseja. Além disso, ele está no mesmo contexto do restante do que ensina a Pastor Aeternus e assim não existem contradições na Pastor Aeternus.

    “Pois o Espírito Santo não foi prometido aos sucessores de S. Pedro para que estes, sob a revelação do mesmo, pregassem uma nova doutrina, mas para que, com a sua assistência, conservassem santamente e expusessem fielmente o depósito da fé, ou seja, a revelação herdada dos Apóstolos.”(Pastor Aeternus).
    Porque “o Espírito Santo não foi prometido aos sucessores de S. Pedro para que estes, sob a revelação do mesmo, pregassem uma nova doutrina” é que os sucessores de Pedro sempre conservaram e conservarão “fielmente o depósito da fé, ou seja, a revelação herdada dos Apóstolos” e assim, qualquer Ensinamento Novo, seja Irreformável ou Não Irreformável é fundamentado na Doutrina de Sempre, na Revelação de Sempre, pois não existe Nova Revelação, ao passo que os Dogmas são Verdades Reveladas em seu todo. Assim como os Dogmas, os Ensinamentos Irreformáveis e os Não Irreformáveis são Aprovados e Promulgados a partir de elementos de Fé e Moral da Sagrada Escritura ou da Sagrada Tradição que em um determinado momento tornaram-se claros e visíveis, pelo Espírito Santo, de tal modo, que foram elevados a Ensinamentos Dogmas, Irreformáveis ou Não Irreformáveis.
    Sobre o objetivo e função dos Ensinamentos Não Irreformáveis, a Santa Sé declara: “São propostos para se obter uma compreensão mais profunda da REVELAÇÃO ou para lembrar a conformidade de um ensinamento com as VERDADES DA FÉ ou também, ainda, para prevenir concepções incompatíveis com as MESMAS VERDADES ou opiniões perigosas que possam induzir ao erro”(Nota Doutrinal Explicativa da Fórmula Conclusiva da Professio Fidei, n.10). Daí, os Ensinamentos Não Irreformáveis também são fundamentados a partir da Revelação.
    E a mesma Nota Doutrinal afirma:
    “A terceira proposição da Professio fidei afirma: «Adiro ainda, com religioso obséquio da vontade e da inteligência, aos ensinamentos que o Romano Pontífice ou o Colégio episcopal propõem, quando exercem o Magistério autêntico, ainda que não entendam proclamá-los com um acto definitivo».
    Neste parágrafo incluem-se todos aqueles ensinamentos — EM MATÉRIA DE FÉ OU MORAL — apresentados como verdadeiros ou, ao menos, como seguros, embora não tenham sido definidos com um juízo solene nem propostos como definitivos pelo Magistério ordinário e universal.”(Nota Doutrinal Explicativa da Fórmula Conclusiva da Professio Fidei, n.10).

    O Ensinamento a que o sr Gederson faz referência é precedido por “Pelo que os bispos de todo o mundo, quer em particular, quer reunidos em sínodos, seguindo o velho costume e a antiga regra da Igreja, têm referido a esta Sé Apostólica os perigos que surgiam, principalmente em ASSUNTOS DE FÉ, A FIM DE QUE OS DANOS DA FÉ SE RESSARCISSEM AÍ, onde a fé não pode sofrer quebra.”(Pastor Aeternus). Repare bem o “aí, onde a fé não pode sofrer quebra”, pois se aí quebrar, a Igreja fica sem fundamento e rui. O Ensinamento referenciado pelo sr. é também imediatamente precedido por “E os Pontífices Romanos, conforme lhes aconselhavam a condição dos tempos e as circunstâncias, ora convocando Concílios Ecumênicos, ora auscultando a opinião de toda a Igreja dispersa pelo mundo, ora por sínodos particulares ou empregando outros meios, que a Divina Providência lhes proporcionava, TÊM DEFINIDO COMO VERDADE DE FÉ [TUDO] AQUILO QUE, COM O AUXÍLIO DE DEUS, RECONHECERAM SER CONFORME COM A SAGRADA ESCRITURA E AS TRADIÇÕES APOSTÓLICAS.”(Pastor Aeternus). Ou seja, a Pastor Aeternus está defendendo que “os Pontífices Romanos” têm, “COM O AUXÍLIO DE DEUS”, o Poder de Definir Dogmas, ou seja, tudo aquilo que “RECONHECERAM SER CONFORME COM A SAGRADA ESCRITURA E AS TRADIÇÕES APOSTÓLICAS”. O que não significa que tudo que esteja conforme a Sagrada Escritura e a Sagrada Tradição será elevado a Dogma. Em seguida, continua “Pois o Espírito Santo não foi prometido aos sucessores de S. Pedro para que estes, sob a revelação do mesmo, pregassem uma nova doutrina, mas para que, com a sua assistência, conservassem santamente e expusessem fielmente o depósito da fé, ou seja, a revelação herdada dos Apóstolos.”(Pastor Aeternus). Na mesma linha de Defesa do Poder do Papa de definir Dogmas e que os Dogmas definidos pelo Papa são realmente Revelados por Deus, a Pastor Aeternus declara que “o Espírito Santo não foi prometido” aos “sucessores de S. Pedro” para eles definirem como Dogma algo que esteja fora da Revelação, pois a Revelação foi feita uma vez por todas e não devemos esperar uma nova Revelação. Assim, o que for DEFINIDO como Dogma não é uma “nova doutrina”, porque o Espírito Santo não pode fornecer, por “revelação” Dele “mesmo”, uma Nova Revelação ou Nova Doutrina que seja Nova Revelação.
    Daí se conclui que se o Romano Pontífice desejar, com seu Poder Pleno Supremo e Imediato, propor à Igreja uma Pastoral ou Disciplina adequada à uma determinada época e que não foi utilizada anteriormente, ela deverá, assim como os Ensinamentos Irreformáveis, ser fundamentada na Revelação e não terá como ser extranha à Revelação, já que o Espírito Santo foi prometido aos sucessores de Pedro para que “com a sua assistência, conservassem santamente e expusessem fielmente o depósito da fé, ou seja, a revelação herdada dos Apóstolos”.
    E para ENSINAR que a Sé Apostólica não pode nem tem como Ensinar heresias ou erros contra a Fé ou a Moral, ou seja, ensinar fora do fundamento da Revelação não Conservando o Depósito da Fé, a Pastor Aeternus imediatamente em seguida do texto a que o sr. Gederson faz referência declara: “E esta doutrina dos Apóstolos abraçaram-na todos os veneráveis Santos Padres, veneraram-na e seguiram-na todos os santos doutores ortodoxos, FIRMEMENTE CONVENCIDOS de que esta cátedra de S. Pedro SEMPRE PERMANECEU IMUNE DE TODO O ERRO, segundo a promessa de Nosso Senhor Jesus Cristo feita ao príncipe dos Apóstolos: Eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; e tu, uma vez convertido, confirma os teus irmãos [Lc 22, 32].”

    Sr. Gederson,

    Com relação a “Pode se colocar vinho novo em odres velhos?”

    A Passagem Bíblica a que o sr. faz referência é:

    “Ninguém põe um remendo de pano novo numa veste velha, porque arrancaria uma parte da veste e o rasgão ficaria pior. Não se coloca tampouco vinho novo em odres velhos; do contrário, os odres se rompem, o vinho se derrama e os odres se perdem. Coloca-se, porém, o vinho novo em odres novos, e assim tanto um como outro se conservam.” (Mt 9, 16-17)

    O Sentido dessa Passagem explicado no rodapé da Bíblia Sagrada Ave Maria é:

    “Sentido: para receber e conservar a nova doutrina de Jesus, torna-se necessário conciliar uma alma nova e um coração novo. – Odres: recipientes feitos de peles de animais.”

    Ou seja, é bem diferente da interpretação que o sr. deseja sustentar. Reveja sua exegese!!!

    Existem várias maneiras de conservar e transmitir as Fórmulas Dogmáticas sem modificá-las o sentido. Se não se pudesse explicar os Dogmas de diversas maneiras, as homilias dos ministros de Deus teriam que se reduzir à mera leitura de fórmulas.

  30. Caríssimo Renato Salles,
    Salve Maria!
    A tese sustentada pelo Sr. Vitor José (Pellegrini de matos dos Santos Areas Ffn)que acusa a FSSPX de subjetivismo é a mesma do P. Lucien, em sua obra “Les degrés d’autorité du Magistére.” O P. Lucien é um antigo sedevacantista agora convertido as hostes neoliberais.
    O curioso é que o Sr. Padre/Bispo Vitor Jose ignora o subjetivismo do atual magistério que prefere o megisterio dialoga e o sensus fidei do povo de Deus como regra de fé.
    Pobre padre … Pobre bispo … Prefere o anonimato paseudônimo a coragem defender suas idéias. Só por isso merece a repulsa de todos os leitores desse blog …

  31. Caro sr. Victor José, sua exegese é de amargar!!!
    A verdade é um conjunto definido e limitado e, portanto, não comporta relações biunívocas com outros conjuntos – sejam eles pastorais ou aggiornados…
    Pode-se “expressar” antigas verdades com “novas formulações”? Sim, é possível, mas com uma única ressalva: a Igreja sempre prima pela clareza, precisão e intensidade de suas sentenças para que não paire a menor sombra de dúvida sobre o que se quer dizer com isso ou aquilo. A linguagem sempre foi aquela consagrada e fartamente usada pelos Santos Doutores para, não só elucidar os ignorantes, mas também para combater os recraucitrantes.
    As palavras são veículos para nos levar as coisas, isto é, assim como são as palavras são as coisas: formam análogos em nossa mente a “impressão” das palavras que a conformam; levam-nos às coisas as palavras.
    É aquela luminosa junção entre verbo e realidade!
    Quando o homem, “cansado da mesmisse” e daquele “velho e modorrento” “seguir as pegadas de nossos venerandos predecessores”, “inova” e “atualiza” as diamantinas formas de expressão com a chave da “criatividade”, a com-fusão acontece.
    Tomando como base e paradigma a figura sui generis do “homem moderno”, com todas as suas especificidades e excentricidades, liberto das amarras da história e dos vínculos com a Tradição, isto é, numa espécie de auto-fecundação pela auto-referência, substituindo a qualidade da expressão pela quantidade de expressões, têem-se a construção de uma espécie de “realidade paralela” que fica no meio-termo entre a incompletude e a inconclusão, dando margem para a “diplomacia da práxis” pela acomodação das atitudes “criativas” às palavras que não mais exprimem aquilo que antes era entendido – o que, ao fim e ao cabo leva ao estilhaçamento da inteligência mesma…
    Numa verdadeira “revolução de veludo”, pois é sutil e subreptícia – quase algo subliminar… – as palavras ortodoxas não mais exprimem o seu sentido arcaico-originário, mas ganha matizes totalmente novos e inesperados, tal é a estratégia de envolver conteúdos novos em rolpagens semânticas antigas.
    Como muito bem sabemos pela história das heresias, fartamente documentadas pelos anais da heterodoxia, “a verdade é uma nuance entre muil erros”: essa teologia apofática toma tudo pelo bagaço, isto é, na tentativa de “expandir a compreensão”, na verdade abre a Caixa de Pandora e espalha uma colossal a avassaladora onda de destruição, pois vai ao âmago da questão alterando o significado das palavras e, como sabemos, são com elas que obtemos as garras para reter a verdade.
    Corrompendo as palavras, a lógica e o bom-senso são deformados: não mais sendo eficazes para proporcionar a conformação à verdade objetiva, o clamor pelo subjetivismo é chamado para “salvar” uma situação artificialmente preparada para gerar esse entorpecimento, e mais “criatividade” é elaborada para construir conteúdos conformados ao “homem moderno” – e assim é como num círculo vicioso e viciado que se auto-alimenta num modo perpétuo…
    Sr Victor José, achar que a verdade pode ser expressa em infinitas formas de sentenças é negar o princípio de que a verdade é um conjunto definido e limitado!!! Tentar salvar o caos moderno recorrendo ao recurso daquilo que se disse antes sobre a Ortodoxia, não se aplica: a modernidade e o modernismo são fenômenos que se servem das palavras, mas não são servidos por elas, já que adotam uma postura aggiornada e pastoral que “adaptam” os dogmas à “linguagem de hoje”…
    E isso é a mais abjeta atitude já que, nesse caso, “traduzir” é trair!
    Com imensa estima e um desejo confesso de que S. Gerônimo, o Patrono dos tradutores, lhe ilumine,
    Com um amplo e fraterno amplexo; MMLP.

  32. Renato,
    Fiquei curioso quando você diz:
    “… para a FSSPX, o Papa é papa, possui a autoridade, mas não a usa, por ter uma má compreensão desta.”
    Poderia explicar melhor ou passar o link da fonte?

  33. Sr. Vitor Jose,

    das coisas internas, nem mesmo a Igreja pode julgar. Entao quem o Sr. pensa que è para julgar minhas intençoes, dizendo que desejo fazer confusao?

    Digo-lhe que nao me julgue por si mesmo, pois è o Sr. que ante o bravo texto do Abade de Cacqueray, vem aqui destilar seu veneno contra a FSSPX. E causa confusao, retirando o Concilio Vaticano II de sua “Pastoralidade” para colocà-lo como superdogmàtico. Isso sem contar que todos jà sabem que o Sr. usa um pseudonimo (algo em comum com Lutero que usou o pseudonimo de Cavaleiro Jorge). Pode se dizer do Sr. que:

    “Uma coisa è a substancia do Sr. Vitor Jose, outra è a formulaçao com a qual se reveste.”

    Francamente, nao sabia que o Sr. levaria o Concilio ao extremo de aplicar-lo a sua pessoa, ao ponto de fazer uma reformulaçao de si mesmo, para debater com tradicionalistas (Cuidado com a marcha rè…). Ainda lhe digo, que parece que coragem nao è uma virtude que lhe acompanha. Porque fora o Sr. se esconder sobre o pseudonimo de Vitor Jose, as questoes que eu levantei publicamente ao Sr. aqui no Fratres in Unum, o Sr. tentou responder particularmente, com um monte de erros, e erros, que nao desmerecem as acusaçoes contra o Sr. de modernismo. Logo enviarei as respostas, mas vejamos um exemplo:

    Mostre a nossos amigos, como o Sr. reduziu a regra de Sao Vicente de Lerins, a uma diocese e a separou da universalidade da Igreja, ao qual o Sr. diz nao se aplicar (quando è a sua definiçao). Serà que pod fazer isto?

    Veja bem, o Sr. admitiu que o Concilio ensinou coisas novas, separadas da tradiçao, sao suas proprias palavras:

    “Transmitiu Ensinamentos Tradicionais e Ensinou Coisas Novas.”

    Se o Concilio ensinou coisas novas, naquilo que ensinou de novo, ele nao tem assistencia do Espirito Santo, conforme o ensinamento do Concilio Vaticano I, que o sr citou completamente e eu de cabeça:

    “Pois o Espírito Santo não foi prometido aos sucessores de S. Pedro para que estes, sob a revelação do mesmo, pregassem uma nova doutrina, mas para que, com a sua assistência, conservassem santamente e expusessem fielmente o depósito da fé, ou seja, a revelação herdada dos Apóstolos.”(Pastor Aeternus).

    O Sr. separa ensinamentos tradicionais de coisas novas, se as coisas novas ensinadas pelo Concilio, tivessem embasamento na tradiçao, nao haveria a necessidade de interpretà-lo a luz da tradiçao. Mas a luz de qual tradiçao, todos interpretam um Concilio Ecumenico? Ademais as coisas sao tao novas, que nao hà sequer uma definiçao para a modalidade de autoridade pastoral. Na ausencia destas definiçoes, o Sr repete as definiços de autoridade tradicionais infaliveis. Mas qual a definiçao dogmatica para a autoridade pastoral?

    Quanto a sua acusaçao:

    “A FSSPX FILTRA os Ensinamentos da Santa Sé, substituindo na prática o Juízo proferido pela Sé Apostólica por um juízo de outrem. A partir do
    momento em que isso é feito, pois é evidente que esta Associação não acata a tudo que manda a Santa Sé, não se aceita o Poder de Magistério e Governo do Romano Pontífice como Manda o Ensinamento Dogmático do Vaticano I. Ainda se tem a submissão prática, empreendida por parte deste Grupo, do Juízo da Sé Apostólica a um juízo subjetivista, o que é também condenado pelo Vaticano I, “a ninguém é lícito emitir juízo acerca do julgamento desta Santa Sé, nem tocar neste julgamento, visto que não há autoridade acima da mesma Santa Sé”(Pastor Aeternus).”

    O Concilio Vaticano II, filtrou quase duzentos anos de condenaçoes magisteriais as doutrinas revolucionarias (liberais), para em seus textos fazer uma “sugestiva sintese da relaçao entre o Cristianismo e iluminismo” (Joao Paulo II) e o Sr. vem reclamar que è a Fraternidade quem filtra os ensinamentos da Santa Sè? Serà que a Pascendi Dominici Gregis, Quanta Cura, Lamentabili Sine Exitu, Syllabus, etc, tem algum valor para o Sr. alèm do valor historico?
    O Cardeal Journet, notou que Henrici de Lubac, jà nao distinguia filosofia de teologia, o Sr. jà nao distingue autoridade pastoral de autoridade dogmàtica. Nao diz absolutamente nada a respeito da autoridade pastoral, que esta investida o Concilio Ecumenico Vaticano II, e o apresenta, revestido com a autoridade infalìvel da Igreja. Quando se for infalìvel, as coisas novas que ele ensinou, tornam-se efetivamente dogmas.
    Sr. Vitor Jose,
    quanto a interpretaçao de Mateus 9.16-17, como lhe disse, nao me julgue por si mesmo. Porque è bastante òbvio que o produtor de vinho que colocar Vinho Novo em Odres Velhos, promovera a autodemoliçao dos odres. O antigo Israel, era um velho odre e a Igreja, o novo. Joao XXIII, no discurso de abertura do Concilio, disse que “uma coisa è a antiga substancia do Depositum e outra è a forma que a reveste…”. Tem que desenhar para voce entender?

  34. Caríssimos Gederson e Renato,
    Como tenho afirmado a tese do Sr. Vitor Jose (Pellegrini de Matos dos Santos Areas Rfn – VJPMSAR) é a mesmma tese dos sedevacantistas.
    Também os sedevacantistas atribuem a autoridade do Romano Pontífice um grau de infalibilidade não ensinado pela Igreja. De igual modo VPJMSAR. Quando ele defende sua tese nunca se sabe se ela está falando de magistério infalível ex-catedra, infalível ao modo ordinário. Não há distinções precisas.
    Os sedevacantistas constatando desvios doutrinário caem na tese da vacância. Os discípulos do bispo VJPMSAR, temendo os extremos, passam a defender a infalibilidade em toda e qualquer manifestação.
    Por isso a tentativa desesperada de defender a quadratura do círculo, ante o temor de um imaginário cisma.
    Há quem afirma, e não tenho como provar, que então Sr. Pe. Fernando Rifan, afirmava que quando João Paulo II fosse canonizado, ele se tornaria sedevacantista. Mas o raciocínio é o mesmo.
    Outro ponto que tenho enfatizado, e aí não é uma questão de prova, mas de evidência, é a postura liberal do episcopado e dos Papas pós Vaticano II.
    Veja no caso de suspensão da excomunhões dos bispos da FSSPX.
    Imediatamente começaram as oposições, inclusive aqui em Campos. O Papa limitou-se a uma postura conciliatória, e não exigiu a obediência a sua autoridade daqueles que estão obrigados. E os ataques continuam.
    Essa postura dialogante, levada para a teologia provocou os mais descalabros na história recente da Igreja. Vede o caso do limbo. O Papa não quis assinar o documento, mas permitiu sua publicação.
    Quer outro exemplo. Veja a questão da inculturação na liturgia. O diálogo permite tudo, desde que não ofenda a sensibilidade do povo de Deus.
    Confira a declaração conjuta católico-luterna. Depois de publicada, no ano seguinte publicou-se um remendo, para alertar a doutrina católica.
    É o magistério dialogante.
    Vede o carisma do Instituto Bom Pastor de criticar construtivamente o Concílio Vaticano II.
    Veja o blog disputationes …
    Na verdade a perplexidade dos católicos ditos tradionais ante os fatos levam a rechaçar a tese do bispo/padre VJPMSAR.
    Anoto, como tenho dito, que a reprodução de textos com a interpretação privada de VJPMSAR, não é da Igreja e bons teólogos, como por exemplo Mons. Guerardini.
    Em recente entrevista dada a Yves Chiron, Mons Guerardini repudia, novamente a tese de magistério viovo como defendida pelo bispo VJPMSAR (http://tradinews.blogspot.com/)
    “No meu entedimento, há apenas um argumento a pôr sobre a mesa: João-Paulo II sugeriu-o quando, infligindo a famosa excomunhão em 1988, acusou a Fraternidade Sao Pio X de que tivesse uma “incompleta e contraditória noção da Tradição”. Pessoalmente, sou de um outro parecer, mas é exactamente para aquilo que vejo na Tradição o único tema doctrinal a tratar à fundo. Se tivesse êxito-se a clarificar o conceito de Tradição, sem refugiar-se no conceito de tradição viva, mas também sem fechar os olhos sobre o movimento interno da tradição apostolico ecclésial “eodem tamen sensu, eademque sententia” [conservando o mesmo sentido e o mesmo pensamento], o problema cessar-se existir. (tradução minha, sem rigor, portanto sujeita a críticas)
    Novamente Mons Guerardini rejeita o magistério vivo do guia vivo VJPMSAR.
    Agora, se MOns Guerardini é cismático, por que discorda de JP II, ou porque condena as teses de VJPMSAR isso é outra história.
    Continua …

  35. Caríssimo sr. Roberto, sem querer atropelar o sr. Renato Salles, mas tentando canhestramente “apimentar”* a exposição da sentença, informo que para alguém formatado pela modernidade, a Colegialidade é um fato que conforma todos os atos emanados da Autoridade hierárquica suprema da Igreja – apesar de todos os atos recentes sejam revestidos de superioridade majestática, mas com um verniz dialogal…
    Uma maneira de dirimir melhor essa afirmação, se assim me permite, recomendo enfaticamente a leitura e o estudo apurado do livro…

    http://contraimpugnantes.blogspot.com/2009/06/breve-prefacio-do-livro-candeia-debaixo.html
    http://contraimpugnantes.blogspot.com/2009/05/candeia-debaixo-do-alqueire-do-padre.html

    http://contraimpugnantes.blogspot.com/2009/06/texto-da-orelha-do-livro-candeia.html

    Espero que eu tenha contribuído com a resposta do sr. Renato Salles.
    Com estima imensa; MMLP.

    *Piadinha sem graça, não?!

  36. Salve Maria!

    O sr. Gederson escreveu:
    “a) Os documentos do Concilio Vaticano II, sao ambiguos, exatamente por serem ensinamentos aos catòlicos e ao mundo (O Espirito Santo foi prometido aos catolicos, nao a um mundo que nao pode ve-lo e nem conhece-lo, como nos ensina NOSSO SENHOR JESUS CRISTO).”. Para o sr. Gederson os Ensinamentos do Concílio Vaticano II são ambíguos “exatamente por serem ensinamentos aos catòlicos e ao mundo”, ou seja, para ele o Concílio não pode se dirigir ao mundo, pois o sr. Gederson CONTRARIA a Revelação de Nosso Senhor Jesus Cristo, que Ensina “Os onze discípulos foram para a Galiléia, para a montanha que Jesus lhes tinha designado. Quando o viram, adoraram-no; entretanto, alguns hesitavam ainda. Mas Jesus, aproximando-se lhes disse: ‘Toda autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, pois, E ENSINAI A TODAS AS NAÇÕES; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. EIS QUE ESTOU CONVOSCO TODOS OS DIAS, ATÉ O FIM DO MUNDO’.”(Mt 28, 16-20). Jesus manda “ensinai a todas as nações” que não foram batizadas na Igreja Católica para batizá-las. “O mundo, porém, deve saber que amo o Pai e procedo como o Pai me ordenou.”(Jo 14, 31).

    Em seguida, o sr. Gederson escreve:
    “b) A Igreja nao tem jurisdiçao para ensinar outra coisa que nao seja o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo”. Ou seja, na visão deste cidadão, a Igreja só tem Dogmas, não tem Ensinamentos Irreformáveis nem Ensinamentos Não Irreformáveis. E dessa forma ele se vê no direito de não aceitar também Ensinamentos Irreformáveis, além de não aceitar Ensinamentos Não Irreformáveis, pois a própria Igreja de Deus ensina, sobre os Ensinamentos Irreformáveis, que: “O facto de estas doutrinas não serem propostas como formalmente reveladas, uma vez que ACRESCENTAM AO DADO DE FÉ ELEMENTOS NÃO REVELADOS OU AINDA NÃO RECONHECIDOS EXPRESSAMENTE COMO TAIS, nada tira ao seu CARÁTER DEFINITIVO, que se exige ao menos pela LIGAÇÃO INTRÍNSECA com a verdade revelada.”(Nota doutrinal explicativa da fórmula conclusiva da Professio fidei, n.7). E para quem, como o sr. Gederson, se vê no direito de não aceitar Ensinamentos Irreformáveis, a mesma Nota Doutrinal afirma que “No que se refere à natureza do assentimento a dar às verdades pro-postas pela Igreja como divinamente reveladas (1° parágrafo) ou a considerar de modo definitivo (2° parágrafo), é importante sublinhar que NÃO HÁ DIFERENÇA QUANTO AO CARÁTER PLENO E IRREVOGÁVEL DO ASSENTIMENTO A DAR AOS RESPECTIVOS ENSINAMENTOS.”(Nota doutrinal explicativa da fórmula conclusiva da Professio fidei, n.8) e sentencia “Todo o crente é obrigado, portanto, a dar a essas verdades o seu assentimento firme e definitivo, baseado na fé da assistência dada pelo Espírito Santo ao Magistério da Igreja e na doutrina católica da infalibilidade do Magistério em tais matérias. Quem as negasse, assumiria uma atitude de recusa de verdades da doutrina católica e portanto já não estaria em plena comunhão com a Igreja Católica.”(Nota doutrinal explicativa da fórmula conclusiva da Professio fidei, n.6).
    Aí, o sr. Gederson, pela interpretação errada a uma “regra” de São Vicente de Lérins e a uma referência de São Paulo a uma AÇÃO (NÃO ENSINAMENTO) de São Pedro, que não ensinam admitir a hipótese de a Santa Sé ensinar heresias, vai escrever “por isso tudo que discordar da tradiçao, das Sagradas Escrituras e do magisterio constante e universal, temos a liberdade conferida pelo proprio apostolo de considerar como anàtema”. Ou seja, além de ele admitir a hipótese de a Igreja, pela Santa Sé, ensinar heresias, ele se acha no direito de julgar os Ensinamentos e Juízos da Sé Apostólica, CONTRARIANDO O ENSINAMENTO DOGMÁTICO DO CONCÍLIO VATICANO I “e assim como a Igreja Romana, mais do que as outras, deve defender a verdadeira fé assim também, quando surgirem questões acerca da fé, CABE A ELA O DEFINI-LAS”(Pastor Aeternus) “a ninguém é lícito emitir juízo acerca do julgamento desta Santa Sé, nem tocar neste julgamento, visto que não há autoridade acima da mesma Santa Sé”(Pastor Aeternus). Porque, é claro, o sr. Gederson não aceita que a Autoridade Divina para Ensinar, Governar e Santificar os homens não foi dada por Deus aos homens, contrariando o Ensinamento Dogmático “Toda Autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, pois, e ensinai a todas as nações”(Mt 28, 18-19). E aí, quem tem “autoridade” de “anatematizar” não é a Santa Sé, mas sim ele, ou cada um individualmente ou coletivamente, caindo drasticamente no SUBJETIVISMO.
    Voltando à “pérola” “A Igreja nao tem jurisdiçao para ensinar outra coisa que nao seja o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo”, porque então teríamos que aceitar a Sagrada Tradição??? Pois o Evangelho está na Sagrada Escritura e muitas coisas da Sagrada Tradição não estão no Evangelho!!!
    Será que em 2000 anos de Fé Cristã a Igreja só pôde fornecer Dogmas aos seus fiéis??? E nunca, jamais, REFORMARA Ensinamentos e Disciplinas!!??
    O que fazer então sr. Gederson com o Dogma do Concílio Vaticano I que ENSINA:
    “Se, pois alguém disser que ao Romano Pontífice cabe apenas o ofício de inspeção ou direção, mas não o pleno e supremo poder de jurisdição sobre toda a Igreja, NÃO SÓ NAS COISAS REFERENTES À FÉ E AOS COSTUMES, MAS TAMBÉM NAS QUE SE REFEREM À DISCIPLINA E AO GOVERNO DA IGREJA, ESPALHADA POR TODO O MUNDO; ou disser que ele só goza da parte principal deste supremo poder, e não de toda a sua plenitude; ou disser que este seu poder não é ordinário e imediato, quer sobre todas e cada uma das igrejas quer sobre todos e cada um dos pastores e fiéis – seja excomungado.”(Pastor Aeternus)???????????????????

    “c) Os ensinamentos do CVII, nao obrigam por fè divina e catolica, por nao serem ensinamentos catolicos, mas pastorais”
    Ah, não ?
    1- O que Ensina a Sagrada Escritura sobre o Poder dos Apóstolos e especialmente de São Pedro, transmitido aos seus sucessores
    “Em verdade vos digo: TUDO o que ligardes sobre a terra será ligado no céu, e TUDO o que DESLIGARDES sobre a terra será também DESLIGADO NO CÉU.”(Mt 18, 18).
    “Cuidai de vós mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para PASTOREAR a Igreja de Deus, que ele adiquiriu com o seu próprio sangue.”(Atos 20, 28).
    “Os onze discípulos foram para a Galiléia, para a montanha que Jesus lhes tinha designado. Quando o viram, adoraram-no; entretanto, alguns hesitavam ainda. Mas Jesus, aproximando-se lhes disse: ‘TODA AUTORIDADE me foi dada no céu e na terra. IDE, pois, E ENSINAI A TODAS AS NAÇÕES; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. EIS QUE ESTOU CONVOSCO TODOS OS DIAS, ATÉ O FIM DO MUNDO’.”(Mt 28, 16-20).
    “Disse-vos essas coisas enquanto estou convosco. Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, IRÁ ENSINARVOS TODAS AS COISAS E VOS RECORDARÁ TUDO O QUE VOS TENHO DITO.”(Jo 14, 25-26). O entendimento, para aplicar e praticar a Revelação, na vida do homem, em seus afazeres, cresce pela Graça Divina, pela Crescente Inspiração do Espírito Santo ao Magistério da Sua Igreja. E com essa crescente Plenitude de Graças na vida dos crentes, que é a edificação da Igreja até o céu, a Igreja nos propõe Pastorais e Ensinamentos que nos fazem ser mais santos e filhos de Deus. Um bom profissional é aquele que cada vez mais conhece sua profissão, e um bom santo é aquele que cada vez mais conhece de sua fé e a põe em PRÁTICA.

    2- O que ensina a Santa Sé
    “Em sua extrema benignidade, Deus tomou providências a fim de que aquilo que ele revelara para a salvação de todos os povos se conservasse inalterado para sempre e fosse transmitido a todas as gerações.”(Constituição Dogmática Dei Verbum, n.7).

    “Como sucessores dos Apóstolos, os pastores da Igreja “recebem do Senhor (…) a missão de ensinar a todos os povos e pregar o Evangelho a toda criatura, a fim de que todos os homens (…) alcancem a salvação” (11). A eles é, portanto, confiada a missão [múnus] de guardar, expor e difundir a Palavra de Deus, da qual são servidores (12).”(Instrução Donum Veritatis, n.14).

    “É missão do Magistério afirmar o caráter definitivo da Aliança estabelecida por Deus através de Cristo com o Seu Povo, de uma forma que seja coerente com a natureza “escatológica” do acontecimento de Jesus Cristo. Este deve proteger o Povo de Deus do risco de desvios e confusão, GARANTINDO-LHE A POSSIBILIDADE OBJETIVA DE PROFESSAR A FÉ AUTÊNTICA LIVRE DE ERRO, EM TODOS OS MOMENTOS E EM DIVERSAS SITUAÇÕES. Daqui decorre que o sentido e o peso da autoridade do Magistério só são inteligíveis em relação à verdade da Doutrina Cristã e da pregação da verdadeira Palavra.”(Instrução Donum Veritatis, n.14).

    “A função do Magistério NÃO É, portanto, ALGO EXTRÍNSECO À VERDADE CRISTÃ, nem posta acima da fé. Ela surge diretamente da economia da fé em si, na medida em que é o Magistério, no seu serviço à Palavra de Deus, uma instituição positivamente querida por Cristo como um elemento constitutivo da Sua Igreja. O serviço à Verdade Cristã, ao qual PRESTA o Magistério, é na verdade em benefício de todo o Povo de Deus chamado a entrar na liberdade da verdade revelada por Deus em Cristo.”(Instrução Donum Veritatis, n.14).

    “Para que possam cumprir plenamente a missão [múnus] confiada a eles, de ensinar o Evangelho e interpretar autenticamente a Revelação, prometeu Jesus Cristo aos pastores da Igreja a assistência do Espírito Santo. De modo singular Ele os dotou [ditavit] do carisma da infalibilidade nas coisas relativas à Fé e à Moral [quae ad fidem et ad mores pertinent], CARISMA CUJO EXERCÍCIO PODE APRESENTAR MODALIDADES DIVERSAS e que, de modo especial, é exercido quando os bispos, em união com seu chefe visível [visibili capite], por um ato colegial, como no caso dos concílios ecumênicos, proclamam uma doutrina, ou quando o Romano Pontífice, no exercício de seu múnus de Pastor e Doutor supremo de todos os cristãos, proclama uma doutrina ex cathedra (13).”(Instrução Donum Veritatis, n.15).

    “A missão [múnus] de GUARDAR SANTAMENTE E EXPOR FIELMENTE O DEPÓSITO DA REVELAÇÃO DIVINA implica necessariamente em que o Magistério possa propor de modo definitivo [definitive] (14) os enunciados que, EMBORA NÃO CONTIDOS NAS VERDADES DE FÉ, são contudo intimamente conexos com elas, de tal modo que o caráter definitivo de tais afirmações DERIVA, em última análise, da própria Revelação (15).”(Instrução Donum Veritatis, n.16).

    A PARTIR DAQUI, TEM-SE QUE SUSTENTAR QUE O MAGISTÉRIO PODE INFALÍVEL E IRREFORMAVELMENTE PROMULGAR ELEMENTOS NÃO CONTIDOS NO DEPÓSITO DA FÉ, MAS QUE SÃO FUNDAMENTADOS NO DEPÓSITO DA FÉ, NA REVELAÇÃO. DESSA FORMA, A ASSISTÊNCIA DO ESPÍRITO SANTO É ESPECIALÍSSIMA, ATÉ MESMO INFALÍVEL, PARA A IGREJA PROMULGAR ELEMENTOS NÃO REVELADOS, MAS FUNDAMENTADOS NA REVELAÇÃO.

    “Além disso, A ASSISTÊNCIA DIVINA É DADA aos sucessores dos Apóstolos, que ensinam EM COMUNHÃO COM O SUCESSOR DE PEDRO e, DE MODO ESPECIAL, É DADA AO ROMANO PONTÍFICE, PASTOR DE TODA A IGREJA, QUANDO — EMBORA NÃO DECLAREM UMA DEFINIÇÃO INFALÍVEL, NEM PROCLAMEM DE MODO DEFINITIVO [definitive] UMA PROPOSIÇÃO [sententiam] NO EXERCÍCIO DO SEU MAGISTÉRIO ORDINÁRIO — PROPÕEM UM ENSINAMENTO QUE LEVA A UM MELHOR CONHECIMENTO DA REVELAÇÃO, EM MATÉRIA DE FÉ E DE MORAL, E NORMAS MORAIS QUE DERIVAM DESTE ENSINAMENTO.”(Instrução Donum Veritatis, n.17).

    “Por isso, deve-se ter em mente a natureza própria de cada uma das intervenções do Magistério e o modo pelo qual é empenhada sua autoridade, MAS TAMBÉM O FATO DE QUE TODAS PROCEDEM DA MESMA FONTE, ISTO É, DE CRISTO, que quer que Seu povo caminhe na VERDADE PLENA. PELO MESMO MOTIVO, AS DECISÕES DO MAGISTÉRIO EM MATÉRIA DE DISCIPLINA, EMBORA NÃO SEJAM GARANTIDAS PELO CARISMA DA INFALIBILIDADE, NÃO DEIXAM DE GOZAR TAMBÉM DA ASSISTÊNCIA DIVINA E EXIGEM A ADESÃO DOS FIÉIS CRISTÃOS.”(Instrução Donum Veritatis, n.17).

    PORTANTO ESTÁ ESCLARECIDO PELA SANTA SÉ QUE OS ENSINAMENTOS DOGMAS, ENSINAMENTOS IRREFORMÁVEIS, ENSINAMENTOS NÃO IRREFORMÁVEIS E DISCIPLINAS “PROCEDEM DA MESMA FONTE, ISTO É, DE CRISTO”.

    Esta Instrução está DE ACORDO COM, NA MESMA LINHA DO, EM CONFORMIDADE COM, SEGUINDO O DOGMA Solenemente Proclamado pelo Concílio Dogmático Vaticano I:

    “Se, pois alguém disser que ao Romano Pontífice cabe apenas o ofício de inspeção ou direção, mas não o pleno e supremo poder de jurisdição sobre toda a Igreja, NÃO SÓ NAS COISAS REFERENTES À FÉ E AOS COSTUMES, MAS TAMBÉM NAS QUE SE REFEREM À DISCIPLINA E AO GOVERNO DA IGREJA, ESPALHADA POR TODO O MUNDO; ou disser que ele só goza da parte principal deste supremo poder, e não de toda a sua plenitude; ou disser que este seu poder não é ordinário e imediato, quer sobre todas e cada uma das igrejas quer sobre todos e cada um dos pastores e fiéis – seja excomungado.”(Constituição Dogmática Pastor Aeternus, do Concílio Vaticano I).

    A SANTA SÉ DO APÓSTOLO PEDRO MATOU ASSIM A IDÉIA DE PASTORAL OU DISCIPLINA HERÉTICOS OU PERIGOSOS À FÉ E À MORAL. E REAFIRMOU A FONTE DOS ENSINAMENTOS E DISCIPLINAS DA IGREJA CATÓLICA, CRISTO. VEIO CONFIRMAR O QUE JÁ HAVIA SIDO DECLARADO MESMO ANTES DO VATICANO I:
    “Se se considera A PROVIDÊNCIA DIVINA QUE DIRIGE SUA IGREJA PELO ESPÍRITO SANTO PARA QUE ELA NÃO ERRE, como ele mesmo prometeu, em João 14, 26, QUE O ESPÍRITO QUANDO VIESSE, ELE ENSINARIA TODA A VERDADE, quer dizer, com relação às coisas necessárias à salvação; é certo que é impossível que o julgamento da Igreja universal erre sobre as coisas que dizem respeito à Fé(S. Tomás de Aquino, Quod. IX, q.8, a.1).

    “como se a Igreja QUE É GOVERNADA PELO ESPÍRITO DE DEUS pudesse constituir uma disciplina não só inútil e mais onerosa do que o suporta a liberdade cristã, mas também PERIGOSA, NOCIVA e que induza à superstição e ao materialismo – É FALSA, TEMERÁRIA, ESCANDALOZA, PERNICIOSA, OFENSIVA AOS OUVIDOS PIOS, INJURIOSA À IGREJA E AO ESPÍRITO DE DEUS PELO QUAL ELA É GOVERNADA, E PELO MENOS ERRÔNEA”(Papa Pio VI, D-S 2678). (cf Gregório XVI, Mirari Vos, 9)

    “Sem mancha alguma, brilha a Santa Madre Igreja nos SACRAMENTOS com que gera e sustenta os filhos; NA FÉ QUE SEMPRE CONSERVOU E CONSERVA INCONTAMINADA; nas LEIS SANTÍSSIMAS que a todos impõe, nos CONSELHOS EVANGÉLICOS que dá; nos dons e graças celestes, pelos quais com inexaurível fecundidade produz legiões de mártires, virgens e confessores. NEM É SUA CULPA SE ALGUNS DE SEUS MEMBROS SOFREM DE CHAGAS OU DOENÇAS; por eles ora a Deus todos os dias: “Perdoai-nos as nossas dívidas” e incessantemente com fortaleza e ternura materna trabalha pela sua cura espiritual.” (Papa Pio XII, Encíclica Mystici Corporis, 65).

    A ADERÊNCIA AOS TRÊS TIPOS DE ENSINAMENTOS DA IGREJA CATÓLICA FOI COLOCADA NA PROFISSÃO DE FÉ CATÓLICA, NO SÍMBOLO NICENO-CONSTANTINOPOLITANO.

    “A Profissão de fé, devidamente precedida pelo Símbolo Niceno-Constantinopolitano, tem além disso três proposições ou parágrafos que pretendem explicitar as verdades da fé católica que a Igreja, sob a guia do Espírito Santo que lhe « ensina toda a verdade » (Jo 16, 13), no decurso dos séculos, perscrutou ou há-de perscrutar de maneira mais profunda (3).”(Papa João Paulo II, Motu Proprio Ad Tuendam Fidem, n.2).

    “O Romano Pontífice cumpre sua missão [missionem] universal ajudado pelos órgãos da Cúria Romana e em particular pela Congregação para a Doutrina da Fé no que diz respeito à doutrina de Fé e de Moral. Conseqüentemente, os documentos desta Congregação, aprovados expressamente pelo Romano Pontífice, participam do Magistério ordinário do sucessor de Pedro (18).”(Instrução Donum Veritatis, n.18).

    “Quando, porém, o Magistério, MESMO SEM A INTENÇÃO DE EMITIR UM JUÍZO DEFINITIVO, ensina uma doutrina, seja para ajudar a uma mais profunda inteligência da Revelação ou daquilo que melhor explicita o conteúdo da Revelação, seja para lembrar a conformidade de uma doutrina com as verdades de Fé, seja enfim para prevenir contra concepções incompatíveis com estas mesmas verdades: então, é exigida uma religiosa submissão da vontade e da inteligência (23), que não pode ser meramente exterior e disciplinar, mas deve consistir na OBEDIÊNCIA DA FÉ e por ela ser estimulada.”(Instrução Donum Veritatis, n.23).

    “A vontade de submissão leal a este ensinamento do Magistério, nas coisas que por si NÃO SÃO IRREFORMÁVEIS, é que deve ser a regra. Pode acontecer, porém, que o teólogo arme para si questões [quaestiones sibi ponat], que, conforme o caso, avaliem a oportunidade, a forma, ou também o conteúdo de uma intervenção. Isto o levará, antes de qualquer coisa, a verificar com cuidado qual seja a autoridade dessas intervenções, como ela se manifesta [prout ipsa se prodit], seja pela [ex] natureza dos documentos, seja pela freqüente proposição de uma mesma doutrina, seja pelo modo de falar (24).
    Como se trata de intervenções de natureza baseada na PRUDÊNCIA, poderia acontecer que alguns documentos do Magistério não fossem isentos de CARÊNCIAS. Nem sempre os pastores tinham de imediato diante dos olhos todos os aspectos ou toda a complexidade de uma questão. MAS SERIA CONTRÁRIO À VERDADE se, por causa de ALGUNS CASOS, concluíssemos que o Magistério da Igreja possa enganar-se habitualmente nos seus JUÍZOS PRUDENTES, ou não goze da ASSISTÊNCIA DIVINA NO EXERCÍCIO INTEGRAL de sua missão. De fato, o teólogo, que não pode exercer bem sua função de teólogo [suam disciplinam bene exercere non potest] se não for de certo modo instruído em história, sabe muito bem que, passado o tempo, as coisas se explicam melhor.”(Instrução Donum Veritatis, n.24).

    TEM-SE AQUI UMA CLARA EXPLICAÇÃO AO PORQUÊ DO ENSINAMENTO NÃO IRREFORMÁVEL NÃO SER CLASSIFICADO COMO INFALÍVEL, LIMITANDO BASTANTE QUE A “FALHA” SÓ PODERIA ACONTECER EM “SEUS JUÍZOS PRUDENTES”.

    O sr. Gederson pergunta:
    “(naquilo que se entende pela regra de Sao Vicente de Lerins). Assim lhe pergunto:
    Existem varios pontos em que o magisterio do Vaticano II, se sobrepoe ao magisterio tridentino, neste caso devo seguir:
    1) O magisterio que me obriga por fè divina e catòlica de trento?
    2) O magisterio que me obriga por religioso obsequio do Concilio Vaticano II?”

    Sr. Gederson, o sr. não entendeu o Concílio Vaticano II e por isso deve esclarecer-se com as Intervenções da Santa Sé. Deve ficar atento ao lançamento dos Documentos da Santa Sé que explicam vários pontos do Vaticano II. Um exemplo é o Catecismo da Igreja Católica. Acredito que muito adequado ainda é fazer uma leitura cuidadosa dos Documentos do Vaticano II, sem preconceitos e sem a postura errônea de querer achar nele erros contra a Fé, pois quem cresceu ouvindo falar mal do Vaticano II já tem a mente viciada e por isso dificuldades pessoais. Sem a Graça de Deus, o sr. não vai conseguir.

    “Em primeiro lugar, é impossível para um católico tomar posição a favor do Vaticano II contra Trento ou o Vaticano I. Quem aceita o Vaticano II, assim como ele se expressou claramente na letra, e entendeu-lhe o espírito, afirma ao mesmo tempo a ininterrupta tradição da Igreja, em particular os dois concílios precedentes. E isto deve valer para o chamado ‘progressismo’, pelo menos em suas formas extremas. Segundo: do mesmo modo, é impossível decidir-se a favor de Trento e do Vaticano I contra o Vaticano II. Quem nega o Vaticano II, nega a autoridade que sustenta os outros dois Concílios e, dessa forma, os separa de seu fundamento. E isso deve valer para o chamado ‘tradicionalismo’, também ele em suas formas extremas. Perante o Vaticano II, qualquer opção parcial destrói o todo, a própria história da Igreja, que só pode subsistir como uma unidade indivisível”(Card. Ratzinger, atual Papa Bento XVI, A Fé em Crise? Rapporto sulla fede, pag. 16).

    O sr. Gederson continua:
    “2) A Fé Católica SEMPRE sustentou que a Igreja Católica, na Autoridade da Sé Apostólica, é ISENTA de ensinar heresias e erros contra a Fé ou à Moral, por isso não existem ambigüidades nos seus Ensinamentos.
    a) Diante deste ponto, a primeira coisa que vem em mente, è a alocuçao de Paulo VI, “Livrai nos do mal”, onde ele fala na autodemoliçao da Igreja, isto è, de uma Igreja que fere a si propria de morte. E conforme a fè de SEMPRE uma Igreja se autodestruir? Pode se colocar vinho novo em odres velhos ?”

    “Autodemolição da Igreja” – sr. Gederson, eu que não conversei com o Papa Paulo VI tenho certeza absoluta que ele não quis defender e sustentar que ele próprio ensinou heresias ou erros contra a Fé e a Moral ou que Aprovou e Promulgou um Concílio herético ou perigoso à Fé e à Moral.
    Estaria, Paulo VI, defendendo que ele próprio é herege ou que aprovou e promulgou heresias ou erros contra a Fé???

    “Todas e cada uma das coisas que nesta (…) se estabelecem, pareceram bem aos padres do Concílio. E nós – pelo poder apostólico que nos foi confiado por Cristo – juntamente com os veneráveis padres, no Espírito Santo as aprovamos, decretamos e estabelecemos, e tudo quanto assim conciliarmente foi estatuído, mandamos que, para glória de Deus, seja promulgado.
    – Roma, junto de São Pedro, aos (…)[data]
    Eu, Paulo, bispo da Igreja Católica
    (Seguem-se as assinaturas dos padres conciliares)”

    “b) Tambèm è de Fé DIVINA E CATOLICA, que viria a grande apostasia.
    c) Tambèm sabe-se que teremos uma falsa Igreja que tem aparencia do cordeiro, mas fala como o dragao (Ap13).”
    Olha só, a audácia desse cidadão!!! Caro Gederson, a Indefectibilidade da Igreja de Deus é um Dogma Fundamental da Fé Católica. Para essa orientação herética (do sr. Gederson) que sustenta que a Igreja Católica possa ensinar heresias ou erros contra a Fé e a Moral encaminhando as almas ao inferno, a Igreja não será mais hierárquica e visível, porque seu Magistério terá morrido e será ou foi abandonado pelo Espírito Santo, que, pela Doutrina Católica Dirige Sua Igreja e dar Assistência Divina Singular à Ela como não dá a ninguém individualmente, que não seja o Romano Pontífice, ou coletivamente, que não esteja em comunhão com o Romano Pontífice. O sr. Gederson se esqueceu de que a Igreja é Divina em Sua Doutrina. Vê-se assim que a Doutrina da Sé Vacante é também admitida por esta orientação de que a Igreja Hierárquica possa Ensinar heresias.
    Para os que julgam que é possível aderir à Igreja de Deus sem aderir ao seu Vigário na terra, temos o Ensinamento “Em erro perigoso estão pois aqueles que julgam poder unir-se a Cristo, Cabeça
    da Igreja, sem aderirem fielmente ao seu Vigário na terra. Suprimida a Cabeça visível, e
    quebrados os vínculos visíveis de unidade, obscurecem e deformam de tal maneira o
    Corpo Místico do Redentor, que este não pode ser visto nem encontrado por aqueles que
    buscam o porto da salvação” (Pio XII, Encíclica Mystici Corporis, n. 40-41).

    Sobre a Indefectibilidade da Igreja, temos as Promessas Divinas e os Ensinamentos Dogmáticos da Pastor Aeternus
    “E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre ESTA pedra edificarei a MINHA IGREJA; AS PORTAS DO INFERNO NÃO PREVALECERÃO CONTRA ELA.”(Mt 16, 18).
    “Tu és Simão, filho de João; serás chamado Cefas (que quer dizer pedra)”(Jo 1, 42).
    “Aquele que ouve, pois, estas minhas palavras e as põe em prática é semelhante a um homem prudente, que edificou sua casa sobre a ROCHA. Caiu a chuva, vieram as enchentes, sopraram os ventos e investiram contra aquela casa; ela, porém, não caiu, PORQUE ESTAVA EDIFICADA NA ROCHA.”(Mt 7, 24-25).
    “Se não ouvir a Igreja, tem-no em conta dum pagão ou pecador público.”(Mt 18, 17).
    “‘Toda autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, pois, E ENSINAI A TODAS AS NAÇÕES; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. EIS QUE ESTOU CONVOSCO TODOS OS DIAS, ATÉ O FIM DO MUNDO’.”(Mt 28, 16-20).
    “Mas, para que o próprio episcopado fosse UNO e indiviso, e pela coesão e união íntima dos sacerdotes toda a multidão dos crentes SE CONSERVASSE na unidade da MESMA FÉ e COMUNHÃO, antepondo S. Pedro aos demais Apóstolos, pôs nele o princípio perpétuo e o fundamento visível desta dupla unidade, sobre cuja solidez se construísse o templo eterno e SE LEVANTASSE SOBRE A FIRMEZA DESTA FÉ a sublimidade da Igreja, que deve elevar-se até ao céu”(Pastor Aeternus).
    “E como as portas do inferno se insurgem de todas as partes de dia para dia com crescente ódio contra a Igreja divinamente estabelecida, a fim de fazê-la ruir, SE PUDESSEM”(Pastor Aeternus).
    “Porém o que Nosso Senhor Jesus Cristo, que é o príncipe dos pastores e o grande pastor das ovelhas, instituiu no Apóstolo S. Pedro para a salvação eterna e o bem perene da Igreja, deve CONSTANTEMENTE SUBSISTIR pela autoridade do mesmo Cristo na Igreja, que, fundada sobre o rochedo, PERMANECERÁ INABALÁVEL até ao fim dos séculos.”(Pastor Aeternus).
    “E esta doutrina dos Apóstolos abraçaram-na todos os veneráveis Santos Padres, veneraram-na e seguiram-na todos os santos doutores ortodoxos, firmemente convencidos de que esta cátedra de S. Pedro sempre permaneceu imune de todo o erro, segundo a promessa de Nosso Senhor Jesus Cristo feita ao príncipe dos Apóstolos: Eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; e tu, uma vez convertido, confirma os teus irmãos [Lc 22, 32]“(Pastor Aeternus).

    “d) Para encerrar a Autoridade da Sè Apostolica que è isenta de ensinar heresias e erros, contra a fè ou a moral, è a autoridade:
    Dogmatica ou Pastoral?”

    É A AUTORIDADE DIVINA.

    Sr. Gederson, sobre o que o sr. escreve em:

    “Parece me que o Sr. citou o texto fora do contexto. Queira por favor esclarecer a exegese destes versiculos. Nao entendi qual o sentido da citaçao e porque a adulteraçao logo no principio.”

    É mesmo? O sr. não entendeu?

    É uma passagem que deixa clara a Autoridade da Igreja.

    Outra coisa é, se o sr. não sabe, que existem várias traduções da Sagrada Escritura autorizadas pela Igreja e que não alteram o sentido das mesmas.
    Deixo ainda claro para o sr. que não adulterei nada, mas coloquei o que diz respeito ao assunto em questão. Por acaso, quem coloca passagens bíblicas sem colocar a Bíblia inteira num texto comete adulteração???

    Sobre “O julgamento universal da Igreja sobre as coisas que dizem respeito a fè:
    a) Obrigam por fè divina e catòlica – dogmàticos
    b) Religioso obsequio – Pastorais”

    A Santa Sé lhe responde:

    “Quando, porém, o Magistério, MESMO SEM A INTENÇÃO DE EMITIR UM JUÍZO DEFINITIVO, ensina uma doutrina, seja para ajudar a uma mais profunda inteligência da Revelação ou daquilo que melhor explicita o conteúdo da Revelação, seja para lembrar a conformidade de uma doutrina com as verdades de Fé, seja enfim para prevenir contra concepções incompatíveis com estas mesmas verdades: então, é exigida uma religiosa submissão da vontade e da inteligência (23), que não pode ser meramente exterior e disciplinar, mas deve consistir na OBEDIÊNCIA DA FÉ e por ela ser estimulada.”(Instrução Donum Veritatis, n.23).

    “Por isso, deve-se ter em mente a natureza própria de cada uma das intervenções do Magistério e o modo pelo qual é empenhada sua autoridade, MAS TAMBÉM O FATO DE QUE TODAS PROCEDEM DA MESMA FONTE, ISTO É, DE CRISTO, que quer que Seu povo caminhe na VERDADE PLENA. PELO MESMO MOTIVO, AS DECISÕES DO MAGISTÉRIO EM MATÉRIA DE DISCIPLINA, EMBORA NÃO SEJAM GARANTIDAS PELO CARISMA DA INFALIBILIDADE, NÃO DEIXAM DE GOZAR TAMBÉM DA ASSISTÊNCIA DIVINA E EXIGEM A ADESÃO DOS FIÉIS CRISTÃOS.”(Instrução Donum Veritatis, n.17).

    “De qualquer modo, jamais falte à disposição espiritual fundamental para seguir lealmente o ensinamento do Magistério, como convém a todo fiel, em nome da obediência da Fé.”(Instrução Donum Veritatis, n.29).

  37. Quero compartilhar com a argumentação sólida do senhor Luciano. Na realidade, não precisamos aprofundar muito para provar, que o Concílio Vaticano II. Foi um desastre para a Santa Igreja. Está aí as provas estampada nas estatísticas do mundo inteiro. mostrando, os milhões de fiéis que a Santa Igreja perdeu nestes anos após o Concílio.
    Um comerciante prudente, quando faz um modificação no seu comércio, e nota que o movimento diminuiu. Ele deve para; e pensar: Tem algo errado! De uma maneira primária, qualquer pessoa de reta intensão, não comprometida com os erros na nova igreja. Ele tira esta conclusão lógica: Este Concílio não está em conformidade com os demais.
    Para uma pessoa que teve a oportunidade, de estudar com afínco a famosa obra: “O RENA SE LANÇA NO TIBRE”, “A CANDEIA DEBAIXO DO ALQUIIRE”. Do douto, e sábio, Padre Álvaro Canderón. Então não precisa mais de nada. Ali encontramos um verdadeiro manancial de argumentação, sólida, cedimentadas em argumento profundos, que ninguém pode refutar.
    Agora para as pessoas de má fé, todo argumento é nulo, podemos provar com mil argumentos, que nunca volta atrás. É como o ateu, que vendo as maravilhas da criação, continua acreditando que Deus não existe.

    JOELSON RIBEIRO RAMOS.

  38. Caríssimos:
    “Não deixa de ser surpreendente a ausência de lógica no mundo de hoje, que faz o contraditório parecer normal e os discursos inconseqüentes se tornarem corriqueiros. E isso em todos os campos do saber e da atividade humanas.
    Em política, por exemplo…
    (…)
    E esse vírus da contradição atingiu também a Igreja Nova!
    Modificaram, aboliram, sacrificaram, mudaram a orientação espiritual, a liturgia, a vida cristã, para agradar aos protestantes. Ou para atraí-los, diziam. E eis que os católicos se protestantizaram, todas as seitas protestantes cresceram e surgiram outras novas. Só na América Latina, segundo estatísticas oficiais, 60 milhões de católicos passaram para as seitas, depois do Concílio Vaticano II.
    Em nome do ecumenismo prega-se a compreensão e união com muçulmanos, budistas, calvinistas, ateus, cismáticos (que não são mais considerados tais), etc. e hostilizam, excomungam e perseguem os filhos mais fiéis às tradições da Santa Igreja. Abriram as portas da Igreja aos que estão fora e tentam pôr fora os filhos mais fervorosos.
    Na verdade, a lógica dos maus é incompreensível para os que raciocinam corretamente. Ou então é o mistério de iniqüidade do coração humano longe de Deus”.
    (O Mundo de Contradições – Pe. F. A. R., “Quer agrade, quer desagrade”, pp. 37-38).

  39. Salve Maria!

    Os caros debatedores chegaram ao ponto de colocar dúvidas sobre minha identificação e, surpreso pelo fato de pessoas cultas terem investido “seriamente” ou como “brincadeira” neste argumento ilógico e ridículo de querer designar meu nome, minha identificação, como “pseudônimo”, venho então com a iniciativa de manifestar a verdade, dizer que: Meu nome é Vitor José Faria de Oliveira, sou habitante da cidade de Santo Antônio de Pádua – RJ, tenho um cadastro no Diretório de Acólitos no site Missa Tridentina, e que o fato de eu ser fiel da Administração Apostólica São João Maria Vianney, não significa que venho neste blog por mandato desta Prole de Deus, venho neste blog debater por iniciativa livre de minha pessoa e não a mando de Bispo, Padre etc.

    Francamente, é lamentável, que certas pessoas se tenham chegado a dizer que eu não sou eu e que meu nome é “pseudônimo”!!!

    Por essa, sinceramente eu não esperava!!!
    HÁ, Há, Há, Há!!!!

    Será que querem os números da minha Carteira de Identidade e do Cadastro de Pessoa Física???

    Podem me chamar do que quizerem, que eu não vou colocar aqui os números dos meus documentos.

  40. Sr. Vitor José (Pellegrini de Matos dos Santos Areas Rfn)
    Não foram debatedores que puseram em dúvida sua identidade.
    Fui eu, Luciano K Padrão, residente e domiciliado em Campos dos Goytacazes, há 48 anos, atualmente na Rua Câmara Junior, 37.
    E continuo, afirmando. O Sr. não existe, seja como pessoa física, jurídica ou que quer lá que seja.
    O Sr. ou é o Pe. Gaspar Pellegrini ou o próprio bispo de Cedamusa (Ceda a musa antiga ao que é novo)
    Portanto, não atribua aos outros o que é devido a somente mim acusação que lhe lanço em face.
    Por fim: cadastro em Diretório de acólitos e nada é a mesma coisa.

  41. Viva Cristo Rei! Salve Maria!

    Responderei ao Sr. Vitor Jose, por partes. Ele escreveu:

    “Para o sr. Gederson os Ensinamentos do Concílio Vaticano II são ambíguos “exatamente por serem ensinamentos aos catòlicos e ao mundo”, ou seja, para ele o Concílio não pode se dirigir ao mundo, pois o sr. Gederson CONTRARIA a Revelação de Nosso Senhor Jesus Cristo, que Ensina “Os onze discípulos foram para a Galiléia, para a montanha que Jesus lhes tinha designado.Quando o viram, adoraram-no; entretanto, alguns hesitavam ainda. Mas Jesus, aproximando-se lhes disse: ‘Toda autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, pois, E ENSINAI A TODAS AS NAÇÕES; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. EIS QUE ESTOU CONVOSCO TODOS OS DIAS, ATÉ O FIM DO MUNDO’.”(Mt 28, 16-20). Jesus manda “ensinai a todas as nações” que não foram batizadas na Igreja Católica para batizá-las. “O mundo, porém, deve saber que amo o Pai e procedo como o Pai me ordenou.”(Jo 14, 31).”
    Exatamente por serem ensinamentos aos Catolicos e ao mundo, è que o Concilio Vaticano II, deixou de ensinar e passou a dialogar com o mundo. De fato, Nosso Senhor mandou ensinar a todas as naçoes, mas nao mandou ensinar ao mundo, mas combate-lo e vence-lo, como se observa em sua propria vida. Nao foi dito pelo Sr. “Dialogai com todas as naçoes”, mas ENSINAI TODAS AS NAçOES”. Espero para ver como o Sr. tratara este ponto…

    Em nada contrario a revelaçao de Nosso Senhor, atè porque ensinar a todas as naçoes, nao equivale a ensinar ao mundo, que jaz no maligno (Conforme o proprio ensinamento apostolico). Deve-se tomar o cuidado de nao se dar o que è Santo aos caes e nem atirar perolas aos porcos. Porque conforme disse em minha completa argumentaçao; “O Espirito Santo foi prometido aos catolicos, nao a um mundo que nao pode ve-lo e nem conhece-lo, como nos ensina NOSSO SENHOR JESUS CRISTO”. Portanto, para mim um Concilio Ecumenico, se dirige unica e exclusivamente aos Catolicos, nao a um mundo que nao conheci e nao pode ver o Espirito Santo. Nao considero, por exemplo, que a doutrina da Santissima Trindade, seja um ensinamento aos Catolicos e ao mundo, porque aqueles que estao no mundo, nao podem compreender absolutamente nada a respeito dos misterios da fè (eles nao tem o Espirito Santo). Agora, por exemplo, a doutrina da dignidade da pessoa humana (estranha a doutrina catolica), è completamente compreensivel aos catolicos liberais (Como o Sr.) e aos homens mundanos, sendo no entanto estranha aos catolicos de fato.

    Conforme pode se ler nas Escrituras, a amizade com o mundo, è inimizade para com Deus, e a amizade para com Deus, è inimizade para com o mundo. Disso resulta nos incompreensivel, um Concilio que vise aggiornar a Igreja ao mundo. Porque quando se considera o aggiornamento vital a sobrevivencia, recebe-se do objeto de aggiornamento a salvaçao. Entao, podemos dizer que, o Concilio Vaticano II, nao converteu o homem moderno (tendo em conta a inexistencia do homem moderno, mas a existencia dos homens modernos, pois a cultura moderna nao tem nenhuma unidade), mas converteu os Catolicos em homens modernos. Razao pela qual, observa-se que para alguns o inferno tornou-se um estado de Espìrito, para outros esta vazio e para a grande maioria, nao existe mais pecado, uma vez que sumiu do ensinamento da Igreja, juntamente com o ensinamento dos novissimos.

    Um exemplo clarìssimo do que falo, è a Carta Enciclica Caritas in Veritate. Sendo ela dirigida aos Catolicos e aos homens de boa vontade (maçons), ela è ambigua, porque nao existe uniao possivel entre catolicos e maçons. Hà nao ser que o Sr. tambèm considere que a “Caridade è dom de todos”, è assim que o Sr. pensa?

    Continuo posteriormente…

  42. Sr. Gederson, voltando ao sr., sobre sua interpretação errada ao Ensinamento do Concílio Vaticano I:

    “1836.(…)Pois o Espírito Santo não foi prometido aos sucessores de S. Pedro para que estes, sob a revelação do mesmo, pregassem uma nova doutrina, mas para que, com a sua assistência, conservassem santamente e expusessem fielmente o depósito da fé, ou seja, a revelação herdada dos Apóstolos.”(Pastor Aeternus).

    Sobre esta passagem o sr. diz “Se o Concilio ensinou coisas novas, naquilo que ensinou de novo, ele nao tem assistencia do Espirito Santo, conforme o ensinamento do Concilio Vaticano I”, referindo-se ao meu comentário que diz “Transmitiu Ensinamentos Tradicionais e Ensinou Coisas Novas.”.

    Sobre este Ensinamento do Concílio Vaticano I, eu escrevi em comentário ao sr. que:

    “Porque “o Espírito Santo não foi prometido aos sucessores de S. Pedro para que estes, sob a revelação do mesmo, pregassem uma nova doutrina” é que os sucessores de Pedro sempre conservaram e conservarão “fielmente o depósito da fé, ou seja, a revelação herdada dos Apóstolos” e assim, QUALQUER ENSINAMENTO NOVO, seja Irreformável ou Não Irreformável É FUNDAMENTADO NA DOUTRINA DE SEMPRE, na REVELAÇÃO DE SEMPRE, POIS NÃO EXISTE NOVA REVELAÇÃO, ao passo que os Dogmas são Verdades Reveladas em seu todo.”

    E mais adiante eu escrevi:

    “Na mesma linha de Defesa do Poder do Papa de definir Dogmas e que os Dogmas definidos pelo Papa são realmente Revelados por Deus, a Pastor Aeternus declara que “o Espírito Santo não foi prometido” aos “sucessores de S. Pedro” para eles definirem como Dogma algo que esteja fora da Revelação, pois a Revelação foi feita uma vez por todas e não devemos esperar uma nova Revelação. Assim, o que for DEFINIDO como Dogma não é uma “nova doutrina”, porque o Espírito Santo não pode fornecer, por “revelação” Dele “mesmo”, uma Nova Revelação ou Nova Doutrina que seja Nova Revelação.”

    Ou seja, eu quis dizer que:
    1) O Ensinamento do Vaticano I ensina que o Papa não pode ensinar, sob Assistência do Espírito Santo, Dogma que seja Nova Doutrina, “Nova Revelação”. A passagem refere-se objetivamente a Dogmas, já que faz referência ao “depósito da fé”, e não a Ensinamentos Irreformáveis ou Não Irreformáveis.

    Com relação aos Ensinamentos Irreformáveis (que possuem elementos não revelados) e Não Irreformáveis, estes só tem ligação com essa passagem da Pastor Aeternus se se considerá:
    2) Os Ensinamentos Novos, nos elementos Novos, proferidos pela Santa Sé, SÃO Fundamentados na Única e Revelação de Sempre.
    3) Os Ensinamentos Novos Aprovados e Promulgados pela Santa Sé não se enquadram como “Nova Doutrina” Fundamentada Em Nova Revelação. Assim, não são Nova Doutrina no sentido de serem extranhos ao Depósito da Fé, porque são fundamentadas nele, mas são Novos no sentido de trazerem algo que no passado não fora ainda esclarecido ou assimilado.

    De qualquer forma, a passagem da Pastor Aeternus faz referência objetiva a Dogmas (Depósito da Fé) e não a Ens. Irreformáveis ou Não Irreformáveis, mas como os Romanos Pontífices não podem violar o Depósito da Fé, conclui-se logicamente que os Ensinamentos Irreformáveis e Não Irreformáveis, mesmo que sejam Novos (em decorrência das circunstâncias dos tempos), não podem ser heréticos ou perigosos à Fé e à Moral, porque ainda que não fossem Dogmas, estariam violando o Depósito da Fé e saindo do Fundamento da Revelação, caso fossem heréticos ou perigosos.

    E o Magistério da Igreja dar a SUA Interpretação com relação a este Ensinamento do Vaticano I:

    “Quando o Romano Pontífice, ou o corpo episcopal juntamente com ele, DEFINE UMA DOUTRINA, FÁ-LO EM HARMONIA COM A REVELAÇÃO, à qual todos devem obedecer e conformar-se. Esta, escrita ou comunicada através da legítima sucessão dos bispos e, sobretudo, pelo cuidado do Romano Pontífice, é integralmente transmitida, conservada intacta na Igreja e exposta com fidelidade sob a luz do Espírito de Verdade.”(Lumen Gentium, n.25).

    “O Sumo Pontífice e os bispos, cada qual na medida dos respectivos deveres e conforme a gravidade do assunto, esforçam-se cuidadosamente e usam os meios aptos (cf. Gasser, ib.: Mansi 1213) para a investigação séria e a enunciação conveniente da revelação; NÃO RECONHECEM, porém, qualquer NOVA REVELAÇÃO publica como pertencendo ao depósito divino da fé. (cf. Conc. Vat., I, Const. dogm. Pastor Aeternus, 4: Denz. 1836 (3070))”(Lumen Gentium, n.25).

    Eu fico com a Interpretação do Magistério da Igreja.

    O sr. Gederson, ainda escreve:
    “Veja bem, o Sr. admitiu que o Concilio ensinou coisas novas, separadas da tradiçao”
    e “O Sr. separa ensinamentos tradicionais de coisas novas, se as coisas novas ensinadas pelo Concilio, tivessem embasamento na tradiçao, nao haveria a necessidade de interpretà-lo a luz da tradiçao”.

    Mas o sr. Gederson omitiu mais uma vez maliciosamente o que eu disse também no mesmo comentário ao sr. Renato Salles. Além de eu escrever “Transmitiu Ensinamentos Tradicionais e Ensinou Coisas Novas.”, eu também escrevi “Os elementos novos são fundamentados na Doutrina Católica e evidentemente naquilo que acrescentam de “novo” não serão encontrados em Documentos anteriores.”.

    Mais uma vez, o sr. Gederson defende que a Igreja só tem Dogmas, que ela jamais reformou algum ensinamento ou disciplina (Há, Há)!!!

    É bom lembrar que a Sé de São Pedro ensina sobre Ensinamentos Não Irreformáveis que:

    “São propostos para se obter uma compreensão mais profunda da Revelação ou para lembrar a conformidade de um ensinamento com as verdades da fé ou também, ainda, para prevenir concepções incompatíveis com as mesmas verdades ou opiniões perigosas que possam induzir ao erro.”(Nota Doutrinal Explicativa da Fórmula Conclusiva da Professio Fidei, n.10).

    E:

    “Além disso, A ASSISTÊNCIA DIVINA É DADA aos sucessores dos Apóstolos, que ensinam EM COMUNHÃO COM O SUCESSOR DE PEDRO e, DE MODO ESPECIAL, É DADA AO ROMANO PONTÍFICE, PASTOR DE TODA A IGREJA, QUANDO — EMBORA NÃO DECLAREM UMA DEFINIÇÃO INFALÍVEL, NEM PROCLAMEM DE MODO DEFINITIVO [definitive] UMA PROPOSIÇÃO [sententiam] NO EXERCÍCIO DO SEU MAGISTÉRIO ORDINÁRIO — PROPÕEM UM ENSINAMENTO QUE LEVA A UM MELHOR CONHECIMENTO DA REVELAÇÃO, EM MATÉRIA DE FÉ E DE MORAL, E NORMAS MORAIS QUE DERIVAM DESTE ENSINAMENTO.”(Instrução Donum Veritatis, n.17).

    “Por isso, deve-se ter em mente a natureza própria de cada uma das intervenções do Magistério e o modo pelo qual é empenhada sua autoridade, MAS TAMBÉM O FATO DE QUE TODAS PROCEDEM DA MESMA FONTE, ISTO É, DE CRISTO, que quer que Seu povo caminhe na VERDADE PLENA. PELO MESMO MOTIVO, AS DECISÕES DO MAGISTÉRIO EM MATÉRIA DE DISCIPLINA, EMBORA NÃO SEJAM GARANTIDAS PELO CARISMA DA INFALIBILIDADE, NÃO DEIXAM DE GOZAR TAMBÉM DA ASSISTÊNCIA DIVINA E EXIGEM A ADESÃO DOS FIÉIS CRISTÃOS.”(Instrução Donum Veritatis, n.17).

    Isso está em conformidade com o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, que nos Ensina que o Espírito Santo além de recordar o que Nosso Senhor Jesus Cristo disse, que é a Revelação, também vai ensinar todas as coisas, que são fundamentadas no que Nosso Senhor Jesus Cristo já revelara.
    “Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, irá ensinar-vos todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito.”(Jo 14,26).

    E dessa forma torna-se claro que a Igreja tem a Assistência do Espírito Santo para Ensinar Coisas Novas Fundamentadas na Revelação, e que é o próprio Espírito Santo quem Ensina essas Coisas Novas Fundamentadas na Revelação.

    Será que o sr. Gederson é um opositor do Celibato Eclesiástico, porque a DISCIPLINA do Celibato Obrigatório NÃO É DOGMA, e mesmo assim obriga por Obediência da Fé???

    É bom lembrar ao sr. Gederson mais uma vez sobre o Dogma do Vaticano I que Ensina:

    “Se, pois alguém disser que ao Romano Pontífice cabe apenas o ofício de inspeção ou direção, mas não o pleno e supremo poder de jurisdição sobre toda a Igreja, NÃO SÓ NAS COISAS REFERENTES À FÉ E AOS COSTUMES, MAS TAMBÉM NAS QUE SE REFEREM À DISCIPLINA E AO GOVERNO DA IGREJA, ESPALHADA POR TODO O MUNDO; ou disser que ele só goza da parte principal deste supremo poder, e não de toda a sua plenitude; ou disser que este seu poder não é ordinário e imediato, quer sobre todas e cada uma das igrejas quer sobre todos e cada um dos pastores e fiéis – seja excomungado.”(Pastor Aeternus).

    Voltando à polêmica do sr. Gederson sobre “Nova Doutrina”, a Pastor Aeternus continua:

    “E esta doutrina dos Apóstolos abraçaram-na todos os veneráveis Santos Padres, veneraram-na e seguiram-na todos os santos doutores ortodoxos, firmemente convencidos de que esta cátedra de S. Pedro sempre permaneceu imune de todo o erro, segundo a promessa de Nosso Senhor Jesus Cristo feita ao príncipe dos Apóstolos: Eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; e tu, uma vez convertido, confirma os teus irmãos [Lc 22, 32].”(Pastor Aeternus).

    O Ensinamento Dogmático da Pastor Aeternus é claro. Mas o sr. Gederson quer dar à “promessa de Nosso Senhor Jesus Cristo feita ao príncipe dos Apóstolos” outro sentido diferente daquele que a Pastor Aeternus dar e que deixa claro a impossibilidade da Sé Apostólica perder a Fé e ensinar heresias e erros não conservando seus próprios Dogmas, ou o sr. Gederson quer sustentar que a Promessa Divina só foi válida e efetiva até o Vaticano I ou que a partir daí passou a ter outro sentido. Que pena!

    Esse sr. Gederson sustenta ainda que a Igreja Católica pode ensinar heresias ou erros contra a Fé e a Moral e que no final do mundo a Igreja Hierárquica não vai mais existir, pois terá se transformado no monstro com pele de cordeiro que se levanta da terra, como ele mesmo faz questão de repetir esta calúnia à Igreja inúmeras vezes:

    “b) Tambèm è de Fé DIVINA E CATOLICA, que viria a grande apostasia.

    c) Tambèm sabe-se que teremos uma falsa Igreja que tem aparencia do cordeiro, mas fala como o dragao (Ap13).”
    A exegese do sr. Gederson é herética e é o mesmo argumento usado pelos sedevacantistas e protestantes para caluniarem a Igreja Católica e a Santa Sé.

    Na Bíblia Ave Maria, a Nota do Rodapé explicando sobre a passagem Apoc. 13, 11 diz:

    “O Dragão disfarçado num cordeiro representa as perversões doutrinárias, a começar pelos sincretismos religiosos e por essas filosofias decadentes que grassavam preponderantemente na Ásia. Darão o seu apoio à primeira Fera, o poder político, para assegurar o êxito do culto imperial (adoração da estátua da Fera). As duas feras sobreviverão à queda do Império Romano, tanto que ainda hoje doutrinas falsas (o laicismo, o materialismo, o nacionalismo, o comunismo, tantos cultos do dinheiro e da força etc.) concorrem para as potências políticas perseguidoras.”

    O sr. Gederson perdeu a Fé na Igreja Católica e acha que as portas do inferno prevaleceram, prevalecem ou prevalecerão contra ela.

    A partir da constatação de que os seguidores da FSSPX defendem que a Igreja Católica possa ensinar heresias e erros contra a Fé e a Moral, encaminhando as almas ao inferno, ou que a Fé sai de Roma (Santa Sé), a Apologética a ser usada pode ser a mesma que se usa contra os protestantes. E aqui vai um apelo aos católicos verdadeiros: que defendam a Igreja contra a investida do mal, sabendo perfeitamente que as portas do inferno nunca prevaleceram, não prevalecem e nunca prevalecerão contra a Igreja de Deus.

    O Papa Pio XII Ensina:

    “Em erro perigoso estão pois aqueles que julgam poder unir-se a Cristo, Cabeça
    da Igreja, sem aderirem fielmente ao seu Vigário na terra. Suprimida a Cabeça visível, e
    quebrados os vínculos visíveis de unidade, obscurecem e deformam de tal maneira o
    Corpo Místico do Redentor, que este não pode ser visto nem encontrado por aqueles que
    buscam o porto da salvação”(Pio XII, Encíclica Mystici Corporis, n. 40-41)

    E o Concílio Vaticano II Ensina:

    “Cristo, Mediador único, constituiu e sustenta indefectivelmente sobre a terra, como organismo visível, a sua Igreja santa, comunidade de fé, de esperança e de amor, (cf. Leão XIII, Carta Enc. Sapientiae christianae, 10 junho 1890: ASS 22 (1889-90) p. 392. ld., Carta Enc. Satis cognitum, 29 junho 1896: ASS 28 (1895-96) pp. 710 e 724 ss. Pio XII, Carta Enc. Mystici Corporis, 1. c. pp. 199-200.) e por meio dela comunica a todos a verdade e a graça.”(Lumen Gentium, n.8).

    “A santidade indefectível da Igreja, cujo mistério este sagrado Concílio expõe, é objeto da nossa fé.”(Lumen Gentium, n.39).

    Vemos assim que o Concílio Vaticano II neste ponto é mais tradicionalista que a FSSPX.

    “Assim, os Padres do IV Concílio de Constantinopla, seguindo o exemplo dos antepassados, fizeram esta solene profissão da fé: “A salvação consiste antes de tudo em guardar a regra da fé verdadeira. […]. E como a palavra de Nosso Senhor Jesus Cristo que disse: Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja [Mt 16,18] não pode ser vã, os fatos a têm confirmado, pois na Sé Apostólica sempre se conservou imaculada a religião católica e santa a doutrina. Por isso, não desejando absolutamente separar-nos desta fé e desta doutrina, […] esperamos merecer perseverar na única comunhão pregada pela Sé Apostólica, na qual está sólida, íntegra e verdadeira a religião cristã”.”(Pastor Aeternus).

  43. Sr. Joelson Ribeiro,

    Com relação ao que o sr. diz em:
    “Agora para as pessoas de má fé, todo argumento é nulo, podemos provar com mil argumentos, que nunca volta atrás. É como o ateu, que vendo as maravilhas da criação, continua acreditando que Deus não existe.”

    Faço minhas estas palavras e aplico-as às igrejolas falsas e igrejinhas, inclusive à FSSPX, que não vivem em Plena Comunhão com a Sé de São Pedro e que defendem heresias, como a de que a Igreja Católica Apostólica Romana possa ensinar, aprovar e promulgar heresias ou erros contra a Verdadeira Fé e Moral encaminhando as almas ao inferno.

    E lhe repito o que eu já escrevi nos comentários neste blog:
    “Se não ouvir a Igreja, tem-no em conta dum pagão ou pecador público.”(Mt 18, 17).

    E somente por esta Igreja se tem acesso à plenitude da Verdade, já que fora dela a Ação do Espírito Santo não é Plena.

  44. Sr. Luciano Padrão,

    Te aconselho fazer uma leitura digna nos comentários neste blog. Dessa forma, não lhe lanço nada na cara, pois os comentários neste post já manifestam a verdade de que não foi somente o sr. que chamou meu nome de “pseudônimo”.
    Com relação aos Padres de Campos, devo confessar-lhe que fico honrado quando o sr. vê semelhanças entre os meus argumentos e o deles. Mas se o sr. conhecesse verdadeiramente os Padres de Campos, o sr. não reduziria a Pregação deles ao nível de minha argumentação.

    O sr. habita em Campos, mas tenho pra mim que não conhece nada dos Padres de Campos, muito menos da Administração Apostólica, como vários progressistas da Diocese de Campos.
    Asseguro-lhe ainda que quando os Padres de Campos estavam em irregularidade canônica, foram, em inúmeras questões, consultados por altas autoridades da FSSPX.
    Por fim, tenho certeza fundamentada de que os Padres da FSSPX não são conhecedores da realidade da crise mais que os Padres de Campos. Posso dizer-lhe que os Padres de Campos ouviram a Santa Sé, coisa que a FSSPX nunca fez.

    Se o sr. não acredita que eu sou eu, paciência. Mas não pretendo chegar ao ridículo de te chamar de Dom Tissier, Richard Williamson, Joel Danjou entre outros dignititíssimos.

    Passe bem sr. Luciano!
    Que o sr. receba muitas Graças da Providência Divina!

  45. Também fiz meu cadastro. Já existo.

  46. Sr. Victor José (Pellegrini de Matos dos Santos Areas)
    Os termos de sua confissão deixam claro a respeto de sua identidade.
    Veja a sua confusão mental:”…quando os Padres de Campos estavam em irregularidade canônica, …”
    Não havia irregularidade canônica … Havia cisma, dos mais declarados, consoante tudo oque o Sr. tem escrito ecomo escreveu para o para sr. Joelson:”…Faço minhas estas palavras e aplico-as às igrejolas falsas e igrejinhas, inclusive à FSSPX, que não vivem em Plena Comunhão com a Sé de São Pedro e que defendem heresias”
    oque na realidade exite é uma tentativa desesperada decriar uma teologia para justificar o seu neo-modernismo.
    Não existe na DOUTRINA CATÓLICA não viver em plena comunhão e ainda fundar igrejolas, e ainda assim viver em meia-comunhão. Só na cabeça de um modernista.
    Não sabia que a Igreja de São José, pertencente a AASJMV, onde o Sr. Joelson frequenta cotidianamente é uma igrejola ou uma igrejinha.Veja as suas contradições e seus absurdos a cada texto que o sr. escreve.
    o critério de catolicidade não é a adesão incondicional as teses da AASJMV
    Pobre bispo …!
    Pobre padre …!
    parodiando Camões, entre os fidelenses, traidores houve muitas vezes …

  47. Continua o Sr. Vitor Jose, citando o ponto b do qual cito apenas o trecho (e comentarei o restante):

    “Voltando à “pérola” “A Igreja nao tem jurisdiçao para ensinar outra coisa que nao seja o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo”, porque então teríamos que aceitar a Sagrada Tradição??? Pois o Evangelho está na Sagrada Escritura e muitas coisas da Sagrada Tradição não estão no Evangelho!!!”

    Neste ponto ele tenta apresentar a minha citaçao como uma perola, porem, apresenta uma visao comica (genuinamente protestante da tradiçao), que por si so, è uma perola. Quando se fala em Evangelho, se fala em boa nova, isto è, primeiramente da tradiçao oral, porque antes do Evangelho ser escrito, ele foi falado oralmente (o que è òbvio). Ademais o Senhor nao mandou aos apostolos, que lessem o Evangelho a todos as naçoes, mas que o pregassem. Nao è a Igreja Catolica quem acredita que os Apostolos sairam pregando com biblias debaixo do braço. Como dizia o grande Santo Hilario de Poitiers, “as escrituras (Evangelho) estao melhores escritas no coraçao da Igreja do que em instrumentos materiais”.

    Inacreditavelmente, o Sr. Vitor Jose, reduziu o Evangelho de Nosso Senhor, as escrituras (que sem a tradiçao, nao se pode considerar Sagradas). Caindo ele mesmo na acusaçao que me dirige, pois conforme Sao Pio X, em seu catecismo:

    “A Tradição é a palavra de Deus não escrita, mas comunicada de viva voz por Jesus Cristo e pelos Apóstolos, e que chegou sem alteração, de século em século, por meio da Igreja, até nós.” – Catecismo de Sao Pio X

    Segundo o Sr. Vitor Jose, se nao houvesse as Sagradas Escrituras, nao haveria na Igreja, o proprio Evangelho. Ora, entao, qual seria para ele o valor da tradiçao?

    Ainda no ponto B, ele continua:

    “Ou seja, na visão deste cidadão, a Igreja só tem Dogmas, não tem Ensinamentos Irreformáveis nem Ensinamentos Não Irreformáveis. E dessa forma ele se vê no direito de não aceitar também Ensinamentos Irreformáveis, além de não aceitar Ensinamentos Não Irreformáveis, pois a própria Igreja de Deus ensina, sobre os Ensinamentos Irreformáveis, que: “O facto de estas doutrinas não serem propostas como formalmente reveladas, uma vez que ACRESCENTAM AO DADO DE FÉ ELEMENTOS NÃO REVELADOS OU AINDA NÃO RECONHECIDOS EXPRESSAMENTE COMO TAIS, nada tira ao seu CARÁTER DEFINITIVO, que se exige ao menos pela LIGAÇÃO INTRÍNSECA com a verdade revelada.”(Nota doutrinal explicativa da fórmula conclusiva da Professio fidei, n.7). E para quem, como o sr”.
    Repito o argumento completo:

    “b) b) A Igreja nao tem jurisdiçao para ensinar outra coisa que nao seja o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, por isso tudo que discordar da tradiçao, das Sagradas Escrituras e do magisterio constante e universal, temos a liberdade conferida pelo proprio apostolo de considerar como anàtema;”

    Particularmente, antes da leitura da defesa do Sr. Vitor Jose, eu pensava que todos ensinamentos irreformaveis, eram dogmas. Assim, por exemplo, o ensinamento tradicional e dogmatico, segundo o qual, “a Igreja Catolica, è o Corpo de Cristo”, nao poderia ser reformado para o ensinamento que nos diz que “a Igreja de Cristo, subsiste na Igreja Catolica”. Eu estava completamente equivocado, este ensinamento era Nao Irreformavel (sutilezas de linguagem)…

    Quando escrevi que a Igreja nao tem jurisdiçao para ensinar outra coisa que nao seja o Evangelho, tinha em mente o ensinamento de Sao Paulo:

    De fato, não há dois (evangelhos): há apenas pessoas que semeiam a confusão entre vós e querem perturbar o Evangelho de Cristo.Mas, ainda que alguém – nós ou um anjo baixado do céu – vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema. Repito aqui o que acabamos de dizer: se alguém pregar doutrina diferente da que recebestes, seja ele excomungado!”Mas, ainda que alguém – nós ou um anjo baixado do céu – vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema.” Gl 1,8

    Assim, nao foi:

    “… pela interpretação errada a uma “regra” de São Vicente de Lérins e a uma referência de São Paulo a uma AÇÃO (NÃO ENSINAMENTO) de São Pedro, que não ensinam admitir a hipótese de a Santa Sé ensinar heresias, vai escrever “por isso tudo que discordar da tradiçao, das Sagradas Escrituras e do magisterio constante e universal, temos a liberdade conferida pelo proprio apostolo de considerar como anàtema”.”

    Um breve comentario:

    Notem o desprezo do Sr. Vitor Jose, pela regra de Sao Vicente de Lerins. Posteriormente, talvez ele demonstre, como ela se aplica a uma diocese, e deixou de ser a regra da universalidade da Igreja. Voces ficarao surpresos….

    Como podem ver, minha argumentaçao nao foi baseada na historica correçao de Sao Paulo a Sao Pedro. Diga-se de passagem, que essa correçao historica, deve ser compreendida pelas salutares palavras de Santo Agostinho:

    “A palavras cativam, mas os exemplos arrastam”.

    Eu nao creio que o Sr. Vitor Jose, beijaria o Corao, aceitaria o selo de Shiva e participaria do encontro de Assis. Se açoes nao ensinam, entao devemos considerar tudo isso licito ao catolico, principalmente quando foi praticado pelo proprio Romano Pontifice.

    Considerando-se a leviandade de construir uma argumentaçao em cima de suposiçoes imaginarias e portanto irreais, abstenho me de responder o restante deste ponto. Mas pergunto no entanto ao Sr. Vitor Jose:

    Qual ensinamento irreformavel da Igreja eu recuso?

    Aproveito para reafirmar que Nossa Senhora, em La Salete, disse que “Roma perderia a fè e se tornaria a sede do anticristo”, isto è, cairia em apostasia. Assim, Nosso Senhor, os Apostolos e Nossa Senhora, devem estar equivocados e o Sr. Vitor Jose, deve estar correto, nao è mesmo?

  48. O Sr. Vitor Jose, no ponto C, onde eu disse:

    “c) Os ensinamentos do CVII, nao obrigam por fè divina e catolica, por nao serem ensinamentos catolicos, mas pastorais”

    Argumenta que o Concilio Vaticano II, indiretamente que:
    a) trata-se de um Concilio Dogmatico;
    b) Trata-se de um Concilio que obriga por fè divina e catòlica.

    Para fazer tais afirmaçoes, ele descontextualiza textos biblicos e magisteriais. Dando a entender (acreditem), que nao existe a modalidade pastoral de autoridade. E o ponto versa exatamente sobre a ausencia de definiçao desta modalidade pastoral. Na ausencia de definiçao para a modalidade de autoridade pastoral, ela nao pode ser considerada catolica, porque nao existe uma definiçao dogmatica da Igreja a seu respeito. Contudo sabe-se que ela absorveu aquela definiçao de verdade de Maurice Blondel (Conformitas mentis et vitae), em contraposiça a definiçao tradicional de verdade.

    Se considerarmos honestamente a defesa deste ponto, pelo Sr. Vitor Jose, ele podera nos dizer de cara limpa e deslavada, que nao houve ilegitimidade na proibiçao da batina e da Missa Tridentina, porque:
    “Em verdade vos digo: TUDO o que ligardes sobre a terra será ligado no céu, e TUDO o que DESLIGARDES sobre a terra será também DESLIGADO NO CÉU.”(Mt 18, 18).
    “Cuidai de vós mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para PASTOREAR a Igreja de Deus, que ele adiquiriu com o seu próprio sangue.”(Atos 20, 28).

    “Os onze discípulos foram para a Galiléia, para a montanha que Jesus lhes tinha designado. Quando o viram, adoraram-no; entretanto, alguns hesitavam ainda. Mas Jesus, aproximando-se lhes disse: ‘TODA AUTORIDADE me foi dada no céu e na terra. IDE, pois, E ENSINAI A TODAS AS NAÇÕES; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. EIS QUE ESTOU CONVOSCO TODOS OS DIAS, ATÉ O FIM DO MUNDO’.”(Mt 28, 16-20).
    “Disse-vos essas coisas enquanto estou convosco. Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, IRÁ ENSINARVOS TODAS AS COISAS E VOS RECORDARÁ TUDO O QUE VOS TENHO DITO.”(Jo 14, 25-26).

    Continua o Sr. Vitor Jose em seu delirio:

    “A PARTIR DAQUI, TEM-SE QUE SUSTENTAR QUE O MAGISTÉRIO PODE INFALÍVEL E IRREFORMAVELMENTE PROMULGAR ELEMENTOS NÃO CONTIDOS NO DEPÓSITO DA FÉ, MAS QUE SÃO FUNDAMENTADOS NO DEPÓSITO DA FÉ, NA REVELAÇÃO. DESSA FORMA, A ASSISTÊNCIA DO ESPÍRITO SANTO É ESPECIALÍSSIMA, ATÉ MESMO INFALÍVEL, PARA A IGREJA PROMULGAR ELEMENTOS NÃO REVELADOS, MAS FUNDAMENTADOS NA REVELAÇÃO.”

    Como pode o magisterior infalivel e irreformavelmente promulgar elementos nao contidos no deposito de fè, mas que ao mesmo tempo, estejam fundamentados no deposito de fè? Se sao fundamentados no deposito de fè, eles estao contidos no deposito de fè. Neste ponto, ve se claramente o abandono do linguajar Sim Sim Nao Nao, pela adoçao do Sim Nao e Nao Sim, ou seja, o Sr. Vitor Jose, è um relativista. Para aceitar essa argumentaçao, è necessario professar que o Magisterio pode receber ou pregar uma nova revelaçao. O que contradiz o ensinamento do Vaticano I, segundo o qual, o Romano pontifice nao pode pregar nenhuma doutrina nova.
    E para onde vai a Nova Teologia?????

  49. Gederson,
    Vc tem toda razão.
    O Sr. Vitor José (Pellegrini de Matos dos Santos Areas)
    tem uma interpretação absurda. No fundo, todo e qualquer magistério é infalível, o que termina por anular o dogma da infalibilidad ou reduzí-lo.
    Se a igreja detem a inerrância em todos os documentos, ela jamais necessitaria da infalibilidade do Romano Pontífice.
    Tenho alertado para a técnica de interpretação falsa. O Sr. VJPMSA quer que nós creiamos que fora do SEU entendimento e do SEU magistério não há salvação.
    Veja que ele, mesmo alertado inúmeras vezes, continua colocando na boca da FSSPX teses teológicas que ela não defende.
    Veja que em post recente, quando Sr. diz que a Igreja deve pregar o Evangelho, ele toma a palavra evangelho numa acepção diversa da sua, ferindo as regras mais elementares da lógica formal e do silogismo e aó aproveita para atacá-lo.
    Tenho plena convicção, se não estabelecermos e precisarmos os termos do debate e seus significados,
    será inútil qualquer discussão.
    Senhores leitores, a salvação está na Igreja Católica Apóstolica Romana, e não na barca do Sr. Vitor José Pellefrini de Matos dos Santos Areas.
    Pobre padre …
    Pobre bispo …
    Que prefere confundir que esclarecer

  50. Se. Gederson,
    Quero acrescentar entre as contrdições do Sr. Vitor José Pellegrini de Matos dos Santos Areas no posto em que ele condena a RCC:
    https://fratresinunum.com/2010/03/04/o-machado-de-dom-ranjith-sobre-os-movimentos-de-renovacao-nao-as-dancas-palmas-arbitrariedades-na-liturgia-louvor-e-adoracao/
    “A RCC tem elementos heréticos, como:
    – A idéia de que a Igreja do presente é diferente e contrária à Igreja do passado. Chamam a Igreja do passado de “fria”, “retardada”, “opressora”. E sustentam descaradamente que a Igreja do passado ensinava os fiéis a se fecharem às Graças e Dons do Espírito Santo.
    – O “Batismo do Espírito”, como se fosse necessário um segundo Batismo para viver no Espírito.
    – O “Curandeirismo”, como se Cristo viesse para resolver as doenças do corpo, e ainda em escala de igual para igual com as doenças da alma. Aqui entra inúmeros outros abusos, como a “Adivinhação da Cura”.
    – E muitos outros…
    – Maiores informações sobre elementos heréticos da RCC, recomendo ver Testemunhos de pessoas que pertenceram à RCC, no site Montfort. O site Montfort tem elementos bons e ruíns.
    As Missas da RCC são protestantizadas, porque possuem elementos protestantes heréticos e não heréticos. Mas possuem, pelo menos no que se vê, o Cânon Romano e as Fórmulas Consecratórias, bem como sacerdotes legítimos, e por isso são válidas na Essência e não são heréticas em seu todo.
    Assim, se se deseja preservar a Identidade Católica, é evidente que se deve repudiar também os elementos protestantes que não são heréticos. As Missas da RCC, devem ser assistidas quando não se pode assistir uma Missa Ortodoxa, porque como possuem o Cânon, as Fórmulas e Sacerdotes Legítimos são Missas Válidas na sua Essência, e por isso cumprem o preceito dominical.
    Quem participa de tais Missas, por falta de oportunidade ou por alguma necessidade, e com espírito católico, não toma parte nos abusos.
    A Missa é herética, mas conserva o Canon romano, então tem que se assistir se não tiver outros, etc, etc, etc
    Durma-se com um barulho desses …
    Pobre padre …
    Pobre bispo …
    Em vez de apascentar as ovelhas, e conduzí-las ao bom pasto, as conduz para os espinhos e abrolhos do modernismo católico.

  51. Prossegue o Sr. Vitor Jose:

    “Autodemolição da Igreja” – sr. Gederson, eu que não conversei com o Papa Paulo VI tenho certeza absoluta que ele não quis defender e sustentar que ele próprio ensinou heresias ou erros contra a Fé e a Moral ou que Aprovou e Promulgou um Concílio herético ou perigoso à Fé e à Moral.
    Estaria, Paulo VI, defendendo que ele próprio é herege ou que aprovou e promulgou heresias ou erros contra a Fé???

    Todos aqui sabem que o Sr. nao è um dèbil mental, ao ponto de dizer que a autodemoliçao, so pode ser entendida em uma conversa com Paulo VI. Se nao existe nada de errado com o Concilio Vaticano II, porque a ele se sucedeu nao uma primavera, mas a autodemoliçao da Igreja? Se o Concilio è essa maravilha que o Sr. apresenta, porque a ele se sucedeu uma autodemoliçao? Este è o questionamento de fundo Sr. Vitor Jose…

    Nos pontos em que digo:
    “b) Tambèm è de Fé DIVINA E CATOLICA, que viria a grande apostasia.
    c) Tambèm sabe-se que teremos uma falsa Igreja que tem aparencia do cordeiro, mas fala como o dragao (Ap13).”

    Nao existe nenhuma resposta sua para os questionamentos levantados. Nao ha nenhuma palavra sobre a grande apostasia, e ainda lança uma cortina de fumaça, sugerindo que nego um Dogma fundamental da fè catolica, o da indefectibilidade. Quando ja afirmei em outros debates, com o Sr. mesmo que, a apostasia se dara na Igreja, mas nao sera da Igreja. Alèm disso, SABE-SE que teremos UMA FALSA IGREJA no Apocalipse, nao afirmei qual ou quem seria essa Igreja. Contudo, o que o Sr. nos diz sobre o ensinamento de Dom Mayer, sobre a anti-Igreja do Concilio Vaticano II? Sera que è o mesmo Dom Mayer que o Sr. nos apresenta que escreveu aquele texto, ou sera o Dom Mayer real?

    Cabe ainda dizer que se o Apocalipse fala do surgimento de uma falsa Igreja, essa Igreja, nao è a Igreja Catolica Apostolica Romana. Assim, a sua acusaçao e toda sua defesa, nao tem nenhum sentido alèm da imbecilidade.

    Sera que o Sr. pode responder objetivamente aos questionamentos levantados ao invès de lançar cortinas de fumaça e falàcias ad hominem? Ou sera que nega a grande apostasia?

  52. “Vejam sò a peròla do Sr. Vitor Jose:

    O sr. Gederson pergunta:
    “(naquilo que se entende pela regra de Sao Vicente de Lerins). Assim lhe pergunto:
    Existem varios pontos em que o magisterio do Vaticano II, se sobrepoe ao magisterio tridentino, neste caso devo seguir:
    1) O magisterio que me obriga por fè divina e catòlica de trento?
    2) O magisterio que me obriga por religioso obsequio do Concilio Vaticano II?”
    Sr. Gederson, o sr. não entendeu o Concílio Vaticano II e por isso deve esclarecer-se com as Intervenções da Santa Sé. Deve ficar atento ao lançamento dos Documentos da Santa Sé que explicam vários pontos do Vaticano II. Um exemplo é o Catecismo da Igreja Católica. Acredito que muito adequado ainda é fazer uma leitura cuidadosa dos Documentos do Vaticano II, sem preconceitos e sem a postura errônea de querer achar nele erros contra a Fé, pois quem cresceu ouvindo falar mal do Vaticano II já tem a mente viciada e por isso dificuldades pessoais. Sem a Graça de Deus, o sr. não vai conseguir.”

    Em primeiro lugar, eu nao cresci ouvindo falar mal do Vaticano II. Apenas nao sou estupido ao ponto de negar a autodemoliçao e a total contradiçao entre as doutrinas do CVII, e as doutrinas tradicionais catolicas.

    Em segundo lugar, estou atento as declaraçoes da Santa Sè. Nao sao as declaraçoes que condenam as doutrinas sem dizerem os nomes, porque seus autores ja estao no inferno?

    Sinceramente, para entender a questao entre Trento e o Vaticano II, eu pensei que o Sr. me recomendaria a leitura da Declaraçao conjunta entre Catolicos e Luteranos (bem como a leitura de seu anexo). Onde incrivelmente se ve a Santa Se tratando de questoes dogmaticas com os Luteranos como se fossem pastorais e se ve pessoas como o Sr. querendo que a Santa Sè enfie guela abaixo da Fraternidade, o CVII. Pra mim e para todos aqui, parece que seria mais logico este comportamento com os luteranos… mas nao è… bem estranho…

  53. Caro amigo Luciano,
    Viva Cristo Rei! Salve Maria!

    Diante do tamanho das respostas postadas pelo Sr. Vitor Jose, eu desconfio que ele nao queira nem mesmo debater. Como o Sr. observou, as dificuldades sao reais…

    Alguèm me disse certa vez, que os textos de Dom Rifan, sao repletos de citaçoes magisteriais, porèm estas citaçoes sao unidas com argila. Isso se ve claramente nas defesas do Sr. Vitor Jose, onde prima a memoria, nao o raciocinio e a logica. Se voce lhe diz algo que necessite um sim ou um nao como resposta, ele lhe trara dezenas de citaçoes magisteriais, que na maioria das vezes estao fora do contexto. Parece reproduzir a estrategia dos filisteus contra Isaac, quando estes entupiam os poços do Patriarca.

    Veja, por exemplo, a questao central da doutrina das duas Romas apresentadas por Dom Lefebvre, è a apostasia. Daì minha insistencia neste ponto, porque para impugnar Dom Lefebvre e a doutrina das duas Romas, deve se saber primeiramente, o que è apostasia e se conhecer a doutrina da Igreja a este respeito. Do contrario, toda a tentativa de impugnaçao contra a acusaçao de Dom Lefebvre, sempre sera ridicula. Mons. Lefebvre, è claro:

    “Roma esta em apostasia”

    Todos aqui sabem que os ensinamentos do magisterio, nao podem conter erros em ensinamentos magisteriais. Mas poucos sabem que o incorreto desenvolvimento disto, anula a verdade de fè, que è a grande apostasia. O germen desta negaçao, esta exatamente no neo-conservadorismo, que esperara a grande apostasia, como os judeus, esperam o messias.

    Fique com Deus.

    Abraço

    Gederson

  54. Caríssimos, ainda mais:

    “D. Marcel Lefebvre não tem nenhum erro doutrinário. Ele não nega absolutamente a infalibilidade pontifícia, nem tampouco defende idéias liberais dos Velhos Católicos, algumas delas adotadas na Igreja Conciliar. Ele constata sim o favorecimento da heresia e o caráter heretizante das novas reformas litúrgicas. É bom lembrar que o Concílio Vaticano II foi um CONCÍLIO PASTORAL E PORTANTO NÃO TEM A MESMA AUTORIDADE DOUTRINÁRIA QUE OS OUTROS CONCÍLIOS DOGMÁTICOS, e é em nome destes que são rejeitadas algumas teses do Vaticano II que os contradizem.
    (…)
    Quanto à defesa que fazem do Concílio Vaticano II dizendo que os abusos não são culpa do Concílio, eu pergunto: quais abusos? Será abuso do Vaticano II, por exemplo, JOÃO PAULO II VISITAR UM TEMPLO LUTERANO, ELOGIAR A PROFUNDA RELIGIOSIDADE E A HERENÇA ESPIRITUAL DE LUTERO E PARTICIPAR DE UM OFÍCIO HERÉTICO?
    Será abuso do Vaticano II o encontro de Assis, patrocinado pela Santa Sé, onde o ídolo de Buda foi colocado sobre o Tabernáculo do Altar principal da Igreja de São Pedro e lá adorado pelos bonzos? Pois João Paulo II lhes responde que não é abuso, pelo contrário, tudo isso está na linha do ecumenismo recomendado e promovido pelo Concílio Vaticano II… ESTA É A MELHOR RESPOSTA ÀQUELES QUE QUEREM INOCENTAR O CONCÍLIO DOS ABUSOS QUE SE LHE SEGUIRAM. ESTÃO SOB A ÁRVORE, OS MAUS FRUTOS LHES CAEM NA CABEÇA E QUEREM NEGAR QUE PROCEDEM DAQUELA ÁRVORE”.
    (Caso Lefebvre – Pe. F. A. R. in “Quer Agrade Quer Desagrade”, p. 65-66, grifos nossos).