Igreja se opõe à redefinição de moralidade.

Caros leitores, apresentamos abaixo o excelente artigo do Pe. Michael Rodríguez publicado no El Paso Times. Em virtude de sua ousada exposição do ensinamento da Igreja no que tange o aborto e as uniões homossexuais, o texto do sacerdote texano, que esteve no Brasil em 2009, vem sendo duramente criticado por liberais e progressistas, alguns dos quais despejam todo o seu ódio à Igreja. Seus familiares e amigos pedem a todos que rezem pela integridade física do religioso.

Igreja se opõe à redefinição de moralidade

Pelo Rev. Pe. Michael Rodriguez | Colunista Convidado

É necessário que eu enfatize as seguintes verdades a todos os fieis católicos de nossa diocese: Cada católico tem o dever absoluto de se opor ao assassinato de bebês nascituros; cada católico tem o dever absoluto de se opor a qualquer tentativa governamental de legalizar uniões homossexuais.

A Santa Igreja Católica tem o poder, dado a Ela pelo próprio Jesus Cristo, para ensinar de maneira infalível nas áreas de fé e moral. Baseando-se na sagrada Tradição e nas Sagradas Escrituras e em virtude do que chamamos de seu Magistério universal e ordinário, a Igreja ensina, de maneira infalível, que os atos homossexuais são intrinsecamente desordenados, constituem uma depravação grave e são mortalmente pecaminosos.

Esta é uma verdade absoluta – revelada por Deus – que todos os católicos devem aceitar e crer, ponto final. Se você não aceita este ensinamento da Igreja, então, por definição, você não está mais em comunhão com a Igreja Católica.

Roma já se pronunciou sobre esse assunto. A Congregação para a Doutrina da Fé afirmou: “todos os católicos são obrigados a fazer oposição ao reconhecimento legal das uniões homossexuais,” e a “Igreja ensina que o respeito pelas pessoas homossexuais não pode levar de maneira alguma à aprovação do comportamento homossexual ou ao reconhecimento legal de uniões homossexuais.”

Sei de antemão que esse não é um ensinamento popular. Creiam-me, como pastor de almas, estou nas “trincheiras” diariamente. Eu também tenho pessoas queridas com fortes tendências homossexuais.

Todavia, sempre devemos nos esforçar para amar a Deus e confiar Nele: devemos ser obedientes aos seus mandamentos a qualquer custo. Isso é o que significa ser um verdadeiro católico.

Se Deus estabelece um mandamento é porque Ele nos ama e quer que cheguemos ao Céu. A Igreja Católica busca, em primeiríssimo lugar, a salvação de nossas almas – devemos confiar em seus ensinamentos acima de tudo o mais e viver de acordo com eles.

Se você é homossexual e está lutando bravamente para ser leal ao nosso Salvador Jesus Cristo e a sua Igreja, tenha coragem! Continue a luta contra o demônio, o mundo e a carne e confie-se à proteção maternal da Mãe de Deus! Saiba que você está em minhas orações.

A ação praticada pela Câmara dos Vereadores é gravemente nociva ao bem comum e de nossa cidade e contrária ao entendimento apropriado de justiça. Como católicos romanos, somos obrigados a desfazer o erro que eles cometeram.

Este é certamente um “assunto religioso” porque as pessoas estão tentando redefinir o matrimônio e a moralidade.

Os argumentos banais e superficiais que estão sendo propostos em apoio à atividade homossexual são seriamente errôneos. Ninguém até agora abordou a questão moral do certo x errado, que forma o fundamento racional necessário para as noções como “justiça” e “compaixão.”

Por exemplo, este fundamento é a razão pela qual nos opomos à pedofilia. Não se trata de dizer que o criminoso não é “igual,” nem consideramos esta “discriminação,” porque nosso senso “racional” de certo e errado “triunfa” sobre tudo o mais.

Além disso, aqueles que apóiam os homossexuais estão ignorando a distinção necessária entre a pessoa e suas ações; e nenhum deles reconheceu que a preponderância da comprovação científica está firmemente contra as causas genéticas para o homossexualismo.

Meus amigos, quem está forçando crenças a quem neste caso?

Não somos nós àqueles que estão usando linguagem enganosa, ex.: “parceiros em um relacionamento comprometido”, “forçar” uma redefinição de casamento à sociedade. Não somos nós aqueles que estão “forçando” os contribuintes a apoiar uma noção distorcida de “igualdade.”

Para encerrar, convido a todos, especialmente, líderes políticos e religiosos, a um debate público sobre este assunto.

Pe. Michael Rodríguez é pároco da igreja católica San Juan Bautista.

* * *

Alguns dos mais de cem comentários furiosos ao texto de Pe. Rodríguez:

Proud American: A Constituição dos Estados Unidos ergue uma barreira inviolável entre religião e governo. Parece que a Igreja Católica não reconhece a Suprema Lei da Terra. Os católicos e outros zelotas religiosos deveriam perceber que a religião deve ser mantida fora do governo, assim como o governo deve ficar fora da religião. Os religiosos radicais se colocam contra a fundação da democracia ao negar a liberdade, igualdade e justiça. Certamente, eles colherão intolerância que plantaram.

Francisco: O Pe. Rodriguez é um charlatão. Ele não está nem mesmo na periferia da Igreja Católica. Ele está bem fora da margem. O Evangelho de hoje falava sobre a lição maravilhosa que Jesus deu aos fariseus que queriam apedrejar a mulher que fora pega cometendo adultério (hmmmm….mas nada do homem …. ou será que ela estava adulterando consigo mesma?). A lição?“Deixe que aquele dentro vós que não tem pecado a ser o primeiro a atirar a primeira pedra.”

Isso é tolerância, compaixão e amor. Não sinto muito disso no Father Rodriguez. Sinto que ele tem uma necessidade de julgar e condenar.

Michael Rodríguez (pseudônimo): Que Dios te perdone este odio que expresas en contra de tus semejantes. Hace recordar el odio que expresaba la Iglesia “infalible” contra los indigenas declarando que no tenian alma y el odio de la iglesia ‘infalible’ contra los judios cuando los incineraba Hitler. Eres mas bajo y cruel que el peor de los pecadores que discriminas.

14 Comentários to “Igreja se opõe à redefinição de moralidade.”

  1. Prezados(as),
    Salve Maria!

    Aos comentários das réplicas contra o Pe. Rodrigues.
    Ao fim de salvar a prostituta de lapidação, disse Nosso Senhor:

    “Vais, e NÃO PEQUES MAIS!!! (S.Jo VIII,11)

    AMDG,
    RVGarcia

  2. O dia que a Igreja redefinir a moralidade, então a Igreja acaba, o Ocidente acaba e fechamos as portas com a plaquinha de PASSA-SE O PONTO.

  3. A cada dia que Deus permite que eu viva para mais conhecer de sua doutrina através deste blog, da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, de outros blogs católicos, da sã doutrina de Santo Tomás de Aquino, por exemplos, mais graças devo-Lhe.

    Hoje eu percebo a irracionalidade que alimenta o ódio da turba à Igreja de Jesus Cristo.

    Além da fala clara – sim,sim; não-não – e dos argumentos apresentados pelo Padre Michel Rodriguez, vemos sua humildade em ação, a qual nos falta muito hoje em dia.

    Sim, rogarei à Virgem Maria, mãe de Deus e nossa, para abençoá-lo com Sua proteção.

  4. Nossa kiko, o seu comentário, embora particularmente humorado, é bastante triste. Mas a Igreja é sabia e não há de deixar com que isso ocorra.
    O que cada vez mais me espanta é essa imposição da sociedade de que liberdade é fazermos aquilo que der na telha, deixando o julgamento do que é certo e errado de lado, ou utilizado particularmente quando convém. Afinal, quando se trata de apontar a pedofilia, por exemplo, todo mundo cai matando, especialmente quando essas coisas são divulgadas com escândalos por parte dos pastores da Igreja, e claro, não estão errados em condenar, visto que é errado não só para padres e a classe dos religiosos, mas também os leigos, toda a sociedade. Agora quando se trata de falar que o homossexualismo é errado e não deve ser incentivado, vira uma guerra, porque as pessoas são dotadas de vontades e podem fazer o que der na telha que tá tudo certo. Aí se criam leis ridículas pra proteger um erro, porque as pessoas tem direito de fazer aquilo que querem. São a favor do aborto, mas quando alguém próximo é assassinado por um um outro indívíduo, aí é um absurdo e vira polêmcia. Basicamente uma relação de dois pesos e duas medidas. E a Igreja fica fragilizada nesta questão porque esse pensamento tem deteriorado muito os conceitos reais das coisas. Querem redefinir a moralidade para que persistir no erro seja respaldado juridicamente, e promulgado pela lei humana tornando o erro válido, acima daquilo que Deus nos aponta como o que é realmente válido, como se isso fosse o pleno uso da razão e da liberdade.
    No Catecismo tem uma parte que a meu ver é fantástica. Diz da ameaça à liberdade: “O exercício da liberdade não implica o direito de dizer e fazer tudo. É falso pretender que o ‘homem, sujeito da liberdade, baste a si mesmo, tendo por fim a satisfação de seu prórpio interesse e gozo dos bens terrenos’. Por sua vez, as condições de ordem econômica e social, política e cultural requeridas para uma justo exercício da liberdae são muitas vezes desprezadas e violadas. Estas situações de cegueira e injustiça agravam a vida moral e levam tanto os fortes como os fracos à tentação de pecar contra a caridade. Fugindo da lei moral, o homem prejudica sua prórpia liberdade, acorrenta-se a si mesmo, rompe a fraternidade com seus semelhantes e se rebela contra a vida divina.”
    Isso é o que tem acontecido: a rebelião contra a vida divina e os comentários daqueles que não estão em concordância com o que o Pe. Rodriguez falou realmente deixam essa fato muito claro.
    Rezemos sempre e muito e que a Igreja possa a cada dia formar sacerdotes firmes e comprometidos com os seus ensimentos arraigados na tradição.
    Salve Maria!

  5. Já ontem disse e torno-o a dizer que o artigo do Padre Michael Rodriguez está exatamento dentro daquilo que é preciso dizer.
    Por isso, o primeiro pensamento foi o de agradecer a Deus que o Padre o tivesse escrito; não só por estar dentro do que é a doutrina de Jesus, totalmente imutável, mas por ter tido a coragem de, num meio hostil, dizer a verdade, verdade que ele sabia que ia causticar demasiados que não podiam deixar de reagir, quanto mais não fosse, para encontrarem argumentos que amenizassem a dor da sua consciência ao ler o artigo,. para fazerem calar a consciência que voltou a vibrar e lhes indica que o que o Padre disse é a verdade. Estas são o motivo das réplicas.
    O segundo pensamento, foi ainda dirigido a Deus a pedir-Lhe que todos os padres sejam como padre Rodriguez. Se todos ensinassem o mesmo, se muitos não se calassem, todos nós e todos os de El Paso, esperaria que a atitude d Padre Rodriguez fosse a que foi e daí não haveria motivo para a criticar. Só há críticas porque o nosso silêncio, a nossa estúpida posição de tolerãncia acima de tudo, tem permitido que aqueles que atentam gravemente a Lei do Senhor, pensem que estão a ser apenas compacivos, cheios de dó por outros e que, até Jesus Cristo lhes diria para continuarem nessa vida, porque tudo é relativo.
    O meu terceito pensamento foi de glória por ainda termos na Igreja pessoas como o Padre Rodriguez. Que todos sejamos dignos dele. Que a nossa actuação seja de molde a dar-lhe força. Ele não precisa de palavras, mas precisa de atos. Que aqui, tenhamos a coragemde sermos mais Padres Rodriguez

  6. Haja mais Padres, mais católicos dignos desse nome, corajosos e sem medo!

    Que chamem as coisas pelos nomes, sem medo dos politicamente correctos e respeitos humanóides…

    Bem Haja!

    Viva o Papa! Viva a Santa Igreja Católica!

  7. Nós precisamos, para além de Padres, Bispos e Cardeais com coragem de remar contra a maré deste mundo!! Que não procurem agradar a sociedade, mas que comuniquem a verdade, obedecendo ao Papa e aos ensinamentos das Santa Igreja.
    Viva a Igreja Católica!

    Rezemos para que todos os sacerdotes sejam santos, tendo especial atenção aos sacerdotes transviados para que voltem para o caminho do Bom Pastor.

    Mater Ecclesiae, ora pro nobis.

  8. Um padre diocesano em plena consonância com a Tradiçao da igreja. Que maravilha!

    Que Deus o abençoe e proteja.

  9. Tive o prazer de conhecer o padre Michael aqui no RJ. Muito bons os esclarecimentos dele sobre a verdade da Igreja, sobre o que é correto e não em nossa sociedade.
    Rezo para que ele se mantenha perseverante na luta. Rezo também para que Deus amoleça os corações dos que enfrentam o padre Michael.

  10. Não havera nenhuma redefinição de moralidade a moral cristã não tolera redefinições,

  11. A redefinição já existe, basta ver o que padres a lá plena comunhão da desobediênica fazem e, como reagem as mentes lapidadas por eles, quando falamos algo contrário,ou seja,o certo!

    Que Dios te perdone este odio que expresas en contra de tus semejantes.

    Tô cansada de ouvir isso, se um padre decente ouve isso tb, me sinto feliz!

  12. Erica, concordo… Quando travei conhecimento com esse preceito da Igreja de que “o exercício da liberdade não implica o direito de dizer e fazer tudo” foi um choque positivo, porque me parece óbvio e até se diz por aí algo próximo, digamos, 3000 quilometros de distância. O Viktor Frankl diz mais ou menos assim, que os EUA tem a Estatua da Liberdade e que deveriam ter uma outra, na outra costa, a estatua da Responsabilidade, mas está longe de ser certeiro e claro.
    Salve Maria!

  13. Muito bom ler um artigo de um sacerdote que não faz qualquer tipo de concessão e proclamando claramente o que ensina a Santa Igreja.

    []’s

  14. Me desculpe, mas ele não faz mais do que a obrigação dele, de ensinar o que manda a Igreja.
    Vemos que as coisas estão ruins quando o ordinário se torna extraordinário. Infelizmente por isso, temos de louvar aquilo que é a mais básica obrigação.