O Anuário Estatístico lança um dado alarmante: ao menos 60 mil religiosos a menos nos últimos 10 anos.

O número de religiosos passou de pouco mais de 800.000 em 2000 para 740.000 em 2008

O número de religiosos passou de pouco mais de 800.000 em 2000 para 740.000 em 2008.

Sector Catolico – 28/04/10: A Santa Sé apresentou recentemente a nova edição do Anuário Pontifício [ndt: na realidade, trata-se do Anuário Estatístico] em que se recolhem os principais dados estatísticos da Igreja Católica durante o período de 2000-2008. O documento exibe cifras preocupantes. O número de religiosos passou de pouco mais de 800.000 em 2000 para 740.000 em 2008, o que certamente é uma tragédia para o conjunto da Igreja. E isso porque ainda não foram contabilizadas as perdas até 2010.

Por outro lado, e ao longo desses anos, a presença dos católicos no mundo passou de 1.045.056, em 2000, para 1.166 milhões, em 2008, o que supõe um aumento de mais de 11%. A África é o continente onde a Igreja registrou um maior crescimento, com 33% católicos a mais, ao passo que na Europa a situação se manteve substancialmente estável, com uma ligeira diminuição de 2%. Na América e Oceania as coisas também se mantêm estáveis; ao passo que na Ásia aumentam ligeiramente, informa o VIS.

Com relação aos sacerdotes, tanto religiosos como diocesanos, o Anuário mostra um ligeiro crescimento, passando de 405.178, em 2000, para 409.166,  em 2008. Se na África e na Ásia essa cifra aumentou (33,1% e 23,8,%, respectivamente), na América ela se mantém estável, ao passo que na Europa e na Oceania houve uma diminuição de 7% e 4%. Assim, os sacerdotes diocesanos aumentaram em 3,10%, passando de 265.781, em 2000, para 274.007, em 2008. Por outro lado, os sacerdotes religiosos encontram em constante diminuição (-3,04%), chagando a 135.159, em 2008. Os sacerdotes diminuem claramente somente na Europa: se em 2000 representavam mais de 51% do total mundial, em 2008 diminuem até 47%. Sem dúvida, se na Ásia e África juntas supunham, em 2000, 17,5% do total, em 2008, o porcentual era de 21,9%. A América aumentou ligeiramente o seu percentual, que está por volta de 30%.

O Anuário Estatístico da Igreja também apresenta a evolução do número de estudantes de filosofia e de teologia nos seminários diocesanos e religiosos. Aumentaram em nível global, passando de 110.583, em 2000, para mais de 117.024, em 2008. Enquanto na África e na Ásia os candidatos ao sacerdócio aumentam, na Europa diminuem.

25 Comentários to “O Anuário Estatístico lança um dado alarmante: ao menos 60 mil religiosos a menos nos últimos 10 anos.”

  1. Acredito que só um milagre pode salvar a Europa…
    Quando era adolescente nunca me passou pela cabeça ser religioso, mas tbm era alheio a religião. E ficaria muito impressionado se vice alguém vocacionado p/ tal. Esses dias vi um rapaz da comunidade perto de casa, estudando para isso e achei um milagre, dado o estado da Igreja.

  2. Acredito que neste momento em que passa a igreja, a qualidade é melhor que a quantidade.

  3. Rezemos por mais vocações monásticas e sacerdotais.

  4. Atenção para o equívoco: não se trata do Anuário Pontifício mas do Anuário Estatístico da Igreja, duas publicações diferentes.

  5. As raízes para estes números sem dúvidas residem no Concílio Vaticano II.
    Consta que São João Bosco havia dito que 1/3 dos homens tinha vocação religiosa e/ou sacerdotal. Não sei ao certo se eles considera os homens na condição da natureza humana ou apenas o gênero masculino, que neste caso somariam-se as vocações religiosas femininas. Hoje as estatísticas de Dom Bosco fazem parte da história, apenas.
    Corroborando com as minhas afirmações, o Pe. Laguérie, em 2006, disse que as vocações nascem no seio da Tradição. Tão verdade é essa afirmação, que percebe-se a quantidade de jovens que desejam ir para o IBP, no qual o referido padre é superior. Enquanto isso, os seminários diocesanos e mesmo religiosos apresentam déficits à cada ano.
    O modernismo é o viés desse cenário. As “novas comunidades de vida no Espírito” inibem as vocações religiosas. Percebe-se que a procura crescente por elas, principalmente por parte dos jovens, poderia ser canalizada para uma vida religiosa e/ou sacerdotal, o que refutaria os números apresentados acima.
    Logo, fica a pergunta: AS VOCAÇÕES ESTÃO ACABANDO OU ESTÃO SENDO MAL CANALIZADAS, OU PODADAS?

  6. e os modernistas insistem em não entender porque a Tradição é contra o CVII….

    Ora. com tantos bons frutos que ele foi capaz de produzir… (fim da ironia)

    francamente…

    Deus tenha misericordia de nós

  7. Estamos assistindo a decomposição da Nova Igreja modernista, nascida dos ideais da maçonaria através da vitória dos liberais no concílio VII, e ao mesmo tempo estamos assistindo a decomposição da civilização moderna, que abandonou os dogmas a fé.

    Por isso tanta depravação dentro dos seminários e ordens religiosas.

    Mas a Igreja Católica Apostólica Romana é o Corpo Místico de Nosso Senhor Jesus Cristo e seguirá o seu Esposo através do calvário e ressuscitará mais gloriosa do que nunca.

    A vitória do Coração Imaculado de Maria será a vitória da Única Igreja Fundada por Jesus, será a vitória da Missa de Sempre , será a vitória da Liturgia de sempre, não dessa fabricada por teólogos apóstatas e hereges que protestantiza tantos por aí afora…

    Viva o Papa!!!

  8. Se olharmos pra o que hoje se tornaram ordens tradicionais como a OFM , a Cia de Jesus e os Dominicanos compreenderemos por que dimninuem as vocações.
    Essas ordens estão definhando e se não voltarem ao carisma originário vão morrer de vez.
    Os congregações e institutos que crescem são aqueles que mantiveram a ortodoxia e a disciplina da vida religiosa.A essas novas congregações e institutos é que pertence o futuro.Talvez realmente seja necessário que isso tudo aconteça para que acordem para a imperiosa necessidade de se voltar as fontes da vida religiosa.

  9. Perguntem aos francsicanos da Imaculada se este resultado condiz com a realidade deles. Garanto que nem de longe, aqueles frades são já uma multidão, e cada vez encontram mais vocações. Lembrem de perguntar também aos padres da Ordem de Santa Cruz, ou mesmo à maioria dos mosteiros beneditinos… Existem mosteiros cistercienses na França que possuem mais de 50 monges, mas geralmente são mais abundantes as comunidades onde se conserva mais a Tradição da Igreja, mesmo os lugares bi-ritualistas.

    As comunidades amigas da FSSPX, geralmente não têm um “boom” de novas vocações, pois o estigma de “cismáticos” assusta muita gente. Por outro lado, geralmente estão distantes de uma situação crítica… Mas outras comunidades tradicionalistas “não cismáticas” aos olhos do grande público registram realmente uma expansão visível. Basta ver o Le Barroux e Fontgomhauld, que não têm mais ontem colocar monges, e agora investem na construção de novos mosteiros em novas localidades…

  10. A Europa outrora berço da Igreja passou nos ultimos 200 anos por um desmonte quase que total da fé.A onda de laicismo odioso a Igreja começa com a Revolução Francesa e se estende desgraçadamente até os dias atuais,concordo plenamente com o Sr. Kiko a Europa nescessita de uma intervenção divina creio que só com as forças humanas este continrnte que já foi católico não se salvara de sua destruição,Creio que todos nós católicos deveriamos fazer orações para uma nova evangelização da Europa.

  11. Uma pergunta: Qual é a diferença entre mosteiros, conventos, congregações, ordem, etc.?

  12. Só uma correção caro Magno Oliveira,

    Não existe “gênero masculino”, meu caro. Gênero masculino e feminino só se aplica à gramática e não ao sexo. Infelizmente, a tal ideologia esquerdista de gênero está tão disseminada no nosso vocabulário que a invocamos sem saber.

  13. Caro José JR, eu acredito num milagre na Europa, pois Deus não deixaria essa gente toda que faz um esforço gigantesco para colocar a Europa de novo na Tradição Católica desamparados. A Europa tem metade de sua população original descrente e um crescimento absurdo dos islamicos. Vai ter de trazer os descrentes novamentes p/ a igreja e converter os islamicos. Tarefa dificilima.

  14. Para dizer o obvio, só posso concluir que o CVII foi pensado para acabar com a igreja, pq essa Ig. Católica não tem vocações.

  15. Caro Magno, 1/3 são muitas vocações. Perambulei por muitos caminhos por muitos anos, mas venho de familia católica com uma mãe devotissima. Somos em 8 (6 meninos e 2 meninas). Fomos criados já no fim da Tradição e pegamos o CVII a todo vapor. Resultado: numa familia católica não há uma única vocação religiosa. Acredito, conhecendo muito pouco, que numa familia c/ 8 irmãos sairiam 1 ou 2 com vocações. Hoje, 1 iniciou no abcd do catolicismo (eu), 4 são protestantes, 1 é católico só p/ batizar os filhos e os outros 2 estão na linha new age.

  16. São frutos do Concílio Vaticano II.

  17. Caro Ricardo,
    Obrigado pela correção!

    Prezado Kiko,
    Dom Bosco certamente se referia a um cenário do século XVIII (já abalado pela Rev. Francesa e à beira da Rev. Industrial). Talvez a amostragem no qual ele inferiu essa estatística seja resumida nos jovens que ele educou, logo encontraram “terreno fértil”. Não me lembro agora a referência bibliográfica onde li sobre tal assunto, mas outros colegas meus haviam confirmado que já escutaram sobre tal.
    No caso da sua família, caro Kiko, infelizmente reflete o cenário atual.
    Não estamos vivendo apenas o “fim” das vocações, como também o “fim” dos católicos (de verdade).

  18. Essas comunidades de vida desses movimentos – que só servem para dar dor de cabeça e tontura – roubam vocações. Viva a hermenêutica da continuidade, dá-lhe plena comunhão!!!

  19. Magno, não achei um exagero o 1/3. São bastante, acho bastante suficiente e não estranho a quantidade. Concordo c/ Dom Bosco que em um ambiente adequado tenha essa quantidade de vocações. Meu amigo Vladimir disse que de um grupo de 30 jovens ligados a Tradição, 7 seguiram, ou estão a passo de, seguir vida religiosa. Dá uma 23%, o que é altissimo dado o momento nada amigavel para vocações, mas poderia ser até maior. Isso é incrivel. Falo desses detalhes p/ minha esposa(que é protestante), falo das familias números e ela simplesmente não acredita… Estou para leva-la p/ que conheça.

  20. Magno permite discordar de sua afirmação “Não estamos vivendo apenas o “fim” das vocações, como também o “fim” dos católicos (de verdade).”

    Os católicos de verdade nunca vão deixar de existir , podem se tornar uma minoria como já é o caso mas deixar de existir não vão.

    Ana Maria as comunidades de vida não roubam vocações , eles despertam vocações pois apesar de certas deficiências elas preenchem o vácuo espiritual do homem moderno , coisa que as ordens tradicionais (extrememente secularizadas ) já não fazem mais.

    Eu posso dizer isso com propriedade pois fui postulante da OFM e vi muitos saindo de lá por isso(eu mesmo saí em razão desse motivo).As comunidades de vida queiramos ou não viraram refúgios para quem quer viver sua vocação com um mínimo de seriedade.

  21. Portanto, caro Rafael, as vocações estão sendo mal canalizadas. Nunca visitei uma comunidade de vida, mas pelo que li e ouvi, são mais rígidas que muitos seminários.

  22. Mas uma coisa me incuca… Por qual carga d’águas metade dos europeus são ateus e não protestantes como no Brasil. No Brasil a Ig. Católica se esvaziou e o povo foi p/ as seitas. Lá idem; mas pq os europeus não foram em massa para as seitas????

  23. A culpa é da Tradição, de certeza. O concílio salvou a Igreja…

  24. Acreditem!

    Padre deixa a batina durante a celebração da Missa para ser Pastor

    http://arenadateologia.blogspot.com/2010/05/padre-deixa-batina-durante-celebracao.html