O protesto de Kasper contra as discussões teológicas entre FSSPX e Santa Sé: “Dialogar com eles não é fácil”.

(IUH) As conversações do Vaticano com os ultradicionalistas seguidores de Marcel Lefebvre são complicadas e somente se alcançará um acordo “difícil” se a Fraternidade São Pio X fizer importantes concessões. As afirmações são do cardeal Walter Kasper, presidente do Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos e responsável pelo diálogo com os dissidentes católicos.

A notícia é do sítio Religión Digital, 06-05-2010.

A Fraternidade de São Pio X, cujos quatro bispos foram readmitidos, no ano passado, não podem conduzir as discussões doutrinais segundo eles querem, mas devem seguir os termos propostos pelo Vaticano, acrescentou Kasper.

“Dialogar com eles não é fácil”, afirmou Kasper, numa entrevista concedida em Paris.  Segundo ele, “o problema principal com eles não é a missa em latim, mas o conceito de tradição”. “Queremos uma tradição viva ou petrificada”, pergunta Kasper.

“Sou favorável ao diálogo, mas segundo as nossas condições, não das impostas pelos tradicionalistas”, completou, dizendo que eles devem aceitar as reformas do concílio Vaticano II,  “sine qua non” para qualquer acordo.

33 Comentários to “O protesto de Kasper contra as discussões teológicas entre FSSPX e Santa Sé: “Dialogar com eles não é fácil”.”

  1. Para Deus nada é impossível. Que Deus abra a mente o coração dos tradicionalistas para que eles percebam que quem ensina é a Igreja. Humildade é tudo neste momento.

  2. O Purpurado, tem uma idéia mui “dinâmica” e “atual” do que seja Tradição…
    É um eterno vir-a-ser de algo que requisita novas formas de expressão, para conteúdos de verdade que precisam do diálogo para se afirmarem como críveis pelo homem moderno.
    Se não entenderam nada dessa patacoada toda, saibam que estão no caminho certo!!!

  3. Mais do que uma pretensa “humildade”, um servilismo burro e uma fé cega, precisa-se de verdade.
    A tal “caridade da mão estendida”, que muitos entendem às avessas, precisa de verdade para ser propriamente católica!
    Um adesismo criminoso às idéias pós-conciliares é o oposto deste diálogo: o trabalho da FSSPX é de bonus cooperatur para com o Papa.
    Agora vem a pergunta: quem é mais cooperador do Papa:
    A CNBB “em plena comunhão”?
    O Cardeal Kasper?
    http://www.montfort.org.br/index.php?secao=cartas&subsecao=filosofia&artigo=20040813150756&lang=bra
    http://www.montfort.org.br/index.php?secao=cartas&subsecao=apologetica&artigo=20070102224228&lang=bra
    http://www.permanencia.org.br/SimSimNaoNao/044/art1.htm
    Ou a FSSPX?
    O tempo e os fatos falm por sí sós: já se demonstrou quem é quem.

  4. Essa luta tradicionalistas X Progressistas vai continuar enquanto o ecumenismo e o liberalismo dominar as mentes de muitos eclesiásticos que pensam que o Concílio Vaticano II tem autoridade para cancelar a Tradição da Igreja.

    “Queremos uma tradição viva ou petrificada”, pergunta Kasper.

    Ora o Eminentíssimo Cardeal Kasper está dizendo que a tradição cristã, é algo que ficou no passado, está PETRIFICADO ultrapassado os documentos e bulas Papais?? está petrificado os ensinamentos dos Santos doutores do passado???.
    Insistem em querer que aceitemos que o concílio criou uma nova Igreja e um novo jeito de ser católico.

  5. Para o Cardeal Kasper, as coisas funcionam assim: diálogo com hereges e cismáticos é bom e deve ser conduzido pelos próprios.

    Agora, diálogo com católicos fiéis à fé da Igreja é “difícil” e deve ser conduzido com cautela por quem, mesmo dentro da Barca de Pedro, tenha pontos de vista os mais parecidos possível com o dos hereges e cismáticos com quem ele adora dialogar.

    Que o Senhor nos ajude.

  6. Uma pergunta a vocês que criticam a postura do cardeal: qual é o parâmetro de tradição para vocês? O montfort ou a Igreja? Como é contraditório para mim alguém acreditar no dogma da infalibilidade papal e dizer ao memso tempo que o papa erra ao defender a hermenêutica da continuidade…

  7. O que se vê nas declarações do purpurado é algo que já saltava aos olhos desde os primeiros contatos: eles nunca abrirão mão da aceitação plena e pacifica do Vaticano II, da Nova Missa, do Novo Código de Direito Canônico e todas as reformas oriundas do concilio. Ou seja, não irão abrir mão da nova eclesiologia, da nova filosofia e teologia instaurada pelo concilio. E o impasse se impõe: ou a Fraternidade aceita tudo isso ou jamais vai se ver “acolhida” por essa Nova Igreja! Portanto, acordistas, fiquem de olho, eles não querem junto deles senão quem pensa como eles!

  8. Semedo, meu caro, com a graciosa mercê do Ferretti, faço aqui um apelo público: me liga, pô!!!!!!!
    Queria falar-lhe!
    mmlpimenta@uol.com.br

  9. Kasper é um ULTRAMODERNISTA E A FRATERNIDADE SÃO PIO X ULTRA TRADICIONALISTA Meu Deus não há bom senso em nenhuma das partes deste dialogo.
    E melhor ninguem dialogar nada e obedecer sua santidade BentoXVI. viva o papa.

  10. Muito informativo os links enviados pelo Sr.Marcus Moreira Lassance Pimenta.
    Ele não acredita sequer nos milagres que Jesus realizou relatados nos Evangelhos!
    Adoraria convidar o cardeal Walter Kasper para ver HOJE, na Igreja de Sant’Ana, aqui no Rio de Janeiro, as curas milagrosas que Nosso Senhor realiza, bem como a expulsão de demônios.
    Acho que o ilustríssimo cardeal necessita de conversão e de, talvez, algumas sessões de exorcismo, pois nada pior que um cardeal dominado pelos demônios da dúvida.
    Quanta falta de Fé!

  11. Caro Vinícius: vivemos a era das avessas. O ensinamento legítimo e inequívoco da Igreja ESTÁ PARTINDO justamente dos tradicionalistas, e não dos representantes pró-conciliares do Vaticano. Aqueles defendem um Magistério de 2000 anos, estes, um “magistério” de 45 anos, já inútil e decrépito…
    Que Deus ilumine a porção vaticanista das Disputationes Theologicae, para que possam com a luz do Espírito Santo rejeitar total e definitivamente os erros deste último Concílio pastoral, fracassado e mal-intencionado. É para isso que devemos rezar. Salve Maria!

  12. Pois é… Tão irônico que o cardeal Kasper tenha tanta desenvoltura com os que estão fora da Igreja, mas seja tão prudente e tão pouco fechado ao diálogo, ou melhor, minto: tão pouco dado a concessões para quem já está dentro…

    Ele quer que a FSSPX “entre” abrindo mão de tudo e acatando o que disserem as autoridades vaticanas.

    Eminência, o senhor é capaz de dizer o mesmo para os muçulmanos, os judeus, os protestantes, o diabo a quatro?
    Se o senhor disser para todas as ovelhas que estão fora da autoridade da Igreja Romana que retornem à Igreja abrindo mão de quaisquer exigências, e aceitando o papa sem entraves, então talvez aí eu passe a ouvi-lo e quem sabe, obedecê-lo…

  13. Quem ensina é a Igreja! Desde Nosso Senhor a Cabeça, delegando a S. Pedro, 1.º Papa até o atual, o Santo Padre Bento XVI, sem fraturas, omissões, ou “releituras”.

  14. Afastar simplesmente o modernista Kasper, sei que o Papa não fará. Por outro lado, alivia-me o fato de Kasper manisfestar-se contrário a FSSPX. Isso significa que a FSSPX tá no caminmho certo, graças a Deus! Rezemos pela FSSPX!

  15. O Cardeal pergunta se queremos uma tradição viva ou petrificada. Pois bem: se não me engano a palavra “petrificada” tem origem em petrus (pedra). Acho que a resposta é por aí. Por Vontade Divina, a Igreja está fundada em Pedro (Petrus), e não em novidades, nessa tal de “tradição viva”. Rezemos pelo clero, e em especial pelo Papa, para que defendam a verdadeira Tradição.

  16. Pedro,

    isso não é verdade. Só há algo partido na cabeça dos estremistas.

  17. errata: extremistas

  18. A FSSPX está errada. Quem está certo é o cardeal Kasper que negou os milagres de Cristo e a ressureição. E como ele foi nomeado pelo papa (que nunca erra, em hipótese nenhuma), o cardeal é infalível.

  19. Vinícius,
    você pergunta qual o parâmetro de Tradição dos que se opõem à eclesiologia do Cardeal Kasper: a Montfort ou a Igreja?
    Eu respondo qual é meu parâmetro de Tradição com a encíclica de Pio XI (1928):
    É este:
    “Por isto [os ecumêncios] costumam realizar por si mesmos convenções, assembléias e pregações, com não medíocre frequência de ouvintes e para elas convocam, para debates, promiscuamente, a todos: pagãos de todas as espécies, fiéis de Cristo, os que infelizmente se afastaram de Cristo e os que obstinada e pertinazmente contradizem à sua natureza divina e à sua missão….Sem dúvida, estes esforços não podem, de nenhum modo, ser aprovados pelos católicos” (Mortalium Animos-Pio XI, 1928)

    Agora, eu lhe digo o que NÃO É meu parâmetro de Tradição:

    “É preciso conhecer a mente dos irmãos separados… Muito ajudam para isso as reuniões de ambas as partes para tratar principalmente de questões teológicas, onde cada parte dever agir de igual para igual, contanto que aqueles que, sob a vigilância dos superiores, nelas tomam parte, sejam verdadeiramente peritos.”(Decreto Unitatis Redintegratio- C. Vaticano II)

  20. Marcelo Fedeli – “Cardeal Walter Kasper, a “revisão” do decreto Unitatis Redintegratio e a FSSPX”
    MONTFORT Associação Cultural
    http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=cronicas&artigo=kasper_decreto〈=bra

  21. Cleir, então o teu parâmetro de tradição é uma interpretação particular do magistério da Igreja que não corresponde ao que o próprio pontífice crê e ensina. Em outras palavras, isto se chama “livre exame” dos ensinamentos eclesiais.

  22. Onde está o povo que quer bajulação com os príncipes? Eis mais um príncipe kkkkkkkkk que nega a ressurreição.

  23. Se o Concílio Vaticano II fosse dogmático e indiscutível, o Santo Papa sequer convocaria as Disputationes Theologicae entre a FSSPX e o grupo de teólogos do Vaticano. Kasper só quer uma coisa no jogo: VENCER. Pretende quebrantar a heróica resistência dos tradicionalistas às doces propostas dos modernistas de uma fé mais “light”, mais conivente com o mundo e menos “conflituosa”.
    Mas esta fé não é a Fé em Cristo. Cristo mandou-nos dizer sim quando sim e não quando não: a fé ecumenista e relativista do Concílio nos ensina a dizer “TALVEZ”.
    Definitivamente, a fé inventada pelo Concílio Vaticano II não é a Fé de Cristo nem a fé da Igreja. A Igreja é a maior refém deste Concílio, prestes a se libertar!

  24. Vinicuis escreveu: “Como é contraditório para mim alguém acreditar no dogma da infalibilidade papal e dizer ao memso tempo que o papa erra ao defender a hermenêutica da continuidade…”

    Ué, não sabia que o Papa tinha proclamado o dogma da hermenêutica da continuidade!!!

    Muitos dos erros dos conservadores vêm do fato de se acreditar que qualquer espirro do Papa é infalível…

    Que eu saiba O Papa Bento XVI vem defendendo a hermenêutica da continuidade em documentos sem maior relevância em termos de autoridade e, até mesmo, em discursos comuns. E o que o Papa fala em discursos não é infalível.

  25. Essa coisa de tornar o Concílio Vaticano II , um concílio pastoral , em artigo de fé como querem os progressistas e o Kasper é um erro crasso.

    Ninguém pode aderir com fé divina e uma coisa que não tem esse caráter.Ninguém presta fé a um concílio mais a definições dogmáticas solenes.

    A não ser que se diga que o Vaticano II foi dogmático.
    Se ele o foi cabe dizer que dogmas ele teria proclamado: o dogma da liberdade religiosa , da colegialidade , do ecumenismo ? Ora tais coisas não podem ser considerados dogmas senão linhas pastorais; na fala de Kasper o que aparece é na verdade a idéia de que tudo isso representou uma nova eclesiologia , ou seja um novo modo de ser Igreja.

    Se é assim então o Vaticano II trouxe uma doutrina sobre a Igreja , uma eclesiologia nova.Se for isso como conciliar esta nova eclesiologia com a eclesiologia tradicional?E se o Concílio fez isso foi definindo-a como dogma solene?

    A questão fulcral aí não é uma discussão sobre “tradição petrificada ou viva” mas sobre que é a Igreja.

    O que Kasper quer não é diálogo mas pura e simples aceitação de um linha que não pode ser considerada obrigatória para um católico.

  26. Sr. Cristiano, ainda não sei toda a verdade, mas desde dia 04 de maio tenho certeza, que uma nova igreja foi introduzida dentro da verdadeira igreja, agora não posso afirmar se foi o CVII mas acredito que seja, mas se foi o CVII ele não é todo errado, mas como eu sempre falo: – Não existe meias verdades, SIM,SIM, NÃO, NÃO o que passa disso vem do maligno.

  27. Sra. Vilma,

    Realmente a serpente se esconde sobre os arbustos, no caso do vaticano II, os erros se escondem por traz de doutrinas ambiguas… nunca ensinadas antes .

    Leia esse artigo.

    Fedeli, Orlando – “A Religião do Concílio Vaticano II – Parte I”
    MONTFORT Associação Cultural
    http://www.montfort.org.br/index.php?secao=cadernos&subsecao=religiao&artigo=religiao_vaticano_ii_parte_1〈=bra

  28. Puxa! super piadista ele neh?!
    aceitar o CVII, essa foi boa!
    mamar na vaca ele não quer neh?!
    Imagine se os guardiões da fé aceitariam esse concílio herético! jamais!
    Louvado Seja NSCJ!

  29. Acredito que devemos ouvir e obedecer o que o Papa nos diz,mas em todo caso enquanto o Papa,na plenitude do Espirito Santo,não proclamar a todos,
    infalivelmente em dogma,o que ele ele nos disser fora disso cabe a nós aceitar ou apelar ao que os antecessores dele ou os santos concilios(tirando CVII)nós ensinaram.Ninguêm pode adivinhar o que o Papa quer dizer com está ou aquela declaração isso seria um erro modernista,devemos sim confiar em suas palavras desde que não fiquemos cegos a santa tradição.
    As conversas entra a FSSPX e o Vaticano será muito complicado a partir do ponto que a FSSPX é radical demais,não entendam que eu quero que eles cedam as pressões modernistas,mas devemos lembrar que eles estão se mostrando com nenhum pingo de vontade de retornar a comunão com Roma mas pelo outro temos um Vaticano cheio de cardeais progressistas e inssubimissos a tradição e aos dogmas da Igreja.
    Eu vejo que só com uma intervenção divina dos Espirito Santo poderá ajudar nessa discussão.

  30. Possivelmente a dificuldade esteja no fato de que os tradicionalistas defendam muitas verdades.

  31. Pela “lógica” da FSSPX, não temos de aceitar a Mortalium Animos, pois ela não é Dogma nem Ensinamento Irreformável!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    Agora, o extranho é que certas pessoas se dizem no dever de consciência de não aceitar os Ensinamentos do Concílio Ecumênico Vaticano II, porque “ele não é um Concílio Infalível, é Pastoral”, mas aí cabe a nós perguntarmos também: se o Vaticano II e os Ensinamentos dos Papas Pós-Conciliares podem ser heréticos ou perigosos à Fé e Moral, porque a ENCÍCLICA de Pio XI também não poderia ser herética ou perigosa à Fé e Moral??????????????????????????????

    Que “lógica” é essa que se apega a Documentos Não Infalíveis de Papas anteriores ao Vaticano II, mas dá tratamento diferenciado aos Documentos Não Infalíveis dos Papas pós-Vaticano II?????????????????????????????

    Que “lógica” é essa que defende que um Concílio Ecumênico Aprovado e Promulgado pela Santa Sé pode ser herético ou perigoso à Fé e Moral, mas defende que um Documento do Magistério de um Papa, sem falar “ex cathedra” é Seguro?????????????????????????

    Que “lógica” é essa que defende que a Ortodoxia está num Documento Não Infalível, mas tal Documento não tem garantia de não ser Heterodoxo???????????????????

    Qual é a AUTORIDADE da Mortalium Animos??????? É Infalível???????? A FSSPX também defenderia a Infalibilidade nos Documentos Não Infalíveis de Papas???????????????????? Os seguidores da FSSPX são também “neo católicos” ou “sedevacantistas” ou “modernistas”?????????????????????????????????????

    Qual é a Garantia de Infalibilidade da Mortalium Animos???????????????????????????????????????????????

    —————————————————–
    Deixemos de lado as contradições da FSSPX e nos voltemos à Doutrina Católica, que é de Sempre e Imutável.

    Pelo Dogma da Indefectibilidade da Igreja, Ensinado pelo Concílio Vaticano I na Pastor Aeternus, sabemos que a Santa Sé é sempre de São Pedro, e por isso conserva a Fé de São Pedro.

    ““Ninguém certamente duvida, pois é um fato notório em todos os séculos, que S. Pedro, príncipe e chefe dos Apóstolos, recebeu de Nosso Senhor Jesus Cristo, Salvador e Redentor do gênero humano, as chaves do reino; o qual (S. Pedro) vive, governa e julga através dos seus sucessores”.”(Pastor Aeternus).

    Assim, a Santa Sé, e a Igreja através DA SANTA SÉ, sempre permaneceu imune de todo Erro contra a Fé, conservando Imaculada a Doutrina Católica, ou seja, o Depósito da Verdadeira Fé e da Lei Moral, e por isso nos Ensinamentos em que se emprega o Magistério Ordinário da Santa Sé, ou seja, da Igreja de Cristo, não tem como ocorrer erros, falhas contra a Fé e Moral, porque erros contra a Fé e Moral são erros que atingem e violam o Depósito da Fé e a Lei Moral e influenciam gravemente na salvação ou condenação das almas ao inferno. E como o Magistério da Igreja foi por Cristo erguido de tal forma que as portas do inferno não prevaleçam contra ele, é que o Magistério da Igreja não tem como Falhar Ensinando Heresias e Erros contra a Fé e Moral, mesmo nos Ensinamentos que podem sofrer falhas ou carências de outros gêneros. Mas o Depósito da Fé, a Lei de Cristo, deveria ser guardado incorruptível pelo Magistério da Igreja, dando a todos a Verdade, a Doutrina que vivifica, e por isso a Pastor Aeternus Ensinou:

    “Assim, os Padres do IV Concílio de Constantinopla, seguindo o exemplo dos antepassados, fizeram esta solene profissão da fé: “A salvação consiste antes de tudo em guardar a regra da fé verdadeira. […]. E como a palavra de Nosso Senhor Jesus Cristo que disse: Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja [Mt 16,18] não pode ser vã, OS FATOS A TÊM CONFIRMADO, POIS NA SÉ APOSTÓLICA SEMPRE SE CONSERVOU IMACULADA A RELIGIÃO CATÓLICA E SANTA A DOUTRINA. Por isso, não desejando absolutamente separar-nos DESTA FÉ e DESTA DOUTRINA, […] esperamos merecer perseverar NA ÚNICA COMUNHÃO PREGADA PELA SÉ APOSTÓLICA, NA QUAL ESTÁ SÓLIDA, ÍNTEGRA E VERDADEIRA A RELIGIÃO CRISTÔ.”(Pastor Aeternus / Os destaques são nossos).

    “E esta doutrina dos Apóstolos abraçaram-na todos os veneráveis Santos Padres, veneraram-na e seguiram-na todos os santos doutores ortodoxos, firmemente convencidos de que esta cátedra de S. Pedro sempre permaneceu imune de todo o erro, segundo a promessa de Nosso Senhor Jesus Cristo feita ao príncipe dos Apóstolos: Eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; e tu, uma vez convertido, confirma os teus irmãos [Lc 22, 32].”(Pastor Aeternus). É essa a Interpretação do Magistério da Igreja para essa Passagem Bíblica.

    “Foi, portanto, este Dom da verdade e da fé, que nunca falece, concedido divinamente a Pedro e aos seus sucessores nesta cátedra, a fim de que cumprissem seu sublime encargo para a salvação de todos, para que assim todo o rebanho de Cristo, afastado por eles do venenoso engodo do erro, fosse nutrido com o pábulo da doutrina celeste, para que assim, removida toda ocasião de cisma, e apoiada no seu fundamento, se conservasse unida a Igreja Universal, firme e inexpugnável contra as portas do inferno.”(Pastor Aeternus).

    É importante notar que os Padres Conciliares do Vaticano I tomaram conhecimento de todos os casos polêmicos da História da Igreja envolvendo Papas, e nem por isso deixaram de se expressar com tamanha segurança e objetividade, deixando claro que a Igreja, através DA SANTA SÉ, jamais violara ou possa violar o Depósito da Fé e a Lei Moral.

    Na mesma linha e Doutrina vão Santo Tomás de Aquino e outros Papas:

    “Jesus Cristo instituiu na Igreja um magistério vivo, autêntico e, além disso, perpétuo, que ele investiu da sua própria autoridade, revestiu do espírito de verdade, confirmou por milagres e quis e mui severamente ordenou que os ensinamentos doutrinais desse magistério fossem recebidos como os seus próprios”(Papa Leão XIII, Encíclica Satis Cognitum).

    “A regra próxima e universal da verdade é o Magistério da Igreja, visto que a ele confiou Nosso Senhor Jesus Cristo a guarda, a defesa e a interpretação do depósito da Fé, ou seja, as Sagradas Escrituras e da Tradição divina”(Papa Pio XII, Encíclica Humani Generis, n. 18).

    “Porque para explicar as coisas que estão contidas no Depósito da Fé, não foi aos julgamentos privados que o Nosso Salvador as confiou, mas sim ao Magistério Eclesiástico”(Carta do Santo Ofício ao Arcebispo de Boston, D. 3866).

    “Vigário de Cristo. É como identificamos o Papa. Assim o definem os Concílios, como o de Florença e primeiro do Vaticano. Como Vigário de Jesus Cristo, o Papa é o chefe da Igreja. Jesus Cristo edificou sua Igreja sobre a rocha de Pedro, e o Papa é o sucessor de São Pedro no cargo de Chefe. Daí a frase “ubi Petrus ibi Ecclesia”, para dizer que onde está o Papa aí está a Igreja. Eis que o primeiro Concílio do Vaticano destaca que ao Papa se deve obediência não somente nas questões de Fé e Costumes mas também nas relativas à disciplina e ao governo da Igreja, e declara que na comunhão com o Papa conservamos a união com a Igreja.”(Dom Antônio de Castro Mayer, conf. Heri et Hodie, n.3, maio de 1983).

    “Se se considera a Providência Divina que dirige sua Igreja pelo Espírito Santo para que ela não erre, como ele mesmo prometeu, em João 14, 26, que o Espírito quando viesse, ele ensinaria toda a verdade, quer dizer, com relação às coisas necessárias à salvação; é certo que é impossível que o julgamento da Igreja universal erre sobre as coisas que dizem respeito à Fé”(Santo Tomás de Aquino, Quod. IX, q.8, a.1).

    “SEM MANCHA ALGUMA, brilha a Santa Madre Igreja nos sacramentos com que gera e sustenta os filhos; NA FÉ QUE SEMPRE CONSERVOU E CONSERVA INCONTAMINADA; NAS LEIS SANTÍSSIMAS QUE A TODOS IMPÕE, NOS CONSELHOS EVANGÉLICOS QUE DÁ; nos dons e graças celestes, pelos quais com inexaurível fecundidade produz legiões de mártires, virgens e confessores. NEM É SUA CULPA se alguns de seus membros sofrem de chagas ou doenças; por eles ora a Deus todos os dias: “Perdoai-nos as nossas dívidas” e incessantemente com fortaleza e ternura materna trabalha pela sua cura espiritual.” (Papa Pio XII, Encíclica Mystici Corporis, n.65).

    A Encíclica Mortalium Animos, de sua Santidade Pio XI, também é isenta de heresias ou erros contra a Fé e Moral, pelo Dogma da Indefectibilidade/Infalibilidade da Igreja Em Matéria de Fé e Moral. Assim, ainda que possa falhar em algumas coisas, não tem como falhar ensinando heresias e erros contra a Fé e Moral, assim como os Ensinamentos de todos os Romanos Pontífices antes e depois do Vaticano II, pois a Assistência Divina contra o Erro não se restringe a determinadas épocas, mas se extende durante toda a história da Igreja, e mais, é maior ainda quanto mais necessária for para impedir o triunfo do mal e que a Igreja ensine heresias.

    A Mortalium Animos condena o Falso Ecumenismo, que defende a criação de um Pan-Cristianismo, ou seja a conivência da Doutrina Católica com as Doutrinas Heréticas, em que várias Doutrinas, ainda que contraditórias, seriam expressões da Verdade e da Fé Verdadeira.
    São os Encontros do Falso Ecumenismo, que não visam a exposição fiel dos Dogmas Católicos, que a Mortalium Animos condena:

    “Mas, pelo contrário, julgam que a Igreja perceptível e visível é uma Federação de várias comunidades cristãs, embora aderentes, cada uma delas, a doutrinas opostas entre si.”(Mortalium Animos, n.8).

    A Unitatis Redintegracio é taxativa ao declarar:

    “O modo e o método de formular a doutrina católica de forma alguma devem transformar-se em obstáculo por diálogo com os irmãos. É absolutamente necessário que toda a doutrina seja exposta com clareza. Nada tão alheio ao ecumenismo como aquele falso irenismo pelo qual a pureza da doutrina católica sobre detrimento e é obscurecido o seu sentido genuíno e certo.
    Ao mesmo tempo, a fé católica deve ser explicada mais profunda e correctamente, de tal modo e com tais termos que possa ser de facto compreendida também pelos irmãos separados.”(Unitatis Redintegracio, n.11).

    “Na comparação das doutrinas, lembrem-se que existe uma ordem ou «hierarquia» das verdades da doutrina católica, já que o nexo delas com o fundamento da fé cristã é diferente. Assim se abre o caminho pelo qual, mediante esta fraterna emulação, todos se sintam incitados a um conhecimento mais profundo e a uma exposição mais clara das insondáveis riquezas de Cristo.”(Unitatis Redintegratio, n.11).

    A Igualdade nos diálogos ecumênicos é apenas a nível de diálogo.

    A FSSPX numa tentativa, em vão, de correr da heresia que defende que a Igreja Católica pode Aprovar e Promulgar Heresias e Erros Contra a Fé e Moral tenta sustentar que os Ensinamentos do Concílio Vaticano II e dos Papas pós-Conciliares não se fazem da Igreja, subjulgando e se colocando a cima da Sé de Pedro, e ao mesmo tempo violando o Dogma do Vaticano I que ensina:

    “Se, pois alguém disser que ao Romano Pontífice cabe apenas o ofício de inspeção ou direção, mas não o pleno e supremo poder de jurisdição sobre toda a Igreja, NÃO SÓ NAS COISAS REFERENTES À FÉ E AOS COSTUMES, MAS TAMBÉM NAS QUE SE REFEREM À DISCIPLINA E AO GOVERNO DA IGREJA, espalhada por todo o mundo; ou disser que ele só goza da parte principal deste supremo poder, e não de toda a sua plenitude; ou disser que este seu poder não é ordinário e imediato, quer sobre todas e cada uma das igrejas quer sobre todos e cada um dos pastores e fiéis – seja excomungado.”(Pastor Aeternus / Destaques nossos).

    Por fim é bom citar a Mortalium Animos defendendo a Impossibilidade de a Igreja ensinar heresias e erros contra a Fé e Moral:

    “Esta Igreja, fundada de modo tão admirável, ao Lhe serem retirados o seu Fundador e os Apóstolos que por primeiro a propagaram, em razão da morte deles, não poderia cessar de existir e ser extinta, uma vez que Ela era aquela a quem, sem nenhuma discriminação quanto a lugares e a tempos, fora dado o preceito de conduzir todos os homens à salvação eterna: “Ide, pois, ensinai a todos os povos” (Mt 28,19).”(Mortalium Animos, n.8).

    “Acaso faltaria à Igreja algo quanto à virtude e eficácia no cumprimento perene desse múnus, quando o próprio Cristo solenemente prometeu estar sempre presente a ela: “Eis que Eu estou convosco, todos os dias, até a consumação dos séculos?” (Mt 28,20).”(Mortalium Animos, n.8).

    “Deste modo, não pode ocorrer que a Igreja de Cristo não exista hoje e em todo o tempo, e também que Ela não exista como inteiramente a mesma que existiu à época dos Apóstolos. A não ser que desejemos afirmar que: Cristo Senhor ou não cumpriu o que propôs ou que errou ao afirmar que as portas do inferno jamais prevaleceriam contra Ela (Mt 16,18).”(Mortalium Animos, n.8).

    “Entretanto, um e outro preceito de Cristo, o de ensinar e o de crer na consecução da salvação eterna, que não podem deixar de ser cumpridos, não poderiam ser entendidos a não ser que a Igreja proponha de modo íntegro e claro a doutrina evangélica e que, ao propô-la, seja imune a qualquer perigo de errar.”(Mortalium Animos, n.12).

    “Pois, o Magistério da Igreja, por decisão divina, foi constituído na terra para que as doutrinas reveladas não só permanecessem incólumes perpetuamente, mas também para que fossem levadas ao conhecimento dos homens de um modo mais fácil e seguro. E, embora seja ele diariamente exercido pelo Pontífice Romano e pelos Bispos em união com ele, todavia ele se completa pela tarefa de agir, no momento oportuno, definindo algo por meio de solenes ritos e decretos, se alguma vez for necessário opor-se aos erros ou impugnações dos hereges de um modo mais eficiente ou imprimir nas mentes dos fiéis capítulos da doutrina sagrada expostos de modo mais claro e pormenorizado.”(Mortalium Animos, n.15).

    “Dizemos à única verdadeira Igreja de Cristo: sem dúvida ela é a todos manifesta e, pela vontade de seu Autor, Ela perpetuamente permanecerá tal qual Ele próprio A instituiu para a salvação de todos.”(Mortalium Animos, n.16).

    “Pois, a mística Esposa de Cristo jamais se contaminou com o decurso dos séculos nem, em época alguma, poderá ser contaminada, como Cipriano o atesta: “A Esposa de Cristo não pode ser adulterada: ela é incorrupta e pudica. Ela conhece uma só casa e guarda com casto pudor a santidade de um só cubículo” (De Cath. Ecclessiae unitate, 6).”(Mortalium Animos, n.16).

    “Mas, ninguém está nesta única Igreja de Cristo e ninguém nela permanece a não ser que, obedecendo, reconheça e acate o poder de Pedro e de seus sucessores legítimos.”(Mortalium Animos, n.17).

    Portanto, é herética a idéia de que a Igreja Hierárquica se transformou numa “Nova Igreja” ou que ao tentar expor a Revelação tenha caído em erro, e tal idéia é condenada inclusive pela Mortalium Animos.

    A Mortalium Animos ainda clama:

    “Aproximem-se, portanto, os filhos dissidentes da Sé Apostólica, estabelecida nesta cidade que os Príncipes dos Apóstolos Pedro e Paulo consagraram com o seu sangue; daquela Sede, dizemos, que é “raiz e matriz da Igreja Católica” (S. Cypr., ep. 48 ad Cornelium, 3), não com o objetivo e a esperança de que “a Igreja do Deus vivo, coluna e fundamento da verdade” (1 Tim 3,15) renuncie à integridade da fé e tolere os próprios erros deles, mas, pelo contrário, para que se entreguem a seu
    magistério e regime.”(Mortalium Animos, n.18).

    E esse é o objetivo do Ecumenismo Ensinado pelo Vaticano II, o reingresso das seitas à Igreja Católica:

    “Promover a restauração da unidade entre todos os cristãos é um dos principais propósitos do sagrado Concílio Ecuménico Vaticano II. Pois Cristo Senhor fundou uma só e única Igreja. Todavia, são numerosas as Comunhões cristãs que se apresentam aos homens como a verdadeira herança de Jesus Cristo. Todos, na verdade, se professam discípulos do Senhor, mas têm pareceres diversos e caminham por rumos diferentes, como se o próprio Cristo estivesse dividido. Esta divisão, porém, contradiz abertamente a vontade de Cristo, e é escândalo para o mundo, como também prejudica a santíssima causa da pregação do Evangelho a toda a criatura.”(Unitatis Redintegracio, n.1).

    A Mortalium Animos ainda declara:

    “”Só… a Igreja Católica é a que retém o verdadeiro culto. Aqui está a fonte da verdade, este é o domicílio da Fé, este é o templo de Deus: se alguém não entrar por ele ou se alguém dele sair, está fora da esperança da vida e salvação. é necessário que ninguém se afague a si mesmo com a pertinácia nas disputas, pois trata-se da vida e da salvação que, a não ser que seja provida de um modo cauteloso e diligente, estará perdida e extinta” (Divin. Inst. 4,30, 11-12).”(Mortalium Animos, n.17).

    É uma pena que a FSSPX não está em Plena Comunhão com a Sé de Pedro, e pior ainda, está contrária à Sé de Pedro. Seus seguidores correm grave perigo de condenação.

  32. Senhores
    Tenho repetido e continuarei a fazê-lo:
    O Sr. Vitor José (ou João dos Andes) é o Pe. C. Souza Silv,a da Administração Apostólica São João Maria Vianey.
    As idéias dele e a interpretação do dogma católico feito por efe, natural e logicamente são pontos de vista pessoais.
    O seu ódio à FSSPX é inútil.
    A colação de citações sem análise detaçhada de cada uma delas, é imprestável, e é um teologia de botequim.
    O ódio deles levou D. Fernando Rifan, bispo de Cedamusa, desprezando as regras mais elementares da lógica, a confeccionar um rol de heresias da FSSPX.
    Ódio, puro ódio que os levou a se aliar ao irracionalismo mística da Canção Nova.
    A foto publicada nesse blog, seria insuficiente, isoladamente, é verdade. Mas o apoio claro aos diversos eventos da Canção Nova em Campos, mostram o contrário.
    Esse debate é inútil, nos estreitos limites das opiniões.
    Vejam que este padre se apresenta como a verdade, o que é característico de um sectário. Ele já tem toda verdade.
    Vejam o exemplo da Mortlium Animos. A principal pergunta ele não fez. Insere esse documento no magistério ordinario infalível, como ele sempre tem defendo. Omissão grave para alguém que se apresenta com tanto conhecimento citatório, malgrado desconjuntado.
    O que proponho ao glog: vamos debater, cada uma das teses isoladamente, sustentadas de Dom Rifan, e suas falsas acusações de heresia da FSSPX.
    Curiosamente, parece que D. Rifan concorda com o Cardeal Kasper, e ambos elegem o Concílio Vaticano II como ponto de partida.
    Constato, infelizmente, que o ódio entre irmãos é maior que entre estranhos.
    A tentativa sórdida e desesperada de tal padre e bispo contrat Dom Lefebvre e Dom Antonio é inútil.
    A histório jogará toda essa gente na lata de lixo da traíção e da complacência com o modernisno.
    Aliás, eu duvido que padre saiba o que modernismo.
    E dou por encerrado minha participação nesse blog.