Carta aos amigos e benfeitores nº 76 – Dom Bernard Fellay.

Caros amigos e benfeitores,

A situação da Igreja se assemelha cada vez mais a um mar agitado em todos os sentidos. Vemos aí ondas que cada vez mais parecem virar a barca de Pedro, levando-a a um abismo sem fim. Desde o Concilio Vaticano II, uma onda parece querer levar tudo para baixo para não deixar mais que ruínas, um deserto espiritual que os mesmos Papas chamaram de apostasia. Não queremos descrever de novo essa realidade tão dura, já o fizemos muitas vezes, e todos podem constatá-lo. No entanto, nos parece útil comentar um pouco os acontecimentos desses últimos meses; quero dizer dos ataques, surpreendentes pela sua força e particularmente bem orquestrados, que são dirigidos contra a Igreja e o Santo Padre. Porque tanta violência?

Para retomar nossa metáfora, parece que desde algum tempo, mais ou menos desde a subida ao pontificado do Papa Bento XVI, haja aparecido uma nova onda, muito menor que a primeira, mas suficientemente persistente para que possamos reconhecê-la. Contra toda expectativa, ela parece ir no sentido contrario da primeira. Os indícios são suficientemente variados e numerosos para que possamos afirmar que esse novo movimento de reforma ou de restauração é bem real. Constatamos especialmente nas novas gerações, visivelmente frustradas pela pouca eficácia espiritual das reformas do Vaticano II. Si consideramos os reproches tão duros e amargos que lançam os progressistas contra Bento XVI, é evidente que eles percebem na pessoa mesmo do Papa atual uma das causas mais fortes deste começo de renovação. E, de fato, mesmo se nós achamos as iniciativas do Papa um pouco tímidas, elas contrariam profundamente o mundo revolucionário e esquerdista, tanto dentro como fora da Igreja, e isso em vários níveis.

Essa irritação dos progressistas e do mundo se faz sentir nas questões que tocam à moral. Em particular, a esquerda e os liberais se irritaram pelas intenções bem ponderadas do Papa sobre o uso de preservativos na questão da AIDS na África. No que diz respeito à vida da Igreja, a reabilitação em 2007 da Missa de sempre ao seu direito, e dois anos depois a anulação da pena infamante que pretendia rebaixar-nos, provocaram a raiva dos liberais e progressistas de todo tipo. Além disso, a feliz iniciativa do ano sacerdotal que devolve ao sacerdote a sua honra, lembrando a sua importância capital e tão necessária para a salvação das almas e propondo ao Santo Cura d´Ars  como modelo, é um convite feito não só ao povo cristão para rezar pelos sacerdotes, mas também um apelo a recorrer ao sacramento da confissão, sacramento tão completamente esquecido em grandes porções da Igreja, assim como também ter cuidado com o culto eucarístico, considerando especialmente a importância da adoração de Nosso Senhor na hóstia consagrada, indicação clara da presença real e substancial de Nosso Senhor Jesus Cristo nesse sacramento.

Igualmente a nomeação de bispos claramente mais conservadores, dentre os quais alguns já celebravam antes a missa tridentina. Poderíamos citar como exemplo indiscutível da realidade dessa pequena onda contrariante a “Carta aos católicos de Irlanda” chamando à penitencia, à confissão, aos exercícios espirituais, pedindo também a adoração a Jesus Eucaristia. Mesmo se julgássemos, nos nossos meios, que esses esforços são insuficientes para parar a decadência e a crise da Igreja, especialmente em vista de certo número de atos que se situam na deplorável linha do seu predecessor, como as visitas à Sinagoga e ao templo protestante, no entanto nos meios modernistas soou a hora da agitação do combate. A grande onda ataca a menor com uma violência surpreendente. Não é de admirar que o encontro dessas duas ondas, tão desiguais, causa tanto movimento e tumultos, e provoca uma situação muito confusa onde é bem difícil distinguir, e saber qual das duas vai prevalecer. Apesar de que isso é novo, e deve ser considerado, não se trata de cair no entusiasmo exagerado que pensa que a crise terminou. Ao contrario, as forças envelhecidas que vêem as sua aquisições que pensavam definitivas, serem postas em questão, vão travar um combate de grande envergadura para tentar salvar esse sonho de modernidade que começa a desmoronar. É muito importante conservar um olhar o mais realista possível sobre o que acontece. Se nos alegramos de tudo o que se faz de bem na Igreja e no mundo, estamos, no entanto sem ilusões diante da gravidade da situação atual.

Que devemos prever para os anos que seguem? A paz na Igreja ou a guerra? O triunfo do bem e a sua volta tão esperada ou uma nova tormenta? A pequena onda conseguirá crescer suficientemente para um dia se impor? A certeza do cumprimento da promessa de Nossa Senhora de Fátima – “Ao fim meu Coração Imaculado triunfará” – não resolve necessariamente e diretamente nossa questão, mas não se exclui absolutamente que seja necessário passar por uma tribulação ainda maior para que chegue o triunfo tão esperado…

Esse formidável jogo está implicado na nossa cruzada de terços: não queremos diminuir em nada a alegria de anunciar o resultado extraordinário da nossa Cruzada do Rosário. Nós lhes tínhamos pedido, audaciosamente, faz um ano, doze milhões de terços para coroar, circundar de uma bela coroa de louvores, como se fosse de doze estrelas, nossa querida Mãe de Céu, a Mãe de Deus, essa Mãe que se apresenta aos inimigos de Deus “tão terrível como um exercito ordenado para a batalha” (Cant. 6, 3). Os senhores responderam com tal generosidade que podemos agora levar a Roma um ramalhete de 19 milhões de terços, sem contar todos aqueles que se uniram a nós sem ser diretamente de nossos fieis.

Não é certamente por acaso que Pio XII, proclamando o dogma da Assunção, quis mudar o Intróito da festa do 15 de agosto pela passagem do Apocalipse que aclama o grande signo aparecido no Céu. Esse trecho do Apocalipse inaugura a descrição de uma das guerras mais terríveis que foram narrados no Livro Santo: o grande dragão que vai arrastar com a sua cauda um terço das estrelas, vem declarar guerra a grande Senhora (cf. Apoc. 12). Toda essa passagem estaria destinada aos nossos tempos? Podemos facilmente crê-lo, evitando, no entanto, de fazer aplicações demasiado literais e unívocas dessas descrições misteriosas e proféticas. Não temos nenhuma dúvida que todas as nossas orações tem a sua importância, e mesmo uma muito grande importância nesse momento da historia em que nos encontramos. No entanto cremos também dever adverti-los e encorajá-los nessas circunstancias da historia da Igreja.

A sua grande generosidade mostra, sem lugar a dúvida, o seu apego e amor bem real pela nossa Santa Madre Igreja Católica Romana, pelo sucessor de São Pedro, pela hierarquia, mesmo se devemos sofrer bastante de parte dela. Deus é mais forte que o mal, e o bem vencerá, mas talvez não com toda a pompa que desejaríamos.

Agora devemos convencer as autoridades de cumprir a famosa consagração da Rússia que dizem já ter feito; devemos recordar a atualidade do que disse Nossa Senhora em Fátima, porque no ano 2000 quiseram claramente virar a página para não voltar mais sobre o assunto. As dificuldades e os obstáculos parecem se multiplicar para que não se realize de nenhuma maneira o que pedimos. Não importa! Nós contamos mais com Deus que com os homens, assim pois, esperamos de atos tão simples como a consagração de Rússia ao Coração Imaculado de Maria resultados surpreendentes para a Igreja e para o mundo, resultados que ultrapassam tudo o que podemos imaginar. É loucura aos olhos dos homens, mas é o reflexo do que já São Paulo pregava na sua época: o que é sábio aos olhos dos homens é loucura para Deus, ao passo que a Sabedoria de Deus é considerada pelos sábios de esse mundo como uma loucura insensata. (cf. 1 Cor. 1, 20).

Ainda que levaremos ao conhecimento do Santo Padre vossos admiráveis esforços assim como também a razão dessas orações, esperando contribuir assim, do nosso modo, ao bem da Igreja, nós lhes pedimos continuar nesses mesmos esforços. Seguindo o exemplo ao qual nos convida Nosso Senhor mesmo na sua tocante exortação a oração: “Pedi e recebereis”, insistindo grandemente (cf. Mt. 7, 7-11). A grandeza do que pedimos, sem duvidar de que seremos escutados, pede uma insistência e uma perseverança proporcionais.

Lembremo-nos também que o essencial da mensagem de Fátima não se encontra somente na consagração da Rússia, mas principalmente na devoção ao Coração Imaculado de Maria. Que todas essas orações e sacrifícios nos façam crescer e aprofundar nessa devoção especial ao Coração da Mãe de Deus. É por Ela que Deus quer que rezemos.

Que nesse começo do mês de Maio, o mês de Maria, nós estejamos sempre mais sob a sua proteção maternal é o nosso voto mais caro. Agradecendo a sua tão grande generosidade, pedimos a Nossa Senhora que se digne abençoá-los com o Menino Jesus.

+Bernard Fellay

1ero de maio de 2010, Festa de São José operário

Fonte: DICI

21 Comentários to “Carta aos amigos e benfeitores nº 76 – Dom Bernard Fellay.”

  1. Quando que irão entregar os 19 milhões de Rosários ao Santo Padre? Será na visita do Papa à Fátima na próxima semana?
    E por que o Vaticano não divulgou ainda a EXPLICAÇÃO dada à Lúcia por Nossa Senhora do Terceiro Segredo? Será porque acham que isso causaria muito protesto na mídia? Será porque a mídia diria que isso apenas daria motivo para alguém realmente tentar assassinar o Papa e depois se escusar dizendo que não fez por que desejara mas porque o Terceiro Segredo “ordenara”, que foi culpa do Segredo…
    E o Vaticano teria tão pouca Fé assim em relação à Fátima a ponto de se preocupar mais com a mídia que com o pedido de Nossa Senhora para que revelasse o Segredo INTEGRALMENTE já em 1960?
    Perguntas sem respostas… por enquanto.
    Quem viver verá!

  2. Ao ler Dom Fellay fica clara adiferença entre seu linguaajar muito mais condizente com a fé católica do que aquele usado pelos Bispos progressistas…ontem mesmo assistindo a Rede Vida vi uma entrevista sobre as prelazias da Igreja no Alto Xingu ; os Bispos Dom Leonardo e Dom Erwin Krautler exaltavam a “inculturação” da missa nas comnidades indígenas …Dom Leonardo chegou a dizer que nas missas em São Félix os indios dançam , a igreja é construída em formato ovalado bem ao estilo da cultura índigena que embora marcada por elementos pagãos deve ser preservada segundo os Bispos.

    Apesar de discordar de alguns posicionamentos da FSSPX não posse deixar de reconhecer uma maior fidelidade a Cristo e a Igreja entre eles do que entre os prelados modernistas.

  3. Caro Eduardo, cuidado com a má fé! Leia: http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_20000626_message-fatima_po.html

    Será que o Papa e a Santa Sé são um bando de mentirosos? Temos que aceitar o que Nossa Senhora revelou. Não podemos recusar o segredo só porque não atendeu às nossas expectativas… Cuidado com o sensacionalismo!

  4. “A Mensagem de Fátima apela ao estabelecimento no Mundo da devoção ao Imaculado Coração de Maria,isto é, da Fé Católica, por todo o Mundo. Para esse fim, o próprio Deus decretou as seguintes coisas para o nosso tempo: a Consagração pública e solene da Rússia, específica e unicamente a Rússia, ao Imaculado Coração de Maria, pelo Papa em união com todos os Bispos; a conversão da Rússia ao Catolicismo Romano; e o consequente Triunfo do Imaculado Coração, tanto na Rússia como em toda a parte.” (O derradeiro combate. Cap. 16)

    Este pedido da Santíssima Mãe de Deus é em sí ANTI-ECUMÊNICO, por isso os progressistas dentro do Vaticano que deram uma nova orientação à Igreja pós vaticano II tentam de todas as formas enterrar a Mensagem de Fátima afirmando que ela faz parte do passado.

    O santo Padre Bento XVI reconheceu que cometeu dois erros na vida dele: o primeiro teria sido a excomunhão de Dom Lefebvre e o segundo com relação a Mensagem de Fátima quando ele afirmou que “moveram a mão dele”.

    O Papa corrigiu o primeiro erro levantando a excomunhão de Dom Lefebvre e dos bispos. Resta agora ele corrigir o outro erro que seria revelar a explicação verdadeira do segredo. Sem dúvida a FSSPX entregando os 19 milhões de Rosários ao Santo Padre lhe dará forças para ir contra os seus inimigos que não aceitarão a morte do ecumenismo tão fácil assim.

  5. A Irmã Lúcia insistiu para que o Terceiro Segredo fosse tornado público em 1960, porque nesse ano ele seria «mais claro».

    Em 1960 foi convocado o Concílio Vaticano II. Os homens que governaram a Igreja a partir de 1960 deram ao seu elemento humano uma orientação inteiramente nova, o que foi feito por meio de uma “abertura ao Mundo”, através da qual o “diálogo” com HEREGES, CISMATICOS, COMUNISTAS, ATEUS e outros oponentes da única e verdadeira Igreja substituiu, de fato, a oposição ao erro, que, antes, a Igreja tinha mantido intransigentemente, assim como a Sua obrigação de transmitir às gerações seguintes a Fé Católica, total e inviolada, como Cristo lhes mandara que fizessem. E, não contentes com ignorar o seu solene dever de conservar e transmitir a Fé, eles perseguiram ainda aqueles que procuravam aderir a esse dever.

    Já em 1973, o Papa Paulo VI era forçado a admitir: «A abertura ao Mundo transformou-se numa verdadeira invasão da Igreja pelo pensamento mundano» ou seja, pelo liberalismo. Esta invasão da Igreja pelo liberalismo, e o consequente colapso da Fé e da disciplina no interior da Igreja, constituem o ansiado objectivo da Maçonaria organizada e do Comunismo: não a completa aniquilação da Igreja, que eles sabiam ser impossível, mas a Sua adaptação às ideias LIBERAIS. O estado presente da Igreja é, precisamente, o que essas forças haviam audazmente anunciado que iriam conseguir e, precisamente também, aquilo que uma longa linha de Papas pré-conciliares avisara ser o objectivo das suas conspirações.

    SE O PAPA EM FÁTIMA RESOLVESSE, POR ACASO, REVELAR A EXPLICAÇÃO DO TERCEIRO SEGREDO E DECLARASSE O DOGMA DA INTERCESSÃO DA SANTÍSSIMA VIRGEM, ELE NATURALMENTE DESTRUIRIA O ECUMENISMO…… MAS SUA VIDA ESTARIA CORRENDO SERÍSSIMO RISCO DE MORTE. Que Maria Santíssima proteja o Papa!

  6. Em minha opinião acho que a FSSPX deveria reconhecer o Vaticano II.
    Mas rezemos por todos.

  7. Prezado Mário (seminarista),

    O Papa Paulo VI, ao aprovar o Concílio Vaticano II, reconheceu que nele não estava implicada a infalibilidade.
    O Vaticano II foi um Concílio oficial, mas não infalível.
    Foi pastoral.
    O Vaticano II não teve pois o mesmo grau de autoridade que Trento ou o Vaticano I (Primeiro)..

    Quanto a criticar o Vaticano II, o próprio Bento XVI aprovou a fundação do Instituto do Bom Pastor, dando-lhe como fins rezar só a Missa de sempre, e criticar o Vaticano II.
    Logo o Concílio Vaticano II é criticável.

    O Concílio Tridentino confirmou o que a Igreja já havia feito desde o início, quando o Rito Romano foi formado no Século VI da Era Cristã. Missa em latim e com o celebrante de frente para

    Deus, não para o povo. Aliás, o Concílio de Trento excomunga quem disser que a Missa inteira deve ser celebrada na língua de cada povo.

    O que traz um problema, pois a Reforma litúrgica de Paulo VI fez exatamente isso que o Concílio de Trento excomunga.

    Devemos obediência a todos os Concílios Infalíveis da Igreja. As definições doutrinárias desses Concílios valem para sempre e não mudam. O que esses Concílios condenaram como erros continuam sendo erros nos dias de hoje e o serão até o fim do mundo.

    sso gera um problema em relação ao Concílio Vaticano II, que aprovou o ecumenismo, a colegialidade e a liberdade de religião, erros condenados pelo Magistério da Igreja em épocas anteriores.

    Por exemplo: o Syllabus, de Pio IX, não é nada ecumênico (por isso é tão odiado pela Modernidade). A Enciclica Mortalium Animos, de Pio XI, é toda ela uma condenação ao ecumenismo.

  8. Eis o magistério paralelo…
    Dureza…
    Vou tomar um “dreir”…

  9. Prezado sr. Chistiano:

    FIQUE SABENDO, CASO O SR. NÃO SAIBA, QUE O INSTITUTO DO BOM PASTOR A QUE O SR. FAZ REFERÊNCIA, TEVE QUE RECONHECER COMO CATÓLICOS, E NÃO HERÉTICOS OU HERETIZANTES, A MISSA NOVA PROMULGADA POR PAULO VI E O CONCÍLIO VATICANO II, PARA SER ACEITO NA PLENA COMUNHÃO COM A IGREJA CATÓLICA. E QUE A FRATERNIDADE SÃO PIO X SÓ SERÁ ACEITA NA PLENA COMUNHÃO COM A IGREJA CATÓLICA SE TAMBÉM RECONHECER A MISSA NOVA E O CONCÍLIO VATICANO II COMO CATÓLICOS E DA IGREJA CATÓLICA, CONFORME O PRÓPRIO PAPA JÁ AFIRMOU COMO NA CARTA AOS BISPOS CATÓLICOS SOBRE O LEVANTAMENTO DA EXCOMUNHÃO DOS BISPOS DA FSSPX DE 2009.

    Portanto, é Mentira de sua parte dizer que o Vaticano II é criticável como herético ou heretizante ou ambíguo. Pode ser criticado, já que as palavras não são absolutas em si, mas não como herético ou heretizante.
    É mentira de sua parte dizer que o Vaticano II pode falhar sendo herético ou heretizante. Pode falhar, mas não sendo herético ou heretizante, porque o Magistério da Igreja é Infalível Em Matéria de Fé e Moral. E assim o fato de o Ensinamento não ser Infalível não significa que ele pode ser Falível em tudo, que dirá nas coisas que dizem respeito à conservação do Depósito da Fé e da Lei Moral.
    É Mentira de sua parte dizer que o Magistério que Aprova e Promulga o Vaticano II é diferente do que Aprovou e Promulgou Trento e Vaticano I, porque quem nega o Vaticano II nega a Autoridade que sustenta os outros Concílios Ecumênicos, como Trento e Vaticano I.
    É mentira de sua parte dizer que o Ecumenismo é condenado, porque Papas anteriores ao Vaticano II já praticavam o Ecumenismo, como exemplo pode-se citar o reingresso de igrejas orientais na plena comunhão com a Igreja Católica mediante o diálogo ecumênico.
    É mentira de sua parte acusar a Mensagem de Fátima de “Anti-Ecumênica”. Meu caro, tente provar, coisa que o sr. ainda não fez.
    É mentira de sua parte dizer que o Papa Bento XVI admitiu ter errado quanto à Excomunhão de Dom Lefebvre. O “moveram a mão dele” como o sr. colocou não prova nada aqui meu amigo. Tente provar. Eu te provo o contrário.
    É mentira de sua parte dizer que a Excomunhão de Dom Lefebvre foi levantada.
    É mentira de sua parte dizer que o Ecumenismo Ensinado pelo Concílio Vaticano II Ensinou e Pediu que a Fé Católica não fosse mais transmitida ou que os Erros contra a Fé não fossem mais combatidos pelas Autoridades Eclesiásticas. Tente provar meu caro! Eu te provo o contrário do que o sr. quer sustentar a este respeito com Documento do Concílio.
    É mentira de sua parte dizer que a Santa Sé perseguiu quem defendeu a Integridade da Fé Católica, pois que a Santa Sé perseguiu as Heresias e Erros Doutrinários, como os erros lefebvristas.
    É mentira de sua parte dizer que a Igreja se adaptou às Idéias Liberais, pois é Dogma de Fé que a Igreja Católica Apostólica Romana é Infalível Em Matéria de Fé e Moral a ponto de não Ensinar Heresias e Erros contra a Fé e Moral. E que a Infalibilidade e a Assistência Divina contra o Erro que viola o Depósito da Fé, que é, esta última, conseqüência lógica da Infalibilidade Em Matéria de Fé e Moral, é por meio da Sé Apostólica (Roma) e não por meio de Dom Lefebvre ou da FSSPX.
    É mentira de sua parte querer sustentar que Paulo VI admitia a hipótese de o Concílio Vaticano II ser Herético ou Heretizante. Estaria Paulo VI admitindo que ele Aprovou e Promulgou heresias ou erros contra a Fé e a Moral??? Tente provar!!!!!!!!!!
    É mentira de sua parte dizer que a Reforma Litúrgica pedida pelo Vaticano II e Aprovada e Promulgada por Paulo VI Ensina que a Missa inteira deve ser celebrada na língua de cada povo. Tente provar!!!!!!!!!

    Mais um seguidor da heresia, que defende que a Igreja Católica pode Aprovar e Promulgar heresias e erros contra a Fé e Moral.

    Sr. Christiano, digo-lhe que devemos obediência à Igreja Católica Apostólica Romana, porque quem não ouve a Igreja é pagão e publicano (cf. Mat. 18, 17). E que o que os outros Concílios condenaram permanece condenado. Mas o que foi Ensinado como Não Irreformável, pode ser Reformado, e obrigatoriamente será sempre fundamentada [a Reforma] no Depósito da Fé (cf. Mat. 18, 18).

    Sobre a Regularidade Canônica do IBP, como da Canção Nova etc, não é o que vai impedí-los de ensinarem erros doutrinários, aconselho-te fundamentar-te na Rocha, isto é, na Santa Sé, tendo plena consciência de que a Assistência contra o Erro está com a Santa Sé, independentemente de qualquer instituto, diocese, administração apostólica, prelazia, prelatura etc, e que tais grupos só terão a mesma Assistência naquilo em que se fundamentarem na Santa Sé.

    Aproveito a oportunidade para elogiar o heroísmo, coragem, retidão e humildade de Dom Fernando Rifan e dos padres de Campos, que após um período de perplexidades e sem informações especiais vindas da Santa Sé, não temeram ouvir a Santa Sé, ouviram-na e colocaram em prática o que lhes foi aconselhado pela mesma Sé.

  10. Prezado Sr. Vitor José, eu sei que não vou convence-lo mas vou responder sua cartinha apenas para lhe dar um retorno.
    I –
    “Portanto, é Mentira de sua parte dizer que o Vaticano II é criticável como herético ou heretizante ou ambíguo. Pode ser criticado, já que as palavras não são absolutas em si, mas não como herético ou heretizante.”

    O senhor falseou completamente os mandatos que o Instituto Bom Pastor recebeu do Papa Bento XVI.
    O senhor afirmou que os membros do Instituto Bom Pastor “agora retornam à Igreja como muitos outros já o fizeram, aceitando o Concilio e tudo mais que é ensinado pelo Magistério da Igreja”.
    Isso é uma completa inverdade. Os padres do Instituto Bom Pastor não aceitaram o Concílio Vaticano II. Mais ainda: tiveram o mandato do papa de fazer a crítica dos erros desse Concílio meramente pastoral, como declarou o próprio Paulo VI.
    Como acredito que o senhor sabe ler, só posso concluir que sua distorção foi proposital.
    Uma vergonha, repito.
    E por que o senhor fez isso?
    Porque não quer admitir que é lícito aos católicos recusar os erros ensinados pelo pastoral Concílio Vaticano II.
    O Concílio Vaticano II nada definiu, nem ensinou infalivelmente. O Vaticano II nada propôs que se devesse crer dogmaticamente. Foi o que proclamaram o Papa Paulo VI e a Comissão Teológica do Concílio.
    O ensinamento do Vaticano II nunca se presumiu Magistério infalível, dogmático. Nunca nenhum Papa definiu qualquer tese do Vaticano II como dogma.
    Portanto, o senhor não tem autoridade e não tem nenhuma base para transformar um Concílio pastoral, que não exerceu o Magistério infalivelmente, mas só falou pastoralmente, em Magistério infalível.
    Por isso, é que o Papa Bento XVI pode reconhecer e mesmo mandar que os Padres do Instituto Bom Pastor devem criticar os textos do Vaticano II. Se O Vaticano II fosse infalível, o Papa Bento XVI teria errado ao mandar ou mesmo permitir que se criticasse o Concílio.
    E para isto o senhor não tem resposta.

    II –
    “É Mentira de sua parte dizer que o Magistério que Aprova e Promulga o Vaticano II é diferente do que Aprovou e Promulgou Trento e Vaticano I, porque quem nega o Vaticano II nega a Autoridade que sustenta os outros Concílios Ecumênicos, como Trento e Vaticano I.”

    Ora, os Concílios exercem funções supremas magisteriais, legislativas, judiciárias, “sob, e com o Papa” , ao qual todas estas funções competem mesmo sem Concílio. Mas nem todos os Concílios exerceram cada uma destas funções. Se o primeiro Concílio de Lyon (1245) promulgou leis e atuou como tribunal, com a excomunhão e deposição do imperador Frederico II, o Vaticano I não julgou nem legislou, mas deliberou exclusivamente sobre questões de doutrina. O Concílio de Vienne (1311- 1312), pelo contrário, julgou, promulgou leis e decidiu sobre questões de fé, e o mesmo fizeram os Concílios do século XV.

    O Vaticano II, por sua vez, não julgou, não promulgou leis e nem mesmo deliberou de modo definitivo sobre questões de fé. Antes, o Vaticano II realizou um novo tipo de Concílio: um Concílio “pastoral”, que pretendeu aproximar o Evangelho do mundo de hoje.

    O cardeal Joseph Ratzinger, em 1988, encontrando-se com os bispos chilenos em Santiago, falou de um “isolamento obscuro do Vaticano II” , dizendo:
    “Algumas afirmações deixam a impressão que, depois do Vaticano II, tudo se tornou diferente, e que tudo aquilo que aconteceu antes, não pode mais ser considerado ou só poderá sê-lo sob a luz do Vaticano II. O Vaticano II não foi tratado como uma parte do conjunto da tradição viva da Igreja, mas como um início totalmente novo. Embora não tenha proclamado nenhum dogma e tenha querido considerar-se mais modestamente na classe de Concílio pastoral, alguns o apresentam como se ele fosse, por assim dizer, o superdogma, que torna todo o resto irrelevante”, enquanto “podemos tornar o Vaticano II realmente digno de fé se o apresentamos muito claramente assim como é: um pedaço da tradição única e total da Igreja e da sua fé”.

    III – Sobre o levantamento da excomunhão de Dom Lefebvre e dos bispos eu vou deixar aqui a carta do Card. Giovanni Battista Re Prefeito da Congregação pelos Bispos.

    Por meio da carta do dia 15 de dezembro de 2008, dirigida à Sua Eminência, Cardeal Dario Castrillón Hoyos, o presidente da Comissão Pontifical Ecclesia Dei, Dom Bernard Fellay em nome próprio e em nome dos outros três bispos sagrados no dia 30 de junho de 1988, solicitava novamente o levantamento da excomunhão latae sententiae formalmente declarada pelo Decreto do Prefeito desta mesma Congregação para os Bispos na data de 1 de julho de 1988. Na carta anteriormente mencionada, Dom Fellay afirmava, entre outras coisas: “Nós estamos também aferrados à vontade de permanecer católicos e de pôr todas as nossas forças a serviço da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é a Igreja Católica Apostólica Romana. Nós aceitamos seus ensinamentos filialmente. Nós cremos firmemente no Primado de Pedro e nas suas prerrogativas e é por isso que a situação atual nos faz sofrer tanto”.

    Sua Santidade Bento XVI – paternalmente sensível ao mal estar espiritual manifestado pelos interessados por causa da sanção de excomunhão e confiando no compromisso expressado por eles na carta citada de não poupar nenhum esforço para aprofundar nas necessárias conversações com as Autoridades da Santa Sé sobre as questões ainda abertas, e de poder deste modo chegar rapidamente à uma plena e satisfatória solução do problema posto na origem – decidiu reconsiderar a situação canônica dos Bispos Bernard Fellay, Bernard Tissier de Mallerais, Richard Williamson e Alfonso de Galarreta relativa à sua sagração episcopal.

    Este ato expressa o desejo de consolidar as relações recíprocas de confiança, de intensificar e de tornar estáveis as relações da Fraternidade São Pio X com a Sé Apostólica. Este dom de paz, no fim das celebrações do Natal, quer ser também um sinal para promover a unidade na caridade da Igreja Universal e, deste modo, retirar o escândalo da divisão.

    Desejando que este passo seja seguido sem demora da pela comunhão com a Igreja de toda a Fraternidade São Pio X, em testemunho de uma verdadeira fidelidade e de um verdadeiro reconhecimento do Magistério e da autoridade do Papa pela prova de uma unidade visível.

    Conforme as faculdades que me foram expressamente concedidas pelo Santo Padre o Papa Bento XVI, em virtude do presente Decreto, EU LEVANTO aos Bispos Bernard Fellay, Bernard Tissier de Mallerais, Richard Williamson e Alfonso de Galarreta A CENSURA de EXCOMUNHÃO LATAE SENTENTIAE declarada por esta Congregação no dia 1 de julho de 1988, do mesmo modo que declaro sem EFEITOS JURIDICOS, a partir de hoje, o Decreto publicado NAQUELA ÉPOCA.

    Roma, da Congregação para os Bispos, dia 21 de janeiro de 2009
    .
    Card. Giovanni Battista Re
    Prefeito da Congregação pelos Bispos

  11. IV –
    “É mentira de sua parte dizer que a Santa Sé perseguiu quem defendeu a Integridade da Fé Católica, pois que a Santa Sé perseguiu as Heresias e Erros Doutrinários, como os erros lefebvristas.”

    Ora se Dom Lefebvre ensinasse erros e heresias o Santo Padre Bento XVI, não teria levantado a excomunhão. Bingo!!!

    V –

    “É mentira de sua parte dizer que a Igreja se adaptou às Idéias Liberais, pois é Dogma de Fé que a Igreja Católica Apostólica Romana é Infalível Em Matéria de Fé e Moral a ponto de não Ensinar Heresias e Erros contra a Fé e Moral.”

    Foi, pois, com fortes motivos para tal, que os progressistas – como o Cardeal Suenens, Küng, Louis Bouyer e Yves Congar – celebraram o Concílio Vaticano II como uma Revolução, como a morte de uma era e o começo de outra:

    O Cardeal Suenens, que gozava de grande influência sobre o Papa Paulo VI e que é o ídolo dos que se auto-denominam “Carismáticos” dentro da Igreja, alegrou-se pelo facto de o Vaticano II ter marcado o fim tanto da Época Tridentina como da era do Vaticano I26.
    Hans Küng vangloriou-se porque, «Comparado com a época Post-Tridentina da Contra-Reforma, o Concílio Vaticano II representa, nas suas características fundamentais, uma reviravolta de 180 graus (…) É uma nova Igreja, a que nasceu depois do Concílio Vaticano II»27.
    O Padre francês Bouyer, que foi peritus no Concílio, exclamou com alegria que o aspecto anti-protestante e anti-modernista da Igreja Católica «mais valia morrer»28.
    Da mesma maneira, La Civiltà Cattolica – revista jesuíta com sede em Roma – exclamou com alegria: «Com o Concílio Vaticano II, a Era Tridentina ficou encerrada para a Igreja»29.
    Estas declarações são sobremaneira ousadas, quando consideramos que os Concílios de Trento e do Vaticano I são Concílios dogmáticos, cujos ensinamentos não podem nunca ser mudados, ignorados ou reinterpretados em nome de um “conhecimento mais profundo”. O Concílio Vaticano I declarou infalivelmente:

    Sempre se deve ter por verdadeiro sentido dos dogmas aquêle que a Santa Madre Igreja uma vez tenha declarado, não sendo jamais permitido, nem a título de uma inteligência mais elevada, afastar-se dêste sentido30.

    Todavia, os modernistas – tal como avisara o Papa S. Pio X – não aceitam nada como fixo ou imutável. O seu princípio mais importante é o da “evolução do dogma”. Defendem a noção de que a religião deve mudar à medida que os tempos mudam. A este respeito, bem como a respeito de muitos outros pontos, os impulsionadores do Vaticano II revelam-se como pessoas embebidas no erro do Modernismo.
    Juntamente com os neo-modernistas, tanto Maçons como Comunistas exultaram com o resultado do Concílio. Tal como os autores da The Permanent Instruction of the Alta Vendita tinham desejado, tal como os infiltrados comunistas a que Bella Dodd se referiu tinham desejado, as noções da cultura liberal tinham finalmente ganho apoiantes ao mais alto nível da Hierarquia Católica. Maçons e Comunistas celebraram a espantosa reviravolta trazida pelo Concílio. Alegram-se ao ver que, finalmente, os Católicos “viram a luz”, pois que muitos dos seus princípios maçónicos foram aceites pela Igreja.

    Por exemplo, Yves Marsaudon, do Rito Escocês, no seu livro Ecumenism Viewed by a Traditional Freemason, louvou o ecumenismo nascido do Concílio Vaticano II. Escrevia ele:

    Os Católicos (…) não devem esquecer que todos os caminhos levam a Deus. E vão ter de aceitar que esta corajosa ideia do livre pensamento, a que podemos realmente chamar uma revolução, difundida através das nossas lojas maçónicas, se espalhou de forma magnífica por sobre a cúpula de S. Pedro31.

    Yves Marsaudon deleitava-se ao acrescentar que «Pode-se dizer que o ecumenismo é o filho legítimo da Maçonaria»32.

    O espírito de dúvida e de revolução característico do Post-Vaticano II alegrou, obviamente, o coração do maçon francês Jacques Mitterand, que escreveu com aprovação:

    Alguma coisa mudou dentro da Igreja, e as respostas dadas pelo Papa às questões mais urgentes, como o celibato dos Padres e o controlo da natalidade, são debatidas vigorosamente no seio da própria Igreja; a palavra do Sumo Pontífice é questionada pelos Bispos, pelos Padres, pelos fieis. Para um maçon, um homem que questiona o dogma já é um maçon sem avental33.

    O francês Marcel Prelot, Senador pela Região de Doubs, é provavelmente o mais exacto ao descrever o que realmente aconteceu. Escreveu ele:

    Lutámos durante século e meio para fazer vingar as nossas opiniões dentro da Igreja e não o conseguimos. Finalmente, chegou o Vaticano II e nós triunfámos. A partir daí, as proposições e os princípios do Catolicismo liberal foram definitiva e oficialmente aceites pela Santa Igreja34.

    Os Comunistas ficaram igualmente deliciados com os resultados do Concílio. Como declarou o Partido Comunista Italiano no seu 11º Congresso, em 1964: «O extraordinário ‘despertar’ do Concílio, que pode comparar-se com exactidão aos Estados Gerais de 1789, mostrou a todo o mundo que a velha Bastilha político-religiosa foi abalada até aos alicerces»35. L’Unità, jornal oficial do Partido Comunista Italiano, teve o descaramento de, a respeito do Arcebispo Marcel Lefebvre – que chefiava a oposição tradicionalista contra os liberais conciliares e tinha proposto que o Concílio condenasse o Comunismo -, aconselhar o Papa Paulo VI: «Tende consciência do perigo que Lefebvre representa. E continuai o magnífico movimento de aproximação começado com o ecumenismo do Vaticano II

  12. VI –
    “É mentira de sua parte dizer que a Reforma Litúrgica pedida pelo Vaticano II e Aprovada e Promulgada por Paulo VI Ensina que a Missa inteira deve ser celebrada na língua de cada povo. Tente provar!!!!!!!!!”

    Eu não disse que a Missa inteira deve ser celebrada na língua de cada povo.
    O Concílio não disse que a Missa inteira deveria ser em língua vernácula; isso só ficou decidido na reforma litúrgica de 1969. Ele mandou manter o latim na Missa. Hoje o que vemos até pelos defensores do Pastoral vaticanoII é um total desrespeito para com o próprio concilio.
    O Concílio também mandou utilizar o órgão de tubos como instrumento musical na Igreja, bem como o canto gregoriano.
    “120. Tenha-se em grande apreço na Igreja latina o órgão de tubos, instrumento musical tradicional e cujo som é capaz de dar às cerimónias do culto um esplendor extraordinário e elevar poderosamente o espírito para Deus.

    Podem utilizar-se no culto divino outros instrumentos, segundo o parecer e com o consentimento da autoridade territorial competente, conforme o estabelecido nos art. 22 § 2, 37 e 40, contanto que esses instrumentos estejam adaptados ou sejam adaptáveis ao uso sacro, não desdigam da dignidade do templo e favoreçam realmente a edificação dos fiéis.” ( Sacrossanctum Concilium, n. 120 – grifos nossos)

    “116. A Igreja reconhece como canto próprio da liturgia romana o canto gregoriano; terá este, por isso, na acção litúrgica, em igualdade de circunstâncias, o primeiro lugar.
    Não se excluem todos os outros géneros de música sacra, mormente a polifonia, na celebração dos Ofícios divinos, desde que estejam em harmonia com o espírito da acção litúrgica, segundo o estatuído no art. 30.” ( Sacrossanctum Concilium, n. 116 – grifos nossos)
    Fonte: http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19631204_sacrosanctum-concilium_po.html

    Os defensores do Concílio Vaticano II reclamam obediência a ele. Mas, não vemos nas Missas de Paulo VI sendo acompanhadas com canto gregoriano nem com órgão de tubos. Pelo contrário, só vemos baterias, guitarras, violões e músicas modernas, as quais nunca serão capazes de “dar às cerimónias do culto um esplendor extraordinário e elevar poderosamente o espírito para Deus.”

    Passe bem sr. Vitor José.

  13. Gostaria de saber quais foram as criticas que o IBP fez do CVII ?
    Se o IBP não aceitou o CVII e mesmo assim o Santo Padre deu o “mandato”, então porquê Bento XVI não dá o “mandato” para a FSSPX também ?

  14. Sr. Lucas, o senhor está mal informado… não lê sequer o blog no qual o senhor vem fazer comentários: https://fratresinunum.com/tag/ibp/

    Aí tem um monte de críticas construtivas ao CVII. Aliás, eles tem um site só para isso: http://disputationes.over-blog.com/

  15. Cristiano. Parabéns por sua coragem e coerência.
    O tal Vistor José (que é o mmesmo João dos Andes) é um padre da Administração Apostóloca São João maria Vianey) que não tendo coragem de defender suas idéias, utiliza-se de um ou mais pseudônimos.
    Ele é o Padre C Silva Souza. Um daqueles que na livraria de suas paróqui vende os livros da herética Cançao Nova, que ele mesmo condena.
    Tudo o que se tem publicado neste blog e na Europoa nos últimos anos tem dado razão a Dom Lefebvre.
    Abraços,
    Oremus pro invicem !!

  16. Parabéns ! Victor José ,sua argumentação foi perfeita e como alguns não conseguem contra argumentar ficam especulando se vc usa ou não pseudônimos. É patético !
    Como já disse, este magistério paralelo e seus asseclas…
    Dureza…
    Vamos tomar um “dreier”…

  17. Luciano Padrão,
    Salve Maria!!

    Dom Lefebvre foi um herói e acredito que um dia a Igreja reconhecerá suas virtudes.

  18. Sr. Vitor José (o “coroinha da internet”), é desconcertante a maneira como é jogada a memória de Dom Antônio e Dom Licínio pelo sr. (que, talvez, pela idade, nem tenha conhecido). O que o sr. chma de “um período de perplexidades e sem informações especiais vindas da Santa Sé” estaria manhosamente (e malandramente) inserido um cisma em Campos? A falta de informações teriam sido estancadas por Dom Antônio, ou Dom Licínio? Ou os dois?

    Estaria o sr., coerente com sua incoerência, para não admitir que havia um estado de necessidade, apelar para um vago “perplexidade”?

    Garanto ao sr. que falta de infomações não havia. O sr. bispo Dom Navarro recebia toda fundamentação dos padres para manterem-se na doutrina e disciplina tradicionais. Dom Antônio, depois de acolher alguns sacerdotes que o procuraram, viu que era sua responsabilidade de bispo, prove-los naquilo que se achava em perigo: A FÉ, sem a qual é impossível agradar a Deus.

    A União Sacerdotal fundada por ele foi TRANSFORMADA em Administração Apostólica, conforme disse o Papa João Paulo II, ou seja, para o Papa não houve nehuma interrupção ou perplexidade.

    O que foi dito, a mim pelo menos, como leigo, é que NADA mudaria, o que se regulamentava era a situação CANÔNICA, quanto à doutrina não teria mudanças, até porque nunca tínhamos abandonado o Magistério da Igreja.

  19. Gostaria de deixar bem claro ao Luciano Padrão e a todos que eu não sou o Vitor José.

    E quero aproveitar para parabenizar ao Vitor José, porque até agora ninguém teve uma resposta coerente para lhe dar.

    João dos Andes.

  20. E, por acaso, o sr. Vitor José respondeu à postagem do título? Seguindo sua tática, ele responde a alguém (e não à postagem), e, a partir dali, tenta conduzir o debate com os SEUS argumentos. alías, repetitivos e fora de contexto, que se resumem em: Todos os documentos emanados da Santa Sé são infalíveis. Precisa mais?

  21. Para complementar. A carta do Bispo Fellay é um desdobramento o Papa Bento XVI propôs com o Ano Sacerdotal, suas indicações de santidade aos fiéis da Irlanda, a realidade dos ataques ao Santo Padre em vista de sua condução na Igreja voltado para a sã doutrina, etc., culminando com um ataque em massa das forças prgresisttas contra ele. Enfim, é uma carta de apoio ao Papa.

    Vindo de Dom Fellay, da FSSPX, não, o sr. Vitor José e seus replicantes cibernéticos não podem aceitar. Teve um até que se referiu a magistério paralelo (sic!) será que ele leu? Acho que havia tomado um “dreier” (sic!), o que deve fazer com frequencia.