Comentário de Paolo Rodari: teria razão Antonio Socci?

Comentário do vaticanista do Il Foglio, Paolo Rodari:

Bento XVI fala, pois, de Fátima e parece ir além do terceiro segredo revelado pela Igreja em 2000. De fato, no terceiro segredo, tal como o conhecemos, não se fala do sofrimento interno: a Igreja é “atacada pelo mal desde dentro”, disse Ratzinger. E diz ainda Bento XVI: “além desta grande visão do sofrimento do Papa, que podemos em primeira instância referir a João Paulo II, são indicadas realidades do futuro da Igreja que pouco a pouco se desenvolvem e se mostram”. Logo, além do texto de 2000, são indicadas outras realidades que dizem respeito ao futuro da Igreja.

É verdade, o Papa não falou explicitamente do quarto segredo. Mas, ao ler a resposta que ele deu hoje aos jornalistas, não se pode deixar de pensar em Antonio Socci, que sempre associou o conteúdo de um hipotético quarto segredo à corrupção da Igreja e ao pecado que nasce dentro da igreja e age no presente. Lendo hoje o Papa, parece que até para ele Fátima não diz respeito apenas ao passado e, portanto, apenas ao texto de 2000.

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6 Comentários to “Comentário de Paolo Rodari: teria razão Antonio Socci?”

  1. A imagem da Mãe Peregrina está neste momento em São Paulo.

  2. Uma Entrevista Exclusiva com o Padre Paul Kramer para o Cruzada de Fátima. Edição 92, Maio de 2009

    Pergunta: “O sr. vê uma conexão entre o Terceiro Segredo de Fátima e a introdução da Missa Nova?”

    Pe. Kramer: “A irmã Lúcia de Fátima disse que se aconteceria uma desorientação diabólica na Igreja. E não há nada que poderia ter feito mais, para realizar isso, do que a reforma litúrgica, que exaltou como sagrados, princípios estranhos dentro de uma liturgia aparentemente Católica. De fato, há algo mais importante que a questão da desorientação diabólica. Estou me referindo à parte do Terceiro Segredo de Fátima que não foi revelada ainda. Eu sei que isto é um fato, porque pessoalmente conversei com um teólogo alemão, Reitor de seminário, e que é um amigo de longa data do Papa Bento.
    Quando Bento XVI era ainda Cardeal Ratzinger, por volta de 1990 ele revelou, para esse seu amigo, que no Terceiro Segredo de Fátima, Nossa Senhora previne para não se mudar a liturgia: literalmente, para não misturar elementos estranhos dentro da liturgia Católica. Assim sendo, claro, com a Missa Nova de Paulo VI, foi exatamente o que foi feito. Elementos do Protestantismo, ambos em simbolismo e nas palavras da liturgia, foram trazidos para dentro e misturados na estrutura Católica, a ponto de os criadores do novo Rito claramente declararem, que aquilo não era o Rito Romano, mas uma nova criação”.

    “Nossa Senhora também alertou que haveria um Concílio diabólico na Igreja que causaria um grande escândalo. E claro, foram os documentos do Vaticano II – A Constituição da Liturgia – que deu impulso ao Papa Paulo VI para reformar a liturgia de uma tal maneira desastrosa, que causou uma tal perda da fé e confusão na Igreja.”

    “Assim sendo, depois que isso aconteceu, o teólogo alemão a que estou me referindo, voltou para um país da América do Sul onde foi Reitor de um seminário, onde contou, para um jovem padre o que o Cardeal Ratzinger lhe tinha relatado. E precisamente quando ele relatou que Nossa Senhora alertou contra as mudanças na Missa e que haveria um Concílio diabólico na Igreja, os dois viram um afloramento de fumaça vindo do piso. Porém, era um chão de mármore. Isto não poderia ser de modo algum um fenômeno natural. Ambos, o jovem padre e o velho Reitor alemão, ficaram tão impressionados que escreveram um dossiê, e o enviaram para o Cardeal Ratzinger.”

    “…o velho padre alemão, amigo de longa data de Ratzinger, tomou nota do fato de que quando a visão do Terceiro Segredo foi publicada ela não continha aquelas coisas, aqueles elementos do Terceiro Segredo que o Cardeal Ratzinger tinha revelado a ele, quase 10 anos antes. O padre alemão, – Padre Dollinger – contou-me que esta questão estava queimando na sua mente, no dia que ele concelebrou com o Cardeal Ratzinger. Padre Dollinger me disse: “Eu enfrentei o Cardeal Ratzinger face a face”. E claro que perguntou para o Cardeal Ratzinger, “como isso pode ser todo o Terceiro Segredo? Lembra-se do que Vossa Eminência me contou antes?”

    “O Cardeal Ratzinger foi posto na parede. Ele não sabia o que dizer, tanto que murmurou para seu amigo alemão, “Wirklich, gebt das der etwas”, que quer dizer: “Realmente, havia mais alguma coisa aí”, significando que há mais alguma coisa no Terceiro Segredo. O Cardeal declarou isso claramente.”

    FONTE: http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=igreja&artigo=Cruzada-de-Fatima&lang=bra

  3. Em 1936, pouco antes de partir para sua viagem aos Estados Unidos, o Secretário de Estado de Pio XI, Cardeal Eugênio Pacelli, o futuro Pio XII, disse ao Conde Enrico Pietro Galleazzi:

    “Suponha , meu caro amigo, que o comunismo seja apenas o mais visível dos órgãos de subversão contra a Igreja e contra a tradição da revelação divina, então nós vamos assistir á invasão de tudo o que é espiritual, a filosofia, a ciência, o direito, o ensino, as artes, a imprensa a literatura, o teatro e a religião. Estou obcecado pelas confidências da Virgem à pequena Lúcia de Fátima. Essa obstinação de Nossa Senhora diante do perigo que ameaça a Igreja, é um aviso divino contra o suicídio que representaria a alteração da fé, em sua liturgia, sua teologia e sua alma”.(…)
    “Ouço em redor de mim os inovadores que querem desmantelar a Capela Sagrada, destruir a chama universal da Igreja, rejeitar seus ornamentos, dar-lhe remorso de seu passado histórico”.
    “Pois bem, meu caro amigo, estou convicto que a Igreja de Pedro deve assumir o seu passado ou então ela cavará sua sepultura”.
    “…um dia virá em que o mundo civilizado renegará seu Deus, em que a Igreja duvidará como Pedro duvidou. Ela será tentada a crer que o homem se tornou Deus, que seu Filho é apenas um símbolo, uma filosofia como tantas outras, e nas igrejas os cristãos procurarão em vão a lâmpada vermelha em que Deus os espera”. (Monsenhor Georges Roche e Philippe St. Germain, Pie XII devant l´Histoire, Laffont, Paris, 1972, pp 52 – 53; idem Abbé Daniel Le Roux, Pierre m´aimes-tu?, edit Fideliter, Brout Vernet 1986. p. 1; idem Padre Dominique Bourmaud, Cien Años de Modernismo, Ed Fundación San Pio X Buenos Aires, 2006, p. 312; apud Dom Bernard Fellay, Superior Geral da FSSPX, Resposta de 22 de junho de 2001 à carta do Cardeal Castrillon Hoyos de 7 de maio de 2001. Communicantes, Août 2001, http://www.sspx.ca/Communicantes/Aug2001/French/Monseigneur_Fellay_repond.htm).

  4. O santo padre está cada vez mais místico. Seria estranho pensar num intelectual como Ratzinger abordando temas tão espirituais. Porém, ao pensar que em quem o teólogo se tornou, não há como não perceber a presença do Espírito Santo de Deus.

  5. Caro Vinicius,você tem total razão,na atual perseguição que a Igreja atravessa mergulhada nesta crise moral do mundo moderno em que desgraçadamente nem o clero escapa,é nescessario cada vez mais aprofundar o cristianismo mistico,a situação e de tal modo deteriorante que somente intelectualidade não funciona, chegara a hora em que a humanidade estara tão devastada que o conhecimento intelectual de pouco prestara,creio que é um momento de deixarmos o Espirito Santo agir com toda força.

  6. O Papa fala de inimigos internos e do futiro da Igreja. Portanto, de bispos e padres que aparentemete estão em comunhão com a Sé Apostólica são na verdade lobos vorazes.
    Esses inimigos já estavam presentes no Concílio Vaticano II ?? No presente, vivemos parte desse “futuro”??
    Agiram contra a Igreja e continuam agindo?? A doutrina deles triunfou?? São eles os modernistas, condenados por São Pio X??
    O que pensar daqueles bipos que discordam dos inimigos, mas silenciam??
    São eles que odeiam a FSSPX??