Roma: discurso de Dom Manoel Pestana Filho, bispo emérito de Anápolis, em conferência sobre Fátima.

Apresentamos nossa transcrição do discurso proferido por Sua Excelência Reverendíssima Dom Manoel Pestana Filho, bispo emérito de Anápolis (Goiás), no “The Fatima Challenge Conference”, em Roma, no último dia 7. De antemão agradecemos as possíveis correções feitas ao nosso trabalho.

* * *

Excelências, irmãos padres, religiosos e religiosas,

Não esperem muito de mim, pois sou baixinho, mas, em suma, devo falar alguma coisa e me pediram que, ao menos,  eu me comunicasse com vocês.

Roma, 7 de maio de 2010. Dom Manoel Pestana Filho discursa em conferência sobre Fátima e apresenta o livro de Monsenhor Gherardini - Concilio Vaticano II, un discorso da fare.

Roma, 7 de maio de 2010. Dom Manoel Pestana Filho discursa em conferência sobre Fátima e apresenta o livro de Monsenhor Gherardini - Concilio Vaticano II, un discorso da fare.

Algo que me parece sempre incerto é a questão do Concílio Vaticano II. Na última sessão, da qual participei, uma comissão foi até a Irmã Lucia, em Coimbra, e eu lhe encaminhei uma pergunta por escrito. Minha pergunta foi a seguinte: o terceiro segredo de Fátima tem alguma relação com o Concílio Vaticano II? A Irmã Lucia respondeu — não a mim, mas a um padre que fora com a comissão — “não estou autorizada a responder esta pergunta”. Isso é muito interessante. […] é um sinal de alguma reserva no terceiro segredo e esta reserva tinha alguma relação com o Concílio Vaticano II.

Mas, como reversas com o Concílio Vaticano II? Estudei aqui em Roma, estudei Teologia, e isso me impressionava muito. Eu também tinha lido dois livros sobre Fátima, um do padre Marc, e um outro de um padre português, que tinha sido diretor espiritual num seminário brasileiro. E uma coisa interessante para mim era entender esta razão. E nesse meio tempo, soube que o Santo Padre Pio XI desejava reabrir o Concílio do Vaticano. O Cardeal Billot o advertiu: “Santidade, me parece que isso é um perigo, porque estamos no tempo dos modernistas e esses modernistas criaram muita confusão na Igreja. Se o concílio for aberto agora, todos estarão em condição de participar, porque muitos também eram hierarcas da Igreja e creio que isso seria uma magnífica confusão entre os teólogos, sacerdotes, religiosos e até o povo, porque todas estas questões que já haviam sido esclarecidas e algumas condenadas pela Igreja desde Pio X e também um pouco por Bento XV, estas questões estariam livres para discussão e creio que não seria bom para a comunicação e para a opinião católica”. Soube que o Papa levou em consideração o que havia dito o Cardeal Billot – o Cardeal Billot foi retirado do cardinalato alguns anos depois, mas esta é outra questão – mas o Papa teria dito sim, [o Cardeal] tem razão.

Soube também que Pio XII teve uma idéia [sobre um concílio] – estudei quatro anos em Roma quando ele era Pontífice – mas estas razões [mesmas] lhe fizeram pensar e naqueles anos ele havia escrito uma carta encíclica Humani Generis, onde ele condena aberta e duramente todas as posições modernistas, citando, inclusive, muitos teólogos de seu tempo. Eu depois fiz […] um trabalho […] sobre esta encíclica e situei muitas de suas citações [de autores] que eram anônimas, mas eram citações, nesta encíclica. Por exemplo, Padre Congar, por exemplo, Padre Schillebeecxs, e outros. […], mas o Santo Padre havia denunciado muitos teólogos que depois fariam sucesso com os seus escritos.

E por isso creio que o Papa Bento XVI, com sua prudência e sabedoria, não tenha citado nas obras do Papa Pio XII esta encíclica. É interessante, pois me perguntaram uma vez: por que o Papa não cita a Humani Generis? Pensei, pensei, e disse: creio que se o Papa tivesse citado esta encíclica ele criaria um ambiente de oposição a Pio XII por parte de teólogos famosos que continuam tendo muita influência nas questões da Igreja e haviam sido grandes homens famosos, aplaudidos, no Concílio Vaticano II. Para mim foi uma decisão de muita prudência e sabedoria […]. Depois, quando a questão da canonização tivesse avançado, eles tomariam certamente outra posição.

Mas retornemos. Seria possível que Nossa Senhora tivesse dito que não era de seu gosto, que não lhe agradava uma realização do Concílio? Eu não sei, mas se pode pensar. Com isso eu não quero dizer que o Concílio Vaticano não seja legítimo… e não seja também uma benção para a Igreja.

Não sei se vocês conhecem este livro de Brunero Gherardini, Concilio Vaticano II – Un discorso da fare – publicado pelos Franciscanos da Imaculada, aquela congregação fundada pelo padre Manelli, que é interessantíssimo… terrível este livro… mas mantém uma posição muito justa, muito bem fundamentada. Ele diz que no Concílio foram ditas muitas coisas  que não são boas. Um comentarista francês dizia que era necessário distinguir aquilo que foi dito no Concílio, e foram ditas tantas coisas tolas, por exemplo, quando se discutia – e com todo respeito – a maternidade divina de Maria e também Maria mãe da Igreja; um bispo mexicano, Méndez Arceo, provocou risos, muitos risos, quando disse: “isso não me agrada, pois, se Maria é mãe da Igreja, e se a Igreja é nossa mãe, Maria não será nossa mãe, mas nossa avó”. Uma piada fora de lugar, mas, em suma, tudo era possível, e era uma Excelência que falava. E outras coisas que foram ditas; evidentemente, num ambiente de discussão, pode-se dizer tanta coisa tola […] o delito que o homem usa e abusa de dizer o que pensa. Portanto, é necessário compreendê-lo.

Mas é ainda mais interessante que muitos daqueles que foram condenados por Pio XII – De Lubac, De Le Blond, Danielou, Congar, etc – eram homens do dia, atuais, durante o Concílio.

Mas, verdadeiramente, eu soube de uma coisa interessante: um professor da  Universidade Gregoriana, que fora responsável pela comissão para os textos preliminares para o Concílio – Padre Tromp – um teólogo magnífico… Falei com ele um pouco antes de sua morte. Ele era meu professor na Gregoriana e eu até fiz um curso especial com ele. E eu perguntei como ele avaliava esta situação e ele me respondeu o seguinte: o Concílio foi um concílio bastante difícil, muito difícil, tanta energia desperdiçada, mas, em suma, uma coisa que se deve dizer é que o Concílio Vaticano II, com todas estas discussões, declarações, documentos, etc, etc, é também a indicação dada por João XXIII de ser um concílio pastoral. Até hoje não se compreende bem este sentido, sentido bem profundo de concílio pastoral. Mas sabemos que não era um concílio de definições, que terminava assim: “todos que disserem o contrário sejam anátemas, etc, etc,” como era praxe. Mas era um concílio que tratava questões católicas, religiosas e mesmo questões não religiosas, mas não concluía mais como os outros concílios, com condenações, excomunhões. Não era um concílio dogmático.

Este sacerdote, que fora nomeado chefe da comissão de redação dos textos preliminares por João XXIII, me disse: “É incrível que um Concílio assim, complexo, heterogêneo, no final das contas tenha contribuído para um dos documentos mais seguros, fundamentais da Igreja. Sim, e ele aludia ao Capítulo 8º da Lumen Gentium. Para o Padre Tromp, este documento seria um dos maiores documentos de toda a história da Igreja.

Bem, nesse Concílio havia um homem que eu admirava muito, muitíssimo, tinha lido várias vezes um de seus livros: “Teologia do Apostolado”, Cardeal Suenens e que, em suma, me fez sofrer[…]. Ele tomou a posição de comando, um comando externo, dos bispos da Alemanha e Holanda. Mas, em suma, ele era um mariólogo, um devoto de Maria e certamente ele é quem inspirou e acompanhou a redação do capitulo 8º. Bem, por que digo isso? Porque quando Suenens disse: “Santidade, não somos crianças […]”. Recebemos uma carta, para logo ler e assinar. Nós somos bispos, nós somos sucessores dos apóstolos. Sabemos o que fazemos. [… ]. Temos que ler os esquemas e depois vamos discuti-los.

E João XXIII, vocês sabem disso, se amedrontou e disse: “sim sim, faremos um Concílio pastoral” Não há Constituições Dogmáticas num Concílio Pastoral. Faremos um Concílio para discutir as questões do momento, e não as questões de sempre, e dar a resposta convencida pela prudência e sabedoria evangélica.

O estudo feito por Gherardini considera todas essas questões e diz claramente: o Concílio é uma grande graça para o mundo, e também é este concílio, tantas coisas são ditas, mas não há nenhum peso dogmático. [..] Há coisas que podemos chamar de incertas… até alguns teólogos depois do Concílio Vaticano II disseram que a linguagem da teologia de hoje é uma linguagem de incertezas, não há nenhuma certeza em suas declarações.

Assim, me parece que isso explica que tantas coisas tenham chegado a nós com muito pouco fruto. Pelo contrário. Vejamos. Dentro do Concílio Vaticano II, não nas reuniões, foram feitos acordos com os representantes da Rússia para que não se falasse do comunismo, não se falasse de Rússia. Mas isso é o contrário da mensagem de Fátima. O centro da mensagem […] era a Rússia, da qual virão grandes males para a Igreja e para o mundo. Mas fizeram um acordo. Ah sim! Porque havia bispos ortodoxos [para participar do Concílio]. E nós sabemos hoje que muitos bispos não só na Rússia, mas na Polônia e outros lugares, para não terem obstáculos da parte do governo comunista, faziam vistas grossas a certas coisas. Por exemplo: nós sabemos que este escândalo ocorreu na Polônia de um arcebispo que fora nomeado e que no momento de tomar posse da diocese ele simplesmente disse: “não, não posso tomar posse, porque encontraram um documento assinado por mim que me permitia sair da Polônia para estudar em Roma com a condição de colaborar com o governo sobre as coisas da Igreja que lhe interessavam.”. Este é o problema. […] O arcebispo de Kiev, que era um homem que se aproximou muito de João Paulo I, na última audiência, morreu lá diante do Papa. Ele não era ninguém menos que um chefe da KGB e era arcebispo de Kiev. Coronel da KGB. […] É um trabalho de muito tempo de infiltração na Igreja Católica, e se pode dizer que também o fato de Judas fazer parte do colégio apostólico, não disse nada contra Cristo, e no último momento quis lhe trair: “amigo, a que viestes?”. […] Há momentos extremos de traição e por isso o Senhor tem muitos e muitos caminhos. […]

Por outro lado, por exemplo, nós sabemos da influência da maçonaria no último Concílio não foi pouca, porque o próprio Monsenhor encarregado da liturgia – Bugnini – tinha escrito uma carta ao chefe da maçonaria italiana, dizendo que pela liturgia havia feito tudo que era possível; tudo aquilo, segundo recebeu instruções, mais não poderia ser feito. […]  Um padre polonês que encontrou este ofício o levou imediatamente a Paulo VI, que o mandou para fora de Roma, na nunciatura no Irã. Até Monsenhor Benelli, que era o braço direito do Papa, também foi retirado de Roma e estranhamente ambos morreram pouco depois em circunstâncias misteriosas. Dizíamos que era uma queima de arquivo. Entendem, não?

Quero dizer que mesmo os inimigos estando presente dentro da Igreja, isso não deve nos atemorizar, pois o próprio Cristo já contou aquela parábola […] do trigo e do joio juntos e o Senhor disse “deixai crescer”, depois, na hora da colheita se separará os dois. Pois os maus, como diz Santo Agostinho, ou existem para se converter ou para nos santificar. E isso é verdade. […] O Senhor, no antigo testamento, deixava os povos bárbaros e desumanos presentes e próximos do povo eleito para garantir a sua fidelidade e seu espírito de sacrifício. E por isso não devemos de maneira alguma pensar que estes problemas possam abalar a nossa fé. Absolutamente!

Uma vez, quando disse um pouco dessas coisas num encontro de bispos, um deles se levantou e me disse: “Você não crê no Espírito Santo?”. Eu disse: “Creio sim, e por isso estou aqui, porque creio no Espírito Santo e sei que as portas do inferno não prevalecerão”. “Eu estarei convosco até o fim do mundo”, tenhamos esta certeza absoluta, não podemos duvidar daquilo que Cristo disse. Isso seria um suicídio religioso. Se não creio em Cristo, em que acreditaria? Em meu pai, em minha mãe, em meu amigo, no Papa? Se não creio em Cristo… e por isso estou seguro, seguro com armas, com sofrimentos, com sangue, sim, sim, é verdade. Quando penso, por exemplo, no Pe. Gruner, vejo nele um mártir da Igreja moderna, sem dúvida. Não se pode compreender a sua vida sem a palavra de Deus que diz: “o reino dos céus é sofre violência, e são os violentos que o alcançam”.

Creio que poderia dizer – digo como uma palavra minha — e suspeitar que o Concílio Vaticano II está relacionado […] com o terceiro segredo de Fátima. Alguns de vocês me dirão: “mas isso não é atual”. Mas é atual sim, pois se nós publicamos isso, teremos que enfrentar o temor de nossos fiéis que dirão: “O que? Vocês não acreditaram?”… Porque me dirão que eu fui fraco, que eu fui estúpido… essas não são justificativas para que eu possa dizer: “não sou responsável” ou “não estava nessas coisas”.

[…] victoria quae vincit mundum: fides nostra. A nossa fé é a vitória que vence o mundo. Que vence o mundo! Eu estarei convosco até a consumação dos séculos. As portas do inferno com ela. Nem a maçonaria que é o corpo místico de Satanás, nem as heresias são realmente a lepra da nossa Igreja, mas que encontram sempre na graça de Maria e no amor de Cristo um remédio salutar para todos os males, nada disso me deve fazer perder a coragem ou deixar de lutar.

Um dia eu falava na conferência dos bispos do Brasil contra o aborto, porque eu trabalho muito – poderia e deveria ter trabalhado ainda mais. E um bispo me disse: “Mas Dom Pestana, o senhor tem que entender que não podemos perder tempo […] com uma batalha perdida. O aborto vem! Como veio para quase todas as nações. Não se pode perder tempo com essas coisas”. E eu disse: “Excelência, Deus não te julga se ganhamos ou não a batalha, mas se lutamos e se lutamos bem”. E assim penso que vocês estão fazendo, e por isso estou aqui com a alma renovada, encorajado […] mesmo com o meu joelho com duas placas de metal.

Deve-se pensar nisso: eu devo lutar. […]. Sempre recordo de uma estória, e gosto de contar estorinhas […] para ensinar o catecismo. Um elefante corria na África e, de repente, uma formiga na sua orelha lhe diz: “Elefante, olhe para trás, veja quanta poeira estamos fazendo”. Nós estamos fazendo. E pensamos que somos nós que estamos fazendo. E por isso o personalismo no apostolado é um grande perigo. É Deus quem faz, e só quando os homens se convencerem que Deus faz aquilo que nós fazemos é que acreditarão em nós. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, Amém.

* * *

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Fonte: The Fatima Challenge

71 Responses to “Roma: discurso de Dom Manoel Pestana Filho, bispo emérito de Anápolis, em conferência sobre Fátima.”

  1. “…porque todas estas questões que já haviam sido esclarecidas e algumas condenadas pela Igreja desde Pio X e também um pouco por Bento XVI”

    Senhores do Fratres, não seria Bento XV e não Bento XVI?

  2. http://www.paulinas.pt/livro_detail.asp?idlvr=402
    Livro do Pe. Gabriele Amorth e prefácio de um Bispo Emérito extremamente combativo; denuncia ele (o prefácio) o satanismo infiltrado na Cúria Vaticana, bem como em Seminários, Dioceses, “Comunidades” e conclama a que se faça um exorcismo amplo, geral e irrestrito em toda a Instituição.
    Nota: A Paulinas brasileira disse que poderia editar o livro por aqui caso fosse retirado o prefácio. Não foi autorizada a supressão…
    Mais aqui http://www.paulus.pt/index.php?page=shop.product_details&flypage=flypage.tpl&product_id=715&category_id=77&keyword=exorcista&option=com_virtuemart&Itemid=29&lang=pt e aqui http://www.paulus.pt/index.php?page=shop.product_details&flypage=flypage.tpl&product_id=1036&category_id=115&keyword=exorcista&option=com_virtuemart&Itemid=29&lang=pt

  3. O que deve ser DESTRUÍDO deve ser SUBSTITUIDO. “Napoleão”

    Cada vez mais me convenço de que o objetivo de ser ter “fabricado” essa nova litúrgia foi a tentativa de destruição do Rito Tridentino, mas graças a DEUS e a Nsa. Senhora de Fátima os modernistas não tiveram sucesso. Se a nova Liturgia de Paulo VI está na total decadência, por causa dos abusos por outro lado muitos estão convencidos que a salvação da Liturgia está na tradição.

  4. MAIS UM BISPO ABRIU A BOCA!!!

    Dom Pestana perguntou à freira sobre o Concílio, e a mesma respondeu “Não sou autorizada a responder esta pergunta”.
    Conclui dom Pestana que este silêncio foi um “sim” velado.

    Se não houvesse relação, bastaria dizer “não”. E dizer NÃO de maneira alguma significaria que a irmã fosse dizer: o conteúdo do segredo.
    Mas responder “não estou autorizada” significa que a pergunta toca no segredo, mas caberia não a ela, mas ao papa ou à Santa Sé responder o que perguntou D. Pestana…

    Há anos escuto e leio os estudos dos conservadores, tradicionalistas, jornalistas, direitistas e já vi mesmo teorias fantásticas, extravagantes até, como a dos que disseram que a irmã Lúcia e Paulo VI eram impostores, a de que o cardeal Siri seria papa legítimo, etc ad infinitum.

    Através da Montfort, que neste caso foi sempre mais equilibrada, soube do Pacto de Metz, da infiltração modernista, de Bugnini, do caso do arcebispo Kgbista Nikodini e da morte de João Paulo I…
    Mas nunca teve peso do comum dos católicos, pois se está a falar de leigos que ensinam a leigos, e o povo acostumou-se a não considerar nada que não venha da Hierarquia.

    A FSSPX já publicou muita coisa igualmente interessante e coincidente com o que disse a Montfort, tornando-se assim mais uma referência, mas quem ouviria fantasias de “cismáticos”?

    E eis que passamos anos e anos batendo nas mesmas teclas. Denunciar a infiltração moderno-maçônica no Concílio e na missa, as omissões, os acordos iníquos, as manobras para destruição da Igreja Católica… Quem nos acreditaria?

    Agora o tempo mesmo se encarrega de mostrar quem estava errado… Condenação do “Espírito” do Concílio, Liberação da Missa Verdadeira, permissão do IBP de criticar constutivamente o Vaticano II, revogação das excomunhões lançadas contra os bispos da FSSPX, sem que estes tivessem comprometido sequer um ponto de suas resistências, e convite à mesma FSSPX de sentar-se com teólogos do Vaticano para discutir o concílio.

    Paralelamente, a limpeza vem sendo feita com a deportação de Fitzgerald para o oriente, a cassação dos ecumenistas franciscanos dos santuários de Assis, o enchimento de prelados e teólogos de linha ratzingeriana em cargos importantes da Cúria (Cañizares, Burke, Pell, Pozzo, Bux, etc), reforma das liturgias vaticanas, tolerância 0 com Medjugorje e com os pedófilos, as nomeações de arcebispos e bispos em sés de elevada importância…

    Mas o mais interessante é ver a evolução das declarações dos teólogos e prelados, conservadores e progressistas. Estes últimos já não escondem suas resistências, como o episcopado austríaco, o alemão, e a grande parte dos franceses, que já pouco se incomodam com seus escândalos litúrgicos, ecumênicos ou morais, como o cardeal de Viena que se une à sua corja para pressionar a liberação do celibato.

    Contudo, é dos conservadores que vemos cada vez mais declarações que abonam tudo o que já dizíamos há tantos e tantos anos.

  5. Belíssimo!!!!! Belíssimo, Dom Pestana!!!!! Nunca imaginei que havia um membro do Episcopado de tamanha sabedoria aqui no Centro-Oeste do Brasil.

  6. SeNo início eram só os tradicionalistas.

    Depois de Bento XVI, os teólogos e padres começaram a abrir a boca aqui e ali.

    Agora são os bispos.

    Contra a posição oficial de Bento XVI, que seria a aceitação segundo a LETRA, Dom Olivieri questiona a mesma, naquela introdução à Obra de Romano Amerio – o IOTA UNUM.

    Com efeito, Dom Olivieri concluiu que a Letra dos documentos está comprometida, pois TAMBÉM foi escrita pelos modernistas, e os mesmos não seriam tão ingênuos a ponto de interpretar o Concílio segundo o Espírito sem um apoio em documentos escritos por eles mesmos.

    E agora, pela primeira vez eu escuto um bispo, que, no dizer da galerinha da plena comunhão, está “cum Pedro et sub Pedro”, confirmando o que já não é segredo entre “os cismáticos”, os “refratários”.

    Vejamos a sequência de impiedades na ordem que expôs dom Pestana:

    1)Dom Pestana, em sua juventude estudou em Roma, e é velho o suficiente para ter presenciado coisas que se diziam na época.

    Em relação à convocação do Concílio Vaticano I:

    “(…)soube que o Santo Padre Pio XI desejava reabrir o Concílio do Vaticano. O Cardeal Billot o advertiu: “Santidade, me parece que isso é um perigo, PORQUE ESTAMOS NO TEMPO DOS MODERNISTAS (…)Se o concílio for aberto agora, todos estarão em condição de participar, porque muitos também eram hierarcas da Igreja e creio que isso seria uma magnífica confusão (…)porque todas estas questões que já haviam sido esclarecidas e algumas condenadas pela Igreja (…) estariam livres para discussão (…).

    Que coisa, hein? Então apesar da guerra promovida por São Pio X, o modernismo não apenas sobreviveu, mas nos tempos de Pio XI já assumia postos entre o episcopado, entre os “hierarcas”…
    Nos tempos de Pio XII, então, houve uma infestação.

    “(…)ele [Pio XII] havia escrito a Humani Generis, onde condena aberta e duramente todas as posições modernistas, citando muitos teólogos. […] situei muitas de suas citações [dos teólogos] nesta encíclica. (…) Padre Congar, Padre Schillebeecxs, e outros. […], mas o Santo Padre havia denunciado muitos teólogos que depois fariam sucesso com os seus escritos.

    “Mas é ainda mais interessante que muitos daqueles que foram condenados por Pio XII – De Lubac, De Le Blond, Danielou, Congar, etc – eram homens do dia, atuais, durante o Concílio”.

    Que mar de lama!!!!!!!!!!

    Dentre os hierarcas, faltou mencionar um certo arcebispo Montini, que em virtude de ter violado a ordem de Pio XII, negociando secretamente com o comunismo, foi pelo mesmo banido da Cúria, transferido, perdendo o posto de substituto para Assuntos Correntes da Secretaria de Estado, e assumindo a Sé de Milão SEM RECEBER O CHAPÉU CARDINALÍCIO.

    2)Concílio de incertezas

    Incertezas?

    “Dentro do Concílio Vaticano II, não nas reuniões, foram feitos acordos com os representantes da Rússia para que não se falasse do comunismo”

    PELA PRIMEIRA VEZ OUÇO UM BISPO CONFIRMAR O PACTO DE METZ.

    Que mar de lama!!!!!!!!!!!!!!!!!!! (2)

    Quem pedirá perdão por esta omissão escandalosa? Quem pedirá perdão por esta cumplicidade?

    3)Assassinato de Nikodin e João Paulo I?

    “O arcebispo de Kiev, que era um homem que se aproximou muito de João Paulo I, na última audiência, morreu lá diante do Papa. Ele não era ninguém menos que um chefe da KGB e era arcebispo de Kiev. Coronel da KGB. […] É UM TRABALHO DE MUITO TEMPO DE INFILTRAÇÃO NA IGREJA CATÓLICA” (não diga…)

    É sabido que o siricutico que matou Nikodin foi tão fulminante quanto o que levou o papa sorriso ao encontro de São Pedro… Mais um mistério…

    Infiltração…

    Que mar de lama!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! (3)

    4)Maçonria, Bugnini, Benelli, queima de arquivo:

    “Por outro lado, por exemplo, nós sabemos da influência da maçonaria no último Concílio não foi pouca, porque o próprio Monsenhor encarregado da liturgia – Bugnini – tinha escrito uma carta ao chefe da maçonaria italiana, dizendo que pela liturgia havia feito tudo que era possível; tudo aquilo, segundo recebeu instruções, mais não poderia ser feito. […] Um padre polonês que encontrou este ofício o levou imediatamente a Paulo VI, que o mandou para fora de Roma, na nunciatura no Irã. Até Monsenhor Benelli, que era o braço direito do Papa, também foi retirado de Roma e estranhamente ambos morreram pouco depois em circunstâncias misteriosas. Dizíamos que era uma queima de arquivo.(…)”

    Que mar de lama!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! (4)

    É a primeira vez que vejo um bispo confirmar estas coisas…
    Porque o então cardeal Montini não foi exemplarmente punido por Pio XII?
    Porque Bugnini não foi exemplarmente punido por Paulo VI?

    Eis aí, neoconservadores. Eis aí, rifados. Eis aí a liturgia que vocês chamam de santa e católica. Eis aí a sua mãe, a maçonaria, e os seus muitos pais, Bugnini e seus pastores. Uma liturgia bastarda, nascida da luxuria por coisas novas, nascida da profecia do Senhor, quando dizia que chegaria o dia em que os homens não mais suportariam a Sã Doutrina, e correriam atrás das fábulas.

    Como é que uma pessoa se diz católica e tem a CORAGEM de defender um rito nascido da abominação, e fortalecido do caos oriundo da quase elimianção do rito de São Pio V?

    Se queixem com o bispo, então. Ele está confirmando o que vocês não querem aceitar.

    Esta liturgia não pode mais ser apoiada. Estes textos ambíguos não podem mais ser apoiados. Não há mais espaço para omissões, será que vocês não percebem?

    Não se trata de rebelião contra o Santo Padre ou o episcopado, mas no que D. Gherardini chama de incerto, é obrigação moral resistir. Basta de Missas Novas bem celebradas, basta de defesas absurdas das novidades conciliares, basta de se proteger a letra mentirosa dos documentos heretizantes do Concílio!
    Chega de mentiras. Chega de escândalos!

    Se agora até os bispos estão aos poucos desembuchando, quantos prelados mais serão necessários para convencê-los de que estão colaborando com o inimigo? Enquanto se frequentar a liturgia bastarda, enquanto se combater os católicos anti-liberais, vocês estarão contribuindo para prolongar este caos!

    Não repitam o erro do episcopado conservador. Eles se revelaram como cães mudos, porque deveriam ter agido, mas não agiram!

    O MAIOR ESCÂNDALO NÃO É O PECADO DOS ÍMPIOS, MAS O SILÊNCIO DOS BONS.

    Olhe a mentalidade tacanha de um bispo, alarmado com o que disse D. Pestana:

    “Você não crê no Espírito Santo?”

    O pobre era incapaz de ter um mínimo de largueza de visão. Confundia a sanha dos homens perversos com a destruição da Igreja. Para ele era impossivel separar a Igreja dos seus membros. Então, provavelmente este bispo fez como os outros. Fingiu que nada acontecia, porque na ignorância dele, as palavras de D. Pestana equivaliam a dizer que as portas prevaleceram…

    E o outro?

    “Mas Dom Pestana, o senhor tem que entender que não podemos perder tempo […] com uma batalha perdida. O aborto vem! Como veio para quase todas as nações. Não se pode perder tempo com essas coisas”.

    Não é um bispo. É um rato mitrado…

    Com certeza, temos o que merecemos. Deus nos pune por nossos pecados, suscitando bispos deste calibre. Mas o pior de tudo é ver os inocentes uteis trilharem o mesmo caminho de perdição, e ao invés de resistirem ao mau ensinamento, optarem por maquiarem o monstro, para parecê-lo menos feio do que parece…

    O que mais dói é saber que a FSSPX e os grupos que rejeitam esse sistea de coisas estão certos. É uma certeza triste a que temos, porque é horrivel estar certo numa situação em que a quase totalidade dos membros da Igreja repousam no erro…

    Quantos teólogos, quantos bispos mais serão necessários para convencer as pessoas a optar pela verdade sem legalismos e sem retoques?

    Guardarei mais este tópico em meus arquivos, porque não faltarão corações endurecidos para ler o que está escrito na pena de D. Pestana… E provavelmente não aceitarão o resultado… Que pena!…

  7. Prezados(as),
    Salve Maria!

    Um dos melhores textos que encontrei nestes relatos apresentados neste blog. Uma coragem e objetividade, sem maiores elocubrações ou teorias conspirativas incomprovadas ou nebuloooosas demais.
    Dom Pestana fala muito bem e conclui o que é bem claro para muitos.

    Que Deus o abençoe D. Pestana, por intermédio de sua Santa Mãe, Maria Santíssima!

    Instaurare omnia in Christo,

    RVGarcia

  8. Amigo Bruno Luís Santana,
    Sinceramente não vejo dificuldade do “não estou autorizada” significar também um belo de um “não”.
    Temos que considerar que a freira realmente estava sob ordens de não responder seja lá que pergunta for.
    Um tipo de pergunta dessas, até mesmo uma coçar de nariz pode parecer um sim.
    Vejo a resposta dela mais como um “não estou querendo falar disso agora”.
    Imagine sua filha na segunda-feira te perguntando se vai poder ir na festinha do sábado?
    É claro, você na hora não vai responder sim nem não, talvez um “não estou autorizado” ou melhor “mais tarde falamos disso”.
    Penso que relatos desse tem pouca importancia e só aumentam a confusão. Com todo respeito.
    Passo essa responsabilidade para o Papa Bento XVI (Fatima).
    Já temos as nossas.

  9. Muito bom esse discurso do Nosso Bispo Emérito. Em toda minha vida não conheci Bispo melhor, ele nos transmite amor, muito amor.

  10. Roberto,

    Talvez você tenha razão, pois afinal a resposta dela não dá segurança para afirmação alguma.
    Acompanhei o que disse D. Pestana, logo em seguida ao “não estou autorizada”.

    Ele continuou dizendo:

    “não estou autorizada a responder esta pergunta”. Isso é muito interessante. […] é um sinal de alguma reserva no terceiro segredo e esta reserva tinha alguma relação com o Concílio Vaticano II.”

  11. Se Nsa. Senhora de Fátima tivesse falado bem do Concilio Vaticano II os modernistas teriam gritado aos berros ao mundo inteiro o que ela tinha dito…..

    Mas com certeza absoluta a Mãe de Jesus não falou nada bem das futuras e lamentáveis “deformas” feitas na liturgia da Missa e na própria teologia da Igreja Bimilenar.

    COmo não podiam permitir que a Irmã lúcia revelasse o segredo que está cada vez mais claro, os modernistas costuraram a boca da Irmã Lúcia .

    Concordo plenamente com Bruno LUiz Santana
    Que mar de lama!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  12. Sr. Roberto,

    A Irmã Lúcia não estava “sob ordens de NÃO RESPONDER SEJA LÁ QUE PERGUNTA FOR”. De onde o sr. tirou isso? Pois leia o livro de William Thomas Walsh e veja lá que o próprio autor conversou com a ela por mais de duas horas, e durante essa conversa ela respondeu várias coisas sobre o Segredo.

    Cito uma das perguntas que foi respondida com um “NÃO”:

    ” – Disse-lhe Nossa Senhora alguma coisa a respeito dos Estados Unidos da América?

    Olhou-me muito admirada e sorriu disfarçadamente, como a sugerir que talvez os Estados Unidos não fossem tão importantes, na ordem geral das coisas, como eu imaginava.

    – NÃO – disse gentilmente. Nunca mencionou seu país. Mas eu desejaria que se rezassem missas por mim nos Estados Unidos (Nossa Senhora de Fátima, p. 250, Ed. Quadrante).”

    Por acaso isso não é responder a uma pergunta? Se ela respondeu com um NÃO a esta pergunta, por que não respondeu com um NÃO também à pergunta de Dom Pestana?

    Veja como o sr. se contradiz: primeiro afirma que ela “estava sob ordens de não responder seja lá que pergunta for”. Depois, o sr. afirma: “Vejo a resposta dela mais como um ‘não estou querendo falar disso agora'”. Como alguém que está proibido de responder qualquer pergunta que seja feita pode ao mesmo tempo não querer falar de algum assunto em determinado momento? Ora, ainda que ela quisesse, se estivesse realmente proibida não poderia fazer nada. Logo, sua opinião a respeito do motivo pela qual ela respondeu como respondeu é totalmente incoerente com estado em que o sr. diz que ela estava (o de não poder responder a qualquer coisa que fosse).

    Ademais, no mesmo livro que citei o autor menciona outra resposta exatamente igual à que ela deu ao Dom Pestana, mas dessa vez com relação ao fim do mundo. Cito:

    “- Teve alguma revelação de Nossa Senhora sobre o fim do mundo?

    – Não posso responder a essa pergunta (op. cit., 249).”

    Ora, se num dado momento da entrevista ela responde afirmativa ou negativamente a esta ou àquela pergunta, por que diabos ela também daria essa resposta vaga “não posso responder a isso”? Ora, é claro que Nossa Senhora disse algo sobre isso também, assim como falou de um concílio (não sabemos exatamente o quê nem como).

    “Quem tiver ouvidos, ouça!”

  13. D. Pestana…
    Grande Teólogo e Erudito católico…

    Achei muito sensata e equilibrada sua palestra. Não cai no ridículo de super-dogmatizar Fátima, não cai no delírio, quase sed- vacantista, ou melhor…sed-vacantista de fato, de demonizar totalmente o Vat II, mas mostra com clareza e sinceridade, suas posições e análises de quem, com toda a autoridade, pode falar, com conhecimento de causa, sobre a situação hodierna da Igreja, sobretudo depois da visita do Papa à Fátima…

    Não é à toa que na CNBB, quando D. Pestana tomava a palavra, a esquerda fraquiiiiiiiiiinha e analfabetinha….barulhenta….fraquiiiiinha, claro intelectualmente falando, torcia o nariz e resmungava, tentando fazer chacota com o que dizia D. Pestana, porque debater com ele, rsssssss….nem eram bestas de tentar… Tinham que se contentar em ruminar de raiva, avacalhar, e, engolir a seco o próprio veneno…

    Ainda bem que, como próprio constatou, um dos grandes defensores dessa esquerda alegre e materialista, barulhenta e poderosa em fazer análises de conjunturas, em fazer apologia aos sem-terra, em fazer o grito dos excluídos, em produzir textos enormes, abjetos e ateusss, intragáveis…está em decadência acelerada…

    Essa ala que já foi poderosíssima em termos de influêcias perversas através de assessores….assessoras….freiras que não sabem mais o sentido de suas vocações, aí tem que assessorar o que não sabem, se meter onde não deveriam e, muito menos, têm capacidade para isto, no seio da CNBB, está cada vez mais agonizando…

    Graças às momeações do grande João Paulo II, que vai demorar algum tempo ainda para expugar toda erva daninha do nosso Episcopado… que desmantelou as nomeações horrorosas que vinham sendo feitas e, às vezes, são feitas ainda, porque muitos escondem as unhas até chegar a mitra….Depois…Deus nos acuda…

    A situação começa a clarear…Longe….Mas começa…

    Mas, sempre, sempre, cum e sub Petrus. Nunca, nunca, jamais, em hipótese alguma, num magistério paralelo.

    Tenhamos certeza; nosso Bento XVI, sabe onde quer chegar e, mais ainda, tem as rédeas nas mãos….

    Não é à toa que, por não soltar as rédeas da Igreja, sofreu um ataque satânico da Imprensa, sofre afrontas horríveis de certos cardeais e bispos que, estão a postos para destilarem seus venenos através de posições, absolutamente contrárias, às do nosso Papa…

    Por fim, como magnificamente disse D. Pestana: nossa confiança inabalável é no Senhor e Fundador da Santa Igreja,e é irrestrita e total: “As portas do inferno não vencerão”…

    Ad multos annos D. Pestana…

    Querendo ou não, o Episcopado do Brasil tem que reconhecer, por honestidade e sinceridade para com a verdade, vossa cultura e vosso cabedal intelectual e espiritual!!!

  14. Roberto, mas se aliarmos a resposta da irmã Lúcia à tese de Antônio Socci, a resposta está mais para um ‘sim’ do que para um ‘não’. Além do mais, a resposta da religiosa a Dom Pestana foi “[…]não estou autorizada a responder esta pergunta” e não “Não estou autorizada a responder perguntas sobre o conteúdo da Mensagem”. Portanto, a resposta diz especificamente sobre ESTA pergunta, i.e., sobre a alusão da Mensagem ao Concílio. Assim, numa balança de lógica booleana, a verdade está mais para um ‘sim’ do que para um ‘não’, obviamente sem descartar está última possibilidade.

  15. Muito interessante e esclarecedor, a tradidição está vencendo o modernismo sem alicerces.

    Ave Maria.

  16. sereno e construtivo discurso!

  17. Não há segredo que um dia não seja revelado, aos poucos a verdadeira interpretação do 3°segredo esta vindo a tona,Deus age por caminhos que o homem desconhece e usa dos fracos para confundir os fortes.

  18. Prezado Bruno luiz, concordo com voçê plenamente,entretanto temos que ter calma não restauraremos a tradição de uma hora para outra, é um trabalho lento mas firme,aos poucos a verdade esta aparecendo.Quanto a infiltração da maçonária na curia de Roma não podemos dar ouvidos a teorias conspiratórias sem base,sabemos que os inimigos da Igreja agem como Judas o próprio Papa Bento já nos alertou que o perigo mora dentro da Igreja,Entretanto as istorietas do assassinato de JPI e das ligações maçonicas do arcebispo Buguini carecem de maiores fontes.

  19. Guilherme,
    Não me leve a mal mas o livro de William Thomas Walsh e nada,pra mim é a mesma coisa.
    Deva ser mais uma historinha sobre Fátima, tá cheio por aí, se você gosta dessas “viagens” te aconselho a grande obra “Os caçadores da Arca Perdida”.
    Infelizmente tem uma turma no catolisismo tradicional que vê o destino da Igreja Católica até numa interpretação estapafurdia de um trocar de letras ou palavras,vê o céu ou o inferno na cor de uma roupa, se chove não vai ter segredo, agora se faz sol, ele vai girar e o segredo vai ser revelado, o destino do mundo muda com uma simples frase de um papa que poderia estar com dor de barriga ou de mal humor.
    Guilherme, eu é que te pergunto, da onde é que você tirou esse “sim”.
    Você acha que é um “sim” porque você quer que seja um “sim”.Mas não é.
    Ora bolas, se a irmã disse “não estou autorizada”, é porque ela de fato não está autorizada!
    Aceite isso.
    E você vem e me diz :
    “Quem tiver ouvidos, ouça!”
    E eu te digo quem tiver cabeça, pense.
    Na minha opinião ou palpite,chame do que você quiser;
    Nossa Senhora jamais falaria de segredos ou charadas.Seu filho falou claramente e abertamente e ele deve ter herdado isso da Mãe.
    Virou um segredo porque os homens o transformaram em um segredo.
    Seja lá o que for, sairá da boca do Papa, não da minha, da sua ou do Bispo.

  20. Digo e repito: enquanto se aceitar as regras conciliares, nas partes onde as mesmas são CONTRÁRIAS ao Magistério anterior, o resultado será uma contribuição maior para fazer prolongar mais ainda o caos.
    Não adianta ser progressista ou conservador. Ontem os progressistas eram maioria, hoje são os conservadores… Mas enquanto não se der um basta nestas mentiras, os revolucionários sempre se disfarçarão para crescer, e crescendo, sempre farão de tudo para sufocar a religião.

    O grande João Paulo II que beijava Alcorões e promovia escândalos como o de Assis nos deixou Sodano, Kasper, Ré.

    As principais arquidioceses brasileiras caem sempre em mãos de progressistas. Arns permaneceu por muito tempo na Sé Paulistana, Lorscheider em Aparecida… Para substituir o conservadorismo de D. Lucas Neves aqui em Salvador, colocaram D. Geraldo, que trabalhou na Cúria Romana nos tempos de Paulo VI, e há um mês atrás recebeu “calorosamente” o arqui-herege da Teologia da Libertação, o braço direito de D. Helder Câmara na destruição de Recife: o padre Joseph Comblin.

    Pois é. Ele esteve aqui e eu mesmo assisti sua palestra anti-católica… No auditório da Cúria…

    Não é interessante o jogo de Ré? Do considerado conservador – Ré?
    Engraçado como substituiram D. Pestana por um polaco que tem ódio jurado à Tradição, a ponto de escandalizar os padres de Anápolis, ordenando a retirada das mesas de Comunhão, onde o povo fiel se ajoelhava para receber o Corpo de Deus…

    Mas engraçado ainda (para não dizer trágico) foi o passa-fora que deram em D. Sobrinho. Como resposta por seu trabalho de recatolicização de Recife-Olinda, não só o ridicularizaram no Osservatore Romano, como ao invés de consultá-lo sobre um possivel sucessor, colocaram precisamente um arcebispo CONTRÁRIO…

    E o que dizer do padre francês que recorreu à Santa Sé, em virtude de ter sido removido por seu bispo da única paróquia que rezava missa tradicional, e portanto, era o único sucesso da diocese?
    D. Hummes imediatamente confirmou a decisão do bispo.

    É este o panorama.

    Graças à colegialidade pregada pelo Concílio, o papa está aí… Tendo um trabalho sobre-humano para conertar as coisas sem causar a fúria dos episcopados. E quando um episcopado fala grosso, como na Áustria, a Santa Sé tem que falar fino, aceitando até a renúncia de um escolhido para bispo de Linz.

    Obediência sim. Obediência em tudo… Mas em tudo que esteja dentro da Doutrina Imutável, da moral imutável. Diante dos ensinamentos incertos, uma certeza: a de não segui-los, afinal se eles mesmo não se garantem, porque deveríamos endossá-lo?

    É ao pé da letra o ditado que se diz por aí: não se troca o certo pelo duvidoso…

  21. Roberto,

    Gostaria que, com argumentos, o sr. provasse que o livro de Walsh “e nada é a mesma coisa”. Quais são os pontos? O sr., por acaso, teve acesso aos documentos, como ele teve? O sr., por acaso, entrevistou diretamente a Irmã Lúcia para cotejar as informações que ele dá e, assim, poder desautorizá-lo? Aliás, o sr. se deu o trabalho de ler o livro e ver que os fatos estão lá narrados como estão em outros livros importantes sobre o assunto? Afirmar simplesmente que o livro é ruim não diz nada. Prove antes, depois conclua afirmando. Aponte os erros que lá estão, se é que eles estão lá.
    O sr. escreveu algo totalmente contraditório e sem base. Eu simplesmente apontei a contradição em suas afirmações e corroborei, com um testemunho de um livro dos anos de 1940, aquilo que Dom Pestana sugeriu. Quem disse aqui que Nossa Senhora falou em charadas? Quanto a falar em segredos, É CLARO QUE ELA FALOU EM SEGREDOS! Senão não haveria toda essa discussão! Não há o primeiro, segundo e terceiro segredos? Virou um segredo porque ELA assim determinou. Ela mandou que Lúcia, Francisco e Jacinta guardassem segredo por determinado tempo. Ao dizer essas coisas, o sr. mostra que não leu nada sobre o assunto e novamente se contradiz. Por acaso eu disse que sairá algo da minha boca? Por acaso eu disse que sairá algo da boca do bispo? Apenas disse que há algo de muito estranho em responder com um “sim” ou com um “não” a determinadas perguntas e com um “não estou autorizada a responder a ESTA pergunta”. Se o sr. não percebe (ou não quer perceber) o patente disparate, não posso fazer nada.

    Enfim, não diga que eu disse o que de fato não afirmei e, por favor, mostre-me por que o livro de Walsh “deve ser mais uma historinha sobre Fátima”. O sr. diz “deve”. Se diz assim é porque não leu. Se não leu, não pode falar nada, pois não tem embasamento para fazê-lo. Então, não seria melhor deixar o orgulho de lado?

  22. Mais heresias em Roma!

    Roma terá dia de retiro carismático para sacerdotes em 8 de junho
    ROMA, segunda-feira, 24 de maio de 2010 (ZENIT.org). –
    O Serviço Internacional da Renovação Carismática Católica (ICCRS), em colaboração com a Fraternidade Católica das Comunidades e Associações Carismáticas em Aliança (a Catholic Fraternity), promoverão no próximo dia 8 de junho, em Roma, um retiro para sacerdotes.

    Programado para a véspera da clausura do Ano Sacerdotal em Roma, que será realizada de 9 a 11 de junho, o encontro será realizdo na Basílica Romana de São João de Latrão, e terá como tema “O dom do sacerdócio”.

    Entre os principais palestrantes, estarão o presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz, cardeal Peter Turkson; o secretário da Congregação para o Clero, Dom Mauro Piacenza; o bispo da diocese australiana de Sandhurst, Dom Joseph Grech; e o diretor internacional do Evangelização 2000, Pe. Tom Forrest.

    Estarão presentes ainda o Pe. Kevin Scallon, sacerdote da comunidade vicentina dedicada aos presbíteros e sua renovação, e a irmã Briege McKenna, clarissa conhecida por seu dom de cura.

    A inscrição é gratuita e será oferecido um almoço a todos os inscritos.

    O ICCRS, reconhecido pelo Conselho Pontifício para os Leigos desde 14 de setembro de 1993, constitui um vínculo entre o movimento de Renovação Carismática e o Vaticano.

    O Catholic Fraternity foi fundado em 1990 por iniciativa de diversas comunidades carismáticas católicas ligadas à associação ecumênica International Brotherhood of Communities. Estas comunidades sentiam a necessidade de afirmar sua identidade no interior da Renovação Carismática e fortalecer seu vínculo com a Igreja e com o sucessor de Pedro.

    http://blog.cancaonova.com/padrejoaozinho/2010/05/25/roma-tera-dia-de-retiro-carismatico-para-sacerdotes-em-8-de-junho/

  23. Guilherme,
    Eu disse que o livro equivaleria a um nada.
    Pois, deixe-me colocar alguma coisa nesse nada, esse livro e todos os outros que falam sobre os tais segredos são inúteis e sem importância.
    Se a Virgem Santíssima apareceu em Fatima para essas três crianças, ótimo.
    Se aparecer pra você, que bom.
    Se aparecer pra mim, melhor ainda.
    Mas não vai mudar nada.Minha fé pode ser fraca mas não muda.
    A revelação foi privada e não obriga a crença.A credibilidade execessiva seria abusiva e até poderia levar ao pecado.
    Me arrisco a dizer que até mesmo o emprego da palavra “segredo” na pessoa de Nossa Senhora contraria o que Nosso Senhor sempre pregou.
    Tenho “privadamente” minhas dúvidas se a Virgem teria recorrido a tal termo.
    Fique com os segredos e…
    Usando uma frase sua:
    …não posso fazer nada.

    P.S. …”É CLARO QUE ELA FALOU EM SEGREDOS!”
    E você ainda me pede provas,pontos e argumentos?!

  24. Roberto,
    considerando o fato da Mensagem de Fátima ser um “nada” segundo sua opinião, penso nas 70 mil pessoas (incluindo ateus e agnósticos) que testemunharam o milagre do Sol em 13/10/1917.
    Um “nada” bastante significativo para tanta gente…

  25. Bob, meu caro, lembro que os milagres são como a “assinatura” de Deus à endossar algo que é credível, isto é, algo para ser acreditado como fato futurível e insofismável.
    Em todas as revelaçãoes “provadas” da Virgem (Salete, Lourdes, Fátima, Rue du Bac etc) há uma linha mestra que se alinhava: avisos de apostasia, avisos de fidelidade e avisos de calamidade.
    Negar essa abrangência “pública” não é negar um fato “privado”, mas negar que o Céu é previdente e providente…

  26. Caros Marcelo e Roberto ! Parabéns !

    “Não me leve a mal mas o livro de William Thomas Walsh e nada,pra mim é a mesma coisa.”

    Foi ótimo… rsrsrsr…

  27. …a maçonaria que é o corpo místico de Satanás…
    Ótima definição!
    Vou colocar um link no meu blog para este corajoso discurso gentilmente traduzido por vocês!

  28. Que tristeza triste…

    Logo, na Catedral do Papa, vai haver mais um descalabro carismático…

    Que lástima…

    Será que não chegam à Roma, as missas-shows, totalmente anarquizadas litúgica e espiritualmente, com sessões de “orações” em língua, “curas”, e tudo mais, copiado das igrejolas de fundo quintal neo-pentecostais, uma verdadeira babel na Igreja???

    Não compreendo…

    Será que não há cardeais que possam impedir isso na Catedral do Papa???

    Vai ser, talvez um pouquinho pior,do que quando do reconhecimento pontifício da c. nova, onde, em plena Basílica do Latrão também, os carismáticos usaram violões e palmas na Missa…

    Meu Deus…

    Até o senso do ridículo eles perderam…

    Usar esse tipo de instrumento numa Basílica como aquela, é, no mínimo, não possuir bom gosto…

    Mutatis mutandis…É como colocar uma escola de samba no Scala de Milão…

    É pra chorar…

    A que ponto humilham a Santa Igreja Católica…

    Em pensar que o único instrumento citado no Vat II, como próprio para as celebrações, é o órgão de tubo…

    Em pensar que, com a tecnologia de hoje, um bom teclado, substitui, ainda que não perfeitamente, àquele instrumento…

    Não…Isso exige um pouco mais do tempo dos padres em, ao menos para acharem bons(as) organistas, e estudarem um mínimoooo de cântico, investirem no cântico litúrgico…

    Mas, na sua grande maioria, estão atarefaaaadosssss, em nada fazer….

    É mais cômodo tocar cuíca, pandeiro e reco-reco nas celebrações e, deixar o povo na ignorância total do que a Igreja manda que se faça nas celebrações pelos seus documentos…

    Rezemos…

    Mãe da Igreja, rogai por nós!

  29. Prezado Roberto, Salve Maria.

    Confesso que fiquei triste quando li a sua mensagem, que revela uma certa indiferença quanto à mensagem de Fátima, atribuindo-lhe infantilidade e devocionalismo (Se não foi a sua intenção, que não tenho o direito de julgar, desculpo-me antecipadamente). Porém, lembre-se que, como bem disse o Sr. Marcus, trata-se de um fato privado com desdobramentos de alcance mundial, se considerarmos apenas os fatos conhecidos. Ademais, as grandes aparições – Lourdes, La Salette e Fátima – estão conectadas de maneira impressionante.

    Nossa Senhora tratou das guerras mundiais e das perseguições da Igreja; falou sobre a necessidade de desagravar o Imaculado Coração dos pecados dos protestantes – cujo pensamento é a base da sociedade moderna; e tratou ainda do comunismo, revelando que apenas através da consagração da Rússia o mundo voltaria à Fé. E o milagre do sol, só comparável aos relatos das Sagradas Escrituras (Josué, capítulo 8, por exemplo); um milagre natural, tal como foi dado aos reis magos pagãos.

    Esses acontecimentos não podem ser ignorados…

    A paz de Cristo!

    André

  30. Cleir!
    que milagre é esse meu caro?
    tem algum link sobre o milagre para disponibilizar?
    agradecido!

  31. Amigos,

    Convido-os a não prosseguir com as discussões acerca das aparições de Fátima e seus desdobramentos.

    É um tema muito caro a todos nós, certamente.

    E provavelmente a maior parte aqui pessoalmente acredita nesta e nas outras aparições, e a ligação entre as mesmas.

    Mas lembremos sempre que o assunto é livre. Nenhum católico é obrigado a ter a aparição de Fátima como verdade de Fé. A Igreja dá liberdade para revelações privadas, ainda que grandes indícios, envolvendo muitas pessoas aconteçam.

    Poupemos nosso latim para combater erros contra a Fé, especialmente em pontos em que não existe liberdade de escolha.

    E poupemos principalmente nossa energia para orar, fazer penitência, propósitos de mudar de vida e atos de amor a Deus.

  32. Vivas a coragem desse Bispo de Anapolis!!!

  33. Roberto,

    O sr. é tão orgulhoso que diz o seguinte a respeito de Nossa Senhora:

    “Se aparecer pra mim, melhor ainda.
    Mas não vai mudar nada.Minha fé pode ser fraca mas não muda.”

    Bom, eu não mereço ter nenhuma visão mística, mas é claro que se eu tivesse alguma, com certeza minha vida mudaria. Minha fé se fortificaria ainda mais. Aliás, qualquer católico que tenha a “fé fraca” deveria se esforçar para fortalecê-la. Quero simplesmente dizer que não se pode ser indiferente a esse tipo de evento, e o que o sr. afirma é que seria indiferente. Não foi o caso dos três pastorinhos. Antes das aparições, para o sr. ter uma ideia, eles rezavam apenas as primeiras palavras de cada oração do terço. Diziam: “Pai-nosso, Ave-Maria, Ave-Maria, Ave-Maria, etc., Glória”, pois eram preguiçosos. Não faziam penitência e tinham uma vida de oração apenas regular. Como diz o sr., tinham a fé fraca. Mas após as aparições cresceram em fidelidade, fervor e amor a Cristo e a Nossa Senhora. Rezavam sempre o terço, pronunciando as orações inteiras, faziam penitência, inclusive física – improvisaram um cilício com uma corda, com a qual passavam o dia todo, até mesmo durante o sono (Nossa Senhora lhes pediu inclusive que reduzissem o tempo de uso desse cilício improvisado), entre várias outras coisas. Como se vê, a aparição mudou a vida deles, ao contrário do que aconteceria com o sr. Veja como o sr. é sempre contraditório e não pensa no que escreve! Ademais, mostra-se tão seguro de sua conduta que nem uma visão mística lhe faria mudar! Que estranho, não? Veja, por exemplo, o caso São João Bosco. Após as visões que teve, fez tudo que pôde para crescer na vida de sacrifício e amor a Cristo.

    “Eu disse que o livro equivaleria a um nada.
    Pois, deixe-me colocar alguma coisa nesse nada, esse livro e todos os outros que falam sobre os tais segredos são inúteis e sem importância.”

    O livro não é uma especulação sobre os segredos. Antes, é uma narração pormenorizada dos acontecimentos, desde a aparição do anjo em 1916, até meados da década de 1940 (foi publicado em 1947). O sr. mostra que de fato não o leu e, portanto, está desautorizado a emitir qualquer opinião a respeito do conteúdo do mesmo.

    “A revelação foi privada e não obriga a crença.” Sim, a revelação foi privada. Mas teve uma confirmação pública que foi testemunhada por mais de 70.000 pessoas, algo com pouquíssimos paralelos na história da Igreja. Por que Deus quis que fosse assim? Talvez o sr. saiba mais do que ele, certo? Portanto, peço que me responda.

    “Me arrisco a dizer que até mesmo o emprego da palavra “segredo” na pessoa de Nossa Senhora contraria o que Nosso Senhor sempre pregou.”

    Segundo os três videntes, Jacinta, Francisco e Lúcia, dois deles beatificados, Nossa Senhora pediu que eles guardassem segredo e que revelassem o conteúdo da mensagem aos poucos, com exceção do terceiro segredo, que deveria ser revelado em 1960. Ainda assim, segundo Lúcia, foi Ela mesma quem pediu que eles guardassem segredo. As três testemunhas diretas dizem isso, e não eu. Se quiser duvidar de algo, duvide delas, então.

    Sua preocupação em desconfiar de coisas ditas em segredo remete ao que o Olavo de Carvalho fala sobre o assunto. Ele relaciona isso ao caso dos Legionários de Cristo e ao fato de que nessa organização, aparentemente, se pedia aos neófitos que fizessem uma promessa para guardar segredo das coisas de lá. Isso não tem nada a ver com Fátima.

    “”É CLARO QUE ELA FALOU EM SEGREDOS!”
    E você ainda me pede provas,pontos e argumentos?!”

    A ironia é um recurso muito usado pelas pessoas que não sabem debater.
    Nossa Senhora pediu que as crianças guardassem segredos, como se depreende dos depoimentos da PRÓPRIA IRMÃ LÚCIA. O sr., então, não duvida de mim, mas dela! Eu simplesmente disse o que todos os livros sérios a respeito do assunto dizem, incluindo as memórias da própria Irmã Lúcia. Você usou minha afirmação para escapar do trabalho de ter de argumentar, o que o sr. não tem condições de fazer, pois se contradiz o tempo todo…

  34. Deus abençõe e ilumine Dom Pestana!

    E um brinde à harmonia da casa!

    Salve Maria Puríssima!
    Salve Bento XVI!

  35. Para ser sincera eu também nunca me senti muito à vontade para debater esse tema por causa do ensinamento de não obrigatoriedade das “revelações privadas”.

    No entanto nas sessões de “Fogo Cruzado” alguns palestrantes da tal conferência disseram que no caso de Fátima as aparições seriam não somente meras “revelações privadas” mas sim “revelações proféticas públicas”. Pe. Gruner repetiu isso algumas vezes e citou alguns teólogos. O fato de citar alguns teólogos não exclui citar outros que possam discordar dessa posição. Mas admito essa nomenclatura é nova para mim. Há que se estudar se essa modalidade efetivamente existe e quais seriam os outros casos conhecidos desse tipo de revelação.

    Por outro lado, também nos debates um deles levantou uma consideração interessante, ou seja, se dizemos que acreditamos em Fátima e na sua mensagem quanto ao Terço e a penitência o mais lógico é que também se acolha a prescrição da Consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria.

    O ponto em aberto nos debates, foi o poder do papa de ligar ou desligar aplicado à não consagração da Rússia. A Cornélia Ferreira, uma das palestrantes, disse que lhe parecia que esse poder se aplicava ao perdão dos pecados. Todavia não foi uma resposta conclusiva.

    A palestra de Dom Pestana foi excelente e pastoral. Eu recomendo gostei muito da palestra sobre a Maçonaria do John Salza. A descrição dos rituais de iniciação deixam muito claro que qualquer cristão jamais pode ingressar numa organização satânica dessas.

  36. Guilherme e amigos do Fratres,

    Fico longe de visões , aparições e milagres, mesmo sendo autênticos.
    Existe uma doutrina na Igreja Católica sobre aparições privadas.
    Vejamos o que diz São João da Cruz:
    “O desejo de revelações privadas priva a fé de sua pureza, desenvolve uma curiosidade perigosa que se torna uma fonte de ilusões, enche a mente com imaginações, e muitas vezes demonstra a falta de humildade e de submissão a Nosso Senhor que, através da Sua revelação pública , deu tudo o que é necessário para a salvação. Devemos suspeitar que essas aparições que a dignidade ou a falta de reservas adequadas e, sobretudo, aqueles que são ridículas. Esta última característica é uma marca da maquinação humana ou diabólica. Fique longe de visões, aparições e milagres, tanto quanto possível. Tome cuidado com as visões, mesmo quando eles são autênticos.”

    E o Papa Bento XIV:
    “A Igreja simplesmente permite que elas (revelações privadas) possam ser publicadas para a instrução e edificaçãodos dos fiéis”.

    Sigo a doutrina.
    Vem aqui, de memória,aquele trecho quando os apóstolos perguntavam a Nosso Senhor sobre o futuro e vem a repreensão dizendo que não era assunto deles mas sim do Pai.
    Esta perda de tempo com especulações que nunca saem do lugar é ridícula.Gasto meu tempo em conhecer as Sagradas Escrituras através de seus Padres e Doutores e a vida dos Santos.
    Fatima aqui (nesse dedate) e em outros lugares virou uma questão de fé e isso é contra a sã doutrina sobre aparições privadas.
    A gnose sempre se caracterizou pela obsessão por “segredos”.
    E…Guilherme,
    Você insinua,acusa,diz e viaja em tanta coisa,
    que acabei ficando realmente com preguiça, sendo
    assim vou fazer como o gato:
    Enterro tudo.

  37. Amigos,
    Para se ter uma idéia da futricagem e da debiloidisse que as historinhas de Fatima causaram.
    Cito um erro bem debaixo de nossos narizes.
    Que é o erro comum de achar que as orações ao final da Missa são para a “conversão da Rússia”, as orações leoninas.

  38. Desculpe-me a interferência, sr. Roberto, mas pergunto: seria o caso de fazermos coro com o protestantes que falam que Fátima, Lourdes, Nossa senhora Aparecida e outros santuários construídos em torno de aparições, revelações ou milagres são engodos dos católicos para angariar dinheiro e fomentar superstições?

    Pergunto ainda: Não estaria a colocação de S. João da Cruz, fora do contexto, e, obviamente, da história referente a Fátima?

    Teria o Papa Bento XVI sido incoerente ao afirmar que a mensagem de Fátima continua a ser atual e ao mesmo tempo afirmar (pelo menos na concepção do sr. que Ele estaria falando de Fátima): “A Igreja simplesmente permite que elas (revelações privadas) possam ser publicadas para a instrução e edificação dos dos fiéis”?

    As aparições de Fátima foram submetidas às autoridades eclesiásticas desde seu início. Evidentemente não são dogmas de Fé, mas, só foram consideradas autenticas porque não a contrariam; edificam os fiéis, há milagres autênticos, tudo de acordo com o que a Igreja quer e nosso Senhor ensinou e fez.

    Aliás, nem todos os milagres efetuados por Jesus estão nos evangelhos, como declarou S. João.

  39. Roberto, muito sensato mais uma vez parabéns pela lucidez !
    Essa de fazer como o gato… :)

  40. Caro Antonio Tavares, respondo suas três perguntas.
    1-Não e não.

    2-Então eu te pergunto qual é o contexto?

    3-Acho que você errou o Bento.Eu citei o XIV.
    Se não é isso,penso que qualquer mensagem de Nossa Senhora é sempre atual e não muda.
    Não estou vendo incoerência entre eles.O fato da aparição ser particular não proibe o Papa de falar sobre.Não vejo problema.
    Talvez, eu não sei, ele tenha falado da essência da aparição, ou seja, oração, penitência, etc.
    E claro, se ele estava em Fátima, não iria falar de Nossa Senhora das Candeias!
    Tinha que falar alguma coisa.

  41. Roberto,

    Essa de São João da Cruz foi excelente!
    Ao mesmo tempo que acompanho com muito interesse toda a questão de Fátima e às vezes vou na mesma empolgação dos que debatem com você, não posso deixar de concordar. Suas palavras são claras e de acordo com a doutrina; só poderiam acusá-lo, então, de má-fé, mas a quem compete fazer juízo sobre isso?

    Abraço,

    Vítor

  42. Pedro craneiro,
    segue um link sobre o Milagre do Sol.
    Apesar da nota apresentar a opinião de um professor racionalista tentando desacreditar o caráter sobrenatural do fenômeno, ela não explica outras coisas como o fato de ateus e vagabundos testemunharem o milagre também junto com os crentes.
    Também não se explica o fato das pessoas estarem molhadas e, imediatamente após o milagre, grama da terra e todas as pessoas estarem totalmente secas.

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Milagre_do_Sol#cite_note-18

    outro link:
    http://www.fatima.org/port/essentials/facts/pmiracle.asp

  43. Aliás, Antonio Tavares,
    Já trataram por aí,de pegar essa afirmação do Papa e transforma-la em carro-chefe,ou melhor,nave-chefe para mais uma viagem intergalatica na interminável série “Perdidos em Fátima”

  44. Testemunho de um médico sobre o Milagre de Fátima:
    O Milagre do Sol

    Um relado de testemunha do
    Dr. José Maria de Almeida Garrett,
    professor da Faculdade
    de Ciências em Coimbra, Portugal

    “Seria 1h30 da tarde quando surgiu, no sítio exato onde estavam as crianças, uma coluna de fumo, fino, delicado e azulado, que se extendia talvez uns dois metros por cima das suas cabeças e se evaporava a essa altura. Este fenómeno, perfeitamente visível ao olho nu, durou uns segundos. Não tendo notado quanto durou, não posso dizer se foi mais ou menos de um minuto. O fumo dissipou repentinamente, e depois de algum tempo, voltou a aparecer uma segunda vez, e depois uma terceira.

    “O céu, que tinha estado encoberto todo o dia, de repente se aclarou; a chuva parou e parecia que o sol ia encher de luz a paisagem que a manhã de inverno tinha tornado tão triste. Eu estava olhando para o sítio das aparições na espetativa serena e fria de que acontecesse alguma coisa e já com a curiosidade diminuida porque tinha passado muito tempo sem que nada despertasse a minha atenção. O sol, uns momentos antes, tinha penetrado a camada espessa de nuvens que o escondiam e agora brilhava claro e intensamente.

    “Sùbitamente ouvi o alvoroço de milhares de vozes e vi toda a multitude espalhada nesse espaço vasto aos meus pés… virar as costas ao sítio onde, até então, todas as suas espetativas estavam focadas, e olhar para o sol no outro lado. Eu também me virei para o ponto que comandava o seu olhar e pude ver o sol, como um disco muito claro com uma margem muito aguda, que vislumbrava sem ferir a vista. Não se podia confundir com o sol visto através de um nevoeiro (não havia nevoeiro nesse momento), pois nem estava velado nem turvo. Em Fátima, mantinha a sua luz e o seu calor, e sobressaia nìtidamente no céu, com uma margem aguda, como uma grande mesa de jogo. A coisa mais espantosa era poder olhar para o disco solar por muito tempo, brilhando com luz e calor, sem ferir os olhos ou prejudicar a retina. [Durante este tempo], o disco do sol não se manteve imóvel, teve um movimento vertiginoso, não como a cintilação de uma estrela em todo o seu brilho, pois girou sobre si mesmo nu rodopio louco.

    “Durante este fenómeno solar, que acabo de descrever, houve também mudanças de cor na atmosfera. Olhando para o sol, notei que tudo se escurecia. Olhei primeiro para os objetos mais perto e depois extendi a minha vista ao longo do campo até ao horizonte. Vi que tudo tinha assumido cor de ametista. Os objetos à minha volta, o céu e a atmosfera, eram da mesma cor. Tudo perto e longe tinha mudado, tomando a cor de velho damasco amarelo. As pessoas pareciam que sufriam de icterícia e lembro-me de uma sensação de divertimento ao vê-los tão feios e repulsivos. A minha mão estava da mesma cor.

    “Então, de repente, ouviu-se um clamor, um grito de agonia vindo de toda a gente. O sol, girando loucamente, parecia de repente soltar-se do firmamento e, vermelho como o sangue, avançar ameaçadamente sobre a terra como se fosse para nos esmagar com o seu peso enorme e abrasador. A sensação durante esses momentos foi verdadeiramente terrível.

    “Todos os fenómenos que descrevi foram observados por mim num estado de mente calmo e sereno sem nenhuma perturbação emocional. Cabe aos outros interpretá-los e explicá-los. Finalmente, tenho que declarar que nunca, antes ou depois de 13 de Outubro [1917], observei semelhante fenómeno solar ou atmosférico.”

    O relato inteiro do professor Almeida Garrett pode encontrar-se em “Novos Documentos de Fátima” (Edições Loyala, São Paulo, 1984)

  45. Amigos,
    Eu com esse meu português de amarrar cachorro,mostro qual é o problema de muitos aqui.
    É justamente a “pontuação”.
    Qualquer relato de aparição,milagre,mensagem,etc.Tem que ter um ponto final.
    Alguns aqui continuam com as aparições, e as miragens.Fui acusado de não acreditar na irmã mas o que fazem aqui é pior.Eles tomam o lugar da irmã.
    Certa vez, assisti uma palestra sobre Fátima na época em que o Papa estava para visitar a Turquia.
    O palestrante disse que o Sumo Pontífice iria morrer lá, só não sabia se a flechadas.

    Então um dos ouvintes exclamou:
    -Mas na Turquia se usa arco e flecha!(sic)
    Disse o palestrante:
    -Então o segredo vai se revelar(se cumprir)!Verifique se de fato se usa flecha lá!

    Depois dessa eu só posso afirmar:
    Você só pode estar de brincadeira comigo!
    Pra não dizer outra coisa.
    Dá um tempo.

  46. Salve Maria!

    Prezado Ferretti, permita-me:

    Só para esclarecer, antes que apareça por aqui o sr. Luciano Padrão, que esse “Vítor” que comentou aqui não sou eu.

    Obrigado!

  47. “Amigos,
    Para se ter uma idéia da futricagem e da debiloidisse que as historinhas de Fatima causaram.
    Cito um erro bem debaixo de nossos narizes.
    Que é o erro comum de achar que as orações ao final da Missa são para a “conversão da Rússia”, as orações leoninas”.

    O Missal Romano Quotidiano de Dom Gaspar Lefebvre, na página 784, diz:

    “ORAÇÕES NO FIM DA MISSA REZADA
    De joelhos diante do altar, o celebrante diz com os fieis as seguintes preces, prescritas pelo papa Leão XIII e por Pio XI enriquecidas de indulgências (10 anos). ESTE ÚLTIMO PAPA MANDOU SE REZASSEM PELA CONVERSÃO DA RÚSSIA”.

    Isso ainda não é suficiente, pois isso pode ser uma “futricagem e debiloidisse que as historinhas de Fátima causaram”. Vejamos o que o próprio papa Pio XI disse:

    “E para que todos sem fadiga e sem obstáculos possam continuar esta santa cruzada, decidimos que as orações que o nosso bem-amado predecessor Leão XIII ordenou aos sacerdotes e aos fiéis que rezassem depois da Missa sejam ditas por esta intenção particular, isto é, pela Rússia. Que os bispos e o clero secular e regular tomem ao seu cuidado informar os fiéis e aqueles que assistem ao Santo Sacrifício, e que não se esqueçam de lhes lembrar estas orações”. Alocução de 30 de Junho de 1930 (Civiltà Cattolica, 1930, vol. III).

  48. Então, os que são pró-CV2 querem, a todo custo, reduzir o alcance de Fátima…. Muito previsível da parte dos lucas e dos Vitor Josés, habituées em provocação e briguinhas tolinhas que só divertem eles mesmos…

  49. Meu nome é Vítor e eu não sou o aparentemente tão famoso V. José. Não costumo comentar no blog, na verdade, pouco leio os comentários. Também não sou “pró-CV2” nem quero “reduzir o alcance de Fátima”. Eu, pelo contrário, acompanho com interesse o caso e, particularmente, tenho esperança de que tudo o que se fala a respeito seja realmente verdade. Fiz um comentário a favor da posição do Roberto, porém meu comentário não significa apoio a tudo o que ele diz. Só disse que pela argumentação dele, ninguém poderia acusá-lo de ir contra a doutrina católica. Poderiam, no máximo, acusá-lo de má-fé. O que eu escrevi foi o que escrevi. Não viso “provocação” nem “briguinhas” e isso nem me diverte, aliás, é esse o motivo pelo qual eu não costumo ler os comentários… Mas, como ensinou-me um professor por quem tenho muita gratidão, não vale realmente a pena perder tempo nesses fóruns virtuais.

    De qualquer forma, digo pra mim mesmo: valeu a tentativa como aprendizado.

  50. Guilherme,
    Você me fez lembrar o meu tempo de menino lá em Guaratinguetá, quando eu caçava passarinho em arapuca.
    Você caiu direitinho.
    Antes, por favor, pegue esse seu missal junto com seu livro de historinhas de Fátima e mais a sua bíblia, se a tiver e vende tudo no sebo de livros.
    O missal de mão é outra patetice que inventaram que só serve pra desviar a atenção do fiel.
    As vezes serve pra ensinar o padre a rezar a Missa…
    Teve um tempo bom em que a Igreja até proibia essas bobagens.
    Não leve o missal na Missa.Lembre-se que sua participação(física) no Santo Sacrifício e somente com os olhos e os ouvidos, jamais fale alguma coisa.
    Bom, não quero entrar nesse outro balaio de gato,pelo menos agora.
    Com relação a Pio XI,
    Você citou o discurso de junho de 1930 em que o Sumo Pontífice fez, falando do Tratado de Latrão e a situação na Rússia, na época União Soviética.Mas e nenhum momento ele fala de consagração.Foi a época mais terrível naquele país, era época das grandes perseguições comandadas por Stalin.O papa pediu orações não pediu consagração.
    ” para permitir que seja restaurada a tranquilidade e a liberdade de professar a fé para o povo humilde da Rússia”

    Resumo, essa citação no seu missal de mão e dos vários outros:
    Está errada!

  51. Interessante como os progressistas tentam “paganizar” a Igreja. Mas o joio será separado do trigo. Infelizmente temos uma crise terrível no clero, há padres que simplesmente não acreditam no poder da oração, outros negam a transubstanciação eucarística e recitar a liturgia das Horas, então, nem se fala. “É figurinha!” Essas heresias ganharam força com vós, progressitas. Lembrai que tendes a missão de zelar pelo bem universal da Igreja e que serão responsabilizados pelos seus desvios doutrinários. Saudações ao bravo e erudito Dom Manoel Pestana, que Maria o guie sempre! É uma pena, pois, não se sagra mais bispos como Dom Pestana.

    + In hoc signus vince +

  52. Sr. Roberto, obrigado pela correção da citação do Papa Bento XIV e não XVI.

    Quanto à aproximação da posição do sr. com os protestantes quanto às aparições de nossa Senhora, apenas: não e não. (só isso?)

    Obrigado também pelo: “Talvez, eu não sei, ele tenha falado da essência da aparição”, relativo à fala do Papa Bento XVI quanto à atualidade da mensagem de Fátima, mas, mesmo assim, CONCLUI que não foi quanto à totalidade das aparições que se iniciaram em maio e terminaram em outubro.

    Quanto às brincadeirinhas quanto aos beatos Francisco e Jacinta, cujo processo de canonização encointra-se em andamento, passo ao largo.

    Quanto às orações ao final da Santa Missa foram ordenadas pelo Papa Leão XIII, compostas por ele mesmo, bem como o exorcismo contra satanás e os anjos rebeldes, talvez daí a concordância com Fátima. Realmente, não há menção que sejam especificamente pela Rússia (pelo papa Pio XI).

    Na minha cidade os sacerdotes, quando enunciam estas orações, falam: “contra a infestação do demônio na sociedade de hoje”

  53. ESSE BISPO SE DESTACA POR SUA POSTURA ORTODOXA, MESMO QUANDO ERA PADRE EM PETRÓPOLIS. O BISPO QUE O SUCEDEU EM ANAPOLIS PERSEGUE OS PADRES MAIS TRADICIONAIS. UMA LÁSTIMA.

  54. Sr. Vítor,
    De fato eu julguei que o senhor fosse o outro. Pelo que peço desculpas. E eu também acho lamentável, lamentável, lamentável! Os que se divertem neste fórum com espírito de gozação e de disputa. Não vejo qualquer graça na desunião dos católicos, embora alguns (poucos) tantãns que aqui circulam achem muita graça nisto.

  55. Toda essa celeuma porque eu falei sobre o “não estou autorizada”…

    Hora maldita em que mencionei o acontecimento, pois agora virou motivo de rixa entre católicos tradicionais. E por incrível que pareça, tudo indica que ambos crêem nas Aparições, nas recomendações e nos relatos contados pelas crianças, naquela época.

    A mim, segundo a resposta dada pela irmã Lúcia, me pareceu que a mesma estava orientada a manter o silêncio em tudo o que se referisse ao conteúdo do segredo, e a sua resposta pareceu uma forma de escapar de uma confirmação (revelando indiretamente o segredo) ou uma negação, incorrendo em uma mentira. E se a irmã Lúcia mentisse, seria justíssimo que as pessoas dessem as costas às aparições, porque Nosso Senhor ensinou que a mentira provêm SEMPRE DO DEMÔNIO.

    Mas sinceramente, saber qual a resposta verdadeira, se é sim ou não é o que menos importa. Porque independente do resultado, Fátima é aparição privada: logo, é um tema livre, acredita quem quer, duvida quem quer também, tanto faz, não é pecado.

    Somos acostumados a ser intransigentes porque sempre nos deparamos com liberais de todo tipo, que atentam contra os dogmas, contra a moral e contra a Tradição Constante da Igreja.

    Mas no caso de aparições, a Igreja ensina que podemos ter a liberdade de aproveitar seus frutos espirituais (no caso das aparições que a Igreja considera como autênticas) ou simplesmente não fazer caso delas!

    Roberto e Guilherme, lembrem-se que estes comentários estão sendo lidos por todo tipo de gente. E se num tema aberto nós nos digladiamos como se fosse uma cruzada contra infiéis, estas disputas vãs só servirão para que a visão distorcida dos nossos opositores aproveitem para mostrar que falamos em unidade e não conseguimos nem suportar a nós mesmos…

    O rumo destes embates está causando prejuizo à nossa causa.

    E com isso, acabou ficando em segundo plano o conteúdo de todo o resto do discurso do D. Pestana…

  56. Prezados(as) amigos(as),
    Salve Maria!

    Como diz o velho ditado “Quem fala o que quer, escuta o que não quer”.
    Não sou erudito, nem li todas encíclicas papais (portanto, fica a opção de até jogar fora – pelo jeito, junto com os missais – o que escrever por aqui). Mas, que coisa é esta de não podemos ter nada nas mãos (é no estilo missas da TFP?). Nem missais e talvez nem a sagrada escritura? Neste sentido, há também algum problema de sentar pessoas casadas no mesmo banco da igreja também, como este comportamento provavelmente sugere? (Não que há um problema em separá-los na igreja, mas, convenhamos). Esta postura é a grande brecha, o grande problema para os que pensam que ser católico é somente assumir as verdades sem deixar de saboreá-las como por exemplo nos bons missais.

    Afinal, onde é que erramos que tudo mudou nos últimos 60 anos? Ou achamos que aconteceu sem nenhum erro ou excesso de nossa parte como católicos?
    Sejamos, ao menos, coerentes. Ninguém faz uma reforma ou engana um povo todo como foi o ocorrido nos últimos anos se náo houvessem brechas abertas pelos próprios católicos (principalmente o clero).
    Jogar fora missais antigos e aprovados (do rito tridentino) é dar pau e pedra pra protestante e herege atacar-nos de manter a ignorância o fiel católico. Fica a afirmação do tipo “não podíamos aprender e ler nada, somente os eclesiásticos”.
    No Santo Sacrifício da Missa, há uma exigência que todos não respondam o que o padre apresenta como desejo?

    Dominus vobiscum?
    ……(náo se responde????)
    Faça me o favor!

    Pensamentos deste corroboraram para apostasia atual (não são os causadores, mas ajudam)…que pela “falta de participação” fizeram com que o leigo subisse no presbitério e fizesse algazarra nele.
    Não sou modernista, mas favorável a toda liturgia e principalmente ao modo e regra de vida católico pré-conciliar (que sustenta toda vida católica de um leigo, pois a missa é o começo e um fim, dependendo do ponto de vista).

    Conservadorismo é condenado pela Santa Igreja, porque Padre Rosmini (sobre os missais) não foi considerado um herege, correto?

    Que Deus nos perdoe se exageramos por aqui.
    Virgem de Fátima, rogai por nós.

    RVGarcia

  57. Caro Antônio Tavares,
    Eis o porque de minha resposta curta (não e não);
    A possibilidade (ou melhor, a imaginação dessa possibilidade) que você levanta, nasce justamente do delírio dos que tratam Fátima com irresponsabilidade e até mesmo sem autoridade.
    Que não o seu caso.
    Tomam o lugar do Papa e como eu falei, adoram tomar o lugar dos pastores.
    Temos que manter nossas mentes e corações simples e claros.
    Veja bem, eu nunca pessei numa coisa dessas!
    Não vejo sentido nenhum no caso.
    O protestante é uma raça que não serve nem de parâmetro muito menos de possibilidade.
    E finalmente quanto as orações ao final da Missa;
    Elas não são proibidas, apesar da prescrição dos motivos (digo, não é mais necessário rezá-las).
    Note que após a Santa Missa é preferível o silêncio para se fazer Ação de Graças.

  58. Robson,
    Existe uma infinidade de sabores na verdade católica.
    Um desses sabores você vai entrar na história da Igreja.
    Quando você pergunta sobre os ultímos 60 anos, bote mais uns 50 ou 60 anos e encontrará a resposta.
    Brechas são abertas justamente quando se muda algo, ou melhor, quando se inventa novidades.
    O missal DE MÃO, foi criado para dar apoio à Missa Dialogada, não foi para saborear nada.
    A Missa Dialogada foi criada por sua vez para o começo do “chega pra lá” no padre.E assim vai.
    Sobre a exigência de não se responder, você encontra a resposta na tradição.Caso duvide, te proponho:
    Pra quê o acólito?
    Pra quê Diácono e SubDiácono?

    Até mesmo o segundo Confiteor, o diácono reza por você.
    E…
    Te faço o favor sim!
    E te faço também uma aposta!
    Daqui a um tempo você estará rezando o Pai Nosso junto com o padre, se já não estiver, porque alguns missais de mão já o autorizam.

    “…Pensamentos deste corroboraram para apostasia atual (não são os causadores, mas ajudam)…que pela “falta de participação” fizeram com que o leigo subisse no presbitério e fizesse algazarra nele…”

    Desculpe, não entendi.
    O que você está querendo dizer?

  59. A análise da situação atual e dos acontecimentos das últimas décadas, na Igreja e no mundo, só é possível levando-se em conta as advertências de Nossa Senhora em Fátima e Salette.

  60. Roberto, Salve Maria!

    Já ouvi ou estudei (se melhor caber) que o problema estende por mais 50 anos, visto que a situação foi até frenada por S.S. Pio IX (que pelo que pude estudar, foi um grande rompimento com o pensamento moderno que apostava neste Papa, permanecendo a nave da Santa Igreja no seu rumo de destino – parecido com o que ocorre com S.S. Bento XVI atualmente) e São Pio X, que “enfiou o dedo na moleira” dos modernistas, maçons e afins que se perdurou mais alguns 40 anos.
    Bem, quando disse saborear, não quero criar aqui interpretações e ou outros gostos, visto que isto cabe a Santa Sé. É só uma maneira de dizer, se pudermos ler e aprender com o missal (ao que me parece lícito).
    Sobre meu comentário “Pensamentos destes…até..algazarra” quero dizer que muitos padres tempos antes do C.V.II deixaram o fiel crer erradamente que (só alguns exemplos):
    – O padre reza de costas para o povo (e não no mesmo sentido e de frente para Deus)
    – O fiél não participa da Missa (o que não há necessidade nenhuma, pois o sacrifício de Nosso Senhor é suficiente e realizado in persona Christi pelo Sacerdote, não pelos fieis).
    – O fiel só sabe rezar o terço na missa, sem saber o que ocorre.
    Enfim, resumindo, falta de catequese, caridade, zelo e renúncia do mundo e profundo cuidado do pastor com sua grei. Trabalho maléfico orquestrado de longa data que deu asas ao concílio e seus resultados até hoje.

    Os acólitos na missa tem entre outras funções acessorar o padre (galhetas, naveta, turíbulo, tochas, velas, translado do missal ou evangeliário, etc.) e ouvir (os mais próximos) as orações em voz baixa, até para certificar que estão sendo feitas corretamente (não sendo esta a única função do acólito – seja diácono, sub-diácono ou até coroinha).

    Não rezo o pai nosso junto com o padre em voz alta. Pelo que aprendi, somente no final, onde há o “Sed libera nos a malo” que é a resposta dos fiéis. Há algo de sacrílego ou herege nisso?

    Finalmente – e perdoe-me se não me fiz entendido – aprendi que o medio virtus seria um bom caminho para muitas coisas. O que há de mau responder aquilo que compete aos fiéis e o que é do padre, ao seus cuidados e ações. Cada um no seu lugar.

    É verdade que a entrada dos missais de mão, foram a brecha para as demais problemas (quando comentei do caso do Pe. Rosmini) – precisa-se de uma brecha para entrar uma doença. Mas devo entender que brecha é doença ou vice-versa?
    S. Francisco de Assis, S. João da Cruz e Sta. Tereza D’Avila também introduziram algumas “novidades” que podem ter gerado brechas para muitos hereges futuros (como a TL que tem força sob os franciscanos), mas que não questionavam nem tiravam a autoridade da igreja, ou falaciavam o Santo Sacrifício da Missa e tantos outros problemas que temos hoje.

    Bem, penso que não poderei ir tão longe. Acho que já não me compete. Mas, agradeço a possível caridade em me explicar.

    RVGarcia

  61. Meu caro Robson,
    Com toda a sinceridade eu sou a pessoa menos indicada para te explicar alguns de seus questionamentos.
    E iria ser muita pretensão minha,pelo menos nesse tópico e na presença de tantos caras bons como um Bruno Santana, Lassance,Rogério Amaral,Vítor e outros.
    A resposta está na doutrina de sempre, imutável.

    P.S.
    E não sei o que você leu sobre
    S. Francisco de Assis, S. João da Cruz e Sta. Tereza D’Avila.
    Mas te garanto uma coisa:
    Eles não mudaram nada, foram “imitações perfeitas de Cristo”.Quem “imita” não muda.

  62. Ao senhor Roberto e Cia!

    Então Fátima não tem importãncia e afinal é só um acontecimento isolado de caráter particular (70 mil pessoas… válha-me!).
    Pois bem! Então a Rainha do Céu se digna a descer á terra para, talvêz num arrombo de tédio, aparecer a três crianças feias, pobres e ignorantes (Deus me perdoe, estou sendo sincero!) e falar-lhes sobre as coisas do céu, sacrifício, penitência e o fim do mundo… então tá!! Creia nisto e seja feliz!

    Fátima é o maior acontecimento desde que Cristo Ressucitou dos mortos e confirmou os apóstolos!

    É um fato tão sem importãncia que mudou o mundo e nada da realidade que conhecemos hoje se verificaria se tivessem ouvido a Mãe de Deus!

    Quantos estudos e quantos trabalhos sobre essa insignificante “revelação particular”, quantas vidas dedicadas unicamente para entender o porque do silêncio sobre o assunto…

    Enfim, não creio que o senhor fale sinceramente sobre o assunto… talvêz um pouco de lógica simples lhe fará bem!!

    Em Jesus e Maria!

    Santos Pastorinhos Francisco e Jacintha… Rogái por nós!

  63. Em tempo… digo: arroubo!

  64. Gostaria de pedir perdão, publicamente, ao Roberto, caso o tenha ofendido. Não faz sentido toda essa discussão.

  65. Meu amigo Guilherme,
    Você não me ofendeu e não precisa pedir perdão.
    Penso que essas discussões são inevitáveis em blogs.
    E acho até que elas só fazem bem, quando são conduzidas de maneira saudável, como foi essa.
    A vida do católico tradicional é solitária e graças ao Fratres in Unum temos uma chance de conversar e amizades sinceras surgem,como a nossa!

  66. Guilherme e amigos,
    Somente para encerrar e descontrair, conto algo que me aconteceu ontem.
    Ontem, fui me confessar com um padre bem moderno.
    Acredito que não tenha problema eu falar disso.
    Bem, quando terminei de acusar todos os meus pecados (não foram muitos), sabem o que o padre me perguntou?
    -Como vai sua sogra?
    Uau! Pensei comigo. Por que que esse padre está perguntando isso? Eu nem citei a dita cuja!
    Respondi:
    -Ela mora longe mas está lá, quietinha.
    Um abraço a todos!

  67. Prezados e Caro Roberto,

    Talvez o padre que confessaste seja jesuíta. Há uma relação interessante com o que eles perguntam no final ou no meio da confissão, para tentar encontrar raízes dos problemas (se ele for um bom padre, mesmo com o ranço do moderno que o tira do caminho da perfeição).
    Longe de mim neste meu comentário que tenhas algum problema com vossa sogra (risos), até pq. como comentaste ela está lá bem quietinha (risos mil).

    Sobre os santos que comentei, não disse MUDANÇA, mas sim “novidade” para aquele tempo (entre aspas, para diferenciar do que temos no engodo atual). De fato, foram imitações perfeitas de Cristo, da qual, naquele tempo ficava a desejar entre alguns religiosos. A criação das ordens mendicantes, pelos franciscanos e dominicanos muito provavelmente enfrentaram resistência e discordância, mesmo sendo imitações verossímeis de Nosso Senhor.
    Longe de mim de trazer mudanças à liturgia de sempre, ou aos ensinamentos perenes da Santa Igreja. Como o Sr. bem o disse, eu também não sou o mais indicado para falar sobre o assunto. Gosto dos comentários dos que sabem bem mais do que eu, o que é a grande maioria.

    Desejo-os a boa proteção da Mãe Santíssima, sacrário vivo de Nosso Senhor!

    Salve Maria!

    RVGarcia

  68. Caro Roberto,

    Suas palavras me alegram, pois elas atestam o que significa a verdadeira convivência entre católicos. Houve uma certa tensão nas palavras que trocamos; eu achei que passei dos limites e lhe pedi desculpas, e você prontamente me responde com palavras compreensivas. Numa época como a nossa, os católicos temos mesmo é que trabalhar em união pela retomada definitiva do trajeto da barca de Pedro.

    Um abraço.

    Que São Miguel Arcanjo, São Pio X, São Josemaria Escrivá, São Pio de Pietrelcina e Nossa Mãe Santíssima possam nos auxiliar nessa batalha.

  69. “Os ruins não são bons, porque os bons não são melhores”.

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