Ordenações no Instituto do Bom Pastor.

Dom Ennio Appignanesi, arcebispo emérito de Potenza-Muro Lucano-Marsico Nuovo, Itália, com a fotografia de Dom Lefebvre ao fundo.

Paróquia de Saint Eloi, Bordeaux - 10 de julho de 2010: Dom Ennio Appignanesi, arcebispo emérito de Potenza-Muro Lucano-Marsico Nuovo, Itália, com a fotografia de Dom Lefebvre ao fundo.

Dom Ennio Appignanesi procedeu a ordenação sacerdotal do padre Jean-François Billot, do diácono Rémy Balthazard e do sub-diácono Etienne Lecarme, do Instituto do Bom Pastor, em Bordeaux, no último dia 10. As fotos podem ser conferidas aqui.

O Cardeal Antonio Cañizares Llovera, prefeito da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, enviou uma carta ao instituto justificando sua ausência e comunicando uma futura visita, nos “mais vivos sentimentos de alegria e amizade em Cristo Sacerdote”.

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12 Comentários to “Ordenações no Instituto do Bom Pastor.”

  1. Essas ordenações são os frutos da luta de Dom Lefebvre !

  2. É importante de fato que os católicos que verdadeiramente amam a Igreja não se envergonhem do seu passado de luta pela própria Igreja. Viva Dom Lefebvre!

  3. Alguém pode me explicar o porquê da foto de Dom Lefebvre?

    Se se considerar que é uma associação Ecclesia Dei, as ordenações do IBP não são fruto da luta de Dom Lefebvre, mas fruto daqueles que lutaram contra Dom Lefebvre.

    Daqueles que defendem a Tradição com reservas. Cheios de medo de uma Autoridade que não respeita a Verdade Católica. Que defendem uma tradição de fachada, presa a arcebispos eméritos saudosistas do velhos tempos.

    Mas sim, Viva Dom Lefebvre e muito gratos somos à luta destemida dele contra toda a miríade de soldados do modernismo.

  4. Vivas a Deus pela graça de novos membros!

  5. QUALQUER padre ou bispo, em QUALQUER lugar do mundo, que reze a Missa de Sempre EXCLUSIVAMENTE, merece apoio.
    E é nossa obrigação dar esse apoio.

    Roberto F Santana
    robertofsantana@aol.com

  6. O IBP nunca atacou D. Lefevbre como cismático, e nunca lamentou as sagrações episcopais de 1988.

    O afastamento da FSSPX foi de outra natureza: se considerarmos o depoimento de um dos fundadores, o padre Navas, seria a tal questão dos tribunais; se procurarmos o depoimento de outro fundador, talvez diga outro motivo,mas parece que não foi por discordar de D.Lefevbre…

    Por outro lado, a criação do Instituto se deu nos tempos de Bento XVI, sob condições bem mais dignas, não exigindo que se rezasse missa nova, não exigindo adesão pura e simples ao concílio e seus frutos, e permitindo inclusive que se contribuísse para criticá-lo catolicamente, ou seja, no sentido de apntar o que se distancia da tradição.

    Tanto que me recordo que desde o início, em entrevistas, via padres do IBP falando numa possível reabilitação de D. Lefevbre e mesmo numa possível postulação de sua causa, como candidato à canonização…

    Bem, é uma vantagem que pesa a favor desse instituto, o de ter conseguido existir sem renegar (ao menos diretamente) os feitos de monsenhor Lefevbre, ao contrário da FSSP, que se separou por discordar das sagrações episcopais, ou de Campos, que assumiu todo o concílio Vaticano II, incluindo seus textos escancaradamente contrários ao Magistério Tradicional como coisa sua.

  7. Quanto à existência dos tribunais eclesiásticos instituídos pela Fraternidade São Pio X, considero que eles obedecem ao mesmo princípio do estado de necessidade e do princípio “Salus animarum summa lex”.
    É uma incoerência de certos tradicionalistas (principalmente de um grupo paulista) ter recebido sacramentos – inclusive o matrimônio – da Fraternidade São Pio X e da Pia União Sacerdotal São João Vianney (antes da sua ereção canônica) e depois escandalizar-se com a existência de um tribunal eclesiástico. Quando se realiza um casamento, o sacerdote que o testemunha antes submete os noivos a um JUIZO DE HABILITAÇÃO CANÔNICA para receber o sacramenteo. Ora, se os julgou antes, por que não pode julgar depois para examinar se houve motivo de nulidade?

  8. Apoiado, joão.
    Pior!
    Usam essa bandeira hipócrita dos tribunais para aparecer e amordaçar os que tem boa intenção e vontade fraca.

  9. Esqueci:

    Roberto F Santana
    robertofsantana@aol.com

  10. Um reparo: não são exatamente Tribunais, porque, ao que me consta, não são permanentes, são comissões canônicas ad hoc, que julgam caso por caso, instaurada na base de jurisdição pessoal pelo próprio pedido dos fiéis interessados na decisão.

    A Santa Sé já respondeu, em 2002, ao Arcebispo de uma importante cidade do Gabão que ele deveria registrar os casamentos celebrados na forma extraordinária ( a FSSPX não usa a forma ordinária; mas a extraordinária prevista no Código Canônico – qd é necessário mais de um mês e outros requisitos), o que significa que são válidos. Outro exemplo são os casamentos campistas de 1982 a 2001, que não foram declarados nulos, nem os fiéis de Campos foram declarados pecadores públicos por concubinato.

    Existe um texto muito esclarecedor sobre os juízos de nulidade aqui:

    http://www.fsspx-brasil.com.br/page%2010-1e-julgamento-causas-matrimoniais.htm

    Em http://www.sspx.org há vários textos sobre o assunto na seção “Articles”

    Afinal a dispensa de impedimentos para o casamento é um juízo constitutivo e claramente recebe suplência de jurisdição em estado de necessidade. A declaração de nulidade é um juízo meramente declaratório. Quem pode mais pode menos. Isso sem contar a analogia com o caso dos juízos canonicos nos países de perseguição.

  11. Excelente, Leonardo.
    Mais que um comentário, você apresenta um documento para ser guardado.

    Roberto F Santana
    robertofsantana@aol.com

  12. Bons argumeentos.
    Só para não esquecer: citei essa problemática de tribunais para ilustrar um exemplo de saída da FSSPX por motivos diversos.

    Neste caso, a justificativa não foi discordar dos passos de D. Lefevbre, mas de atitudes posteriores…

    É bom ressaltar que a pretensa prejudicada – a Rota Romana – que deveria ser a primeira a se manifestar contra os “tribunais”, nunca se incomodou com isso… Nem mesmo nos anos em que a FSSPX possuia muito mais inimigos na Cúria do que atualmente. Talvez a Santa Sé não tenha entendido as coisas dessa forma.

    E aí é que se pergunta: se a própria Santa Sé não demonstrou ser atingida em seus direitos, porque este assunto deveria ser tão essencial, tão importante, a ponto de afastar pessoas aparentemente com os mesmos objetivos?