“Essa missa salvou meu sacerdócio”.

Entrevista com o Padre Calvin Goodwin, da Fraternidade São Pedro, por Traci Osuna.

Solene Missa Pontifical na consagração da capela do seminário Nossa Senhora de Guadalupe, da Fraternidade São Pedro.

Solene Missa Pontifical na consagração da capela do seminário Nossa Senhora de Guadalupe, da Fraternidade São Pedro.

DENTON, Nebraska, 8 de junho de 2010 (Zenit.org – Tradução: Fratres in Unum).- Desde o Concílio Vaticano II, os católicos vêm assistindo a missa rezada em suas línguas vernáculas. Hoje, expressões latinas são completamente estranhas a alguns e longínquas memórias para outros.

Mas então há aqueles que se dedicam a manter viva a liturgia em latim, e dentro deste grupo encontra-se a Fraternidade Sacerdotal de São Pedro, uma comunidade de padres em expansão que se dedicam a celebrar a missa na forma extraordinária.

Enquanto muitas ordens religiosas estão desesperadamente rezando por vocações, essa comunidade tem jovens esperando para entrar em seu Seminário Nossa Senhora de Guadalupe, em Denton.

Essa sociedade de padres relativamente nova – fundada em 1988 – chamou a atenção não apenas daqueles que procuram retornar à Missa Latina, mas também daqueles que querem compartilhar a beleza, reverência e piedade da Missa latina tradicional pela primeira vez.

ZENIT: A Fraternidade Sacerdotal de São Pedro é uma instituição relativamente nova – estabelecida em 1988 – que tem como uma de suas características o uso exclusivo da liturgia de 1962. O senhor poderia explicar o que o levou a essa Fraternidade Sacerdotal tradicional?

Padre Goodwin: Somos uma comunidade reunida em torno da liturgia tradicional da Igreja. Ela é realmente o coração de nossa vocação. Já quanto ao que me levou à Fraternidade, não foi uma idéia minha; foi Deus.

Fiz parte de uma grande comunidade religiosa por alguns anos até me deparar com a Missa tradicional que estava sendo celebrada em uma igreja. Creio que eu não possa dizer que sabia de maneira consciente, mas algo em mim sabia que, depois daquilo, minha vida seria diferente.

Um dia, um senhor de idade que vinha pedindo permissão para uma Missa em latim na diocese de Portland, Maine, recebeu uma carta do bispo explicando porque eles não ofereciam a Missa tradicional. O senhor me disse: “Acho que tenho que me resignar em morrer sem ter acesso à Missa antiga”.

Colei uma pequena nota na carta que dizia: “Estou certo de que Sua Excelência fará o que puder por esse senhor” e a enviei.

Cerca de seis meses depois recebi uma carta do chanceler da diocese explicando porque eles não tinham a Missa latina. No fim da carta estava escrito: “O bispo gostaria de saber se o senhor estaria desejando fazer algo ad hoc por algumas dessas pessoas”. Então, telefonei para ele e disse que desejava fazer o que o bispo quisesse.

Naturalmente tive que aprender a rezar a Missa Tradicional. Meu próprio diretor espiritual me ensinou a fazê-lo num final de semana. Em 16 de setembro de 1991, a diocese de Portland celebrou sua primeira Missa Tradicional em cerca de 20 anos. E daí não parou mais.

Eu rezava a Missa Tradicional mais e a Nova forma da Missa menos. Depois de um tempo, comecei a compreender que toda a minha vida espiritual como padre estava centrada nessa Missa. Um dos padres da Fraternidade São Pedro veio dar uma palestra sobre a Missa tradicional e me convidou para ir até a casa do distrito na Pensilvânia.

Pensei: “Se Deus me levou nessa direção, então, devo assumir a responsabilidade por essa graça”. Mais do que desejar que tudo ao meu redor mudasse, era eu que tinha que mudar. É isso o que me trouxe à Fraternidade São Pedro e estou aqui desde então [1999.].

ZENIT: Por que o senhor sente que seguir o rito romano tradicional é vital para “re-cristianizar” nosso mundo?

Padre Goodwin: A Missa Tradicional é um elemento muito importante na re-cristianização do mundo porque ela expressa de maneira muito clara e plena a fé da Igreja. A noção completa do sacrifício de Cristo é o ponto central da Missa.

É claro, a primeira objeção que mais comumente se faz a ela é: “Por que você desejaria celebrar a Missa numa língua que o povo não entende?” Mas isso supõe que o relacionamento do povo com o Santo Sacrifício da Missa seja primeiramente uma relação de compreensão; que a Missa é uma peça de informação a ser aprendida e compreendida.

Hoje, a Missa é quase sempre celebrada num mundo onde as pessoas podem ver tudo que está acontecendo e compreender tudo o que está sendo dito.  Podemos honestamente dizer que o resultado dessa concepção aprofundou a avaliação das pessoas do que está acontecendo? Quando pesquisas de opinião nos dizem que 80% dos católicos abaixo dos 59 anos têm uma idéia não católica do que é o Santíssimo Sacramento, toda essa coisa de comunicação pode não ser tão bem-sucedida.  Isso não deve ser o objetivo principal. O objetivo principal é o culto a Deus.

A Missa não é um pacote de elementos misturados que reunimos ou construímos a fim de fazer algo que seja significativo para nós. A Missa é algo que existe em si mesma, à qual nos adequamos, de modo que podemos mais perfeitamente nos unir a  Deus.

Creio que seja isso o que os jovens encontram na Missa Tradicional. Eles não estão procurando uma explicação; estão procurando a presença de Cristo. Isso diz respeito, de uma maneira muito primária, a reverência, piedade e devoção.

ZENIT: Enquanto as vocações estão diminuindo em muitas outras ordens nos Estados Unidos e em todo o mundo, as ordenações dentro da Fraternidade São Pedro estão aumentando. O que o senhor acha que atrai esses homens para a Fraternidade?

Padre Goodwin: Temos seminaristas que cresceram com a Missa Tradicional. Também temos seminaristas que vieram a nós depois de ver a Missa Tradicional duas ou três vezes antes de ingressarem no seminário. Um a encontrou na Internet e disse: “Assim que a vi, sabia que era pra mim”.

As vocações vêm de Deus. Ele as está enviando para nós. Ele escolhe esses homens e os aponta em direção a esse tesouro perene da Igreja. Oração e fé, tendo falado aos corações humanos por 2000 anos, dificilmente, se torna uma fonte seca e inútil assim em algumas décadas. O coração humano não muda e o apelo de Deus a ele também não.

Iniciamos o seminário aqui por volta de 10 anos atrás. Temos tido, mais ou menos, de 12 a 15 candidatos por ano. Esse ano temos mais de 25 candidatos ingressando. Poderíamos receber mais se tivéssemos espaço e pessoal para tomar conta deles.

ZENIT: O Cardeal Joseph Ratzinger, que agora é Bento XVI, tem apoiado a Fraternidade desde o seu começo, não? O que isso significou para a Fraternidade?

Padre Goodwin: Não haveria nenhuma Fraternidade se não fosse o Santo Padre. Nossos fundadores, particularmente, o Padre Bisig, foram a Roma sem qualquer expectativa ou quaisquer garantias de ajuda que fossem. Mas quando chegaram lá, o Cardeal Augustine Mayer, um cardeal beneditino, levou-os ao Cardeal Ratzinger.

O Cardeal Ratzinger realmente foi fundamental, não apenas na fundação de nossa fraternidade sacerdotal, mas também para obter para ela o status pontifício, que significa que estamos diretamente sob a autoridade da Sé Pontifícia. Isso nos deu muita liberdade para agir dentro de certas restrições e realmente nos estabeleceu numa boa fundamentação canônica bem no nosso início. Em geral, leva-se anos para conseguir esse status como sociedade de direito pontifício, e nós o conseguimos em questão de semanas.

O Santo Padre foi imensuravelmente prestativo e nos apoiou muito, assim como fora seu predecessor, o Papa João Paulo II, sob o qual nossa sociedade foi fundada.

ZENIT: Em julho fará três anos da publicação da carta de Bento XVI “Summorum Pontificum”, sobre a forma tradicional da Missa. Que efeitos essa carta teve sobre a fraternidade?

3 de março de 2010: Dom Fabian Bruskewitz, bispo de Lincoln, consagrada a nova capela do seminário Nossa Senhora de Guadalupe, da Fraternidade São Pedro.

3 de março de 2010: Dom Fabian Bruskewitz, bispo de Lincoln, consagra a nova capela do seminário Nossa Senhora de Guadalupe, da Fraternidade São Pedro.

Padre Goodwin: Ela tornou possível um relacionamento entre a nossa comunidade e as outras entidades na Igreja, tais como dioceses e outras comunidades religiosas. Pudemos  conduzir nosso programa de ensino, no qual ensinamos padres a rezar a Missa Tradicional.

Podemos transmitir essa graça, esse recurso que temos a outros padres e isso é muito importante de duas maneiras. Esses padres poderão oferecer a Missa Tradicional aos fiéis para os qual ela é útil. Isso também reflete o fato de que o movimento da Missa Tradicional é mais um movimento de padres do que de fiéis.

É verdade que muitos dos fiéis pediram a restauração da Missa Tradicional por muito tempo. Mas também é um movimento muito forte entre um número de padres que procurava uma maneira de adentrar a oração litúrgica que nutrisse mais sua relação com Deus e seu desejo de Deus.

Provavelmente ensinamos várias centenas de padres, ao menos, nos últimos três anos desde “Summorum Pontificum”, apenas no distrito Norte Americano. Uma grande quantidade desses padres nos disse: “Essa missa salvou meu sacerdócio”. Quando você ouve uma coisa dessas, você sabe que está fazendo algo bom. Deus o está usando.

Mas isso também significa que o instinto do Santo Padre está muito corretamente embasado e que ele tem as necessidades dos padres muito profundamente no centro de seu trabalho e de seu serviço na Igreja. Ele sabe que há padres que precisam dessa Missa para nutrir, e até mesmo preservar, o seu sacerdócio.

19 Responses to ““Essa missa salvou meu sacerdócio”.”

  1. Fiquei muito feliz por ler este artigo, logo porque nele percebi o sopro do Espírito Santo para mim também.
    Há algumas semanas, estava fazendo a minha adoração, e rezava sobre tantos abusos liturgicos, e sobre toda a confusão que está vivendo a Igreja Católica aqui no Brasil – e no mundo – sobre tantas coisas relativas aos escândalos da Igreja e seu mau testemunho, e sentia em meu coração um forte chamado a voltar as raizes litúrgicas, e me perguntava porque não voltar também eu a missa tradiconal em latim? Bom, deixe passar este pensamento, e não deo tanta importância, mas agora lendo este artigo, isto despertou ainda mais forte em meu coração. Peço as vossas orações para ter o discernimento do que o Senhor está querendo me dizer com isto e com outros fatos que estão me circundando.
    Peço as vossas orações!!!
    Um fratertno abraços!!
    A paz!
    Pe. Mateus Maria, FMDJ

  2. Reverendíssimo Pe. Mateus Maria,
    Certamente rezarei um terço pelo senhor.
    Acredito firmemente que todos os sacerdotes que amam o seu ministério sacerdotal são de maneira muito especial iluminados pelo Espírito Santo na “medida em que amam a Igreja” (santo Agostinho)
    Diante de tantos abusos litúrgicos , tantas inovações moderninhas “carismáticas” que dessacralizam o rito da santa missa e tantos escândalos não “deixe passar este pensamento, e de sim muita importância” ao que o Espírito Santo o anima fazer, “volte à Santa Missa no Rito Tridentino”
    “Ele escolhe esses homens e os aponta em direção a esse tesouro perene da Igreja.”
    Conte com minhas orações!
    Sua benção Padre!

  3. Revdo. Padre Mateus,

    Se o sr. aceita a humilde opinião de um simples leigo, se puder, não pense duas vezes antes de celebrar a Missa Tridentina.Rezarei pelo senhor, para que não lhe imponham obstáculos. Como Michael Davies, eu sinceramente acho que a restauração da Igreja passará necessariamente (não sei se exclusivamente ou parcialmente, só Deus sabe disso) pela retomada do Rito Tridentino em larga escala. A dra. Alice von Hildebrand dizia que o demônio odeia esse rito. Ora, se, como disse Paulo VI, “a fumaça de satanás entrou na Igreja por alguma fresta”, então haveria algo melhor para expulsá-la de dentro dela?

    Um abraço.

    Em Cristo e Maria.

  4. Parabéns pelo artigo, mas não precisa de uma correção?

    “Deus está te usando”.

    O pronome de tratamento “você”, terceira pessoa, no contexto do artigo acima, é apropriado colocar o pronome óbliquo “lhe” ou o mesmo “você”; o “te” é para quem usa a segunda pessoa, “tu”, não é verdade?

  5. O novus ordo, sem querer, dá sempre um ” thought-provoking” para qualquer católico sincero que busca a verdade.
    Assistir ou não assistir uma missa de Paulo VI?
    Essa pergunta mais cedo ou mais tarde, baterá a porta de qualquer cristão que leve sua religião com honestidade.
    Paulo VI, fez uso da lei para promulgar e tornar obrigatório um culto protestante-pagão-maçônico e proibiu a Missa de Sempre, o maior crime na história da Igreja Católica (pior, só a traição de Judas).
    E antes de sair de cena, nos deixou esse fantasma que bate nossas portas com esse terrível dilema.
    Vá, amigo, atenda a porta.

    Roberto F Santana
    robertofsantana@aol.com

  6. Pe. O senhor não deveria estar confuso sobre celebrar a santa missa no modo Extráordinario do Rito Romano,graças a Deus isso pra mim é muito normal frequentar essa celebração fassa isso na sua paróquia!

  7. Padre Mateus

    Que Deus lhe abençoe e conceda-lhe imensas graças. Tenha certeza que terá nossas orações. E que seu sacerdócio seja fecundo.

    Galvão

  8. Caro Pe. Mateus Maria, a vossa benção!

    Não pensais mais, vejais com quantos e verdadeiros frutos tem a Santa Missa presenteado a Santa Igreja, vejais, caro Padre, aqui mesmo neste site e noutros tantos, Brasil e mundo afora, a quantidade e qualidade de pessoas, leigas e religiosas, que tem crescido nas ciências santas e fortificada à fé nos mistérios de nossa Santa Religião, a Religião de Cristo Nosso Senhor, vejais, caro Padre, como é raro ver leigos e até mesmo religiosos que entendam e que buscam com amor a Cristo, viver de acordo com os Mandamentos da Santa Lei de Deus e da Santa Igreja, e, apoiados na prática das virtudes, têm buscado com discussões e orações, pela intercessão de Maria Santíssima, ajudar a Santa Igreja a superar esta tão grave crise, a qual também o Santo Padre, o Papa, tem feito muito por combater e superar, sejais com ele, caro Padre!

    Decidai-vos, caro Padre, pela Santa Missa! Esta que tanto contribuiu para formação e santificação de tantos santos e santas, que hoje podemos venerar em nossos altares. É hora de decisão, Caro Padre!

    Deus seja louvado por vossa vocação e o abençoe no sacerdócio!

    Humilde e sinceramente,

    Cleber

  9. Caro Pe. Mateus,

    Rezo para que cada vez mais sacerdotes sintam como o senhor esse desejo de “voltar as raizes litúrgicas”. Todavia, tão ou mais importante quanto voltar as raízes litúrgicas é “voltar às raizes doutrinais”, ainda que doa ao ter que se abandonar concepções e atitudes abrigadas por tanto tempo na prática sacerdotal. Não adianta voltar as raízes litúrgicas com um discurso incompatível com a Tradição.

    Os abusos litúrgicos e os maus testestemunhos (que na verdade sempre ocorreram) são apenas um reflexo da crise dos últimos quarenta anos, que em essência apontam para uma protestantização do culto e da catequese. É preciso não apenas resgatar ‘as raízes litúrgicas’ mas RECONHECER e RASPAR a camada de protestantização que se incrustou na vida da Igreja para que sua catolicidade resplandeça.

    Que Nossa Senhora de Fátima o proteja.

  10. Padre Mateus,

    Suas aspirações vão de encontro com o que ouvi dos lábios do superior geral da FSSPX, que esteve por aqui em Salvador no início do mês:

    Segundo o mesmo deu a entender, jovens padres que são ordenados fora da FSSPX, mas que por alguma circunstância se encontram com o superior geral, deixam depoimentos neste sentido:

    (a depender do casovai de cada sacerdote)”depois de certo tempo, rezo somente a Missa Tradicional”

    “Descobri outro mundo” – me dizem – “A Missa Tradicional é outro mundo”.

    D. Fellay ajunta: “descobrem o que são, o que é ser sacerdote. Descorem o Sacrifício, e isso lhes conduz a outras coisas, como a dogmática, a teologia. Vão então estudar a Sã Teologia. É muito interessante, é como um movimento psicológico. Depois vão aprender a Teologia Tradicional, a verdadeira Teologia, e dão aos fiéis os verdadeiros ensinamentos (…)”.

    A Missa é um portal para a Fé Verdadeira…

    Um padre verdadeiramente bem-intencionado, depois de entrar neste novo mundo, não consegue mais ser negligente, não vive mais sem a batina, sem a Tradição, em suma, se transforma.

    Outra coisa muito interessante, dessa vez dita pelo cada vez menos insuspeito de simpatia pelo Concílio Vaticano ((: o blog Rorate Caeli:

    Com efeito, esse blog é partidário da visão neo-conservadora do Concílio, porém, numa perspectiva filo-tradicional, onde a Missa de Sempre é muito mais frisada do que a tal “Forma Ordinária bem celebrada” que tantos blogues tupiniquins gostam de difundir e valorizar.

    Pois vejam abaixo um dos seus artigos:

    https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19978542&postID=1738106353541716004

    Trocando em miudos: A missa de Paulo VI em latim está entrando em extinção; as comunidades que, antigamente rezavam missa em latim, por não terem o Motu Proprio de Bento XVI, agora, diante da liberdade de rezarem a Missa Tridentina, estão debandando da Missa em latim na mesma escala com que aumentam as Missas de São Pio V…

    É como se ouve por aí nas propagandas: “recuse imitações”.

    Só quero ver até quando persistirá este estado artificial de “duas formas do mesmo rito”. O tal enriquecimento também… Até agora sabe-se que o rito novo pode ser enriquecido com elementos do antigo, mas a recíproca é verdadeira? E para completar o fato, o artigo acima mostra o que acontece quando o rito novo se tridentiniza demais: desaparece, porque entre o original e a cópia, melhor o original.

    Por isso o professor Orlando, quando vivo, ficava tão exultante com as notícias da “reforma da reforma”: porque num primeiro momento elas seriam implantadas, mas logo logo veriam que era melhor catolicizar tudo de vez e retornar unicamente ao rito tridentino…

    Padre, não sei o que o senhor fará com o seu futuro… Mas espero que, dentro das ordens e congregações da Igreja, esse movimento cresca e desenvolva-se sem que os seus frades ou monges não precisem abandonar o lugar onde estão, para dessa forma terminarem por, rezando a missa verdadeira diariamente, restauraem suas casas.

    Como não estarão os beneditinos de Monte Cassino agora, visto que passaram a incluir a missa tridentina entre suas missas diárias, por ordem papal? Como estarão os trapistas de Mariawald?

    Basta ver os sintomas: entre os dominicanos dos EUA e mesmo Inglaterra, já há um movimento muito interessante de retornar ao rito dominicano tradicional; mesma coisa entre certos mosteiros de premonstratenses… Seja lá o que o senhor esteja sentindo, padre, o senhor está inserido numa nova vanguarda, num movimento amplo e internacional de cada vez mais progressiva restauração da Igreja. A julgar pelo que ocorre agora, eu creio que nos próximos 50 anos teremos um episcopado muito melhor do que o de hoje…

  11. Padre,

    Muito material útil encontrará aqui:

    http://www.fsspx-brasil.com.br/page%2010-1.htm

    Por favor, salve-se e salve-nos !!!

  12. Agradeço as vossas palavras, tenho certeza que Deus continuará a esclarecer e encorajar, movendo o meu coração para aquilo que Ele deseja, tenho a certeza que juntamente com o meu superior, poderei chegar a um consenso, pois quero o que Deus quer, sobre tudo estar unido totalmente a Igreja, e dar a minha vida a ela.
    Obrigado pela acolhida!!!
    Vos saudo com um abraço fraterno em Cristo Senhor Nosso.

  13. Reverendo Padre,
    Sua Benção

    Peço que o senhor reze bastante e procure celebrar a Missa antiga. O Santo Padre a reza e um miríade de santos a rezaram. O que era o mais santo até ontem não pode der deixado de o ser!! Acredito que muitos são os benefícios que o senhor terá na sua alma e muitos nas dos fiéis que o senhor dirige. Não desanime senhor Padre.

    Quanto ao que o Padre a Fraternidade São Pedro afirmou, que o movimento pela Missa Tridentina parte principalmente de sacerdotes, parece-me que pode ser realidade em outros locais que não o Brasil. Parece-me que aqui são principalmente os leigos que clamam pela Missa e que, em alguns casos, são atendidos por sacerdotes. Concordam?

  14. Pois é caro Padre, bom saber que os princípios católicos começam a falar mais alto na sua inteligência do que as mensagens da “Gospa” de Medjugórie da qual a sua comunidade faz publicidade e é porta-voz intransigente.

    Mas, se quiser mesmo assumir a liturgia pré conciliar, duvido que ainda encontrará ambiente na “Fraternidade” da qual faz parte e ainda terá que enfrentar a “fúria carismática” do seu “manso e sempre compreensivo” superior. Que Nossa Senhora (a de Fátima) o ajude nessa hora extrema!

  15. Reverendo Padre, também rezarei por sua vocação e para que o senhor encontre de fato o que Deus lhe propõe: A Santa Missa de Sempre, assim como a Santa Teologia de Sempre e a Santa Doutrina de Sempre… Pois é impossível DEUS contradizer-se. O que foi revelado pelo Divino Espírito Santo à Santa Igreja ao longo de 2 mil anos não pode ser contrariado agora por Nossa Senhora em sua “aparição” de Medjugórie… Portanto faço minhas as palavras do João Marcos.
    Fique com Deus e que Nossa Senhora de Fátima lhe abençoe e ilumine seu sacerdócio!
    José Lima

  16. Essa Missa salvou minha fé. E vai salvar a da minha filhinha de três meses.

  17. Reverendo Padre,
    Sua benção
    Se me permite mais, digo que o senhor, que já se ofereceu a Deus Nosso Senhor, continue oferecendo o que é melhor, ofereça o sacrifício de Abel e não o de Caim.

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