Mitras em conflito: não há espaço para clareza na ditadura modernista da CNBB.

Artigo de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini publicado no site da CNBB até quarta-feira.

Artigo de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, publicado no site da CNBB até quarta-feira, repentinamente saiu do ar.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que se ufana de defender os direitos democráticos (dentre os quais o da livre difusão de idéias), na surdina censurou um de seus membros.

O artigo “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”, de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo de Guarulhos [citado também aqui], antes publicado no site da CNBB, saiu do ar na última quarta-feira, provavelmente, pela repercussão do artigo nos meios seculares. O grande César do laicismo imperante não poderia gostar do tom claro e preciso de Dom Bergonzini. O mesmo pode-se dizer da CNBB, que prefere sempre lançar mão de critérios ambíguos e genéricos para redigir suas notas e declarações.

O problema do senhor bispo de Guarulhos? Clareza na defesa da moral católica: “sou apartidário, tenho o direito de me manifestar livremente e a obrigação de orientar meus fiéis. Por isso deixei muito clara a posição de que não devem votar na Dilma. Nem nela e em nenhum outro candidato que defenda a legalização do aborto”, disse o Dom Bergonzini ao G1.

“CNBB não entra em questões políticas“.

A pérola foi dita pelo subsecretário-geral adjunto da entidade, padre Antonio da Paixão: “Em relação ao aborto, a posição da Igreja Católica é muito clara de sermos contra. Não concordamos [com o artigo] em relação aos nomes, do ponto de vista partidário. A CNBB não entra nessas questões políticas”.  Aqueles que conhecem o histórico da CNBB só tem um adjetivo adequado a Pe. Antonio: Cara-de-pau!

Orientação aos padres.

Dom Bergonzini ainda declarou ao G1: “vou mandar uma circular para os padres da diocese pedindo que eles façam o pedido na missa, para que os nossos fiéis não votem na candidata do PT e em nenhum outro candidato que defenda o aborto. Desde o Antigo Testamento, temos que é proibido matar. Uma pessoa que defende o aborto não pode ser eleita. Eu tenho obrigação de orientar meus fiéis pelo que está certo e o que está errado”, disse o bispo, a um ano de atingir 75 anos, a idade limite para apresentar sua renúncia ao Papa. É certo: a CNBB e o senhor Núncio Apostólico já estão providenciando um sucessor digno da herança dos infelizes antístites vermelhos idolatrados pela corja modernista da CNBB: Hélder Câmara, Casaldáliga, etc.

Rezemos para que o sucessor de Dom Bergonzini seja igualmente um bispo corajoso e consciente de sua missão de pastor de almas.

Convidamos vivamente nossos leitores a expressar seu apoio a Dom Luiz Gonzaga Bergonzini [clique aqui].

[Atualização: 23 de julho de 2010, às 11:06] Em entrevista ao portal Terra, Dom Luiz, questionado se a CNBB o procurara para tratar do caso, declarou: “Não ligaram e nem vão porque cada bispo é autônomo na sua diocese. A autoridade máxima aqui sou eu e meu superior é o Papa”. Sobre a candidata Marina Silva: “Marina sugeriu que houvesse plebiscito, mas que é isso? Decidir se é legal matar ou não? A criança não tem direito? São dois pesos e duas medidas? A pessoa não tem a coragem de seguir a sua consciência porque nem sempre o mais fácil é o mais certo.”

[Atualização 2: 23 de julho de 2010, às 14:17] Em entrevista à Folha, ao ser lembrado de uma suposta recomendação da CNBB de  neutralidade na campanha eleitoral, o senhor bispo declarou: “Em primeiro ligar, que recomendação é essa? A CNBB não tem autoridade nenhuma sobre os bispos. Eu segui a voz da minha consciência. Sou cristão de verdade e defendo o mandamento ‘não matarás’. Não tem esse negócio de ‘meio termo'”. Sobre possíveis represálias da CNBB ou do governo: “Sempre tem alguma coisa. Tenho recebido muitos e-mails. Não sei se são ameaças, mas contestando. Mas posso te dizer que muitos de apoio. As pessoas dizem: ‘finalmente alguém que usa calça comprida resolveu reagir'”.

72 Responses to “Mitras em conflito: não há espaço para clareza na ditadura modernista da CNBB.”

  1. Ainda bem que no Brasil nós temos um bispo tradicional (Dom Fernando Arêas Rifan) que não tardará em apoiar esse seu irmão no episcopado!

  2. Pedro,
    Faça-me o favor… Da próxima vez promova-me cócegas nos pés!

  3. “CNBB não entra em questões políticas“ kkkkkkkkkkkkkkkkk
    Que piada !!!
    Como são sínicos !!
    Raça de víboras !!
    Se a CNBB não entra em questões políticas ela muito menos entra em questões religiosas. Como afirmou um tempo desse um senador : “A cnbb não se importa com os interesses da Igreja Católica” , e quando aparece um bispo corajoso em defender a Igreja e os interesses da Igreja ela persegue, exemplo: Bispo de Recife e agora o corajoso bispo de guarulhos.

    Dessa corja de inimigos disfarçados de bispos, salvai-nos Senhor!!

  4. CNBB = Conferência Nacional de Bandidos de Batina (ou sem?)

  5. Quanto mais eu rezo mais a sombração apareçe que isso gente que absurdo!!!!!!!!!!Absurdo mesmo……………

  6. “Os sacerdotes, ministros de meu Filho, os sacerdotes, por sua má vida, por suas irreverências e sua impiedade em celebrar os santos mistérios, por amor do dinheiro, das honras e dos prazeres, os sacerdotes tornaram-se cloacas de impureza. Sim, os padres pedem vingança, e esta está suspensa sobre as suas cabeças. Desgraçados dos padres e das pessoas consagradas a Deus, as quais, por suas infidelidades e sua má vida crucificam novamente o meu Filho! Os pecados das pessoas consagradas a Deus clamam ao Céu e chamam a vingança e ela está às suas portas, pois não se encontra ninguém para implorar misericórdia, e perdão para o povo; não há mais almas generosas não há mais ninguém digno de oferecer a Vítima sem mancha ao Pai Eterno em favor do mundo.” (Nossa Senhora de La Salette).

  7. Avisemos ao Papa e apresentemos a ele os documentos da CNBB, e o Pontífice verá se são políticos ou aplíticos; ou se são dignos de uma instituição católica. Salve Maria!

  8. Não podemos deixar D. Luiz sozinho. Vou enviar uma nova mensagem de agradecimento a ele, e com cópia para o Pe. Antonio – subsecgeral@cnbb.org.br . É nosso maior dever salvar a vida e a alma desses que estão no útero e não podem defender-se; o tempo dos inimigos de Cristo no poder tem que acabar.

  9. É louvável uma atitude de enfrentamento?
    Sim.
    Estamos felizes com o sr. Bispo e sua coragem?
    Sim.
    Mas… por que às vésperas de sua renúncia por idade esse rompante de justiça?
    Não sei…
    O que sei é que faço coro com o ditado popular, que diz: “Antes tarde do que nunca!”.
    O que percebe-se é que o pacto informal de silêncio e mediocridade criminosa que reina na CNBB está sendo burlado – ainda que timidamente… – por alguns prelados descontentes com os rumos tintos da instituição.

  10. Deixem estar, irmãos! Esse valhacouto de modernismo, de progressismo, emporcalhado de comunismo em que se converteu (se converteu, ou foi sempre assim?!) a CNBB ainda vai encontrar o seu paradeiro. A Tradição está crescendo de novo dentro da Santa Igreja e esta é uma vaga que não tem mais como ser detida. O catolicismo de verdade, firme na santa doutrina, sob as bençãos de S. Pio X haverá de retomar o controle do barco de S. Pedro. E aí, meus irmãos, a vez da CNBB vermelha chegará. Aguardem, que isso não será para muito longe. Sabem por quê? Porque essa é uma luta pela integridade da nossa santa fé. Ou vence a Tradição ou a canalha modernista arruinará a Igreja Católica. E como a igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo jamais poderá ser arruinada, ressai que a Tradição vencerá.
    Felicitações aos católicos de verdade, como esse bravo Bispo de Guarulhos, pois está a combater o bom combate.

  11. Em comunhão de orações para mais e mais dar Graças e Glórias a Deus em Jesus e Maria.

  12. Ratos,serpentes,vermes parasitas.
    Possuem a autoridade e a juridição.
    Governam com tirania.
    E por falar em Júlio César…
    O Senado (CNBB)…
    Uma facada traidora…

    Devolvam nossa Igreja!

    Roberto F Santana
    robertofsantana@aol.com

  13. Subsídios para instruir-se na Fé Católica

    http://www.fsspx-brasil.com.br/page%2010.htm

  14. À corja comunista/modernista que rasteja na CNBB disfarçados com mitra e báculo eu digo: – Non Serviam!
    Já passou da hora desses escorpiões serem esmagados pelos católicos que amam e defendem a Santa Igreja e a Tradição!
    Eles estão à serviço do erro e da mentira e se prestam descaradamente a cultuar o homem ao invés do Criador.
    À eles e suas falácias eu repito: – Non serviam!

  15. Caro Ferreti,
    Li no The New Liturgiacal Movement, ordenaçãoes feitas pelo Cardeal Hummes no Communauté Saint-Martin.
    http://www.newliturgicalmovement.org/2010/07/prefect-of-congregation-for-clergy-and.html

    Seria interessante a publicação.
    Mas fiquei na dúvida, essa comunidade reza a Missa de sempre?
    Se reza, reza também a de Paulo VI?

    Roberto F Santana
    robertofsantana@aol.com

  16. Sr. Roberto,

    A Communauté Saint-Martin celebra as duas formas do rito romano, e ambas em latim e versus Deum. Usam a Missa tridentina, mas também a de Paulo VI em latim, com padre ad orientem e com canto gregoriano. São uns dos responsáveis, aliás, pela implementação da diretriz do Vaticano II acerca da maior promoção do canto gregoriano – infelizmente ignorada e desobedecida pelos modernistas.

    In Christo et Matre,

  17. Esse motim de Bispos precisa ser extinto e esses Bispos precisam ser enquadrados na disciplina rígida. Fora com os lobos!!!!! Fora CNBB, motim comunista de Bispos de Boff!!!! Apologetas do assassinato de crianças inocentes.

  18. Nem todos os Bispos brasileiros merecem os fortes pejorativos acima lançados. Ademais, mesmo que atingidos (uns mais, outros menos) pelo modernismo, são legítimos sucessores dos Apóstolos,e merecem um mínimo de respeito.
    Inclusive aquele básico, de não serem julgados coletivamente, e, o que é pior, generalizadamente.
    O Episcopado brasileiro sempre possuiu e possui excelentes membros, como a recente declaração do Sr. Bispo de Guarulhos demonstra.

  19. Obrigado Rafael Vitola.
    É bom saber.
    Interessante também, é dos comentários, que chama a atenção para a ordenção de diáconos e presbíteros em uma mesma cerimônia.
    Fica mais uma pergunta, na tradição a ordenação de diáconos e subdiáconos tem que ser distinta da dos padres?

    Roberto F Santana
    robertofsantana@aol.com

  20. Sr. Roberto Elias Costa.
    Me diga onde assino o seu comentário de nº 18. Ratifico integralmente o que foi dito pelo senhor. A luta pelo que é bom e católico é feita com dignidade e não como moleques de rua.

  21. Até agora n teve um bispo que deu apoio a Dom Luiz, mas pode ter CERTEZA que da ala vendida que n virá!!!!!!!

  22. Prezados srs. Roberto Elias e Marcelo Moraes,

    Concordo integralmente que todos nós católicos devemos respeito aos senhores Bispos individualmente, até porque se nos insurgirmos contra a hierarquia da Igreja estaremos dinamitando um dos fundamentos essenciais que sustentam a nossa Santa Igreja.

    Porém, notem bem: tanto a minha ira como a de todos os demais irmãos se dirige contra a instituição chamada CNBB, que, queiram ou não, se tornou uma pústula dentro da Igreja no Brasil, desrespeitando, aí sim, frontalmente a hierarquia ao obstaculizar o cumprimento na íntegra das determinações papais e dos documentos da Igreja, e mesmo, em alguns casos, flertando com a apostasia e com a heresia.
    Portanto, não se trata, penso eu, de ataque a este ou àquele Bispo pessoalmente, mas a uma instituição que se assenhorou indevidamente dos destinos da Igreja brasileira, conduzindo-a a um caminho totalmente diverso daquele que rassai da Doutrina Santa.
    É isso. Estejam todos com Deus e Maria Santíssima.

  23. Os bispos que não comungam com a mentira da CNBB irão se manifestar. A CNBB não tem autoridade nenhuma, a começar que ela sequer obedece à voz de Pedro. Eu, de minha parte,não retiro uma vírgula do que eu disse no post anterior, pois antes defender a Verdade do que compactuar com a mentira. Catolicismo de almofada não serve pra mim. Católico que acha que diálogo com os inimigos de Cristo é na base do afago deveriam ter vergonha na cara! Ou estamos do lado de Cristo que não receou atacar os fariseus e doutores da lei e apontar-lhes a maldade ou estamos do lado do mundo e dos inimigos da Santa Igreja. Que cada um decida-se.

  24. Só uma correção: Católico que acha que diálogo com os inimigos de Cristo é na base do afago deveria ter vergonha na cara!

  25. Muito obrigado, Sr. Marcelo Moraes, pelas suas gentis palavras, a doutrina verdadeira exige que o católico se expresse com educação e justiça. Deus Nosso Senhor, quando aqui na terra, sempre se expressou de maneira elevada. Sr. Luis, quanto à CNBB, como instituição realmente não é uma coisa boa, pois a própria idéia das conferencias episcopais nacionais é uma diminuição do Papado. Agora, quanto aos seus integrantes, há que distinguir. Para entender isso, é preciso ter não só vergonha na cara, mas um mínimo de inteligência, educação e boas maneiras, virtudes que, como se vê, andam meio escassas.

  26. Deixa eu pensar…
    A CNBB “não se mete em política” não é mesmo?
    Mas então, por que ela vai promover a marcha pela reforma agrária com o movimento do GRITO DOS EXCLUÍDOS junto à Comissão Pastoral da Terra no próximo mês de setembro?
    Neutralidade, né? Hummmm….

  27. Prezados srs. Roberto Elias e Marcelo Moraes,

    Será que os srs. também diriam que Santa Catarina de Senna era indigna e sem educação ao chamar os cardeais infiéis de sua época de “DEMONIOS DE VERMELHO” e ainda afirmar que : “Vós não mereceis respeito porque por vossas infidelidades a Cristo, perdestes o direito de tê-lo” .

    Sabe, acredito que o “ESPÍRITO PAZ E AMOR BROTHER” .. do concílio vaticano II contaminou os srs.
    Deus é Amor mas também é justiça e terá misericordia apenas de quem merece misericordia e será severíssimo com aqueles bispos cardeias monsenhores e padres que tendo o oficio de cuidar da Igreja de Jesus e dos fiéis, traíram o Senhor Jesus e sua Igreja e ainda perseguem aqueles que amam a Igreja como é o caso desse corajoso bispo .

    Sei que existem bons bispos na CNBB, mas são minoria e são perseguidos pelas mentes marxistas infiéis e inimigas da Igreja Romana.

  28. “Ademais, mesmo que atingidos (uns mais, outros menos) pelo modernismo, são legítimos sucessores dos Apóstolos,e merecem um mínimo de respeito.”

    Então, àqueles que são legítimos sucessores do Apósotlo que entregou Jesus à morte, digamos: “o que tens que fazer, faze-o depressa”.

    Se são legítimos sucessores dos Apóstolos, que se comportem e ajam como tais. Se querem respeito, que se deem ao respeito.

  29. O número de escândalos produzidos pela CNBB, daria para produzir um dossiê público através de um blog. Recentemente eles fizeram uma campanha chamada “Ficha limpa” para proteger o eleitorado de políticos corruptos. Deveriam na verdade fazer uma campanha pela limpeza das sacrístias, porque os políticos do PT que produzirão os maiores escândalos de corrupção de nossa história, sairam das sacristias da CNBB.

    Quanto ao ocorrido, sabiamos que isso poderia acontecer, pois da CNBB, não se pode esperar nenhuma coerência. O PT puniu seus partidários e a CNBB reduziu um Bispo ao silêncio…

  30. Meus senhores e senhoras.
    A linha entre bravura e bravata é tênue. A linha entre vergonha na cara e falta de respeito, bom senso e discernimento é mais tênue ainda. A estrutura da CNBB é um monstrengo onde impera a opinião de pretensos “especialistas”. Contudo, colocar todos os Bispos Católicos, sucessores dos Apóstolos, conforme ensina a Santa Tradição, na vala comum e alcunhá-los de maneira tão leviana, demonstra imaturidade que, com a graça de Deus, o tempo, certamente irá corrigir.
    A nossa Santa Religião merece uma defesa mais digna, à sua altura.

  31. Robert Elias, discordo de seu posicionamento. Se os Pastores não gritam para identificar os lobos, cabe as ovelhas identificarem nos e alertar quantos ovelhas puderem. Não é crime contra a fé, gritar avisando a presença dos lobos, mesmo entre o episcopado.

    Os Bispos merecem respeito, mas o respeito absoluto, é devido a fé católica. Se este respeito é desviado da fé para os Bispos, então eles passam de guardiães a autores de novas fés, como vem acontecendo nos últimos 40 anos. Onde chegamos a este estado de coisas, graças ao respeito absoluto depositado por alguns, em Dom Hélder Câmara. Diga-se de passagem, um respeito maior que o respeito devido a nossa Senhora em Fátima. Aqui escolheu-se seguir a Dom Hélder e a deixar Nossa Senhora de Fátima de lado.

    Quando é público e notório o apoio dos Bispos a destruição da fé, eles devem ser combatidos. A Igreja no Brasil, vive a várias décadas a ameaça do comunismo, graças a personalidades como Dom Hélder Camara que se valem da imunidade episcopal para propagar o mal. Em uma situação normal, concordaria com você, mas vivemos um estado de necessidade na Igreja. Onde os Bispos não exercem mais o magistério (vide última reportagem de Romano Amério), mas sim os teólogos. No Brasil, nos últmos anos, quem vem exercendo “magistério”, são os téologos da teologia da libertação, estes mandam e desmandam na Igreja.

  32. Prezados,
    Penso que o momento é tão duro, que aquele que se exalta e se compunge de dor e desgosto diante do escárnio da CNBB merece bem ser compreendido em algum eventual excesso. Afinal, a CNBB foi longe demais.

  33. Eu, por muitos anos, confundi “CNBB” com “Igreja Católica”. E por isso não queria ser considerado católico nem dava o devido valor aos Sacramentos. A CNBB QUASE me fez perder a Fé.

  34. Uma vergonha essa CNB do B. Esse Padre é tão influente que consegue mandar mais numa conferencia episcopal que seus próprios dirigentes.
    Essa entidade precisa de um visitador apostólico.
    Roma precisa intervir nessa entidade.

  35. Um pouco de Santa Catarina de Sena, no “Dois amores duas cidades” de Gustavo Corção…

    Os escândalos na corte de Roma

    A côrte pontifícia transformara-se em um lugar de intrigas e prazeres; e sob o peso do seu inimigo mortal, o mundo, o mundo da pompa e do primado das coisas exteriores, a Igreja sofria. Séculos de vinculação com o poder inocularam na côrte de Roma os venenos do nepotismo, do sibaritismo, do mundanismo e do naturalismo.

    L. Cristiani: Religião, política, diplomacia, estavam desde muitos séculos tão estreitamente ligados que parecia impossível, a não ser por milagre, desvencilhar êsses laços e aplicar os necessários remédios aos males de que sofria a Igreja.” (L’ Église à l’époque du Concile de Trente, Bloud & Gay, 1948, pág. 31).

    E para nós, que hoje vivemos o milagre que se realizou, é dificíl, é quase impossível imaginar os costumes daquela época. Desde os tempos do Grande Cisma, tanto na côrte de Avignon como na de Roma, era sufocante o ambiente em que se movia o Vigário de Cristo. Conta Fr. Raymundo Cápua, na sua Leggenda, que Catarina de Sena, conversando em Roma com Gregório XI, por intermédio de seu confessor, pois o Papa não entendia o italiano vulgar, e Catarina não sabia francês nem latim, lamentava a podridão de vicíos infernais que reinava naquela côrte “que devia ser um paraíso de virtuosas delícias”. Ouvindo isto, o Papa perguntou-lhe há quanto tempo residia em Roma, e sabendo que ela chegara na véspera, interrogou entre espanto e ofendido:

    – Como pudeste em tão pouco tempo examinar os costumes da côrte de Roma ?

    E então, mudando a atitude curvada e humilde, ela ergueu-se revestida de uma espécie de majestade, “que eu vi com meus próprios olhos”, diz Fr. Raymundo – e dirigiu ao Papa estas palavras:

    – Para honra e glória de Deus Todo-Poderoso, ouso dizer que sinto e vejo melhor a podridão dos pecados que se cometem continuamente na Côrte de Roma, sendo recém-chegada da cidade em que nasci, do que êsses mesmos que os cometem.

    Ouvindo estas palavras, calou-se o Soberano Pontífice.

    Menos feliz na sua apóstrofe foi Savaronarola (São Felipe Neri tinha um retrato dele em sua cela e desenhor sobre a cabeça dele, uma auréola…), o ardente dominicano que, depois de um ruidoso sucesso em Florença, de onde lançava à cristandade um veemente apelo contra os costumes de Roma, impudica e simoníaca, foi entregue “ao braço secular” pelo Papa Alexandre VI de infeliz memória. Os tempos eram outros. Florença aplaudia a eloquência, mas a cristandade – onde estava ela? – não tinha ouvidos para o último dos medievais.

  36. O sr. Marcelo em defesa dos Bispos, disse que “a estrutura da CNBB é um monstrengo onde impera a opinião de pretensos especialistas.” Como uma conferência episcopal, deveria imperar a autoridade dos Bispos (baseada sempre na verdade católica). Neste sentido, ninguém aqui foi mais radical do que ele, ao ponto de chamar os Bispos de pretensos especialistas. Mas na realidade, ele não esta errado, a forma como exercem o magistério (segundo o primaz da Inglaterra, depois do CVII, não existe mais magistérios dos Bispos – Ver recente matéria aqui no Fratres in Unum, sobre Romano Amério), é exatamente a de pretensos especialistas em todas as áreas humanas, menos na religiosa. O fato é que a CNBB não consegue nem ser uma conferência de Bispos, mas de pretensos especialistas, eles são nominalistas, não são católicos.

    Ele continua:

    “Contudo, colocar todos os Bispos Católicos, sucessores dos Apóstolos, conforme ensina a Santa Tradição, na vala comum e alcunhá-los de maneira tão leviana, demonstra imaturidade que, com a graça de Deus, o tempo, certamente irá corrigir”.

    Ninguém aqui colocou os Bispos em uma vala comum, foram eles mesmos que decidiram fazer parte desta vala, ao se filiarem da CNBB. Todos os Bispos que participam desta vala, tem culpa no cartório. O único Bispo que não participou da vala comum, foi Dom (Santo) Antônio de Castro Mayer. Este salva a honra do episcopado!

    Termino dizendo que a linha entre o respeito aos Bispos e ao culto do homem que se veste de Bispo, é muito mais tênue, do que a linha entre a bravura e a bravata e até mesmo mais tênue do que “a linha entre vergonha na cara e falta de respeito, bom senso e discernimento é mais tênue ainda”. O simples fato de meter uma campanha socialista/marxista, em plena Quaresma, mostra nos que a CNBB sequer cogita entre linhas tênues. Mas se você e o Roberto demonstrarem nos algum Bispo que impede a socialização marxista de suas dioceses, através das CF’s, então a maioria aqui esta errada e vocês estão certos….

  37. Prezadíssimo senhor Gederson.
    Quando falei de “pretensos especialistas” eu me referi a diversos padres, religiosos e religiosas que, às vezes, tem mais ascendência do que os Bispos, propriamente, nas deliberações da CNBB.
    Em segundo lugar, creio que o senhor me interpretou erradamente, quando alega que eu estou arvorando a defesa do Bispo “A”, “B” ou “C”. De forma alguma. Estou fazendo a defesa da legítima sucessão apostólica, ou será que a confusão é tamanha que isso virou fábula? Certamente, pela graça de Deus, deve haver homens dignos entre eles, afinal o Espírito Santo não parou de trabalhar. Além disso, estou fazendo a defesa da Santa Religião Católica, tentando discernir entre “ovis et bovis”. Por fim, estou fazendo a defesa da minha alma e da minha salvação.
    Em Cristo, por Maria.
    Marcelo Moraes.

  38. A que ponto chegamos. Aqui estamos a aplaudir um bispo que… disse o que um bispo (pastor) deve dizer: A verdade, indicando aos fiés (rebanho) aquilo que nosso Senhor lhes ordenou.

    Dom Luiz está certo em dizer que quem manda na Diocese é ele. As Conferências Episcopais não tem base doutrinária na Tradição. Dom Antonio de Castro Mayer e Dom Lefebvre manifestaram ao Papa João Paulo II esta tendência da “democratização” da Igreja após o Concílio Vaticano II. Eis o trecho do Manifesto episcopal; “(…) Esta tendência em fazer a “base” participar do exercício do poder encontra-se na instituição do Sínodo e das Conferências Episcopais, nos Conselhos presbiterais, pastoriais e na multiplicação de Comissões romanas, e de Comissões nacionais, como no seio das Congregações religiosas (…)
    A degradação da autoridade na Igreja é a fonte da anarquia e da desordem que n’Ela se nota hoje por toda parte.”

    E este texto foi escrito em 1983! É profético!

    ****
    Roberto F Santana

    Quanto às ordenações, normalmente, as ordens menores são conferidas no mesmo dia. São cerimônias mais curtas (às vezes o mesmo candidato recebe mais de uma ordem, o que nunca ocorre com as ordens maiores). As ordens maiores, devido sua importância, costumam ser em cerimônias separadas. Obviamente, à Ordenação sacerdotal, pelo cunho solene e festivo, é reservada uma ocasião somente para ela. O que não impede que possam também ser inseridas todas num só dia, devido a dificuldade do bispo para oficiar em outra ocasião, por exemplo.

    É bom lembrar que na “reforma” após o Concílio Vaticano II não existem as ordens menores, e das maiores, o subdiaconato foi extinto. O sacerdócio era preparado por degraus. À medida que o candidato avançava nas ordens menores se aproximava também fisicamente das funções do altar. So para citar as ordens maiores, no Ofertório o subdiácono entrega os vasos sagrados ao diácono que o passa ao sacerdote. Este, fica no primeiro degrau, o diácono no segundo e o subdiácono, no terceiro. E assim sucessivamente.

  39. Essa conversa toda me deixou com dor de barriga.
    Parem com essa bajulação episcopal!
    Posso até ver esse pessoal pedindo a missa para o bispo:

    Ai,ai.Excelência!Excelência!
    Será que dá pra emprestar pra gente um padre que reza a missa conforme o missal do beato João XXIII?

    Como dizia o Garfield,
    Me chama quando essa onda passar.

    Roberto F Santana
    robertofsantana@aol.com

  40. Gederson onde acho esses textos de Santa Catarina?

  41. Em meio a covardia generalizada eis que surge um Bispo corajoso !

    Deo Gratias !

  42. Obrigado pelas explicações,
    Antonio Maria Ribeiro Tavares.

    Roberto F Santana
    robertofsantana@aol.com

  43. Caríssimo sr. Marcelo,

    sempre os padres, religiosos, religiosas e principalmente os leigos, tem mais ascendência do que os Bispos nas deliberações da CNBB. Isto se dá pela malfadada Colegialidade, que passa do Papado, ao Episcopado, deste aos Padres e dos Padres ao laicato. Assim, embora tenha se referido como “pretensos especialistas” a estes, isto também recai sobre os Bispos, por aceitarem esta subversão.
    Esta questão dos “pretensos especialistas” é uma questão que vai longe. Para dizermos o que é uma autoridade pastoral, uma conferência episcopal e outros “pontos novos de doutrina”, teríamos que ter a definição de cima para estas coisas. Como não temos, então não podemos responder o que são, mas o que achamos que são (a definição vem debaixo…). Yves Congar, Jean Daniélou (morreu em uma casa de tolerância), Henrici de Lubac, Urs Von Balthasar, Karl Rahner e outros, eram todos “pretensos especialistas”. Mas os 4 primeiros foram “pretensos especialistas” criados cardeais, e isto embora a Humani Generis, demonstre que a teologia deles vai da heterodoxia a heresia em um piscar de olhos… O pior de tudo é que o Cardeal Parente, que pelo visto é o primeiro a abordar a temática continuidade e ruptura, diz que o Concílio Vaticano II, não rompe com a Mediator Dei, a Mystici Corporis e a Humani Generis. Pra mim ele também é um pretenso especialista…

    O funcionamento da CNBB, lembra mais o funcionamento daquela besta do capítulo 13 do apocalipse, que tem a aparência do cordeiro mas fala como o dragão. Ninguém sabe o que é a CNBB, pois não existe definição magisterial para as Conferências Episcopais. Quando acontecem os escândalos, fica no ar que ninguém sabia de nada e nunca aparece um responsável. Parece funcionar como uma sociedade secreta, mas não propriamente como as ditas cujas. Quero dizer que os escândalos, eram para ser atividades secretas, mas quando não podem ser escôndidas, eles são silenciados, através da recusa de esclarecimentos. Também quando as sociedades secretas agem, só sabemos que elas agem, não sabemos nunca os responsáveis pelas ações, como dizem “a cabeça esta escôndida”.
    Servindo a Deus, nem sempre é possível agradar o homem. Mas servindo o homem, desagrada-se a Deus e aos que estão do lado dele. Quando sabemos claramente que a CNBB esta afundada no marxismo e aparece um Bispo em público dizendo o que nenhum mais tem coragem de dizer, o que acontece é que nós o aplaudimos de pé. Já pessoas, formadas e acostumadas ao discurso de esquerda dentro da Igreja (que constituem a maioria), se escandalizam. Quero dizer que para nós o apoio aos políticos de esquerda, feitos pela Igreja no Brasil, são escandolosos. Mas em contrapartida a ausência deste apoio e o combate a esta raça maldita, também é escandalosa pelos católicos de esquerda. Isto é algo bastante problemático, que pode ser ilustrado também pela questão da correção da fórmula da consagração. Pelo que me lembro, um Bispo disse ao Papa sobre a correção, que seria complicado, porque o povo acharia estranha a correção. Então é melhor deixar o povo no erro, porque a verdade não é importante para os nossos Bispos, o que importa a eles é servir o número.

    Em segundo lugar, eu não disse que o sr. está defendo Bispo “A”, “B”, “C” ou “D”, disse que o Sr. estava defendendo os Bispos. A questão da sucessão apostólica, é bastante complicada. A CNBB se comporta como uma pessoa que agride a si mesma. Quando isto acontece a uma pessoa, sabemos que ela necessita de cuidados psicológicos ou psiquiátricos, mas quando acontece a uma conferência de Bispos, não sabemos o que fazer. Isto quer dizer que a CNBB, também esta em autodemolição (Isto equivale a um processo de suicidio, mas como a Igreja local ou universal pode estar em processo de se suicidadar, se suicidio, é pecado?). E com toda certeza possível, este estado de coisas não se dá pela graça de Deus e muito menos pelo trabalho do Espírito Santo, mas pela apostasia que se infundiu na Igreja desde o encerramento do CVII.

    Mas meu caro Marcelo, se a questão é defender a sucessão apostólica, então defendamos os cismáticos ortodoxos, que também tem legítima sucessão apostólica. Isto embora não tenham a fé apostólica em sua integridade, uma vez que recusam obediência ao Romano Pontífice, ou seja, os ortodoxos também praticam uma espécie de sedevacantismo. Possuem uma visão particular, em detrimento da visão universal do primado petrino. Os ortodoxos esperam um Papa que possua uma primazia de honra, e este Papa, pelo que diz Romano Amério, lhes é dado pelo Concílio Vaticano II. Na verdade, é defensável que atualmente exista esta primazia de honra do Papa sobre os Bispos, dos Bispos sobre os Padres e dos Padres sobre os leigos, pois como disse o Pe Calderón:

    “Se houve algo notório no Concílio Vaticano II, foi o giro liberal na atitude da suprema autoridade. O Papa renunciou à sua autoridade em benefício dos bispos; os bispos renunciaram à sua em benefício dos teólogos; os teólogos tinham renunciado à sua ciência para escutar o homem; e a voz do homem – supostamente dotada da infalibilidade do sensus fidei – não era outra senão a publicidade. Este é o procedimento em prol da promoção da maioria.”

    Alguns ramos da Igreja Ortodoxa, também acusam à apostasia conciliar, sobretudo pelo que foi feito com a litúrgia. A questão litúrgica também é complicada. Bento XVI chegou a dizer que a reforma litúrgica de Paulo VI, foi pior do que a reforma de Martinho Lutero. Se uma reforma litúrgica pior do que a de Lutero, tem salvação, então também a de Lutero tem, não tem? Mas o problema è que o Papa para alguns só fala a verdade quando faz pronunciamentos “Ex Catedra” ou exerce seu magistério ordinário…

    Fique com Deus.

    Abraço

  44. Cara Ana Maria, achei no livro “dois amores duas cidades” do nosso Gustavo Corçao. Trata-se de um livro dificil de ser achado, mas que è indispensavel para se entender a crise (ja leu “o seculo do nada” ?). No site do Vaticano, existe uma carta em comemoraçao ao sètimo centenario da morte de Santa Catarina. Mas deve se tomar cuidado, porque JP II começa a carta dizendo:

    “A amável Providência Divina em vários modos se manifesta protagonista da história, acendendo sempre <<>> luzes no caminho do homem”.

    Nao sei se pode ser encontrada a biografia dela na net. Se nao me engano o Frei Raimundo de Capua, escreveu sua biografia.

    Fique com Deus

    Abraço

  45. Prezado Ferreti, reportagem a Rede Minas, sobre a Missa Tridentina, no blog do Augusto veja:

    http://missabh.wordpress.com/2010/07/26/missa-tridentina-em-belo-reportagem-da-rede-minas/

  46. Prezados, como os Jesuítas, é necessário distinguir.
    Uma coisa é a CNBB, outra coisa são os Srs. Bispos, pessoualmente. Se a CNBB é uma coisa ruim, por natureza, seus membros, enquanto Bispos, não o são.
    Como julgar a consciência de cada um deles, sem lhes dar ao menos o direito de defesa? Claro que não se deve deixar de reconhecer e condenar o que algum faz de mal, públicamente. Agora, generalizar, colocar todos no mesmo balaio, nunca. Julgar as consciências, só Deus. E o julgar aqui na terra, um membro da Hierarquia, formalmente falando,só um membro superior da Hierarquia. Nunca meros leigos como nós. Uma coisa é certa: a CNBB passará, mas até o fim dos tempos existirá o Episcopado.

  47. Ao Gederson Falcometa e Christiano:
    Prezados, eu não estou contaminado pelo CVII, vocês dois é que, nesta questão, perderam o equilíbrio católico, lamento dize-lo.
    Não tenho a lista de todos os Bispos do Brasil e muito menos uma “ficha” da conduta de cada um deles.
    Duvido que vocês tenham, e os desafio a mostrar-la.
    Assim, rotular todos como monstros é uma injustiça e uma temeridade à qual não me associo. Os pecados do juízo temerário e da maledicência são punidos muito severamente. Não generalizem, amigos, isso é ranço da TFP e de grupos sectários. Cristo não veio apagar a tocha que fumega.

  48. Eu já escrevi para o Secretário Geral da CNBB uma carta de repúdio á sua atuação. Logo na sexta-feira, quando soube da atitude que a CNBB tomou. Uma atitude inédita que só tem uma explicação. A CNBB veio dizer a todos n´so que NÃO SE OPÕE AO ABORTO. E com a sua ação e o corolário lógico, a CNBB automasticamente se colocou fora da Igreja católica.
    Diz o artigo que o tal sub Secretário Geral da CNBB, o tal padre António da Paixão (qualquer dia é o porteiro que comanda a CNBB e talvez fosse melhor comandada) que foi apelidado de “cara de pau”, é antes uma “cara de traidor, uma cara de Judas, uma cara de Herodes”. Um indivíduo repelente. Mas, nem é preciso perguntar: ele continua na CNBB.
    Momentos antes fiz o seguinte comentário sobre este assunto
    Eu já mostrei o meu repudio à forma como a CNBB tratou do assunto que só pode ter uma explicação válida: a CNBB não se opõe ao aborto, pelo que, automaticamente, a CNBB não está dentro da Igreja católica.
    Dilma pensando que já tem na mão os bispos do Brasil e, pelo visto, terá alguns, o que não quis prometer aos católicos teve de prometer aos evangélicos que só declariam o seu apoio a ela, se ela escrevesse que o seu governo não apresentaria leis no sentido de facilitar o aborto, o casamento gay, etc.
    Como os bispos católicos deixaram de defender a doutrina de Cristo, Cristo teve de providenciar que outros o fizessem.

  49. Sem dúvida Marina é o mal menor. Mesmo com a proposta do plebiscito (que, na minha visão, é uma jogada pois nós sabemos que isso jamais acontecerá no nosso país) ela é a candidata mais contrária ao aborto. Dilma é uma abortista e Serra o responsável pela efetivação do “aborto legal” no país. Voto em Marina.

  50. Caro Sr. Roberto Elias,

    Eu me baseio apenas em Dom Mayer, para fazer as críticas.

    O Leão de Campos, falou nos em seus escritos da Anti-Igreja, que em sua natureza è má e sendo má naturalmente produz maus membros. Neste caso, a velha sentença Jesuítica de que a “árvore má não produz bons frutos”, è que impede exatamente, determinadas distinções “Jesuíticas” que consideram má a árvore, mas bons os frutos. Considerando a CNBB, como uma árvore ruim, Dom Mayer considerou que ela não produz bons frutos. Então a deixou como um autêntico Bispo e sucessor dos Apóstolos.

    Mas você Roberto Elias, esta tão contaminado pelo Concílio Vaticano II (como também pelo liberalismo) que è capaz de defender que uma árvore má como a CNBB, pode produzir bons frutos. Evidentemente juízo temerário e maledicência são punidos severamente, então tome cuidado com seus julgamentos, porque Jesus não è mentiroso. Você antes de querer tirar o cisco dos olhos dos outros, deve se preocupar com a trave que encobre os seus olhos. Perto do sectarismo da CNBB (constitui-se em um cisma informal – JPII), o sectarismo da TFP, è coisa de moleque. Mas você quer nos fazer acreditar que o sectarismo da CNBB, não è o dos Bispos, mas a CNBB, è UMA CONFERÊNCIA DE BISPOS NÃO UMA CONFERÊNCIA DE MARAJÁS OU DE FANTASMAS, e nenhum levanta pelo menos a voz contra ela, como ela se levanta contra a Santa Sé. Um dos Lorscheider que foi presidente desta maldita conferência, ameaçou a Santa Sé com um cisma na década de 80, por causas das críticas de Roma a Teologia da Libertação.

    Vários documentos romanos, não chegaram até nós pelo magistério dos Bispos, impedidos pelo magistério paralelo da CNBB. O Papa e as Cogregações Romanas, pelo que me recordo, dirigem seus documentos aos Bispos, não as conferências episcopais. Mas por que então, documentos como a “Libertatis Nuntius” e “Libertatis et Conscientia”, não chegam aos fiéis brasileiros, pelo magistério dos Bispos ? Será preciso enumerar as atitudes sectárias da CNBB, em relação a Santa Sé? Será que você è tão ingênuo ao ponto de acreditar que todos os Bispos não sabem que a CNBB desobedece a Santa Sé?

    Para encerrar, voltamos as reflexões acerca da Igreja Ortodoxa. Para o Sr. Roberto Elias, pelo que apresentou em sua defesa, deve ser possível ser um Bispo Ortodoxo Cismático, sem aderir ao cisma ortodoxo. Assim devemos tomar cuidados com os juízos temerários, pois podem existir Bispos que embora participem de uma Igreja Cismática, que não sejam cismáticos. Francamente…

    Fiquem com Deus.

    Abraços

    Gederson

  51. Francamente, isso não é resposta, é digressão.
    Seu não consegue entender coisa tão simples, distinguir as pessoas dos Bispos da instituição CNBB, sr. Falcometa, não adianta escrever-lhe. E seus doestos, acredite, só me engrandecem, preocupado ficaria se me elogiasse. E não dê aos outros suas qualidades de sectário, liberal e alheio à doutrina. Mas, já que o sr. é tão loquaz, porque não nos esclarece, a todos nós que recebemos os emails do sr. Luciano de Campos, a qual membro da Hierarquia estava subordinada a Associação Cultural Montfort? Naquela ocasião você e o Prof. Orlando Fedeli calaram-se, sem responder. Faço meu o desafio então lançado: responda Falcometa. Vamos lá, Gedersom, numa atitude adulta e para benefício de todos: responda agora.

  52. O sr. Gedersom Falcometa revela, em todo seu esplendor, sua preocupante ignorância da doutrina católica.
    Ele diz que se baseia em Dom Mayer, mas se leu Dom Mayer, sua leitura deve ter sido “leitura axilar”.
    E se leu, não entendeu.
    É que o ilustre Falcometa diz “a velha sentença Jesuítica de que a “árvore má não produz bons frutos”.
    Visível a exuberante falta de conhecimento desse cidadão, pois trata-se do do Evangelho(Lucas 6,43-49).
    Então, antes de vir tentar ensinar alguma coisa, vá estudar, Falcometa. Não venha falar sobre o que não conhece, garoto.
    A seguir reproduzido para benefício do rapaz:

    “Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 43 “Não existe árvore boa que dê frutos ruins, nem árvore ruim que dê frutos bons; 44 porque toda árvore é conhecida pelos seus frutos. Não se colhem figos de espinheiros, nem se apanham uvas de plantas espinhosas. 45 O homem bom tira coisas boas do bom tesouro do seu coração, mas o homem mau tira do seu mal coisas más, porque a boca fala daquilo de que o coração está cheio.” 46 “Por que vocês me chamam: ‘Senhor! Senhor!’, e não fazem o que eu digo? 47 Vou mostrar a vocês com quem se parece todo aquele que ouve as minhas palavras e as põe em prática. 48 É semelhante a um homem que construiu uma casa: cavou fundo e colocou o alicerce sobre a rocha. Veio a enchente, a enxurrada bateu contra a casa, mas não conseguiu derrubá-la, porque estava bem construída. 49 Aquele que ouve e não põe em prática, é semelhante a um homem que construiu uma casa sobre a terra, sem alicerce. A enxurrada bateu contra a casa, e ela imediatamente desabou; e foi grande a ruína dessa casa.”

  53. Caro Sr. Roberto Elias,
    com todo respeito, eu não gosto de debater com adversários que falam em desequílibrios e digressões, mas não demonstra nem e nem outro. O Sr. cometeu erros graves em sua argumentação, não os reconheceu e ainda se arvorou em me atacar em outras questões que não tem nada haver com o que debatiamos. O debate com o Sr. para mim, por estes motivos, esta encerrado. Apenas esclareço:
    1) Eu não me vejo em nenhuma obrigação de demonstrar a todos os que recebem os emails do Sr. Luciano Campos, a qual membro membro da hierarquia a Associação Cultural Montort do saudoso Prof. Orlando Fedeli (de feliz memóra), esta subordinada. Primeiro porque o Fratres in Unum, não é a lista do Sr. Luciado Campos. Em segundo lugar, como não existe nenhum documento da Santa Sé, da CNBB ou de qualquer Bispo que seja, contra a Associação Cultural Montfort, o Sr. tem que ficar calado e com o rabo entre as pernas.

    2) Evidentemente eu sei que o ensinamento sobre as árvores e os frutos, estão no Evangelho. Quando falei em sentença Jesuítica, estava me referindo exatamente aquele que é a origem do nome dos Jesuitas: Jesus, era um trocadilho. O Problema è defender que uma arvore mà pode produzir bons frutos; isto o Sr. defendeu, eu nao defendi!!!

    Passe bem!!!!!!!!

  54. À sua ignorância,Falcometa, fazem côro seus disparates e seu linguajar de baixa extração.
    Jamais defendi que os Bispos são frutos da CNBB.
    Só distingui a pessoa jurídica da CNBB das pessoas físicas dos Bispos.
    Mas isso está além da sua compreensão.
    Voce, meu caro, é tão despreparado que afirma que a CNBB é a “árvore ruim” e os Bispos os “frutos ruins”.
    Ora, qualquer católico medianamente preparado sabe que a “árvore” dos Bispos é a Igreja.
    Dom Mayer, Dom Sobrinho e mesmo o Bispo de Guarulhos frequentaram a CNBB – da qual todo Bispo brasileiro é membro nato, sabia ? – e nem por isso ficaram ou eram ruins.
    A pessoa jurídica CNBB é uma coisa e as pessoas jurídicas dos Bispos são outra.
    Enfim compreendeu?
    Os erros são todos seus, Falcometa.
    Sua capenga argumentação revela uma mentalidade anti-clerical e arrogante, própria das seitas.
    Como um católico que não conhece o Evangelho se atreve a julgar Bispos?
    Como se vê, sua arrogância só é menor que sua falta de coragem.
    Capicce, fujão?
    Duplamente covarde: fugiu do Luciano de Campos e agora fugiu do Elias.
    Vá ler o catecismo, Falcometa, estás precisando.
    E passe sabão em sua bôca suja.

  55. Sr. Roberto Elias,
    o sr. não tem honestidade intelectual, que é um requisito mínimo para o debate. Em todas as suas postagens, o sr. tem procurado desqualificar minha pessoa através das famosas “Falácias ad hominem” ao invés de refutar meus argumentos (é uma víbora a destilar seu veneno). Argumentos que permanecem de pé, porque todo o seu falso discernimentozinho, pode ser aplicado também aos ortodoxos. Portanto enquanto o sr. não procurar contra argumentar, ao invés de lançar novos argumentos e responder com o mínimo de respeito e o mínimo educação, minha resposta será o silêncio.
    Passe bem

  56. Gederson, obrigada por responder. N terminei de ler Século do Nada, imprimi da net, foi ler Crise no mundo moderno do Padre Leonel Franca – comprei na estante virtual – uma relíquia.

    Preciso achar livros da Santa Catarina.

  57. Não vejo como debater com um cidadão que pretende impugnar minha pessoa e não aquilo que foi argumentado. Portanto, escrevo esta resposta apenas para reforçar o que anteriormente foi dito.

    Vejam caros amigos que não usam óculos cor de rosa. Ha poucos dias foi publicada no Fratres In Unum, a notícia de que o Papa celebra a Missa Tridentina em parte pela coação dos Bispos. Anteriormente o mesmo Fratres in Unum publicou um editorial sobre o fiasco que esta sendo a aplicação do Motu Proprio Summorum Pontificum no Brasil. A correção da fórmula da consagração, não foi realizada até hoje, abusos litúrgicos se proliferam a torto e a direito, documentos romanos como o proprio “Motu proprio” não chegam aos fiéis pelo embargo da CNBB. O marxismo é pregado nos altares, Bispos são silenciados e eu para o genial e sapientíssimo Sr. Roberto Elias, sou o anti-clerical.
    Depois de ter demonstrado o anti-clericalismo da própria CNBB, o cidadão que debate comigo, ainda tem a cara de pau de me acusar de anti-clericalismo. Mas ele não pode demonstrar que o clericalismo subsitiu após o Concílio Vaticano II. Quero dizer que, na verdade eu sou clerical e discordo exatamente do anti-clericalismo que vem sendo praticado por toda hierarquia desde o encerramento do CVII. Porque não existe nada mais anti-clerical do que a separação entre a Igreja e Estado defendida até mesmo pelos Bispos e a Declaração Dignitatis Humanae (terá algo mais anti-clerical que trocar a lei de Deus pelos direitos do homem?) Qualquer um que possua o mínimo de inteligência e de preparo, até mesmo de bom senso, pode concluir que depois do liberalismo conciliar, não existe mais clericalismo.
    Quando o anti-clericalismo assume o “status quo” na sociedade, é o clericalismo que passa ocupar o lugar da oposição. Como Chesterton descobriu que a ortodoxia, havia se transformado em heresia, talvez alguns cidadãos descubram que o o clericalismo, se transformou em anti-clericalismo. A título de exemplo, um amigo me relatou que certa vez, ele estava em uma Igreja, onde estavam dois Padres: um usava batina e o outro trajes comuns. Passou um jovem, bateu nas costas do Padre que usava roupas comuns, deu um cumprimento. Chegando no Padre de batina beijou-lhe a mão e pediu-lhel a benção. Podemos acusar o jovem de ser anticlerical, ou o Padre sem batina de anticlericalismo?
    Bom, quanto a distinções, também podemos distinguir entre a pessoa jurídica do Estado alemão nazista, e a pessoa fisíca dos generais alemães do terceiro Reich. Se procurarmos algum deles terá fato algum bem, isto na cabeça do genial e sapientíssimo Sr. Roberto Elias, é o suficiente para justificar o III Reich. Foi necessário recorrer ao III Reich, porque o que ele fez materialmente falando, esta sendo feito espiritualmente desde o encerramento do CVII. Isto principalmente pelas Conferências Episcoais que o sustentam. Na ausência de uma definição magisterial para as Conferências Episcopais, não se pode dizer muito a respeito da CNBB. Mas o simples fato dos Bispos participarem de uma entidade para a qual existe a mínima definição, é escândaloso, como disse Mons Lefebvre:
    “Há um outro assunto que também deveria ter sido definido de maneira muito exata: as Assembléias ou Conferências Episcopais.. O que é uma Assembléia Episcopal? Que representa ela? Quais são seus poderes? Qual é o objetivo de uma Conferência Episcopal? Nunca pôde alguém defini-la. O próprio Papa disse que veríamos na continuação, ou veríamos depois, na prática, como se poderiam definir e delimitar as atribuições das Conferências. E assim lançaram-se todos na prática sem saber o que era uma Conferência Episcopal, aonde chegaríamos sem sabermos para onde nos dirigíamos. Isto foi de uma gravidade extrema. Evidentemente, essas Assembléias Episcopais, quanto mais crescer sua importância e seus poderes, e seus direitos, mais esmagarão os bispos. Assim, o episcopado que é o arcabouço verdadeiro da Igreja de Nosso Senhor desaparece com o crescimento dessas Conferências”. Citado por Gustavo Corção no artigo “Um testemunho precioso”
    Dom Mayer (disse anteriormente), deixou a CNBB, ele não participou da CNBB. Pelo visto o cidadão que debate comigo, não leu o que eu escrevi e nem a homenagem do Fratres in Unum ao último encontro sindical dos Bispos da CNBB. Quanto a Dom José Cardoso Sobrinho, quando ele agiu, como agiu, ele o fez separado da CNBB. Todos aqui se lembram dos vergonhosos esclarecimentos da CNBB e do Cardeal Rino Fisicchella, menos o cidadão que debate comigo. Em Recife na gestão de Dom José Cardoso Sobrinho, não deve ter havido nenhum problema litúrgico ou disciplinar, a bela e majestosa atitude de excomungar os abortistas, o tornou mais tradicionalista que Dom Lefebvre e Dom Mayer, para o sr. Roberto.
    Recomendo ao cidadão que debate comigo, a leitura do livro de Dom Lefebvre, “O golpe de mestre de satanás”, onde ele procura demonstrar que aquilo que vem acontecendo desde o encerramento do CVII, é uma estratégia maligna para se destruir a Igreja pela via da “obediência”. Porque qualquer católico medianamente preparado sabe que a árvore dos Bispos é a Igreja, mas não sabemos o que eles fazem na árvore da CNBB. Como não sabemos porque não exercem mais magistério (ver postagem do Fratres in Unum sobre Romano Amerio). Mas veja, CNBB quer dizer: CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL. Para encerrar, deixo uma pergunta ao sapientíssimo cidadão que debate comigo, talvez ele em sua “magnificiência” e “esplendor” queira nos explicar:
    Como é possível existirem Bispos DO Brasil e Bispos DA Igreja?
    O Brasil è Igreja para que possuas Bispos?
    Não é verdade que só podem existir Bispo da Igreja?
    Então como podem existir Bispos DO Brasil?

  58. Caro Ferreti, procurei em todos os momentos manter a compostura. Este no entanto nao è o caso do Sr. Roberto Elias que tem procurado atacar minha pessoa e nao meus argumentos.

    Fique com Deus.

    Abraço

  59. Como discutir com alguém que foge dos argumentos?
    Com alguém que não se atem ao que é discutido?
    Com alguém que não entende a distinção entre pessoa jurídica/instituição (CNBB) e pessoas físicas (Bispos)?
    Com alguém que não sabe o que é Episcopado, e que aparenta não respeitá-lo?
    Com alguém que não responde objetivamente e “sai pela tangente”?
    Como alguém que faz ouvidos moucos aos argumentos e muda de assunto?
    Com alguém que não conhece o Evangelho de sua Religião?
    Com alguém que faz trocadilho com o nome de Cristo?
    Com alguém que ofende, mas que não gosta de ouvir o trôco?
    Fala o que quer, mas não quer ouvir o que não quer…

    Não dá, não é, senhores? Tudo tem limite.

    Não dá prá discutir com quem não age como adulto.

    Não se polemiza com crianças.

    O sr. Falcometa foi pêgo em flagrante falando estultices.
    Fala mal de Bispos, sem provar, ele, Falcometa, que é um leigo, e bem ignorante.
    Insiste nessas acusações, foge de meus argumentos e ainda me agride.

    A atitude do Sr. Gedersom Falcometa mostra bem o lamentável estado de alguns que se arrogam a condição de tradicionalistas, mas que nem católicos parecem ser.

    Usam as mesmas táticas gosmentas e desleais da esquerda. São tão ignorantes quanto. Vade retro nêles!

    Mas não quero mal ao mesmo.
    Dom Mayer, vou rezar para o senhor ajudar o rapaz Falcometa.
    Ele errou, mas acredito na boa fé dele, acho que é o impulso, deve ser novo e não estudou suas obras.

    Ajude-o, peço-lhe, e todos nós também.

  60. Entrei neste post prá defender as pessoas dos Bispos brasileiros, na mor parte dignos e honrados, e tentar mostrar que o tradicionalismo católico não é um antro de loucos, de anti-clericais brucutus, burros e sem educação.

    Depois, continuei respondendo ao Sr. Gedersom Falcometa na esperança que ele pudesse esclarecer a grave acusação de que a Associação Cultural Montfort era (ou é) uma seita.

    Pena que não fui bem sucedido em nenhum desses objetivos.

    So me resta ir embora. Obrigado pela atenção, “Ferreti”.

  61. Parece que o título do post contagiou aqui. De Mitras em conflito… passou a Católicos em conflito.

    Acho que isto retrata bem a situação atual. O bispo sendo censurado pela Conferência Episcopal (que é um tipo de sindicado(!) de bispos).

    Postei anteriormente um comentário e repito-o aqui para reforçar o quanto contagiou os próprios fiéis a “democracia” atual: “Dom Luiz está certo em dizer que quem manda na Diocese é ele. As Conferências Episcopais não tem base doutrinária na Tradição. Dom Antonio de Castro Mayer e Dom Lefebvre manifestaram ao Papa João Paulo II esta tendência da “democratização” da Igreja após o Concílio Vaticano II. Eis o trecho do Manifesto episcopal; “(…) Esta tendência em fazer a “base” participar do exercício do poder encontra-se na instituição do Sínodo e das Conferências Episcopais, nos Conselhos presbiterais, pastoriais e na multiplicação de Comissões romanas, e de Comissões nacionais, como no seio das Congregações religiosas (…)
    A degradação da autoridade na Igreja é a fonte da anarquia e da desordem que n’Ela se nota hoje por toda parte.”

    E este texto foi escrito em 1983! É profético!”

    Apenas um reparo. Dom Antônio não DEIXOU a CNBB. Simplesmente deixou de participar de suas reuniões pois, sentia-se constrangido por ter de defender a sã doutrina… diante de seus irmãos no episcopado.

    Até porque qualquer bispo é compulsoriamente participante desta assembleia de bispos. A estrutura anterior dos bispos era em Concílio Plenário e que eventualmente se divulgavam cartas pastorais coletivas e não como é hoje, quando os bispos parecem ser apenas gerentes de suas dioceses.

  62. As contra-argumentações estão todas para leitura dos leitores do Fratres in Unum.

    Sempre me ative ao que foi debatido, mas como é preciso fazer distinções jesuíticas, então vamos lá:

    O que a listinha do Sr. Luciano Campos tem haver com o debate?

    O que o Sr. Luciano Campos tem haver com este debate?

    O que o Prof. Orlando Fedeli, tem haver com este debate?

    O que a Montfort tem haver com o debate?

    O que minha pessoa tem haver com os agumentos?

    Será que o cidadão não sabe distinguir a pessoa e os argumentos?

    Alguèm que entende a distinção pessoa jurídica/instituição, entende que uma coisa é a pessoa jurídica do III Reich e outra coisa a pessoa fisica dos generais nazistas. Embora o III Reich seja naturalmente mal, ele pode produzir bons generais, na mesma proporção em que a CNBB sendo naturalmente má, pode produzir bons Bispos. Mas para o genial e sapientíssimo Sr. Roberto, pessoa jurídica não é uma analogia a árvore e pessoa fisíca, não é uma analogia aos frutos, ele é um liberal e como liberal ele tem a sua própria verdade sobre este assunto.

    Pode se dizer ainda, que se trata de um modernita de meia tigela que apenas levou a questão da árvore e dos frutos, para uma nova forma, a forma da pessoa jurídica e da pessoa fisíca. Demonstrano toda a sua contaminação conciliar, ele quer nos provar que é possível pertencer a uma pessoa jurídica má e ser uma pessoa fisíca boa, mas… à árvore má não pode dar bons frutos…

    Depois de demonstrar o anti-clericalismo do próprio episcopado (citando Romano Amerio), a ausência do clericalismo no pós-concílio, ainda sou acusado de não saber o que é o episcopado e de aparentar não respeitá-lo, mas sou que “saio pela tangente”?

    Depois de colocar outros assuntos no meio, ele me acusa de mudar de assunto. Me acusa daquilo que prática na cara dura!!!

    A questão do Evangelho já foi respondida, mas onde esta a contra-argumentação?

    Trocadilho, è apenas um jogo de palavras, é pecado fazer jogo de palavras entre o nome de Cristo e a ordem dos Jesuítas, para demonstrar a unidade entre a pessoa fisíca e a pessoa jurídica ?

    Não ofendi Cristo de modo algum e todos aqui são testemunhas disso. O Fratres In Unum tem moderação, se houvesse alguma ofensa em minhas postagens, o Sr. Ferreti jamais a liberaria e este debate já estaria fechado. Mas o Sr. como liberal que é, vê chifre em cabeça de cavalo, é incapaz de ver a realidade e cria a sua própria realidade.

    Eu não disse o que queria, mas sim o que devia. Quem tem dito o que quer neste debate, é o Sr. que não demonstra nem um equílibrio e maturidade, muito menos o mínimo de honestidade intelectual. O Sr. quer vencer este debate me desqualificando e através do argumento da autoridade, me acusando daquilo que o Sr. pratica, ou seja, quem esta usando táticas de esquerda aqui é o Sr. fujão Roberto Elias. Foi o Sr. e não eu quem chamou Jesus de mentiroso ao dizer que a árvore má pode produzir bons frutos. Só um liberal como o Sr. pode defender que uma pessoa jurídica é uma árvore e as pessoas fisícas que a compõem, não são seus frutos.

    Vendo que o Sr. é um liberal e cria suas próprias realidades, é natural que faça de homens adultos, crianças, da mentira verdade, bons frutos de árvore más. Assim, não tomo como ofensas as suas opiniões, mas como algo proveniente do liberalismo que o Sr. professa e por pena de sua pessoa, não me defenderei de tais absurdos.

  63. Bem pêgo, sr. Antonio Maria. É bem isso. O próprio Dom Mayer afirmou-me, nos idos de 1983/84, que essa “democratização” era uma dessacralização da Igreja, instituída pelo Vaticano II, uma destruição da autoridade da Hierarquia. A qual, como se vê, é hoje em dia não é apenas acusada, mas até julgada (!) por leigos.

  64. Prezados,

    Salve Maria,

    Defender o artido de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini é uma OBRIGAÇÃO MORAL de qualquer outro bispo do Brasil.

    Dai faço uma pergunta:

    Quantos bispos vieram a público, seja por blogs, seja pela imprensa, seja em suas paróquias para apoiar a atitude de Dom Luiz?

    Quantos??? Quando descobrirmos quantos foram, mais uma vez, nós católicos ficaremos envergonhados de nossa hierarquia em “plena comunhão”.

    Atenciosamente.

    Francisco.

  65. Caro Sr. Antônio Maria,

    obrigado pela sua postagem!

    Bastante interessante as suas considerações. Bento XVI, no Discurso a Cúria Romana de Dezembro de 2005, disse (se não me falha a memória) que com o Concílio Vaticano II, a Igreja aplicou a si mesma a concepção moderna de Estado. Assim, aplicando a concepção moderna de Estado, ela também absorveu a autodemolição presente e evidente nesta concepção estatal (democracia moderna): a luta entre direita e esquerda. Deste modo, depois do Concílio Vaticano II, mesmo o anti-clericalismo, adentrou os muros da Igreja, através da esquerda católica e a própria aplicação do conceito moderno de Estado. Não houve anti-clericalismo mais radical do que aquele que produziu a declaração de liberdade religiosa, e a consequente separação entre Igreja e Estado produzindo a supressão dos Estados Católicos. Não há anti-clericalismo mais radical que leva o Padre a usar trajes comuns, como não existe anti-clericalismo mais radical do que aquele que mete uma mesa no lugar do altar e faz da litúrgia algo antropocêntrico. Quando se esta em contato com a realidade conciliar, não há como não ouvir São Pio X na Pascendi, onde ele dizia: “Não é sobre um dos ramos, que o modernismo golpeou com o machado, mas contra a própria árvore”.

    Compartilho com o Sr. a concepção das Conferências Episcopais, como sindicatos (que também não são clericais). Já o problema da subversiviência ao Estado, vejo como decorrente da união entre o natural e o sobrenatural de Teilhard de Chardin, reproduzida em De Lubac. Esta união levou o “teólogo” a não mais discernir entre filosofia e teologia, sengundo o Cardeal Journet. Mas veja a contradição do pensamento moderno, se por um lado defende-se a separação entre Igreja e Estado, por outro, ele é reafirmado como nunca antes afirmado. Se o natural e o sobrenatural são uma e a mesma coisa, então a missão do episcopado, também torna-se algo natural, eis uma das razões pelas quais classificar a gestão da CNBB, como “Ditadura modernista”, é corretíssimo. Outro efeito desta união entre o sobrenatural e o natural afirmados no Concílio, é a confusão entre a autoridade ordinária e extraordinária que alguns fases. Se não há o sobrenatural, São Pedro, não teria recebido a revelação que o tornou São Pedro e não haveria nem mesmo a sua Cátedra. Não havendo a sua Cátedra, haveria magistério extraordinário?

    Quanto a Dom Mayer, eu acredito que ele deixou a CNBB, pois pelo que eu sei, ele era um Bispo tomista. Quando um católico deixa de participar das Missas, ele só pode se auto proclamar “Católico não praticante”, pela filosofia nominalista. Pela filosofia tomista, ele deixa de ser católico ao deixar de participar da Missas. O caso dos “católicos não praticantes”, não seria análogo ao de Dom Mayer ? Lembro me ainda de pensamentos como:

    “…o Vaticano II firmou-se como a anti-Igreja. Conseqüência: quem adere ao Vaticano II, sem restrição, só por esse fato, desliga-se da verdadeira Igreja de Cristo. Ninguém pode, ao mesmo tempo ser católico e subscrever tudo quanto estabeleceu o Concílio Vaticano II. Diríamos que a melhor maneira de abandonar a Igreja de Cristo, Católica Apostólica Romana, é aceitar, sem reservas o que ensinou e propôs o Concílio Vaticano II. Ele é a anti-igreja.” Dom Antônio de Castro Mayer – A anti-Igreja – Site da FSSPX

    A CNBB aderiu ao Vaticano II sem restrição, só por este fato, desligou-se da verdadeira Igreja de Cristo, ela está em apostasia. Imagine um Bispo da CNBB ameaçando a Santa Sé com um cisma, caso as críticas a Teologia da Libertação não parassem. Isto não pode… Considerando a própria postura anti-conciliar, seria contraditório Dom Mayer não ter parado de participar da CNBB, mas não há deixar. Seria a atitude de um Bispo nominalista, não de um Bispo tomista. Se Dom Mayer deixou de participar da CNBB, porque sua posição é a expressa doutrina da Igreja Católica. E se considerava que ele não deveria defender a doutrina da Igreja diante de meus irmãos bispos, ele deixou a CNBB. Talvez não tenha chegado a participar, mesmo que tenha ido as reuniões, pois como o Sr. observou, ela não tem base doutrinária na tradição e não é de direito divino e o nosso Dom Mayer, sempre foi fiel a tradição.

    Fique com Deus.

    Abraço

    Gederson

  66. Como o sùdito não tem direito de julgar como mal o destronamento de seu Rei ?
    Como o súdito não tem direito de julgar como mal o abandono do reinado?

    Para acusar o processo de democratização, é necessário julgar que esta em curso este processo. E a simples acusação deste processo, em si, é uma acusação de anti-clericalismo.Além disso, um leigo ensinado que a Igreja foi instituída monárquica por Nosso Senhor, ele não pode julgar que a democracia que o destrona é má?

    Se uma pessoa aqui tivesse lido o Evangelho, não impugnaria um julgamento, apenas por ser o julgamento de um leigo. Em face do Sinédrio, Nosso Senhor estava como um leigo, que ao ser esbofeteado pelo soldado, após responder ao Sumo-Sacerdote, o questionou:

    – Se falei mal, mostra me onde falei, para que eu possa me corrigir. Mas se não falei, porque me bates ?

    Ora, o julgamento do processo de democratização por um leigo, não pode ser considerado intrinsecamente mal, por ser apenas o julgamento de um leigo. Nosso Senhor, também nos ensinou que com a medida com que medirmos seremos medidos. Se cometi erros em meu julgamento, porque o meu adversário não me corrige ao invés de fazer o papel do soldado do Sinèdrio?

    A Igreja produz leigos, não produz liberais que expressam suas proprias idéias. O julgamento de um leigo católico, não é o julgamento de um liberal. Jesus Cristo è rei, mas para certos liberais, ele pode ser presidente…

  67. Uma das coisas mais absurdas em blogs católicos e que primam pela defesa da Tradição e da Ortodoxia são as ofensas ad hominem, baratas, rasteiras, desnecessárias.
    Alguém lá em cima disse que a postura dos que se indignavam com a CNBB (eu, por exemplo, estou indignado) era falta de inteligência, educação e boas maneiras. Curioso…a mesma pessoa que escreveu isso faltou com respeito porque quis enfiar goela abaixo de todos sua opinião. Creia que tal pessoa tenha tais virtudes num grau heróico.
    O grande mal de muitos é o desrespeito pela opinião alheia e a exaltação querubínica da sua opinião e o esforço pela defesa do que me parece absurdamente indefensável: a desobediência da maioria dos membros de uma conferência episcopal por pura malícia.
    Bom, mas se existem aqueles que ainda gostam de acreditar que a ala progressista, modernista e marxista da CNBB é a boa fada madrinha, faça bom proveito!!!

  68. Roberto Elias, não perca tempo com o Gedersom, ele não escreveu aquelas cartas, apenas emprestou o nome à Fedeli, é mero estafeta. Está por fora de tudo. Nem sabe o motivo pelo qual uma associação religiosa leiga deve estar submetida ao Clero. Aliás, este post foi mal conduzido, o Feretti deveria ter censurado os insultos mais descabelados, isto aqui logo vai virar blog estilo botequim, como alguém lá em cima já falou.O único mérito era desmascarar a Montfort, associação que foi criada para sabotar o tradicionalismo (pergunte aos Padres de Campos, ao IBP e à FSSPX). Igualzinho à TFP, que existiu, na realidade, para torpedear o anti-comunismo na América Latina. O que conseguiu, como se ve hoje em dia, pelos governos esquerdistas que triunfam…

  69. É sim, Feretti, desculpe, gosto muito do blog, mas desta vez você deixou a coisa solta demais. Não basta afirmar que o blog não se responsabiliza. A partir que o blog publica um disparate, está afirmando que considera aquilo digno de ser publicado. Logo, logo, por aqui só estarão os Gedersons, Ruizes, Roberto Santana e outros notáveis. Que pena!

    • Caro Luciano, agradeço a crítica que sei ser bem intencionada. Espero que os amigos possam ser indulgentes com este moderador que, muitas vezes, não tem o tempo devido para tamanha empresa e confia demasiadamente no bom senso dos leitores. Com seu comentário creio que a discussão possa ser já encerrada. Viremos a página! UIOGD!

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