FSSPX: Seria o legalismo um problema real ou outra miragem?

Esclarecimento dirigido ao blog de notícias « Fratres in unum » e seus leitores devido ao editorial: A aplicação do Motu Proprio Summorum Pontificum no Brasil, um fiasco. Leia aqui.

38 Comentários to “FSSPX: Seria o legalismo um problema real ou outra miragem?”

  1. Veritas velut meridies !!

  2. Falou a voz do bom e fiel sacerdote.

  3. Daqui a pouco terá gente dizendo que o “gaymônio” argentino é aceitável por que é legalizado…..

    Infelizmente o legalismo causa estas divisões tradicionalistas. Nada contra os citados mas é estranho é ouvir defesas à Adm SJMV, FSSP, IBP, etc, sem se lembrar que tudo começou com D. Mayer e D. Lefebrve. Por mais que hoje alguns destes queiram parecer “independentes”, o início se deu com estes grandes homens.

    Melhor o cão latindo do que o preguiçoso. Melhor lutar pela Verdade Católica (Ego sum via, vita, veritas Jo XIV, 6) do que a plena comunhão que é oferecida (https://fratresinunum.com/2010/08/01/foto-da-semana-3)

  4. Nesse balaio em que todos foram colocados, me parece que o IBP sempre manteve muito viva a memória e o reconhecimento de Dom Lefebvre e que atuam de maneira muito séria. Penso que o combate deles não poderia ser igualado de maneira tão plana aos demais institutos Ecclesia Dei. A prova disso é a perseguição e o boicote que sofrem até hoje. Não me parece que o fato deles estarem com situação canônica regularizada tenham ficado ‘aggiornados’ ou mudado de rumo como fez a Adm. Apostólica.

    A distinção entre legalismo e legalidade parece oportuna, mas será que esses padres estão se referindo ao blog, criticando-o suavemente, ou tão somente a alguns leitores conservadores, visto que há grande diversidade de opiniões nos comentários (de acordo com as adesões pessoais de alguns a este ou aquele instituto ou fraternidade)?

    Seria bom que eles deixassem esse ponto mais esclarecido. Quem sabe um padre da Fraternidade não aparece para comentar isso aqui.

    Também gostaria que eles comentassem se o livro a Candeia Debaixo do Alqueire, do padre Calderón, vai ser editado novamente, pois há muitas pessoas interessadas em comprá-lo.

  5. Enfatizo um PADRE da FSSPX.

  6. “… É melhor continuar reclamando e sofrer as incompreensões da autoridade do que combinar uma posição cômoda dentro da Igreja, deixando a Igreja se fazer assaltar.”

    Sensacional.

  7. Creio que a tese principal defendinda no texto da FSSPX seja a de que todos os que fizeram acordos com a Santa Sé são “cães preguiçosos”, que procuram uma posição cômoda na Igreja e não agem por medo das “pauladas” das autoridades. É a lei (meio) sem a Tradição (fim). A FSSPX questiona: “Então o que pensar daqueles que já não reclamam contra a nova Missa e contra o Concílio Vaticano II por causa da permanência na legalidade?”

    O erro, a meu ver, encontra-se em generalizar todos os que estão na dita “legalidade”. Embora haja escândalos como Campos, não é justo enfiar no mesmo saco, por exemplo, o IBP (veja o site Disputationes Theologicae, que faz um trabalho excepcional na defesa da Tradição, ou pela grande batalha para não ter que concelebrar a missa nova), Monsenhor Gherardini e até mesmo alguns padres da FSSP. O fato é que, nesses grupos todos, assim como na FSSPX, não há homogeneidade.

  8. BRAVO! Uno-me aos Padres do Priorado em SP.

    Ferretti, só como sugestão desta leitora diária, por que você não transcreve o artigo inteiro no blog?
    Não esqueça das fotos do cão pastor e do cãozinho dálmata.

  9. Maria,

    O livro do Pe. Calderón, editado pela Sétimo Selo, está esgotado e não tem previsão para ser reimpresso. Motivo: a editora passa por dificuldades. Ela precisa vender mais exemplares de seus outros livros editados. Por exemplo: A Inocência do Pe. Brown, de Chesterton. Por isso, já aproveito para incentivar a todos que leem o Fratres a adquirir ao menos um exemplar dos livros dessa importantíssima editora católica brasileira. O endereço da Sétimo Selo é o seguinte: http://www.edsetimoselo.com.br/

    Ferreti,

    Não sei se é da natureza do blog, mas por que não dão uma ajuda à Sétimo Selo, divulgando a campanha para a compra de seus livros diretamente no site da editora? Já temos pouquíssimas editoras católicas no Brasil. Não podemos deixar que essas poucas desapareçam!

  10. Cara Natália, não publicamos o artigo inteiro pelo fato de ter sido publicado em formato PDF, o que nos parece ao menos um sinal de que não desejam que o mesmo seja copiado e colado em algum outro lugar. Por isso consideramos justo encaminhar os leitores diretamente ao arquivo PDF publicado pelo site da FSSPX.

  11. Uno-me aos padres do Priorado Padre Anchieda, São Paulo-SP! Belas argumentações!

    Aos progressistas que insistem em dizer que a FSSPX é “tão ilegal” (como ouço pessoalmente), quero dizer o seguinte: DO QUE ADIANTA VOCÊS (PROGRESSISTAS) ESTAREM “UNIDOS” (JURIDICAMENTE) À ROMA, SE DOUTRINALMENTE NÃO ESTÃO?

    Aos sacerdotes que vacilam, com relação à FSSPX, faço um apelo! Revejam seus conceitos! Larguem os antolhos que condicionam a fé de vocês. Indo além, não basta tirar antolhos, é preciso também tomar cuidado de não se munir de antolhos alheios. Cuidado com os grupos “Neo-Conservadores”, que oferecem condições cômodas e batalhas lúdicas.

    “De todos os lados espalharam-se idéias que contradizem a verdade que foi revelada e sempre ensinada. Verdadeiras heresias foram divulgadas nos domínios do dogma e da moral, suscitando dúvidas, confusão, rebelião. A própria liturgia foi violada. Mergulhados num ‘relativismo’ intelectual e moral, os cristãos são tentados por um iluminismo vagamente moralista por um cristianismo sociológico, sem dogma definido e sem moralidade objetiva.

    Esta perplexidade se manifeta a todo o instante nas conversas, nos escritos, nos jornais, nas emissões radiofônicas ou televisionadas, no comportamento dos católicos, traduzindo-se este último numa diminuição considerável da prática como o testemunham as estatísticas, uma desafeição relativamente à missa e aos sacramentos, um relaxamento geral dos costumes” Mons. Marcel Fefebvre – Carta aberta aos católicos perplexos, 1984.

  12. De fato, pelo que sei, nas sacristias do IBP pode-se encontrar fotos de D. Lefebvre e D. Mayer.

  13. A gangue do preguiçoso perigoso lê o Fratres!!! kkkkkkkkkkkkkkkkkk

  14. Falou a voz da tradição! Parabéns aos Reverendíssimos Padres do Priorado Anchieta.

    Quando ao IBP, no site da FSSPX pode se ler:

    O delírio doutrinal permanece no IBP
    http://www.fsspx-brasil.com.br/page%2005-6d-IBP-delirio-doutrinal-permanece.htm

    O Arcebispo de Bogotá proíbe o IBP por decreto
    http://www.fsspx-brasil.com.br/page%2005-6d-IBP_proibido-em-bogota.htm

    Delírio doutrinal no IBP
    http://www.fsspx-brasil.com.br/page%2005-6d-IBP-delirio-doutrinal.htm

    O IBP depõe as armas
    http://www.fsspx-brasil.com.br/page%2005-6d-IBP_depoe_armas.htm

    O IBP no Confessionário do Cardeal Ricard
    http://www.fsspx-brasil.com.br/page%2005-6d-IBP_no_confessionario_do_Cal_Ricard.htm

  15. Caros amigos

    Não se iludam com os padres do IBP !!!

    Depois do Concílio, foi feita uma Nova Profissão de Fé, que todo padre tem que assinar no dia de sua ordenação, e que inclui a fidelidade a todo o aparente “magistério” conciliar de forma explícita.

    Além disso, exist eum documento imposto pela Comissão ecclesia Dei que os legalizados tem que assinar e que envolve submissão ao magistério pos-conciliar.

    E depois, vcs não se lembrar que logo depois do levantamento das excomunhões o Papa, por meio de sua Secretaria de Estado, lançou um documento em que exige submissão da FSSPX às novidades pós-conciliares como condição para lhe dar uma missão canônica territorial e ordinária. Pq, ao menos em privado, não teria sido exigido o mesmo do IBP par asua constituição ????

    Até que não haja desmentido público do IBP, não posso acreditar que não tenham assinado a Nova Profissão de Fé que todo padre tem que assinar e o documento da Ecclesia Dei que os padres da FSSPedro assinam desde 1995 e todos os outros legalizados.

    Não se iludam o IBP fez os mesmo compromissos. No jargão conciliar ambíguo, crítica construtiva é uma análise que constrói uma nova hermenêutica, a chamada da “continuidade”, pela qual círculos podem ser quadrados.

    Saudações a todos. Quem tem consciência do problema da Crise ou deve se juntar à FSSPX ou então fazer com que sua comunidade religiosa atue na mesma postura. Não há como, na atualidade, agir d emodo diverso para continuar católico romano, com toda a plena comunhã visível com a profissão de Fé e com os dogmas de séculos e séculos. A primeira nota que preside a visibilidade da Igreja é sua visibilidade na mesma fé, assim quem está na Igreja militante tem que ter a mesma ´fé, que tiveram sobre a Terra os membros da Igreja Triunfante.

    Saudações mais uma vez !

  16. Correção:

    Quando referi a profissão de fé, equivoquei-me quando disse que há referência explícita ao Concílio.

    Na verdade, esta referência está no documento que tem que ser assinado na Comissão Ecclesia Dei por quem queira receber a missão canônica ordinária ou territorial.

  17. Caro senhor Leonardo,

    Os padres vinculados à Comissão Ecclesia Dei assinam o mesmíssimo protocolo assinado por Msg. Lefebvre em 1988: http://www.capela.org.br/Crise/protocolo2.htm. Protocolo este que só foi rejeitado por ele posteriormente não por problemas doutrinais intrínsecos ao protocolo, mas por não confiar mais que a Santa Sé lhe concederia um bispo em tempo hábil.

    Especificamente, os fundadores do IBP assinaram uma ata de adesão similar, mas com um “plus”: a questão da crítica construtiva ao CVII. “A propósito de certos pontos ensinados pelo Concílio Vaticano II ou relativos às reformas posteriores da liturgia e do direito, que nos parecem dificilmente conciliáveis com a Tradição, nos comprometemos a ter uma atitude positiva de estudo e de comunicação com a Sé Apostólica, evitando toda polêmica. Esta atitude de estudos quer participar, por uma crítica séria e construtiva, à preparação de uma interpretação autêntica por parte da Santa Sé desses pontos do ensinamento do Concílio Vaticano II, bem como de certos elementos de textos e disciplinas litúrgicas e canônicas que decorrem”.

    Quanto à nova Professio Fidei (http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_1998_professio-fidei_po.html), peço que você nos aponte quais são os problemas, pois ela simplesmente reafirma o que dizemos no Credo.

  18. Pedro,

    Não é este protocolo, é um outro documento que prevê aceitação do Concílio Vaticano II e de todo o “magistério” pós-conciliar. Tenho que pesquisar num edição antiga da Revista Angelus Press da FSSPX que traz a fac-simile do protocolo que cada padre, na época, da FSSPedro deveria assinar.

    Contudo, o fato se mantém, se a Secretaria de Estado exigiu a aceitação desse “magistério” à FSSPX para lhe dar missão canônica, tb deve ter requerido ao IBP e essa fórmula de crítica construtiva é muito ambígua. Na lógica do pontificado atual é mais provável que signifique não a oposição contra o Magistério da Igreja; mas a tentativa de encontrar fórmulas que conciliassem uma coisa com outra.

    Por que se significasse o direito de não aceitar o Concílio em suas novidades, pq o Papa teria negado esse direito à FSSPX, pela nota da Secretaria de Estado e dado esse direito ao IBP, junto com missão canonica territorial ?

    O protocolo proíbe também o espírito de polêmica, o que se traduz por um silenciar dessas questões (é o q quer a Santa Sé), reduzindo tudo num estudo reservado dessas questões difíceis, enquanto campeia a Crise e a confusão das almas.

    Nessa perpectiva, não entendo como o documento da FSSPX estaria sendo injusto ao incluir no rol tb o IBP. Quando a questão é de Fé, não deve calar.

  19. Na lógica do pontificado atual é mais provável que signifique não a oposição contra o Magistério da Igreja; mas a tentativa de encontrar fórmulas que conciliassem uma coisa com outra.

    Leia-se não isso, mas:

    (…)oposição do Vaticano II contra o Magistério da Igreja(…)

  20. E eu aqui na minha ingenuidade, achava que sacerdotes só deveriam assinar o juramento ANTI modernista, e naõ Juramentos e profissões de Fé “extras”. Ora, eles não foram escolhidos para o sacerdócio e provados por serem católicos? Será que todos os outros sacerdotes do mundo fazem esta “profissão” de fé acessória?

  21. Leonardo,

    Dizer que a terminologia “criticar construtivamente” pode significar “dar uma interpretação segundo a hermeneutica da continuidade”, sem dúvida é algo que deve ser considerado…

    Se lembrarmos o que disse D. Pozzo na semana passada, faz todo o sentido.

    Mas por outro lado, se considerarmos de forma livre a frase “criticar construtivamente”, não significa necessariamente dar um veredicto que agrade aos partidários da hermenêutica da continuidade, que estão atualmente na Santa Sé.

    É como você mesmo disse. É algo um tanto vago…

    Quanto ao resto, de fac-similes e congêneres, nada digo, pois desconheço essas coisas. Melhor que o IBP ou alguém que esteja por dentro confirme se estas submissões-padrão dos tempos da criação da FSSP foram realmente assinadas ou não…

    Considerando que não, bem, parece-me que o IBP seria uma outra forma de lutar contra o modernismo, embora menos perfeita. Percebo que a mais segura forma de se lutar contra esse estado de coisas é realmente a postura da FSSPX.

    Aliás, os padres do Priorado José de Anchieta deram uma autêntica aula, em poucas linhas…

  22. Salve Maria!

    Diante do fato de vários desconhecerem o que há em matéria de clero e de doutrina tanto na FSSPX como no IBP, só posso fazer minhas as palavras dos srs. Garcia e Pedro M. Santos.

  23. Salvo engano a Missa em Recife não fou abolida, e o Arcebispo se comprometeu em desiginar um outro Padre se o atual não quizer continuar celebrando. o que firmo foi matéria no próprio blog! mas que as celebrações estão aquem do esperado estão. Será bom se o Vaticano se empenhar mais em exigir que os “obedientes” Bispos do Brasil celebrem no rito Tridentino. Salve Maria!!!

  24. Aqui está o link par ao protocolo da Ecclesia Dei de 1995. Será que ao IBP isso não foi imposto ?

    Compare-se com o Protocolo de 5.5.88 para ver se é mais avançado ou menos na demolição.

    Clique para acessar o protocol.pdf

  25. Leonardo,
    Desacelera um pouco, vamos com calma.
    Estive mês passado em São Paulo, para assistir a Missa na FSSPX.
    Lembro-me muito bem de uma frase do sermão do padre:
    “A doutrina sem caridade, o diabo toma conta.”
    Mais ou menos isso.
    Devemos tomar cuidado, porque muitos chegam agora e talvez não entendam certas coisas e até nós mesmos não sabemos de muita coisa.Eu mesmo depois, de ler os comentários, fiquei curioso, quis saber mais sobre a FSSPedro.
    Olhe o que encontrei:
    Impossível não ficar tocado com o trabalho desse pessoal:
    http://www.fsspnigeria.org/pages/photos.php

    P.S.Navegue pelas fotos.

    Roberto F Santana
    robertofsantana@aol.com

  26. Caro sr. Leonardo, o documento que o senhor trouxe é mais uma prova de que, para provar sua tese e defender seu partido, muitos usam mais do seu “wishful thinking” do que do bom senso.

    O documento quase que “secreto” que todos os padres da Ecclesia Dei têm de assinar é justamente a Ata de Adesão à qual me referi.

    Com todo respeito à revista Angelus, mas o artigo é simplesmente ridículo. Ele aponta uma única diferença substancial entre o protocolo de Dom Lefebvre e o da FSSP (colégio dos bispos / corpo dos bispos). O resto é pura semântica, mais ou menos como fazem os neoconservadores para justificar em tudo os textos do Concílio.

    Quanto à tal crítica construtiva, por que não fazer o mesmo esforço semântico feito para provar os “erros” da Ata de Adesão da Ecclesia Dei?

    Basta ter um pouco de boa vontade para compreender que aqui não há nada vago:

    “A propósito de certos pontos ensinados pelo Concílio Vaticano II ou relativos às reformas posteriores […] que nos parecem dificilmente conciliáveis com a Tradição […] Esta atitude de estudos quer participar, por uma crítica séria e construtiva, à preparação de uma interpretação autêntica por parte da Santa Sé desses pontos”.

    Uma crítica séria e construtiva que auxilie a Santa Sé a interpretar definitivamente o CVII e o pós-concílio.

    O que há de vago nisso?

    Talvez fosse mais sincero dizer que isso seja insuficiente, que seria necessário condenação e não interpretação, mas aí já é outra história.

  27. O que chamam de ata, protocolo e documento.
    Para mim, é só um pedaço de papel com um canetada, um recibo.
    Para Deus, é nada.
    Assinou hoje, rasga amanhã.
    Lutamos contra o legalismo, e isso não seria legalismo?
    Como dizia o prof. Fedeli, “O importante é Jesus Cristo”. O importante é a Missa.
    O que importa é que esses padres rezam a Missa, dão os sacramentos e ensinam o evangelho.
    Eu sei que esse assunto é até confirmado por certas autoridades mas se começar com muita futricagem não vale a pena nem botar o pé pra fora de casa e nada vai funcionar. Dizem que estamos em estado de necessidade, eu diria estado de desespero. O leigo que critica o IBP, S.Pedro ou qualquer padre que reze a Missa, na situação que nós estamos, está precisando rezar mais.
    Vejam o link que indiquei. Tem Missa de Sempre até na Nigéria. Um lugar que da noite para dia pode ter um golpe militar ou um bando de muçulmanos passando a cimitarra na guela do primeiro que fizer o sinal da cruz. É preciso coragem para estar lá. Duvido que um padre daqueles esteja pensando: “Ih! Assinei aquele documento!”

    Roberto F Santana
    robertofsantana@aol.com

  28. Senhores, sabeos todos que o “compromisso” com a modernidade pode ser explícito ou implícito: pode-se estar alinhado com as atitudes ou pode-se estar alinhado aos ideais.
    Num canto estão os modernistas.
    Noutro os neo-conservadores.
    Uns tentam salvar o “espírito do concílio” – entidade fantasmática que atormenta e assombra a Casa de Deus.
    Outros tentam salva a “letra do concílio” – mesmo que para isso tenham de revestir verbalmente este mesmíssimo “espírito”…
    Com relação à periculosidade, creio ser a mesma, mas com um demérito para os neo-conservadores, já que eles tentam, à custa de diversos contorcionismos lingüisticos, defender a tal hermenêutica da continuidade.
    Este lusco-fusco entre Tradição e Modernidade criará, cedo ou tarde, uma espécie de hibridismo no seio da Igreja: o Escudo da Identidade será deposto em prol de uma “nova evangelização”, condizente com os “novos tempos” (em estrita consonância com o mote “pastoral” do CV-II) o que, ao fim e ao cabo, será uma revolução de veludo; a revolução ocorrerá inexoravelmente e com a benção dos modernistas…

    A afirmação e defesa da posição tradicionalista não é uma tentativa de obter o “mal menor”, mas salvaguardar o núcleo imperessível da Tradição!
    Aqueles que justificam “acordos práticos”, “protocolos” e “críticas construtivas” nada mais desejam do que tentar “salvar o essencial”; que é uma espécie de figura, imagem tradicional, mas animada pela nova teologia, isto é, uma “política teológica” de concessões ao mundo e ao século, “mas sem irenismos” – sabemos todos onde isso irá desembocar: de cedência em cedência o inimigo se apodera de espaços litúrgicos que antes eram nossos para reivindicar, posteriormente, “concordatas” que asfixiam a verdadeira Igreja…

    Os homens vinculados ao Ecclesia Dei podem ter os mais belos ideais, mas bem sabemos que isso é insificiente para obter bons resultados.

  29. Os homens da Ecclesia Dei participam do “projeto” que pretende unir os homens antes pela pastoral que pelo dogma…

  30. Senhores e senhoras.
    Peço perdão pelo:
    “Assinou hoje, rasga amanhã”
    É que na hora me empolguei e me lembrei de alguém que assinou um papel prometento não invadir a Tchecoslováquia…
    Deu no que deu.
    Um papel é um papel.
    Péssimo exemplo o meu.
    Foi mal.

    Roberto F Santana
    robertofsantana@aol.com

  31. Bob, o tempo irá dizer se um papel possui valor ou se a alma é mais valiosa.

  32. Gederson, boa sacada!!!
    Não é a verdade que une, mas as intenções: triste…

  33. Meu amigo Lassance,
    Pois é.
    Deus não dá asa pra cobra.
    Imagine eu ou você padre.
    Não ia dar certo.
    No meu caso, se eu entrasse num seminário do IBP ou S.Pedro e viesse alguém com uma papelada dessas pra assinar, eu falaria:
    Irmão, tem que reconhecer firma?
    Dá a caneta.

    Quando fosse ordenado, no meu primeiro sermão, já iria torpedear CVII,missa nova e companhia.

    Roberto F Santana
    robertofsantana@aol.com

  34. Veja, tem mais um argumento que ninguém tocou aqui:

    O Papa pela sua Secretaria de Estado declarou como condição para dar missão canônica territorial e ordinária à FSSPX que esta deve ser submeter às novidades do Concílio.

    Pq exigiria isso da FSSPX para lhe reconhecer estatuto canônico e não exigiria do IBP, que já se constituiu e está sob sua influência total ?

    Acabar com o IBP e com toda boa obra de qualquer dessas sociedades é simples. Basta que, em determinado momento ( como no evento de Rocca de Papa para a FSSPedro) alguém os obrigue a aceitar as novidades e a licitude da missa nova, como sine qua para não serem punidos ou “desregularizados”.

    Pergunto:

    Sem Bispo, quem ordenará seus padres (supondo que tenham ortodoxia) ?

    Sem aceitar isso, como ficará seu seminário aberto ?

    E outra: hoje mesmo, em seus seminários QUAL AUTORIDADE ELES TÊM PARA EXPULSAR UM CANDIDATO QUE:

    a) defenda a licitude da missa nova publicamente;

    b) defenda as novidades do Concílio publicamente;

    c) ou defenda que não há ruptura entre o Magistério da Igreja e a “pastoral”, a “tradição viva” e o “magistério renovado” de Vaticano II ?

    Só isto tudo já mostra que, sem um Papa plenamente tradicional e firme, é um SUICÍDIO PARA A FÉ, é colocar em PERIGO as almas dos fiéis ( na divisão sempre uns ficarão com os neoconservadores e outros sairiam). C’EST SUICIDAIRE !

    Saudações. Abram os olhos !

    Leonardo

  35. Bob, meu caro, eu seria um péééééééééssimo sacerdote!!!
    Relapso, lascivo, falador, impertinente, cri-cri, além de não possuir a menor pendor – para minha tristeza… – para a doação de si.
    Choro com as palavras dA Mulher Pobre, de Leon Bloy: “Há que se lamentar somente de uma coisa! O não ser santo”.

    Senhor, tende piedade de minh’alma!!!

  36. Caro amigo Marcus,

    muito boa a sua análise. O pior è que eles não vêem a tradição, a luz da tradição, mas a luz da ciência moderna. Então como vão interpretar o CVII, a luz da tradição, se eles não a conhecem? Mas e de qual tradição falam? Será da tradição católica liberal de 5 séculos?

    Os modernistas moderados e extremistas, falam em uma grande tradição, mas o que ela seria?

  37. É… Pois é, Gederson, para se tentar enxergar algo de ortodoxo no CV-II é preciso o candeeiro da Tradição já que os seus escritos (os do CV-II) não possuem aquela limpidez necessária para refletir essa luz…
    A opacidade que gera a confusão é proposital: palavras tradicionais, mas com uma espírito aggiornato!
    Eles apelam para essa “luz externa”, pois ela não estálá – no CV-II.

  38. A convivência com o perigo, ou seja, os frutos do CVII (missa nova,etc.) e uma situação de não crítica leva a uma posição de omissão (que também é pecado) em alertar sobre os perigos a que estamos todos expostos. De que adianta “liberar” o que nunca foi proibido para se ter que se calar diante do erro. Pura miragem de uma falsa solução de legalidade.