A “pastoral” modernista contra a clareza católica: bispo de El Paso desautoriza Padre Michael Rodriguez.

Bispo Armando X. Ochoa: A Igreja Católica defende a compaixão

Por Dom Armando X. Ochoa \ colunista convidado – El Paso Times

Dom Armando X. Ochoa, bispo de El Paso.

Dom Armando X. Ochoa, bispo de El Paso.

Como Bispo da Diocese de El Paso e principal educador da nossa igreja local, gostaria de compartilhar algumas reflexões pastorais sobre determinadas questões que são importantes para o bem-estar de todo o povo de Deus.

Em primeiro lugar, gostaria de afirmar que os artigos anteriores que diziam falar em nome da Doutrina Católica [ndr: referência aos artigos do pe. Michael Rodriguez: este, este e este]  eram opiniões pessoais de indivíduos e não necessariamente expressam a opinião da Igreja Católica.

Continuo rezando pela paz ao longo da nossa região e apresentando as minhas condolências às famílias de ambos os lados da fronteira que perderam seus entes queridos em razão da agitação constante. Preocupo-me também com as famílias que tiveram de deixar tudo para trás a fim de fugir da violência em Ciudad Juárez. Rezo constantemente para que as nossas duas cidades fronteiriças possam trabalhar mais de perto a fim de construir uma comunidade mais repleta de paz.

A Igreja tem sido inequívoca sobre a sua consistente defesa do feto. Ele continua convocando todos os católicos e pessoas de boa vontade para compreender o ensinamento da Igreja sobre a pena de morte e outras questões de fim-de-vida. Toda criança tem direito à vida.

Da mesma forma, a Igreja defende a santidade do matrimônio entre um homem e uma mulher. Esses ensinamentos vêm de uma tradição que pretende promover o bem da sociedade. A minha preocupação em escrever esta reflexão não é para alterar esses ensinamentos, mas para oferecer uma compreensão mais pastoral em como lidar com eles.

Quando falamos sobre o aborto e o homossexualismo, estamos falando de seres humanos lidando com todos os tipos de preocupações e desafios por resolver. Nossa Igreja não quer simplesmente julgar e condenar, mas, primeiramente, oferecer o amor e a compaixão de Cristo. A primeira e principal lei de Deus é o amor e como o amor dos outros é ao mesmo tempo o nosso amor por Deus.

Como Igreja queremos caminhar com todos, enquanto buscam o sentido de suas vidas. Acreditamos que Cristo oferece este significado. O uso de palavras duras de condenação não é a abordagem que Cristo nos convida a ter uns para com os outros. A intolerância fecha a porta à aprendizagem e à compreensão mais profunda de cada um.

Além disso, ela leva a divisões dentro do corpo de Cristo. É hora de aprender a lidar uns com os outros, mesmo quando e se discordarmos. Muitas pessoas têm sofrido por causa de uma profunda falta de compaixão e percepção de uma intolerância arrogante.

Recentemente, em nossas leituras das Escrituras, vimos que quando os israelitas entraram na terra prometida depois do êxodo, eles encontraram os cananeus, que consideravam ser uma raça pecadora que devia ser exterminada. Esta mentalidade persistiu até a época de Cristo.

Com a sua chegada, ele indicou que essa perspectiva não devia mais a ser adotada por seus seguidores. A própria resposta de Jesus aos marginalizados sempre foi a do amor. Ele sempre pregou que o amor não é exclusivamente para aqueles que são caros para nós. Ele proclamou que devemos amar nossos inimigos e orar pelos nossos perseguidores.

O nosso amor pelos outros deve ser como o dele, com tudo incluído. Cada pessoa é feita à imagem e semelhança de Deus e por isso todos merecem ser tratados com dignidade e respeito.

Deus é o juiz das nossas vidas, e nós somos chamados a espalhar seu Evangelho da compaixão e da justiça.

Embora seja importante oferecer um ensinamento sobre a sexualidade humana que não pode ser popular na sociedade moderna, a Igreja, no entanto, defende que cada pessoa seja tratada com dignidade e respeito.

Exorto todos os nossos agentes de pastoral que ajudem as pessoas com orientação homossexual e suas famílias, com compaixão. Isso pode ser feito sem de forma alguma comprometer o ensinamento da Igreja, porque a nossa pastoral não exige menos de nós.

Reverendo Armando X. Ochoa, DD, é bispo da Diocese de El Paso.

24 Comentários to “A “pastoral” modernista contra a clareza católica: bispo de El Paso desautoriza Padre Michael Rodriguez.”

  1. Então, é possível a experiência tradicional na legalidade?

    No final das contas, não acaba-se tolhido, como o Pe. Rodrigues, ou abandona a luta, como Campos?

    O estado de necessidade torna a FSSPX necessária.

  2. Papa analisará Concílio Vaticano II com estudantes de Teologia

    Acidigital

    O Papa Bento XVI, como costuma fazer a cada ano, se reunirá nesta sexta-feira, 27, com um grupo de estudantes no encontro com estudiosos da Universidade de Ratisbona. Com eles tratará o tema da hermenêutica do Concílio Vaticano II.

    Neste encontro a portas fechadas, assinala Rádio Vaticano, se “prevê discussões de alto nível, com a participação de modo extraordinário, de Dom Kurt Koch, Presidente do Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos”.

    Também estará presente o Cardeal Christoph Schönborn, Arcebispo de Viena e ex-aluno de Joseph Ratzinger na época em que era professor de teologia na Alemanha; assim como Dom Hans-Jochen Jaschke, Bispo Auxiliar de Hamburgo.

  3. “Os verdadeiros amigos do povo não são revolucionários, nem inovadores, mas tradicionalistas”
    (S.Pio X – “Notre charge Apostolique”)

    Que Padre Rodriguez não desanime mas saiba que os bons serão perseguidos nesses nossos tempos. Os homosexuais , os que defendem o aborto , os que perseguem a Moral Católica são defendidos e tratados com amor e misericordia pelos modernistas, por outro lado os que não engolem esse “espírito GAUDIUM ET SPES” do VaticanoII são calados humilhados e tratados sem misericordia e amor ..

    “Afirmamos que a maior parte dos condenados as penas eternas padecem sua perpétua desgraça por ignorar os mistérios da fé que necessariamente se devem saber e crer para que alguém se conte entre os eleitos” (Acerbo Nimis – São Pio X)

    Se depender dos Bispos modernistas os pecadores estão lascados …

  4. Estou na parte do livro A Candeia Debaixo do Alqueire, justamente onde o padre Calderón explica o pq a hierarquia da Igreja se recusa a ensinar o que é certo, se recusa a dizer e agir com autoridade para n assustar e magoar o “povo de Deus”. Ensinar a quem? Se a pastoralidade do CVII colocou todo mundo no mesmo pé de igualdade.

  5. Parabéns ao Pe. Michael Rodríguez!!!!!!

    S. Rev.ma mostra ser perfeitamente possível a experiência na legalidade. Mas ninguém prometeu que seria um mar de rosas. Cristo prometeu não a paz, mas a espada, a quem O seguisse.

    Só esta promessa já torna o trabalho do Pe. Rodríguez – feito em meio a perseguição modernista de seu próprio Bispo – tão ou mais meritório que o de certos padres da FSSPX, que contam com as facilidades de atuar de forma independente em seus Priorados.

    É covardia – para não dizer anticatólico – o que muitos fazem ao boicotar – quando não SABOTAR – o trabalho do Pe. Rodríguez e de tantos outros que, mantendo-se formalmente unidos ao Papa, aceitam a cruz de defender a sã doutrina em meio aos piores dos ataques. Pior: o ataque de certos tradicionalistas a iniciativas pela sã doutrina “a nível Diocese” só coopera com o ardil dos modernistas.

    Há que se considerar “caso a caso” para se discernir “quimera modernista” de “luta sofrida”. Com certeza, o apostolado do Pe. Rodríguez (e de vários outros padres canonicamente regulares) não se encaixa no quesito “quimera modernista”. Isso, no que pese o caráter precursor da FSSPX.

  6. Creio que a atitude do bispo é certa,a Igreja deve defender os seus valores ,mas tambem deve converter as almas para Deus, se quisermos converter os abortistas e os homossexuais para que abandonem essa vida e sigam o evangelho,devemos condenar a sua pratica mas orienta-los com mansidão e paciencia ao caminho correto, O Senhor odeia o pecado mas ama o pecador, ser caridoso com o pecador não significa concordar com sua prática mas mostrar-lhe a verdade da Igreja Católica da mesma forma que o senhor ensinou, de maneira firme sem vacilar mas oferecendo o perdão e a misericordia.

  7. Caro José JR,

    O bispo simplesmente fugiu ao tema discutido, ou seja, a lei municipal que quer conceder benefícios sociais aos “cônjuges dos gays” em igualdade aos heterossexuas. A iminência da aprovação dessa lei iníqua foi o motivo que deu azo ao artigo do padre. Já o discurso do bispo é bonito e válido em certo ponto, mas ele simplesmente não se expôs quanto à lei muncipal e ainda de quebra introduziu uma outra discussão que nem fora abordada pelo padre Rodríguez, qual seja, a da violência na cidade vizinha.

    Ele se concentrou na abordagem pastoral (que em si não é algo mal) mas se furtou a discutir a maldade da PRÁTICA HOMOSSEXUAL, que, essencialmente, foi o que o padre Rodríguez abordou.

    E no penúltimo parágrafo ele falou exatamente o que o padre Rodríguez tinha falado ‘a Igreja, no entanto, defende que cada pessoa seja tratada com dignidade e respeito.’ Então, ele não tinha motivos para falar em intolerância, embora para os dias de hoje essa linguagem do padre soe dura demais, na essêncIa ele não fez nada menos do que expressar a opinião da Igreja sobre os ATOS.

  8. “Nossa Igreja não quer julgar nem condenar” – sim, é claro, que se julgue e se condene somente os encarquilhados tradicionalistas, todo o resto merece a compaixão irrestrita do cristo total!

    Disse numa outra postagem que todo termo usado à larga pela modernagem acaba emputrefando – “pastoral” já é um adjetivo amaldiçoado pra designar falcatruas clericais em detrimento da Doutrina.

  9. sonia, essa notícia que você está mostrando aqui é de assustar!

    Encontro a portas fechadas!

    Mais por quê tanto medo de falar abertamente sobre o popular Concílio Vaticano II, que para os modernistas é o Concílio dos Concílios?

    Sem falar que esse encontro vai ter a presença dos modernistas defensores do bam-bam-bam dos Concílios:

    Cardeal Christoph Schönborn

    Dom Hans-Jochen Jaschke

    Rezo para que esses estudantes não se contaminem com o modernismo, se ouver, nesse encontro.

  10. O Fratres in Unum poderia, por favor, divulgar o endereço da minha livraria católica? O site é o seguinte:

    http://www.livrariatradicao.com.br/

    Obrigado.

  11. Há algo importante a ser dito. Tenho acompanhado a discussão nos comentários do blogue WDTPRS e parece que há outro padre a que se refere o bispo. E este não teria sido tão ortodoxo quanto Pe. Rodriguez.

  12. Bem, espero que este esclarecimento não seja contra o padre Rodrigues. Porque se um padre se manifesta corretamente e é desautorizado de forma pública por seu bispo, não é preciso ter bola de cristal para saber que não tardará para que o mesmo padre esteja totalmente impedido de se manifestar publicamente.

    Mete-se a candeia debaixo do alqueire.

    Espero mesmo que não tenha sido contra ele, porque se for, o mínimo que o senhor bispo terá feito é demonstrar que a Igreja é confusa e incapaz de se proferir com segurança em relação ao tema.

  13. Se, como o sr. Luiz disse, a crítica é a outro padre, considerando que isto não está claro, pode ser que a crítica seja legítima, mas algumas das colocações dele penso serem complicadas.
    A forma como ficou parece que acaba contradizendo em parte aquilo que tão legitimamente o Pe. Rodriguez apontou nos seus esritos anteriores.
    Então, quando ele diz que “palavras duras não é a abordagem que Cristo quer de nós”, como fica se as palavras duras forem a verdade de fato? A gente vai ter que ficar maquiando a verdade até que ela se torne mentira e todo mundo continue acreditando? Se “precisamos aprender a lidar com os outros mesmo se discordamos” e se há tantos sofredores “pela falta de compaixão e percepção de intolerância arrogante”, porque no fim quem acaba sempre condenada é a Igreja pelos ensimentos da sã doutrina? Onde está e quem é que está aprendendo a lidar com os outros e usando da compaixão? Apenas a Igreja que tem que dar tratos a bola para administrar esse modernismo todo e “fazer as vontades da sociedade para não ‘perder’ fiéis e porque ela é considerada antiguada”? Um grande contra-censo.

  14. O Bispo é piegas! Confunde compaixão com condescendência… Que diferença de Dom José Cardoso Sobrinho com seu Lema: Pietatis Cardo Iustitia!

  15. Dom Ochoa é inimigo do Motu Proprio Summorum Pontificum também!

    http://wdtprs.com/blog/2007/08/bishop-of-el-paso-reacts-to-the-motu-proprio/

  16. Quem quiser mais comentários e informações sobre o terceiro padre que possivelmente é citado, leia o post e comentários de http://wdtprs.com/blog/2010/08/on-remarks-of-a-priest-and-his-bishop-in-el-paso/

  17. Corrigindo, segundo padre.

  18. Artigo bem interessante. Como saber se o seu bispo e progressista?

    http://www.creativeminorityreport.com/2010/08/how-to-tell-if-your-bishop-is.html

  19. Tava demorando muito para Sua Exª Revma podar as asas de anjo vingador do Pe. Rodriguez…
    Na atual “legalidade de plena comunhão” não há como chamar as coisas pelo seu devido nome: consequências são esperadas!
    Primeiro um pito, depois uma correção disciplinar se o relapso teimar em contrariar a nova catequese “pastoral”.
    Os pontos destacados no texto de Sua Exª Revma são de uma clareza ímpar: ou se “ajusta” ou será defenestrado!

  20. cara Maria Creio que o bispo foi cauteloso no assunto,é evidente que ele não foi a favor desta lei satanica que é o desgraçado casamento gay, mas não podemos esquecer que a Igreja vive uma perseguição ideológica sem precedentes,uma posição muito dura contra os inimigos da Igreja mesmo que bem intencionada pode ser uma desculpa para mais e mais perseguições aos católicos,temos o dever moral de combater o homossexualismo que é radicalmente contra os ensinamentos da sagrada escritura,entretanto como a senhora mesmo disse esta linguagem é muito dura para o mundo de hoje,não se trata de ser bonzinho ou querer políticamente correto isso é bobagem,mas nos católicos temos que defender nossa fé mas temos que saber utilizar as palavras certas com moderação e firmeza, sem ser muito agressivo, pois isto não é cristão e sem querer ser bomzinho demais, Pois a caridade não pode faltar com a verdade.

  21. O Michael Voris gravou um episódio excelente sobre essa questão do Padre Rodríguez. Ele compara a atitude de dois padres e seus respectivos bispos.

    http://www.youtube.com/user/RealCatholicTV#p/a/u/0/2HTaxNWJlkY

    No primeiro caso, um padre do Tennessee (Joseph Patrick Breen) fala que “o Papa deveria pedir desculpas pelo ensinamento da Igreja sobre a contracepção”. Imediatamente o bispo vem a público e lhe dá um baita puxão de orelha, dizendo que ou ele se retrata em público ou então sofrerá punições.

    O segundo caso é o do Pe. Michael Rodríguez, que escreve esse artigo corajoso e ortodoxo expondo o ensinamento da Igreja sobre os atos homossexuais e em contrapartida leva uma patada em público de seu bispo liberal, que implicitamente lhe chama de intolerante e diz que ele não fala em nome da Igreja.

  22. Deus que me perdoe, mas, acho que não passou das velhas e já desgastadas balelas que estamos cansados de ouvir.

    Penso que o digníssmo Bispo quis afirmar que A Igreja não deve ser Repressiva, Intolerante, Totalitária, Medieval, Recalcada, Cafona e etc, etc…
    Lamentável ver que Bispos ainda teem essa ideia distorcida, horrenda, modernista e infernal para com a Santa Igreja de Cristo.

    Mas, onde está a repressão, a truculência?

    Acho que ele quis dizer: Filhos não digam a Verdade de modo tão claro, apenas meia verdade basta.

    Deus, isso é assustador.

    Já dizia o Santo Doutor Agostinho:”Naõ se imponha a verdade sem caridade, mas não se sacrifique a verdade em nome da caridade”.

  23. Se o Bispo quis dizer que o P.e Rodriguez errou, que a doutrina da Igreja não é a que foi exposta pelo padre, o P.e Rodriguez tem obrigação moral, já que foi atacada publicamente, de dizer publicamente que o bispo é que está no erro e mostrar porquê. Deve dizê-lo nas homilias e na imprensa.
    Se o bispo quis dizer que sem ofender a doutrina é necessário usar termos que não sejam muito causticos, termos que levam as pessoas a desertarem de vez, dentro até do velho ditado de que “não se apanham moscas com vinagre mas com mel”, eu diria que os
    termos a usar dependem das pessoas a quem nos dirigimos.
    Jesus não teve dúvida nenhuma em Se dirigir com muito cuidado, até com carinho, e profundo amor a pecadores como a samaritana, a adúltera, a pecadora da casa de Simão, o fariseu, a Zaqueu, porque estavam profundamente arrependidos da sua vida, desejavam ardentemente modificarem-se, precisavam de descarregar o peso que estava dentro de si e os tolhia.
    Seguindo atentamente o caminho de Jesus, vemos que os seus interlecutores constantes são os fariseus, os doutores da lei, os sacerdotes e o discurso vai mudando à medida que o tempo passa até atingir o grau inaudito de Mt.23. E por causa deste discurso alguém diz que Jesus é intolerante?
    O problema para o P.e Rodriguez não é nada fácil. Sem dúvida que o bispo, pela sua consagração, último estádio da Ordem, tem possibilidade de ter uma visão mais ampla e mais perfeita, resultado de uma graça suplementar que a consagração lhe confere. Mas ter essa possibilidade não quer dizer que a use, que dispunha dela, porque mesmo o bispo tem a sua liberdade e poderá ser levado a não cumprir as suas obrigações. Um bispo não é infalível; mesmo o colégio dos bispos não é infalível, porque só o é se actuar com a sua cabeça que é o Papa.
    O Papa, sim, é infalível de per si. Tem jurisdição suprema sobre a Igreja e que esse poder supremo, imediato e total, incluindo o poder sobre os Bispos, é independente dos Bispos. Como disse Inocêncio III em meados do século XIII “que Cristo dera autoridade sobre a Igreja não aos outros sem Pedro, mas a Pedro sem os outros”. Jesus disse a Pedro que o que ele ligasse ou desligasse, seria ligado ou desligado no Céu. Ora como não se pode cair no absurdo de pensar que um erro pode ser tornado verdade no Ceú porque Pedro o tornou verdade, então temos de concluir que Pedro está impossibilitado de errar: a sua infalibilidade é esta – a impossibilidade de ser falível. Evidentemente nos assuntos de ´Fé e Moral.
    Não é o caso do bispo. Com este há sempre o problema de lhe obedecer porque ele é o superior e o superior em obediência á ordem legítima do Papa e, além disso, tem graças que outros não têm por não terem o terceiro estágios da ordem, ou não lhe obedecer porque as suas intruções são lesivas à Igreja.
    É um problema muito complicado, mas analisada criteriosamente a consciência e até, se possível, discutido o assunto com pessoas que possam ajudar, é imperioros obedecer à consciência. Foi a resposta dos Apóstolos ao Sinédrio que nesse momento era o poder supremo sa religião: importa mais obedecer a Deus que aos homens.
    para mim, o bispo errou porque querendo amenizar as palavras do P.E Rodriguez deu a ilusão àqueles que estavam em pecado que, de fato, não se pode dizer que o estão e que, portanto, não precisam de mudar de comprortamento. Deu a ideia de que a fala do P.e Rodriguez não é a verdaeira fala da Igreja e que, portanto, não há que o atender.
    Na verdade, o Padre Rodrigues não pode ficar parado. Uma conversa com o seu bispo talvez ajudasse e se não ajudasse, a sua obrigação é para com Jesus e a Igreja e não para com o Bispo

  24. Christiano, essa foi de dar boas gargalhadas!

    “Se depender dos Bispos modernistas os pecadores estão lascados …”

    Bem ao meu estilo nordestino de dizer…

    Caritas in Varitate à todos.