O catecismo do Padre Lombardi.

Assim se pronunciou o porta-voz da Santa Sé, Padre Federico Lombardi, S.J., a respeito do caso da iraniana condenada à morte por apedrejamento:

A posição da Igreja contra a pena de morte é bem conhecida e o apedrejamento é uma forma particularmente brutal dela.”

Evidentemente, não pretendemos legitimar a sharia. No entanto, o próprio Catecismo da Igreja Católica (§2267), cuja adesão em alguns casos é tão insistentemente exigida, parece não ter sido bem assimilado pelo reverendíssimo jesuíta:

O ensino tradicional da Igreja não exclui, depois de comprovadas cabalmente a identidade e a responsabilidade de culpado, o recurso à pena de morte, se essa for a única via praticável para defender eficazmente a vida humana contra o agressor injusto.

Padre Lombardi deveria passar urgentemente por um curso de reciclagem de doutrina católica. Seu histórico de pronunciamentos denuncia a decadência da ordem à qual pertence e sua absoluta inaptidão ao cargo que ocupa.

150 Comentários to “O catecismo do Padre Lombardi.”

  1. A defesa absoluta da vida (do corpo), me transmite a impressão que a Igreja Conciliar, é contra o martírio: o aggiornamento e principalmente, o diálogo, é uma solução, mais humana. Por que ser mártir, se podemos dialogar e nos “aggiornar” ao que nos opõem para evitar o derramamento de sangue?

  2. realmente muitos católicos desconhecem que a doutrina da Igreja preconiza a pena capital para crimes de natureza gravíssima; e não para o esfomeado que rouba um pode de margarina, ou a empregada doméstica que roubou 50 reais da patroa; como defendem a maioria.

  3. E denuncia, também, absoluta falta de senso de proporção. Ora, jogar tudo na vala comum do “repúdio à pena de morte”, desde a pena capital aplicada dentro do devido processo legal, como ocorre, p. ex., nos EUA, até o apedrejamento bestial dos muçulmanos, onde a coitada da mulher não tem sequer direito a defesa, é, no mínimo, misturar alhos com bugalhos.
    Crimes hediondos contra a vida têm, sim, que ser punidos com pena de morte, observado, claro, o due process of law, o contraditório e a ampla defesa.
    Entendimento contrário, de simples proibição geral da pena capital – que me desculpem os irmãos com visão diversa – mas a mim me parece flerte com a impunidade – coisa que, por óbvio, desagrada a Deus.

  4. Não há como negar: é outra igreja a do Vaticano II.

    Mãe de Deus, socorrei-nos sem demora!

    Pedro José.

  5. Excluindo o caso da absurda lei islâmica da Sharia(puramente religiosa e de um fanatismo satânico)aplicada a essa mulher (e a tantos outros que não compartilham da mentalidade sanguinária do Corão e de seu profeta, Maomé-que o inferno o tenha!), a pena de morte é essencialmente justa e sempre o foi considerada pela Igreja Católica (vide o Catecismo do Concílio de Trento, dogmático). O diabo é essa maldita Comissão Justiça e Paz que, em detrimento do ensinamento tradicional da Igreja, criou um novo padrão de inocentes: todos aqueles que são transgressores das leis que regem a sociedade: assassinos, terroristas, criminosos de guerra e por aí vai…Uma nova (in)justiça e uma nova paz (a que o mundo oferece).
    O Rev. Pe. Lombardi mais uma vez escorrega e cai de pernas pro ar com seu pronunciamento descabido, desconcertado bem ao gosto da realidade eclesial contrastante e contraditória do pós-Vaticano II.

  6. Ótimo, esse post vai render caldo!

    Sou constantemente ofendida por defender pena de morte. Coisa que n fui eu que inventei.

  7. Mas nesse caso especificamente não podemos defender o Islã, pois eles são hereges e tem ensinamentos contrários a fé católica. A autoridade ali não vem de Deus, portanto não se aplica ao ensino tradicional da Igreja.

  8. Não disseram que esse lobo em pele de cordeiro iria deixar o posto de “porta-voz da Santa Sé”?

    Por que ele ainda continua lá?

  9. combatamos a “mentira” do Padre desinformado.

  10. Queridos essa emana ocorre no Brasil o chamdo “grito dos excluidos” que é composto por várias associações esquerdistas, com ideias anticatolicas e etc.. e de forma ompressionante tems o Bispo de Olinda e Recife apoiando: in literis:”Onde estão nossos direitos? Vamos às ruas para construir um projeto popular”. Este é o lema da 16ª edição do Grito dos Excluídos que acontece em todo país, no próximo dia 7 de setembro. Aqui no Recife, a concentração será, às 8h, na Praça Osvaldo Cruz, bairro da Boa Vista. Às 10h, os manifestantes sairão em passeata até o Pátio do Carmo, no bairro de São José.
    Por favor protetemos e apoiemos o Bispo da Paraiba por esta sendo perseguido por esses …

    Para esta edição o Grito terá duas novidades. A primeira será a participação do arcebispo de Olinda e Recife, dom Antônio Fernando Saburido, que fará o discurso de abertura. A outra, será a disponibilização de urnas para o Plebiscito Popular pelo limite da propriedade da terra, esta iniciativa é do Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo.

    O evento tem a colaboração de diversas entidades e movimentos sociais como: a Comissão Pastoral da Terra (CPT), Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe), entre outros. Este ano, dois trios elétricos acompanharão os manifestantes durante todo o percurso, que também serão usados para os discursos dos representantes dos movimentos.

    A Arquidiocese em parceria com o Metrorec vai disponibilizar mil bilhetes gratuitos para 18 paróquias de Recife, Jaboatão e Camaragibe, que são atendidas pelo metrô. A entrega dos bilhetes será feita na próxima sexta, 3.

    Histórico – O Grito teve origem no Setor Pastoral Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), como uma forma de dar continuidade à reflexão da Campanha da Fraternidade de 1995, cujo lema – Eras tu, Senhor – abordava o tema Fraternidade e Excluídos. A mobilização tem como objetivo, transformar as comemorações passivas que ocorrem no Dia da Independência do Brasil, em um momento de cidadania consciente e ativa por parte da população. Hoje, a manifestação tem o apoio e a participação de diversas organizações da sociedade civil.

  11. Não matarás…

  12. Pessoal, vamos no calma: uma coisa é a pena de morte no caso abstrato, outro é no caso concreto.
    A Pena de Morte em abstrato é admitida pela Igreja de Cristo, todavia, nos casos concretos ela pode ser discutida.
    Eu posso discutir a proporcionalidade da aplicação da pena pelo juiz, e em se tratanto dos regimes dos aiatolás, do comunismo chinês, cubano ou qualquer outro, eu fico com um pé atrás. Não se confia nesses Estado Muçulmanos (em Israel também não) e comunistas.
    Morreram, e ainda morrem, muito gente em Cuba pelo simples fato de contestar o regime da quadrilha dos Castros.

  13. Caríssimo admnistrador do site,
    caríssimos,

    Irmãos em Cristo!

    Apenas uma coisa vos digo: este site é de elevadíssima qualidade moral, que publica bons artigos e interessantes temas…contudo, por vezes, aparecem publicações que desprestigiam esta qualidade informativa cristã e católica!

    Este é um exemplo claríssimo do rebaixamento do chamado ‘tradicionalismo’ católico [detesto a expressão, mas fica para todos perceberem] e que causa quantas vezes a perda da credibilidade da nossa luta contra o Modernismo, plenamente instaurado na Santa Igreja após o Vaticano II e não por ‘causa’ desse Concílio Ecuménico.

    Já sei que choverão críticas por este meu comentário.

    A IGREJA, mestra e Mãe, à imagem VIVA de Seu Senhor JESUS CRISTO só pode ter a posição de pró-VIDA!
    Conhecemos a pena capital e suas consequencias..mas pergunto: não poderá esse condenado vir a converter-se? DEUS é surpreedente e entra nas vidas das pessoas quando se menos espera..Ele entrou na minha vida e ‘levou-me’ consigo, para um dia, espero, tornar-me Sacerdote.

    Temos o claríssimo exemplo de Santa Maria Madalena: ‘quem não tiver culpa, que atire a primeira pedra’…É CRISTO QUE O DIZ! CARAMBA!

    Descerrai/tirai esse rosto impiedoso e intolerante, meus irmãos! Sabemos que Igreja admite a pena de morte como alternativa, enfim, última e derradeira.. Mas a VIDA! É DOM de DEUS! SEMPRE!

    E quem falou acima do martírio…francamente, claro que o martírio é o teste máximo de um cristão, mas francamente era dispensável a comparação. Não tem nada a ver.

    Quanto a condenar o caro Jesuíta…quem somos para condenar? Ele disse alguma heresia? Francamente..
    Embora sabemos bem da decadência jesuíta hoje em dia..Mas não são todos!

    Meus irmãos: estas atitudes dispensáveis dificultam o crescimento do nosso apostolado, regulado pela Tradição e pela Sacralidade.

    Que fiquemos muito bem cientes de uma coisa: tudo que se constrói fora de Roma [da obediencia ao Papa] NÃO É CATÓLICO!! É outra coisa..mas católico não é.

    Perdoem-me isto. É que penso, é que sinto, é o que vivo e celebro na vida!

    Aceito e agradeço as vossas RESPEITOSAS opiniões.

    A Bênção de DEUS, para todos!

    Vosso Irmão,
    Mário, seminarista.

  14. E alguém acredita que o padre Lombardi é desenformado?

    Mas é claro que não. Ele não nasceu há 20 anos atrás, e é jornalista. Ele sabe de tudo. Sabe qual a doutrina católica, e qual a doutrina “reformada” pelo Concílio…

    Padre Lombardi está repetindo o que todo esse clero apóstata tem feito nas últimas décadas: reiterar a mentira, afim de que se esqueçam dos cânones infalíveis de Trento.

    O desejo dessa raça de víboras é que sua ideologia prevaleça, então eles reiteram a mentira sempre que podem, porque são liberais e creem que a verdade muda com o tempo, e está a serviço do gosto do freguês. E finalmente, eles têm um compromisso com o mundo, com a mídia e com o politicamente correto…

  15. “Para esta edição o Grito terá duas novidades. A primeira será a participação do arcebispo de Olinda e Recife, dom Antônio Fernando Saburido, que fará o discurso de abertura.”
    É tudo marmelada mesmo…rssssss
    Ainda há pouco D. Fernando S. apoiava o pessoal que queria a Missa Tridentina num certo local de sua Arquidiocese. Agora, fará a abertura desse tal grito que nasceu, infelizmente, na CNBB, e nada tem de católico…
    Haja tempo para, a atual panacéia do Papa, fazer efeito na Igreja.
    Sem dúvida, muita água suja vai rolar nesse moinho ainda…

  16. Não tem muito a ver com a pena de morte em si, mas gostaria de ver o Rev. Pe. Lombardi, ao entrar em sua casa e ver um assaltante com a arma apontada para a cabeça de algum familiar ou irmão de comunidade religiosa, se ele não iria tirar a vida do opressor caso tivesse a chance e caso fosse este o único meio de equilibrar a situação iniciado pelo tal assaltante.

    É uma noção básica de legitima defesa, seja pessoal ou seja de uma sociedade…

    Ser a favor da pena de morte não é ser a favor de assassinato…

  17. Pessoa com fome roubar pote de marginaria? Ladrão e burro! Se ao menos fosse da Qualy kkkkkkk

    Nunca vi ninguém defender pena de morte para “ladão de galinha” mas já vi “católico” defender estuprador, assassino …. bandido bom é bandido morto!

  18. Ao meu ver o Padre Lombardi não foi nada a favor do Apóstolo Pedro ter decretado a morte de Ananias e Safira. (Atos 5,5)

  19. Eu estava acompanhando este post, e o padre ederico Lombardi, S.J. realmente tenah se equivocado, porém o catecismo não expressa no paragrafo referido (§2267) o apoio da Igreja a pena capital.
    Nos diz que é admissível em uma situação extrema,onde não houvesse outro recurso para defender a sociedade do agressor. Esses casos na atualidade são raros ou talvez inexistentes. As prisões, a tecnologia enfim, podem não dar ao presos uma vida digna (de um ser humano) porém cumprem o papel de afastar o individuo da sociedade logo defendendo-a.
    Só pensei em comentar pois os comentarios anteriores deram quase a entender que a Igreja acredita que a pena de morte é a “punição ideal” .
    Não quero com isso defender assassino etc, ams defender a Igreja, pois podemos ser mau entendidos (pois se igreja é a favor da vida em qualquer situação no que diz respeito ao aborto, pelo menos assim se pronunciam os bispos, como poderia ela se posicionar a favo da pena de morte) entendem o que quero dizer com este comentário…?

  20. Estamos nos aproximando das eleições e se nenhum fato novo ocorrer vamos ter um presidente que tendo assumido publicamente o

    ideário do PT não poderá ser acusado de ter ocultado suas idéias .

    Quer isto significar que o povo brasileiro é a favor do Aborto, apóia o casamento Gay, aplaude o MST ?

    É claro que não!

    Contudo estamos caminhando para uma vitória incontestável ,porque pode se dar logo no primeiro turno,

    de um conjunto de idéias que são desvinculadas de nossas tradições e que não representam nosso modo

    de pensar : o povo não apóia a política externa que o governo desenvolve nem é favorável

    a figuras como Chavez ou ao ditador que em nome de tradições religiosas quer apedrejar mulheres!

    Como explicar a popularidade do governo?

    A grande maioria da população vive um bom momento econômico fruto da manutenção de políticas oriundas do

    governo de FHC e a oposição não tem coragem de bater forte nos escândalos como o aparelhamento do Estado, os mensalões e a perda

    de prestígio do país junto a comunidade internacional porque é socialista também!

    Como católicos o que podemos almejar?

    A Igreja não deve apontar candidatos mas tem a obrigação de Proclamar a Doutrina da Igreja oportuna

    ou inoportunamente !

    É obvio que quem subscreve o programa do PT , PV, PCB, PSOL e de partidos semelhantes

    se posiciona claramente contra o que a Igreja Católica ensina.

    Em condições normais esperar-se-ia um firme comunicado dos bispos brasileiros orientando os fiéis para não trocarem a primogenitura

    por um prato de lentilhas ( a tranqüilidade econômica que momentaneamente vivemos ! ) logo no início do período eleitoral.

    Os valores morais e éticos não devem ser ofuscados pela Economia.

    Cabe aos bispos deixar isto bem Claro.

    Calar-se agora quando há risco evidente de virmos a ter um governo que

    assume posições que contrariam o que ensina a Igreja Católica

    é ,devo dizer o quanto me deixa triste usar esta palavra, COVARDIA.

    Esperava-se mais dos bispos como um todo e em especial da CNBB

    ( logo ela que dá tanto palpite em assuntos em que os fiéis são livres para optar )

    deixar de se pronunciar em matéria que é de interesse vital da Igreja , dos fiéis e do país!

    Ainda há Tempo para que a CNBB dê o seu grito

    e apresente uma clara condenação dos programas partidários infectados pelo marxismo.

    Não somos tolos e sabemos que o candidato SERRA também é socialista

    mas o programa partidário do PSDB tem o pudor de não deixar por escrito o que Ele está pensando.

    Se o Serra chegar ao poder e a Igreja através da CNBB tiver advertido seus fiéis contra as medidas socialistas legitimamente poderá

    dizer que o voto dos católicos foi o voto dos que não concordam com uma candidatura abertamente socialista e revolucionária

    e terá cacife para se opor ao governo ! Caso contrário muito eleitor católico vai votar olhando a economia do presente e esquecer da

    verdadeira economia: aquela em que as moedas são os valores dos Evangelhos.

    C.Márcio Ferreira

    __._,_.___

  21. Aos que são contra, principalmente ao Sr. Seminarista, antes de falarem besteira leiam Santo Tomás e os Santos Doutores! S. Th. II-II, q. 64, a.2.
    Deixem de arrogância e escutem o ensinamento da Igreja e não a própria opinião e orgulho! Sr. Morse, ninguém, exceto os seguidores de João Paulo II (o osculador do Corão) e Cia está defendendo o Islã. O caso é que o Padre disse que a Igreja é contra a pena de morte, o que é mentira. E ainda, assim, ocorreu a mesma coisa na execução do maometano genocida Saddam Hussein a Santa Sé, digo, o Pe. Frederico também defendeu o ditador, com base no mesmo princípio, donde o argumento é inválido, porque nesse caso houve a defesa “de um herege muçulmano” por parte do mesmo agente. Ademais, nesse caso se está diante de um caso de Direito Natural (não no que se refere a execução da mulher, que é iníqua, por obvio, mas falando em sentido amplo sobre a pena de morte em países pagãos) e o que é de Direito Natural também é próprios dos pagãos e dos infiéis. Caso contrário não se poderia opinar também no caso de uma lei de aborto num país árabe, “porque eles são hereges muçulmanos” o que é falso. Ainda digo, com Santo Tomás, que o que é de Direito Natural não foi revogado pelo Evangelho, muito pelo contrário! Ninguém está defendendo, creio eu, a pena de morte no caso específico da mulher, o que está sendo discutido objetivamente é a frase do Pe. Lombardi. Logo, não cabe a distinção entre a pena de morte em abstrato e em concreto.

  22. Concordo integralmente com seu comentário, Bruno Santana. Eles querem repetir a mentira à exaustão, para ver se uma hora ela passa por verdade, pois a verdade não serve mais aos seus propósitos.

  23. E eis que surgem os malabaristas para defenderem o modernismo e liberalismo bem conhecido do anti-vida a favor do aborto e pró-vida contra a pena de morte, o Padre Lombardi..é tudo a mesma história..Ah, o padre não quis dizer isso; o catecismo diz que a pena de morte deve ser evitada; a pena de morte depende das épocas, o assassino tem direito a revisão de pena e blá, blá, blá. Tudo mentira! Tudo cegueira!

    Que tal aprendermos a ler o significado das entrelinhas do texto? O Padre Lombardi afirma categoricamente que “a posição da Igreja CONTRA a pena de morte é bem conhecida”. O que quer dizer ser CONTRA hein? E essa posição nova da Igreja é BEM CONHECIDA..para quem? Para os leigos atualmente ignorantes, liberais, totalmente envenenados pela ideologia conciliar e desinformados acerca da tradição, catecismo, doutrina né?

    Ora, se há uma coisa que o catecismo moderno ensinou bem acerca da doutrina da Igreja, embora ainda vacilante e inconciso, foi justamente sobre a pena de morte. Vamos aprender a usar também a razão, por favor!

  24. Nunca vi ninguém defender pena de morte para “ladão de galinha”
    nunca? eu já; basta só mexer no que é de alguém pra ele virar bicho, assim é a humanidade; pode ser uma galinha, um pote de qualy ou de maionese.
    como vc acha que nasce um grupo de extermino?

  25. Sr Jose Luiz,
    Salve Maria.

    O senhor deve ter querido usar a frase “na maioria dos casos” ao invés de “ideal”.

    Se pelo que o senhor leu neste post, chega a afirmar que ele QUASE deixa a entender que a pena capital é a punição ideal, talvez eu tenha que dizer que o post não está tão claro (para o senhor talvez). Pois o post não visa QUASE deixar a entender, MAS SIM DAR A CERTEZA DE QUE A PENA CAÍTAL É A PUNIÇÃO IDEAL.

    Um abraço, salve Maria!

    Antonio S.

    Quando algo é ideal, significa que é ideal. Ou seja, não é porque um alicate quase nunca é usado para apertar ou afrouxar um parafuso, que ele não seja ideal…ideal quando somente o alicate for a solução e não mais a chave de fenda…

    Ou seja, exatamente como diz o catecismo, a pena de morte é sim ideal…ideal “se essa for a única via praticável para defender eficazmente a vida humana contra o agressor injusto.”

    O senhor está querendo dizer que um sistema penitenciario brasileiro, que dá indulto a presos, que liberta assassinos após três anos de pena, e que é uma escola do crime, vai recuperar ou mesmo punir aguém?

    Esta história de “ressocialização” de prisioneiros é historinha inventada por socióilogos modernistas…punição não pode virar dias em um clube.

    Um exemplo de tecnologia no cárcere, para utilizar tudo que o senhor disse, são os EUA…que aprovam a pena capital!

    Portanto, ninguém afirma que a pena capital é o ideal sempre…mas é o ideal…em alguns casos.

    E dizer que os casos que mereçam pena de morte são hoje raroa ou INEXISTENTES é quase igual a dizer que hoje o mundo está melhor do que há 300 anos….o que é um claro absurdo e nem necessita de provas para provar que o seja. O que era justo ha 1000 anos continua sendo justo hoje caso o contexto se repita ou se assemelhe muito em essencia.

    A maldade humana é no minimo a mesma, e deve ser bem pior agora quando vivemos um momento espiritual terrível…é impensavel dizer que tais casos sejam “INEXISTENTES”…

  26. Seminarista Mário,

    Leia o Catecismo da Igreja promulgado pelo Papa João Paulo II. A Pena de Morte não foi abolida nem por Nosso Senhor Jesus Cristo.

  27. “Parágrafo 2267: O ensino tradicional da Igreja não exclui, depois de com provadas cabalmente a
    identidade e a responsabilidade de culpado, o recurso à pena de morte, se essa for a única via
    praticável para defender eficazmente a vida humana contra o agressor injusto.
    Se os meios incruentos bastarem para defender as vidas humanas contra o agressor e
    para proteger a ordem pública e a segurança das pessoas, a autoridade se limitará a esses
    meios, porque correspondem melhor às condições concretas do bem comum e estão mais
    conformes à dignidade da pessoa humana.” (Catecismo da Igreja Católica)

  28. Outra coisa: esse argumento de que “ah, o condenado por a vir se converter…”, não façamos exercícios de futurologia. Você não pode contar com um fato incontigente para colocar em risco a segurança de todo o corpo social é o mesmo que esperar que os “Beira-Mar” da vida se convertam, enquanto comanda o tráfico de dentro das penitenciárias, corrompe a juventude com as drogas…

  29. Os jesuítas não existem mais. São como os dinossauros, foram grandes um dia e hoje, deles, somente se encontram ossadas.

  30. No post, porque melhor não sublinhar no texto do catecismo, “o recurso à pena de morte, se essa for a única via praticável para defender eficazmente a vida humana contra o agressor injusto”. Assim, não há problema com a declaração do Pe. Lombardi.

  31. A Pena de Morte é legítima, sempre foi e sempre será.

    Nosso Senhor Jesus Cristo veio não para mudar a Lei, mas para levá-la à Perfeição. Por isso ele condenou o divórcio e muitas práticas do Antigo Testamento.

    Notem, entretanto, que no que se refere à Pena de Morte, que em sua época era corriqueira, ele nunca se manifestou contrário, nem mesmo deu instruções aos Apóstoolos, que em outros tempos a extinguissem.

    Antes, Nosso Senhor até mesmo apontou em certos momentos a legitimidade deste castigo. Quando ele foi encontrado no Jardim das Oliveiras, é curioso notar que seu apóstolo-chefe carregava uma espada, e espada não é faca ou facão para cortar alimentos e coisas do gênero. Espada é uma arma destinada a ferir.
    E Nosso Senhor jamais censurou a legitima defesa de seus apóstolos. Nem mesmo censurou a Pedro por tê-lo defendido.
    Mas aquela era a Hora Exata de iniciar a Paixão. Era a hora da entrega, não era hora de Nosso Senhor fazer como das outras vezes, e se afastar dos hipócritas que entravam em fúria.

    E Nosso Senhor disse para Pedro “Guarda a tua espada”. Ora, guardar uma arma não é a mesma coisa que mandar se livrar de uma arma. Significa que deve ser guardada por não ser o momento de usá-la. Se Cristo fosse um pacifista liberal, teria mandado destrui-la, para que não fosse mais utilizada por ninguém.

    Contudo, Nosso Senhor disse que não veio para a morte do pecador, mas que o mesmo se convertesse e vivesse… Só que nós sabemos que essa boa intenção de Nosso Senhor não será aplicada pela totalidade dos homens, porque muitos se emendam, mas a maioria degenera cada vez mais, e cai de abismo em abismo até que a morte vêm e o leva para a Inferno.
    Então, deixar o pecador vivo na esperança de sua conversão não significa que o mesmo irá se converter necessariamente, pode acontecer… Mas pode acontecer do pecador ficar ainda mais agarrado em seu pecado.

    E não se deve ignorar que, diante da morte, é mais fácil que os homens, se não movidos de amor, mas temor por sua vida errônea, se convertam. Quantas almas não escapuliram do Inferno no leito de morte, ou diante do patíbulo?

    Morrer, todos nós iremos de uma forma ou de outra. E a Igreja não irá celebrar jamais a morte do pecador, porque antes de ser uma vitória, é uma confissão de derrota aparente, pois não foi para sofrerem a pena capital que os homens foram criados por Deus, mas para serví-lo com amor e boa vontade, coisa que a maioria se furta de fazê-lo.

    Por outro lado, escamotear a verdade é uma mentira, e como mentira, só pode vir do demônio.
    A Igreja admite a Pena de Morte, sim. Sempre admitiu, e nem mesmo o catecismo de João Paulo II pode negar isso frontalmente.
    Outra história é o método de como aplicar a mesma, em que circunstâncias, sob quais tipos de crime, etc.

    Vivemos em mundo liberal, cristãos! Não se esqueçam disto! O horror a qualquer tipo de castigo não tem origem católica, é um fato novo que surgiu no ocidente através dos revolucionários, de Rousseau, de Voltaire etc, que dizem que o homem é bom, que a sociedade é um conjunto de indivíduos, e muitas mentiras mais.

    E não existe contracenso algum em defender as crianças no útero e os criminosos no patíbulo. Simplesmente porque ninguém é culpado por existir, uma criança no útero é um inocente, um homem condenado é um criminoso. Até mesmo o bom ladrão reconheceu isso, e disse ao mau que se calasse, porque era justo que amobs estivessem sofrendo a pena de morte, ao invés de Nosso Senhor, que estava ali por uma injustiça.

  32. Salve Maria.

    Santo Tomás de Aquino, defendia a pena de morte como meio de salvação da alma do condenado, dizendo que tendo a morte como iminente acontecimento, o condenado poderia se arrepender do crime cometido, pedir o perdão pelo seu pecado e alcançar a salvação. A pena de morte tem uma finalidade, não é simplesmente matar por matar.

  33. Os comentários do seminarista ditos acima estão desprovidos de reflexão: 1º. fala em “cristãos e católicos”, ora só se é cristão no sentido correto se se for católico; (è só ler São Pio X);
    2º. O mesmo discorda que a Pena de \morte seja um bem em se mesmo! Nâo pode e não deve pensar assim, pois se a Igreja a defende amparada no seu Ministério milenar, então a mesma é um bem em si mesma; (vários grandes Santos nunca a repudiaram). Claro que se deve ponderar sobre a sua utilização em cada caso, mas nunca repudiá-la! Entre o catecismo anterior e o atual existe uma “digamos” tentativa de minorar seu uso, porem a mesma pode e deve ser usada para o bem da sociedade. Querem com a “teologia do sentimentalismo” criar pré-condições que pelo jeito nunca deverá ser usada. Um traficante recorrente deve ser tratado como? Prende-se e depois o solta e quando já tiver causado mais males as crianças, aos jovens, as famílias é que se deve prende-lo de novo? Desejo ao Seminarista muita Paz em seu caminho , porem lendo São Tomas de Aquino e Santo Agostinho, ou até mesmo os vários Santos que atuaram na Santa Inquisição e se inspire na coragem e inteligência dos mesmos. Dominus Vobiscum.

  34. Mandamentos da Lei de Deus – Antigo Testamento:

    1.
    2.
    3.
    4.
    5. NÃO MATAR.
    6.
    7.
    8.
    9.
    10.

    Mandamentos da Lei de Deus – Novo Testamento:

    1. Amarás o Senhor teu Deus com todas as tuas forças e com toda a tua Alma. E AMARÁS O TEU PRÓXIMO COMO A TI MESMO.

    Catecismo Particular – baseado na Bíblia Católica, segundo interpretação pessoal.

    Será lícito ao homem tirar a vida ao seu semelhante?
    Não, porque é contra a Vontade de Deus, manifestada nos Seus Mandamentos inscritos nos Livros Sagrados da Bíblia.

    Será lícito a Deus tirar a vida ao homem?
    Sim, se fôr essa a Sua Vontade. Deus é o autor da vida e só Ele a pode tirar; e ao homem não é lícito questionar ou pôr em causa a Sua decisão e a Sua Vontade.

    Será lícito ao homem matar em legítima defesa?
    Sim. A vida é um Dom de Deus e ao homem é obrigatório lutar de todas as formas possíveis para preservar a vida, neste caso a sua, ainda que no limite dessa luta não tenha sido possível preservar a vida ao seu agressor.

    Será lícito ao homem o suicídio?
    Não, porque só Deus, que dá a vida, a pode tirar.

    Será lícito ao homem (mulher), provocar o aborto?
    Não, porque ao homem compete defender a vida dos não nascidos até ao limite das suas capacidades, mesmo nos casos de deformação do feto.

    « – Com a medida que medires, serás medido ».

    Este é o meu código Pró-Vida, para Glória de Deus.
    Ponto Final (para mim).

  35. como vc acha que nasce um grupo de extermino?

    Nasce da OMISSÃO do Estado.

  36. É um discurso pé de chinelo, dizer que a pena morte é ir contra o 5º mandamento. Cansei de dar exemplos no Sucessão e é sempre a mesma ladainha: tadinho, pode se converter.

    Vc acha? Leva para a sua casa, retira da sociedade, pq ninguém merece ter o filho ou filha violentado, espancado e morto a pauladas, simplemente pq um psicopata é defendido por católicos transtornados.

    Sei de gente que diz comunga, diz que reza e defende estuprador!!!

    Sou a favor da melhor prisão perpétua: VALA!

  37. Antonio S., gostaria só de corrigir, se você me permite, uma coisa que escreveu.

    Os States não aprovam a pena de morte. Só alguns estados americanos que aprovam a pena capital.

  38. José Costa, meu amigo, e seminarista Mário,
    todos sabem qual é a minha posição neste assunto.

    Alguém disse acima:
    Esta história de “ressocialização” de prisioneiros é historinha inventada por socióilogos modernistas…punição não pode virar dias em um clube.

    Fiquei agora a saber que todo o meu trabalho de anos – na sua grande maioria muito bem sucedido (claro que há sempre os incorrigíveis) foi historinha de modernistas. Trabalhei e trabalho com reclusos e é por isso mesmo que sou totalmente contra a pena de morte.

    E fico muitíssimo feliz que em termos oficiais (n gosto de Lombardi e não me esqueço das tristíssimas figuras que fez a quando do aborto terapêutico), a Igreja esteja verdadeiramente comprometida – não em teoria, mas na prática – contra essa pena bárbara, cruel, monstruosa e desumana.

    Mais valia criarem campos de cultivo, de trabalhos forçados, e obrigarem os criminosos a produzir para os respectivos países. Se a ‘justiça’ é punitiva ao máximo e não restaurativa/reabilitativa, então ponham-nos a trabalhar no duro, mas matar sempre serei contra.

  39. Pois é… É sempre o “meu trabalhinho” que vale e que se dane milênios de anos de árdua especulação filósofica de todos os grandes pensadores de todos os séculos! Que se lasque a face vindicativa do Direito… O que vale é o meu grandioso trabalho… Afinal, o que é a República de Platão, a Lógica de Aristóteles, o Codex de Justiniano, toda a evolução do Direito Canônico, a Suma de Santo Tomás perto dele?

  40. “Minha posição sobre o assunto”

    Esse é o “católico” da Igreja conciliar: opinião pessoal ou um simples achíssimo são coisas que realmente importam.

    O que adiante argumentar com essa gente sobre o que diz a Tradição, ensinamentos dos doutores da Igreja, Catecismo tradicional, enfim, colocar esses argumentos claros a essa gente?

    Sabe, com eles é somente perca de tempo…

  41. « Com a medida que medires, serás medido! »

    Tenho realmente compaixão por certos pontos de vista realmente ‘doentios’ de certos leitores deste site…

    Concordo com a Teresa.

    Já li e sou um apaixonado por S. Tomás de Aquino. Na verdade ele admite que a pena de morte pode ser maneira de o condenado se virar para DEUS.

    Conheço perfeitamente o ensino tradicional da Igreja e o mantenho e aceito completamente.

    Irmãos: a VIDA é dom de DEUS! Deve ser defendida, amada e promovida…
    Contudo, existe uma ‘outra Vida’ para a qual devemos caminhar e ajudar a caminhar: a VIDA ETERNA, que não tem fim, não tem limites; onde só DEUS é!

    Tenho sincera compaixão por comentários tristes deste site… Nunca em momento algum defendi Pe. Lombardi, ele não é nenhum santo; e não me incluo nesse número que defende o aborto e condena a pena de morte..NÃO!

    EU NÃO ACEITO O ABORTO!
    E NÃO ACEITO COMO ‘PENA IDEAL/PERFEITA’ A PENA DE MORTE!

    ACEITO A VIDA…MAS AINDA MAIS A VIDA ETERNA!

    Sinceramente…’na medida que medires, tu mesmo serás medido’:
    “Sou a favor da melhor prisão perpétua: VALA!”, quanto a este comentário não tenho palavras, tenho nojo.

    Assim, meus amigos, não vamos a lado nenhum.
    Não sou tradicionalista..sou tradicional!

    A Paz e a Bênção de DEUS!

  42. Ana Maria você tem razão. O problema é que muitas pessoas tem uma visão limitada do que acontece a sua volta e não consegue discernir sobre os fatos.

  43. “Aquele que matar pela espada, pela espada deve ser morto” (Apoc 13, 10)

    Suponhamos, por absurdo, que dissessem a verdade aqueles que se opõem à pena de morte.

    Então deveríamos dizer o que? Que o livro do Apocalipse não é inspirado pelo Espírito Santo?

    Ou então seríamos obrigados a atribuir a Deus a defesa de uma “pena bárbara, cruel, monstruosa e desumana”.

    A pena de morte é legítima e sempre será. Não é matéria passível de discussão entre católicos. Ou então rasgem a Bíblia e assumam que são livres-pensadores!

    É revoltante ver alguém se opor ao que a Igreja sempre ensinou, e ainda se alegrar com o que diz o clero liberal de nossos dias. E se desfazer do ensinamento de Santo Tomás, do Catecismo Romano, etc.

    O que será que pensam as inocentes vítimas de tantas atrocidades quando vêem a palavra Justiça escrita em minúsculas e entre aspas? Será que não ficam, com toda a razão, revoltadas? E os policiais covardemente assassinados por bandidos? E o pior é que estas pessoas podem ser induzidas a pensar que a Igreja não lhes reconhece o direito de clamar por Justiça, quando há católicos que têm a audácia de fazer parecer, através de sofismas, que a caridade cristã exige a abolição da pena capital.

    Causam um mal enorme à Igreja, ao Estado e a todos os inocentes aqueles que se levantam a defender opiniões pessoais em oposição ao que Igreja sempre ensinou.

    A discussão poderia ir longe, citando os argumentos a favor da pena de morte. Mas acho que a autoridade das Sagradas Escrituras já é suficiente. Ou será que não?

    AMDG,

    Márcio

  44. Nasce da OMISSÃO do Estado.

    na verdade nascem pelo patrocínio do estado. no norte e nordeste era uma praxe. na verdade em quase todo o Brasil. e falo com conhecimento de causa.

  45. Sr. Antonio S., obrigado pela resposta, gosto muito des te site pelo nivel das respostas e das discussões e debates feitos, tenho crescido muito lendo comentarios e post deste site…

    Entendo o que me explicou sobre a pena capítal, mas peço que me explique um pouco melhor pois não ficou completamente claro para mim, quando o catecismo diz que é licito tal ato somente “para defender eficazmente a vida humana contra o agressor injusto”
    se o agressor ja foi afastado da sociedade, por exemplo preso, ele ja não é um perigo eminete para a sociedade logo a pena capital ja não é o “ideal”?

    um grande abraço
    paz e
    salve maria mãe mestra e advogada nossa

  46. Em primeiro lugar, o mandamento “não matarás” protege a vida da alma e lógicamente protegendo esta vida, ela também protegerá a vida do corpo. Creio que este, a meu ver, era o pensamento da inquisição. Assim, o que se deve considerar na sua aplicação pelo Estado, é a competência que ele tem para julgar se uma alma esta morta ou se esta viva. Particularmente eu acredito que somente a Igreja tenha essa competência, logo, a pena de morte sem o juízo da Igreja, pelo menos pra mim, é inaplicável.

    Afirmo que em abstrato, ela é legítima, mas em concreto, pelo menos em nosso país, ela só serviria aos corruptos vermelhos de nosso tempo. Eu particularmente, sou favorável que aja pena de morte para traficantes de drogas. Porque eles a aplicam sem dó e nem piedade a muitos e destroem famílias inteiras. Mas eu não tenho confiança que o Estado brasileiro, tenha condições de aplicá-la conformes os ditames da justiça.

    Fiquem com Deus.

  47. Ah, uma ressalva:

    Eu defendo a Pena de Morte teoricamente, porque ela faz todo o sentido num panorama de Socidedade Justa, e seguidora da Lei Divina.

    Mas no dia de hoje, diante da extrema corrupção e falta de justiça que se vê em toda parte, a pena de morte seria uti8lizada provavelmente como instrumento nas mãos dos detentores do poder, que são sempre homens ruins e que são contrários à Lei de Deus.

    Portnato, creio hoje que a Pena de Morte deve ser evitada não por ser ruim, mas porque o Estado é liberal, o Estado é corrupto, o Estado é anti-cristão, e acabaria por fazer mais vítimas inocentes do que os verdadeiros réus.
    Sem o freio da Caridade e da Prudência, a mão estatal talvez pesasse demais, tornando a mesma pena implacável… Ou os juizes corruptos poderiam enviar desafetos para a morte.
    Talvez fosse melhor prendê-los, amarrar-lhes uma esfera de metal aos pés, e colocá-los para quebrar pedra, mesmo. Mas só por causa das circunstâncias…

  48. Ana Maria,

    O que você comentou é outra verdade que merece ser analisada:

    O Brasil possui Pena de Morte DE FATO. Só que é aplicada pelos bandidos.
    Ficaria a pergunta (ou a tentação): se HÁ pena de morte, não seria melhor ficar nas mãos de quem é de direito?

    Porque a Pena existe sim. Meu pai mesmo passou por ela, e estava indefeso.
    Estava trabalhando. Então vieram os ladrões, roubaram tudo e explodiram a cabeça dele…
    Eles não estavam drogados, não estavam bêbados. Mataram porque fazia parte do esquema.

    Uma ex-colega de trabalho que eu tive já perdeu três familiares em circunstâncias semelhantes. O último foi no ano passado…
    Um vizinho meu foi assassinado pelo outro no meio da rua, à vista de todos, com uma chave de fendas… Está solto, porque é RÉU PRIMÁRIO.

    Aí para compensar a INjustiça, contratam matadores, criam grupos de extermínio… Ou seja: a Pena de Morte passa de usurpador para usurpador.
    Minha defesa não se trata de vingança, mas não é todo homem que está aberto a mudar de vida. Aqui no Brasil já ouvimos casos televisionados de assassinos presos que afirmavam que voltariam a matar quando terminasse a pena…

    E então? Esperar que eles continuem aplicando a Pena de Morte? Até quando os inocentes terão que ficar encarcerados em suas casas, com grades e cadeados, por medo dos justiçeiros que andam nas ruas?

    Se o Estado fosse justo, executando um assassino, certamente não aboliria todos os assassinatos do país, mas preservaria a vida das vítimas que o réu não teve a chance de tirar. Se alguém tem que morrer, que seja o réu, ao invés dos inocentes.

  49. Muita gente usa como argumento que a pena de morte é a única forma de proteger, de defender a sociedade de um agressor, como última hipótese. E é precisamente isto o que afirma o novo catecismo.

    Mas eu pergunto: se o agressor já foi capturado e neutralizado; se já está longe de causar dano à sociedade; se a sociedade já não está em perigo como ele neutralizado, que defesa seria esta? Isto é assassinato premeditado de um ser humano, não justa defesa!

    Justa defesa é, por exemplo, se o policial que persegue um criminoso está prestes a ser agredido/morto e atira primeiro. Isto é defesa.

    Não me importo de ser chamada liberal, modernista, o que quiserem; sou contra, totalmente contra.

    O monstro do assassino, do criminoso, passa a ser a vítima, já repararam? Com essa pena, invertem-se os papéis.

    Para quem lê inglês:
    http://www.catholicmobilizing.org/

    http://www.cacp.org/

    http://www.mvfr.org/

    São Tomás. Estou cansada de ouvir/ler sempre o mesmo argumento. S. Tomás, S. Tomás, S. Tomás!!!

    S. Tomás, o nosso grande gigante da teologia, o nosso Doutor angélico ao qual todos os Papas nos mandam ir, equivocou-se a quando da Imaculada Conceição; escreveu coisas sobre a mulher insustentáveis hoje (de deixar os cabelos em pé, aliás).

    Pelo amor de Deus.

    E Santa Maria Goretti? Vamos colocar santos contra santos agora?

    Houve santos a favor e santos contra – isto é inegável. Agora vamos colocar uns contra os outros?

    O problema aqui é que eu não encaro ‘novidade’, ‘progresso’, como algo necessariamente mau. Pode ser e pode não ser, e neste caso a meu ver não é.

  50. O seminarista Mário tem um pensamento muito semelhante ao meu. Eu ia agora mesmo falar em Tradição e tradições, modernidade e modernismo, Doutrina e doutrinas/ideologias, Tradição e tradicionalismo, progresso e progressismo, mas creio que não vale a pena.

    Se conseguíssemos debater sempre no campo das ideias sem que houvesse ataques pessoais, ainda tentaria; mas como já sei que tal não ocorrerá, acho que não vale a pena.

    As pessoas esquecem-se que S. Tomás trouxe inúmeros progressos à teologia católica, fortemente marcada pelo pensamento agostiniano; que a Igreja (gostem ou não) progrediu sempre – de contrário teria um pensamento isolacionista/sectário de todo contrário à única e verdadeira Igreja, logo incompatível com a sua catolicidade.

    S. Tomás foi também considerado herege, precisamente pela força da convicção com que propunha as suas teses e pela ‘novidade’ que elas traziam consigo!

    Há progresso bom e há tradições más. Dada a situação actual isto é minoria; a maioria, a regra é o progresso ser mau e as tradições boas; mas tradições não são Tradição.

    Se há enormes discussões em temas respeitantes à fé e à moral que jamais deveriam ser tocados por católicos, se há divergências teológicas (e sempre as houve) em temas que eu considero que não deviam ser tocados (como a doação de órgãos, sou totalmente contra mas há até sacerdotes da Tradição a afavor), então pq não podemos discutir saudavelmente a pena de morte, sem rotulagem dos oponentes?

  51. Teresa, normalmente os que se levantaram radicalmente contra a pena de morte, também rejeitaram radicalmente, a pena do inferno, que é uma pena da qual a de morte, é análoga. Você também rejeita a pena do inferno como justa?

  52. Claro que não!

    A analogia, desculpe, não acho que seja válida.

    O que tem uma coisa a ver com a outra?

    O Inferno existe para os que morrem em pecado mortal, pois a misericórdia de Deus não anula a sua justiça, Mas o que isto tem a ver com uma pena que o estado é que decreta?

    Outra coisa: alguém já leu a história de uma alma de Santa Teresinha?

    Nela ela diz algo com que nenhum de nós concordaria: que, dado o amor imenso de Deus, o Inferno estaria vazio.

    Ora se fosse alguém a dizer isto aqui, nestes comentários, seria o quê? Herege!

    Obviamente foi a sua grande bondade que a levou a dizer um tal absurdo (porque isto é absurdo teológico sem tamanho), mas o erro é rotular qualquer pessoa de herege por ter opinião discordante.

    Os comunistas lutam pelos animais, logo nós, anticomunistas, vamos ser contra o bom tratamento dado aos animais; os liberais acabaram com a escravatura, logo nós católicos, por sermos anti-liberais, vamos ser escravocratas?

    Não é pelo facto de uma ideologia má na sua génese e nos seus princípios defender algo certo que nós vamos defender o erro só para estarmos contra eles.

  53. confuso Seminarista Mario,
    Salve Maria.

    Sobre a chance do pecador se arrepender: Isto não se confunde com a pena a ele imposta. O ladrão na cruz foi perdoado por Cristo, mas Nosso Senhor não mandou anjos para salvá-lo e despregá-lo da Cruz.

    O senhor se diz apaixonado por Santo Tomas de Aquino…talvez este seja o problema: É melhor amar o que ele ensina do que se apaixonar, algo que causa empolgação mas falta de ação.

    O senhor alerta sobre isso que o post defende, ser algo construído longe de Roma, portanto, não católico. Se o senhor não quis dizer isso, então, aproveitou o post para “cutucar” desnecessariamente os tradicionalistas, mostrando que o senhor não entende nada da tradição, embora diga que ela o agrade muito. Bom, de qualquer forma, o senhor está a dizer que toos doutores que explicaram muito bem explicadinha a legitimidade da pena de morte, são contra o Papa e contra o Roma. Isto pra mim é orgulho, loucura, confusão ou maldade.

    Eu acho que na verdade o senhor é muito mal formado, faltando-lhe algumas vias básicas de pensamento, e para evidenciar isto eu cito uma frase do senhor que é gritante:

    “Temos o claríssimo exemplo de Santa Maria Madalena: ‘quem não tiver culpa, que atire a primeira pedra’…É CRISTO QUE O DIZ! CARAMBA!”

    Falta-lhe tanto as coisas básicas que o senhor quer comparar o exemplo de Cristo nesta passagem com a condenação à pena de morte defendida pela Santa Igreja.

    1) Na passagem Cristo mostra que não devemos fazer justiça com as próprias mãos, pois isto não cabe a nós. Ou seja, não devemos dar pedrada em ninguém. Temos que perdoar.

    2) Não fazer justiça com as próprias mãos significa necessariamente transmitir este ato a alguém ou algo.

    3) Este Alguém é Deus, Supremo Criador, que, tem Sua Lei continuada pela vinda de Seu Filho ao mundo, que por Sua vez, fundou a Santa Igreja que zela por Sua Lei.

    4) A Igreja, sendo o Corpo de Cristo, tem o dever de defender seu próprio corpo. O Estado se separou da Igreja, a sociedade transferiu ao Estado a manutenção da ordem e de sua vida. Isto é ruim, mas já que aconteceu, qualquer coisa que o Estado faça, que imite as formas de defesa da vida em sociedade que a Igreja praticava, é ótimo.

    Neste caso entra o que o Bruno Santana disse, e com o que concordo: nos dias de hoje, seria instrumento terrível de dominação nas mãos de governos principalmente como o do PT…

    De qualquer forma, quis apenas invalidar sua comparação que foi muito mal feita.

    Um abraço,
    Salve Maria.

    Antonio S.

  54. O pior não são esses argumentos, segundo a “opinião pessoal” dela.

    Mas, muitos católicos realmente ligados a Tradição, que creio que estudam a doutrina, que a elogiam há muito tempo.

  55. Bruno, Anderson e demais Católicos que sabem o que a Doutrina da Igreja diz:

    POstei aqui uns links do meu blogue, mas n aceitaram. De fato as cenas são fortes. Quem quiser ver, pode acessar o Sucessão no marcador PENA DE MORTE.

    É bom que defensor de bandido veja a realidade e cada um deveria se meter com seu País. A realidade do Brasil, n é a mesma do Canadá, por exemplo.

    Sempre vou defender a pena para crimes bárbaros, e pasme, os malas nesses casos confessam, viu!

    Mas esses desequilibrados que defendem bandidos, fazem isso dentro de suas casa na frente do pc, DUVIOOOOOOOOOOO que estariam na frente de um chico picadinho, um champinha(estuprou junto com outros por dias a Liana e mataram Felipe Café).

    Todo defensor de bandido, coloca o aborto na questão para jogar com a nossa consciência e no fundo são burros! É caridade com o mala enfiar uma bala na cabeça e mandar a conta para a família.

    Fico pasma, desse gente, ficar com pena de bandido e N FICAR COM PENA DA FAMILIA DA VITIMA. Pelo amor de Deus!!!

  56. Enquanto a pena do Inferno é aplicada por Deus – é Deus quem julga -; a pena de morte é aplicada por homens, ainda que em nome da autoridade estatal.

    Sr. André,
    nunca pedi ‘votos’ de confiança, nem apoio a ninguém. Defendo com lealdade e transparência os meus posicionamentos, e o facto de alguém discordar de mim não faz dessa pessoa meu inimigo mortal.

    Gosto imenso deste blog, é para mim uma das maiores referências tradicionais, e nem por isso os editores concordam comigo quanto a esta ou outras matérias. Discordâncias não fazem das pessoas bichos nem leprosos.

  57. Bruno, meu marido e eu – na época erámos noivos -já passeamos com bandido de carro e com arma na minha cabeça, por meses fiquei com o gelado do ferro na fronte.

    É um terror tão grande, um pânico sentir-se nos abismo sem nenhuma opção.

    A família da vítima em caso de assassinato, imagina a dor que devem sentir. E ela deve aumentar quando veem catolicos defendendo bandido.

    A coisa é bem assim: eles nos punem e n podemos punir o agressor. Vergonha isso!

    *************
    Pastoral carcerária é outra desgraça. Veja o exemplo do julio lancelloti, e as relações com o bandido que até sabia detalhes do corpo dele. Mas o caso, mais uma vez, a mitra de São Paulo abafou.

    Esse padre humilhou inúmeras vezes a Policia Militar de São Paulo, mas foi pedir ajuda para conter seu amante estelionatário.

    N visito mala na cadeia, n quero e nem posso, se sabem quem são alguns da minha familia, tô morta no ato.

    Bandino coitadinho e bonzinho é bandido morto!

  58. Santa Maria Goretti, ora pro nobis.

  59. Caros,

    Como resta definitivamente esclarecido no Catecismo Romano, a pena de morte em si não é um mal absoluto. Isso porque a vida terrena não é um bem absoluto. O problema, no caso concreto do adultério cometido pela iraniana, é a desproporcionalidade entre o delito e a pena. É precisamente este o ponto, a proporção entre essas duas coisas — delito e pena –, sobre o qual a Igreja sempre prezou tanto em se debruçar e ensinar, nem pesadamente mais nem irenisticamente menos. Torna-se, portanto, duplamente lamentável o pronunciamento modernista e maçônico do padre Lombardi. Esse padre perdeu uma grande chance de cotejar a doutrina da Igreja, num mundo relativista que relativiza vida de inocentes, mas incoerentemente, absolutiza a vida de deliqüentes.

    Sobre a pena de morte em geral, ela é bem cábivel nos casos extraordinários em que o deliqüente, normalmente reincidente, ameaça gravemente, consumando ou não, a vida e/ou a fé de tantas outras pessoas, ou lhes tirando a vida terrena injustamente, ou lhes condenando à morte eterna no inferno entregando-lhes doutrina que diminui grandemente suas chances de salvação. A vida terrena não é um bem absoluto. Quem a põe como um bem absoluto, acaba, mais cedo ou mais tarde, desacreditando no inferno, porque releva a possibilidade de o agressor promover a condenação (e/ou sua própria condenação) ao inferno de almas que teriam outra sorte (ou outra chance) fora de sua interferência ou salvas de seu ato. Até para si, a pena de morte pode poupar alguns agressores de penas ainda mais duras no inferno (sim! há graus diferentes de penas infernais!). Por outro lado, quem desacredita no inferno, acaba elegendo a vida terrena como bem absoluto, o que leva a bizarrices heréticas que acabam, por tabela, a implicitamente condenar a própria história da Igreja, que, abusos tirânicos a parte, defendeu a fé e a vida de milhões legitimamente às custas, sim, da vida terrena de grandes e contumazes hereges.

    É nesses temas “politicamente incorretos” em que vemos até que ponto católicos ditos “amigos da Tradição” o são de fato, ou apenas em certos e convenientes quesitos.

    Santa Maria, rogai por nós,
    Santo Adriano, rogai por nós.

    Antonio

  60. O CATÓLICO LIBERAL É UMA PESSOA DE DUPLA FACE, EM CONTÍNUA CONTRADIÇÃO. QUER MANTER-SE CATÓLICO E, AO MESMO TEMPO, TEM O AFÃ DE AGRADAR AO MUNDO.

    DOM LEFEBVRE

  61. Não acho que esteja em discussão se a vida na terra é um bem absoluto. Obviamente que essa frase comporta muitos matizes. A vida de um doente, preso a uma cama, em constante e indizível sofrimento, não é um bem absoluto, porque ninguém gosta de sofrer; e no entanto é bela, porque é um hino ao sofrimento que purifica e à sacralidade da vida humana inviolável.

    O que está a meu ver em discussão – para mim já não está, porque vou retirar-me de imediato – é se o estado (mormente um estado não católico) tem o direito a tirar a vida de um ser humano, vida que Deus deu e que a meu ver só Deus pode tirar.

    Está em discussão o carácter sagrado e inviolável da vida humana. No limite, esse argumento do bem terreno não ser absoluto (que não é mesmo), podia ser dado por abortistas para justificar a morte do bebé, porque supostamente teria o céu (ou o limbo) à espera.

    A justiça de Deus é isso mesmo: de Deus. Não são os homens, mesmo com autoridade estatal, que podem fazer justiça em nome de Deus.

    E para mim, o mais grave é a falácia repetida ad infinitum da justa defesa. Um ser humano capturado e neutralizado – se essa neutralização não é hoje bem feita há que reformular os sistemas prisionais para que passe a ser bem feita -, um ser humano capturado e neutralizado não pode agredir a sociedade e não constitui perigo para ela. Há que tornar o criminoso inofensivo, sem meios para agredir a sociedade, preservando-lhe a sua vida que tem carácter sagrado e inviolável.

    Eu sou pró-vida sempre.

    E se por acaso for modernista, então houve vários santos que o foram. Outra falácia, colocar santos contra santos, tornando a pena de morte assunto tabu entre católicos.

    Justiça para mim é reeducação, é não desistir do outro, é reabilitação, é restaurativa. Jesus aboliu a lei do olho por olho e dente por dente – que é a noção de justiça proporcional que estão a defender aqui.

    Pena proporcional ao crime, até um certo ponto defendo claro; mas se o crime for matar, o assassino torna-se vítima; e o executor do crime – o estado – torna-se no assassino do assassino. Assassino de assassino, assassino é.

    É a lei da violência, que, sendo um ciclo vicioso, gera mais violência e destruição.

    Graças a Deus que sou transtornada e tudo o mais, porque realmente não gosto de ver o mundo desse modo.

  62. Teresa, me desculpe, mas a analogia é plenamente válida e perfeita: ambas as penas são capitais para crimes capitais, uma para o corpo, separando da sociedade temporal e outra para a alma, separando da sociedade eterna. Trata-se de uma analogia, porque a pena corporal é infinitas vezes menor que a pena eterna, mas também é uma pena capital para CRIMES CAPITAIS. São João, apóstolo, nos ensina que não devemos rezar por aqueles que pecam para a morte. Ora, existem crimes cometidos por pessoas que acarretam morte da alma. Aplicar-lhes a pena capital no corpo, na maioria das vezes, é um mau menor, como tambèm è o reconhecimento de um crime capital. Existem crimes capitais para você?

    Quanto ao argumento:

    “Enquanto a pena do Inferno é aplicada por Deus – é Deus quem julga -; a pena de morte é aplicada por homens, ainda que em nome da autoridade estatal.”

    Nosso Senhor diz que quem morre pela espada, pela espada perecerá e São Paulo defendi a pena de morte em Romanos 13: o princípe porta a espada para exercer a irá contra aquele que age mal, é um ministro de Deus. Ora, São Paulo defende a pena de morte aplicada pelo império pagão, onde até mesmo o princípe pode servir a Deus, em certo sentido. Neste mesmo sentido, o Estado moderno pode servir a Deus, aliás tudo de um certo modo serve a seu propósito soberano (uma folha não cai de uma árvore que não seja pela sua vontade). Espanta me no entanto que você pelo seu amor ao homem, pretenda invalidar a palavra de Deus!

    Quanto a Santa Teresinha, evidentemente ela não era uma herege, mas no entanto a opinião que ela expressou, era herética. No caso ela nem deveria saber o juízo da Igreja a respeito da pena. A heresia constitui em abandonar o juízo da Igreja, por outro juízo particular. Ninguém aqui esta chamando ninguém de herege.

    Fique com Deus.

    Abraço

  63. Para a Teresa:

    Romanos, 13
    1. Cada qual seja submisso às autoridades constituídas, porque não há autoridade que não venha de Deus; as que existem foram instituídas por Deus.
    2. Assim, aquele que resiste à autoridade, opõe-se à ordem estabelecida por Deus; e os que a ela se opõem, atraem sobre si a condenação.
    3. Em verdade, as autoridades inspiram temor, não porém a quem pratica o bem, e sim a quem faz o mal! Queres não ter o que temer a autoridade? Faze o bem e terás o seu louvor.
    4. Porque ela é instrumento de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, porque não é sem razão que leva a espada: é ministro de Deus, para fazer justiça e para exercer a ira contra aquele que pratica o mal.
    5. Portanto, é necessário submeter-se, não somente por temor do castigo, mas também por dever de consciência.
    6. É também por essa razão que pagais os impostos, pois os magistrados são ministros de Deus, quando exercem pontualmente esse ofício.

  64. O discurso da Teresa, lembra aquele discurso dos direitos humanos no Brasil, que protegem o bandido e criminalizam os policiais. Sem nenhuma distinção da vida biológica para a vida da alma, ela afirma:

    “Está em discussão o carácter sagrado e inviolável da vida humana.”

    Em que consiste esse caràter sagrado e inviolàvel da vida humana, se pesa sobre esta vida humana, a ameaça do fogo do inferno?

    Continua a Teresa:

    “No limite, esse argumento do bem terreno não ser absoluto (que não é mesmo), podia ser dado por abortistas para justificar a morte do bebé, porque supostamente teria o céu (ou o limbo) à espera.”

    Veja a perfeita coerência da analogia entre a pena capital e a pena do inferno, na questão do aborto e do limbo. Mas e você Teresa, ainda acredita na existência do Limbo, ou mudou de idéia pelos seus ideais humanitários?

  65. Se o Bataman matasse o Corínga ao invés de o prender 700 vezes no asilo de Arkham, muitas vidas teriam sido salvas.

  66. Obviamente sou favorável à existência do limbo.

    Amar o próximo como a mim mesma não significa ser nada do que parece que sou; significa que eu, se tivesse um particular momento de trevas e do Demónio, gostaria que alguém me ajudasse e não me empurrasse ladeira abaixo dos corredores da morte.

    Então, o que desejo para mim, desejo para o meu próximo. Seja ele quem for.

    Amo a humanidade sim; abaixo de Deus e por amor a Deus. O amor ao homem tem de estar sempre ordenado ao amor a Deus; e os direitos do homem só o são se não contradizem os direitos de Deus.

    Ora, criar estruturas socio-económicas para que ninguém seja condenado à morte, não me parece que contradiga em algo os direitos sagrados de Deus ou da Igreja.

    Pelo contrário, andar a dar passaportes para a morte, atirar pedras, legitimar a barbárie, é que me parece de todo contrário ao que Jesus nos veio ensinar.

    Acho que o perdão, o amor (já sei que me vão chamar sentimentalista, mas falo em amor em sentido amplo e sério), a bondade, a misericórdia e sobretudo a reconciliação são muito mais conformes ao espírito do Evangelho.

    Vejam aqueles sites que dei acima, um deles pesa mais do que estes argumentos todos: é feito por uma esmagadora maioria de familiares de vítimas!!!

    Famílias de vítimas pela reconciliação e pela abolição da pena, isso deveria fazer-nos pensar.

    Por que é que tudo o que é tradicional tem de estar obrigatoriamente certo, tendo-se por base o único argumento de que é tradicional?

  67. A mentalidade revolucionária é uma desgraça…já já vamos ver gente rasgando a Bíblia por que esta diz coisas “inconvenientes”… Misericórdia!

    “É revoltante ver alguém se opor ao que a Igreja sempre ensinou, e ainda se alegrar com o que diz o clero liberal de nossos dias. E se desfazer do ensinamento de Santo Tomás, do Catecismo Romano, etc.” (2)

  68. Caro Gederson ,

    A Teresa, assim como o Padre Lombardi, também segue o seu próprio catecismo, não merece nenhuma atenção..

  69. Para quem aceita o magistério dos Papas, a encíclica Evangelium Vitae é posterior ao novo catecismo e, segundo Bento XVI, encerra a questão que havia ficado em aberto no catecismo.

    Nem sequer estou a dizer se concordo, estou só a reproduzir algo que é um facto.

    Encíclica é o documento magisterial de maior peso; a Evangelium Vitae, clara e solenemente condenatória da pena, é posterior ao Catecismo; mas para mim ainda vale mais o facto do Papa Bento se ter expressado claramente (infelizmente n lembro onde, estou cansada de procurar e n acho) no sentido desta encíclica ter encerrado a questão.

    Claro que, para todos os que acharem que n podemos seguir um pingo do que diz o magistério actual, esta, tal como outras, é de valor nulo.

  70. Outra coisa, e aqui devo discordar do ilustre editor do blog rsrs:
    o padre Lombardi não disse nada que o Papa Bento não tenha dito antes. Logo, diferentemente da repugnante questão do aborto terapêutico, o padre trapalhão e que costuma errar não disse nada que o Papa não subscrevesse.

    Ou seja, teoricamente, a pena de morte está lá no Catecismo; mas na prática, em termos oficiais, a Igreja muito se empenha na sua abolição total e definitiva.

  71. De resto, não sei quem possa ser menos levado a sério: se quem apresenta argumentos a favor da não aplicabilidade de uma pena que considera injusta e desumana, ou quem sustenta que a irmã Lúcia era uma impostora, dando crédito a teorias da conspiração.

    Pormenores…

  72. Teresa, você esta próxima do progressismo que tanto combate. Daqui a pouco vai defender como Padre Henri Boullard, que a teologia de Santo Tomás, não é uma teologia válida, por não ser atual. É vergnonhoso de sua parte levantar dúvidas a respeito de Santo Tomás, por supostos erros na definição da doutrina da imaculada conceição ou sobre o que ele supostamente tenha dito a respeito das mulheres. Conhecendo Santo Tomás, o mais certo, é que você esteja errada.

    Quanto ao argumento:

    “…significa que eu, se tivesse um particular momento de trevas e do Demónio, gostaria que alguém me ajudasse e não me empurrasse ladeira abaixo dos corredores da morte.”

    A maioria dos crimes capitais que supõe a pena capital, não são apenas momentos de trevas. Mas como discutir com alguém que reduz a questão a um momento de trevas e do Demônio, sendo que quem comete o crime, é o homem e não o demônio. Isso já é argumento de protestante que acha que tudo que é feito de mal, é culpa do demônio…

    Continua:

    “Ora, criar estruturas socio-económicas para que ninguém seja condenado à morte, não me parece que contradiga em algo os direitos sagrados de Deus ou da Igreja.”

    Ricos não cometem crimes bárbaros, só pobres? Como entender a pobreza, virtude evangèlica, com uma mentalidade esquerdista dessas?

    “Pelo contrário, andar a dar passaportes para a morte, atirar pedras, legitimar a barbárie, é que me parece de todo contrário ao que Jesus nos veio ensinar.”

    Quando nosso Senhor diz que “Aquele que morre pela espada, pela espada perecerà”, esta legitimando todas essas coisas?

    Não há o que argumentar com você Teresa, pois apresenta sentimentos, não apresenta razões plausíveis para fundamentar seus argumentos. Além é claro de tornar sua opinião, como uma regra que não admite exceções, não é atoa que os romanos diziam que a suprema justiça, é a suma injustiça. Em minha cidade no Brasil, um marginal matou a amiga de um amigo meu e o marginal foi morto por um policial. Resultado, o policial se ferrou e o Deputado da comissão dos direitos humanos, foi no enterro, do marginal.

  73. “Por que é que tudo o que é tradicional tem de estar obrigatoriamente certo, tendo-se por base o único argumento de que é tradicional?”

    Eis o espírito que animou o Concílio Vaticano II!!!

  74. Infelizmente não achei em português, mas no original em italiano seria uma desgraça para alguns aqui, portanto vai a versãoe spanhola que é o mais próximo do português que consegui encontrar para facilitar a vida a quem não fala outros idiomas.

    São dez partes, só coloco a primeira – muito bom para edificação espiritual e para inspirar nobres sentimentos, sobretudo a nós mulheres, tão propensas a eles:

    Quando vejo mulheres em tudo masculinizadas (agressivas como os homens e sem delicadeza tipicamente própria da feminilidade), assusto-me!

  75. Dona Tereza,
    Salve Maria!

    “Mas eu pergunto: se o agressor já foi capturado e neutralizado; se já está longe de causar dano à sociedade; se a sociedade já não está em perigo como ele neutralizado, que defesa seria esta? Isto é assassinato premeditado de um ser humano, não justa defesa!”

    Esta frase não faz sentido…

    O que a senhore propõe, é a mesma coisa que, dizer que: Por exemplo, quando alguem rouba um boi, ele precisa pagar um boi e mais um novilho de pena. Mas como a maioria das pessoas que roubam não tem como pagar o boi, elas ficam impedidas de comprar qualquer outra coisa na vida dela até pagar a dívida…mas, jamais terá condições, portanto nunca mais poderá comprar nada da vida. Como isto é uma “judiação” com o ladrão de bois, vamos diminuir a pena para um punhado de feijão.

    Ou seja, a senhora propõe uma redução de pena baseada em atitudes de quem que ainda nem existe, ou seja, o réu. Não entendeu?
    Explico-me: Baseada na informação de que A MAIORIA de ladrões de boi sejam miseráveis, a senhora quer que a pena seja diminuida…ora ,isso é incentivo ao roubo de bois!

    Ou seja, a senhora acha que todos se arrependem, ou, que todos tem esta chance. Ora, se alguém se preocupa mesmo em se arrepender, ele vai andando para a cadeira elétrica com o maior motivo do mundo de se arrepender, exatamente como ladrão da Cruz. Agora, somente porque é muito, muito, muito cruel a pena de morte, afinal, tira a vida do homícida, você acha que a pena deve ser diminuida…para que ele troque um estupro, chacina, por 20 anos de prisão! Puxa que coisa justa não é???

    A senhora acha que o ladrão vai se arrepender, e por isso, merece voltar às ruas daqui a 30 anos…basear a decisão de uma pena em algo que não temos a menor noção se vai acontecer é no mínimo uma piada…

    É a mesma coisa que dizer: Olha, o senhor se quiser, pode fazer mais compras mesmo que seu nome esteja no SPC, pois sabemos que o senhor irá pagá-las daqui a 12 anos. (!!!!!!)

    Ou: Claro senhor, o ano novo nem começou mas aqui está o seu bônus do fim do próximo ano por ter atingido suas metas! Parabens!

    Por isso o comentário do A.Neto sobre o Batman pode parecer um deboche, mas tem um fundo bem verdadeiro…

    ========================================

    Outra frase da senhora:

    “Ou seja, teoricamente, a pena de morte está lá no Catecismo; mas na prática, em termos oficiais, a Igreja muito se empenha na sua abolição total e definitiva.”

    A senhora está dizendo que a Igreja é hipócrita(???), pois na prática realiza(pensa) coisas diferentes do que está em seu Catecismo? Veja, a senhora está bem enganada, esta se confundindo de ‘i’greja…quem pode fazer coisas pela “abolição total e definitiva” não é a Igreja, mas sim pessoas que fazem parte dela, que não possuem zelo pelo Catecismo. Portanto não confunda as pessoas…e inclusive, até mesmo o Papa pode fazer coisas contrarias ao Catecismo…não tenha as ações do Papa como selos daquilo que a Igreja faz e pensa…

    E o que a senhora quis dizer que “em termos oficiais” faz coisas diferentes do catecismo? O Catecismo da Igreja é extraoficial? A senhora está confusa…

    E se por alguma manobra, fosse tirada qualquer coisa legitima do Catecismo ( o que é bem possivel dada a conjuntura atual), tal coisa não deixaria de ser boa e verdadeira, e legítima diante de Deus…

    Att,

    Antonio S.

  76. « JESUS, MANSO E HUMILDE DE CORAÇÃO, FAZEI O NOSSO CORAÇÃO SEMELHANTE AO VOSSO »

  77. “Encíclica é o documento magisterial de maior peso”

    KKKKKKKKKKKKKKKKKK

    Piada, né?!

    Pois é todas as Encíclicas anteriores no sentido contrário onde ficam?

    O Magistério é uma forma de REVELAÇÃO.

    Deus é o autor da REVELAÇÃO.

    Deus NÃO PODE SE CONTRADIZER.

    Logo, o MAGISTÉRIO NÃO PODE SE CONTRADIZER.

    Donde é evidente. Que duas vias são possíveis

    1. Deus errou ou mentiu;
    2. Um dos “Magistérios” é inválido, ou seja, não vem de Deus. Não é realmente “Magistério”

    O enunciado 1 é por si absurdo.

    Então, resta saber qual “Magistério”é de fato “Magistério”: o de todos os séculos, ou de 1962 em diante…

    Fico com “quod ubique, quod semper, quod ab omnibus”. E não com o Sr. Seminarista, Dona Teresa, Cardeal Ratzinger e Cia!

    (…)
    Bento XVI, então Cardeal/Padre Ratzinger também negou a existência do Limbo, destruiu o Credo artigo por artigo e outras coisas mais como essa proferida em 25 de junho de 2008:

    “Também a natureza humana de Cristo tinha esta tendência em si mesma,as superou-a porque Jesus viu que o ‘não’ não é o máximo da liberdade”.

    Fonte: http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/audiences/2008/documents/hf_ben-xvi_aud_20080625_sp.html
    Se for para seguir a autoridade do Cardeal Ratzinger no caso citado, porque não seguir aqui também?
    P.S. A Igreja condenou a escravidão antes dos liberais.
    P.S2. Os comunistas (quem faz isso são os ecologistas, alguns comunas podem fazer também, mas só por bandeira política…) não defendem os animais, e, ademais eles (animais e comunistas rsrs) não têm Direitos!
    P.S3. Quanto Santo Tomás tratou da Imaculada Conceição o Dogma não havia sido proclamado, portanto havia certa “liberdade” e ele naturalmente podia errar; ao contrário dos que escrevem aqui que querem impugnar uma doutrina de sempre.Portanto Santo Tomás, ao contrário dos moços que postam até para errar acerta.

    P.S4. O Sr. Ricardo está coberto de razão! Faço minhas as suas palavras!

    P.S5 Imaginem se a Dilma tivesse sido condenada à pena capital por seus crimes no passado, que bom seria isso para o Brasil e para o Mundo!

  78. Só me tirem uma dúvida quem é que decide que o recurso à pena de morte é a única via
    praticável para defender eficazmente a vida humana contra o agressor injusto?

    Isso é muito relativo, qualquer um pode questionar, e sempre exisitirá argumento sobre outras vias praticáveis para defender eficazmente a vida humana.

    Ou seja a pena de morte só será aceita se não tivermos mais penas que possam evitar que agressores atentem contra a vida humana.

  79. Teresa, por favor, é possível uma “evolução” no MAGISTÉRIO EXTRAORDINÁRIO!?!?! Veja isso: https://fratresinunum.com/2009/01/20/felipe-aquino-e-contra-a-pena-de-morte-lutero-tambem-era/

    Contudo, o Magistério da Igreja (e não apenas Santo Tomás), ao longo de sua história, pronunciou-se de maneira contundente a respeito.
    Com efeito, a Bula Exsurge Domine, do Papa São Leão X , ao condenar os erros de heresiarca Martinho Lutero (portanto, não apenas na Idade Média), listou a seguinte proposição que, entre outros erros, ‹‹ são ou heréticos, falsos, escandalosos, ou ofensivos ao ouvidos piedosos, assim como sedutores das mentes simples, originando-se de falsos intérpretes da fé que em sua orgulhosa curiosidade almejam a glória do mundo, e contrários ao ensinamento dos Apóstolos, desejam ser mais sábios do que poderiam ser ›› :
    ‹‹ É contra o desejo do Espírito Santo que heréticos sejam queimados. ››

  80. Gederson,
    Não é justo atacar onde mais dói: progressista não!!! Rsrsrss

    Tenho horror aos progressistas.

    Tudo menos isto.

    Já lhe disse que houve santos (não querendo comparar, muito longe disso claro, naturalmente) que foram contra. Tais pessoas não foram progressistas.

    Também já entendi que debates são pouco produtivos (tive um no meu blog com mais de 125 comentários e ninguém mudou de posição, nem para um lado nem para o outro).

    O magistério aprofunda-se e enriquece-se. Cfr. Exemplo da tortura e do Papa Inocêncio III, só para citar um exemplo mais chocante.

    A pena de morte aplicada aos hereges era aplicada pela Igreja. A aplicada aos criminosos é aplicada pelo estado. Para mim, é muito diferente.

    Além disso, a Igreja deixou de aplicar essa pena (muitíssimo antes do Vaticano II).

    Não ajuda muito invocar isso do espírito de esquerda e tal. Admito que possa concordar com algumas coisas que os malditos progressistas defendem, mas isso independe deles. Fundamento-me no Evangelho e não na ideologia anticristã deles.

    Já discuti este assunto com sacerdotes da Tradição e nenhum deles me disse que incorria em erro liberal. Este tipo de divergências existem no seio da Tradição (vejam o exemplo do amigo José Costa, fiel da FSSPX e que vai muito mais à Fraternidade do que eu, por estar mais perto do priorado).

    Agora, isto é que eu queria que me respondessem com sinceridade, mais que não seja para eu sair desta ideia: foram ou não foram os liberais quem aboliu a escravatura?

    A Igreja condenou, é certo; mas foi a Igreja que exerceu influência para que ela fosse abolida? Ou, pelo contrário, a Igreja não tinha força nem poder para isso, por mais que condenasse (e condenou muito), sendo por ideal dos abolicionistas (liberais) que tal foi conseguido?

    Agora só porque uma coisa advém deles está automaticamente errada?

    Não me entra. Desculpem.

    Hoje em dia, a aplicação da pena de morte, a meu ver, é coisa monstruosa. Não precisamos diso, há meios mais eficazes de combate à criminalidade.

    E há católicos, muito piedosos, abolicionistas. Não acho que sejamos todos hereges/progressistas, isso é injusto!

    Como disse, houve santos até humanistas – São Francisco de Sales foi um grande humanista (no bom sentido do termo, como é óbvio). Ser contra a aplicabilidade da pena de morte não é ser progressista – não me importo com rótulos, mas esse não rsrsss. Os progressistas no meu país são os pseudo-católicos mais heréticos e repugnantes que há – n me incluam nessa caterva!

    São os piores inimigos da fé, que me repugnam, que são repulsivos a qualquer espírito católico.

    Ser contra a pena – pelo menos na situação actual, vá lá – não lesa em nada a Igreja, a sua fé e moral. E salva vidas.

  81. O ensino tradicional da Igreja não exclui, depois de comprovadas cabalmente a identidade e a responsabilidade de culpado, o recurso à pena de morte, se essa for a única via praticável para defender eficazmente a vida humana contra o agressor injusto.

    Agora, seria necessário provar-se em que situações actuais seria necessário matar para defender a vida humana, a não ser em legítima defesa pessoal (que eu não aplicaria, mas que não posso obrigar ninguém a fazer o mesmo).

    Fora da legítima defesa pessoal, pena de morte actualmente é assassinato premeditado, haja vista que há meios de defesa da sociedade que neutralizam o criminoso sem necessidade de matá-lo.

    Prefiro errar por excesso de misericórdia – sentimentalismo, o que queiram chamar (evidentemente não penso desse modo) do que errar por crueldade e dureza de coração.

    Como dizia o José Costa:
    Jesus, manso e humilde de coração, fazei o meu coração semelhante ao vosso!

    Justo juíz e Rei de misericórdia, tende piedade de nós!!

  82. À papisa Teresa,

    Oh sim, claro, teorias da conspiração!! Já que não consegue refutar, a solução é mesmo berrar! Imagino que tenha achado por aí alguém que tenha bons argumentos para contesta-la, pois do contrário ficará mais do mesmo.. Mas o que será pior? Defender uma teoria baseada em fatos ou defender opiniões modernistas que não tem fundamento algum a não ser no próprio modernismo?

  83. Teresa,
    De vez em quando apareço em seu blog, costumo ver seus textos ora de desabafo, ora até mesmo cômicos, ora sérios, ora piedosos, ora edificantes, ora espinhosos.

    Suas posições em relação aos grupos fora da FSSPX, por exemplo, são muito próximas à minha. Quando se fala depois em algum ecumenismo entre neo-conservadores, aí já não tenho a mesma facilidade de adesão, porque os princípios parecem ser tocados de alguma maneira, visto que os mesmos aceitam e defendem o que tradicionalistas não podem em sá consciência aceitar.

    Mas este tema sobre a legitimidade da Pena de Morte, penso que é onde nos separamos.

    Se se admite que a Pena de Morte é legítima, então ela é necessariamente boa em si mesma.
    E sendo boa, pode ser aplicada.
    Teoricamente, não há dúvidas disso.

    Do ponto de vista prático, para que esta medida extrema, porém legítima e boa possa ser aplicada de fato, aí haveria que se considerar todo o panorama social.
    Há que se considerar que vivemos em dias piores do que os que antecederam a Encarnação do Verbo!
    Não se trata de apostasia pontual, mas no geral, todas as nações estão regidas por leis anti-naturais e anticristãs.

    O tempo da Lei de Talião era um tempo de excesso de justiça, que caia no desvio da implacabilidade. Hoje é o inverso: é a falta de justiça que leva à moleza, e somada a um trabalho paciente de liberalismo, que deformou uma mentalidade cristã por séculos de investidas, e que ainda não chegou ao termo final!

    O que você diz sobre não ser contrário ao que fazem os comunistas, liberais, maçons, etc, apenas pelo fato de contrariá-los é correto, porque não existe mau absoluto, e em alguma coisa eles acertam.

    Mas Teresa, pondere: não seria melhor estudar mais a questão? Pois o tema a favor da Pena de Morte tem respaldo muito maior nos escritos dos Pontífices, dos doutores da Igreja e da própria Sagrada Escritura do que os contrários à mesma pena, que são muito poucos, pontuais, e se considerarmos após o Vaticano II, passíveis de serem vistos com desconfiança…

    A não-consideração de Santo Tomás, mas também a de outros doutores, e principalmente dos dizeres de N. Senhor e dos Apóstolos não seria uma forma de orgulho? Veja que muitas das práticas duras do Antigo Testamento se davam em virtude da dureza dos corações dos hebreus, segundo disse N. Senhor. E ele mesmo fez o que você e todos nós esperamos: foi benevolente com a mulher adúltera, sendo para ela a tábua de salvação que a livrou de ser lapidada, perecendo horrivelmente… Mas Jesus Cristo não combateu o ato dos judeus. Ele combateu a hipocrisia que estava no coração de cada um, que levantava a mão para fazer justiça, e por dentro estavam tão merecedores de castigo quanto a adultera.

    Deus deseja mais a nossa salvação do que nós mesmos. Mas não existe em toda a Sagrada Escritura sequer uma situação onde se dá a entender que a Pena de Morte seria ruim em si mesma, ou devesse ser extinta no futuro…

    Talvez, Teresa, por você ser uma pessoa que deseja se elevar a Deus, seja mais difícil compreender que existem pessoas que resistem muito mais à Graça divina, e rejeitam o caminho da conversão.

    Creia, Teresa! A melhor maneira de salvar todos os homens foi a de Deus Pai, que deu o Filho em Sacrifício… E mesmo assim o Sacrifício não foi aproveitado por todos!

    Devemos desejar que os criminosos se emendem, mas nem todo criminoso deseja isso para si próprio, Teresa…

    Eu não concordaria com a aplicação da Pena de Morte num país corrupto como o meu, mas não por causa da pena, mas por causa dos executores. Eu é que não sou doido de me distanciar de Santo Tomás e dos demais doutores, papas, e da Sagrada Escritura…

  84. Sr Clauber,

    Ninguém iniciou o debate sobre qual é a maneira certa de aplicação da pena de morte. Até agora, falamos apenas do fato da pena de morte ser ou não legítima.

    Sendo ela legítima, o que é provado racionalmente sem nem precisar de muita profundidade, há de haver algum momento em que ela possa ser aplicada.

    Att,

    Antonio S.

  85. Gederson, dois casos bons para pena de morte vindos de poliglotas kkkkkkkkkkk

    Suzane Richthofen:
    http://www.abril.com.br/suzane_richthofen/

    *********************************

    Alexandre e Anna Jatobá:
    http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,confira-o-historico-do-caso-de-isabella-nardoni,527680,0.htm

    *********************************

  86. « – Eu vim para que tenham VIDA e A tenham em abundância… »

    « – Eu Sou o Caminho, a Verdade e a VIDA… »

    « – Embaínha (guarda) a tua espada. Quem pela espada mata, pela espada deve morrer »

    Isto é:
    Quem provoca a morte ao seu semelhante, também Deus lhe dará a morte no “Suplício Eterno”. A vingança é um Direito de Deus (Único Juiz) e não do homem, a Sua criatura.

    « – Não podeis servir a dois senhores… »

    Ao escolhermos um Senhor, teremos que rejeitar o outro.
    Ao escolhermos seguir Cristo, quer dizer: acreditamos que Ele veio dar VIDA, curando os paralíticos, os leprosos, os endemoninhados, dar vista aos cegos, dar ouvidos aos surdos, dar voz aos mudos. Ele não veio fazer o contrário disto.
    Ele não veio, nem por ódio nem por vingança de Deus. Ele não veio para matar os ladrões e os criminosos.
    Ele não veio para condenar:

    « – Quem não cometeu pecados, atire a primeira pedra… Filha, ninguém te condenou? Também Eu não te condeno. Vai em paz (arrependida) e NÃO TORNES A PECAR.

    Qual de nós Católicos, terá então coragem para CARREGAR NO BOTÃO DA CADEIRA ELÉCTRICA?
    Qual de nós Católicos, terá então coragem para PEGAR NUM MACHADO E CORTAR A CABEÇA ao nosso semelhante, mesmo que ele seja um criminoso?
    Qual de nós Católicos, terá então coragem para CARREGAR NO GATILHO DE UMA ARMA contra outrem, sem ser em legítima defesa?

    Deixamos “essa coragem” ao Estado, limpando as mãos como Pilatos?
    E onde estará Pilatos, agora? Ninguém sabe ao certo? Vale a pena correr o risco, agindo como ele?

    Não é preferível “correr o risco” de Santa Maria Goretti, que quando sentiu o punhal nas costas as suas primeiras palavras foram:
    « – Há, já me mataste, assim Deus também te vai matar ».
    E que fez ela até morrer? Rezou pelo arrependimento e Salvação do seu assassino e não pela sua morte.
    Aquele punhal não lhe deu dor material, mas espiritual. Sofria sim, mas por causa do destino da Alma do seu agressor. A isto eu chamo AMOR PURO.

    Isto sim, é ser CATÒLICO. Rezar pela cura e não pela morte. Desejar o arrependimento e não a condenação.

    « – Quem está limpo de Pecado, É UM MENTIROSO »

    Aquele que “atirar a primeira pedra” e o fizer por vingança, já rejeitou um Senhor. Cristo não foi vingativo.
    Aquele que “atirar a primeira pedra” e o fizer por ódio, já rejeitou um Senhor. Cristo não odiou ninguém, pelo contrário, ele amou-nos ao extremo, deixando-se levar como Cordeiro ao matadouro, para que “todos” sejamos salvos (embora saibamos que apenas “muitos” se salvarão).

    Escolher tirar a Vida por ódio ou vingança já escolheu o Anti-Cristo (aquele que se opõe aos ensinamentos de Cristo).

    « – NÃO PODEIS SERVIR A DOIS SENHORES ».

    É preciso seguir Um e, consequentemente, rejeitar o outro.
    Também eu não estou a condenar ninguém. Cada um é livre de seguir as suas convicções. Estas são as minhas.

    « – NÃO MATARÁS ».

    Deus Julgará. Ele sim, Julgará com Verdadeira JUSTIÇA.
    Só Ele conhece toda a história da nossa vida e os seus atenuantes.

    Que o Espírito Santo, que é o AMOR PURO entre o Pai e o Filho, nos ilumine, a TODOS.

  87. Senhor Bruno Santana, com todo respeito, o senhor não a conhece.

    Pergunte a essa senhora qual a “opinião” dela sobre a “Casti connubii” de Pio XI, por exemplo.

    Ela não tem nada de tradicional, acredite, usa os meios tradicionais para semeia somente joio.

  88. Nem a propósito, saiu hoje no evangelho quotidiano:

    Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso.
    Comentário ao Evangelho do dia feito por
    Santo Isaac, o Sírio (séc. VII), monge perto de Mossul
    Discursos ascéticos, 1.ª série, n.º 81 (a partir da trad. AELF; cf trad. Touraille, DDB 1981, p. 395)

    «Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso»

    Não procures distinguir o homem digno do que não o é. Que a teus olhos todos os homens sejam iguais para os amares e os servires da mesma forma. Poderás assim levá-los a todos ao bem. Não partilhou o Senhor a mesa dos publicanos e das mulheres de má vida, sem afastar de Si os indignos? Do mesmo modo, concederás tu benefícios iguais e honras iguais ao infiel, ao assassino, tanto mais que também ele é teu irmão, pois participa da única natureza humana. Aqui está, meu filho, um mandamento que te dou: que a misericórdia pese sempre mais na tua balança, até ao momento em que sentires em ti a misericórdia que Deus tem para com o Mundo.

    Quando percebe o homem que atingiu a pureza do coração? Quando considerar que todos os homens são bons, e nem um lhe apareça impuro e maculado. Então, em verdade ele é puro de coração (Mt 5, 8) […].

    O que é esta pureza? Em poucas palavras, é a misericórdia do coração para com o universo inteiro. E o que é a misericórdia do coração? É a chama que o inflama por toda a criação, pelos homens, pelos pássaros, pelos animais, pelos demónios, por todo o ser criado. Quando o homem pensa neles, quando os olha, sente os olhos encherem-se das lágrimas de uma profunda, uma intensa piedade que lhe aperta o coração, e que o torna incapaz de ouvir, de ver, de tolerar o erro ou a aflição, mesmo ínfimos, sofridos pelas criaturas. É por isso que, numa oração acompanhada por lágrimas, devemos sempre pedir tanto pelos seres desprovidos de fala como pelos inimigos da verdade, como ainda pelos que a maltratam, para que sejam salvos e purificados. No coração do homem nasce uma compaixão imensa e sem limites, à imagem de Deus.

    Sem palavras!

  89. José,
    não tenha cuidado com o que escreve que daí a nadinha estão alguns a dizer que é um alter-ego meu. rsrs

    Muito boas as suas colocações!!

    Acho que o espírito de Jesus anda muito esquecido.

    São Tomás viveu noutra época, o catecismo romano foi escrito há 500 anos! Há que distinguir o irrenunciável, o «doutrinal» imutável e eterno; do acessório e que é passível de mudança.

    Já sei que vou ser acusada de modernismo, mas a Igreja sempre se adaptou às diversas realidades das diferentes épocas. O mau da adaptação actual é isso mesmo: não foi uma adaptação, foi uma revolução; uma total ruptura com algo irrenunciável e essencial à fé.

    Ou seja, adaptações no que não é essencial e não toca os direitos de Deus e da Igreja, são sempre possíveis; revoluções nos princípios, naquilo que é irrenunciável e que toca os direitos da Igreja (e foi isto que foi feito com o ecumenismo, a colegialidade e a liberdade religiosa do v2) são impensáveis.

    Eu não abracei o Vaticano II e não engoli goela abaixo a protestantizada missa nova, como alguns aqui poderão eventualmente estar a pensar. Combato os mesmos erros que sempre combati.

    Mas não julgo que absolutamente tudo o que veio do pós Concílio, mormente o magistério papal, deva ser rejeitado. De contrário, já não temos Igreja Católica, e o Papa é um antiPapa. Papa sem magistério não existe.

  90. Gederson e Ricardo
    Santa Teresinha do Menino Jesus, Santa Rosa de Lima (esta manifestou-se mesmo com palavras claríssimas contra a pena de morte) e Santa Maria Goretti, foram modernistas/progressistas?

    Santa Teresinha rezava pelos presos e desejava que não fossem executados; Santa Goretti deu o maior exemplo de amor que alguém pode dar (ela não esteve com uma arma apontada à cabeça, ela foi apunhalada até à morte e era para ser violada) e Santa Rosa de Lima falou claramente contra a pena de morte (cf. Escritos auto-biográficos, edições esfera dos livros, página 145).

    Podemos discordar, mas acusar os outros de heresia modernista também não me parece justo.

    Ninguém gosta de ser chamado de modernista/progressista!!

    Querer imitar os santos, sempre o mais perfeito, não é vergonha nenhuma. Muito menos pecado!

  91. Adoraria ver florzinhas e ursinhos, entrarem em favela e ir paparicar bandidinho bonzinho. Sem celular!!! N vale chamar a ROTA e o BOPE, o amor terá evolução nesses corações…Sabe onde? No microondas. Isso é amor puro!!!!

    É impressionante!! O que me deixa perplexa é que essa raça “cheia de amor que evolui” sequer citam AS VÍTIMAS do assassino.

    Inversão de valores! O assassino é “vítima” de quem ele assassinou!! :((( Isso que chamo de coração coração duro!

    No livro A Candeia, o padre Calderón, explica que NÃO teve nenhum documento ou manifestação pós conciliar com infalibilidade.

    Não podemos defender o que “achamos” certo, temos que defender o que é certo e Doutrina da Igreja diz.

    O Católico “ou” que se diz, se n tem certeza do que vai falar, é melhor calar a boca ou vai ter assinado a própria pena de morte virtual.

  92. Ricardo,
    quando a ‘impostora’ for beatificada, vai ser mais uma para rejeição geral, como S. Josemaría, né?

    É isto que não aceito. O magistério não congelou. Faço um grande esforço por aceitar tudo quanto a Igreja propõe – ainda que não mande com autoridade e ainda que proponha ambiguamente (na ambiguidade, eu dou a interpretação católica, sem no entanto fingir que a ambiguidade não existe como fazem os conservadores).

    A regra é obedecer: desobediência e resistência é a excepção.

    O Vaticano II na sua letra tem erros e isso é inegável; mas Dom Fellay já disse que haverá que aceitar o que puder ser aceite, rejeitar o que tem de ser rejeitado e a autoridade corrigir o que há a corrigir-se e ainda pode ser salvo.

    Eu não acredito que o Concílio seja anulado como um todo, pensar isso é ilusão.

    Logo, faço o mesmo que vocês todos: estamos às moscas. Cada um escolhe na crise aquilo que lhe parece ser o mais correcto. Infelizmente estamos mesmo às moscas, por nossa conta e risco.

  93. Bruno,
    Salve Maria!!

    Pois, eu não tenho dificuldade em entender e até aceitar a santa inquisição e a pena aplicada a hereges, logo até eu devo admitir que a pena é sim legítima. Ou pelo menos o foi em dada altura.

    Mas, quando saímos do campo dos hereges e passamos para o dos criminosos (aparentemente e para muitos, este segundo caso é mais grave que o primeiro), eu não consigo aceitar a pena.

    Porque aos criminosos a pena é aplicada pelo estado e não pela Igreja; porque aos criminosos nós temos o poder de perdoar, e aos hereges só Deus e a Igreja devem julgar.

    Para mim é muito diferente.

    Reconheço que está aqui uma opinião bastante subjectiva, sim; mas para mim é extremamente diferente uma pena aplicada a hereges pertinazes, pela Igreja; do que uma aplicada pelo estado a criminosos que alguém se poderia esforçar por recuperar.

    Abraço

  94. Caro sr José Costa,

    O senhor está lendo o que escrevemos ou está ignorando de propósito mesmo?

    Quando Deus dava a ordem para que Seu povo arrasasse alguma cidade, o que significava? Ou agora o senhor virá com tolice de dizer: “Ahhhhhhhh mas aquela era a lei velha, o Deus vingativo!”

    Como se Deus pudesse mudar!!!!

    E o que Cristo quis dizer quando disse para São Pedro para que guardasse a espada?

    Por que Cristo nada disse em relação aos ladrões que estavam pregados na cruz para morrer?

    Inclusive, o próprio ladrão reconheceu que era pecador e aceitou a cruz, aceitou a morte porque entendeu sua pena…

    Antigamente as pessoas entendiam perfeitamente a pena capital, e eram muito mais cristãs do que nós hoje…por que eles não usavam esses argumentos furados e chorosos que o senhor usa??? Explique-nos!!!!

    Ah já sei!!! A sociedade e o pensamento evoluiu…

    O que evoluiu foram as máquina, os computadores, as pesquisas cientificas….não que é justo ou deixa de ser!!!

  95. É interessante esse texto:
    Pena de Morte no Novo Catecismo da Igreja Católica
    http://penademorteja.wordpress.com/2009/02/28/pena-de-morte-no-novo-catecismo-da-igreja-catolica/

  96. Teresa,

    não é exatamente um ataque, mas uma provocação, pela forma como você se referiu a Santo Tomás e o princípio que destaquei como, o coração do Concílio Vaticano II.

    Realmente você disse que houve Santos que foram contra, mas eles não basearam suas defesas no progresso para serem contra. Você em algumas, fala explicitamente, no progresso.

    O magistério pode aprofundar-se, mas o seu enriquecimento, significaria exatamente: o magistério da continuidade na novidade ou do vinho novo em odres velhos. Em determinadas situações, como de guerra, a tortura é justificável. Inocêncio III, viveu na época dos Catáros e Albigenses, correto?

    Evidentemente existem diferenças entre penas aplicadas tanto pela Igreja, quanto pelo Estado. Contudo, São Paulo defende a pena de morte aplicada pelo Império Romano Pagão….

    Não busquei auto-ajuda e nem invoquei a esquerda, apenas reconheci o espírito da esquerda no seu linguajar sobre ” a sacralidade inviolável da vida humana”, isto é linguagem de esquerda. Os esquerditas também dizem se fundamentar no Evangelho, para fazerem as suas defesas. Normalmente, voltando seus juízos contra o juízo da Igreja, eles vão pela via direta desprezando o magistério. Mas o Evangelho diz: que quem morre pela espada, é necessário que seja morto pela espada…

    Se as divergências existem no seio da tradição, por que Jesus mandou São Pedro guardar a espada? Por que quem morre pela espada, pela espada deve ser morto?

    Os liberais deram uma nova forma a escravatura Teresa. Um escravo custa mais caro que um assalariado em qualquer lugar do mundo, eles apenas estabeleceram uma nova escravidao, para uma nova ordem. Santo Agostinho, dizia que a virtude dos pagaos, sao tremendos vicios.

    A Igreja condena a escravidao muito antes do liberalismo nascer. Se as condenações da Igreja, não tem influência sobre a aboliçao, então está certo o CVII, que não condenou ninguém, não é mesmo? O fim das condenaçoes, è a aboliçao…

    O argumento do progresso, sempre aparece:
    “Hoje em dia, a aplicação da pena de morte, a meu ver, é coisa monstruosa. Não precisamos diso, há meios mais eficazes de combate à criminalidade.”

    Em termos humanistas, este argumento se desenvolve baseado na inexistência de crimes capitais (tudo é humano). Na ausência de crimes capitais, qual a necessidade, da pena capital? Fora o contexto que preceitua a ausencia de verdades absolutas, nao havendo verdade absoluta, nao existe corrupçao. Deste modo, porque punir com a morte, quem esta em evoluçao? Mas a pena de morte è menos cruel que a prisão perpétua…

    Teresa, no Brasil traficantes de droga, matam por 5 reais. O erro em sua defesa, è desconsiderar as exceçoes a regra, este è o problema. A pena de morte enquanto tal, è uma exceçao a regra, nao è uma regra excluir o carater recuperativo da justiça, o problema è que a justiça moderna nao tem nenhuma caracteristica punitiva, este è o problema.

    Fique com Deus.

    Abraço

  97. Ana Maria, quem diri hein? Esses poliglotas mataram os pais, nao?

    Abraço

  98. Santa Rita de Cássia tinha o coração duro, cheia de ódio e foi assassina dulplamente qualificada. Pediu a Deus a morte dos filhos, para que eles n vingassem a morte do pai(que foi morto, vamos ser sinceros, por justa causa). E agora, uma santa pediu a pena de morte para os filhos.

    ***********************
    Quem quiser ler a biografia de Santa Rita:
    http://santaritadecassiabiografia.blogspot.com/

  99. Gederson, tá cheio de poliglota de google tradutor kkkkkkkkkkk

    Bandido bom é bandido morto, ponto final!

  100. Se só devemos acatar o magistério infalível, então teremos de dar razão aos hereges, aos malditos progressistas que:
    -querem abolir o celibato sacerdotal;
    -querem a ordenação de mulheres
    -querem legitimada a contracepção artificial
    -querem, tal como têm os ortodoxos, um pseudo-divórcio católico com direito a segundas núpcias
    -querem legitimar as relações sexuais extra e pré maritais;
    -querem uma igrejola mais povo, mais democrática, à sua herética medida.

    Nada dos pelo menos três primeiros assuntos foi devidamente tratado a não ser neste magistério recente, pela simples razão de que estes erros ainda não tinham aparecido antes. Pela simples razão de que antes os hereges não atacaram estas verdades da Moral, o Magistério ainda não se tinha pronunciado, pelo menos com veemência, sobre estes assuntos.

    Não é só o magistério extraordinário que deve ser acatado, mas devemos ter ao menos boa vontade em tentar acatar também o magistério ordinário, sentir com a Igreja.

    Os progres dão ccomo desculpa, para continuar a criticar a Igreja, que todas estas questões são de magistério ordinário. A lógica é a mesma: rejeitar o magistério ordinário para melhor criticar a Igreja.

    Não existe Papa sem magistério. Se o Papa não tem magistério, não é Papa.

    A desobediência e o dever absoluto de resistência são a excepção: desobedecer em tudo o que é contrário ao depósito inviolável da Fé (pena de morte não é, nem me venham com ginásticas, porque se fosse não teria existido santos a favor e santos contra) e em tudo o que diz directamente respeito aos direitos divinos de Deus e da Sua única Santa Igreja: ecumenismo irenista, liberdade religiosa condenada como direito na ordem social e cívica, erros quanto à colegialidade que mina a autoridade do Papa para governar, reformas nas ordens religiosas para mundanizá-las, etc.

    Gederson,
    progresso não é progressismo. Sempre houve progressos na história da Igreja.

    Os santos que citei (santas, nós as mulheres somos sempre mais sensíveis rsrs) foram contra a pena por amor aos criminosos. Eu vou transcrever para o meu blog (para o da mulher, no outro eu jurei não tocar mais nesse assunto) o que Santa Rosa de Lima dizia da pena. Será que tb vai ser acusada de humanismo?

    E S. Francisco de Sales, foi ou n foi ele um humanista?

    Foi, claro que foi!

    Só que não foi um humanista laico, mundano e pagão; o que demonstra que pode existir, como de resto já existiu, nos séculos XVI e XVII, um humanismo cristão.

    Como lhe disse, eu tento ser boa católica a cada dia, e para isso tento acompanhar a Igreja. Não quero o cisma. Desobedeço e resisto, quando é extremamente necessário fazê-lo, e com firmeza; mas em tudo o que não fira a moral e fé católicas, eu acompanho o Papa e a Igreja.

    Não quero nem posso criar um abismo insondável entre mim e o Papa. Com a maior boa vontade do mundo, obedeço em tudo aquilo que julgo (pq tb tenho discernimento para avaliar) que não fere os direitos sagrados da Doutrina inviolável.

    Ao defender uma maior promoção da mulher no mundo, uma nova teologia matrimonial (sempre com o magistério, para responder ao sr. André) e a abolição da pena de morte (além das canonizações infalíveis do magistério) não julgo que esteja a macular em absolutamente nada os direitos invioláveis da Igreja ou de Deus. Em quê exactamente estes (a meu ver bons) progressos poderiam prejudicar a Igreja? Em nada.

    Ao contrário, tudo o que prejudica a Igreja a curto, médio ou longo prazo, é por mim firme e veementemente rejeitado, como a protestantização litúrgica além do que citei acima.

    Progresso não é progressismo. Tradição não é tradicionalismo imobilista.

    Tradição é guardar inviolavelmente o depósito da fé, sem aderir a novidades que lhe sejam contrárias. Não significa rejeitar todo o tipo de novidade – mormente se houve santos favoráveis a ela -, mas tão somente as que contradigam o depósito sagrado e inviolável de fé.

  101. Não acato somente o magistério infalível. Se só acatarmos o magistério infalível, onde vamos parar???

    Há que tentar acatar tudo, e desobedecer e resistir quando for absolutamente insustentável obedecer!

    A desobediência para guardar a Fé é absolutamente um imperativo; mas não a desobediência por dá cá aquela palha, em tudo e mais alguma coisa.

    Isso é o que se chama estado de necessidade, é assim que me posiciono na crise.

    Desobediência é excepção, não é regra.

    O que o padre Álvaro fez foi avaliar os diferentes graus de magistério e constatar que hoje (e isto é verdade sem dúvida!) os Papas recusam-se a usar da sua autoridade magisterial infalível.

    O que o padre Álvaro diz é que, mesmo quando os Papas falaram com maior solenidade, este magistério não é infalível:
    -1 pelas ambiguidades de que está revestido;
    -2 por não carregar consigo todas as marcas da infalibilidade.

    Não é infalível, mas, com maior ou menor grau de solenidade, é magistério.

    E magistério papal, em princípio, é para ser acatado e obedecido. Desobediência e resistência, quando for extremamente necessário fazê-lo (estado de necessidade) para guardar a Fé e a Tradição em risco de desaparecer se não houver resistência e desobediência aparente.

    Este magistério ambíguo (nunca o neguei) e não-infalível deve ser obedecido pela Igreja discente, que somos nós; e deve ser obedecido sempre e quando não macule o depósito inviolável da Fé e não manche a Igreja, esposa imaculada de Cristo.

    Na ambiguidade, que jamais disfarçaremos ou camuflaremos, havemos de dar a interpretação católica. Eu aceito tudo o que me parece ser bom progresso e não mancha em nada, não lesa a Igreja.

    A desobediência, a resistência, que são excepções, estão a tornar-se regra: já não se desobedece para guardar o depósito da Fé; mas sim para resistir a todo o tipo de progresso, a todo o tipo de novidades, sem qualquer discernimento.

    Desobedece-se porque sim, porque parte-se do princípio que tudo o que é tradicional é bom; e absolutamente nada pode ser tocado. Ora isto não foi, mas n foi mesmo!, o que a Igreja fez ao longo da sua história bimilenar.

    Sandálias da humildade, docilidade ao Magistério e discernimento necessário para saber quando resistir e quando obedecer.

  102. Termino este tema respondendo ao António.

    Penso que em parte, as nossas divergências se alimentam (também) de algum “mau-entendimento” da linguagem por nós usada.

    Mas no entanto, há valores que para mim são claros, pratico-as e responderei por eles perante Deus, como é óbvio.

    Em relação à vingança, ela é um Direito de Deus, seja no Antigo ou no Novo Testamento, assim como a Sua Misericórdia. Deus dá e tira conforme os Seus Insondáveis Desígnios.
    Não confundamos os Direitos do Criador com os deveres da Sua criatura.

    Concordarão comigo se disser que Deus nos deu esta vida, nesta Terra, apenas com um propósito:
    A PROVAÇÂO.

    Não é Deus que está em prova, somos nós.

    Estamos em exame contínuo, teórico e prático. Todas as nossas acções e omissões servirão para Condenação ou Salvação, certo?

    A questão para mim é:
    Provocar a interrupção da vida de alguém, desconhecendo se Deus tinha outros planos para a sua salvação é, na minha opinião, demasiado arriscado e porventura temerário.

    Ou por outras palavras. Imaginemos que eu (quando morrer), perante o Tribunal Divino, enfrento esta acusação:

    « – Ó José, Eu Sou o teu Deus e Criador; e agora Sou o teu Juiz.
    Porquê foste interromper a vida desse homem, mesmo sendo um criminoso, obrigando-Me a Julgá-lo em Pecado Mortal? Com que direito tu, minha criatura, ousas anular a Misericórdia que Eu tinha já decidido para ele, por causa das orações dos seus familiares e amigos e pela intercessão da vossa Mãe Celestial?
    Eu, o Justo Juiz, por causa da tua acção, terei agora que o Condenar ao Inferno; e Eu o amava tanto como a ti. Porquê procedeste assim? Não leste as Tábuas da Minha Lei? »

    Mesmo que as coisas não se processem assim, eu decidi não correr esse risco. Este José (com a graça de Deus), não quer ouvir essa acusação.

    Termino desejando o mesmo a todos e, se Deus quiser, nos encontremos a todos “onde a Vida já não tem fim”.

    José Costa.

  103. “nova teologia matrimonial..”

    Pasmen!

    Caro Santana, isso é pura fantasia de uma “maior promoção da mulher no mundo” em nome do feminismo.

    Porque ela rejetou no blog dela, quando um conhecido meu meu a indicou.

    Lá so fica quem a elogia…

    Ela nem cita esse documento de Pio XI que citei, pois o despreza como grande doutor Santo Tomás de Aquino que todos viram aqui.

    Fico por aqui.

  104. André,
    deve ser por desprezar o documento é que o tenho linkado; e tenho várias passagens dele em posts – é só procurar.

    Obviamente que a teologia (não modernista, mas isto para vc será discutível, né? Tudo é modernismo) pode perfeitamente aprofundar e enriquecer o magistério anterior.

    Não vou discutir isto, porque qualquer palavra que disser vai ser interpretada como modernismo.

    A encíclica de Pio XI está no geral perfeitamente bem conseguida; mas algumas passagens apresentam, sim, uma linguagem manifestamente inadequada e insuficiente para se explorar a grandiosíssima e riquíssima teologia matrimonial.

    Tenho como modelo desta rica teologia as catequeses de João Paulo II que ficaram conhecidas como teologia do corpo.

    Mas, lá está, tudo isto para vc é modernismo, pelo que abstenho-me de tentar explicar o que pretendia com nova teologia matrimonial.

    Só não se esqueça que o mesmo Santo Tomás veio sim – quer goste quer não goste! – trazer um novo modo de fazer teologia. Logo, progresso teológico. Bom progresso.

    Há que distinguir o bom do mau progresso e esse discernimento é o que me parece que não sabemos por vezes fazer bem.

  105. Teresa,
    Viva Cristo Rei! Salve Maria!

    Chesterton oferece nos a exata distinção entre progresso e progressismo, quando nos diz no livro Ortodoxia, que: “o progresso deveria significar que estamos caminhando rumo aquela visão, mas hoje significa que estamos todos os dias, mudando de visão.”

    Você está nos propondo mudanças de visão, realizada pelos progressos da ciência. No sentido Chestertoniano, também não houve mudança e nem um jeito novo em Santo Tomás de fazer teologia, mas com ele a teologia e a revelação atingirão a máxima perfeição possível. Santo Tomás não ensinou e não absorveu nenhuma novidade, apenas repetiu o que o magistério havia repetido em todos os Séculos que o precederam. O aquinate não fazia teologia pensando em seu progresso e para a humanidade, como fazem os modernistas e os modernistas moderados, ele fazia teologia para a salvação das almas, pela Igreja e para Nosso Senhor.

    Novidades na revelação e para o “Depositum Fidei”, pressupõe uma nova revelação e o enriquecimento deste depósito. O que definitivamente não é possível pela lei da Igreja. Neste sentido, todas as novidades são contrárias a novidade do depositum fidei. Mas o que a substância do depósito da fé, e o que é a sua forma?

    A pergunta se faz necessária, porque em princípio, você já aceitou o Concílio Vaticano II. Mas de uma vez vimos aqui você defendendo que algo não é bom por ser tradicional, Santo Tomás viveu numa outra época, o catecismo romano foi escrito há 500 anos! HÁ QUE SE DISTINGUINGUIR O IRRENUNCIÁVEL, O “DOUTRINAL” IMUTÁVEL E ETERNO; DO ACESSÓRIO E QUE É PASSÍVEL DE MUDANÇA, por que é que tudo o que é tradicional tem que estar obrigatoriamente certo, tendo-se por base o único argumento que é tradicional…Ninguém mais ninguém menos que seu desafeto, o grande Dom Tissier Bernard de Malerrais, desvenda nos a perfeita identificação entre o seu querer e o querer de João XXIII, no texto “Atualidade da Pascendi: A hidra modernista ainda vive”, onde pode se ler:

    “O DISCURSO DE BENTO XVI DE 22 DE DEZEMBRO DE 2005: ILUSTRAÇÃO DO HISTORICISMO E DA HERMENÊUTICA

    Assim crêem as ciências humanas, e a fé não será exceção, segundo a escola de Tübingen. A fé será submetida a esse pensamento historicista, de que Joseph Ratzinger é herdeiro. Eis o que ele diz no seu discurso de 22 de dezembro de 2005, o discurso inaugural do seu pontificado: “A fé exige uma nova reflexão sobre a Verdade e uma nova relação vital com ela.” Trata-se da mesma coisa: a relação vital de Dilthey. Ele continua: “Essa interpretação [hermenêutica] foi a do Vaticano II: procurar uma nova relação vital com a verdade revelada, e essa interpretação vital deve guiar a recepção do Concílio.” Portanto, segundo Bento XVI, o Concílio foi uma interpretação vital da fé tradicional, e para assimilar o Concílio é preciso continuar a praticar e fazer, ainda hoje, tal interpretação vital. Por que instrumentos? Pelas filosofias modernas, que serão, dizia João XXIII no seu discurso de abertura do Concílio Vaticano II, que são, por seus métodos de investigação, o grande auxílio para exprimir a fé na sua pureza linear e numa linguagem adaptada aos nossos contemporâneos. Esse é todo o objetivo de João XXIII, no seu discurso do Concílio, de 11 de outubro de 1962, o qual Bento XVI cita na sua “quase” encíclica inaugural, o discurso de 22 de dezembro de 2005.

    Logo, o Concílio Vaticano II tinha duplo objetivo: era preciso purificar a fé de todos os artefatos dos séculos passados (obviamente, não estamos de acordo com isso, é puro modernismo) e enriquecê-la com as nossas próprias experiências atuais. Notem a subjetividade. Ofendemos nossos pais na fé dizendo que eles desencaminharam a fé com a sua subjetividade, o que é falso, e traímos a fé ajuntando-lhe a nossa própria subjetividade. Eis o método da imanência do modernismo.

    Portanto, João XXIII queria isto, era este o objetivo do Concílio: purificar a fé e adaptá-la. Dois movimentos contraditórios num círculo vicioso: purificar a fé de todos os seus artefatos passados e enriquecê-la com todas as nossas experiências modernas.” Revista co-redentora

    Sinto muito Teresa, mas seu pensamento é progressista e neo-conservador: você não acredita mais na tradição, nutre por ela, apenas um sentimento e nada mais. Se ainda não aceitou todas as mudanças conciliares, vai aceitar, como Dom Rífan aceitou. Em princípio você e o Concílio Vaticano II, fecham com a modernidade e aplicam a dúvida a tradição, que é a substância do depósto da fé. Não precisamos do Espírito Santo e nem do magistério, para guardar a Bíblia, precisamos dele para guardar a tradição. Se o Catecismo Romano, foi escrito a 500 anos, o Evangelho foi escrito a quase dois mil anos. O protesntate Rudolf Bulltmann aplicou o mesmo princípio que você aplica ao catecismo da Igreja e a tradição, ao Evangelho.

    Lembro do diálogo entre Mons. Lefebvre e o então Cardeal Josef Ratzinger, sobre a aceitação, da Gaudium Et Spes, se eu não estiver equívocado. Dom Lefebvre respondeu ao Cardeal que não poderia aceitar o documento por estar em “contradição com a Quanta Cura”, o Cardeal contra-argumentou que “não estariamos mais no tempo da Quanta Cura” e finalizou Mons. Lefebvre, amanhã não estaremos no tempo do Concílio Vaticano II, ele será jornal de ontem. O historicismo, é bem complocado. Você se separou de Dom Lefebvre e da FSSPX, você pode estar entregue a própria sorte, mas nós, não, temos a FSSPX.

    Sem mais…

    Fique com Deus.

    Abraço

  106. O “julgamento” de Deus ou de um homem:

    « – Ó José, Eu Sou o teu Deus e Criador; e agora Sou o teu Juiz.
    Porquê foste interromper a vida desse homem, mesmo sendo um criminoso, obrigando-Me a Julgá-lo em Pecado Mortal? Com que direito tu, minha criatura, ousas anular a Misericórdia que Eu tinha já decidido para ele, por causa das orações dos seus familiares e amigos e pela intercessão da vossa Mãe Celestial?
    Eu, o Justo Juiz, por causa da tua acção, terei agora que o Condenar ao Inferno; e Eu o amava tanto como a ti. Porquê procedeste assim? Não leste as Tábuas da Minha Lei? »

    Este comentàrio atenta contra o primeiro artigo do Credo:

    “Creio em Deus Pai TODO PODEROSO”

    Deus julga segundo a justiça, em seu julgamento, não é coagido por nada e nem por ninguém, se o fosse, não seria Deus onisciente, onipresente e onipotente, o TODO-PODEROSO. Jamais os atos de José Costa teriam algum poder para influenciar o julgamento de Deus sobre quem quer que seja ao inferno. Se a morte de x, por José Costa, inválida a misericórdia de Deus, então Deus não seria TODO-PODEROSO. Cada um receberá o salário de suas obras. O pecado mortal, é antes culpa daquele que o comete, não daquele que executa a pena capital, quando esta pena, é executada pelo Estado. Agora se a pena é executada pelo José Costa sem que seja por legítima defesa, ele também pode ir para o inferno. Aquele que executa a pena capital, em nome do Estado, esta manejando a espada da justiça, contra aquele que manejou a sua separado da justiça. Ninguém aqui falou que o José Costa, a Ana Maria, o Gederson ou o Ricardo, teriam direito a pena capital, mas o Estado. Disso se depreende que o argumento não tem qualquer consistência, é absurdo…

    Um dos maiores inimigos da Igreja, o ateu José Saramago, era contra a pena de morte querida por Deus no AT. Se a pena de morte é desumana e etc, etc… então, o que dizer da vontade de Deus no AT? Seria Deus desumano?

    Será que a Teresa e o José Costa poderiam nos responder?

    Para os amigos Ana Maria e Ricardo: Se violência gera mais violência, então para que condenar doutrinas no Concílio Vaticano II? Não concorda a Teresa com Paulo VI, quando ele diz no Concílio poderia ter havido, luta combate e anátema…

  107. Creio que o texto abaixo desmonta todas as objeções à Pena de Morte.

    Pela pena de morte
    Marcelo Andrade

    1ª objeção: Não pode haver pena de morte porque podem acontecer erros e acabar-se matando inocentes.
    Resposta: Segundo esse argumento, tudo o que contém algum risco de erro é ilegítimo. Se esse argumento procedesse, deveriam ser proibidos o avião e o automóvel, porque acontecem vários acidentes por ano e muitos inocentes morrem. “Abusus non tollit usum” (o abuso não tolhe o uso), é uma máxima do Direito absolutamente verdadeira. Caso contrário, a vida em sociedade seria impossível.

    2ª objeção: Um erro não justifica outro.
    Resposta: a objeção normalmente parte do pressuposto de que a pena de morte é um erro, sem se dar ao trabalho de provar isso.
    Se assim fosse, a mãe não poderia bater no filho quando ele faz alguma travessura, já que bater é errado e não poderia ser usado para corrigir outro erro.
    Dever-se-iam extinguir as cadeias, porque os erros dos criminosos não justificariam outro erro que é o cárcere forçado.
    E assim por diante…

    3a. objeção: Só Deus pode tirar a vida. E Ele ordenou: “Não matarás”.
    Resposta: Então, a Bíblia estaria errada quando diz: “O que ferir um homem querendo matá-lo, seja punido de morte” (Êxodo 21,12). “O que ferir o seu Pai ou sua Mãe seja punido de morte” (Êxodo 21,15). “Aquele que tiver roubado um homem, e o tiver vendido, convencido do crime, morra de morte”(Êxodo 21,16).
    Na verdade, a ordem divina “Não matarás” significa que ninguém pode matar sem motivo, sem razão. Não impede o assassinato em legítima defesa. Ora, a pena de morte nada mais é do que a legítima defesa da sociedade contra o criminoso.
    Se a objeção procedesse, não haveria previsão da pena de morte na Bíblia.

    4ª objeção: A Igreja Católica é contra a pena de morte
    Resposta: A Igreja sempre ensinou que a pena de morte é legítima. Ela não poderia ir contra o que a Bíblia ensina de modo tão explícito.
    Vários santos defenderam a pena capital, entre eles: São Jerônimo, o doutor máximo das Escrituras, Santo Agostinho, São Pio V, São Pio X e São Tomás, o maior doutor da Igreja.
    Quem se opõe à pena de morte não é a Igreja, mas alguns padres e bispos.
    São Paulo ensinou que a pena de morte é legítima: “Paulo, porém, disse: Estou diante do Tribunal de César, é lá que devo ser julgado; nenhum mal fiz aos Judeus, como tu sabes muito bem. E, se lhes fiz algum mal ou coisa digna de morte, não recuso morrer…” (Atos XXV, 10-11).
    São Paulo afirma que existem ações que são dignas de morte. É, portanto, favorável à pena capital. Diz ainda, em outra passagem: “Os quais, tendo conhecido a justiça de Deus, não compreenderam que os que fazem tais coisas são dignos de morte; e não somente quem as faz, mas também quem aprova aqueles que as fazem” (Rom I, 32).

    5ª objeção: Não se pode punir os criminosos com a morte. Ninguém tem esse direito.
    Resposta: É necessário punir os faltosos. A justiça manda “dar a cada um o que é seu”.
    Quando um ladrão rouba uma pessoa, cometeu uma injustiça e a vítima, além da sociedade, é “credora” desse ladrão. Então, para se fazer justiça, o ladrão deve pagar. Restituir o que subtraiu à vítima e pagar uma pena.
    Por isso sempre se diz: “O criminoso está em dívida com a sociedade”, “Já paguei minha dívida com a sociedade”.
    Os maus devem ser punidos, é o que ensina São Tomás na “Suma contra os gentios”, em que cita algumas passagens da Bíblia:
    Diz o Apóstolo: “Não sabeis que um pouco de fermento corrompe a massa?” (ICor 5, 6e13), acrescentando logo após: “Afastai o mal de vós”. Referindo-se à autoridade terrestre, diz que: “Não sem razão leva a espada, é ministro de Deus, punidor irado de quem faz o mal” (Rm 13,4). Diz S. Pedro: “Sujeitai-vos a toda criatura humana por causa de Deus; quer seja rei, como soberano; quer sejam governantes, como enviados para castigar os maus, também para premiar os bons” (1Pd 2,13-14).
    De acordo com essas passagens, a punição é necessária, e os governantes têm o direito de punir.
    A pena deve ser proporcional ao agravo. Desse modo, para uma infração leve devemos ter uma pena leve, para uma infração média, uma pena média, e para uma infração grave, por exemplo, um assassinato, devemos ter uma pena forte, que é justamente a pena de morte.
    Por isso a Bíblia elenca vários crimes que são dignos de morte.

    6ª objeção: A pena de morte não resolverá nada. Os EUA são a prova disso.
    Resposta: Resolve sim. Primeiro porque um apenado com a pena capital não cometerá crimes novamente. Segundo, porque nos países onde ela existiu, no decorrer da história, sempre houve baixa criminalidade.
    Por exemplo, na França. Em Paris, entre 1749 e 1789 – quarenta anos -aconteceram apenas DOIS assassinatos.
    E hoje em dia, nos países que aplicam a pena máxima – como é o caso dos países árabes e de Cingapura – há baixíssima criminalidade.
    Nos EUA, se não houvesse pena de morte haveria ainda mais crimes. Além disso, o sistema americano é imperfeito; há poucas condenações e os processos são demorados demais.
    Em New York a criminalidade está despencando e um dos motivos é a aprovação da pena de morte.

    7ª objeção: É uma falta de caridade com o criminoso. É contra os princípios cristãos.
    Resposta: Pelo contrário. Como ensina São Tomás, o ódio perfeito pertence à caridade. A pena de morte na verdade é caridosa. Quando aplicada a um criminoso irrecuperável, ela impede que ele cometa mais crimes, ou seja, impede que cometa mais pecados.
    Como dizia São Domingos Sávio, “é preferível morrer a cometer um pecado mortal”.
    Além disso, a pena capital, é uma excelente oportunidade para que o criminoso se arrependa de seus crimes e ofereça sua vida como pagamento de seus pecados.
    O criminoso, no corredor da morte, tem uma rara oportunidade de salvar-se, bastando arrepender-se e confessar a um sacerdote antes da execução.

  108. 8a. objeção: Não se pode abreviar a vida porque existe a possibilidade de uma graça futura ou de um arrependimento futuro.
    Resposta: Ora, para Deus não existe tempo. Se tal pessoa deveria receber uma graça no futuro, Deus “anteciparia” tal graça.
    Por outro lado, a Justiça não pode trabalhar com meras “hipóteses” ou “suposições”.
    Na argumentação de São Tomás, o perigo de um criminoso para a sociedade é maior do que a chance dele se converter, e por isso deve ser eliminado.

    9a. objeção: Jesus Cristo foi contra a pena de morte
    Resposta: Jesus Cristo é Deus. Deus é o autor mediato da Bíblia. Se a pena de morte fosse errada, não haveria previsão na Sagrada Escritura.
    No Novo Testamento há várias passagens pró pena de morte: S. João XIX, 10-11: “Então disse-lhe Pilatos: Não me falas? Não sabes que tenho poder para te crucificar, e que tenho poder para te soltar? Respondeu Jesus: Tu não terias poder algum sobre mim se te não fosse dado do alto…”. Ou seja, Deus deu a Pilatos, autoridade constituída, o direito de aplicar a pena de morte. É claro que com Nosso Senhor, Pilatos usou mal esse direito. E no Apocalipse: Apoc XIII, 10: “Quem matar à espada importa que seja morto à espada”.

    10ª objeção: As pessoas que defendem a pena de morte assim o fazem porque não serão elas as executadas. Se um filho dessas mesmas pessoas estivesse no corredor da morte seriam as primeiras a protestarem contra a pena capital.
    Resposta: Se esse raciocínio fosse verdadeiro, teríamos de acabar com todas as penas, porque quem comete um crime não quer ser condenado, mesmo que tenha defendido a pena para esse crime. O argumento equivale a dizer: “As pessoas que defendem a pena de cárcere forçado assim o fazem porque não serão elas as prisioneiras. Se um filho dessas mesmas pessoas estive presa seriam as primeiras a protestarem contra a prisão”.

    11a. objeção: Quem é contra o aborto, não pode ser a favor da pena de morte.
    Resposta: Raciocínio torto esse, totalmente “non sense”. Somos a favor de punir bandidos, e não inocentes que nunca fizeram nada. Esse raciocínio é o equivalente a dizer: “quem é contra prender uma criança durante 10 anos numa cela, não pode ser a favor de prender um criminoso por 10 anos numa cadeia”.
    A tese contrária é verdadeira “Quem é a favor do aborto não pode ser contra a pena de morte”. Se alguém defende o assassinato de uma criança inocente, não poderá ser contra a execução de um bandido.
    Infelizmente, hoje em dia, há várias pessoas que são favoráveis ao assassinato intra-uterino (aborto) e são contra a pena de morte. É o cúmulo do “non sense”.

    12ª. objeção: Se no passado ela poderia estar certa, a pena de morte hoje em dia não tem mais cabimento. A tendência do mundo é de acabar com ela, não podemos impedir a evolução das coisas. A pena de morte não é compatível com um mundo civilizado.
    Resposta: De acordo com esse raciocínio as tendências do mundo moderno são todas excelentes e inatacáveis.
    Entretanto, hoje a tendência é de que os partidos neo-nazistas cresçam. Então, esses partidos estariam certos? A tendência é o deficit público aumentar. Então, o deficit é bom? A tendência é o trânsito aumentar, a criminalidade aumentar.
    “Tendências” não significam nada, podem ser ruins ou boas.
    Não existe “evolução” para a verdade.
    É justamente hoje em dia que precisamos mais da pena de morte, porque há mais crimes.
    Civilizado é um mundo com baixa criminalidade e não um mundo em que se mata por nada.

    13ª. objeção: As penas devem ser educativas, para recuperar o criminoso, e não para vingar.
    Resposta: Toda a pena é vindicativa. A recuperação do criminoso está em segundo plano.
    O primeiro dever do Estado é proteger a sociedade, e não recuperar o indivíduo. O todo vale mais que a parte.
    Ademais, a pena de morte é extremamente educativa para todo mundo.

    14ª objeção: A maioria das pessoas é contra a pena de morte.
    Resposta: Não é verdade. A maioria das pessoas é a favor da pena capital.
    Nos EUA em torno de 75%, no Brasil deve ser também. Bastaria um plebiscito para confirmar esse dado.

    15ª. objeção: Não se pode punir os criminosos com a pena capital porque a culpa é da sociedade. A pobreza é que causa a criminalidade. São traumas psicológicos que causam o crime.
    Resposta: Então, a Igreja estaria errada quando ensina que existe o livre arbítrio e, por causa dele, podemos escolher entre o bem e o mal.
    Os crimes existem em função da maldade humana que escolhe o mal em vez do bem.
    Se a sociedade fosse a culpada, não poderia haver Direito, não poderia haver nenhum tipo de repressão. O próprio Direito Civil seria inútil, pois, todo o inadimplente poderia alegar que não pagou por culpa da sociedade, e o credor não poderia cobrá-lo.
    O mesmo aconteceria com os “traumas psicológicos”.
    Dizer que a pobreza causa a criminalidade é dizer que todo pobre é ladrão. Ou seja, é uma frase preconceituosa.
    Se fosse assim, a Índia, um dos países mais pobres do mundo, seria o mais violento. Entretanto, é um país com baixa criminalidade.

    Fonte: Associação Cultural Montfort

  109. Muitos pensam que, se houver regularização de Roma, Dom Williamson fará um cisma.

    Pois eu afirmo, e venha cair-me em cima quem vier: que se existir cisma este não será feito por Dom Williamson.

    Pode até ser que ele o apoie, mas está a ser usado como bode expiatório para teses sedevacantistas que não são suas.

    Eis o porquê principal (não exclusivo) dos meus desafectos.

  110. Bruno Luís Santana, estava lendo alguns comentários do MSM e apareceu também esse tema da pena de morte em um deles.

    Um comentárista colocou esse mesmo artigo da Associação Montfort http://www.midiasemmascara.org/artigos/eleicoes-2010/11029-jose-serra-com-datena.html#comment-22805

    Mas o que me chama a atenção é o comentário 42 do senhor Oliveira Jr.:

    “Sr. da Silva, seus argumentos são fortes e coerentes. Embora eu discorde da base de sustentação de alguns, não o faço quanto à aplicação da pena capital. Na 13a objeção, eu diria -Um grupo maior de indivíduos de bem tem mais valor que um criminoso. O todo valer mais que a parte é de um comunismo fedorento (desculpe minha brincadeira, mas tive um embate sério com um Promotor por causa dessa mesma expressão, e cunhei o comunismo da mesma forma). No todo da argumentação, excelente.”

    Gostaria que o Senhor comentasse sobre esse comentário do Oliveira Jr.

  111. Teresa, me desculpe, mas não dá para acreditar que um Bispo ao nível de Dom Richard Williamson, seja um laranja e sirva de bode expiatório a outrém. Na Fraternidade não existem moleques, existem homens! Não parece a mim e a ninguém que as coisas funcionem assim, na escolhida para guardar o Rito Tradicional da Missa e o verdadeiro conceito de tradição. Mas vendo que você aceitou o princípio mestre do CVII, como vai manter uma relação de afeto com a FSSPX, que sempre combateu este princípio juntamente com a Igreja pré-conciliar?

    Volto a lhe dizer pela segunda vez: o magistério está congelado na regra de São Vicente de Lérins. Nenhuma novidade tem força para obrigar por fé divina e católica, não tem e nunca terá como fazer parte do Depositum Fidei. Você está seguindo a pastoral de Dom Rifan, “Magistério Vivo”, que é a mesma pastoral do Cardeal Kasper “tradição viva” ?Aliás, congelado ou petrificado, é apenas uma maneira de reconhecer, um estado sólido…

    O cisma já existe, seja em relação a ruptura com o magistério de Pio XII ou em relação a hermenêutica da ruptura (e nada além do anúncio de sua existência, foi feito até agora). Fique com Deus…

    Abraço

  112. Complementando: Há uma tradição “viva” que preceitua que “tudo que é sólito tende a se desfazer em contato com o ar” – Marx & Engels – pelo visto para muitos a tradição se desfez em contato com os ares, modernos!!!

  113. Não Gederson. Não se trata de magistério vivo e de tradição viva – essas modernices que usam para justificar os erros do CVII.

    Trata-se de distinguir o que é de depósito da fé e o que não é; o essencial do acessório; o que deve ser mantido e o que pode ser adaptado – recomendo um excelente texto de Dom António de Castro Mayer, chamado Resistência e adaptabilidade; faz parte do Catecismo das verdades oportunas que se opõem a erros contemporâneos.

    Como lhe disse, há discordâncias teológicas – mais ou menos sérias – no seio da FSSPX. Ora essa, se um padre pode ser a favor da doação de órgãos e outro contra, pq eu n posso ser contra a pena de morte, tal como pelo menos três santas da Igreja foram, sem que me seja imputado o odioso modernismo de Dom Rifan?

    E digo-lhe outra vez que: estou plenamente convicta de que não pode existir Papa sem magistério, Apesar de todas e quaisquer teses em sentido contrário para salvar certo tradicionalismo, não pode existir Papa sem magisttério.

    Pode ser magistério com grau de solenidade diferente do impositivo; pode ser ambíguo; pode usar nova linguagem, a linguagem da filosofia moderna; pode não ser infalível; mas é magistério.

    Dentro do possível, há que obedecer-lhe; e resistir somente quando ele for contrário ao depósito da Fé, àquilo que jamais poderá ser tocado na Igreja; ou seja nas questões de fé e moral. Nisto, há que ter discernimento e saber distinguir o irrenunciável do acessório, sim! De contrário, temos uma Igreja sem magistério; um Papa que é mera figura decorativa.

    Resistência firme, sempre; sempre que ensine algo contrário à Fé. Neste caso a desobediência é um imperativo de combate; mas se o que ensina (ou mesmo só propõe) não é contrário ao depósito da Fé (alguém me desenhe em quê a abolição da pena de morte ou a promoção da mulher na vida social é contrária à fé e à moral), se não é contrário à fé, deve ser obedecido pela Igreja discente.

    Desobediência é excepção; é estado de necessidade para guardar a fé; é um dever para melhor combater e guardar inviolado o depósito sagrado da Fé Católica; mas não se faça disso uma regra. Os neo-cons obedecem farisaicamente a tudo; e os ultra-trads perderam o senso e as proporções do seu lugar na Igreja discente e não obedecem a nada, como se não tivéssemos Papa e magistério válidos. Obediência farisaica e desobediência obstinada são duas fases da mesma moeda. Uma moeda onde há bastante fundamentalismo (fazer do acessório absolutamente fundamental) e pouco discernimento.

    Quanto ao não obedecer ao magistério porque alegadamente este magistério é democrático e supostamente vindo do sensus fidelium ou sensus fidei, faço a seguinte pergunta:
    -Quando o Papa condena o aborto, a eutanásia, a contracepção, o casamento dos padres, o divórcio, a ordenação de mulheres; embora com grau de solenidade muito diferente daquela a que o Sagrado Magistério nos habituou antes do Concílio, este magistério é democrático??

    É deste modo que pensa a maioria do sensus fidei?

    Sabemos que não.

    O sensus fidei tem de ser orientado e dirigido, coisa esta que o magistério pós-conciliar também já expressou, nomeadamente em várias declarações da Congregação para a Doutrina da Fé, como a misterium ecclesiae, de 1973, que é muito esclarecedora quanto a esta matéria, e se não me engano é assinada pelo grande cardeal Ottaviani.

    Portanto, esta história de desobedecer a todo o magistério, sob pretexto de que todo ele é democrático, não passa de uma falácia para salvar determinadas atitudes e teorias, mas com pouca sustentação na realidade dos factos.

    Com isto, porém, não pretendo dizer que todo o magistério conciliar deva ser acatado – isto seria apostasia da fé, execrável capitulação e miserável e nojenta queda no erro!

    Simplesmente alerto que, se por um lado não se pode obedecer cega e farisaicamente como fazem os neo-cons – sob risco de perder a fé e abandonar a Tradição -; por outro, também não se pode desobedecer, subversiva e revolucionariamente a tudo quanto vem de Roma.

    Se temos Papa, temos magistério. Papa sem magistério é uma aberração; nisso, são mais coerentes os sedevacantistas, que atiram a pedra mas não escondem a mão.

    Não defendo um conceito evolutivo de Tradição; mas defendo a distinção fundamentalíssima entre essencial e acessório, entre o que é ou não depósito inviolável da Fé e da Moral. Resistência e adaptabilidade, conforme defendia Dom António de Castro Mayer. Saber resistir, saber adaptar-se, saber manter-se firme no irrenunciável, saber obedecer quando isto for possível e, sobretudo, ter discernimento.

    Ahahahahah! E, mais importante que tudo, tenhamos a posição que tivermos nesta crise terrível, não rotular os que também estão no combate, só por discordância acidental em um ou dois assuntos. Há mais discordância teológica no seio da Tradição do que o que se pensa. E isto é bom, é óptimo.

    Uma determinada comunidade religiosa, instituto, sociedade de vida apostólica, etc., tem de ter auto-crítica, espírito crítico; pluralismo saudável no seu seio. Pluralismo não de doutrinas, mas de abordagens e de opiniões teológicas.

    A mim parece-me bem mais grave ser a favor da doação de órgãos do que contra a pena de morte. E no entanto há um pequeno mas combativo número de sacerdotes da Tradição (leia-se FSSPX) que são favoráveis.

    Logo, digamos com Santo Agostinho:
    no essencial, a unidade; no opinável, a liberdade; em tudo, a caridade!

    Um abraço a todos(as)
    Em Cristo

  114. Está no meu blog, mas não consigo encontrar o endereço, por isso copio para aqui dos meus arquivos de transcrições de livros:
    “Proposição falsa: O católico deve ser homem do seu tempo e, como tal, deve aceitar sinceramente, sem segunda intenção as transformações e progressos por onde nosso século se diferencia dos anteriores.

    Proposição verdadeira: O católico deve ser homem do seu tempo e, como tal, deve aceitar sinceramente as transformações e progressos por onde nosso século se diferencia dos anteriores, desde que tais transformações e progressos sejam conformes ao espírito e à doutrina da Igreja, e promovam da melhor maneira uma civilização verdadeira cristã.

    Explanação: A sentença impugnada é unilateral. Em face de qualquer época da História os católicos têm um duplo dever: de adaptação e de resistência. A sentença impugnada só cogita de adaptação.

    Este duplo dever é fácil de ser compreendido. Nenhuma época houve em que todas as leis, instituições, costumes, modos de ver e sentir, merecessem só louvor ou só censura. Pelo contrário, existem sempre – nas épocas melhores como nas piores – coisas boas e coisas más. Em face do bem, encontre-se ele onde se encontrar, a nossa atitude só pode ser aquela que o Apóstolo aconselha: provadas todas as coisas, tomar o que é bom. Examinai tudo, ficai só com o que é bom. Em face do mal, devemos igualmente obedecer ao conselho do Apóstolo: “não vos queirais conformar com este século” (Rom. 12, 2).

    Entretanto, convém aplicar com inteligência um e outro conselho. É excelente analisar todas as coisas e ficar com o que é bom. Mas devemos ter em mente que bom é o que concorda não só com a letra mas ainda com o espírito. Bom não é aquilo que favorece a um tempo a virtude e o vício. Mas o que favorece sempre e unicamente a virtude. Assim, quando um costume não é reprovável em si mesmo, mas cria uma atmosfera favorável ao mal, a prudência manda rejeitá-lo. Quando uma lei favorece a única Igreja verdadeira, mas ao mesmo tempo também favorece a heresia ou a incredulidade, merece ser combatida.

    A resistência ao século também tem que ser feita com prudência, isto é, não deve ficar nem aquém nem além do seu fim. Exemplo de resistência ininteligente ao século, de apego a formas mutáveis e sem maior importância intrínseca, temo-lo na volta ao “altar em forma de mesa”. É uma resistência que vai muito além do seu fim, que é a defesa da Fé. De outro lado, a resistência ao século não deve ficar aquém de se seu objectivo. Não pode consistir em mera doutrinação sem aplicação concreta às circunstâncias do momento. Nem em protestos platónicos. É preciso doutrinar, é preciso conhecer os fatos do dia em toda a sua realidade viva e palpitante, é preciso organizar a ação para intervir a fundo no curso dos acontecimentos.

    Por fim, é necessário lembrar que a fisionomia de uma época não pode ser decomposta em aspectos bons e maus reciprocamente autónomos. Toda a época tem uma mentalidade que resulta a um tempo dos aspectos bons e maus. Se aqueles forem preponderantes e estes se referirem apenas a aspectos secundários, a época, sem ser ótima, pode chamar-se boa. Se, pelo contrário, preponderarem os aspectos maus e o bem existir apenas em um ou outro pormenor, a época deve chamar-se má. No problema das relações entre o católico e o seu tempo, não baste que ele tome posição diante de aspectos fragmentários do mundo em que vive. Deve considerar a fisionomia do tempo em sua unidade moral profunda, e tomar posição diante dela. É sobretudo à vista deste princípio que se deve negar a sentença impugnada. Pois ela não nos fala da aceitação deste ou daquele aspecto do mundo contemporâneo, mas de sua unidade global.

    (…)”.

    Dom A de C Mayer, Catecismo das Verdades oportunas.

  115. Por fim:
    -Amo a FSSPX, a extraordinária obra de resistência católica de Dom Lefebvre; esse reduto incontestável e tão firme de ortodoxia doutrinária. Amo os seus sacerdotes, que, pese embora alguns sejam bastante duros e radicais (alguns, uma minoria), merecem-me todo o respeito pelo árduo e incansável trabalho que sempre desenvolveram em prol da Igreja, da Doutrina e da Tradição.

    Conheço de muito perto as infatigáveis lutas destes homens; as enormes – tão grandes que é incompreensível a muitos a sua perseverança – as gigantescas perseguições de que são alvo por toda a espécie de inimigos; o grande martírio diário que é o combate católico e o sentido do dever autêntico.

    Dom Marcel Lefebvre, cujo nome foi tão colocado na lama, será um dia honra dos altares das nossas Igrejas, como hoje é para nós glória do combate católico.

    Corre-me nas veias o sangue do combate; a minha essência mais entranhável é combativa. Logo, todas as pessoas que dão a vida (quer até à última gota de sangue, quer mesmo por uma vida diária sacrificada e abnegada, cheia de perseguições e incompreensões) pela Igreja, merecem todo o meu respeito, e em muitos casos até veneração (entre aspas, porque se refere aqui a admiração).

    Contudo, abomino as atitudes sectárias e a dureza dos corações. A FSSPX é a magnífica, valiosíssima e valente obra de resistência católica mais excelente que conheço; mas não poderá jamais adoptar em termos oficiais, as atitudes sectárias que alguns dos seus sacerdotes e consequentemente também os fiéis (adoutrinados pelos primeiros e massa amorfa sem capacidade de pensar e reflectir) adoptam.

    Não estamos numa luta fratricida em que acusamos aos irmãos que estão fora da FSSPX disto ou daquilo, como se tivéssemos de escolher eu sou de Pedro, e eu de Apolo.

    O IBP também honra a memória de Dom Lefebvre, que o considera fundador do seu Instituto; os sedevacantistas também falam em Dom Lefebvre, para legitimar as suas teses mais escabrosas, valendo-se do legítimo mas por ventura excessivo zelo combativo deste grande bispo da resistência.

    Portanto, isto para dizer somente que continuo a ver na FSSPX o que sempre vi; e a ter-lhe o mesmo respeito e admiração que sempre tive.

    A nossa santa Fraternidade é uma verdadeira obra saída das mãos do Criador; e isto vê-se pelos seus frutos de santidade nas almas.

    Mas fujo, e sempre fugirei, das atitudes sectárias, fanáticas, extremistas, fundamentalistas e violentas. Mesmo que, por ventura, venham – como muitas vezes vêm – do seio da Tradição.

    Por amor muito se cala e pouco se diz; mas perfeito, só Deus!

  116. Gederson,
    se Tradição é aceitar que as mulheres apenas tenham direito a aprender a ler, a escrever e a fazer trabalhos manuais, então eu digo com firmeza: não aceito essa tradição; porque não é a verdadeira Tradição.

    E no entanto, é isto que os expoentes máximos da Tradição ensinam em países subdesenvolvidos, onde ainda podem manipular as consciências.

    Isto para mim, é sectarismo.

    Isto revoltou-me, não nego; e por ventura todos já terão percebido que foi desde essa altura em que vi tal coisa (que me chocou profundamente) é que comecei a questionar se o que afinal me teriam vendido por autêntica Tradição o era de facto e inteiramente.

    Tradição não pode ser imobilismo, Gederson. Este é precisamente o mesmo argumento que Dom Tissier usa para que as mulheres apenas sejam costureiras e cozinheiras. Coisa esta abominável.

    Isto que ele defende é um ultraje à Beata Hildegard Von Bingen, à grande guerreira Santa Joana d’Arc, a uma enorme -e muito esquecida – Tradição autêntica de mulheres combativas.

    Dizer que mulheres não podem ler livros sobre o reinado social de Nosso Senhor Jesus Cristo; manter escolas femininas onde estas apenas aprendem a manejar agulhas e linhas; é ignominioso para a Tradição, é descredibilizante para quem assim procede e é chocante para quem via aquela sociedade apostólica como verdadeiramente e em tudo perfeita.

    Não, definitivamente isto não é a Tradição.

  117. Gederson, vc poderia parar de responder a pessoa que vc está respondendo. Pq o assunto aqui É pena de morte.

    Droga esse vômito de desvio de assunto.

    ********************************** Livro do PADRE Emílio Silva

    E NO ANTIGO TESTAMENTO É indubitável, e nenhum crente porá em dúvida, que Deus é o Supremo Senhor da vida e que, por conseguinte, pode transmitir às autoridades temporais, por Ele ordenadas em toda sociedade, o direito sobre a vida e a morte e portanto o de infligir a pena capital em caso de necessidade. Que assim o tem feito em certos casos, e para determinados delitos, atesta-o claramente a Sagrada Escritura.

    Já no Gênesis, diz Deus a Noé: “Quem derrame o sangue humano, por mão humana será derramado o seu; porque o homem foi feito à imagem de Deus.”30

    No Êxodo, promulgado o Decálogo, continua o Legislador: “Quem ferir um homem, querendo matá-lo, será castigado com a morte”31 e com mais ênfase, dois versículos mais adiante, no mesmo capítulo: “Se alguém, premeditada e insidiosamente matar seu próximo, até de meu altar o arrancarás para dar-lhe morte.”32

    No Levítico reitera-se concisamente o castigo: “Quem ferir e matar um homem, seja morto irremissivelmente.”33

    No livro dos Números, para evitar um possível erro no juízo, exige-se que sejam várias as testemunhas do crime. “Todo homicida será morto por depoimento de testemunhas; uma só testemunha não basta para condenar à morte um homem”, e continua o hagiógrafo: “O sangue (do inocente) contamina a terra e não pode a terra purificar- se com o sangue nela vertida, senão com o sangue de quem o derramou.”34
    É pois evidente que Deus permite e que é lícita a execução dos réus de homicídio. Porém, há mais; pelo teor dos textos, vê-se claro que não contêm somente uma permissão, “trata-se — dizem os eminentes biblistas Schuster e Holzammer — de uma obrigação que o Senhor da vida impõe ao homem, de castigar com a morte todo assassino,35 ou como se expressa Welty: “No Antigo Testamento não somente se aprova como ação lícita a execução dos criminosos, como também é algo expressamente aprovado e mandado por Deus-” 36 Acrescente-se, a essa obrigatoriedade do castigo, a reiterada proibição de conceder indulto ao homicida.

  118. A propósito, pois, das opiniões divergentes, vertidas na Igreja por alguns de seus membros, não tenham medo os leitores. A Doutrina da Santa Igreja, já firmada, não mudou, nem poderá jamais mudar num ápice que seja, no que respeita aos castigos e à pena máxima. Seus opositores dentro da Igreja são um “grupito” de sacerdotes, quase sempre desqualificados, que não devem impressionar-nos, pois nunca faltaram, nem no futuro faltarão, dissidências na Igreja e em pontos de muito maior relevo.

    ***********************

    N tem jeito, essa gente que defende bandido só pode ter o cérebro lesado. Como que conseguem ver “amor” em assassino e n veem amor nas vítimas e seus familiares??

  119. O espírito esquecido de Jesus: perdão, justiça restaurativa/reabilitativa, reeducação, bondade, reconciliação, amor!
    «Porque Eu vos digo: Se a vossa justiça não superar a dos doutores da Lei e dos fariseus, não entrareis no Reino do Céu.»

    «Ouvistes o que foi dito aos antigos: Não matarás. Aquele que matar terá de responder em juízo.

    Eu, porém, digo-vos: Quem se irritar contra o seu irmão será réu perante o tribunal; quem lhe chamar ‘imbecil’ será réu diante do Conselho; e quem lhe chamar ‘louco’ será réu da Geena do fogo.

    Se fores, portanto, apresentar uma oferta sobre o altar e ali te recordares de que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão; depois, volta para apresentar a tua oferta.

    Com o teu adversário mostra-te conciliador, enquanto caminhardes juntos, para não acontecer que ele te entregue ao juiz e este à guarda e te mandem para a prisão.

    Em verdade te digo: Não sairás de lá até que pagues o último centavo.»

    (Mateus 5 20 – 26)

    «Ouvistes o que foi dito: Olho por olho e dente por dente.

    Eu, porém, digo-vos: Não oponhais resistência ao mau. Mas, se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a outra. Se alguém quiser litigar contigo para te tirar a túnica, dá-lhe também a capa. E se alguém te obrigar a acompanhá-lo durante uma milha, caminha com ele duas. Dá a quem te pede e não voltes as costas a quem te pedir emprestado.»

    «Ouvistes o que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo.

    Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem.

    Fazendo assim, tornar-vos-eis filhos do vosso Pai que está no Céu, pois Ele faz com que o Sol se levante sobre os bons e os maus e faz cair a chuva sobre os justos e os pecadores. Porque, se amais somente os que vos amam, que agradecimento mereceis? Não fazem já isso os cobradores de impostos? E, se saudais somente os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não o fazem também os pagãos?

    Portanto, sede perfeitos como é perfeito o vosso Pai celeste.»

    (S. Mateus, capítulo V, versículos 38 a 48)

    «Então, Pedro aproximou-se e perguntou-lhe: «Senhor, se o meu irmão me ofender, quantas vezes lhe deverei perdoar? Até sete vezes?»

    Jesus respondeu: «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.

    Por isso, o Reino do Céu é comparável a um rei que quis ajustar contas com os seus servos.

    Logo ao princípio, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos. Não tendo com que pagar, o senhor ordenou que fosse vendido com a mulher, os filhos e todos os seus bens, a fim de pagar a dívida.

    O servo lançou-se, então, aos seus pés, dizendo: ‘Concede-me um prazo e tudo te pagarei.’

    Levado pela compaixão, o senhor daquele servo mandou-o em liberdade e perdoou-lhe a dívida.

    Ao sair, o servo encontrou um dos seus companheiros que lhe devia cem denários. Segurando-o, apertou-lhe o pescoço e sufocava-o, dizendo: ‘Paga o que me deves!’

    O seu companheiro caiu a seus pés, suplicando: ‘Concede-me um prazo que eu te pagarei.’

    Mas ele não concordou e mandou-o prender, até que pagasse tudo quanto lhe devia.

    Ao verem o que tinha acontecido, os outros companheiros, contristados, foram contá-lo ao seu senhor.

    O senhor mandou-o, então, chamar e disse-lhe: ‘Servo mau, perdoei-te tudo o que me devias, porque assim mo suplicaste; não devias também ter piedade do teu companheiro, como eu tive de ti?’

    E o senhor, indignado, entregou-o aos verdugos até que pagasse tudo o que devia.

    Assim procederá convosco o meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar ao seu irmão do íntimo do coração.»

    (São Mateus, capítulo 18, versículos de 21 a 35)

    «Então chegaram ao pé de Jesus uns escribas e fariseus de Jerusalém, dizendo: Por que transgridem os teus discípulos a tradição dos anciãos? pois não lavam as mãos quando comem pão. Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Por que transgredis vós, também, o mandamento de Deus pela vossa tradição? Porque Deus ordenou, dizendo: Honra o teu pai e a tua mãe; e: Quem maldiz o pai ou à mãe, certamente morrerá. Mas vós dizeis: Qualquer que disser ao pai ou à mãe: É oferta ao Senhor o que poderias aproveitar de mim; esse não precisa honrar nem o seu pai nem a sua mãe, E assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de Deus. Hipócritas, bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: Este povo aproxima-se de mim com a sua boca e honra-me com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. Mas, em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens. E, chamando a si a multidão, disse-lhes: Ouvi, e entendei: O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem. Então, acercando-se dele os seus discípulos, disseram-lhe: Sabes que os fariseus, ouvindo essas palavras, se escandalizaram? Ele, porém, respondendo, disse: Toda a planta, que o meu Pai celestial não plantou, será arrancada. Deixai-os; são condutores cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova. E Pedro, tomando a palavra, disse-lhe: Explica-nos essa parábola. Jesus, porém, disse: Até vós mesmos estais ainda sem entender? Ainda não compreendeis que tudo o que entra pela boca desce para o ventre, e é lançado fora? Mas, o que sai da boca, procede do coração, e isso contamina o homem. Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfémias. São estas coisas que contaminam o homem; mas comer sem lavar as mãos, isso não contamina o homem.

    (Mat 15:1-20)

  120. Métodos de Execução dos criminosos
    Uma lista dos diferentes métodos de execução usados através dos tempos em todo o mundo, a maioria usada ainda hoje nos mais diversos países – na China são utilizados quase todos estes; e nos EUA os mais cruéis como a cadeira eléctrica:
    Afogamento: o condenado é afogado.
    Apedrejamento: lançam-se pedras sobre o condenado, até à sua morte.
    [“Quem não tenha pecado que atire a primeira pedra” – Jesus Cristo]
    Arrancamento: os quatro membros são arrancados do corpo.
    Decapitação: a cabeça é decepada.
    Degola: corta-se a garganta ao condenado.
    Electrocução: o condenado é imobilizado numa cadeira, sofrendo depois tensões eléctricas de 20.000 volts. É aplicada nos EUA, é a chamada vulgarmente «cadeira eléctrica».
    Empalação: um pau pontiagudo penetra pelo orifício anal do condenado, até à boca, peito ou costas.
    Enforcamento: a vítima é pendurada por uma corda à volta do pescoço, cuja pressão provoca asfixia. É a forca, também ainda muito praticada em quase todos os países que aplicam a pena, como os Estados Unidos e a China.
    Enfossamento: o condenado é lançado para um buraco e tapado com terra.
    Esfolamento: mata-se a vítima tirando-lhe a pele.
    Esmagamento: o corpo é total ou parcialmente sujeito a uma forte pressão, quebrando os ossos e esmagando órgãos.
    Flechas: arqueiros atingem o condenado com flechas.
    Fogueira: o condenado é queimado vivo.
    Fuzilamento: um pelotão dispara sobre o condenado.
    Gaseamento: o condenado é colocado numa câmara, na qual se liberta um gás mortífero. Também praticado nos EUA – que horror!
    Inanição: o condenado é deixado, de alguma forma, ao abandono e sem alimentos.
    A famosa injecção letal tão defendida pelos favoráveis à pena: administra-se no condenado uma mistura fatal de produtos químicos, por via intravenosa. Sabe-se que demoram pelo menos 15 minutos a morrer e sentem dores atrozes.
    Perfuração do ventre: consiste em furar o ventre.
    Precipitação: o corpo é lançado de um monte.
    Retalhamento: cortam-se partes do corpo do condenado, até o matar.
    Roda: depois de atado a uma roda, o condenado é vítima de golpes.
    Vergastação: o condenado é chicoteado até à morte.

    E agora eu pergunto: chocar-se com alguns destes e não com todos; só com alguns, porquê? Se se defende a pena de morte, que importa como o desgraçado vai morrer? Defender que devia morrer de morte mais suave é pura hipocrisia! Se morre enforcado ou na cadeira eléctrica – as mais comuns – que diferença faz? Vai morrer na mesma, para quê darem-lhe morte mais supostamente digna? Já se deram conta que esse é o mesmo argumento defendido pelos defensores da eutanásia – o da morte indolor e suave -?

    E aí, católicos de rosário e eucaristia sempre: qual destes métodos é melhor: a forca, a câmara de gás, o fusilamento ou algum dos outros? Qual vcs seriam capazes de aplicar? Com um rosário na mão e com a Eucaristia marcada pra o próximo Domingo?

    Qual dos métodos é mais católico e mais aplicável por almas santas ou que querem a santidade?

    E se nenhum poderia ser praticado por nós, vamos lavar as mãos como Pilatos e deixar que outros, não tão ‘santos’ como nós, sejam os carrascos.

  121. As famílias das vítimas, na sua grande maioria, são contra a pena de morte:
    Será que as execuções são uma forma de fazer justiça perante as vítimas de crime violento e das suas famílias?

    Muitos dos que defendem a aplicação da pena de morte fazem-no em nome dos “direitos das vítimas”. Argumentam que as vítimas de crime violento e os seus entes queridos têm o direito a ver a vida do perpetrador ser tirada pelo estado. No entanto, mesmo que seja compreensível que as vítimas de crime violento e as suas famílias sintam raiva em relação aos perpetradores de tais actos, esse argumento não pode ser usado para justificar a violação do direito inalienável à vida dos condenados por esses crimes. A finalidade e crueldade inerentes à pena de morte tornam-na incompatível com as normas do comportamento civilizado da sociedade actual. É uma forma desadequada e inaceitável de dar resposta ao crime violento.

    O apoio à pena de morte sustentado na consideração para com as vítimas tem implícita a ideia de que todos os afectados pelo crime violento apoiam a pena de morte universalmente, o que está longe de ser verdade. Muitos – a maioria – familiares de vítimas de homicídio objectam contra a aplicação da pena de morte em nome dos seus entes queridos. Nos EUA, o grupo Famílias de Vítimas Assassinadas em luta pelo Direito à vida dos assassinos dos seus familiares tornou-se numa voz poderosa contra as execuções:
    “Acreditamos que os familiares das vítimas de homicídio têm algo a dizer no debate acerca de como devem as sociedades punir o homicídio e têm a autoridade moral para exigirem uma ética consistente com o respeito pelo direito à vida e sua sacralidade, como parte dessa resposta. O grupo Famílias de Vítimas Assassinadas em luta contra a pena de morte constitui-se como uma resposta a essa necessidade.”

    Marie Deans, cuja sogra foi assassinada em 1972, afirma:
    “Após um homicídio, as famílias das vítimas enfrentam duas situações: uma morte e um crime. Nessa altura, as famílias precisam de ajuda para lidar com a sua perda, e apoio para curar a ferida nos seus corações e reconstruir as suas vidas. Sabemos por experiência que a vingança não é a resposta. A resposta consiste em reduzir a violência, não em causar mais mortes. A resposta reside em apoiar os que sofrem devido à perda dos seus entes queridos, não em criar mais famílias em sofrimento [através da execução de um familiar]. Está na altura de quebrar o ciclo de violência.”

    As mesmas pessoas que justificam a aplicação da pena de morte através dos direitos das vítimas raramente falam acerca do sofrimento que as execuções causam aos demais. O trauma para os guardas prisionais envolvidos nas execuções, o sofrimento emocional da família e dos entes queridos do executado, os advogados de defesa que de alguma forma podem sentir que falharam em relação ao cliente executado e várias outras pessoas traumatizadas pelas execuções são simplesmente ignorados pelos que enumeram as vantagens das execuções.

    “As pessoas não compreendem que a pena de morte tem um impacto realmente abrangente nas famílias” diz Jonnie Wanner. O seu irmão, Larry Griffin, foi executado no estado de Missouri, EUA, em 1995. “A minha mãe nunca conseguiu superar [a execução do filho]. Ela mudou tanto desde que isso aconteceu. Todos os miúdos têm muita dificuldade em compreender. A pena de morte cria muito mais vítimas.”

    Vidas que dependem de um resgate
    Alguns países, em especial o Irão, a Arábia Saudita e o Iémen, empregam um sistema que permite aos familiares da vítima assassinada desistir da aplicação da pena de morte de forma gratuita ou mediante uma compensação financeira – também chamada de diya ou “dinheiro sujo” – ou mediante o estabelecimento de condições que considerem apropriadas.

    O “dinheiro sujo” é pago em compensação pela morte e portanto antecede a execução. Estes sistemas fazem com que a aplicação da pena de morte seja arbitrária e discriminatória ao extremo. É arbitrária porque os acusados de crimes similares podem ser tratados de forma diferente. O acusado de matar um membro de uma família que demonstre misericórdia não é executado, enquanto outro acusado cuja família da vítima não o perdoe é executado, mesmo que todos os detalhes do crime cometido sejam similares. É discriminatória porque os que têm mais dinheiro conseguem mais facilmente tentar as famílias das vítimas a aceitar um pagamento generoso.

    Os familiares das vítimas de assassinato têm todo o direito de ver os culpados por tal crime ser trazidos perante a justiça e julgados num processo justo. Mas permitir que estes influenciem o processo judicial desrespeita um dos princípios centrais da actual jurisprudência: o princípio de que todos são iguais perante a lei.
    Todos os dias, prisioneiros – homens, mulheres e crianças – enfrentam a execução. Independentemente do crime que tenham cometido, sejam culpados ou inocentes, vêem as suas vidas reclamadas por um sistema de justiça que valoriza e prefere a retribuição em vez da reabilitação.

    Violência gera violência. Jesus veio abolir a lei do olho por olho, dente por dente. A noção católica – cristã – de justiça não é essa.

    Familiares de vítimas totalmente contra a pena de morte, em luta permanente pela abolição total e definitiva, são o maior argumento – porque belo testemunho – de amor, perdão, reconciliação e, porque não dizer?, Cristianismo.

  122. EUA: Execuções frustradas

    A história da pena de morte nos Estados Unidos está repleta de execuções que, embora se tenham concretizado, ficaram marcadas por problemas.

    O enforcamento, método preferido até ao final do século XIX, registou várias falhas. Segundo testemunhos escritos, houve ocasiões em que a corda rebentou, em que a brutalidade do movimento provocou uma decapitação, ou em que o condenado se manteve por muito tempo suspenso antes de morrer estrangulado.

    Com os fuzilamentos, realizados por um pelotão de execução, também não se conseguiu garantir sempre uma morte instantânea. Se quem dispara não acerta no coração do condenado, este pode agonizar durante muitos minutos, enquanto sangra.

    Surgiram então novos métodos de execução mais “evoluídos” e “civilizados”: a cadeira eléctrica, a câmara de gás e a injecção letal.

    A cadeira elétrica é na realidade particularmente violenta. O condenado senta-se na cadeira, são apertados cintos de cabedal que lhe prendem as pernas, braços, cintura e cabeça, são aplicados eléctrodos nas pernas, tronco e cabeça, após raparem os pelos e cabelos, para uma melhor condução, e ser aplicado um gel de electrocussão. Mas nem sempre a primeira descarga é suficiente para matar. Em diversos casos, quando já se pensa que o condenado está morto, o corpo começa a contorcer-se em espasmos. É então accionada uma segunda descarga. O condenado acaba por ser queimado, por dentro, até à morte, pela corrente eléctrica. A sala enche-se de cheiro a carne queimada. Há um registo de um condenado cuja cabeça começou a arder. É frequente as mãos do condenado contrairem-se, as pernas mexerem-se com movimentos compulsivos, às vezes o nariz sangra e o condenado vomita bílis.

    A câmara de gás, introduzida em 1924 e ainda em vigor numa dezena de estados, ofereceu frequentemente o espectáculo de um condenado amarrado a uma cadeira, afogando-se, com os olhos a dar voltas.

    A injecção letal surgiu em 1977 como uma tentativa para limitar o sofrimento e não afectar a sensibilidade dos espectadores. Consiste em administrar três produtos e, como um deles paralisa o condenado, este não pode expressar o que sente, salvo em algumas situações, nas quais o prisioneiro se inclinou sobre a mesa, sacudido por espasmos. Se for o caso de um drogado, o que não é raro, o pessoal paramédico penitenciário, que muitas vezes nem possui formação e experiência suficientes, luta por vários minutos para encontrar uma veia em bom estado.

    “Eles despedaçaram-me! Doeu muito (…) Isto não é uma execução”, gritou Bennie Demps, executado na Flórida em 2000.

    “Não resulta, não resulta!”, exclamou Joseph Clark, executado no Ohio em 2006, ao ver a sua veia explodir, quando o sedativo foi injectado. A equipa médica demorou 80 minutos a encontrar uma veia onde pudesse ser administrada a injecção. Clark chegou a pedir para o matarem de outra forma.

    No final de 2006, Angel Nieves Diaz, executado na Flórida, tremeu e lutou para respirar, antes de sofrer convulsões e falecer, após 34 intermináveis minutos. As agulhas estavam muito profundas, e os químicos não chegaram directamente ao seu sangue.

    Em 2007, no Ohio, o pessoal da execução demorou tanto tempo (73 minutos) para encontrar uma veia, que foi necessário fazer uma pausa para o condenado, Christopher Newton, ir à casa de banho. A sua execução demorou 1 hora e 53 minutos. A infusão das drogas demorou 14 minutos, durante os quais as testemunhas viram a cara do condenado a ficar azul, devido à falta de oxigénio. “Basicamente, ele morreu sufocado”, afirmou Groner, médico e professor na Universidade de Ohio.

    O que é isto, senhores!

    Ok. Prefiro ser sentimentalista, burra, imbecil, idiota, louca, lady Gaga da blogosfera (será que isto significa que sou uma estrela que muitos amam, admiram e respeitam? Se for, é mesmo! Isso é verdade e gera invejas); prefiro ser isso tudo e ser contra a pena.

    Que monstruosidade matar alguém deste modo e desejar a morte de um ser humano desta maneira.

  123. Vejam este vídeo, está traduzido:

    Outra coisa:
    Recomendo muitíssimo o filme: à espera de um milagre.

    É contado por um carrasco na velhice, um homem que se arrependeu da nojenta tarefa que teve ao longo da vida. Conta a história de amizade dele com alguém a quem teve de executar – o filme é belíssimo!

    A pena é legítima quando não houver nenhuma outra forma de neutralizar o criminoso e assim defender a sociedade de um perigo incontrolável. Mas isto é uma utopia dos defensores da pena: porque hoje não há nenhum caso que justifique a aplicação da pena. Se os regimes prisionais são maus e corruptos, há que reformulá-los; e não escolher o caminho mais fácil: a matança.

    Procurem ver esse filme de que vos falo; e vejam esse vídeo! Dá muito que pensar e para reflectir.

    Portugal foi o primeiro país do mundo a abolir a pena de morte. Aqui fica uma breve cronologia:
    1846: Última execução por crimes de delito comum.

    Junho 1852: A pena de morte é abolida, para os crimes políticos. Reinava D. Maria II.
    Tinha que ser uma corajosa mulher!!! Claro!

    1863: Apresentada em debate parlamentar a seguinte proposta:
    1 – É abolida a pena de morte;
    2 – É extinto o hediondo ofício de carrasco;
    3 – É riscada do Orçamento de Estado a verba de 49,200 réis para o executor.

    Julho 1867: A pena de morte é abolida, para todos os tipos de crimes com excepção dos militares. Reinava D. Luís.

    Março 1911: A pena de morte é abolida para todos os crimes.

    1914: Durante a Primeira Guerra Mundial, a pena de morte é readmitida, podendo ser aplicada “em caso de guerra”. Tem lugar a última execução em Portugal.

    Abril 1976: A pena de morte é definitivamente abolida, para todos os crimes.

    PS: Muito antes do Concílio Vaticano II, vale recordar.

  124. Acho imensa piada a este recurso ao Antigo Testamento só quando convém.

    O AT:
    -manda não comer carne de porco
    -legitima a poligamia
    -legitima o divórcio e o repúdio da mulher, devido à dureza de coração
    -legitima o concubinato
    e um larguíssimo etc.

    Não se pode usar o AT só quando convém, né? Pq n deixamos de comer carne de porco e pq não passa o homem católico a ter cinco ou seis esposas, como Deus permitia no AT?

    É evidentíssimo, a qualquer pessoa de boa fé e que não queira sofismar, que Jesus Cristo veio explicar melhor a lei dos profetas e levá-la ao seu pleno e correcto cumprimento.

    É evidentíssimo que São Tomás é grande, mas não infalível e portanto passível de erro.

    É evidentíssimo que, no Catecismo Romano, há que distinguir o essencial do acessório (estou a lembrar-me do: «de boa vontade não saiam das suas casas»)

    E é evidentíssimo também que, apesar dos erros em que esta época de trevas colocou a Igreja – que quis abrir-se demasiado ao mundo -, temos magistério, e temos o dever, sempre que tal nos seja possível, de seguir a Igreja, o magistério e o Papa. Sentir com a Igreja.

    Agora sim, encerro a minha participação neste tópico.

    Bruno, Gederson, abraço.

    Fiquem com o bom Deus

    Ana Maria,
    que Deus a ilumine (não quanto à pena de morte, em que discordâncias são perfeitamente legítimas; mas quanto ao resto). Que Deus a faça ver o seu enorme erro.

  125. Teresa,

    Por favor, até quando você vai fugir dos argumentos!

    Porque você você fica repetindo a estória do Antigo Testamento, como se o Novo também não defendesse claramente a pena de morte?

    Como fica, entre outros, o trecho de Ap XIII,10?

    Se Cristo tivesse abolido a pena de morte com base no “amor”, como você sugere, por que o Novo Testamento, e não somente o Antigo que você rebate, defenderia com todas as letras a pena capital?

    Pare de usar sofismas. Se os argumentos bíblicos a favor da pena de morte se encontram tanto no Antigo como no Novo Testamento, não há como aceitar a sua tese de que Cristo a teria abolido.

    O nosso recurso ao AT não é somente quando nos convém, mesmo porque a pena de morte está confirmada pelo NT. Mas, da mesma forma, por que você ignora o NT nos casos que não lhe convêm?

    Sei que fui bem repetitivo, mas quando alguém foge do assunto, torna-se necessário. Por favor, entre no mérito da questão. Fale sobre o Novo Testamento, e não sobre algum filme de Holywood.

    ADMG,

    Márcio

  126. Márcio,
    dei várias passagens do Novo Testamento em que fica claríssimo o espírito de Jesus, a noção de justiça que Jesus ensina, o ênfase dado por Jesus no perdão e na reconciliação, na justiça restaurativa.

    Estão aí várias passagens em que é dito com muita clarez para se abandonar o olho por olho dente por dente, a vingança (justiça?), a violência desnecessária.

    Claro que a da adúltera ser apedrejada vcs vão sofismar e dizer: ah, Jesus só queria dizer que não podemos fazer justiça com as próprias mãos.

    Isto é falso: o adultério era punido com a pena de morte nesse tempo; era crime gravíssimo (ainda devia ser); os fariseus e doutores da lei podiam aplicar a pena, pois do modo como a passagem é descrita, era comum – e de lei – que se aplicasse essa pena exactamente como estava instituída. A mulher foi apanhada, logo foi condenada.

    E Jesus, o que fez?

    Transformou pedras em perdão.

    Acho que o espírito de Cristo, que permeia todo o Evangelho, fala claro e é mais que suficiente para que os abolicionistas usem contra a aplicação da pena (não contra a legitimidade desta em determinadas épocas, não a nossa).

    Além disso, o poder hoje dos estados não vem de Deus. Vem do povo – é a democracia liberal. Logo, essa autoridade não é instituída por Deus, fica automaticamente excluída – pela pura lógica – a aprovação de Deus a crimes contra a sacralidade e inviolabilidade da vida humana, em estados que não seguem a Sua lei, e antes praticam leis iníquas.

    Isto é o que penso. Não sou nem serei favorável à pena!

    Acho que não se justifica: se temos modernos meios para tudo, aplique-se também maior eficácia no combate à criminalidade sem se chegar a esses extremos, desnecessários.

    Se fosse de todo necessário, a pena seria legítima; mas não é. Não é necessário aplicá-la hoje, logo deve ser abolida.

    Abs

  127. Quando Jesus diz a Pilatos: «Nenhum poder terias sobre mim, se este não te tivesse sido dado do alto», isto é suficiente para legitimar a pena de morte?

    E o aborto, não? Porquê? O estado tem poder para promulgar leis iníquas, mas isto não significa que Deus as aprove. O estado tem autoridade, e Deus ensina-nos a respeitar a autoridade.

    Mas a autoridade não pode servir para promulgar leis iníquas. E muito menos para que lhes demos o nosso apoio.

    O caso da Igreja com os hereges é diferente: só a Igreja pode julgar alguém pelo pecado (crime) de heresia. Assim como só Deus dispõe da vida de alguém, também a Sua Santa Igreja pode dispor em Seu nome.

    E muito antes do Vaticano II, a Igreja entendeu que esse não era o melhor caminho.

    Dificuldades tenho em aceitar é a suposta justiça punitiva austera do estado. O estado não é c atólico, é laico; o estado é liberal e democrático; o estado não se rege por leis católicas; logo, a pena de morte aplicada por este tipo de estados é sempre injusta.

  128. Há passagens bíblicas para os dois lados. Há santos para os dois lados. Vocês têm São Tomás e o catecismo romano. Têm mais argumentos de peso.

    Eu tenho o clero liberal, o que não ajuda muito, de facto.

    Mas a consciência rectamente formada, o conhecimento de Cristo, levam-nos a ser, pelo menos em princípio, a favor do menor número possível de casos que merecessem essa pena. Ora, se vivemos na época de todo o tipo de progressos (bons e maus), porquê não lutar para que cada vez menos morra gente, e ainda incentivar o caso contrário – que cada vez se mate mais?

    O que eu vejo é a defesa do argumento: implante-se a pena de morte, já! Vamos dar passaportes para a morte! Vamos defender a cultura da morte! Vamos defender o olho por olho, dente por dente!

    E quanto mais depressa, melhor! Matem, matem, matem!

    Eu acho isto horrível.

  129. Teresa, o linguajar que pressupõe um congelamento da tradição ou do magistério, está inserido no contexto tanto do conceito da tradição viva e do magistério vivo. Digo ainda que, dentro deste contexto vivaz, surge também o episcopado vivo e o primado vivo. Penso que a linguagem do congelamento, é a linguagem da aplicação de algumas ciências naturais, a ciência teológica, algo moderno. Dom Fellay, quando responde ao Papa que o magistério esta congelado na Regra de São Vicente de Lérins, quer dizer que o magistério da Igreja não é historicista e deve ter o senso de eternidade. Deste modo, pouco importa se o catecismo foi escrito a 500 anos atrás e o Evangelho foi escrito a 2000 anos atrás, o que importa é o conteúdo e não a idade, principalmente a verdade. Bom, mas há de se considerar uma diferença essencial do catecismo romano para o catecismo moderno: ele é um catecismo sacerdotal, foi escrito para os sacerdotes ministrarem a catequese junto aos fiéis: no altar, nos sermões, que eram o lugar e a forma para a catequese. Já o catecismo moderno, é totalmente o oposto, além de ser um catecismo com sabor de modernismo, são os leigos que o fazem a catequese. Mas e os Padres, o que fazem no altar e nos sermões?

    Não se trata de distinguir entre o depósito de fé e o que não é, Dom Mayer, jamais aconselharia os fiéis fazerem aquilo que é de competência da Igreja. Trata-se do fiel distinguir aquilo que esta dentro de sua competência, como fiel e como leigo, em seus deveres de estado. Do contrário Dom Mayer estaria incentivando exatamente a revolução e aquilo que foi deplorado por Dom Tissier e é deplorado por Dom Fellay: o livre exame sobre a tradição. Conheço muito bem a história de se distinguir entre o essencial e o acidental. Isto é defendido por um famoso neo-conservador que usava a Polônia, como exemplo. Exatamente por ceder no acidental e ficar apenas no essencial, a Polônia nunca exerceu tanta influência, como a Igreja, que já teve sacerdotes defendendo que da verdade não se negocia uma vírgula. Essas negociações com o tempo, lembram-me efetivamente da Igreja Morna de Laodicéia…

    O modernismo de Dom Rífan, não lhe foi imputado, que fique bem claro. O que ocorre é que ao aceitar o princípio motriz do CVII, naturalmente você aceitará tudo o que Dom Rífan aceitou: o modernismo do Bispo da CEDAMUSA começou com a aceitação destes mesmos princípios, não se deu da noite para o dia. Foi o que vimos no caso de Dom Rífan, e é o que estamos começando a ver em você, que entre outras coisas, aceita o princípio da distinção do depósito da fé para sua forma, apóia a salvação da litúrgia de Paulo VI e venera Mons. Escrivá (o conceito de vocação dele, é similar ao de Lutero e atende perfeitamente a demanda da Nova Teologia, bem expressas por Urs Von Balthasar, nos seguintes termos: Em primeiro Lugar, na antiguidade, tudo – tanto com os cristãos como com os filósofos pagãos – girava em torno da “conversão” (revolução, Epístrofe) do mundo a Deus. Hoje é necessário que todos, incluindo você, que por tanto tempo, muito tempo, você olhou na direção de Deus, gire em sentido radicalmente contrário: em conversão ao mundo. Chi é il cristiano? – Hans Urs Von Balthasar. Hà Maitê no artigo que comentei em seu blog, fala, na missão do batismo, como uma missão de transformar o mundo, isto não é missão batismal, porque o mundo jaz no maligno, não pode ser transformado. Mas se você for a Marx, verá que “a missão dos filósofos, não é mais de interpretar o mundo, mas de transformá-lo”, é no mínimo curioso a identificação entre este significado batismal, e o chamado de Marx aos filósofos). Neste ponto, não se trata da questão da pena de morte, mas tão somente da aceitação do princípio motriz do CVII: a distinção entre a substância do depósito da fé e de sua forma. Gustavo Corção, via nisso a capitulação da Igreja… O Concílio considerou como substância do depósito, as Sagradas Escrituras e a tradição, como sua forma. Mas se da lei não passará nem um jota, passará a forma do depósito da fé, ou a forma como a fé foi conhecida nos 19 séculos anteriores ao CVII ?
    Se me diz outra vez, eu lhe repito que você não baseia suas argumentações em razões, mas em sentimentos. No próprio texto de Dom Mayer que você mandou, está escrito:

    “Bom não é aquilo que favorece a um tempo a virtude e o vício.”

    Um magistério ambíguo favorece ao mesmo tempo a virtude e o vício: a direita e a esquerda. Não há nada mais contrário ao Evangelho do que a ambiguidade! Como obedecer um magistério que ao mesmo tempo serve a virtude e o vício e a verdade e a mentira? Devemos fazer “ecumenismo de santidade” com a comunidade de Taizè, prestar homenagem a São Pio X e depois prestar homenagens a Cavaco Silva e Sòcrates?

    Romano Amério quando diz que não existe mais magistério Papal depois do CVII, não quer salvar certo tradicionalismo, ele quer salvar a Igreja e a sua honra. Porque como diz o apóstolo São Tiago, não jorra de uma fonte ao mesmo tempo, água doce e água salgada, como também não é possível dizer Sim Não e Não Sim, e ainda se dizer cristão. Como disse Mons. Lefebvre um monte de vezes: Roma está em apostasia. Não é preciso de outra tese para “salvar certo tradicionalismo”, além da Humani Generis e da Pascendi Dominici Gregis. É muito ingenuidade pensar em uma continuidade com o magistério anterior ao Vaticano II, quando se sabe que este magistério, era tomista e a nova teologia em sua essência, é anti-escolástica e anti-tomista (será essa a razão de suas alfinetadas em Santo Tomás?). Maior ingenuidade e ilusão, é pensar que a restauração virá de um Papa não tomista. Nenhum membro da Nova Teologia tem condições para restaurar a Igreja. Se isto fosse possível, o CVII, deveria ser aceito em sua totalidade, não parcialmente, além, é claro de termos que rasgar a Pascendi, a Humani Generis e o Terceiro Segredo de Fátima.
    Há nova teologia pode exercer magistério na Igreja, sem que naturalmente se contraponha ao magistério tomista, pré-conciliar?

    Quem diz que o Papa não é exerce magistério , além de Romano Amério, é o jornalista Vitório Messori e mais recentemente Antônio Socci, no lançamento do livro, o Papa sozinho contra os cruzados da desinformação. Messori disse que o Papa parece um general sem exército, mas na verdade, ele é um general que não convoca seu exército e muito menos uma cruzada pela informação. Ora, se o general não convoca seu exército, ele nao quer que se seu exèrcito lute por ele, assim, ele quer estar sozinho, não é verdade? Então, a teoria da solidão Papal, segundo a qual ele faz tudo sozinho, é fruto da nova forma de funcionamento do primado petrino que absorveu o conceito de tradição viva, tornando-se “Primado vivo”. Mas se há exercício do magistério, por que estamos em crise? Por que uma hermeneutica cismática se apoderou do CVII e deu a luz a uma ideologia pará-conciliar que não é combatida pelo magistério?

    Em se tratando de magistério ambíguo, a de se considerar ainda que, não há uma obediência a ele, mas a própria consciência que deve desvendar aquilo que por obrigação o magistério tem que dizer claramente. Como você que faz a distinção entre o que é e o que não é do depósito da fé. Isto a meu ver é o que Dom Fellay deplorou ao dizer que “a tradição não pode ser um brinquedo nas mãos dos homens.” Para finalizar a questão do magistério democrático, São João Maria Vianney, não foi proclamado modelo para os sacerdotes, por motivos monárquicos ou democráticos? Parece que queriam que o modelo fosse de Padres assim, mais sociais, por isso o Papa voltou atràs… Mas alguém vê Roma exigir obediência de alguém, além da FSSPX?
    Como defender a distinção fundamentalíssima entre essencial e acessório, sem colocar o magistério que deveria fazer está distinção, como um acessório e fazer o magistério a partir da própria consciência?
    Como não defende um conceito evolutivo de tradição, se defende uma nova teologia matrimonial?

    Como todos podem ver, não se trata de uma discordância acidental, mas de uma discordância de princípio. Fora o historicismo, bem visto na questão da Quanta Cura entre Dom Lefebvre e o Cardeal Ratzinger. Muito menos trata-se de rotulação, ao aceitar um magistério ambiguo, você absorve a sua ambiguidade e faz livre exame Teresa. Isto a meu ver, é ajudar a destruir a Igreja. Então devo me calar ou falar exatamente, em nome da caridade?
    Quanto a pena de morte, as três santas que foram contra a pena de morte, não confrontaram suas opiniões pessoais, contra o juízo da Igreja, confrontaram? Mas você aparentemente, está baseando seu posicionamento na opinião pessoal destas santas, e confrontando o juízo da Igreja que prescreve a pena de morte como válida e legítima. Este é um posicionamento perigoso, como é perigoso e totalmente imprudente falar em uma nova teologia matrimonial, quando a Igreja vive a pior crise de sua história.

    Quanto a maior participação da mulher no mundo, um amigo nos contou a historia de uma mulher que tinha um excelente emprego em uma cidade sul-americana. Um cargo de chefia em uma mineradora. Esta mulher veio a ser mãe e seu desejo era o de abandonar o emprego para se dedicar a maternidade. No entanto, seu marido era um liberal e desejava que ela tivesse uma maior participação no mundo, que no caso das mulheres, significa na maioria das vezes, um afastamento da maternidade. Assim, ele sempre a convencia a não abandonar o emprego, e ela continuava contra a sua vontade materna, a trabalhar. Foi quando recebeu uma proposta para trabalhar em um cargo superior na empresa, em uma outra cidade distante. Ela não quis aceitar, mas seu marido que desejava que ela tivesse uma maior participação no mundo, a convenceu a aceitar.
    Chegando lá, deprimida, pela ausência dos filhos, ela foi seduzida por um subalterno, caiu na sedução e quando o marido ficou sabendo, levou-a consigo ao Padre que nos contou a história, querendo dar fim a vida da pobre mulher que só desejava ser mãe e dona de casa.

    O modelo de mulher para a tradição, é nossa Senhora. Existem posições como a de São Paulo, que são muito mais duras que as atribuidas a Dom Tissier. Uma das maiores causas do surto de homossexualidade moderno, é exatamente a perda do sentido da diferença entre homem e mulher. A igualdade absoluta entre homem e mulher, é uma visão revolucionária e iluminista, que para você pode ser até boa (não sei a sua opinião), mas pelo menos aqui na Itália, lugar do mundo onde as mulheres mais trabalham no mundo, é o lugar onde existe a menor taxa de natalidade da Europa. Aqui é comum ver mulheres solteiras com mais de 40 anos ou casais que não tiveram filhos. Isso em parte por uma cultura socio-econômica sustentável, algumas pessoas e famílias, trocaram os filhos por cães.

    Mas ainda dentro da temática da maior participação feminina no mundo, suponhamos uma cidade de 100 famílias com 100 vagas de empregos em uma sociedade patriarcal, vulgarmente chamada de machista. Nesta sociedade, todas as famílias terão como se sustentar, os filhos terão a garantia dos laços familiares pela presença da mãe em casa. Mas agora suponhamos uma cidade moderna de 100 famíliar e 100 vagas de emprego. Neste caso, pode haver uma série de possibilidades. Pode acontecer de haver 50 famílias terem as 100 vagas e terem como se sustentar e as outras não terem meios de sustento. Essas 50 famílias, não terão a presença da mãe no lar…

    Por fim, há movimentos feministas de mulheres que gostariam de viver ou ter vivido, mais ou menos nos moldes de que você diz Dom Tissier falar. Muitos destes movimentos, contam com mulheres que por uma maior participação no mundo, deixaram de ser mães ou exerceram mau a maternidade e foram más esposas. Essas mulheres que se tornaram anti-feministas, em sua maioria descobriram que sua vocação não se realiza na profissão, mas como mães e esposas. Isso sim me parece uma divergência acidental, mas como é uma questão de interpretação, você as deve considerar essenciais…

    Fique com Deus.

    Abraços

  130. Teresa, píada mesmo, são as suas respostas, você já não diz coisa com coisa. A vinda de Jesus Cristo, não anulou os feitos de Deus no AT e Deus matou e mandou que se matasse, sobre isso a resposta não diz absolutamente nada. Será preciso citar novamente o nome de Saramago e a sua posição a respeito do AT?

    A questão do AT, é que ele melhor do que ninguém demonstra seu erro e seu humanismo exarcebado. Contra fatos não existe argumentos, existe apenas o silêncio. Mas alguém consegue ver acontecimentos piores que os acontecimentos apocaliptícos, no Antigo Testamento?

  131. Quanto a sua livre interpretação do Evangelho, você não respondeu o significado das palavras:

    “Aquele que mata pela espada, é necessário que seja morto pela espada”.

    Nenhuma palavra sobre este versículo… Você o rasgou do seu Evangelho?

  132. Márcio, a jurisprudência foi invadida pelo hedonismo e pelo sentimentalismo…rs

  133. Márcio,
    não pode ser coincidência que as duas passagens estejam imediatamente seguidas uma à outra. Veja:
    «Porque Eu vos digo: Se a vossa justiça não superar a dos doutores da Lei e dos fariseus, não entrareis no Reino do Céu.»

    «Ouvistes o que foi dito aos antigos: Não matarás. Aquele que matar terá de responder em juízo.

    (Mt 5, 20 e 21)

    A justiça tem que superar a dos fariseus – e qual era a justiça dos fariseus?

    Não matarás. Ponto. Ponto. Ponto. Não diz: com excepção de.

    Deus não quer a morte do pecador, mas que se converta e se salve.

    Eu vim para que todos (Todooooooos) tenham vida e a tenham em abundância.

    Negar o espírito de Cristo, com base em duas ou três passagens, é dar argumentos aos inimigos abortistas, favoráveis à eutanásia, que nos chamam hipócritas!

    A Escritura tem passagens para os dois lados.

    Mas se se trata de admitir a legitimidade da pena, já disse que sim, é legítima por princípio. Mas aplicável a circunstâncias muito concretas.

    Orgulho-me de estar ao lado da abolição total e definitiva, porque creio sinceramente que hoje é terrível a sua aplicação.

  134. Excelente blog:
    http://contrapenademorte.wordpress.com/

    Quando digo que sou contra, e que sou totalmente abolicionista, tinha entendido que todos entendiam (passe a redundância) que não me refiro à sua legitimidade noutras épocas (para defender a Igreja dos seus inimigos, temos mesmo que defender a legitimidade), mas sim a ilegitimidade para a época actual e para épocas futuras.

    A tendência é acabar com a pena, e aí sim sou totalmente a favor; nada digo contra a sua aplicação em épocas anteriores.

    Sou totalmente contra que se continue a aplicar a pena de morte. Da sua reimplantação nada digo; porque não passa de um delírio, de uma quimera utópica de alguns, cuja remotíssima hipótese nenhum estado abolicionista cogita seriamente.

    Portanto, com a reimplantação, nem sequer me preocupo; porque nunca se dará.

    Preocupam-me sim, e muito, os estados que ainda a mantêm. Com os outros, não há a mais mínima preocupação, porque não há o mais mínimo risco de reimplantação.

  135. Teresa.
    Você agora me deixou rendido, suado; e tonto.
    Tantas Verdades.

    « D’ONDE VEM ESSA FORÇA, AMIGA? »

    (eu reduzo-me à minha insignificância… agora ficou tudo dito).

    ” – Virgem Maria, Mãe dolorosa.
    Dai-nos a Graça de uma sincera penitência, oportuno auxílio e socorro em nossas necessidades e perigos. Alcançai-nos Senhora, do Vosso Divino Filho, pelos Méritos das Vossas SETE DORES, que recordamos a 15 de Setembro, a graça de:
    Não voltar a haver no mundo mais nenhuma mãe a sofrer da Dor que Vós conheceis, a Dor pela morte violenta de um seu filho, seja por assassínio, ou por decreto da “justiça humana”.
    Lembrai-Vos de interceder em nosso favor e de Lhe pedir que afaste de nós a sua Ira e nos abrace com a Sua Infinita Misericórdia.
    Amém”.

    1ª A Dor da Mãe, na Profecia de Simeão.
    2ª A Dor da Mãe, na Fuga para o Egipto.
    3ª A Dor da Mãe, na procura de Jesus em Jerusalém.
    4ª A Dor da Mãe, no encontro com Jesus a caminho do Calvário.
    5ª A Dor da Mãe, aos pés da Cruz de Jesus.
    6ª A Dor da Mãe, quando recebe Jesus Morto, descido da Cruz.
    7ª A Dor da Mãe, quando deposita Jesus no Sepulcro.

  136. Gederson,
    segundo o que vc afirma sobre o depósito da Fé, a Tradição, os princípios, os neo-conservadores da Polónia, etc, devo então concluir que, nesta Tradição imobilista e imutável em absolutamente tudo, sem distinção entre acessório e irrenunciável, sem a distinção entre o eterno e aquilo que é adaptável – sempre conforme D. António –
    devo concluir que, segundo esta sua concepção, tem razão Dom Tissier?

    A mulher deve ler somente livros de costura, cozinha e decoração do lar?

    É isto mesmo?

    Ele disse isto, essa frase está aqui no Fratres!

    Se durante XX séculos tivesse sido assim (e não foi, defender isto é uma tremenda sandice para dizer o mínimo), mas se por ventura tivesse sido, isto estaria certo só porque foi assim sempre?

    Isto seria bom só porque assim foi sempre?

    Tradição não é tradicionalismo. Os ismos sempre atrapalham tudo.

    Tradição não é evolutiva, isso é modernice; mas defender a Tradição, o depósito inviolável de fé, não é o mesmo que defender um imobilismo teológico!

    Não significa rejeitar todo o progresso.

    É um absurdo sustentar isso.

    A teologia enriquece-se, aprofunda-se. S. Tomás enriqueceu a teologia, Pq ele tem de ter a última palavra teológica? Não poderá surgir um dia um novo Santo Tomás, que enriqueça a sua teologia?

    Imobilismo teológico não é o espírito correcto.

    Existiram muitos bons teólogos católicos (não modernistas, antes do CVII) não tomistas!

    Eu (que não sou teóloga e nada entendo de teologia) sou escolástica e tomista. Numa coisa vc tem razão: o magistério tornou-se ambíguo porque assimilou os princípios liberais modernistas e porque abandonou a linguagem escolástica, que trocou pela linguagem da filosofia moderna.

    Mas ser tomista não significa concordar com tudo o que S. Tomás disse.

    Estamos a cair no simplismo.

    Algumas notas muito telegráficas:
    1 Historicismo e sentido histórico são duas coisas muito diferentes!!! A Igreja condenou o historicismo, mas recomenda o sentido histórico.

    Sentido histórico é colocar as coisas e pessoas nos seus devidos contextos; devidamente contextualizados: no tempo e no espaço.

    Os autores sagrados são inspirados, a Escritura é inerrante, mas isto não exclui a sua correcta contextualização histórica. Sentido histórico é muito diferente de historicismo.

    2 Sou muito devota de S. Josemaría. Mas agora é heresia ser devotos dos santos que a Igreja canoniza?

    Se esta igreja não é a Católica, é a conciliar, o Papa é ‘chefe’ de qual das duas? Vcs n se apercebem do grave erro que esta argumentação comporta?!

    Quando usamos a expressão «igreja conciliar», o que queremos dizer com isto? Se não gostamos de ambiguidades, não podemos ser também nós ambíguos. E esta expressão é altamente ambígua!

    Repito: se o Papa for chefe da Igreja conciliar, que não é a Católica, não temos Papa!

    Juro que aprendi a respeitar os sedes, porque há bastante lógica e coerência na sua argumentação.

    O Papa é o líder espiritual de qual das duas Igrejas? Da Católica ou da conciliar?

    Vcs n entendem mesmo a lógica altamente sectária deste tipo de argumento?

    Não há Papa sem magistério. Papa sem magistério n existe!

    É verdade o que vc diz: ou seguimos a sua lógica de rejeitar tudo por prudência, ou então estamos remetidos para a nossa própria consciência e escolhemos o que nos parece ser ou não de depósito de fé. Claro, com base em estudos e orientação sacerdotal.

    Por isso eu acho muito francamente que, embora estejam as duas erradíssimas, só as posições dos sedevacantistas e as dos neo-cons têm lógica. A nossa, quer a sua quer a minha, não tem coerência interna nenhuma.

    Não consigo conceber-me tão afastada do Papa que não lhe obedeça nem numa vírgula do seu magistério.

    Mas também, e contrariamente ao que vc diz, não me vejo a abraçar as teses neo-cons que não veem erros nenhuns nas evidentíssimas e graves falhas e contradições até dizer chega nos textos conciliares.

    3 Transformar o mundo: Somos sal e luz do mundo. Sal da terra e luz do mundo. Sal que não salga e luz que não ilumina, não é próprio de cristãos.

    Temos sim o dever de iluminar o mundo com a luz do Catolicismo, e transformá-lo. Se não podemos transformar essa imensidão de mundo, temos o dever de transformar o pequeno mundo que nos rodeia: familiares, colegas de trabalho, amigos, vizinhos, conhecidos, etc.

    Portanto, a meu ver quando vc diz que há erro no texto da Maite, pq n temos o dever de transformar o mundo, isto parece-me bastante equivocado. Não sei se compreendi mal o que vc quis dizer, mas temos sim o dever de transformar o mundo, pois! Para isso cá estamos: para tentar transformar o mundo, iluminando-o com a luz resplandecente do Catolicismo, que deve brilhar em todo o lado!

    Não adopto a atitude radical e não considero isto mornidão. Combato como posso e como acho que devo os erros; não tenho traves nos olhos e vejo os graves erros nos textos do CVII; mas não quero um cisma com toda a Igreja. Não posso ser favorável à atitude do: rejeite-se tudo.

    Dom Fellay não defende isso, ele já disse que há coisas que devem ser aceites, outras rejeitadas, e outras corrigidas.

    Pelo que, na ambiguidade, devemos dar a interpretação correcta. Quando uma proposição é equívoca, e se podemos inquirí-la bem, havemos de supor sempre a boa intenção e a interpretá-la conforme a catolicidade. Se o erro é evidente, aí sim há que rejeitá-lo com firmeza: mas isto é excepção, não é regra.

    Não podemos acatar os erros do CVII, mas também não podemos aumentá-los. Na ambiguidade, onde as duas interpretações são possíveis, eu acho que devo dar a interpretação correcta, aquela que se pode legitimamente inferir. Claro está que não podemos fazer isso nem com todos nem com a maioria dos documentos, cheios de gritantes contradições.

  137. « D’ONDE VEM ESSA FORÇA, AMIGA? »

    Ahahahha! Não se iluda, meu nobre amigo!

    A força vem do Altíssimo, mas escasseia a cada dia… por vezes é tão difícil. Quando os amigos(as) nos trespassam o coração e a alma (lá está ela a divagar para o sentimentalismo), é dificilérrimo!

    Mas vamos sempre levantando-nos, claro! Para defender a Santa Igreja do melhor modo que sabemos e podemos, com o sangue que nos ferve nas veias contra os Seus numerosos inimigos, mas sempre fiéis aos nossos princípios, à nossa consciência (que sopomos recta e catolicamente bem formada) e com o grande livro aberto das nossas experiências, que não podemos deitar no lixo.

    Obviamente que se trabalho com presos, a minha dificuldade em tanto maior. Ninguém se livra das suas próprias experiências.

  138. Este assunto pelo visto não registrará progressos, nem retrocessos.

    Tudo como dantes, no quartel de Abrantes.

    O episódio da mulher adúltera, por exemplo, vai permanecer sendo para uns uma demonstração de um não implícito à Pena de Morte para uns, e de uma demonstração de apelo à própria consciência antes de julgar ao próximo – sem com isso significar rejeição à pena de morte, para outros (inclusive eu).

    Aconselho que o debate seja encerrado. O que vier em seguida me parece mais fruto de amor próprio, visto que ninguém aqui vai mudar de parecer…

  139. Algum de vocês já viu fotos dos corredores da morte?

    Algum já viu fotos de execuções?

    É que há coisas que não são primeiramente de doutrina católica, são de sensibilidade, são de consciência, são de responsabilidade pessoal ou colectiva.

    Algum de vocês consegue ao menos supor (e nem me venham com o meu sentimentalismo que eu n me importo, pessoas sem sentimentos são aberrações) a dor indizível de alguém que se sabe condenado à morte? Algum de vocês imagina a pressão psicológica de uma coisa destas?

    E como já referido atrás, as famílias destas pessoas?

    A mais perfeita das mães, a mais santa e abnegada mãe, pode ter o desgosto de ter um filho assassino. Nunca digas desta água não beberei; guarde cada um a sua língua de julgar e condenar, atirar pedras, sem saber o que o espera.

    Ninguém, por mais perfeitamente católico que seja, pode pôr as mãos no lume pelos filhos. Nem que lhes tenha dado a mais santa educação.

    Que mãe gostaria de ver o filho nos corredores da morte?

    Acho que só vivendo, só passando, né?

    Eu não sou mãe, e falo com o coração: Deus me guarde de ter um filho nos corredores da morte.

    Então para quê desejar aos outros o que daríamos a vida para que ninguém nos desejasse a nós e aos nossos?

    Não teremos por ventura de querer para os outros o melhor, como queremos para nós?

    Não consiste a felicidade própria no fazer os outros felizes?

    Pq desejar o mal do próximo?

    A morte do assassino não vai trazer de volta a vítima assassinada. Ou seja, não é feita a justiça ideal: que era trazer de volta o ente querido que se perdeu irremediavelmente para nós neste mundo. É sangue derramado, é sangue e mais sangue, violência e mais violência, ódio e mais ódio. Pq meu Deus? Com que objectivo isso!

    Algum de vcs já entrou em prisões de alta segurança? Não estou aqui a vangloriar-me (como sou a lady Gaga da blogosfera talvez tb goste destas extravagâncias e excentricidades que aumentam o ego). Mas algum de vcs já deixou a mãe à porta, a chorar compulsivamente, e a suplicar para que não entrassem lá?

    Desde que me conheço como gente que sinto vocação – e vocação sim! – a ajudar presos. Não a ser impunes, não a que fujam às suas responsabilidades sociais, mas a que, pagando a pena que lhes foi imputada, se insiram novamente na sociedade e na vida activa, sem recair, reincidir na criminalidade; que reaprendam a ser cidadãos de bem.

    Reeducar, reabilitar, nunca desistir daquele ser humano concreto, que tem uma história concreta, que tem misérias tipicamente humanas.

    Odeio a ideologia de extrema direita: contra os ciganos, os mais marginalizados, os mais delinquentes. Não é sempre assim, mas muitas vezes eles são vítimas sim, da má educação que receberam e do mau carácter que não foi dominado.

    Nós mesmos, quando nos sentamos ao computador, somos os super heróis da agressividade: somos violentos, escrevemos coisas horríveis, que na cara das pessoas não diríamos. Isto é sério, porque nós descarregamos aquilo que faz parte dos nossos mais baixos instintos: a agressividade.

    A diferença entre mim e o criminoso não é que eu não seja capaz de matar. A natureza humana é má, inclinada para o mal e o pecado. Todos temos instintos violentos. Não se enganem: todos somos capazes de matar.

    A diferença está em que as pessoas ditas de bem sabem refreá-los, dominá-los e até neutralizá-los por completo, pela prática das virtudes e a aquisição de um espírito dócil.

    Uma pessoa cujo carácter foi mal formado (por qq motivo que seja) não sabe fazer isso.

    Vcs nem imaginam o medo, o pânico, o pavor que eu já senti ao entrar numa prisão de alta segurança. É indescritível, é inexplicável, o coração parece sair-nos do peito.

    Mas nunca, jamais, voltei para trás. Nem as lágrimas da minha mãe me fizeram voltar atrás.

    Fiz muitos amigos, digo com orgulho e sem uma pontinha de vaidade: ‘salvei’ muita gente. Deus opera a graça, mas precisa da nossa ajuda – ou quis precisar dela.

    Não digo isto para ocupar espaço aqui nos comentários, para ‘brilhar’ pela muita conversa, ou sequer para convencer alguém.

    Embora este blog seja lido por muita gente que me é hostil, por pessoas sempre à espera de me apanhar numa vírgula para me atacar (e agora n falo dos ilustres amigos qcom posição contrária como o Gederson, mas de outras pessoas), eu digo com muito orgulho:
    -já me misturei com presos, com drogados, com prostitutas (não é contagioso, e em nada diminuiu a minha luta pela modéstia e pela santa pureza).

    Eu não lanço ladeira abaixo as pessoas, eu n jogo ninguém no lixo. Para mim as pessoas não são descartáveis e são recuperáveis.

    Não vivo num mundo algodão doce, como alguns insistem em dizer só para descredibilizar os meus argumentos.

    Quem vive num mundo algodão doce é quem nunca pôs os pés numa prisão de alta segurança (nem tem de o fazer) mas escolhe o caminho mais fácil para se livrar do estorvo que incomoda nos nossos impostos.

    Quem vive num mundo de algodão é quem nunca teve a coragem de encarar uma prostituta e sentar-se ao seu lado em lugares públicos, por medo de ser confundida com o mesmo estilo de vida pecaminoso.

    Pois eu digo: eu deixarei de fazer estas coisas, quando dez pessoas em cada cidade do meu país o façam.

    Não sou eu, mas toda e qualquer pessoa que assim proceda, salva mais gente do que quem está no seu mundinho de condenações.

    E eu quero transformar o mpequenino mundinho que me rodeia; eu quero que esse mundinho seja iluminado pela luz de Cristo; e quero que os criminosos e assassinos que conheço, um dia sejam tocados pela mão misericordiosa de Deus, sintam a Sua presença amorosa e se convertam.

    Por isto luto. Por causas vivo. Alguém sem causas é como um peixe sem água. Luto até ao fim pelas causas que defendo com firmeza e convicção. Causas estas que, não raro, produzem muito bons resultados.

    Claro que a vida é real, não é cor-de-rosa nem conto de fadas. Há criminosos que nem me podem ver a cara, e de quem tenho medo; mas pelo menos tentei aproximar-me deles, pelo menos tentei tirá-los do lamaçal bem fundo onde se perdem. Pelo menos posso pôr a cabeça na almofada (travesseiro??) e dizer: pelo menos tentei. Não fiquei parada.

  140. Epístola de São João 5,16:

    “Se alguém vê seu irmão cometer um pecado que não o conduza à morte, reze, e Deus lhe dará a vida; isto para aqueles que não pecam para a morte. Há pecado que é para morte; não digo que se reze por este.”

    Em uma época hedonista, a pena de morte é um tanto quanto agressiva. Mas enquanto isso, a pena de morte para a alma, essa sim imperceptível aos sentidos, continua a fazer milhões de vitímas diariamente. Nosso Senhor disse que veio para que todos tivessem vida em abundância, ele não garantiu que todos teriam essa vida em abundância. Do contrário, deveríamos dar razão a Von Balthasar e dizer com ele que, o inferno existe, mas esta vázio.

    São Paulo defende a pena de morte no contexto imperial pagão. Não se pode negar que ninguém mais do que ele, quiz a conversão do pecador, não sua morte. Mas ele também argumentou que o salário do pecado é a morte, este à meu ver é o maior argumento em favor da pena de morte tanto da alma como a sua aplicação ao corpo. Porque explica aquilo que o sr. diz quando nos fala que “aquele que mata pela espada, pela espada perecerá”: Deus não é a favor da impunidade e muito menos da corrupção. No entanto, há quem defenda que o salário do pecado, é a “inviolável sacralidade da vida humana”, ou seja, Deus não paga os homens segundo as suas obras. A retirada da pena de morte da sociedade civíl, tem matizes de ateísmo, pelagianismo, hedonismo e principalmente ausência de crimes capitais: tudo é tolerável porque é humano, sendo humano os seres humanos devem conviver com tudo que pertence a sua natureza. Não há crime que mereça a pena capital, porque “em sua essência, o homem é naturalmente bom, é a sociedade quem o corrompe.” Não há mais o pecado original… Elias foi tão desumano contra os profetas de baal… Curiosamente o ecumenismo e o diálogo inter-religioso, também são contra a pena de morte aplicada pela Igreja ao paganismo e as heresias…

    A pena de morte, não entra no mérito da justiça dos fariseus. Porque eles mais do que ninguém eram radicalmente contra a pena de morte do corpo. Aliás, eles tinham concepções bem modernas desta pena, ao reduzirem na, ao corpo. Nunca atentaram para a primazia da vida da alma sobre o corpo. Razão pela qual a pena de morte sempre foi inaplicável no contexto farisaíco judaíco, por isso eles entregaram o Senhor aos romanos, que de longe ultrapassaram a justiça dos fariseus.

    No caso do AT, uma pessoa católica contrária a pena de morte, me questionou sobre a sua aplicabilidade no AT. Dizia me que é contraditório afirmar o mandamento não matarás e logo em seguida mandar matar. O ato de Deus, demonstra apenas que o mandamento não matarás, se aplica primeiramente a vida da alma, para depois proteger a vida do corpo. Razão pela qual Nosso Senhor disse a um dos apóstolos: deixai os mortos enterrar seus próprios mortos. Hoje não se sabe nem o que é alma, e nem se acredita mais na existência da alma humana. Isto quer dizer que a alma humana não existe mais, por que não acreditam em sua existência? Pelo menos na Igreja, pouco se fala e se faz pela salvação das almas, depois do Concílio Vaticano II.

    Fiquem com Deus…

    Abraços

  141. Ananias e Safira, foram vitímas da pena de morte, não foram não?

  142. Teresa,

    Não é verdade que existem passagens bíblicas para os dois lados. Deus não é ambíguo, como o CV II e os modernistas. Se houvesse passagens dos dois lados, Deus seria um mentiroso, senão quando defendesse uma posição, então necessariamente em relação à outra.

    As passagens a favor da pena de morte são claríssimas e irrefutáveis. As supostamente contrárias não são nada que livre-exame das Escrituras. Não existe nenhuma passagem dizendo, COM TODAS AS LETRAS, que se deve abolir a pena de morte – algo que tenha uma clareza semelhante à de Ap 13,10 ou qualquer outro trecho citado acima. Existem muitas passagens ensinando o Amor verdadeiro – que não exclui a Justiça, como querem os liberais.

    E de que serve citar as “tendências” atuais ou o “grande número de católicos” contrários à pena. Religião não é moda nem democracia.

    Se existe grande número de católicos contra a pena de morte, também existem muitos que não obedecem o que a Igreja manda mesmo em matéria grave.

    A pena de morte pode ser mal aplicada por um governo injusto, mas jamais poderá ser considerada ultrapassada ou ilegítima. Em um Estado normal (não totalitário, paranóico) ela sempre será necessária e justa.

    Não há como abolir a pena de morte sem dizer que a Igreja errou durante dois mil anos. Não nos lembramos, por exemplo, dos pecados que clamam aos céus por vingança? Pois um deles é o homicídio voluntário.

    Pela malícia deste pecado, ele não clama por “medidas sócio-educativas” como querem os liberais. Clama aos Céus por vingança!

    A Igreja esteve errada durante dois mil anos ao ensinar isto? Ou será que a doutrina da Igreja tinha prazo de validade e este já se esgotou?

    ——-

    Ao José Costa,

    Você citou as dores de Maria Santíssima que teve em seus braços a Vítima mais pura e inocente que este mundo jamais conheceu. Ou será que na sua Bíblia ela abraçava Judas Iscariotes?

    Obrigado por fornecer um excelente argumento para os defensores da pena de morte.

    AMDG,

    Márcio

  143. Aborto e eutanásia, nada tem haver com pena de morte. Colocar um e outro como pena de morte, é forçar a barra demais…

  144. Senhores, como bem disse o caríssimo Bruno, não há mais frutos a se esperar deste debate. Portanto, viremos a página!…