O Papa no Reino Unido: as graves lições do extremismo ateu.

O Papa no Reino Unido: visita à Rainha Elizabeth II.

O Papa no Reino Unido: visita à Rainha Elizabeth II.

Encontramos muitos exemplos desta força pelo bem por toda a história da Grã-Bretanha. Mesmo em tempos relativamente recentes, graças a figuras como William Wilbeforce e David Livingston, a Grã-Bretanha interveio diretamente para acabar com o tráfego de escravos. Inspiradas pela fé, mulheres como Florence Nightingale serviram os pobres e doentes e estabeleceram novos padrões na assistência médica que, posteriormente, foram copiados em todos os lugares. John Henry Newman, cuja beatificação celebrarei em breve, foi um dos muitos cristãos britânicos de seu tempo cuja bondade, eloqüência e ação foram um benefício para seus compatriotas. Estes, e muitas pessoas como eles, foram inspirados por uma profunda fé nascida e nutrida nestas ilhas.

Mesmo em nossa época, podemos recordar como a Grã-Bretanha e seus líderes permaneceram contra uma tirania Nazista que desejava erradicar Deus da sociedade e negar nossa humanidade comum a muitos, especialmente judeus, considerados indignos de viver. Também relembro a atitude do regime para com pastores e religiosos cristãos que falavam a verdade no amor, opondo-se aos nazistas e pagando esta oposição com suas vidas. Enquanto refletimos sobre as graves lições do extremismo ateu do século vinte, nunca nos esqueçamos de como a exclusão de Deus, da religião e da virtude na vida pública leva, no fim das contas, a uma visão truncada do homem e da sociedade e, portanto, a uma “visão redutiva da pessoa e de seu destino” (Caritas in Veritate, 29).

[…] Hoje, o Reino Unido se esforça em ser uma sociedade moderna e multicultural. Nesta empresa desafiadora, possa ele sempre manter seu respeito por aqueles valores tradicionais e expressões culturais que as formas mais agressivas do secularismo não mais valorizam ou mesmo toleram. Que não permita obscurecer os fundamentos Cristãos que sustentam suas liberdades; e possa aquele patrimônio, que sempre serviu bem a nação, constantemente instruir o exemplo que seu governo e povo estabelecem perante dois bilhões de membros da Commonwealth [ndt: Comunidade Britânica de Nações] e a grande família de nações de língua inglesa por todo o mundo.

Discurso do Santo Padre,  o Papa Bento XVI, no encontro com Sua Majestade, a Rainha Elizabeth II, e outras autoridades no palácio de Holyroodhouse, Escócia.

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11 Responses to “O Papa no Reino Unido: as graves lições do extremismo ateu.”

  1. É uma coisa eu já percebi: Depois do Concílio Vaticano II, ja é usual e comum ver os sacerdotes da Santa Igreja Católica elogiando os inimigos e desprezando os nossos santos e martires cristãos!

    Parece que depois do CV II, a impressão que me dá, é que para os sacerdotes católicos bondade só existe entre os nossos inimigos protestantes enquando que dentro da Igreja Católica não existe nenhum exemplo a ser seguido.

    MEU DEUS QUANDO ESSA FARSA DE CONCÍLIO VAI ACABAR?

  2. Viva o Papa!
    Viva Cardeal Newman!
    Abaixo Dawkins e seu ateísmo nazista!

  3. A Inglaterra uotrora cristã afunda no desgraçado ateismo, que a visita do santo padre renda boms frutos para esse pais

    VIVA BENTO XVI

  4. O Papa continua a incomodar os inimigos, com a mesma força.

    Imagino o que deve ser o calvário diário dele, para levar a barca de Pedro. Por vezes surpreende-nos pela negativa, mas também temos de levar em conta as pressões a que está sujeito.

    O que ele disse sobre evangelizar a cultura foi muito bom – prova que existe uma hierarquia cultural: o óptimo, o bom e o lixo.

    Quando JPII dizia coisa semelhante? Nunca!

  5. Prezado Marcus, Salve Maria!

    O Prof. Sydney que me desculpe, mas ele atribuir todo aquele rol de pecados e crimes à Santa Igreja, é francamente blasfemo.

    Desafio-o a encontrar algum respaldo em Santo Tomás de Aquino para esse linguajar; pelo contrário, é fácil encontrar o Doutor Angélico dizendo exatamente o contrário…

    E note bem que não nego, no entanto, que todos aqueles horrores foram feitos por quem se passava pela Igreja…

    Sede da Sabedoria, rogai por nós!

  6. A Igreja é divina e humana. Assitida pelo Espírito Santo, mas não imune a erros de governo enquanto Igreja militante. Desafio o Sr. “Pepe” a demonstrar em que o Prof. Sidney usou de “linguajar”. No artigo, só encontrei verdades. Talvez, aos maus entendedores, ele devesse usar igreja (com “i” minúsculo). Então, quem “se passava pela Igreja”? Os fautores da autodemolição eram (e são) todos sujeitos ativos da hierarquia. Ou não?
    É muita contradição…

    Pedro José.

  7. O olhar do Papa me comoveu na alma!
    Quanta pureza!!
    Quanta paz!!
    Apesar de tantos sofrimentos que ele vem suportando por amor a Nosso Senhor Jesus o seu olhar deixa transparecer tanto amor. Amor de Deus-Espírito Santo.
    Viva o Papa!
    Doce Cristo na terra.

  8. Senhor. José Pepe, o senhor entendeu patavinas do que falei e do que o Sidney afirma…
    Recomenda-se estudos como terapêutica propedêudica.

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