Uma interessante carta inédita do Cardeal Ratzinger.

Fonte: Messainlatino via La Buhardilla de Jerónimo – Tradução: Fratres in Unum

Oferecemos nossa tradução de um interessante intercâmbio de cartas entre o Padre Matías Augé, liturgista italiano, e o Cardeal Joseph Ratzinger, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. O Padre Augé havia escrito ao Cardeal Ratzinger, em 1998, expondo-lhe uma série de críticas à conferência que o prelado havia pronunciado por ocasião do 10º aniversário do Motu Proprio “Ecclesia Dei”. Poucos meses depois, o Cardeal Ratzinger respondia à carta, defendendo os argumentos que havia exposto em sua conferência e apresentando sua visão da questão litúrgica. Um interessante intercâmbio, que podemos ler graças à gentileza do próprio Padre Augé, que publicou ambas as cartas em seu blog, as quais logo foram retomadas pelo blog Messainlatino.

* * *

Carta do Padre Augé ao Cardenal Ratzinger

Roma, 16 de novembro de 1998

Eminência Reverendíssima,

Perdoe-me se me atrevo a escrever esta carta. Faço-o com simplicidade e também com grande sinceridade. Sou professor de liturgia no Pontifício Instituto Litúrgico de Santo Anselmo e na Faculdade de Teologia da Pontifícia Universidade Lateranense, assim como Consultor da Congregação para o Culto Divino. Li a conferência que o senhor pronunciou há pouco tempo por ocasião dos “Dix ans du Motu Proprio Ecclesia Dei” [Dez anos do Motu Proprio Ecclesia Dei]. Confesso que seu conteúdo me deixou profundamente perplexo. Impressionaram-me, particularmente, as respostas que o senhor dá às objeções feitas por aqueles que não aprovam “o apego à liturgia antiga”. E sobre estas quisera deter-me nesta carta que lhe envio.

A acusação de desobediência ao Vaticano II é rechaçada dizendo que o Concílio não reformou os livros litúrgicos, mas simplesmente ordenou sua revisão. Muito bem! E não se pode contradizer a afirmação. Mas o faço notar, no entanto, que tampouco o Concílio de Trento reformou os livros litúrgicos, havendo dado apenas princípios muito gerais a respeito. A reforma como tal, o Concílio pediu ao Papa, e Pio V e seus sucessores a levaram a cabo fielmente.

Logo, não consigo entender como os princípios do Concílio Vaticano II concernentes à reforma da Missa presentes na Sacrosanctum Concilium, nn. 47-58 (portanto, não só os nn. 34-35 citados pelo senhor) podem estar de acordo com a restauração da assim chamada missa tridentina. Ademais, se tomamos por boa a afirmação do Cardeal Newman pelo senhor recordada, isto é, que a Igreja nunca aboliu ou proibiu “formas litúrgicas ortodoxas”, então, me pergunto se, por exemplo, as notáveis mudanças introduzidas por Pio X no Saltério Romano ou por Pio XII na Semana Santa aboliram ou não os antigos ordenamentos tridentinos. Este princípio poderia induzir a alguns, por exemplo, na Espanha, a pensar que é permitido celebrar o antigo rito hispânico-visigodo, ortodoxo e recondicionado depois do Vaticano II. Falar do rito tridentino como diferente do Vaticano II não me parece exato, mas, antes, diria que é contrário à noção mesma do que se entende aqui por rito. Tanto o rito tridentino como o atual são um só rito: o rito romano, em duas diversas fases de sua história.

A segunda objeção que se faz é que o retorno da liturgia antiga corre o risco de romper a unidade da Igreja. Esta objeção é afrontada pelo senhor distinguindo entre o aspecto teológico e prático do problema. Posso compartilhar muitas das considerações que o senhor faz a respeito, exceto alguns dados historicamente insustentáveis, como, por exemplo, a afirmação de que até o Concílio de Trento existiam os ritos moçárabes de Toledo e outros, suspensos pelo Concílio. O rito moçárabe, de fato, havia sido suprimido já por Gregório VII com exclusão de Toledo, onde permanece em vigor. O rito ambrosiano, por sua vez, não foi nunca suprimido. O que não chego a compreender a respeito é que se esqueça o que Paulo VI afirma na Constituição Apostólica de 3 de abril de 1969, com a qual promulga o Novo Missal, e é isso: “… confiamos que este Missal será acolhido pelos fiéis como meio de testemunhar e afirmar a unidade de todos, e que por meio dele, em tantas variedades de línguas, subirá ao Pai celestial… uma só e idêntica oração”. Paulo VI quis, portanto, que o uso do Novo Missal fosse expressão da unidade da Igreja; e acrescenta posteriormente para concluir: “Queremos que o quanto estabelecemos e prescrevemos tenha força e eficácia agora e no futuro, não obstante, e fosse o caso, as Constituições e Ordenações Apostólicas de Nossos Predecessores e qualquer outra prescrição, inclusive as dignas de especial menção e com poder de derrogar a lei”.

Conheço as sutis distinções feitas por alguns juristas ou aqueles que se consideram tal. Creio, todavia, que se trata simplesmente de “sutilezas” que, enquanto tais, não merecem grande atenção. Seria possível citar diversos documentos nos quais se demonstra claramente a vontade de Paulo VI a respeito. Apenas recordo a carta que em 11 de outubro de 1975 o Cardeal Villo escrevia a Mons. Coffy, presidente da Comissão Episcopal Francesa de Liturgia e Pastoral Sacramental (Secretaria de Estado n. 287608), na qual dizia, entre outras coisas: “Par la Constitution Missale Romanum, le Pape prescrit, comme vous le savez, que le nouveau Missel doit remplacer l’ancien, nonobstant les Constitutions et Ordonnances apostoliques de ses prédécesseurs, y compris par conséquent toutes les dispostions figurant dans la Constitution Quo Primum et qui permettrait de conserver l’ancien missel […] Bref, comme dit la Constitution Missale Romanum, c’est dans le nouveau Missel romain et nulle part ailleurs que les catholiques de rite romain doivent chercher le signe et l’instrument de l’unité mutuelle de tous…”. (Pela Constituição Missale Romanum, o Papa prescreve, como sabeis, que o novo Missal deva substituir o antigo, não obstante as Constituições e Ordenações apostólicas de seus predecessores, e inclui, por conseguinte, todos as disposições que figuram na Constituição Quo Primum e que permitiriam conservar o antigo missal […] Resumidamente, como diz a Constituição Missale Romanum, é no novo Missal Romano e em nenhum outro lugar que os católicos  do rito romano devem procurar o sinal e o instrumento da unidade mútua de todos…”)

Eminência, como professor de liturgia, encontro-me ensinando coisas que me parecem diversas das que o senhor expressou na mencionada conferência. E creio que devo continuar por este caminho, em obediência ao magistério pontifício. Lamento também os excessos com que alguns, depois do Concílio, celebraram ou celebram ainda a liturgia reformada. Mas não consigo compreender por que alguns Eminentíssimos Cardeais, não apenas o senhor, creram ser oportuno colocar remédio nisso colocando “de fato” em discussão uma reforma aprovada, depois de tudo, pelo Sumo Pontífice Paulo VI, e abrindo cada vez mais as portas ao uso da antiga Missa de Pio V. Com humildade, mas também com parresia apostólica, sinto a necessidade de afirmar minha oposição a similares orientações. Preferi dizer abertamente o que muitos liturgistas e não liturgias, que nos sentimentos filhos obedientes da Igreja, dizemos nos corredores dos Ateneus romanos.

Seu devotíssimo em Cristo,

Matías Augé cmf

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Resposta do Cardeal Ratzinger ao Padre Augé

18 de fevereiro de 1999

Reverendíssimo Padre,

Li com atenção sua carta de 16 de novembro, na qual o senhor formulou algumas críticas à Conferência dada por mim no dia 24 de outubro de 1988, por ocasião do 10º aniversário do Motu Proprio Ecclesia Dei.

Compreendo que o senhor não compartilhe de minhas opiniões sobre a reforma litúrgica, sua aplicação e a crise que deriva de algumas tendências nela escondidas, como a dessacralização.

Parece-me, no entanto, que sua crítica não leva em consideração dois pontos:

1. É o Sumo Pontífice João Paulo II quem concedeu, com o Indulto de 1984, o uso da liturgia anterior à reforma paulina, sob certas condições; posteriormente, o mesmo Pontífice publicou, em 1988, o Motu Proprio Ecclesia Dei, que manifesta sua vontade de ir ao encontro dos fiéis que se sentem vinculados a certas formas da liturgia latina anterior, e, para tanto, pede aos bispos conceder “de modo amplo e generoso” o uso dos livros litúrgicos de 1962.

2. Uma parcela não pequena de fiéis católicos, sobretudo de língua francesa, inglesa e alemã, permanecem fortemente vinculados à liturgia antiga, e o Sumo Pontífice não quer repetir com eles o que já havia ocorrido em 1970, onde se impôs a nova liturgia de maneira extremamente brusca, com o espaço de tempo de apenas 6 meses, enquanto o prestigioso Instituto litúrgico de Tréveris, de fato, para tal questão que toca de maneira tão viva o nervo da fé, justamente havia pensado num tempo de 10 anos, se não me engano.

Portanto, são estes dois pontos — isto é, a autoridade do Sumo Pontífice reinante e sua atitude pastoral e respeitosa para com os fiéis tradicionalistas — que deveriam ser levados em consideração.

Permita-me, então, acrescentar algumas respostas a suas críticas sobre minha intervenção.

1. Quanto ao Concílio de Trento, nunca disse que este havia reformado os livros litúrgicos. Pelo contrário, sempre sublinhei que a reforma pós-tridentina, colocando-se plenamente na continuidade da história da liturgia, não quis abolir outras liturgias latinas ortodoxas (cujos textos existiam há mais de 200 anos) e tampouco impor uma uniformidade litúrgica.

Quando disse que também os fiéis que fazem uso do Indulto de 1984 devem seguir os ordenamentos do Concílio, queria mostrar que as decisões fundamentais do Vaticano II são o ponto de encontro de todas as tendências litúrgicas e que, portanto, são também a ponte de reconciliação no âmbito litúrgico. Os ouvintes presentes, na realidade, compreenderam minhas palavras como um convite à abertura ao Concílio, ao encontro com a reforma litúrgica. Penso que quem defende a necessidade e o valor da reforma deveria estar plenamente de acordo com este modo de aproximar os “tradicionalistas” do Concílio.

2. A citação de Newman quer significar que a autoridade da Igreja nunca aboliu em sua história, com um mandado jurídico, uma liturgia ortodoxa. Verificou-se, por sua vez, o fenômeno de uma liturgia que desaparece, e então pertence à história, não ao presente.

3. Não gostaria de entrar em todos os detalhes de sua carta, ainda que não fosse difícil responder a suas diversas críticas a meus argumentos. No entanto, considero muito importante o que diz respeito à unidade do Rito Romano. Esta unidade não está ameaçada hoje pelas pequenas comunidades que fazem uso do Indulto e são, com freqüência, tratados como leprosos, como pessoas que fazem algo indecoroso, mais ainda, imoral; não, a unidade do Rito Romano está ameaçada pela criatividade litúrgica selvagem, com freqüência animada por liturgistas (por exemplo, na Alemanha se faz a propaganda do projeto “Missal 2000”, dizendo que o Missal de Paulo VI estaria já superado). Repito o que disse em minha intervenção: que a diferença entre o Missal de 1962 e a Missa fielmente celebrada segundo o Missal de Paulo VI é muito menor que a diferença entre as diversas aplicações denominadas “criativas” do Missal de Paulo VI. Nesta situação, a presença do Missal precedente pode converter-se em um baluarte contra as alterações da liturgia lamentavelmente freqüentes, e ser, deste modo, um apoio da reforma autêntica. Opor-se ao uso do Indulto de 1984 (1988) em nome da unidade do Rito Romano é, segundo minha experiência, uma atitude muito distante da realidade. Por outro lado, lamento um pouco que o senhor não tenha percebido, em minha intervenção, o convite dirigido aos “tradicionalistas” a se abrirem ao Concílio, a vir ao encontro da reconciliação, na esperança de superar, com o tempo, a brecha entre os dois Missais.

Todavia, agradeço por sua parresia, que me permitiu discutir francamente sobre uma realidade que nos resulta igualmente importante.

Com sentimentos de gratidão pelo trabalho que o senhor desenvolve na formação dos futuros sacerdotes, saúdo-o,

Seu no Senhor,

+ Joseph Card. Ratzinger

17 Comentários to “Uma interessante carta inédita do Cardeal Ratzinger.”

  1. ” Uma parcela não pequena de fiéis católicos, sobretudo de língua francesa, inglesa e alemã, permanecem fortemente vinculados à liturgia antiga, e o Sumo Pontífice não quer repetir com eles o que já havia ocorrido em 1970,de se impôs a nova liturgia de maneira extremamente brusca, com o espaço de tempo de apenas 6 meses, enquanto o prestigioso Instituto litúrgico de Tréveris, de fato, para tal questão que toca de maneira tão viva o nervo da fé, justamente havia pensado num tempo de 10 anos, se não me engano”.

    “No entanto, considero muito importante o que diz respeito à unidade do Rito Romano. Esta unidade não está ameaçada hoje pelas pequenas comunidades que fazem uso do Indulto e são, com freqüência, tratados como leprosos, como pessoas que fazem algo indecoroso, mais ainda, imoral; não, a unidade do Rito Romano está ameaçada pela criatividade litúrgica selvagem, com freqüência animada por liturgistas (por exemplo, na Alemanha se faz a propaganda do projeto “Missal 2000″, dizendo que o Missal de Paulo VI estaria já superado). Repito o que disse em minha intervenção: que a diferença entre o Missal de 1962 e a Missa fielmente celebrada segundo o Missal de Paulo VI é muito menor que a diferença entre as diversas aplicações denominadas “criativas” do Missal de Paulo VI. Nesta situação, a presença do Missal precedente pode converter-se em um baluarte contra as alterações da liturgia lamentavelmente freqüentes, e ser, deste modo, um apoio da reforma autêntica.
    O Bento XVI atual, graças a Deus, é o mesmo cardeal Ratzinger dantes, ele aplica na Igreja universal o que como cardeal aplicava limitado pelo seu ofício de outrora.
    Por isso ele pode falar, com autoridade e segurança, da hermenêutica da continuidade.
    Mais uma vez vemos a clara atuação da presença do Espírito Santo na escolha do nosso Santo Padre atual!
    O Senhor o conserve, ao contrário do desejo de muitos, por muitos e muitos anos à frente da Santa Igreja!

  2. Um Papa com a visão clara do abusos litúrgicos que advieram com o novo Rito! Salve maria!

  3. Nestes trechos pode-se ver as reais intenções de se “liberar” o Rito de São Pio V:

    “Penso que quem defende a necessidade e o valor da reforma deveria estar plenamente de acordo com este modo de aproximar os “tradicionalistas” do Concílio.”

    “Por outro lado, lamento um pouco que o senhor não tenha percebido, em minha intervenção, o convite dirigido aos “tradicionalistas” a se abrirem ao Concílio, a vir ao encontro da reconciliação, na esperança de superar, com o tempo, a brecha entre os dois Missais.”

    A ideia de “liberar” a Missa tem o sentido de buscar, com este gesto, os tradicionalistas para que estes entrem no caminho da revolução, iniciado pelo Concilio; assim como Napoleão fez após a Revolução Francesa. É fazer os católicos aceitarem o concílio por meio do Rito.
    E quantos já não fazem resistência ao Concilio e aderiram a “bentolatria” por causa da Missa?
    Quantos não chegam ao absurdo de dizer que Bento XVI é tradicionalista e quer acabar com o Concilio?

  4. Nunca tive nenhuma dúvida disto.

    Não sei porque a surpresa. Abram os seus olhos !!!

    Tenho me esgoelado de dizer isso aqui.

    É só ler a Nota da Secretaria de Estado dizendo q o acordo prático tem q contemplar boa vontade em aceitar o magistério novidadoso pós-conciliar, sem nenhuma reserva.

    Leiam o item 02 desta Nota
    http://www.vatican.va/roman_curia/secretariat_state/2009/documents/rc_seg-st_20090204_note-decree-cbishops_po.html

    Não caiam nessa de tampar o sol com peneira. Cuidado.Ninguém estará isento da responsabilidade de ter aderido ou se acumpliciado ao erro contra a Fé, sob pretexto de obediência à autoridade. Aliás, isso não seria obediência;mas o que os moralistas chamam de RESPEITO(S) HUMANO(S). Não adianta devolver-se ao Senhor o talento que se enterrou no solo, caso teve-se a graça de saber como está a Crise e não quis ver, não quis saber, ficou tremendo de escrúpulos paralisantes, etc.

    http://www.fsspx.com.br/exe2/falsas-solucoes.php

    http://www.fsspx.com.br/exe2/estado-necessidade.php

    http://www.fsspx.com.br/exe2/?p=474

    Prefiramos a calúnia, a vexação e a perseguição a compromissar ou transigir com a Fé. No dia do juízo particular, nada mais aqui dessa Terra, que podia ser pretexto, vai interessar…

  5. Roma, we have a problem.
    Este é o astronauta Joe Ratzinger, montado no mais novo foguete Paulus VI Novus Ordo 13, informando o Centro Roma que está com sérios problemas, perdido no espaço, pegando fogo e logo logo vai explodir.
    No Centro Roma, estão todos aflitos para encontrarem uma solução que mantenha o buscapé Novus Ordo no rumo ao desconhecido.
    Joe Ratzinger, desesperado, tenta ele mesmo, consertar o fumbico sideral e esbarra em antigas ordens de serviço de um antigo astronauta, John Wojtyla.Porém, nota que nada foi feito, John, apesar de sua displicência, deixou pregado alguns adesivos na encrenca, do tipo:
    “diversidade de carismas”
    “beleza da unidade na variedade”
    “os sentimentos de todos aqueles”
    Nada resolve, Joe Ratzinger está vendo que esse rabo de foguete, literalmente vai para o espaço.
    Chama por Roma e pergunta:
    -Quem projetou isso?
    O Centro Roma responde:
    -Engenheiros: Scott Bugnini, Bill Bea e Bruce Montini mas eles já foram embora, não estão aqui.
    -O que?!…Ok rapazes, verei o que posso fazer.Mas não publiquem nada, porque tentarei livrar a cara desses caras também.
    Nada adianta.
    Joe Ratzinger ainda reclama,
    É o que sempre falei, tinha que ter aqueles quatro engenheiros que foram demitidos na administração passada, eles são muito bons, chameo-os de volta.
    -Calma Joe, traga o Paulus 13 de volta, temos um programa de reforma para ele, é o “Meia sola da sola”, dê mais algumas voltinhas, segura aí mais um pouquinho!
    Como se não bastasse, volta e meia, Joe Ratzinger passava por um cinturão de asteroides e levava pedrada de todos os lados.
    Lá em baixo, no Centro Roma, todos tentavam dar uma explicação, um interpretação para ao problema.Programas avançados como o Ermeneutic Pro e Continuos Word eram inúteis.
    -Se eu depender desses caras de Roma, estou no sal.
    -Ora bolas.Eu sou comandante aqui!Eu tenho o poder!
    Disse Joe .
    -Tenho que dar o fora daqui e sair vivo, mesmo porque, não tem outro astronauta treinado para assumir o meu lugar.Tenho que voltar para a nossa nave milenar que nunca deu problemas.
    Voávamos sempre ao calor do sol e no espaço azul e claro.Sabíamos sempre onde íamos…

    Yes Roma, we have a big problem.

  6. Parabéns Santo Padre! Estamos contigo doce Cristo na terra! Com sabedoria divina o senhor conduz a Igreja de Cristo! Nós te amamos e nos submetemos aos teus ensinamentos!

  7. ‘Reforma’ da reforma litúrgica, pede mestre de cerimônias do Papa
    Leonardo Meira
    Da Redação, com Catholic News Service e InfoCatólica (tradução de CN Notícias)

    APMonsenhor Marini auxilia o Papa Bento XVI durante a bênção ‘Urbi et Orbi’, no último dia 25 de dezembroO mestre de cerimônias do Papa, monsenhor Guido Marini, indica que é preciso uma nova reforma litúrgica, que se alinhe com a tradição da Igreja e respeite as sugestões do Concílio Vaticano II.

    O pedido da “reforma da reforma litúrgica” foi expresso em uma palestra que Marini proferiu no último dia 6, organizada pela Confraria do Clero Católico da Austrália e dos Estados Unidos.

    O sacerdote explicou que esta reforma deveria representar um passo a frente na compreensão do verdadeiro espírito da liturgia.

    O responsável pela liturgia no Vaticano assegurou que a renovação da liturgia deveria refletir “a ininterrupta tradição da Igreja”, incorporando as sugestões do Concílio Vaticano II no seio dessa tradição. As reformas conciliares, insistiu, devem ser entendidas no contexto de continuidade com as tradições de séculos anteriores.

    “A única disposição que nos permite manter o verdadeiro espírito da liturgia é considerar tanto a liturgia atual quanto a passada como um único patrimônio em constante desenvolvimento”, assegurou.

    Marini lamentou que a necessidade de renovação seja evidente, especialmente devido à extensão mundial dos abusos litúrgicos. “Não é difícil perceber o quanto alguns comportamentos estão distantes do verdadeiro espírito litúrgico”, disse o sacerdote, acrescentando que “nós, os sacerdotes, somos os principais responsáveis por isso.”

    Citando as obras do então cardeal Ratzinger, antes de sua eleição como Bento XVI, o liturgista italiano enfatizou que a forma da liturgia é estabelecida pela Igreja e não pode ser alterada arbitariamente por qualquer padre.

    Nesse sentido, Marini condenou o “comportamento despótico” dos sacerdotes que fogem às regras litúrgicas e enfatizou que a liturgia “não está disponível para que façamos uma interpretação pessoal dela”.

    “Que loucura é, efetivamente, que reclamemos para nós o direito de mudar, subjetivamente, os sinais sagrados que o tempo foi moldando, através dos quais a Igreja fala de si mesma, de sua identidade e de sua fé!”, exclamou.

    Voltados para Deus

    O liturgista vaticano também defendeu a celebração tradicional “ad orientem” (ou versus Deum, em que tanto o padre quanto o povo ficam voltados para o altar), que tem suas raízes nas origens do cristianismo.

    “Em nosso tempo, o conceito de ‘celebrar de frente para o povo’ entrou no nosso vocabulário comum. Se a intenção de usar essa frase é para descrever a localização do padre, que hoje se encontra de frente para a comunidade devido à posição do altar, isso é aceitável. Mas seria absolutamente inaceitável no momento em que fosse utilizada como uma proposição teológica. Teologicamente falando, a Santa Missa, de fato, é sempre dirigida a Deus através de Cristo, nosso Senhor, e seria um grave erro imaginar que a orientação principal do ato de sacrifício é a comunidade”.

    Monsenhor Marini explicou que cada um dos aspectos da liturgia deve estar destinado a promover a adoração. O clérigo assinalou que o Papa Bento XVI iniciou a prática de dar a comunhão aos fiéis na língua enquanto estão ajoelhados, que é um “sinal visível de uma atitude apropriada de adoração diante da grandeza do mistério da presença eucarística do nosso Senhor.

    Ao mesmo tempo em que animou de coração a uma participação de todos na liturgia, Marini também disse que ela “não seria realmente uma participação ativa se não conduzisse à adoração do mistério da salvação em Jesus Cristo, que morreu e ressuscitou por nós”.

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    Tags: liturgia Celebração Bento XVI evangelização Igreja noticias cancaonova Canção Nova
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  8. A Canção Nova que é mestra-mor em abusos liturgicos, já esta dando o braço a torcer!!! Até pouco tempo atras eles não noticiariam isto,Sinais dos tempos,

  9. Não há duvidas, aos poucos quase sem perceber Bento XVI vai retomando a tradição, só não ve quem não quer.

  10. Atenção! É impossível ficar dividido! Chega uma hora que o padre terá de fazer uma opção: ou ficar exclusivamente com a missa tradicional e rejeitar o lixo do Vaticano II ou ficar birritualista, um hibrido, um tipo hermafrodita, só para enganar os bobos e a si mesmo.
    Está explicado porque o papa não celebra a missa tradicional!
    Jean

  11. O Papa escreveu essas cartaz faz tempo. Hoje a situação é outra. Essas cartas não tem mais fundamentos comparativos. Acho sem finalidade publicá-las agora.

  12. Caro Jean,

    Pense que os padres diocesanos são obrigados a celebrar as duas missas, eles não tem escolha. Muitos deles já são rechaçados e punidos apenas por expressar seu amor preferencial pela Missa Greogoriana.

    Não podemos dizer que eles estão “querendo enganar os bobos e a si mesmos”. Isso fica mais fácil quando se está dentro de um instituto dedicado à Missa Tradicional, mas não é o caso dos heróicos padres diocesanos que estão aí sendo maltratados por seus bispos e ridicularizados até por seus confrades.

  13. Não concordo com vc jean principalmente com suas palavras grosseiras pense nisso meu filho.

  14. Concordo e apoio o Jean.
    Com a ressalva de que um padre não pode ficar birritualista, só na aparência ou em um primeiro momento.
    A Santa Missa e a doutrina impõe verdades insuportáveis para um modernista e liberal.
    Ou ele abraça a verdade com coragem ou dá uma desculpinha e sai correndo.
    Nenhum padre na face da terra é obrigado a rezar as duas missas, isso é uma história feita para se ter pena do padre.
    Escolha o padre tem e é a mesma que eu tenho ou você que está lendo.São duas: o bem ou o mau.
    A Santa Missa Católica ou a narração do envangelho de Paulo VI.

  15. Contra todas as turbulências, contra todas as indas e vindas pontifícias, contra todos os escândalos, contra todos os que nos aconselham a aderir ao momento,
    escolhamos pois a estabilidade. Ancoremo-nos no Santo Rosário, na Missa de Sempre, na Doutrina de Sempre.

    Rezemos pelos que estão mergulhados em confusão, para que enxerguem e mudem, e rezemos por nós mesmos, pois nossa força é fraqueza, nada há em nós que seja absolutamente irrepreensível aos olhos de Deus.

    Se grandes homens caíram, o que será de nós, devedores de Deus?

    Confiai na Misericórdia de Deus, e ancorai-vos na Doutrina Imutável, que era boa no passado, é boa agora, e será boa pelos séculos dos séculos.

    Amén.

  16. Nunca se refira a um Sacertode de Cristo com essas palavras isso não é ser tradicionalista a questão da reforma liturgica é outro contexto.

  17. Lamentavelmente o contexto em que desgraçadamente vivemos é o da confusão e apostasia propagadas pelo concílio.
    Já foi mais que provado por gente de gabarito para tanto que a missa paulina é protestantizante e, portanto, nada tem de católica. É impossível para um sacerdote viver com o pé em duas canoas se as conhece bem e sabe qual delas é a mais resistente e qual é a furada. Há algum tempo foi publicado aqui o testemunho de um sacerdote sobre a Missa de Sempre:
    https://fratresinunum.com/2010/07/21/essa-missa-salvou-meu-sacerdocio/
    Quantos hoje não precisam salvar seu sacerdócio?