Os sinais sutis do governo anticlerical de Zapatero ao Papa Bento XVI.

Em seus discursos durante sua visita à Espanha, neste último final de semana, Bento XVI atingiu pontos-chaves da agenda implantada pelo governo socialista daquele país: criticou o anticlericalismo que emerge aceleradamente, comparável, segundo o próprio Papa, à perseguição comunista na Guerra Civil da década de 30; reafirmou que a Igreja não renunciará à defesa da verdade e da liberdade;  criticou a “tragédia” da Europa que se fecha para Deus, justamente quando o governo espanhol pretende excluir dos edifícios públicos os crucifixos; defendeu a vida dos indefesos em sua visita à obra beneficente “Nen Déu”, em Barcelona, após ouvir, visivelmente comovido, a saudação de uma garotinha com síndrome de Down; condenou as uniões homossexuais, em seu sermão por ocasião da dedicação da Igreja da Sagrada Família, ao recordar a necessidade de  “avanços morais, como na  proteção e assistência às famílias, na medida em que o amor generoso e indissolúvel entre um homem e uma mulher é o contexto eficaz e fundamento da vida humana em sua gestação, parto, crescimento e morte natural”, com um “apoio decisivo do Estado” para “que a vida das crianças possa ser defendida como sagrada e inviolável desde o momento da sua concepção”, garantindo-lhe “o devido respeito” e “apoio jurídico, social e legislativo”.

No entanto, o anti-católico governo espanhol não deixaria Bento XVI sem resposta. Pelo contrário, manifestou alguns sinais sutis, mas muito significativos, da verdadeira distância que a outrora católica Espanha mantém do Sucessor de Pedro.

No sábado, a “Guarda Civil, por ordem do delegado do Governo de Madri, decidiu fechar sine die a entrada dos fiéis à Eucaristia diária que os monges celebram no Valle de los Caídos. Estes, em sinal de protesto, celebrarão uma missa a céu aberto na entrada do recinto, no domingo, às onze da manhã. O fechamento da uma basílica sob jurisdição pontifícia ocorre, assim, enquanto o Papa está em território espanhol, o que aumenta a gravidade da ofensa”, informou o sítio Religión em Liberdad.

Já o presidente do governo, José Luis Rodríguez Zapatero, preferiu simplesmente fazer uma visita surpresa ao Afeganistão a ter de assistir as celebrações religiosas do Sumo Pontífice. Apareceu apenas para se despedir de Bento XVI, num breve encontro no aeroporto de Barcelona. Zapatero, que enfrenta uma grande queda de popularidade entre os espanhóis, já em 2006 adotou a mesma postura, distanciando-se do Papa enquanto líder religioso, prestando deferência apenas ao chefe de Estado.

6 Responses to “Os sinais sutis do governo anticlerical de Zapatero ao Papa Bento XVI.”

  1. Não sabia que os maçons socialistas fossem tão burros…

    Se Zapatero estudasse a História da Igreja, veria que, a certo prazo este tipo de chincanas voltam sempre contra quem as faz; se ele persegue a Igreja e afornta o papa desta forma, terminará naturalmente criando um processo A FAVOR da Igreja, e não contra ela.

    Sinceramente, nossos tempos são tão trágicos que nem sequer temos inimigos à altura… Se a reportagem estiver certa a respeito de sua popularidade, então o que vai acontecer de froma monótona é a forte rejeição ao PSOE, sua derrota nas urnas e um afrouxamento desta situação. Com certeza é questão de tempo a interdição do Valle de los caidos. O próprio gesto dos padres que agora falam em rezar a missa na porta do vale em protesto já é o resultado imediato da burrice deste maçom com cabeça de vento.

  2. Sim Bruno, pelo jeito o Zapatero nem mesmo assistiu o clássico “Quo Vadis”, e não pode aprender com o erro de Nero em perseguir os cristãos.

    Esse é sempre o erro dos maçons. Só conhecem a história (com minúscula) que lhes foi contada dentro das lojas, e nada sabem da Verdade. Eles sempre dão um jeito de atirar nos próprios pés.

  3. A Igreja é o sal da terra e a luz do mundo! Se a terra está apodrecendo e sem sabor; se o mundo está às escuras é porque não estamos cumprindo o mandato de Cristo, não estamos sendo arautos da mensagem de Cristo, mensagem de amor: amar a Deus e ao próximo. E cstamos interpretando o mundo pela ótica do ódio, da luta de classes, a ótica do marximismo, da teo- logia da libertação, tantas vezes condenada pelo Magistério d a Igreja.

  4. Eu tenho uma grande admiração pela Rainha Sofia. Acho que tem sido uma Rainha notável a quem a Espanha e a monarquia espanhola devem grandes favores.
    Mas a sua origem é ortodoxa grega. Converteu-se ao catolicismo para se casar e julgo que o fez plenamente ciente do seu ato. Foi educada na nossa religião quando estava triunfante o novo rito e talvez ela nunca tivesse comungado, dentro da Igreja católica, senão de pé e com a Hóstia na mão. Temos que sobrelevar a sua atitude que é de um ridículo espantoso. Olha-se a fotografia e tem-se pena da Rainha.
    Parece-me que o Rei foi coerente em não comungar. Não se comunga, porque parece bem, porque é bonito, porque os outros aplaudem o ato. O Rei deve ter (a todos os títulos, é bom que tenha) consciência do seu ato de loucura em promulgar a lei do aborto, a lei do casamento homossexual, a lei do divórcio instantâneo, atos em que ele se posicionou frontalmente contra Deus e contra a Igreja. Que soubéssemos nõa mostrou arrependimento deste ato “burro”. Como pode comungar, tanto mais em ato público, perante milhares de pessoas e talvez filmado para todo o mundo? E o Papa devia negar-lhe ou não a comunhão?
    O Zapatero é o que é. O que podíamos esperar dele?
    É claro que “Vale do los Caídos”, a mais magnífica basílíca moderna do mundo e com um significado extremamente elevado, onde estão irmanados, lado a lado os “Caídos” na Guerra Civil, é um espinho doloroso nos políticos de esquerda da Espanha. Se pudessem, há muito que teriam arrasado Vale de los Caídos. O menos que podem fazer é suspenderem as Missas. Loucos

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