The peace is over: Santa Sé declara excomunhão de bispos participantes de ordenação episcopal na China.

Em comunicado da Sala de Imprensa publicado hoje, a Santa Sé lamenta a ordenação episcopal realizada, sob ordem do governo comunista chinês, do padre Joseph Guo Jincai, no último dia 20.

O Papa teria recebido a notícia “com grande pesar, pois a supracitada ordenação episcopal foi conferida sem o mandato apostólico e, portanto, constitui uma dolorosa ferida na comunhão eclesial e uma grave violação à disciplina Católica”.

Continua o comunicado a respeito do bispo sagrado: “encontra-se em uma seríssima condição canônica ante à Igreja na China e à Igreja Universal, expondo-se também às severas sanções previstas, em particular, no cânon 1382 do Código de Direito Canônico”. Cânon este que declara “incorrer em excomunhão latae sententiae reservada à Sé Apostólica” aqueles que conferem e recebem a ordenação episcopal sem mandato pontifício.

Para a Santa Sé, tal ordenação coloca os fiéis em “uma situação muito delicada e em condição difícil, também do ponto de vista canônico, e os humilha”.

Roma teria por diversas vezes comunicado às autoridades chinesas sua oposição à ordenação de Joseph Guo Jincai. No entanto, o governo “decidiu agir unilateralmente, em detrimento da atmosfera de respeito que foi criada com grande esforço com a Santa Sé e com a Igreja Católica através das recentes ordenações episcopais”, que foram realizadas com consentimento mútuo. E a Santa Sé conclui veementemente: “Esta reinvindicação de se colocar acima dos bispos e guiar a vida da comunidade eclesial não corresponde à doutrina Católica; ela ofende o Santo Padre, a Igreja na China e a Igreja Universal, e, ademais, complica as presentes dificuldades pastorais”.

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44 Responses to “The peace is over: Santa Sé declara excomunhão de bispos participantes de ordenação episcopal na China.”

  1. Doloroso, mas necessário.

  2. Bem que Nossa Senhora de Fátima avisou que muitas nações seriam aniquiladas pelo comunismo, se a Rússia não se convertesse. E é o que está acontecendo! Vejam como os chineses e, neste caso em particular, como os chineses católicos são oprimidos e esmagados por esse governo tirânico da China!

  3. Há de se lembrar também que Dom Milingo ordenou sem mandato da Santa Sé alguns bispos e ele e esses bispos também incorrerram em excomunhão!

    É isso aí! Sed lex, dura lex! A lei é dura e é para todos!

  4. Ainda o exemplo de Milingo.

    “Infelizmente, o Sr. Milingo não deu sinais do desejado arrependimento em vista do retorno à comunhão plena com o Sumo Pontífice e os demais membros do colégio episcopal. Pelo contrário, ele persistiu no exercício ilegítimo dos atos específicos do ofício episcopal, cometendo novos delitos contra a unidade da Santa Igreja. Especialmente, nos meses recentes o Sr. Milingo procedeu a algumas outras ordenações episcopais.”

    […]

    “No que concerne às pessoas recentemente ordenadas pelo Sr. Milingo, é bastante conhecida a disciplina da Igreja relativa à pena da excomunhão latae sententiae para aqueles que recebem a consagração episcopal sem mandato pontifício (Cânon 1382 CIC). Embora expressando esperança na conversão dos envolvidos, a Igreja reafirma o que foi declarado em 26 de setembro de 2006, ou seja, que ela não reconhece tais ordenações, nem pretende reconhecê-las no futuro e todas as ordenações delas derivadas. Portanto, o estado canônico dos supostos bispos permanece aquele em que se encontravam antes da ordenação conferida pelo Sr. Milingo.”

    http://oblatvs.blogspot.com/2009/12/milingo-e-demitido-do-estado-clerical.html

  5. não tem problema, o próximo papa levanta a excomunhão; jurisprudência pra isso já temos.

  6. Ferreti e demais amigos, não desejo criar polêmicas, apenas gostaria que alguns católicos tradicionalistas vissem o quanto são contraditórios ao rejeitarem a excomunhão de Lefebvre e aceitarem a excomunhão de outros pela mesmíssima causa: a ordenação sem mandato pontifício! E reitero o que disse: os quatros bispos da Fraternidade apenas levantados das suas excomunhões por misericórdia do Papa Bento XVI que quer imensamente o bem da Igreja e sua unidade!

  7. Só uma coisa, D. Lefebvre ordenou em estado de necessidade os bispos pois o papa não dava a autorização de ordenação, agora, na china, o governo obrigou o bispo a ordenar e ele acatou, sendo algo bem diferente, no primeiro D. Lefebvre o fez em defesa da tradição e em estado de verdadeira necessidade, no segundo ele trocou a autoridade do papa pela autoridade do politburo chines.
    não comparemos Jaca com Manga tambem!

  8. Itálo, seu comentário me pareceu uma ironia ao Papa Bento XVI por ter levantado a excomunhão dos bispos lefebvristas.

    O senhor acha que o Papa errou. É claro que o Papa João Paulo II estava corretíssimo em ter declarado formalmente as excomunhões latae sententiae em que incorrerram Lefebvre e aos quatro bispos ordenados.

    Mas Bento XVI levantou aquelas excomunhões por misericóridia. Deveriam admirar a nobreza do Santo Padre. E não o ficar criticando.

    De qualquer forma, se os lefebvristas não forem obedientes ao Papa continuaram separados da unidade da Igreja.

    Talvez o próximo Papa os excomungue de novo!

  9. Alex, Salve Maria.

    Você mistura alhos com bugalhos ao comparar o caso FSSPX ao caso chinês.

    D. Lefebvre, D. Mayer e os quatro atuais Bispos da FSSPX não incorreram na excomunhão prevista no Cân. 1382 por terem sido objeto do Cân. 1323, item 4º (necessidade e, em certo aspecto, também medo grave). O próprio Papa, quando ainda era Cardeal, deu um parecer neste sentido, discordando de que os Bispos da FSSPX tenham sofrido excomunhão latæ sententiæ.

    Já o caso chinês, por ser ato de cisma puro e simples, não exime os Bispos chineses “juramentados” pelo governo comunista de qualquer penalidade. Logo, aí sim sofreram excomunhão.

  10. Bem, não creio que o bispo chinês tenha desobedecido o Santo Padre livremente. Sabemos como as coisas acontecem na China. O governo chinês é capaz das piores atrocidades para conseguirem o que querem. Penso que esse bispo tenha sofrido muito a perseguiçao do estado chines e nem todos possuem a fortaleza dos mártires….

  11. Curiosamente, foi o papa Pio XII a estabelecer a excomunhão latae sententiae para o caso de sagração episcopal sem mandato pontifício, tendo em vista o problema da chamada igreja patriótica chinesa.Pois o Papa Pacelli via a ameaça comunista.
    No entanto, desde a Ostpolitik de Paulo VII até JP2 tal excomunhão não era declarada, pelo contrário silenciada e os bispos ilegítimos transitavam livremente pelos corredores do Vaticano fazendo suas negociações.
    Agora, vem essa estranha notícia.
    Sinceramente, isso cheira a represália contra a Fraternidade São Pio X.

  12. Alex,
    Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa…

    Pedro,
    Se o bispo estivesse sendo ameaçado pelo governo comunista chinês, que morresse pela Igreja e virasse Mártir!

  13. Fique esperto! Você diz, no artigo, “a Santa Sé lamenta a ordenação episcopal realizada (…) pelo bispo católico Joseph Guo Jincai, no último dia 20.” Deveria ser “a ordenação episcopal (…) do sacerdote católico Joseph Guo Jincai”; o Pe. Joseph foi o ordenado, não o ordenante.

  14. Diz a História da Igreja que Santo Atanásio sagrou 14 Bispos, “fora dos limites de sua jurisdição”, e que o muito Santo Eusébio também impôs “as mãos fora dos limites.” (Patres Graeci e Migne).

    São Teodoro Estudita, ao comentar estes fatos, diz o seguinte: “Em razão de imperiosas necessidades, nem tudo, em momentos críticos onde campeia a heresia, se faz exatamente o que se estabeleceu em tempos de paz. Ora, eis precisamente o que o bem-aventurado Atanásio e o muito santo Eusébio fizeram manifestamente: ambos impuseram as mãos fora dos limites (de sua jurisdição)”. (Patres Graeci. Migne. V. 99, col. 1645 – 1648).

    Sed lex, dura lex?
    ÉÉÉ?
    A lei é dura e é para todos?

    Então tá.
    Desate esse nó.
    Santo Atanásio sagrou sem mandato. Sagrou contrariando o papa Libério.

    O papa Libério excomungou Santo Atanásio.

    Sabe o fim de Libério?
    Sabe o fim de Atanásio?

    O papa Libério passou a história como um LIBERAL no pior sentido do termo, e o desobediente Atanásio, o que fazia ouvidos moucos ao clamor de Libério para não perseguir o arianismo, para não ensinar a verdade católica, para não sagrar bispos fora da jurisdição foi CANONIZADO.

    Comparar o caso Lefebvre e Catro Mayer com Milingo ou com o episcopado chinês é de uma ignorância (ou má vontade) que raia ao escândalo.
    Milingo era um bispo que agia como um grande palhaço, conhecido por sua presença grotesca em Roma, por suas patifarias, sua ânsia de aparecer (só faltou pendurar uma melância no pescoço e pintar de branco certas partes do corpo que preferirei não comentar). Terminou se casando na seita de Moon e depois de muitos desvarios, foi com grande atraso excomungado por Roma.
    E os bispos chineses CATÓLICOS, os VERDADEIROS dão testemunho de sua fé com a vida, desaparecem ou são aprisionados vez por outra, mas sabem que a união com a Santa Sé e a recusa em sagrar bispos NESTE CASO constitui um BENEFÍCIO para a Igreja Chinesa que, tomada pelo partido comunista, teria anti-bispos, homens que perverteriam a fé do povo!
    A Sagração sem mandato NESTE CASO atentou diretamente contra o bem da Igreja, pois estes homens designados pelo partido comunista terão a plenitude da Ordem, mas possuem a intenção perversa de corromper os fiéis católicos que estão na clandestinidade.

  15. joão, a excomunhão dos bispos chineses cheira a represália contra a FSSPX? Parece que o Império da Lógica anda tão ou mais fraco que o Império do Papa sobre a Igreja na China.

  16. A diferença entre Santo Atanásio e Dom Lefebvre é essencial, Bruno. Basta ler a carta Dat mihi plurimum de Santo Atanásio para verificá-la.

    Além disso, a alegação de estado de necessidade ou de medo grave já foi repetidamente refutada. Ela é insustentável porque implicaria que o Sumo Pontífice interpretou de forma inautêntica sua própria legislação, enquanto Dom Lefebvre de algum modo descobriu a interpretação autêntica da legislação do Sumo Pontífice. As acusações de legalismo por parte dos asseclas da Fraternidade são ineficazes, pois afinal são eles mesmos que tentam se defender usando a legislação (é uma faca de dois gumes, não passa de um tu quoque). Esquecem-se de que a excomunhão foi declarada, e portanto a correta interpretação da legislação e o juízo do superior da Igreja foram dados.

    Há também o argumento de que sagrações episcopais sem mandato papal não seriam um problema tão sério, que também cai por terra diante do decreto de consecratione episcopi sine canonica provisione do Santo Ofício emitido sob o pontificado do Venerável Pio XII.

  17. Parece até uma indireta para alguns comentários que surgiram neste blog sobre a FSSPX.

    Ora, se o Santo Padre se sente particlarmente OFENDIDO com esta desobediência, e ainda, agiu de forma tão firme, é estranho que ele fosse desculpar alguém disso, ainda mais alguém nunca desculpas pediu.

    O que poderpiamos concluir?

    A FSSPX foi excomungada por causa do ato de sagração dos Bispos, ou por causa do Vaticano II?

  18. A coisa já está ficando crônica por aqui. Impressionante como tudo enfiam a FSSPX no meio.

    Tenho certeza que 99% nunca foram num priorado e olharam na cara dos padres e duvido que tenham a coragem de lhes fazer as ofensas que cospem pela net.

  19. É claro que o Papa João Paulo II estava corretíssimo em ter declarado formalmente as excomunhões latae sententiae em que incorrerram Lefebvre e aos quatro bispos ordenados.
    Mas Bento XVI levantou aquelas excomunhões por misericóridia. Deveriam admirar a nobreza do Santo Padre. E não o ficar criticando.

    Misericordia de quê se vc mesmo disse que o JPII estava corretíssimo?

  20. Sr. Jucken (!?!), se você conhecesse a história completa da FSSPX, e não apenas a sua versão predileta de um resuminho num site tendencioso da internet, saberia todos os meandros das safadezas feitas contra Dom Lefebvre, especialmente no devido processo legal que lhe foi negado desde sua “suspensão” “a divinis” pela simples canetada do secretário de Estado, Cardeal Villot. Então você veria que a tal “interpretação inautêntica” não só é “inautêntica”, mas ridícula, mesmo que seja proveniente de um legislador que, por mais de uma ocasião, deu amostras de sua imperícia no governo da Igreja (ou você concorda, por exemplo, com a interpretação “autêntica” da “comunicatio in sacris” dada por JPII em Assis?)

    O próprio CIC fala sobre atenuar a pena ou mesmo não punir quem comete o erro (fato comprovado na tese de doutoramento do pe. Murray, de Nova Iorque, que depois voltou atrás por pressão de seus superiores, sem, no entanto, refutar seu próprio estudo).

    Veja:

    “Cân. 1323 Não é passível de nenhuma pena, ao violar lei ou o preceito […] 4° – quem agiu forçado por medo grave, embora relativo, ou por necessidade, ou por grave incômodo, a não ser que se trate de ato intrinsecamente mau ou que redunde em dano das almas”.

    Ok, concedamos que, pessoas como o senhor, digam não ter havido necessidade, ou mesmo que o ato tenha redundado em dano das almas, já que a sagração episcopal sem mandato não é, em si, um ato mal (lembre-se, como exemplo, das centenas de bispos ordenados nos países dos leste europeu na perseguição comunista, todos sem consentimento papal).

    Então teríamos o parágrafo 7º deste mesmo cânon: “quem sem culpa, julgou haver alguma das circunstâncias mencionadas nos ns. 4 ou 5″.

    Talvez o senhor acuse D. Lefebvre de ter agido de má-fé, mas tal injúria possivelmente seria apenas sua. Em Roma, e mesmo por outros eclesiásticos não simpáticos à causa de Dom Lefebvre, sempre sua honestidade foi muito estimada (o próprio Papa, que falou do “grande arcebispo Lefebvre”).

    Então, forcemos a barra e concedamos novamente que tudo isso não se aplique a Dom Lefebvre, e que ele tenha errado em suas avaliações de necessidade. Teríamos então o cânon seguinte, que atenua a pena a:

    “alguém que, por erro, mas por culpa sua, julgou haver alguma das circunstâncias mencionadas no cân. 1323, nº 4 [onde se fala exatamente da “necessidade”] ou 5″

    Enfim, sr. Jucken, seus “argumentos” são mais que furados, e, mesmo que Dom Lefebvre tivesse errado em sua análise sobre a crise da Igreja, da qual ele concluiu estar em “estado de necessidade”, sua excomunhão não deveria ter sido declarada, bastando ser comprovada — algo de conhecimento público — sua boa fé.

    A politicagem e o desejo de declarar a excomunhão (por conta de sua posição firma contra o Vaticano II e suas deformas) foram tão determinantes que, no dia seguinte às sagrações, a declaração foi feita pela Congregação para os Bispos com tamanho gosto e precisão que torna ridícula a nota divulgada hoje sobre a sagração na China, que sequer fala explicitamente de excomunhão (citando o respectivo cânon com muita “prudência” e timidez…).

    Bastaria ler um livro, e não um artiguete, por exemplo, o escrito pelo Abbé Hery, do IBP, Non lieu sur un schisme. Veja o que está no próprio site do IBP: “Nós negociamos em Roma e mantivemos conversações pastorais e doutrinárias, em um clima de confiança recíproca e não de arrependimento. A Santa Sé recebeu vários exemplares do livro Non-lieu sur un schisme (Improcedência de uma acusação de cisma), publicado em novembro de 2005, como prévia informal de nossas conversações, e esse livro foi lido e bem acolhido, não somente em sua parte jurídica, mas também teológica. Nenhuma retratação nos foi pedida a respeito de nossos escritos.”

    Talvez você discorde da interpretação autêntica da legislação atual por parte do Papa ao erigir um instituto de Direito Pontíficio cujo primeiro ato nas tratativas de sua constituição foi enviar um livro que defende as sagrações de Dom Lefebvre de cabo a rabo. Dureza…

  21. A política vaticana em relação à China tem sido extremamente confusa, reflexo das disputas internas.
    Vejamos dois artigos de Sandro Magister, conhecido vaticanista. Transcrevo apenas o início e quem desejar se aprofundar pode ler o restante:

    http://chiesa.espresso.repubblica.it/articolo/1342009?sp=y
    ROMA, 4 de febrero de 2010 – El cardenal Giuseppe Zen Zekiun, obispo emérito de Hong Kong y apasionado estratega de la Iglesia católica en China, jamás ha ahorrado críticas a la diplomacia vaticana, a la que él juzgaba muy sumisa frente al régimen comunista de Pekín, ni a los sacerdotes y obispos considerados por él como demasiado predispuestos.

    El último motivo para la polémica – considerado por http://www.chiesa en un anterior servicio – ha sido la experiencia del obispo coadjutor de Baoding, Giuseppe An Shuxin, a quien le devolvieron la libertad luego de diez años de cárcel y a quien inscribieron en la gubernamental Asociación Patriótica con un gesto que ha sido interpretado por muchos como una rendición frente al enemigo.

    A juicio del cardenal Zen, el hundimiento de obispo de Baoding y de otros como él habría sido culposamente alentado por las autoridades vaticanas, según las cuales habría concluido la estación heroica de la Iglesia clandestina y sus obispos y sacerdotes deberían ingresar en su totalidad a la Iglesia oficial reconocida por el régimen.

    ¿Pero realmente las cosas son así? No según las autoridades vaticanas, las cosas no son en absoluto como las cuentan el cardenal Zen y la agencia “Asia News”, dirigida por el padre Bernardo Cervellera, del Pontificio Instituto para las Misiones Extranjeras.

    *

    La diplomacia vaticana no habla en primera persona, pero para conocer sus posiciones basta leer la revista que más refleja su pensamiento: el mensuario internacional publicado en seis idiomas, “30 Giorni”, editado en Roma y dirigido por el anciano senador Giulio Andreotti, varias veces presidente del Consejo y ministro de Asuntos Exteriores de la República de Italia, desde siempre muy vinculado a la curia romana.

    O segundo artigo pode ser lido no seguinte link:

    http://chiesa.espresso.repubblica.it/articolo/1341265?sp=y

    Para el secretario de Estado vaticano la Iglesia clandestina debe salir al descubierto y ponerse en regla con las autoridades chinas. Para el cardenal Zen no: si lo hiciese se entregaría al enemigo. El caso del obispo de Baoding

    ROMA, 3 de diciembre de 2009 – En el lapso de dos días han caído sobre los católicos que viven en China dos exhortaciones muy diferentes entre sí, escritas por dos pesos pesados de la Iglesia mundial: el cardenal Tarcisio Bertone y el cardenal José Zen Zekiun.

    Tanto Bertone como Zen tienen todos los títulos para ocuparse de China. El primero es el secretario de estado y por tanto responsable de toda la geopolítica de la Iglesia, el segundo es obispo emérito de Hong Kong y es parte de la comisión formada por el Vaticano para llevar a los hechos la carta programática escrita por Benedicto XVI a los católicos chinos en junio del 2007.

    Los cardenales Bertone y Zen son salesianos y se conocen de toda una vida. Pero eso no quita que se encuentren frecuentemente en desacuerdo respecto a China. El primero parece más “realista”, el segundo más batallador. Uno y otro reivindican para sí la justa interpretación de la carta del Papa.

    En estas últimas semanas, un caso referente a un obispo chino ha hecho explotar de nuevo las diferencias entre los dos.

    Vejam a dualidade de posições em relação a China.
    NO que tange a FSSPX se nós não sabemos distinguir posições formais e materiais idênticas, acabaremos por afirmar que todo cirurgião que corta´o corpo é assassino e todo assassino que enfinha um punhal no corpo alheio é um exímio cirrugião.
    Todo debate fora desses parâmetros é inútil.
    Os opositores da FSSPX afirmam que o cirurgião e oassassino merecem ir para a cadeia.
    O resto é conversa fiada e estória pra boi dormir!!

  22. Sr. Jucken,

    os asseclas da FSSPX – rótulo respeitoso que o sr. nos atribui, como se fôssemos membros de uma gangue – não precisam de seus iluminados conselhos. Seria melhor se os desse aos progressistas (RCC e TL, especialmente), que são muito mais numerosos nas paróquias do que nós… Só faltou dizer que a vida católica ruiu por causa da fraternidade. Como o próprio Papa disse, é necessário que exista um grupo contra o qual se despeje todo o ódio; para a graça de Deus e a edificação de nossas almas (Refiro-me aos asseclas, vulgos “cismáticos”, “excomungados” e “sedevacantistas”), esse grupo é a FSSPX.

    Tenho amigos que não frequentam alguma capela da FSSPX e fazem isso: o que dizer? Fora da FSSPX não há salvação? Claro que não… Nunca ouvi nenhum fiel dizer isso. Ao contrário, digo: Que Deus os ilumine e fortaleça, e cada dia mais.

    Agora, repito ao sr. o que já disse outras vezes: cada um terá que prestar contas a Deus a respeito da coerência com que cumpriu a sua ordem: “Sede santos”.

    Passe bem.

  23. André D.,

    Você perguntou em tom irônico, mas você sabia que tem gente que fala que D. Lefebvre teria sido quem mais atrapalhou a publicação do Motu Proprio que libera a Missa Tridentina, que, segundo tal gente, já esta pronto desde 1983 ?

    Pois é…D Lefebvre é o culpado sim! (sic!)

  24. Repito: parece, sim, uma represália contra a Fraternidade São Pio X, no sentido de servir como um aparente argumento forte contra a auto-defesa da Fraternidade que sempre sustentou (a meu ver, com razão) que a excomunhão contra mons. Lefebvre era injusta, mesmo porque Roma nem sequer declarava excomunhão e cisma contra os bispos da igreja patriótica da China.
    Sobretudo agora, depois do levantamento das excomunhões, quando há conversações doutrinárias entre a Fraternidade e Roma, e certamente o problema disciplinar é abordado.
    É um discurso de ocasião, como se diz, esse decreto contra os chineses.

  25. Quero ajudar na discussão deixando suas citações de um Padre da Igreja e de um Doutor da Igreja.

    “ Tanto quanto está autorizado a resistir a um Papa que comete uma agressão física, do mesmo modo é permitido resistir-lhe, se faz mal às almas ou perturba a sociedade e, com mais forte razão, se procurasse destruir a Igreja. É permitido, digo, opor-se a ele não cumprindo as suas ordens e impedindo que a sua vontade seja realizada.” (São Roberto Bellarmino, De Romano Pontifice, livro II, capítulo 29) –

    Comento: É claro que o papa que destroi a Igreja sempre vai dar sua interpretação “autêntica” que nada valerá, senão a frase de S. Bellarmino seria contra a Fé. Ora só pode valer a interpretação do caso como autêntica de um papa que não seja par´ticipe nessa mesma obra de destruição. Se chegasse um Papa restaurador e condenasse D. Lefebvre isso poderia ter algum valor, mas não se vier dos próprios papas-demolidores, como Bento XVI e o pp João Paulo II.

    “Que fará, pois, o católico, se alguma parcela da Igreja vier a se desgarrar da comunhão da Fé universal ? Que partido tomar, senão aquele de preferir, ao membro gangrenado e corrompido, o corpo no seu conjunto, que está são ? E se alguma enfermidade nova buscar infectar, não apenas uma pequena parte da Igreja, mas a Igreja toda inteira de uma vez ? Então ainda, seu maior zelo será o de se agarrar à antiguidade, que, evidentemente, não pode mais ser seduzida por nenhuma novidade mentirosa” (São Vicente de Lérins, Communitorium, cap.3, §1º)

    O caso de Santo Atanásio é idêntico em substância ao de Dom Lefebvre sim. Sobre o assunto, temos livros muito bons. É só lê-los.

    Não levem o Juncken a sério, ignorem-no. Ele age aqui como os militantes esquerdistas agem na área de comentários dos jornais. O objetivo dele é tumultuar e enganar a quantos puder. Seguindo Voltaire, ele mente, mente, mente…na esperança de que fique alguma coisa ou que possa convencer um ou outro incauto timorato.

    O lema do Evangelho é simples: Pelos frutos os conhecereis. Usem este critério para diferenciar D. Lefbvre de Dom Milingo e dos aniBispos chineses.

  26. É impressão minha mas aqueles que odeiam a FSSPX agora estão tentando mudar a condenação?

    Recetemente o Fratres colocou esse artigo:

    https://fratresinunum.com/2010/11/23/o-papa-sobre-os-bispos-da-fsspx-suas-excomunhoes-nao-tinham-nada-a-ver-com-o-vaticano-ii/

    Pelo que me lembro os que odeiam a FSSPX falava aos quatro cantos que o motivo para a excomunhão da FSSPX era por eles não ACEITAREM O CONCÍCLIO VATICANO II.

    Agora pelo que eu vi os que desprezam os membros da FSSPX estão começando a mudar de tática e começam a falar de ordemações ilegais.

    Onde isso vai para?

    Acompanho com atenção a nova orquestração dos neo-conservadores e modernistas em relação a FSSPX.

  27. Luciano Padrão, apoio total ao que o senhor disse:

    “Vejam a dualidade de posições em relação a China.
    NO que tange a FSSPX se nós não sabemos distinguir posições formais e materiais idênticas, acabaremos por afirmar que todo cirurgião que corta´o corpo é assassino e todo assassino que enfinha um punhal no corpo alheio é um exímio cirrugião.
    Todo debate fora desses parâmetros é inútil.
    Os opositores da FSSPX afirmam que o cirurgião e oassassino merecem ir para a cadeia.
    O resto é conversa fiada e estória pra boi dormir!!”

    Luciano Padrão

  28. Olha como os lefebvristas atrapalham a Igreja: caminham 20 km rezando pelos sacerdotes. Perguntem ao fábio de melo se ele encara uma jornada dessa?

  29. O Sr. Juncken, em sua ânsia de agredir a Fraternidade Sacerdotal São Pio X, confunde duas pessoas distintas, a saber:

    1) Santo Atanásio (295 –373), bispo de Alexandria, o defensor da Fé e do Concílio de Nicéia, que como Mons. Lefebvre foi “excomungado” pelo Papa Libério pela carta “Studens paci” de 357 (DS, 138);

    2) E o Papa Anastácio I (340 – 401), que em 401 escreveu ao bispo de Milão a citada carta “Dat Mihi” (DS, 209) que nada tem com Atanásio.

    Portanto, de acordo com a matemática do Sr. Juncken, Santo Atanásio, bispo de Alexandria lavrou a carta “Dat Mihi”, ao bispo de Milão 28 anos após sua morte (401-373=28)…

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk (…)

    Ou será, que Sr. Juncken, encontrou “sementes de verdade” no espiritismo e acredita que Santo Atanásio reencarnou em Anastácio I?

    Se for isso, senhor, lamento, pois, nem isso seria possível no caso, visto que quando Anastácio I nasceu (340 d. C), Atanásio, o bispo, ainda estava vivo…

    Só se nosso amigo for animista, e acreditar que Atanásio “baixou” em Anastácio e escreveu a tal carta… KKKKKKKKKKKKKKKKK

    Caríssimo, pelo menos aprenda a ler e calcular antes de querer dizer quem é ou não cismático…

  30. O comentário do Jucken, é um completo “nonsense”. O estado de necessidade ou de medo grave, estão previstos na própria legislação do Papa, e ele só a interpretaria de forma inautêntica, se não considerasse nenhum e nem outro, em sua aplicação. Se o que o Jucken diz é verdade, então o estado de necessidade ou de medo grave, não existem, apesar de estarem previstos na legislação feita pelo próprio Papa (o que é um absurdo). Além disso, o fato da autoridade declarar a excomunhão, não implica necessariamente, na correta aplicação da legislação. Se assim fosse, a excomunhão de Santo Atanásio pelo Papa Libério, seria incontestável e a expressão da mais correta aplicação da legislação. Contudo, “o campeão da ortodoxia” provávelmente foi reabilitado, em um rito próprio para excomungados, indevidamente.

    Ainda existe um outro exemplo, que é o caso do indulto para a Missa Tridentina, através do Motu Proprio Quattuor Abhinc Annos. Vejam o que diz Dom Nicola Bux e S. Vittielo, no “Dossier: o Motu Proprio de Bento XVI, publicado pela Montfort:

    “O Indulto Quattuor Abhinc Annos do Papa João Paulo II (1984)

    Em 3 de outubro de 1984, o Papa João Paulo II promulgou o Indulto Quattuor abhinc annos, no qual permitia aos bispos conceder a celebração da Missa antiga aos fiéis que a pedissem. Um indulto é uma medida que a autoridade da Igreja pode conceder a fim de favorecer a salvação das almas (que é o fim da lei canônica, diante da qual todas as normas devem revocar), uma exceção à lei (revogação); é semelhante à dispensa, mas com um fim mais amplo.

    Um indulto, portanto, pressupõe a existência de uma lei que necessita ser atenuada, no nosso caso uma lei que tinha proibido ou abolida a Missa antiga. Como vimos, tal lei não existia, e por isso, em tal caso, estreitamente falando, é uma denominação imprópria, já que o fiel ainda hoje tem direito à Missa antiga com base no uso imemorável jamais abolido. “

    Ainda é preciso dizer alguma coisa?

    Lembremos a própria Carta Apostólica Ecclesia Dei:

    “A raiz deste acto cismático pode localizar-se numa incompleta e contraditória noção de Tradição. Incompleta, porque não tem em suficiente consideração o carácter vivo da Tradição, “que – como é claramente ensinado pelo Concílio Vaticano II – sendo transmitida pelos Apóstolos … progride na Igreja sob a assistência do Espírito Santo. Com efeito, progride a percepção tanto das coisas como das palavras transmitidas, quer merce da contemplação e estudo dos crentes, que as meditam no seu coração, quer mercè da intima inteligencia que experimentam das coisas espirituais, quer merce da pregação daqueles que, com a sucessão do episcopado, receberam o carisma da verdade”(5)”.

    “Quereria, alem disso, CHAMAR A ATENÇÃO DOS TEÓLOGOS e dos outros peritos nas ciéncias eclesiásticas, para que tambem eles se sintam interpelados pelas circunstáncias presentes. Com efeito, a amplitude e a profundidade dos ensinamentos do Concilio Vaticano II requerem um renovado empenho de aprofundamento, no qual se ponha em relevo a continuidade do Concilio com a Tradição, do modo especial nos pontos de doutrina que, talvez pela sua NOVIDADE, ainda não foram bem compreendidos por alguns sectores da Igreja.

    A primeira citação, é tratada por Mons. Brunero Gherardini, em seu mais recente livro, sobre a tradição. Onde ele conclui, que se a FSSPX possuí uma noção incompleta e contraditória noção de tradição (vemos bem quem a possuí), então a Igreja pré-conciliar, também a possuía, uma vez que a FSSPX tem o mesmo conceito de tradição, que era transmitido na Igreja anterior ao CVII. Já no ponto dois, destaca-se a palavra NOVIDADE nos pontos novos de doutrina, nos quais o Papa não tem a divina assistência do Espírito Santo, conforme ensina o Concílio Vaticano I.

    Por fim, a tese do Pe Camel, aprovada pela Pontíficia Universidade Gregoriana, foi refutada? Se foi, então a consagração de um Bispo, pode ser considerada, intrisecamente má…

    Fiquem com Deus.

    Abraço

  31. Correto o Papa.
    O governo chinês tem sua própria “igreja” oficial,
    com bispos ordenados pelo governo enquanto que os
    Bispos da verdadeira Igreja Católica são perseguidos
    e presos.

  32. Colocam a FSSPX no meio de tudo mesmo… Não ficaram contentinhos com o levantamento das excomunhões? Azar!

    Viva D. Lefebvre e o nosso D. Mayer, viram muito antes a tragédia dos nossos dias.

  33. Prezado Luiz, dessa eu não sabia!

    Quanto à atitude do governo chinês, é o esquema final de um enredo que seria facilmente desenhado num diagrama (Atentar para o fato de que, como são estados de alma, essas realidades podem ser encontradas em qualquer das idades):

    Idade Média => Temporal subordinado ao espiritual, ou seja, todas as coisas existem para a salvação do homem, cuja glória de Deus é o Fim Último;

    Idade moderna => Temporal equiparado ao espiritual, que é início da implantação do paganismo, no qual as realidades, de forma desconectada, dão a falsa impressão de que o homem tem duas missões – Ex.: “Você não deve pensar sempre em agradar a Deus! Precisa se divertir também” (Como se o descanso não fosse querido por Deus, Nosso Senhor);

    Idade contemporânea => Espiritual subordinado ao espiritual, que é o paganismo materialista, no qual o homem é levado a buscar a falsa religião que melhor satisfaz suas necessidades temporais – “você deve procurar a religião que te faz sentir bem!”;

    Idade contemporânea II => Temporal destrói o espiritual, pois só vale a realidade visível, em grau avançado.

    Talvez não tenha usado as melhores palavras, mas é assim que tento explicar, para alguns a mudança de orientação social ocorrida na sociedade; apesar de simples, é tão difícil de fazer os pagãos e católicos liberais (Principalmente esses) entenderem!!

    André

  34. rafaelmcq,
    vc disse “…Só uma coisa, D. Lefebvre ordenou em estado de necessidade…”
    Não que eu concorde mas no caso chinês o bispo tb poderia alegar estado de necessidade verdadeiro e urgente pois o “couro” dele estava em jogo , oras !
    lucas

  35. Isso, Lucas, por isso, embora o CDC excomungue quem sagra e quem é sagrado, a nota da Sala de Imprensa fala explicitamente apenas do bispo que recebeu a sagração, que é um agente sem vergonha do governo chinês. Os outros que foram sujeitos à coação não são punidos ou têm a pena atenuada, conforme o mesmo código.

  36. Alem de que, D. Lefebvre não ordenou hereges ou agentes comunistas, ordenou bispos para dar continuidade a luta contra o modernismo.
    não tem como comparar este fato com o outro, só na cabeça dos neocons mesmo

  37. D. Lefebvre e D. Mayer: SANTOS SUBITO!!!

    Para a Glória da Santa Igreja!!!

    O resto é resto… rsrsrs

    Pedro José.

  38. Pedro,

    calma.

    É melhor que se forem mesmo um dia canonizados, sejam-no depois de se ter restaurado o conceito de santidade a intenção do Papa ao canonizar e o processo tradicionais, para que sua canonização seja infalível. Afinal, todas as canonizações, pelo menos depois de 1983 terão que ser revistas um dia.

    Não quero entrar em debate aqui sobre esse tema em especial. Quem quiser aprofundar leia “A Candeia…” ou entre em contato com os padres da FSSPX no Brasil ou Dom Lourenço Fleichman OSB na Permanência para que recebam textos sobre o assunto.

    Saudações.

  39. Leonardo Sec.,

    foi só uma PROVOCAÇÃO aos “mod-mod” (modernistas-moderados)e “mod-rad” (modernistas radicais), pois, com ou sem canonização, os que estão no céu de lá não sairão. Queiram ou não os ciberteólogos…

    De qualquer forma,

    obrigado.

    Pedro José.

  40. Uma pergunte, no caso de algum dos bispos , ter sido obrigado a participar da celebração, este também estará excomungado?

  41. Além de Dom Rífan, alguém conhece entre os grupos tradicionalistas, Padres que foram elevados ao episcopado?

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