Bispos japoneses querem que Neocatecumenato encerre atividades no Japão por cinco anos.

O co-fundador do Neocatecumenato, Kiko Arguello, e o Arcebispo Mitsuaki Takami.

O co-fundador do Neocatecumenato, Kiko Arguello, e o Arcebispo Mitsuaki Takami.

Cidade do Vaticano, 16 Dez, 2010 / 07:32 pm (CNA/EWTN News). Citando anos de “problemas”, os bispos Católicos do Japão pediram ao Caminho Neocatecumenal que encerrassem suas atividades no país pelos próximos cinco anos.

O Arcebispo Joseph Mitsuaki Takami, de Nagasaki, disse a CNA, em 15 de dezembro, que a proposta dos bispos, feita diretamente ao fundador do Caminho, Kiko Arguello, até agora não foi aceita.

Dom Takami foi contatado em sua casa em Nagasaki. Quatro outros bispos japoneses participaram, em 13 de dezembro, de um encontro a portas fechadas com o Papa Bento XVI.

O Papa convocou a reunião a fim de discutir a proposta dos bispos. Dom Takami demonstrou que o Papa não estava confortável com o plano. Nem o Vaticano, nem os oficiais do Caminho Neocatecumenal, fizeram qualquer comentário público sobre o encontro ou as propostas.

O carismático grupo Católico foi fundado na Espanha na década de 60 e é dedicado à contínua formação religiosa de Católicos adultos. O movimento vem operando no Japão por mais de 30 anos. Mas, ultimamente, as relações entre os líderes do Caminho e os bispos do país estão em águas perturbadas.

O Arcebispo Peter Takeo Okada, de Tóquio, falou primeiramente com o Papa em dezembro de 2007. Ele descreveu a presença do Caminho na pequena comunidade Católica do Japão como “um problema sério”.

A “poderosa atividade ao modo de seita dos membros do Caminho é divisiva e confrontante”, e causou “intensas e dolorosas divisões e rixas dentro da Igreja”, disse ao Papa.

Conversas posteriores entre os bispos e o Papa levaram ao fechamento do seminário do Caminho em Takamatsu, em março de 2009.

Após o fechamento do seminário, os seminaristas foram enviados ao seminário do Caminho em Roma, Redepmtoris Mater. Dom Takaaki Hirayama, bispo emérito de Oita, Japão, tornou-se seu reitor.

O Padre Angel Luis Romero, vice-reitor do seminário em Roma, disse ao CNA que nem ele, nem Dom Hirayama, consideravam prudente fazer qualquer declaração no momento. Eles esperavam uma declaração oficial a ser publicada pelo Caminho em breve.

Padre Romero disse que 21 homens estão matriculados no programa do seminário japonês; dois foram ordenados desde que as instalações foram transferidas. Os dois novos padres, um italiano e um outro japonês, estão no momento trabalhando em Roma.

Junto com o fechamento do seminário, o Vaticano também nomeou um vigário para cooperar com os bispos na determinação da a continuidade da presença do Caminho no Japão. Na época, o Vaticano expressou “confiança” de que o seminário, no futuro, “continuaria a contribuir para a evangelização do Japão do modo considerado mais apropriado a este objetivo”.

Mas Dom Takami disse que os problemas são difíceis de resolver. O Caminho, disse, “criou muito problema na diocese de Takamatsy em muitas áreas”.

Ele disse que após as suas próprias experiências com um padre do Caminho e ao ouvir problemas similares de outros bispos, decidiu não permitir o exercício do ministério de padres do Caminho em sua arquidiocese.

“A obediência dividida dos padres do Caminho — tanto ao bispo local como aos seus superiores em Tóquio — causam grandes dificuldades”, explicou.

“Eles dizem que querem ser obedientes ao bispo em cuja diocese trabalham, mas não o fazem, não completamente, de todo modo, não suficientemente ou da maneira adequada”, disse.

Os problemas dizem respeito não apenas à autoridade, mas também com o modo como a Missa é celebrada.

Enquanto os padres do Caminho usam a Missa vernacular em japonês, as músicas e cantos usados não o são. “Usam tudo o que eles têm segundo a espiritualidade do Kiko, que é muito, muito diferente de nossa cultura e de nossa mentalidade”. disse o Arcebispo Takami.

Além disso, afirmou, os membros do Caminho promovem suas celebrações como superiores com relação ao modo “imperfeito” com que a Missa é celebrada pelos padres diocesanos comuns. Isso também cria divisão dentro das paróquias.

Há também a questão financeira. O Caminho mantém suas finanças separadas daquelas da paróquia, que tornam difíceis os relatórios para o governo e enfraquecem as paróquias.

Os frustrados bispos japoneses ainda estão procurando estabelecer diretrizes para a presença do Caminho no Japão, relatou Dom Takami.

Ele não sabe o que exatamente foi dito no encontro entre o Papa e seus irmãos bispos. Disse que “todos os bispos do Japão estão muito interessados neste encontro”.

Dom Takami enfatizou que os bispos estavam unidos no desejado de obedecer as decisões do Papa sobre o futuro do Caminho no Japão.

Explicou a proposta que os bispos fizeram ao co-fundador do Caminho, Kiko Arguello.

O Caminho deixaria de operar por cinco anos e usaria o tempo “para refletir sobre suas atividades no Japão”, precisou.

“Ao fim, após cinco anos”, comentou o Arcebispo Takami, “nós estaremos prontos para discutir as coisas com eles. Não queremos que partam e nunca mais voltem. Não, não. Queremos que trabalhem de um modo que gostamos e para tal eles terão que aprender o idioma japonês e particularmente a cultura japonesa”.

30 Comentários to “Bispos japoneses querem que Neocatecumenato encerre atividades no Japão por cinco anos.”

  1. Vale ressaltar que embora pouco, o Catolicismo no Japão pelo pouco que conheço e vejo me parece ser de boas raízes. Inclusive no YouTube há um canal com uma Missa em Rito ORDInário em que há muita sobriedade litúrgica, as mulheres de véus e tudo (http://www.youtube.com/user/CatholicAction). Aliás, o Catolicismo nos países asiáticos de modo geral é bem estruturado.

  2. Parece-nos que da Espanha pós conciliar não veio nada que presta: Opus Dei, os famigerados Cursilhos de Cristandade, corretamente condenados por D. Antonio, cuja Carta Pastoral sobre o movimento, é profética, e agora esse tal DEScaminho Neocatecumenal.
    Estranha é a posição do Santo Padre o Papa, até o momento.
    Kiko Arguelo é pior do que o fundador dos Legionário de Cristo, Padre Maciel Marcial.
    Do Concílio e de seus frutos maus, livrai-nos Senhor !!

  3. O Bispo tinha que proibir e ponto. O papa ficou desconfortável com o assunto? N é dos neos aquela mulher de idade vestida de conjunto esportivo que foi visitar o Papa recentemente? Hummmmm…..

  4. Me coloco em dúvida sobre o que de fato devo pensar. Às vezes me vejo dividido entre as pregações carismáticas e tradicionais. Chego a pensar que deve existir um avivamento dos fiéis, mas um avivamento que não invada as demais atividades da Igreja. Vejo muitas pessoas criticarem o RCC e concordo em certo pontos, o problemas é que seus encontros parecem cultos evangélicos e seu modo de agir invadiu a Missa, por exemplo a música.
    Não devemos propagar o ódio ou qualquer sentimento de ira em relação a qualquer tipo de movimento católico, mas ele precisa ser católico integralmente, nãoi me partes. Deus abençõe as obras de boa árvore e bons frutos e corte as más árvores de maus frutos.

    Por favor divulguem meu blog: oratefratessemper.blogspot.com

    Obrigado.

  5. Não é apenas no Japão que esse movimento cuasa desconforto à hierarquia. Acho que aqui no Brasil também temos dioceses em que os bispos não aceitam a presença desse movimento.
    As celebrações liturgicas desse movimento são um tanto diferentes. Num dia desses aconteceu uma peregrinação de membros do Neocatecumenato de Brasília à Basílica do Divino Pai Eterno em Trindade, Goiás. Qualquer outro grupo oumovimento eclesial que faz uma peregrinação dessas costuma participar da celebração da missa junto com os demais peregrinos. Esse grupo, acompanhado por um padre do próprio movimento, teve uma missa (Eucaristia como eles costumam dizer) numa sala reservada no subsolo da basílica com a participação apenas de pessoas que participam do movimento.
    Não sou nenhumma autoridade e nem tenho cocnhecimento suficiente para julgar essa atitude. Porém, como simples cristão penso que não foi a melhor maneira de celebrar a liturgia eucarística, poia uma peregrinação a um local de devoção pública deveria incluir a participação nas celebrações abertas a todos os fieis e não apenas aos “eleitos”.
    No caso de um retiro estaria certa uma celebração particular, mas numa peregrinação nem deveria ser cogitada.
    Uma atitude destas não mostra um certo sectarismo? Parece-me que todas as celebrações desse movimento são feitas apenas para membros do proprio grupo, em horários especiais e em salas reservadas. Isso está certo?

  6. Evaldo, aqui no Rio o grupo do neocatecumenato se reúne na paróquia de Nossa Senhora de Copacabana (creio que a maior paróquia do RJ), aos sábados à tarde. Conforme você percebeu, eles fazem a “celebração eucarística” numa sala (creio que no nono andar do prédio da igreja) e não nunca nave principal.

    Há muitos anos atrás assisti uma a convite de uma amiga e já naquela época sem ter nenhum conhecimento da Tradição achei tudo muito estranho. Eles dançam ao redor de uma mesa enorme e cantam de mãos dadas de maneira ultra entuisasmada. Mas recentemente uma pessoa me contou para o meu horror que a Comunhão se dá EXCLUSIVAMENTE nas mãos. Parece-me que no passado o padre é que ia até os fiéis sentados para lhes dar a Comunhão e só quando o último recebesse, aí então todos consumium a hóstia consagrada ao mesmo tempo. Soube que houve algumas mudanças para corrigir os ultra-abusos, mas mesmo assim o que eles chamam de missa continua sendo uma deturpação do sentido de sacrifício.

  7. Senhores

    Já pertenci ao Caminho Neocatecumenal e antes de fazer qualquer julgamento ou crítica é preciso conhecer a filosofia, o porquê de celebrações separadas e o porquê de alguns “rituais” diferentes aos das missas comuns.
    Tudo tem um significado e quem participa do Caminho não se acha melhor que ninguem, ao contrário, para o Caminho vão os piores, os que precisam realmente aprender e vivenciar o Evangelho.
    Concordo que o Caminho tornou-se poderoso, mas porque a igreja através dos séculos se tornou fraca e com uma mensagem muito repetitiva que não surte efeito nos fiéis. Para mim toda esta polêmica sobre o Caminho Neocatecumenal tem a haver com o poder da Igreja Católica que não quer dividir com mais ninguem. Há outros movimentos católicos, como a Renovação Carismática que se mostra tão poderosa quanto o Caminho.
    O Caminho Neocatecumenal não é carismático. Ele é um busca do cristianismo primitivo, por isso as celebrações são feitas nas “catacumbas da igreja”.
    Se um dia voltasse para a igreja católica, com certeza seria para o Caminho Neocatecumenal.
    Mas hoje sigo ao Espiristimo que me dá toda a libertade de pensamento crítico, que a Igreja Católica tem nos tirado desde que foi inventada.
    Uma coisa é certa, o ser humano precisa evoluir, seja na Igreja Católica, na Protestante, na Evangélica, No Espiritismo etc e torna-se um ser melhor que ame os seus semelhantes como a si mesmo.

  8. Evaldo,

    Fazer falsas acuações é fácil. Na peregrinação ao Divino Pai Eterno não celebramos a eucaristía “numa sala reservada no subsolo da basílica”, sua acusação sem embasamento e baseado apenas em uma oposição demonstra sua má fé. Nós tivemos nossa celebração eucarística na Paroquia Pe Pelágio, inclusisve com a presença da população que sentiu-se interessada pelo carisma e foi lá para assistir a missa. Você poderia ter procurado apenas se informar antes de jogar uma acusação em público. Não assistimos a missa no domingo, pois a peregrinação tinha como alvo os jovens do Neocatecumenato, portanto, pela manhã os cerca de 300 jovens estavam recebendo um belíssima catequese no Convento da Carmelistas, e a partir do meio dia voltamos a brasília.

    É fácil acusar o que não se conhece!

    Para os outros nossos estatutos foram aprovados e diferente de outros não os escondemos (e é porque nós que somos secretos , sic), está no site para que todos leiam.

    Interessante é que o Papa Bento XVI intercede em nosso favor. Porque será hein? Será que é porque ele é um modernista? Porque a Sé de Pedro está Vacante? Ou porque o movimento, tem suscitado principalmente entre os jovens vocações como nenhum outro?

    A Paz de Cristo e o amor de sua Santíssima Mãe a todos!

  9. Para quem não conhece as bizarrices do “movimento católico” citado na postagem.

    Eu coloco aqui alguns videos:

  10. Sr. José,

    Como membro do Caminho Neocatecumenal a 15 anos digo que o que o senhor escreveu é vergonhoso!

  11. O Caminho Neocatecumenal

    Na Igreja primitiva, quando o mundo era pagão, quem desejava ser cristão devia iniciar um itinerário de formação e de preparação ao Batismo, chamado “catecumenato”. Hoje o processo de secularização tem levado muita gente a abandonar a fé e a Igreja. Por isso, faz-se necessário um itinerário de formação cristã ;.
    O Caminho Neocatecumenal não é um movimento ou uma associação, mas um instrumento das paróquias a serviço dos Bispos, para iniciar, renovar e amadurecer na fé tantas pessoas que se encontram longe da Igreja.
    O Caminho Neocatecumenal começou por obra de Kiko Argúello e Carmen Hernandez, na década de 1960, em Palomeras Alta, uma das favelas mais pobres de Madri. Na mesma época, o Caminho foi confirmado e apoiado pelo então Arcebispo de Madri, Casimiro Morcillo, que constatou, na primeira comunidade de Palomeras, uma verdadeira redescoberta da Palavra de Deus e uma concretização da renovação litúrgica, então fomentada pelo Concílio Vaticano II.
    Com base na experiência positiva das igrejas de Madri, em 1974 a Congregação para o Culto Divino adotou o nome de Caminho Neocatecumenal para essa nova experiência de iniciação cristã.
    Trata-se de um caminho de conversão em que é possível redescobrir as riquezas do Evangelho. Em cinco décadas, o Caminho difundiu-se em mais de 900 dioceses e 105 nações, com mais de 20 mil comunidades espalhadas em 6.000 paróquias.
    Em 1987, abriu-se em Roma o seminário missionário internacional “Redemptoris Mater”, que forma jovens cuja vocação sacerdotal missionária tem amadurecido em uma comunidade neocatecumenal e que estão dispostos a partir em missão para qualquer parte do mundo. Mais tarde, outros Bispos acolheram a experiência de Roma. Hoje, no mundo, há mais de 70 seminários diocesanos missionários “Redemptoris Mater”. Neles estão sendo formados mais de mil seminaristas.
    Recentemente, em resposta ao convite do Papa para uma nova evangelização, muitas famílias do Caminho se ofereceram para ajudar a missão da Igreja. Essas famílias doam suas vidas para viverem em regiões secularizadas e descristianizadas do mundo inteiro, preparando o surgimento de novas paróquias missionárias.

  12. Sr. José ,

    Não há segunda chance, como está em S. Paulo: “Está decretado que o homem morra uma só vez, e depois disto é o julgamento” (Hb 9, 27)

    “Se uma pessoa recorrer aos espíritos, adivinhos, para andar atrás deles, voltarei minha face contra essa pessoa e a exterminarei do meio do meu povo”. “Qualquer mulher ou homem que evocar espíritos, será punido de morte” (Lev 20, 6 – 27).

    Em Isaias, vemos que é do ESPIRITISMO que se trata, quando Deus fala de feitiçaria, adivinho, etc… pois no cap. 8, 19, se lê a queixa de Deus “Acaso não consultará o povo o seu Deus? Há de ir falar com os mortos acerca dos vivos”? Em Jeremias lemos: “Não vos seduzam os vossos profetas, nem os vossos adivinhos… eu não os enviei” (19, 8,9).

    No Levítico (20, 27), Deus ordena a pena de morte de apedrejamento contra os pitões e adivinhos, que seriam – e eram de verdade – como os médiuns e esoteristas de hoje (vê-se isso especialmente em Isaías 47, 13).

    Pois bem sr. José a Biblia condena o Espiritismo!
    Abandone-o

    E agora José ?

  13. Rrsrs

    Cada um escolhe o caminho que lhe acha conveniente ou melhor que lhe preenche, que lhe da respostas para as suas dúvidas. O Caminho Neocatecumenal foi importante mas chegou um momento que não me trazia todas as respostas.
    Só defendo o Caminho porque o que estão escrevendo não está de acordo com o que realmente acontece lá, mas tambem tenho as minhas críticas sobre ele e tambem sobre as Igreja Católica e o próprio Espiritismo.

    Para criticar é preciso conhecer e entender as coisas, mas o que vejo e vivencio são as pessoas criticando umas as outras, cada uma, achando que o seu caminho é melhor que o outro ou que só ele leva à Salvação e a Deus. Mas todos os caminhos são importantes se estes estão realmente transformando a pessoa para melhor. Mas infelizmente o que a gente vê hoje em dia não é isto. Pessoas se matando, enriquecendo, roubando etc em nome de Deus.

    Desejo muito que o mundo se torne um lugar melhor.

  14. Sr. José, se o senhor ao menos tivesse lido a Bíblia enquanto “católico” saberia que a Igreja Católica não foi inventada. Em Mateus 16, 18-19 Jesus é bem claro quando diz a Pedro: “E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”.

    A Igreja jamais se tornou fraca. Foram as pessoas que enfraqueceram na fé, pois se afastaram da Igreja, de sua doutrina e de seus ensinamentos; pessoas que preferem acreditar no que elas querem, não no que a Igreja ensina; pessoas que querem a “liberdade de pensamento crítico” fora dos ensinamentos da Igreja e de Nosso Senhor Jesus Cristo. O desastre, lógico, é grande, aí vemos o modernismo, o relativismo e todos os “ismos” possíveis, fora a multiplicação de seitas e de cultos contrários à Fé Católica que se auto-proclamam “salvadores”. Porém, nós, Católicos (com “C” maiúsculo) sabemos que fora da Igreja Católica não há salvação, assim como proclamou o IV Concílio de Latrão.

  15. “ele foi mesmo um Caminho… para o espiritismo!” [2]

    PELOS SEUS FRUTOS CONHECEREIS!

    “Concordo que o Caminho tornou-se poderoso, mas porque a igreja através dos séculos se tornou fraca e com uma mensagem muito repetitiva que não surte efeito nos fiéis”

    AH! REPETIR A VERDADE É A MISSÃO DA IGREJA! E NÃO INVENTAR NOVIDADES PARA AGRADAR OS [IN]FIÉIS!

  16. Opus Dei pós conciliar?

    Conheço as críticas que os tradicionalistas fazem ao Opus Dei, posso até concordar com algumas, mas dizer que é pós conciliar é uma clara demonstração de crítica sem conhecimento.

  17. O Neocatecumenato tem rituais certamente ambíguos:

    *Missas realizadas sempre no sábado – Já vi isso em outro lugar…
    *A criação de “clãs” que seriam uma nova família.
    *A comunhão que ocorre sempre num mesmo momento.
    *A existência de apostilas que ninguém vê.

    Eu penso que por ser espanhol, é muito provável que o Kiko Argüello seja um judeu marrano, e mesmo inconscientemente transmitiu doutrinas cabalísticas ao grupo, mas…
    Deus dirá…

    Dominus vobiscum

    Mateus G. M. F. Tibúrcio

  18. Assisti uma vez uma Missa do Caminho e não vi nada que os fizesse “merecer morte de cruz”. Achei até interessante: todos cantam sem papeis nas mãos, todos sabiam daqueles momentos em que a Liturgia prevê inclinações(quando se pronuncia o Nome do Senhor)e não tinha ninguém dançando em volta de mesa nenhuma.
    Inclusive a Paróquia onde assisti essa Missa era uma das mais ricas da Diocese, porque no Caminho eles recebem uma conveniente formação acerca do dízimo.
    Agora, pra quem falou do Opus Dei é melhor ir atrás de informações justas e claras, pois este mivimento é de uma ortodoxia invejável neste Brasil assolado pela TL.

  19. Olha que boa notícia.
    Os bispos do Japão devem ter tido motivos justissímos!!!!

  20. O mais engraçado é que um movimento transloucado destes está em plena comunhão! Há muito que chegam de toda parte indícios fortes de que o Caminho Neocatecumenal usa a Igreja como hospedeira, para transmitir uma ideologia particular do movimento. Agem como uma maçonaria, uma seita iniciática reservada a alguns admitidos, com práticas sem respaldo na tradição da Igreja, ao contrário: inventadas por sua cúpula.
    Para estes, a plena comunhão. São católicos aos olhos do mundo. Nós é que somos cismáticos…

  21. Sr. Carlos Sérgio,
    A celebração no subsolo da Basíliaca aconteceu sim. Não estou fazendo acusação falsa. Pode ter havida outra peregrinação com um grupo maior de jovens que fez uma celebrção em outro local. Mas o Senhor não pode dizer que menti porque aquela celebração da missa no subsolo efetivamente ocorreu a uns dois ou trEs meses.
    Al[em do mais a minha crítica era no sentido de que mesmo sendo um grupo pequeno deveria ter participado da celebração com o povo que é como fazem todos os demais peregrinos.
    Celebração privada seria admissível no caso de um retiro ou um encontro específico, mas pouco recomendável numa peregrinação.

  22. Prezado Jean Carlo,

    As “Missas” do neocatecumenato celebradas nas igrejas paroquiais não contém todas as práticas protestantes, judaicas e inovadoras que ocorrem entre eles, em círculos mais fechados, às noites de sábado. Mesmo as ditas Eucaristias de Matrimônio, muitos dos nubentes decidem omitir alguns desses elementos. Dizem que é para não tornar a cerimônia muito longa, o que é plausível, mas seria útil também para não serem alvos de questionamentos públicos ou privados do que fazem semi-secretamente. É, portanto, bem possível que você tenha assistido a uma daquelas Missas, e não essas Eucaristias mais próprias das comunidades neocatecumenais. Até uns 10 ou 15 anos atrás o que se praticava nessas Eucaristias já foi objeto de tanto segredo que se chegava a impedir um paroquiano não convidado de adentrá-las. Até tomarem um puxão-de-orelha de João Paulo II, o mesmo papa que veneram tanto, mas que fazem letra morta de seu mais recente magistério acerca da Santa Missa.

    Com relação ao dízimo, não há prestação de contas. A exortação pelo dízimo e sua cobrança é muito semelhante ao que praticam algumas das mais radicais seitas neopentecostais. Em contraste, vê-se alguns de seus superiores, sem rubor em suas faces, comendo e bebendo em restaurantes que não deveriam ser custeados direta ou indiretamente por tais dízimos, viajando para lá e para cá de avião, inclusive em viagens internacionais, como também se vê sacolas extras para todo e qualquer tipo de despesa que o catequista eleja como necessária. Ái de quem conseguir, diante de tamanha pressão psicológica, discordar, ou mesmo perguntar! Nessas sacolas, às quais se pede que sejam “generosas” dada o suposto fim extraordinário a que se prestariam, incluem até peregrinações internacionais em massa (centenas de bilhetes e/ou despesas afins que são vendidas por agências de turismo de um seletíssimo grupo de empresários). Enquanto isso, tem seminarista que não tem suporte financeiro nem para tratar dos dentes, mas há dinheiro para pagar lavanderia e serviços em geral de alguns seminários. Dinheiro também não sobra para promover encontros nacionais e internacionais de bispos dos quais se quer promover ou aumentar o apoio ao neocatecumenato em suas dioceses. Para esses prelados, passagens de avião e hotéis de luxo, tudo bancado por tais dízimos. No nível paroquial, a tática não é diferente. Uma ex-catecúmena, à época como mais de 10 anos de (des)Caminho, testemunhou certa vez um pároco ser ameaçado de perder o dízimo da comunidade hospedeira caso ele levasse a frente suas justificáveis censuras às práticas do neocatenúmenos em sua paróquia ou mesmo sua expulsão. Claro, o pároco voltou atrás e aliviou a barra deles. Essa tática é bem conhecida entre eles. Pode até, na maioria dos casos, não haver logo de cara uma compra direta e escancarada de consciências, mas no mínimo o poderio econômico e político do neocatecumenato é objeto de insinuações, indiretas e ameaças. Os que não conseguem suportar o peso de carregar isso em suas consciências acabam saindo do neocatecumenato ou dele sendo expulsos, por essa ou por outra razão que mais ou mais tarde acaba surgindo. Os que vão resistindo, o fazem com grande sofrimento de consciência, pois não lhes é permitido questionar essas coisas, e os desabafos privados entre alguns lá dentro é feito com um grande e errado sentimento de culpa e pecado, aumentando ainda mais a dependência psicológica que provocam esse nefasto “voto” de silêncio e obediência cega.

    Quanto às danças em torno das mesas (as quais eles resistem, graças a Deus, chamá-las de altares), isso é tão corriqueiro que se torna uma evidência clara de que você realmente não conhece o neocatecumenato. Tanto para criticar quanto para elogiar, é preciso conhecer. Eu conheço o suficiente do neocatecumenato para criticá-lo e alertar almas em estado de ignorância. Conheço-o pelos meus próprios olhos e ouvidos, da leitura de vários de suas semi-secretas apostilas (um dia secretas e de existência negada) e da boca de alguns de seus próprios superiores, padres, párocos e formadores de seminários. E o conheço também da experiência de minha própria esposa, que testemunhou isso e muito mais por quase 15 anos, antes que o sopro do Espírito Santo mostrasse a ela — através do magistério de papas santos do quilate de um S. Pio V e um S. Pio X, passando por muitos dos papas dos séc. XIX e XX — que estava no caminho errado, ou num caminho cheio de 1) falsas doutrinas modernistas, 2) metodologia de seita, e 3) práticas protestantes/judaizantes.

    É esse o verdadeiro tripé do Neocatecumenato.

    Abraço,

    Antonio

  23. Prezado André,

    Os neocatecúmenos criticam as Missas lubas e afro dos aderentes à Teologia da Libertação mas não se enrubescem ao praticar universalmente em seus cultos o estilo musical popular e profano de um determinado lugar de origem de seu fundador, nem ao querer universalizar insistentemente a arte plástica desse mesmo fundador, nem ao promover a edificação de igrejas paroquiais segundo uma arquitetura muito própria dele, que já despudoradamente codificada em livros mundo afora. Sobre esta última, certa vez questionei um apolega do movimento do porque seguirem construindo templos protestantes/judaícos mesmo depois de serem exortados recentemente pelo magistério de João Paulo II a fazerem tudo segundo a Tradição. O padre, sem responder, sugeriu-me ir falar com o bispo, literal e figuradamente. É claro que o bispo não me atenderia, ou se me atendesse, ignoraria minhas palavras, uma vez que ele mesmo havia consagrado uma dessas igrejas. Que inculturação é essa que o povo canta, dança, rebola e bate palmas do mesmo jeitinho, do Brasil ao Japão? Não sendo uma espécie de inculturação exortada imprudentemente pelo CVII (não a título de tolerância particular mas de direito universal), e sim universalização do estilo Kiko de ser, com que moral esses catecúmenos poderiam criticam outros que fazem essencialmente o mesmo?!

    É preciso entender que todas as peculiaridades musicais, artísticas, arquitetônicas, metodológicas, práticas litúrgicas, etc não são meros elementos de sensibilidade/gosto de alguns ali, mas também, e principalmente, instrumentos eficazes de promoção da doutrina impura e gnóstica de Kiko e Carmen. É por isso que batem tanto o pé e insistem nessas coisas, contra mesmo a vontade dos papas, mesmo os últimos, que lhes fazem, por um motivo ou por outro, certas concessões. Tal doutrina necessita ser praticada nessas coisas, e essas coisas retroalimentam a doutrina. É um sistema bem amarrado de modernismo, diferentemente do que ocorre na RCC e em outros novos movimentos de matiz modernista. Isso torna um ex-neocatecúmeno, que sái desse erro e conhece/adentra a doutrina e prática verdadeiramente católicas, um acontecimento muitíssimo mais incomum e extraordinário que aqueles saintes da irracionalidade declarada da RCC.

    Abraço,

    Antonio

  24. Caro Bernardo,

    Eu não afirmaria, de pronto, terem os bispos japoneses autêntica razão nesse embate com o Neocatecumenato, haja vista não raro existir disputas entre uns e outros justificadas não por ortodoxia, Tradição e costumes católicos, mas deflagradas por vaidades e gostos pessoais. Mas, devo reconhecer, é no mínimo uma evidência rara de coragem destes bispos, que rejeitam as benesses materiais e políticas de um movimento muito eficientemente disseminado, em troca de indisposições com uma parte da própria curia romana partícipe ou mal-informada.

    Abraço,

    Antonio

  25. Salve Maria.

    trabalho próximo de uma paróquia do Caminho em Brasilia, lá o Santíssimo ficava antes numa espécie de cripta subterranea, e sempre que eu queria fazer minha adoração particular eu adentrava a nave da paróquia,sem a mínima presença de Nosso Senhor, um lugar arredondado, com uma gigantesca mesa. descia as escadas para encontrar a Eucaristia. há mais ou menos um ano, fizeram uma reforma na Paróquia, e literalmente expulsaram o Santíssmo para fora da Igreja, agora Ele fica numa salinha na entrada da Paróquia onde divide espaço com a secretaria, uma lojinha de souvenirs e o banheiro (sic!).

    para quem conhece mais esse movimento do que eu, gostaria de saber se essa forma de tratar o Santíssimo é geral ou está ocorrendo apenas nessa paróquia que cito logo o nome, pois é bom dar nome aos bois: Paróquia Imaculada Conceição, Sobradinho – DF.

    sei que isso é uma pratica bem cotidiana hoje em dia, a de colocar o Santíssimo de lado, mas levanto essa questão apenas em relação ao caminmho.

    desejo a todos um Feliz e Santo Natal.

  26. Senhores, não sou do Catecumenato, nem gosto da forma que eles vivem a fé. Tenho minhas reservas quanto a sua forma de ensinar a fé, mas achei totalmente ofensiva a afirmação de que o senhor que respondeu aqui que era do caminho e se tornou espírita é fruto de uma “má arvore” que é o caminho.

    Eu, por acaso, conheço dois antigos tradicionalistas que apostataram da fé, agora digo, podemos aplicar “é pelo fruto que conhece-se a árvore” para esse caso?

    In Christus

  27. Há notória diferença entre um tradicionalista e um neocatecumenal. A começo de conversa, a crítica embasou-se no fato de que o já espírita elogiava o neocatecumenato.
    Isto é que levanta suspeitas sobre sua formação doutrinária, e não sua participação em si.

  28. Participo do Caminho há mais de vinte anos e me sinto feliz por fazer parte desta nova realidade da Igreja, nascida após o Concilio Vaticano II. Neste tempo tenho amadurecido na fé e conhecido mais e mais a nossa Igreja. Procuro transmitir a fé católica aos meus filhos, realizando todos os domingos, após a missa dominical, uma liturgia doméstica onde rezamos e cantamos os salmos. Meu matrimônio também foi salvo graças a Palavra de Deus que semanalmente escutamos nas nossas celebrações. Eu e minha esposa rezamos todos as manhãs o Oficio das Leituras e as Laudes. Esses são momentos maravilhosos, pois nosso matrimônio se solidifica alicerçado na Oração. Muitos pensam que a Liturgia das Horas é apenas para os padres e freiras. Quem pensa assim engana-se, pois todo povo de Deus é convidado a rezar e louvar todos os dias o Criador. Participo na minha paróquia das Eucaristias dominicais e uma ou duas vezes por mês celebramos com todas as Comunidades a Eucaristia, presidida pelo nosso Pároco no Sábado à noite. Mesmo tendo celebrado a Eucaristia no sábado, muitos vão à missa no domingo, para manter um estreito vínculo com a comunidade paroquial. Minha comunidade Neocatecumenal é muito unida e a cada dia aprendemos a nos amar e a cuidar um do outro. Procuramos zelar dos irmãos em todos os sentidos (econômicos, espirituais) e quando há necessidade de fazermos alguma correção, ela é feita. Todos estão inseridos na Paróquia participando de uma Pastoral ou serviço , principalmente aqueles que promovam a pregação do evangelho.
    Não queremos ser melhor que ninguém. Respeitamos a todos na Paróquia. O que queremos é cada dia viver com mais intensidade a proposta contida no Evangelho de Jesus Cristo, tão rejeitado nos dias de hoje. Muitos não conhecem este carisma, por isso dão sua opinião sem conhecimento real do que seja. O Caminho existe há mais de 40 anos e em 2004 foi aprovado definitivamente pelo Pontifício Conselho para os leigos. Segundo a aprovação Caminho é um itinerário de formação válido para nossos tempos. Temos uma intima comunhão como nosso Pároco e com nosso Bispo, que nos conhece e tenho certeza nos ama. Portanto, o que vejo é que é pelos frutos que conhecemos a árvore e o caminho tem dado muitos frutos para a Igreja, por isso o Papa sempre esteve conosco, nos apoiando e nos incentivando. Quando aos irmãos das Comunidades Neocatecumenais do Japão, continuaremos a rezar por eles, pedindo que a Trindade e a Virgem Maria, possa ajudá-los a permanecer firmes na Igreja.

  29. Paz contigo.
    Como pode uma coisa dessa acontecer na Igreja catolica, pois se os movimentos eclesias segundo a propria Igreja são fruto do Espirito Santo, os bispos do Japão estão negando tais dons. Será que o caminho deixou de evangelizar em algum momento? será que DEUS não está agindo neles? será que o Papa errou ao apovar os estatudos do caminho? Nao sei se até Cristo foi perseguido e deixado pelos seus. Se queremos uma Igreja santa temos que a cada dia rezar por estes que ao deveriam ser nossos pastores, mas muitas vezes acabam fazendo coisas da forma que pensam.