Editorial: Nós resistimos.

Ousemos tomar para este blog as palavras do insigne Dom Marcel Lefebvre, em sermão proferido por ocasião do décimo aniversário da Fraternidade Sacerdotal São Pio X:

“Não somos rebeldes, não somos cismáticos, não somos hereges. Nós resistimos. Resistimos a esta onda de modernismo que invadiu a Igreja, essa invasão do laicismo, do progressismo que a invadiu de uma maneira completamente sem razão e injusta, e que tentou eliminar tudo que nela era sagrado, tudo que era sobrenatural, divino, a fim de reduzi-la à dimensão do homem. Portanto, nós resistimos e resistiremos, não em espírito de contradição, não em espírito de rebelião, mas em espírito de fidelidade à Igreja, espírito de fidelidade a Deus e a Nosso Senhor Jesus Cristo, espírito de fidelidade a todos os que nos ensinaram a nossa santa religião, espírito de fidelidade a todos os Papas que mantiveram a Tradição. É por isso que decidimos simplesmente continuar, preservar a Tradição, perseverar naquilo que santificou os santos que estão no céu. Agindo assim, estamos convencidos de que estamos prestando um grande serviço à Igreja, a todos os fiéis que desejam manter a Fé, a todos os fiéis que desejam receber verdadeiramente a graça de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Pouco a pouco, aparentemente, algumas autoridades na Igreja estão começando a perceber – mais objetivamente – que sérios erros foram cometidos, e que talvez seja tempo, se não de retornar completamente ao modo antigo das coisas, que seria o ideal, de então reformar as suas reformas. É ao menos o primeiro passo. Ah! Levou-se vinte anos desses resultados trágicos: deserção de padres, deserção de membros de ordens religiosas, a ruína de igrejas, a apostasia de tantos fiéis. Tudo isso teve que acontecer diante de nossos olhos para que se começasse lentamente a perceber o dano que essa reforma causou – reforma que não foi feita pela Igreja, mas que foi conduzida por aqueles que estavam imbuídos de idéias contrárias àquelas que a Igreja sempre ensinou”.

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