Reflexões teológicas sobre algumas declarações recentes.

Posições contraditórias e ambíguas na Fraternidade São Pio X

pela redação de Disputationes Theologicae

Fonte: São Pio V

Os votos do abbé de Cacqueray para 2011: “Não vão à Missa do motu proprio”

Com um certo escândalo, lemos as recentíssimas proposições do abbé Régis de Cacqueray (o superior do distrito da França, o maior e mais prestigioso da Fraternidade São Pio X), sobre a assistência à Missa de São Pio V, celebrada por sacerdotes canonicamente reconhecidos pela Santa Sé ]ndr: o site da FSSPX no Brasil veicula também artigo semelhante]. O influente sacerdote, muito estimado pelos seus superiores, ao ponto de ser encarregado de um dos papéis mais importantes da instituição, exprime-se, no seu texto de votos para o ano novo de 2011, com os termos que se seguem: “Para sermos completos sobre esse assunto (falava sobre a importância de assistir à Missa tradicional, mesmo se for difícil encontrá-la), devemos ainda citar as outras Missas de São Pio V, celebradas com o favor dos indultos sucessivos, e por último com o motu proprio. É verdade que nós desaconselhamos a sua frequentação” [1]. Não se deveria, segundo ele, frequentar os sacramentos distribuídos por aqueles que estão em posições diferentes daquelas da Fraternidade, mas, neste aparente clima de acordos canônicos, se afirma até que seria oportuno que os padres diocesanos se aproximassem do rito tradicional, sem, porém, poder contar – haja vista a severa admoestação – com a presença dos fiéis da Fraternidade.

É difícil dizer o quanto há de “teológico” nessas afirmações, e quanto de “ideológico” ou de “partidarismo”. Qualquer que seja a intenção do abbé de Cacqueray, o problema é aquele mesmo, como afirmado concomitantemente ao anúncio da reunião de Assis em outubro próximo, “o perigo que resultaria para as almas”. Note-se que a frase do abbé de Caqueray, ainda que gravemente escandalosa, não vem acompanhada de nenhuma justificação teológica, e muito menos de uma rigorosa exposição dos pressupostos de tal afirmação, nem das suas consequências. Todavia, os contornos da “Pétite Eglise” não são ignorados pelo leitor atento.

Uma argumentação bem estruturada

Por outro lado, o pensamento de um outro teólogo da Fraternidade, o abbé Mérel (já professor em Ecône, e com cargos no distrito da França) é mais profundo especulativamente, e mais estruturado teologicamente. Num artigo [2] que ficou célebre – foi publicado em muitas ocasiões em revistas locais da Fraternidade a partir de 2008 -, e que possivelmente tenha inspirado as declarações mais vagas do seu superior, exprime-se ele em termos teológicos acessíveis, mas estritamente bem construídos. O discurso é simples: a missa de São Pio V, em si, é boa. Entretanto, assistir à Missa de São Pio V nem sempre é bom, depende das circunstâncias. Até aqui, ainda se poderia estar de acordo. Todavia, o abbé Mérel prossegue afirmando que, onde a Missa tradicional fosse celebrada por um sacerdote da Ecclesia Dei, não seria bom participar dela. De fato, pode-se fazer mal uso de uma coisa boa, diz o autor. Com o rum – o exemplo é do texto -, que é uma coisa boa em si, pode-se embriagar-se e pecar. Quais seriam, portanto, as circunstâncias que tornariam má a participação da Missa? Continua o abbé Mérel: “Não é necessário assistir à Missa dos ‘ralliés’ (com esse termo, entendam-se os “traidores”, que dependem da Ecclesia Dei e não da Fraternidade – alusão ao “ralliement” de Leão XIII) [3], porque eles se submetem à hierarquia conciliar”. Continua: “a missa de um padre ‘rallié’ (traduz-se “alienado” / “traidor”) é a Missa de um padre que, ao menos oficialmente, obedece o bispo local e o Papa (…), um padre que, obedecendo as autoridades liberais e modernistas, tornar-se-á, necessariamente, um padre que, no fim das contas, trai tudo o que fez Mons. Lefebvre, trai as almas, engana-as”.

O autor não esquece as questões pastorais, embora secundárias na economia do discurso: diz, por exemplo, que o fiel encontrará, nas igrejas dos “ralliés”, publicações cheias de erros, que poderiam perturbá-lo, ou ouvirá pregações pouco ortodoxas, feitas, durante a Missa tradicional, por um padre que tradicional não é, ou conviverá com “fiéis menos formados na fé”, arriscando, em contato com eles, “deixar-se arrastar”. O abbé Mérel, porém, com o talento especulativo que o distingue, dá a verdadeira razão teológica, radicada num terreno mais “universal”, e não numa variante ligada às circunstâncias, e fala, de modo absoluto, de todos os padres “ralliés”, não apenas daqueles que pregam “mal”. Sustenta que o padre “rallié”, o padre canonicamente submetido a Roma, “não está numa posição justa na Igreja. Não está em regra com Deus”. E conclui: “não se pode nunca desagradar a Deus, estas missas não são para nós!”. Ainda que às vezes, por razões excepcionais, se devesse assistir às Missas dos Institutos “Ecclesia Dei”, dever-se-ia “abster-se de comungar”, diz ainda o autor, porque seria necessário permanecer em uma resistência ostensivamente passiva. Fala-se, neste caso, da mesma assistência, prevista pelos moralistas, a um rito protestante ou greco-cismático. Em resumo, comungar nas Missas ditas por um sacerdote que não adere às posições da Fraternidade é um pecado, é algo que “desagrada a Deus”, e isso em razão do ministro. Não se deve, pois, participar, não apenas por causa das homilias heterodoxas, fator variável e secundário, mas em razão do fato de o celebrante estar submetido a uma autoridade à qual não se deve senão resistir, sob pena de pecado. Destaquemos que o autor não assume o risco de declarar lícita a assistência às Missas sem homilia; seria obrigado a admitir que o sacramento é válido e lícito, e não oferece perigo de contaminar a fé dos fiéis; por outro lado, não quer proibir a participação das Missas dos padres da Fraternidade que sustentam teses perigosas para a fé. É a submissão a Roma que, sozinha, faz com que não se possa receber a eucaristia.

Uma magistral declaração de cisma

O artigo do abbé Mérel é uma magistral declaração de cisma, ainda que, do ponto de vista do autor, o pecado de cisma (ou de heresia, ou ambos, o texto não o especifica) parece ser mais imputável ao Papa e àqueles que se Lhe submetem. A hierarquia católica teria, no seu conjunto, cometido o pecado de afastar-se da verdade, e, portanto, não se poderia entrar em comunhão com ela nos sacramentos, mesmo se o rito é tradicional. Esse texto foi escrito no verão de 2008, para indicar aos fiéis como comportar-se depois do motu proprio. O mesmo Motu proprio que fora pedido ao Papa pelas autoridades da Fraternidade, que ofereceram, para isso, a cruzada de um milhão de rosários.

Para sermos completos, digamos que não é completamente falso o que disse o abbé de Cacqueray, que às vezes pode ser desaconselhado assistir a uma Missa. Poderia ser o caso, ainda em missas tradicionais, quando o significado teológico da Missa de sempre é gravemente deformado ou até reduzido – como, infelizmente, às vezes acontece – a um puro fenômeno teatral, que acaba por juntar incenso, sedas preciosas e homilias heterodoxas. Mas é insustentável que o princípio deva aplicar-se universalmente a todas as Missas dos que estão canonicamente submetidos ao Papa: uma tal ruptura da communicatio in sacris, com todos aqueles que subscrevem as posições da Fraternidade, não é nada mais que a aplicação prática de uma teoria cismática. Quando São Tomás de Aquino fala de cisma, distingue dois modos de cometer esse pecado. O primeiro é a separação da autoridade eclesiástica, o segundo é a recusa de comungar “in sacris” com outras partes da Igreja submissas ao Papa [4]. Esse último também é um modo de despedaçar o Corpo Místico de Cristo.

Como se fosse necessário, afirmamos que estar submetidos a uma autoridade de direta instituição divina, como a do Papa, não significa, de modo algum, submeter publicamente a inteligência a tudo aquilo que tal autoridade sustenta, ou dá a entender, ou parece aprovar, quando fala como teólogo privado, ou age como pessoa privada. Essa não é a doutrina católica do Primado, nem o Pontífice reinante jamais reclamou semelhante submissão. De fato, ainda que se possa conceder que uma certa fatia do tradicionalismo costuma, com servilismo e escarso senso teológico, dogmatizar até às vírgular as afirmações de qualquer autoridade eclesiástica, ainda que somente local, deve-se reconhecer honestamente que esse fenômeno não é, de modo algum, universal. Pelo contrário, afirmar que, necessáriamente, em todos os casos de obediência canônica, peca-se contra a fé, por omissão de defesa da verdade revelada, é não apenas uma mentira e um engano aos fiéis, mas até um absurdo teológico. Afirmaríamos, então, ridiculamente, que a autoridade suprema tornou-se formalmente herética, e, com ela, todos os que se lhe submetem visivelmente, pelo próprio fato de submeter-se.

A Fraternidade, se não quiser ser cismática, deve reconhecer que ela já está submetida visivelmente ao Papa, tanto quanto qualquer padre diocesano. Ontologicamente, a submissão da Fraternidade à autoridade eclesiástica não difere daquela de todos os outros Institutos, tradicionais ou não. Permanece, todavia, um problema canônico, que deve ser resolvido o mais breve possível, por que, de fato, no perdurar desse estado anormal há o perigo de conduzir alguns dos seus membros a posições teológicas gravemente errôneas. Os artigos citados o confirmam.

As incoerências de uma política dupla

Acrescentemos que, se é natural e compreensível que os sacerdotes da Fraternidade queiram continuar fiéis aos princípios do próprio fundador, também é bom e moralmente necessário ser coerentes com o que se propõe nas próprias declarações públicas. Ora, a tese discutida acima, como notamos, teologicamente insustentável, denuncia um obstáculo insuperável à conclusão de um acordo canônico entre a Fraternidade e a Santa Sé, mas também uma clara vontade de continuar em dois vagões paralelos, que não comungam nem mesmo nos sacrementos celebrados em rito tradicional. De fato, se, para comungar in sacris com o Papa – como é implicitamente afirmado – será necessário atingir o acordo doutrinal, com o qual a Santa Sé fará própria a posição da Fraternidade, então será necessário ter a coerência de afirmar que, atualmente, a hierarquia católica está ao menos próxima da heresia e do cisma, tanto que se justifique uma escolha tão grave. Tertium non datur.

Mas se, pelo contrário, o acordo fosse possível e, talvez, iminente, segundo os termos do próprio Mons. Fellay, e se o Superior Geral da Fraternidade procedesse efetivamente a um acordo canônico – permanecendo as reservas expressas sobre o projeto da reunião interreligiosa de Assis e o desacordo com certas escolhas do Papa – o que fará o abbé de Cacqueray? Desaconselhará os “seus” fiéis a ir nas Missas na Fraternidade? Dir-lhes-á que não recebam a comunhão das mãos de Mons. Fellay, porque afirmou, porque assinou com as autoridades que organizam os encontros de Assis? A coerência entre os propósitos desses dois importantes responsáveis pela obra fundada por Mons. Lefebvre é muito menos difícil de compreender: parece mais o reflexo de uma política ambígua. Por isso e por outros motivos, sempre foi expressa, nestas páginas, a firmar convicção da oportunidade de um acordo canônico, que não pretenda ser “doutrinal”. Do ponto de vista dogmático, de fato, é absurda a ideia de um acordo “doutrinal” que o Vigário de Cristo deveria assinar. Do ponto de vista prático, os fatos demonstram que é uma presunção querer resolver em poucas linhas – com algum episódico encontro entre especialistas – a complexidade da atual situação eclesiástica, e, com ela, os problemas levantados por alguns textos magisteriais. Não é, porém, absurdo – nem teologicamente, nem prudencialmente – reconhecer canonicamente a autoridade de Pedro, salvaguardando uma autonomia de debate teológico sobre alguns pontos de perplexidade.

Estamos prontos para publicar aqui, se necessário, qualquer correção ou precisamento que, sobre a questão, provier dos legítimos superiores da Fraternidade São Pio X, e a tornar pública uma eventual retificação, assim que, publicamente, eles quiserem dissociar-se dos conteúdos aqui expressos. Esperamos ainda, e sobretudo, um clara resposta à pergunta se se pode comprir o preceito dominical assistindo a uma Missa da Fraternidade São Pedro, e receber a eucaristia de um sacerdote do Bom Pastor, do Cristo-Rei, ou de uma diocese qualquer.

A Fraternidade São Pio X, que não pode ser acusada de laxismo, sempre precisou, e às vezes puniu com firmeza, quando as opiniões de um membro contrastavam com as gerais. Se as opiniões da “Petite Eglise”, hoje abertamente sustentadas por alguns dos seus sacerdotes, não são compartilhadas pelo Superior Geral, com a mesma firmeza deveria desmenti-las publicamente. Caso contrário, dir-se-á que o discurso é voluntariamente ambíguo.

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[1] Le texte intégral peut être consulté sur La porte latine, site officiel de la Fraternité saint Pie X en France, à l’adresse suivante : voeux de M. l’abbé de Cacqueray pour 2011
[2] Abbé Jacques Mérel, « Discussion de parvis sur la messe des ralliés », in Le Pélican, juillet-août 2008 ; publié intégralement dans Le Sel de la Terre, n°70, Automne 2009, pp. 188-193.
[3] Com o termo “rallié” designa-se, na França, o católico “amigo do poder”, “traidor”. A palavra difundiu-se notavelmente sob o pontificado de Leão XIII, com o sentido de “católico alienado” e designa, nos ambientes da Fraternidade São Pio X, os institutos que dizem a Missa tradicional dependentes da Ecclesia Dei.
[4] Saint Thomas d’Aquin, Summa Theologiae, IIa-IIae, qu. 39, a. 1, corpus : “Ecclesiae autem unitas in duobus attenditur, scilicet in connexione membrorum Ecclesiae ad invicem, seu communicatione; et iterum in ordine omnium membrorum Ecclesiae ad unum caput (…). Et ideo schismatici dicuntur qui subesse renuunt summo pontifici, et qui membris Ecclesiae ei subiectis communicare recusant”.

61 Responses to “Reflexões teológicas sobre algumas declarações recentes.”

  1. O Abbé, guardada as devidas proporções, está indo por caminhos não muito claros, assim como Dom Williamson. Sou da opinião de que um dia muitos serão gratos a Dom Marcel, e parece que o maligno vendo um futuro ainda mais promissor para FSSPX, quer quebrar a espinha dorsal dela assim como quebrou a da Igreja após o Concílio.

  2. Vamos ser sinceros? Há missas que os sermões viram jogadinhas de piadas para a FSSPX SIM!

    A título de dificuldades, há muitas flexibilizações e isso n é certo.

    Amigos me disseram que em outros Estados há tb nos sermões piadinhas e flexibilizações absurdas.

  3. Hummmm…

    As declarações do Pe. Cacqueray precisam ser profundamente analisadas.

    Eu concordo com ele, em partes! Existem pelo mundo à fora (principalmente no Brasil) padres mal intencionados celebrando a missa tridentina de forma igualitária à missa nova e proferindo sermões ambíguos, curiosos e que arrebentam com a doutrina católica. Em sua maioria, esses padres são designados pelos ordinários locais para atenderem uma demanda de fiéis e também para fazer “média” junto à Roma e falar que está seguindo o Motu Proprio. As missas em geral, sob essas circunstâncias, são tratadas de forma secundária, celebradas em locais e horários desagradáveis aos fiéis. Neste caso, vale a plena refletir sob ir ou não ir a essas missas…

    Eu também discordo do Pe. Cacqueray, considerando que ele não pode minimizar a luta de muitos fiéis em suas dioceses que batalham para ter a missa tridentina próxima de suas casas. As homilias podem levantar suspeitas, mas se eles estão convictos de seus objetivos superam estes problemas com facilidade.
    Crescer na fé longe da Eucaristia é complicado. Além disso, existem pelo Brasil muitos padres que enfrentam seus superiores e bispos em defesa da Igreja Católica. Na maioria das vezes perdem as batalhas e submetem-se a celebrar a missa nova contra vontade. A esses padres, devemos prestar elogios pela vontade!

  4. “As incoerências de uma política dupla.”

    Ora, quer incoerência maior, duplicidade de política e vida católica que um sacerdote que reza a Santa Missa e meia hora depois um culto protestante?
    Serve a Deus na manhã de domingo e já pela tarde agrada ao demônio com guitarras e tambores, auxiliado por pseudo-sacedortisas?
    As missas-motu nessas paróquias é o mesmo que querer pingar gotas de um agradável perfurme em estrume de vaca.Existe um universo de consequências dolosas e resultados nefastos quando se tenta trazer a Santa Missa em ambientes que estão sob forte influência e controle de modernistas e liberais.

    Saulo, Saulo, por que me persegues?

  5. Não conseguirei comentar tudo, é informação demais, e estou com tempo de menos para refletir. Portanto, umas pinceladas, apenas.

    Eu sou pela FSSPX, e compreendo a recomendação que a mesma faz aos seus fiéis, que evitem ao máximo cair em uma espécie de relativismo, visitando igreja após igreja, assistindo uma missa na FSSPX, depois no ICRSS, depois na FSSP, etc. Realmente, se por um lado eu concordo com o autor que não se pode colocar todos os grupos Ecclesia Dei num balaio só, por outro lado, o próprio autor reconhece que há grupos que realmente deixam a desejar “De fato, ainda que se possa conceder que uma certa fatia do tradicionalismo costuma, com servilismo e escarso senso teológico, dogmatizar até às vírgular as afirmações de qualquer autoridade eclesiástica, ainda que somente local, deve-se reconhecer honestamente que esse fenômeno não é, de modo algum, universal”.

    E se formos considerar as Missas rezadas por padres diocesanos, seria mais um tema gigante, porque, ao lado dos padres que realmente têm amor à Igreja e à sua doutrina e disciplina, por outro lado, não me parece que são apenas padres zelosos que rezam a missa tradicional. Já ouviu também – E AQUI NO BRASIL – que há lugares em que os padres andam trazendo para a Missa Tradicional os seus maus costumes.

    Complicado…
    O caso de Campos, por exemplo. Tem pouco tempo que vi uma crítica indireta a eles, vinda de algum padre do IBP e publicada aqui. Se os próprios companheiros de Ecclesia Dei lamentam certos oportunismos de Campos, como poderá a FSSPX se calar, caso algum fiel faça menção de ir até lá?
    O caso da FSSP: creio que ainda está no link “novidades” do site brasileiro da FSSPX um artigo mostrando o comportamento da FSSP e sua disposição em fazer tudo para agradar os progressistas, ao menos na Alemanha… E também é recente a declaração de um padre da FSSPX, que diz que a FSSP mantêm uma campanha ininterrupta de ataques…

    Lembremos por fim que a FSSPX é particularmente numerosa na França. A probabilidade de se recorrer a uma missa Ecclesia Dei é bem menor do que em outros países. Se existe uma capela da FSSPX do lado de uma do IBP e de outra da FSSP, como por exemplo, em Bordeaux, porque a FSSPX vai dizer a seus fiéis “façam o que melhor lhes parecer”? Talvez isso se aplicasse melhor em um lugar onde só existe uma Missa Ecclesia Dei ou rezada por padre diocesano.

    Tudo parece ambíguo e mesmo absurdo agora. Mas a FSSPX não esqueceu que dedicou tantos rosários a liberar a Missa para todos os padres do mundo… Ela é obrigada a manter um discurso duro, porque existem realmente problemas, mas também porque ela tem responsabilidade com as almas dos fiéis que a procuram. Mas não creio que algum fiel da Tradição, se encontrando distante de suas bases, se furtaria a receber os Sacramentos em sua forma Tradicional das mãos de outros padres, ou a cumprir o preceito dominical. Eu mesmo, a depender da necessidade e para cumprir o preceito, iria a missa dos padres de Campos, ou ICRSS, ou FSSP, porque independente da política mais ou menos desastrada deles, se a Missa é válida e é a Missa de Sempre, errado estaria eu se não a frequentasse por descordar de seus padres.

    E ELES TAMBÉM NÃO PODERIAM ME NEGAR A COMUNHÃO, a não ser que eu fosse um pecador público. E a antiga excomunhão de João Paulo II só se limitou aos bispos. Ele não molestou os fiéis com nenhuma restrição nesse sentido. E agora então, que não há mais a falsa excomunhão…

  6. Rsrsrs, o que fazem com a FSSPX é como os fariseus faziam com Nosso Senhor, queriam pegar Ele em contradição de qualquer jeito.
    Abraços amigos muito católicos.

  7. A redação do blog Disputationes Theologicae – basta clicar e ver quem são os autores:

    Don Stefano Carusi, coordinateur de la rédaction
    Abbé Matthieu Raffray, coordinateur de l’édition française

    Engraçado que tem gente que não tem senso de auto-crítica nenhum. Quando se faz a mínima correção fraterna, saem estrebuchando e clamando perseguição, sem a mínima reflexão. Triste.

  8. Excelente crítica dos padres do IBP às contradições de alguns padres da FSSPX.

    Ora, se as missas de Motu Proprio seriam tão maléficas às almas, pois padres mal formados e até mal intencionados passariam a rezá-las, por que se ofereceu uma cruzada de rosários por isso? Rezou-se para se ter um mal a evitar? Contradições? Evidente!

    As últimas declarações de Dom Fellay demonstram posições bem diferentes! Em um artigo publicado neste site, o superior da Fraternidade disse: “Não ataquem o Motu Proprio”. Mas, a obediência é uma virtude árdua de se cultivar.

    A grande questão é: se não existe missas rezadas por padres da FSSPX em uma região, mas existem regularmente missas de Motu Proprio, rezadas por padres de reta intenção, seria lícito ao fiel deixar de cumprir o preceito dominical não indo às Missa porque são de Motu Proprio?

    Conheço regiões cujos padres são bons, mas, mesmo assim, grupos da FSSPX preferem ficar meses sem ir a missa do que assisti-las com um padre de Motu Proprio.

    Deus ajude o Papa e Dom Fellay, e rezemos para que a FSSPX não se transforme num gueto, fechado para qualquer aproximação.

    Robson

  9. É um assunto polêmico, sem dúvida. Mas não tiro as razões do Padre Régis de Cacqueray, afinal, esse conselho é dirigido aos fieís da FSSPX. Ora, cada um sabe o que passa na sua paróquia, mesmo tendo missa de sempre. Eu sei o que se passa (e o que já se passou) na Capela onde assisto missa de sempre. E por ter já visto “coisas” que não gostaria de ver na missa, confesso, o Padre Cacqueray não está sendo exagerado.

    O Padre (ou a FSSPX) se aproximou do cisma por proibir seus fieis de assistirem as missas do Motu Proprio? Não sei responder, creio que nesse momento só Deus sabe! Mas se o artigo foi escrito por padres do IBP, isso já me diz muita coisa.

  10. Eu tenho escrito a bastante gente, tanto da FSSPX, quanto de Campos e a padres e amigos que confio. Gostaria de saber o que torna uma missa ilícita e se existe alguma outra distinção além de válida-inválida, lícita-ilícita, tipo assistível-ou não. Eu cheguei aqui há pouco tempo, conheci o seminário de Campos (que gostei muito) e nunca quis procurar a FSSPX porque era dita cismática. Com o passar do tempo, Motu Proprio aqui, revogação ali, diálogo com Roma acolá, cogito que a FSSPX não seja cismática, como tantas vezes foi escrito com veemência e seriedade por este blog do Fratresinunum. Mesmo não sendo da FSSPX, sou adepto do Sim, Sim, Não, Não, e não acho provável que a verdade esteja enfiada em uma tese de doutorado sobre validade de excomunhão.

    Mas se a FSSPX proíbe (diferente de “não recomenda” por força de circunstâncias) a comunhão em missa do Motu Proprio – ainda que não se fale mal da FSSPX, com homilia seguramente católica, com pessoas devidamente trajadas e mulheres com véu, e mesmo os fiéis não falam mal nem fazem piadinhas da FSSPX – então isto é propriamente cismático. Sim ou não?
    Se sim, então quer dizer que entendi o que é “cismático” e entendi que o caso se aplica a FSSPX.

    Se por outro lado a FSSPX NÃO proíbe nestes casos, mas sim estimula fiéis a assistirem as missas da FSSPX, assim como a Igreja recomenda que, em circunstâncias normais, os fiéis assistam as missas em suas paróquias, então vá lá. Pelo menos não é isto em si um indício de cisma.

    Então, eu realmente gostaria de saber o que pensa realmente a FSSPX. Se o que foi publicado no site da Ass. São PIO V é a posição isolada e punível de um padre “temerário” e a posição correta é católica, ou se, por outro lado, a posição do tal padre é a posição verdadeira da FSSPX, que por sua vez evita divulgar em alto e bom som para disfarçar a posição facilmente identificável como cismática.

    Admiro a coragem dos prelados e fiéis da FSSPX, e acho que, se eles estiverem na verdadeira posição católica, são verdadeiros heróis. Infelizmente não tenho certeza, se tivesse já estaria com eles faz tempo.

    COMO SEI QUE FIÉIS DE TODOS OS MATIZES LÊEM ESTE BLOG, POR FAVOR, QUEM PUDER ME RESPONDER SOBRE A LICITUDE-ILICITUDE DE ASSISTIR A SANTA MISSA NO NOVUS ORDO OU FICAR EM CASA REZANDO AOS DOMINGOS, POR FAVOR, ME ESCREVAM: fmpgomes@yahoo.com.br
    O QUE DEVO OU POSSO TOLERAR, POSSO OU DEVO ME ABSTER, POSSO OU DEVO COMBATER (jogando tomates inclusive) EM RELAÇÃO AOS ABUSOS LITÚRGICOS DO NOVUS ORDO.

    Por exemplo, eu posso jogar tomates lá da rua em uma missa-show-sertaneja? Acho que não, mas não tenho certeza.

    OBS: Tenho preferência por documentação oficial, seja de Roma ou da FSSPX, sem pretender excluir opiniões pessoais. Em outras palavras, se na FSSPX existem os mais radicais e os mais moderados, tenho preferência pela versão oficial, de preferência publicada na internet.
    Ai, ai, como é difícil a busca da verdade, mesmo em tempos de tão farta informação virtual…

  11. Pelo mesmo raciocínio do artigo do IBP, os padres do IBP seriam cismáticos se desaconselhassem a seus fiéis a assistência à missa nova enquanto tal, porque estariam negando a comunhão in sacris com os neoconservadores por exemplo.

    Ora, contradição é escrever um livro defendendo as Dom Lefebvre, que tinha exatamente a postura contrária quanto à missa nova, dizendo que não havia lugar para um cisma e agora vir com essa citação de Santo Tomás fora de contexto que condenaria o livro mesmo do IBP sobre as Sagrações…O próprio Santo Tomás fala da resistência ao Papa em outro passo da Summa, o que implica resistir aos que se associarem ao Papa no erro a deve ser resistido.

    E há outro problema: um dilema: Se comungamos nos erros conciliares com os católicos que materialmente os professam, quebramos a comunhão com a Igreja Triunfante no Céu.

    Será que não estão no mesmo balaio de Campos e FSSP mesmo ?

    Como fato é que importantes padres do IBP defendem a licitude da missa nova e para seu Superior Geral, no mínimo, tanto faz que defendam ou a ataquem, é muito prudente desaconselhar a assistência a suas capelas.

    Se a interpretação que dão a esse passo de Santo Tomás estivesse correta, diriam também que São Roberto Bellarmino, Doutor da Igreja seria cismático. Veja o que este escreveu:

    “ Tanto quanto está autorizado a resistir a um Papa que comete uma agressão física, do mesmo modo é permitido resistir-lhe, se faz mal às almas ou perturba a sociedade e, com mais forte razão, se procurasse destruir a Igreja. É permitido, digo, opor-se a ele não cumprindo as suas ordens e impedindo que a sua vontade seja realizada. Não é lícito, contudo, julgá-lo, impor-lhe uma punição, nem o depor, pois estes são atos próprios a um superior” (São Roberto Bellarmino, De Romano Pontifice, livro II, capítulo 29)

    E o que o próprio Santo Tomás escreveu:

    “Havendo perigo próximo para a fé, os prelados devem ser arguidos, até mesmo publicamente, pelos súditos. Assim, São Paulo, que era súdito de São Pedro, arguiu-o publicamente, em razão de um perigo iminente de escândalo em matéria de Fé. E, como diz a Glosa de Santo Agostinho, “o próprio São Pedro deu o exemplo aos que governam, a fim de que estes afastando-se alguma vez do bom caminho, não recusassem como indigna uma correção vinda mesmo de seus súditos” (ad Gal 2, 14)” (Santo Tomás de Aquino, “Suma Theol.”, II-II, 33, 4, 2).

    Um objetivo da FSSPX na Cruzada do Rosário é que fosse feita justiça à Missa Tridentina e mais pessoas, por ela, pudessem desocbrir os problemas doutrinais. No entanto, os fiéis da FSSPX já sabem disso. Pra eles só há prejuízo indo no IBP,por exemplo, que está cheio de padres favorável aos erros conciliares.

    Se estiverem no mesmo balaio, o balaio é este aqui:

    “2. Tradição, doutrina e Concílio Vaticano II

    Condição INDISPENSÁVEL para um futuro reconhecimento da Fraternidade São Pio X é o PLENO reconhecimento do Concílio Vaticano II e do Magistério dos Papas João XXIII, Paulo VI, João Paulo I, João Paulo II e do próprio Bento XVI”.
    http://www.vatican.va/roman_curia/secretariat_state/2009/documents/rc_seg-st_20090204_note-decree-cbishops_po.html

    Se é indispensável para a FSSPX, por que não seria para todos da Ecclesia Dei ? Afinal, o que há de oficial é isso, mesmo que haja rumores que digam que não é bem assim, que essa nota é só diplomática.

    O que não existe – que tenha lido – é uma posição institucional PÚBLICA do IBP como Campos ou a FSSPedro; mas a lógica do pluralismo teológico interno está fazendo que cheguem lá.

    O Padre Héry, que ocupa posto-chave no IBP, chega a dizer que todos do IBP reconhecem a licitude da missa nova num artigo em que defende o “carisma” do IBP. Está no mesmo Blog de que foi tirado este aqui em que comentamos e sem desmentido do IBP.

    Por fim, será que vão comungar in “dessacralis” com o Papa em Assis III ?

  12. Concordo em partes. Eu assisto missas da FSSPX, porém como a unica cidade que tem missas da FSSPX fica a 150km de minha casa, certas vezes assisto missas rezadas por um padre diocesano que reza com muita dignidade e zelo a missa tridentina. Nestes casos não vejo nenhum problema em assistir missas Ecclesia Dei. Não podemos correr o risco de achar que somente na Fraternidade esta a salvação e que eles são os únicos que guardam a tradição.

  13. Para finalizar..tenho certeza que esse ataque (ou contrataque?) proeminente do IBP será respondido em breve…

  14. Trecho da posição oficial da FSSPX http://www.fsspx.com.br/exe2/?p=1257

    “Em outras palavras, por enquanto, não há, em geral, muita diferença em relação à situação anterior, com a Missa indulto, embora em alguns lugares específicos, possa haver um melhor tratamento à missa, aos sacerdotes e aos fiéis. Isto obriga-nos a convidar o fiel à mesma prudência de antes de não assistir a missas de Indulto.

    Esperamos que esta situação venha a mudar gradativamente************ e que os motivos que nos obrigam hoje a sermos muito restritivos desapareçam************ pouco a pouco, em um processo de recuperação gradual da realidade do sacrifício, da realidade do sacerdócio e de todo o espírito cristão. Mas por enquanto isso é apenas um desejo e um sonho, à parte algumas exceções”.

    Então, não tem contradição. Padre Regis se reporta à atualidade da questão. A FSSPX espera que isso melhore gradativamente. Essa é a razão de ser da Cruzada do Rosário. Ainda está num estágio em que a FSSPX não pode recomendar a assistência.

  15. Vale também aguçar mais a visão.

    O texto foi escrito por padres do IBP, que veio pela fonte do “Grupo São Pio V” de Curitiba, que é uma espécie de filial da “Associação Montfort” de São Paulo, que por sua vez, patrocina o IBP no Brasil.
    Todos são contra a FSSPX.
    Os ataques são vários, o inimigo é sempre o mesmo.

    Noli non legitime carbor undem est!

  16. Notórias contradições…

    Apesar das evidências, a resistência é pertinaz: “não existem contradições”.

    De antemão, é preciso explicitar qual o objetivo dos Rosários oferecidos pela Missa de sempre. E, para isso, nada melhor que as palavras de Dom Fellay, Superior da FSSPX.

    Disse ele:

    “A Fraternidade Sacerdotal São Pio X alegra-se ao ver que a Igreja recupera, assim, sua Tradição litúrgica, dando aos sacerdotes e fiéis que estavam privados dela até agora, a possibilidade de aceder livremente ao tesouro da missa tradicional, para a glória de Deus, o bem da Igreja e a salvação das almas. Por este grande benefício espiritual, a Fraternidade São Pio X expressa ao Soberano Pontífice sua viva gratidão”. (Menzingen, 7 de julho e 2007)

    Claríssimo! A cruzada de Rosários, segundo Dom Fellay, tinha por fim, não só fazer justiça a Missa, mas possibilitar um maior acesso e divulgação desse tesouro. E isto, para a Glória de Deus, para o bem da Igreja e das almas.

    Ora, com as mínimas e semínimas proibições, os Rosários perdem completamente a finalidade para a qual foram rezados, conforme explicitou Dom Fellay.

    E bem vale transcrever a crítica de Dom Fellay aos bispos que tentam neutralizar o efeito salutar do Motu Proprio:

    “Os bispos tentam neutralizar o efeito salutar do Motu Proprio com restrições constrangedoras e odiosas. Não seguem, certamente, a vontade do Soberano Pontífice. Será muito interessante observar o desenvolvimento desta insurreição mais ou menos aberta, em grande parte escondida. Dessa confrontação vai depender a história da Igreja durante vários decênios. Rezemos para que o Papa tenha a força de manter e de impor aquilo que acaba de dar à Igreja” (http://www.fsspx.com.br/exe2/?p=147)

    Os padres que impõem mil e um entraves, muitos absurdos e sem razão justa, deveriam observar o que diz Dom Fellay.

    Sobre a missa rezada por padres diocesados, declarou Dom Fellay:

    “Basicamente, sempre que um padre quer voltar à Missa Tradicional, temos o dever de encarar esse gesto com uma atitude positiva; deveríamos nos regozijar e esperar que a Missa produza os seus frutos. Hoje em dia já vemos que isso é o que acontece na maior parte das vezes. É claro que existem padres que permanecem indiferentes ao rito antigo. O tempo irá mostrar quem é sério sobre ela e quem não é”. (DICI via Rorate-Caeli)

    Não é o que acontece na prática. Minha região é um exemplo concreto!

    Para finalizar, há sim contradições. E destaco apenas uma.

    Disse o site brasileiro da FSSPX:

    “Infelizmente, a expressão “forma extraordinária”, utilizada no motu propio, é enganosa”. (http://www.fsspx.com.br/exe2/?p=1257)

    Dom Fellay disse o oposto:

    “A Missa Tridentina foi sempre a Missa Católica. A subtil e inábil distinção entre forma ordinária e extraordinária de um mesmo rito, para falar da nova e da antiga Missa, não enganará ninguém”.

    Contradições?

    Só não vê quem não quer!
    Robson

  17. Interessante a citação do Leonardo, no seguinte trecho:

    “(…)Mas por enquanto isso é apenas um desejo e um sonho, à parte algumas exceções”.

    Então, existem ambientes católicos fora da FSSPX, onde a realidade do Sacrifício, a realidade do Sacerdócio e de todo o Espírito Cristão são reais.
    Bem, creio que isso é de conhecimento de todos. Mesmo assim é bom que a FSSPX confirme isso, para depois não ser taxada de exclusivista.

    Foi nesse sentido em que falei em não considerar todos da Ecclesia Dei como a mesma coisa: há elementos francamente podres, e há outros que nem tanto.
    Quanto ao IBP não se pode dizer grande coisa, pois o que há de questionável, no máximo são atitudes particulares de alguns de seus padres, mas ainda não ouvi falar em nada de escandaloso, que pudesse abalar toda a instituição.

  18. Leonardo, como sempre, enrolando, enrolando, enrolando… seria melhor chamá-lo de Enrolardo?… e destilando veneno contra qualquer outro católico fora de seu mundinho.

    Seus argumentos são absolutamente ridículos, pois claramente não concatenam premissas e conclusões.

    O senhor simplesmente não concebe a possibilidade de estar em situação canônica regular e, ao mesmo tempo, resistir às inovações atuais. Novamente, já provei outrora, dando diversos exemplos de homens corajosos que permanecem católicos fora do seu mundinho cor-de-rosa do tamanho de sua secretaria

    É com esses homens que o senhor se recusa estar em comunhão. Sua comunhão existe apenas na FSSPX (e não me venha dizer que esse negócio de comunhão é coisa do CVII).

    E o senhor me vem dizer que estar em comunhão com a Igreja militante (sim, ela existe e seus limites ultrapassam a FSSPX) seria romper com a Igreja celeste? Sim, nós católicos, inclusive os que pertencem à FSSPX — exceto você e a meia dúzia de radicais infiltrados nela — estamos em comunhão inclusive com aqueles que, de boa fé, assistem e celebram o Rito de Paulo VI. Rito este ambíguo, perigoso, equívoco. Mas não herético e válido, tal como defendia Dom Lefebvre e fazia jurar seus seminaristas, visando expurgar a praga sedevacante de seus seminários. Como a comunhão da Igreja se baseia em verdades de fé, e tal comunhão só é rompida pela heresia formal, logo, há comunhão sim senhor.

    Portanto, como ninguém pode julgar a primeira Sé para afirma-la formalmente herética, sim, os católicos estão em comunhão com Bento XVI. Mas não necessariamente com a missa de Paulo VI, à qual resistem. Simples assim. Pena que seu tico e teco não permitam tais matizes.

    Resistir aos eventuais erros do Papa não significa deixar de reconhecer-lhe como quem é e estar em comunhão com ele no rito tradicional, como está dito repetidas vezes no artigo. No rito novo não, pois, embora reconhecendo sua validade, o IBP o rejeita em substância, como disse repetidas vezes o superior geral. Esse trecho você não leu, não é mesmo? Não estaria nas gavetas da sua secretaria, perdido no meio dos documentos que incomodam e que por lá você deve arquivar…?

    Ao voltar à questão da licitude da missa nova, só posso dizer que você age desonestamente, repetindo o erro e procurando fazê-lo colar pela insistência. Whishiful thinking. É melhor tapar os olhos para não ver seu mundinho colorido ser destruído pela realidade dos fatos, não é? Quer vencer no grito. Repito apenas o que disse noutra discussão:

    Leonardo, Leonardo… se fosses ao menos honesto, veria, no blog do superior geral do IBP, que ele explica o que o IBP entende por legitimidade da nova missa. Explica claramente, para que todos vejam: palpiteiros como nós, palpiteiros-ignorantes como você, congregações Romanas, etc.

    Para o Superior Geral, legitimidade significa = validade do rito + poder da Igreja sobre a liturgia. E só. No mesmo artigo ele diz: “nós rejeitamos a missa nova em sua substância”. Deu pra entender ou precisa desenhar?

    E isso é o mesmo que entende o Pe. Hery.

    Sobre os problemas isolados dos padres do IBP, como disse em outra oportunidade, poderíamos passar horas e horas falando de mazelas de padres (até da FSSPX, pois, não se esqueça, queridão, que os padres do IBP vieram de lá e que lá ocupavam posições importantes ).

    Por exemplo, repito uma pergunta que até hoje você não respondeu:

    Agora, esclareça-me um fato: o que você acha da sugestão do Padre Patrick de la Rocque, um homem de influência no distrito francês da FSSPX, de incentivar os padres modernos a aprender a missa tradicional, rezando-a EM VERNÁCULO E DE FRENTE PARA O POVO, SUGERINDO INCLUSIVE O USO DAS RUBRICAS DE 1965? Só pra lembrar, JPII e Bento XVI liberaram o uso do missal de 1962… Parece ser exatamente o que algum padre de Campos faz na catedral diocesana (denunciado pela FSSPX!!).

    http://www.angelqueen.org/forum/viewtopic.php?p=154949&sid=1c42ef7a1eda2eca676d4c2453db3506

    A sua desonestidade é tão grande que, quando o Abbé Aulagnier publica um artigo corajoso, você vem dizer que ele não pertence formalmente ao IBP e que quer voltar à FSSPX (embora sempre tenha trabalhado com o IBP durante todos esses anos, seja no seminário, seja na cura das almas). Quando esse boato é desmentido, no momento o superior geral do IBP se congratula pela incardinação do valoroso abbé Aulagnier no IBP (do qual ele é fundador, mas não estava incardinado por na época estar em processo aberto junto à uma diocese em que se incardinou mesmo antes de ingressar na FSSPX, há 40 anos), você não fala nadinha; tais. congratulações mesmos após artigos violentíssimos do Abbé Aulagnier…

    No entanto, quando um ou outro padre tropeça, não perde a oportunidade! Amigo, alegrar-se no erro de outrem e não admitir virtudes é coisa grave.

    Quando o Leonardo questionava sarcasticamente se o IBP demitiria um sacerdote que se desvirtuasse para o progressismo, não aceitava como resposta a previsão em seus estatutos (coisa que nem a FSSPX tem!) do rito tradicional como exclusivo do instituto. No entanto, quando o superior geral fecha a casa de Roma por considerar que o ambiente e as universidades romanas inadequados à formação de jovens seminaristas, tornando-a residência apenas para padres (veja, alguém reconhece os perigos do modernismo que assola a cidade Eterna!! E ele não é da FSSPX!! Meu Deus, cuidado, não se suicide, Leonardo…) e dispensa seu responsável por ser “liberal demais” (expressão do ultraprogressista Golias! Até eles são mais honestos que o senhor, Leonardo…), você não diz nada! Quando esse mesmo padre, “liberal demais”, deixa o IBP para se unir a uma diocese comum, você também não fala nada! Sim, o Pe.de Tanuarn, quem protegia esse padre e que acaba de brigar com o superior do IBP – a ponto do superior deixar de viver no Centro Sao Paulo administrado pelo pe. De Tanouarn!! – também parece estar seguindo para o mesmo caminho… Você falará algo?

    Para finalizar esse assunto, se o IBP está cheio de padres favoráveis aos erros conciliares – acusação falsa, leviana, salafrária, típica de um sectário – Sec seria de secretária ou sectário?? – é bom o senhor temer seriamente, pois eles vieram da FSSPX. O que sairá de Êcone, La Reja, etc? Da mesma maneira se poderia dizer que na FSSPX existem padres cheio de erros sedevacantistas, tal como a última crise pode expor claramente o que era tão singularmente escondido e abafado pelos seus superiores: Abrahmovicz, Turco, Ceriani, Meramo, etc. Quem tem telhado de vidro…

    ——————–

    Enfim, ninguém está discutindo a possibilidade resistir ou não às autoridades, nem o fato de que há missas tradicionais desaconselháveis (o próprio artigo reconhece isso – por favor, leia deixando na secretaria o preconceito e limpando as lentes de seus óculos embaçados pelo orgulho de pertencer a um grupo exclusivista — ou que você pretende ser exclusivista, pois o seu Superior não pensa dessa maneira).

    Acorde para a vida, amiguinho. Sua cartilha, que você decorou tal como os talibãs do Afeganistão decoram o Corão, não é aplicável aqui.

    Você ainda pergunta: “se [o reconhecimento do CVII] é indispensável para a FSSPX, por que não seria para todos da Ecclesia Dei?”

    É curioso vê-lo citar o comunicado da Secretaria de Estado. Lembra-se do seu mea culpa sobre tal comunicado? Apenas para recordar: o seu Superior Geral disse que essa não é a opinião do Papa. Portanto, você não é fiel nem a seu mea culpa, que demonstra ser falso ao se apegar ao seu argumentinho quando lhe convém, e nem ao seu Superior!

    A Santa Sé exige o básico dos institutos Ecclesia Dei; básico aos católicos, é claro. Nunca, em momento algum, exigiu adesão irrestrita aos textos do CVII. Basta o senhor ler os documentos, algo que exaustivamente já provei por aqui. Por isso tantos outros padres e ordens, como os Franciscanos da Imaculada, que organizaram recentemente o congresso em Roma apenas sobre esse assunto, mostram como é possível reconhecer a autoridade do Papa de maneira coerente, mantendo ao mesmo tempo reservas sobre certos aspectos conciliares e suas decorrências (como está escrito nesse próprio artigo, ao falar de um acordo canônico para a FSSPX: “um acordo canônico – permanecendo as reservas expressas sobre o projeto da reunião interreligiosa de Assis e o desacordo com certas escolhas do Papa”). O que você não concede, de maneira ridícula, é que tal fato é real e que as provas são abundantes. Basta ter honestidade intelectual para as ler.

  19. Não tem contradição nenhuma !

    Não é porque a FSSPX uma atitude positiva com aqueles que descobrem o tesouro, mas ainda em situações precárias, que os padres da FSSPX vão mandar seus fiéis procurarem uma situação pior, tendo a melhor orientação e o esclarecimento completo das coisas referentes à Doutrina…

    Até porque a situação moral da grande maioria de fiéis que se aproximarão dos padres diocesanos é de ignorância inculpável da Crise na Igreja e das precisões sobre certos conteúdos doutrinais. Para esses a frequentação significará graças para se aprofundarem e atingirem o patamar doutrinal. Vão perguntar: Por que mudaram isso ? Por que duas missas tão diferentes ? Por que esse padre celebra as duas (essa pergunta deve nascer no coração tb de todo padre diocesano sincero) ?

    Isso é diferente do fiel da FSSPX e que teve a graça de ser instruído em tudo e vai lá tentar a Deus e se expor a um perigo, gratuitamente, na Missa do padre birritual ou legalista, com pleno conhecimento de causa, que vai lá se confessar com ele, sem nenhuma necessidade grave…Vai se prejudicar, entrar numa descendente.

    Será que o Superior Geral da FSSPX não sabe de nada que se publica no sites da FSSPX ?

    Mostrem uma só orientação aos fieís da FSSPX para que frequentem missas do Motu Proprio

    Temos os sites OFICIAIS dos EUA http://www.sspx.org/SSPX_FAQs/q10_motu_proprio.htm , do Brasil e da França, da FSSPX dando recomendação idêntica aos fiéis. Onde está a divisão ?

    França e EUA são os dois mais importantes Distritos da FSSPX.

    Se um fiel católico da FSSPX está longe do Priorado, a Nota pede que se aconselhe com o seu confessor.
    Vejam:”Em caso de dúvida, os fiéis devem aconselhar-se com seus pastores” http://www.fsspx.com.br/exe2/?p=1257.

    Sabem quem presidirá em conjunto as Universidades de Verão na França sobre os temas de acordo prático e etc para a formação da juventude ligada à FSSPX em agosto de 2011, na França?

    R: O próprio Monsenhor Fellay secundado pelo Padre Regis. Os padres do IBP estão inventando uma divisão entre os dois que não existe. Cooperam intimamente no apostolado. Qdo D. Williamsom, que é BISPO, ia fazer algo errado (nem era sobre doutrina), Dom Fellay o ameaçou de expulsão. Não faria o mesmo se fosse uma desobediência do Pe. Regis, que é só um padre ?

    Estão vendo chifres em cabeça de burro…Com o perdão da palavra…É impressionante. Não vêem a diferença entre tentar a Deus e agir na ignorância inculpada, entre uma linha ascendente e outra descendente…

  20. Bruno,

    tanto a FSSPX não é exclusivista, que eu mesmo não frequento um Priorado da FSSPX; mas uma comunidade amiga. A esperança é que cada vez mais padres acordem com a Missa Tridentina e se tornem amigos nesta luta.

    E não venham me dizer que a comunidade amiga que frequento é igual a FSSPX…Claro que é como se fosse a FSSPX por termos a mesma Doutrina católica e a mesma postura diante dos erros conciliares.

    :-)

  21. Engraçado…
    Quando o papa comete um deslize como o da “camisinha do prostituto” (Lembremos que o papa só é infalível em circunstâncias especiais e, como bem recorda o autor do artigo “[…]estar submetidos a uma autoridade de direta instituição divina, como a do Papa, não significa, de modo algum, submeter publicamente a inteligência a tudo aquilo que tal autoridade sustenta, ou dá a entender, ou parece aprovar, quando fala como teólogo privado, ou age como pessoa privada. Essa não é a doutrina católica do Primado, nem o Pontífice reinante jamais reclamou semelhante submissão.”) algumas pessoas, sem a menor cerimônia, enchem a boca para criticá-lo (Muitas vezes sem nem ao menos observar a caridade no linguajar, o que dirá o respeito devido a um pontífice); Agora, quando alguns clérigos da FSSPX dizem absurdos como esses encontrados no artigo e que tem sérias implicações, a saber que “a hierarquia católica teria, no seu conjunto, cometido o pecado de afastar-se da verdade, e, portanto, não se poderia entrar em comunhão com ela nos sacramentos, mesmo se o rito é tradicional” , essas pessoas prontamente procuram justificativas ou tentam minimizar o que foi dito. É como se tudo o que dizem os clérigos da FSSPX gozasse de prerrogativa de infalibilidade. “Não! Eles não erram! Esse negócio de homilia heterodoxa é exclusividade dos padres que não estão na FSSPX!” Sabe outra coisa engraçada? Assisto a missa no rito de S. Pio V graças a motu próprio e, naturalmente, o padre celebrante não pertence à FSSPX. Nunca, desde o primeiro dia que comecei a freqüentar as missas, ouvi o referido padre proferir uma palavra sequer que fosse heterodoxa. Pelo contrário, sempre proferiu homilias edificantes e em consonância com o que sempre foi ensinado. Detalhes secundários a parte, abbé Régis de Cacqueray e abbé Mérel ERRARAM sim! E um erro grave. O que foi dito “é uma magistral declaração de cisma”. Tenho certeza que Dom Marcel Lefebvre e Dom Antonio de Castro Mayer jamais aprovariam o que foi dito. Posicionamentos assim têm sido observados não raramente em alguns membros da FSSPX. Posicionamentos que, no mínimo, beiram ao sedvacantismo. Espero que Dom Fellay corrija os erros e excessos, que só prejudicam a reaproximação entre FSSPX e Santa Sé. É uma questão de justiça.
    Engraçado que tem gente que não tem senso de auto-crítica nenhum. Quando se faz a mínima correção fraterna, saem estrebuchando e clamando perseguição, sem a mínima reflexão. Triste. [2]

  22. O Abbé de Cacqueray desaconselha a participação nas Missas pelos fiéis da FSSPX, pelas questões doutrinárias que estão sendo debatidas entre a própria e a FSSPX. Para ler um texto como este, é bom que se tenha em mente que a FSSPX tem um conceito de tradição diferente do conceito da Igreja Conciliar e dos institutos Ecclesia Dei, que ao aceitarem o Motu Proprio Ecclesia Dei, aceitam o conceito de tradição viva. Sobre a diferença entre estes conceitos, ninguém melhor que o próprio Cardeal Ratzinger, para explicar:

    Sobre o conceito de Tradição (Dei Verbum): “A recusa da proposta de tomar o texto de Lérins, conhecido e santificado, de certo modo, por dois concílios, mostra de novo que se deixou para trás Trento e o Vaticano I, e a contínua releitura de seus textos… [o concílio Vaticano II] tem outra idéia da maneira como se realiza a identidade histórica e a continuidade. O ‘semper’ estático de Vincent de Lérins não lhe parece apropriado para exprimir esse problema.” (Joseph RATZINGER, LThK, Bd 13, p. 521).

    Quem aqui sendo um Padre, sabendo desta divergência entre os conceitos de tradição, aconselharia a uma de suas ovelhas, assistir uma Missa Ecclesia Dei ou uma Missa Motu Proprio, celebrada por Padres que tem o conceito vago de tradição viva?

    Mesmo pelos problemas doutrinários e pelo conceito de tradição viva, os Padres e a própria FSSPX, só poderiam defender a liberação e a celebração da MIssa…

  23. Não quero ser expulso de novo por discutir com o senhor Pedro que vem me ofendendo de forma muito pesada e me falta com a caridade.

    Meu mea culpa foi um meio mea culpa (Eu disse na época) e lembro que há uma situação dúbia. O que Dom fellay disse é semelhante ao que se dizia com as excomunhões antes.
    Existe oficialmente a coisa, mas as autoridades romanas parecem não acreditar na prática no que existe oficialmente. Mas não deixa de estar lá oficialmente.

    Eu sei que a discussão não era sobre a missa nova. Apenas defendi que o autor do texto não pode se apegar na interpretação do texto de Santo Tomás sobre cisma, porque o argumento poderia se aplicar contra Dom Lefebvre mesmo ao falar da assistência à missa nova, que negava a comunhão com os neoconservadores nos seus erros. Fiz um paralelo. Seriviria para condenar o próprio livro que eles tem defendendo as Sagrações de Dom Lefebvre.

    E , por fim, o Pe. Héry disse sim que todo mundo no IBP, inclusive o Superior, reconhece a licitude da missa nova. Isso está no texto no Disputatione Theologicae em que fala sobre o carisma do IBP. Se é verdade o que ele disse, não garanto; mas está lá e de fato não só ele aceita esse erro da licitude da missa nova.

    O IBP é a consagração do pluralismo teológico. Tem um padre Aulagnier, mas tem um Tänouarn. E não clarifica uma posição oficial PÚBLICA.

    Mesmo que o Pe. Troadec tenha dito isso (sua fonte é muito fraca, uma mera citação d eum fórum de discussão), a FSSPX publicamente rejeita isso.

    Espero não ser expulso daqui e para pode rocntinuar contribuindo.

    Pedro, seu problema comigo é pessoal. Só continuo escrevendo aqui por achar que posso ajudar alguém que por aqui passe e ainda esteja GRADATIVAMENTE descobrindo a Tradição.

  24. Senhores comentaristas, perdoem-me os eventuais erros de digitação e de coesão no texto, mas estou com muita pressa. No entanto, não gostaria de deixar passar sem resposta o último comentário do Enganardo.

    Que desespero! “Não há contradição nenhuma!” Quase é possível o o som que ecoa no mofo da secretaria: “Não vês, caro modernista, que nosso grupo não falha? Que somos os salvadores da Igreja? Que é inconcebível encontrar contradições em nós, pois somos enviados de Deus, e Deus não erra nem pode nos enganar?! Oh, mistério da iniquidade, que não permite aos pobres modernistas , não eleitos como nós, ver verdades tão elementares!…É impressionante. Não vêem a diferença entre tentar a Deus e agir na ignorância inculpada, entre uma linha ascendente e outra descendente…”

    Querido secretário, ninguém disse que a FSSPX deva aconselhar seus fiéis a irem à missas de padres bi-ritualistas, modernistas ou mesmo sectários (cuidado! não secretários, mas sectários!)…

    Aprender a ler faz bem. O priorado não dá cursos de alfabetização?… O que o artigo questiona é o pulo do fraquíssimo texto do pe. Regis para o mais elaborado do pe. Merel, que expressa mais abertamente o que diz o primeiro: não um simples “aconselhar” a não ir, mas um “proibir”, um “veto”. Isso é que fica nebuloso; ao mesmo tempo que os artigos falam de “não aconselhar”, trata a questão quase como que um “veto”. Por isso os últimos parágrafos pedem um esclarecimento do superior da FSSPX.

    Vocë leu o artigo mesmo? Ele pediu esclarecimento por causa da dificuldade em perceber quais são os reais propósitos dos padres que os escreveram..

    O Superior da FSSPX certamente sabe o que se publica nos sites dela. Por isso sumiram repentinamente do site da SSPX nos EUA artigos como os que falavam das questões dos judeus ou mesmo aquela nota que explicava a posição indefensável do grupelho da FSSPX em Guadalajara, no México, quando pessoas atacaram e fizeram um “protesto” à la MST, com pichação e tudo, na frente de uma capela da Fraternidade São Pedro…

    O que o artigo pede é uma posição oficial do Superior Geral, clara e expressa, e não simplesmente tácita por saber o que se publica nos artigos de seus sites. Imagine se fossemos imputar a Dom Fellay tudo o que um secretário pode escrever nos sites dos distritos? Não cometamos injustiças.

    Para concluir, pare, respire, leia com calma. O artigo não pede que a FSSPX mande seus fiéis ou diga “tudo bem, pode ir na missa tridentina de Dom Rifan, ou do Pe. Marcelo Rossi ou do Pe. Pinto”. O artigo diz que não é aceitável aplicar este princípio de maneira indiscriminada, universal a todos os padres em situação canônica regular.

    E não conte com mais respostas minhas. Desisto de debater com quem não quer ver. A única voz razoável entre os seus partidários aqui é a do Bruno Santana.

  25. Gederson, mons. Gherardini aceita o conceito de Tradição Viva? Veja tamanho milagre: o blog Disputationes Theologicae, do IBP, esse mesmo que está a divulgar o artigo em debate, publicou vários artigos questionando a tal Tradição Viva neomodernista!!

  26. Usar de ironia numa polêmica nem sempre é falta de caridade. Ainda mais quando a ironia vem para desmascar quem semeia calúnias e injúrias.

    Estou me retirando do debate. Não tenho tempo para tais conversas que me tiram a paciência e a esperança de ver maior esclarecimento entre os fiéis da FSSPX.

    Defendo também que a FSSPX é católica. Mas não só ela.

  27. Pedro,

    Vc me atribui um monte de coisas que não correspondem ao meu pensamento e me julga temerariamente meu foro interno. Atente-se para isto.

    Lamento por suas palavras.

  28. O fato de ser quase um veto para os fiéis da FSSPX já está esclarecido no texto oficial publicado pelo site do Brasil que reproduz o do FAQ do Distrito americano.

    Como vêem esse texto não sumiu do site e está em destaque. Fica o esclarecimento.

  29. Link do Distrito americano em Destaque e link do texto do Pe. Héry mencionado

    http://www.sspx.org/sspxfaqs.htm

    http://disputationes-theologicae.blogspot.com/2009/12/diritto-allesclusivita-della-liturgia.html

    Copio o trecho:

    “Anzitutto, è evidente che in nessun luogo negli statuti dell’istituto né nel suo decreto d’erezione, né nei testi di impegno, vi figura il minimo accenno all’uguaglianza del diritto positivo delle due forme del rito romano, né sulla liceità della liturgia di Paolo VI, tantomeno sulla santità oggettiva (la consacrazione valida) – tutti elementi evidentemente riconosciuti dai membri fondatori dell’IBP”.

    “Antes de tudo, é evidente que em lugar nenhum nos Estatutos do Instituto, nem do decreto de ereção, nem dos textos de compromisso, figura a mínima referência à igualdade de direito positivo entre as duas formas do rito romano, nem sobre a ****licitude***** da Liturgia de Paulo VI, nem sobre a santidade objetiva (consagração válida)- elementos ****todos**** reconhecidos pelos ****membros fundadores**** do IBP”

  30. Quero agradecer ao moderador deste site por ter publicado meus últimos comentários.

    Quero esclarecer que o que quis mostrar era a inconsistência da argumentação do texto do IBP com base numa interpretação da Summa fazendo um paralelo com o modo como os neoconservadores usavam e usam essa interpretação contra Dom Lefebvre chegando à mesma conclusão de “cisma” porque ele negava comunhão, se assim se pode dizer – não falo com rigor teológico, nos erros dos neoconservadores.

    Desse modo a orientação da FSSPX a seus fiéis e que outras comunidades amigas tb dão aos seus fiéis, em nada significa cair em cisma segundo a mesma passagem de Santo Tomás, uma vez que a razão da prudência é análoga, ou seja, visa prevenir um perigo de perda da Fé progressiva de quem já a recebeu de bandeja num priorado da FSSPX por exemplo.

    Claro que há os casos particulares e exceções não negados por mim nunca e que ressaem da posição oficial da FSSPX, TRÊS vezes exposta:

    No site do BRASIL,

    No site do Distrito dos EUA,

    No Site do Distrito da FRANÇA, cujo Superior, Pe. Regis é homem de confiança de Dom Fellay, Superior Geral da FSSPX.

    De todo modo, a expansão das missas de Motu Proprio de padres diocesanos mesmo acompanhada de inúmeras insuficiências graves dão esperança de que daí Deus possa tirar bens para a Igreja, mas não para in´divíduos que privilegiados com boa formação sobre a Crise voluntariamente, sem prudencial consulta a seu confessor (que geralmente é o mesmo que lhe ensinou a postura e a doutrina), vão lá se expor a essas insuficiências, tentando a Deus.

    Acho que deixei claro o que quis dizer. Procuro argumentar com base em exemplos e paralelos, porque facilitam a compreensão de quem lê com cuidado, sem pressa e sem preconceitos.

    Obrigado, Ferreti, pela possibilidade de postar aqui e desculpe o trabalho que dou. Por favor, não me expulse.

  31. Pedro, então o que o IBP faz na Comissão Ecclesia Dei, criada exatamente pelo Motu Proprio onde se afirma que o conceito de tradição de São Vicente de Lérins é equivocado?

  32. Complementando:

    Caro Pedro, Mons. Gherardini não aceita o conceito de tradição viva, mas você pode negar demonstrar que ele não está em comunhão com ele, assim como o próprio IBP?

    Quanto ao Rito de Paulo VI, ele é o principal veículo de exposição da tradição viva, seu produto direto: um rito fabricado para uma tradição fabricada. Como então o IBP afirma a licitude deste Rito, ao mesmo tempo em que ataca o conceito de tradição viva?

    Fique com Deus.

    Abraço

    P.S.:
    “A Nova Missa leva ao pecado contra a fé, e é um dos pecados mais graves, mais perigosos, porque perder a fé é o afastamento da revelação, o afastamento de Nosso Senhor Jesus Cristo, o afastamento da Igreja.”
    Dom Marcel Lefebvre

    “Repitamos, então, nossa conclusão: a reforma litúrgica conciliar não compromete nem minimamente a infalibilidade. Sustentá-lo no terreno da teologia só pode ser feito por insensatez ou por maquiavélica conveniência”
    Pe Álvaro Calderon

  33. Eis aqui o que o Padre Regis, Superior do Distrito francês escreveu http://www.laportelatine.org/district/france/bo/voeux2011/voeuxpour2011.php:

    “Pour être complet sur ce sujet, il nous faut encore citer ces autres messes de saint Pie V célébrées à la faveur des indults successifs, puis finalement du motu proprio. Il est vrai que nous vous en déconseillons la fréquentation. Placés sous la dépendance et sous la surveillance des évêques, les prêtres qui la disent, en supposant même qu’ils aient conscience de la gravité des erreurs propagées dans l’Eglise depuis quarante ans, ne se hasardent pas à s’y opposer fermement. Ils expriment le plus souvent leur choix de célébrer la messe de saint Pie V au motif décevant qu’elle s’accorde mieux à leur sensibilité ou à celle de plusieurs de leurs fidèles.

    Certes, nous voulons encourager ces prêtres dans leur itinéraire. Mais, même pour les y aider, nous ne voulons pas que vous vous placiez dans des circonstances dangereuses où, allant assister à ces messes, vous risqueriez, vous-mêmes ou vos enfants, cette corrosion parfois insidieuse qui provient des imprécisions dans l’expression de la Foi, des libertés persistantes que l’on s’autorise dans la liturgie et surtout de silences et de complicités en présence des racines du mal qui existe à l’intérieur de l’Eglise. Nous savons avec quelle facilité s’opèrent les glissements doctrinaux et comment s’introduisent insensiblement les doutes et les remises en cause”.

    Tradução minha:

    Para ser completo sobre o assunto, é necessário citar essas outras missas de São Pio V celebradas sob os indultos sucessivos, depois, finalmente, sob o Motu Proprio. É verdade que desaconselhamos a vocês a freqüentação. Postos sob a dependência e sob a supervisão dos Bispos, os padres que a dizem, mesmo supondo que tenham consciência da gravidade dos erros propagados na Igreja há quarenta anos, não se arriscam a se opor a esses erros firmemente. Mais comumente exprimem sua escolha de celebrar a missa de São Pio V pelo motivo decepcionante de que esta se ajusta melhor à sua sensibilidade ou à de vários de seus fiéis.

    Claro, queremos encorajar esses padres no seu itinerário. Mas, até mesmo para os ajudar, não queremos que vocês se coloquem em circunstâncias perigosas em que, indo assistir a essas missas, arrisquem-se a si mesmos ou arrisquem seus filhos nessa corrosão às vezes insidiosa que provém das imprecisões na expressão da Fé, da licença persistente que se autoriza na liturgia e sobretudo, de silêncios e cumplicidades em presença das raízes do mal que existem no interior da Igreja. Sabemos com que facilidade se operam os deslizes doutrinais e como se introduzem, imperceptivelmente, as dúvidas e as contestações”.

  34. Quem é ele?

  35. Engraçado… ver defensor do CVII ter certeza do que acharia sobre isso e aquilo Dom Lefebvre e Dom Mayer e, n aceitar o que eles realmente acharam e disseram sobre o CVII, vai entender!

    Engraçado… é o papa poder ter opinião privada – mesmo que contrarie os ensinamentos da Igreja – e mais ninguém na humanidade pode emitir a sua opinião privada, isso é fantástico! Um novo dogma da carruagem auau.

  36. Ferretti, sinceramente estou chocada. Acabo de ler um artigo breve publicado por Dom Lourenço, da Permanência. Ao ler o artigo do IBP publicado no Fratres ao invés de refutar as acusações do IBP ele se volta contra o Fratres e o ataca dizendo que “caiu a máscara do Fratres”.

    Ora, bolas, por que espernear como criança que não ganhou o sorvete e redigir uma refutação séria contra o artigo publicado em vez de atacar o veículo da publicação?

    Afinal, a Fraternidade não tem o seu próprio site, por que não ativá-lo e esperar que o Fratres ao invés de um blog jornalístico imparcial seja o porta-voz da Fraternidade?

    Que outro blog mais valorizou o trabalho da Fraternidade a ponto de ser acusado pelos neoconservadores?

    Realmente fiquei decepcionada com essa crítica superficial de Dom Lourenço. Creio que o mais maduro seria se dar o trabalho de refutar ou explicar uma a uma as críticas do padre do IBP, ainda que por sua vez este também tenha tido a intenção de “botar lenha na fogueira” contra a Fraternidade.

    No entanto, parece que fica mais fácil escrever uma mensagenzinha de protesto do que se dar ao trabalho de refutar as críticas uma a uma.

    E o que o episódio de Assis tem a ver com o artigo?

    Que tenhamos debates lúcidos, MADUROS e bem conduzidos!

  37. Obrigado, Leonardo, pelo email encaminhando artigos para ler.
    Prezados, quem discorda do Sr. Leonardo, por favor, poderia enviar para mim alguns links que expressem a verdadeira posição (espero que oficial, teológica, sistemática, etc) da FSSPX e do IBP quanto ao Novus Ordo (validade-licitude-preceito na falta de outro)? fmpgomes@yahoo.com.br
    Meu Deus, que dificuldade seguir postagens ! ! !
    A maioria das pessoas que começam a investigar estes assuntos, de boa vontade, estão ENTRE A HERESIA E O CISMA (isto daria um bom título de livro). Não querem nem uma coisa nem outra. Mas com tanta coisa por ler e investigar, é possível a um ser humano comum, que só usa a internet poucos minutos por dia, reconhecer a VERDADE nestes assuntos?
    Peço ajuda.
    Obrigado.
    Flávio Mamede

  38. Não há contradições?

    Difícil tapar o sol com uma peneirinha.

    Difícil acreditar que Dom Fellay concorda, por exemplo, com esse discurso:

    Tissier de Mallerais: “Aonde está a Igreja, meus caros? Reconhece-se a árvore pelos frutos. Onde está [sic..] os frutos, aí está a Igreja. Eu não quero dizer que a Igreja está reduzida à Fraternidade, mas que seu coração é a Fraternidade. A verdadeira Fé, o verdadeiro ensinamento, os sacramentos não-bastardos, tudo isso está na Fraternidade”.

    Ora, ora, se somente na FSSPX existe a verdadeira Fé, o verdadeiro ensinamento e os sacramentos não-bastardos, logo, não é possível se salvar fora dessa Congregação.

    Será que Deus se esqueceu se estender sua graça além dos limites da FSSPX?

    Dom Fellay concorda com esse absurdo? Seus discursos dizem o contrário.

    Demonstração sua exímia catolicidade tradicional, Tissier se exprime: “Há um Papa em Roma? Realmente, se for para ficar pior, não há necessidade” (The Angelus Magazine)

    Do romântico Dom Williamson, cujo coração habita o gnóstico Beethoven, temos a escandalosa declaração, publicada no livro Tradição vs Vaticano, no qual diz que o volante, o leme da Igreja está com a FSSPX, e não mais com o Papa.

    Dom Fellay concorda com isso? Difícil demais.

    Em Abril de 2010, o Padre Regis publicou um texto absolutamente crítico ao Papa Bento XVI. A fraternidade do Brasil publicou imediatamente. Porém, estranhamente, no mês seguinte, Padre Regis publicou outro texto diametralmente oposto, Quem lesse os dois textos diria que são de autores diferentes. Nesse segundo denominado a Via Crucis de Bento XVI, teceu comentário em favor do papa que emociona qualquer um, totalmente o contrário do que havia escrito há um mês.

    Ora, porque mudou em apenas um mês? Teria padre Regis recebido alguma repreensão superior? Ninguém mudo deste tanto em um mês. E a FSSPX do Brasil não publicou este segundo texto favorável ao papa e que está no blog do Padre Regis.

    Estranho não?

    Um comentarista, cognominado “enrrolador”, enfatizou que, todos que rezam Missas sob autorização ou concessão papal, aceitaram o Vaticano II e que isso também é exigido da FSSPX. Pois bem, se assim o é, considerando o acordo iminente, conforme anunciado por Dom Fellay, restando apenas uma questão canônica a se resolver, podemos inferir que Dom Fellay teve que aceitar os erros do Concílio e, pior, aproximar-se de um Papa que, vez ou outra, faz coisas bem diversas do que defende a FSSPX.

    Apropriando-me de um termo famoso entre os fiéis da FSSPX: estaria Dom Fellay tornando-se mais um padre juramentado?

    Espero que as missas de Dom Fellay não se torne um perigo aos fiéis da FSSPX, pois o acordo é iminente, e, na concepção do “enrolador”, ele já aceitou o modernismo.

    Um absurdo de malabaristas enroladores…

    Um óculos para miopia faz muito bem!

    Tenha dó!

    Ainda sobre a proibição de freqüência de fiéis da FSSPX à missas de Motu Próprio, como bem enfatizou os padres do IBP, há que se analisar cada caso, e não simplesmente anunciar do alto do púlpito: “Não assistam missas de Motu Proprio”, colocando todas as missas no mesmo balaio. Repito, se esse documento permitia padres mal formados, mal intencionados de rezarem a missa, se os fiéis “tradicionais” seriam ameaçados por lobos travestidos de ovelhas, melhor seria não ter rezado rosários nessa intenção, mas, primeira pela conversão do clero e só depois pela liberação.

    E nem venha com essa: “os rosários visavam fazer justiça”.

    Dom Fellay visava o maior acesso e a divulgação desse tesouro como solução inicial para a crise, pois segundo Dom Fellay, a missa proporciona muitas graças aos fiéis e, sobretudo ao padre que a reza.

    Ora, são justamente os fiéis da FSSPX, bem formados doutrinariamente, que deveriam sair do seu reduto e unir-se aos fiéis de outras paróquias, que assistem missa Tridentina, para ajudá-los a detectar os erros, e aproximá-los mais da tradição. Mas não, preferem o isolamento, o confinamento, o gueto!. Aliás, o apostolado de leigos não é bem visto na FSSPX. Mas essa é outra história!

    Ajudemos o Papa!. Não nos fechemos em nosso mundinho, em nosso guetinho! Levantemos nossas espadas propagando a verdade que conhecemos. Vamos até os que precisam, ajudemos a desenterrar este tesouro para que mais e mais almas o conheçam e amem.

    Robson

  39. Disse que não voltaria a comentar, e espero fazê-lo pela última vez, ao menos para responder certas barbaridades que que se lê:

    Sr Enganardo, partidário do complexo de vítima e de coitadinho que afeta a ála intransigente da FSSPX que pretende perpetuar seu vitimismo e seu “heroísmo” com o (suposto) status de única defensora da Fé:

    Sobre a licitude da nova missa, reafirmo que você quer vencer o debate no grito e na insistência, repetindo o seu faz de contas.

    Está no blog do IBP o esclarecimento. Se quiser ler, leia. Mas não repita mentiras:

    “É em sua substância que nós recusamos a nova liturgia e não no seu direito”. (http://www.ibp-la.org/articulos/?ss=blog_ibp&a=direito_ilegalidade&l=pt)

    Neste artigo (http://www.ibp-la.org/articulos/?ss=blog_ibp&a=legitimite&l=es) o Superior Geral explica que aceita apenas a validade e o poder da Igreja sobre a liturgia.

    Palavra do superior geral. Quando não é dom Fellay quem fala (no caso do padre de la Rocque — e não foi simplesmente num fórum, mas na orientação do DVD feito pela FSSPX para ensinar padres diocesanos a rezar a missa tradicional, aquelas missas que vocês não podem frequentar!), você afirma não ser orientação oficial. Então aplique o mesmo e cale-se com a orientação oficial do IBP.

    O padre Hery dirá que o IBP aceita a santidade objetiva do rito, que ele logo explica ser a validade (e não a ortodoxia) do mesmo. Eu digo, é necessário fazer um curso de alfabetização…

    Por acaso a FSSPX nega a validade da nova missa? Nega que o sacerdote que pronuncia as palavras da consagração, fazendo o que a Igreja sempre quis fazer, realiza o sacrifício? Defende que este sacrifício de Cristo em si, isto é, independentemente do rito que o cerca (mesmo numa missa negra) seja Santo?

    Isso se chama santidade objetiva do Sacrifício, que decorre logicamente da validade. O que, insisto, não significa ortodoxia do rito.

    Ao senhor Gederson:

    O IBP está submetido à Comissão Ecclesia Dei simplesmente porque este é o ordenamento e estrutura atual da Igreja Católica, goste o senhor ou não. Não adianta só fazer beicinho.

    Quanto à sua pergunta sobre Mons. Gherardini (“você pode negar demonstrar que ele não está em comunhão com ele, assim como o próprio IBP?”): Não sei o que significaria ou o que você quis dizer com tal confusão: “negar demonstrar que ele não está em comunhão com ela”. Se seria demonstrar que Mons. Gherardini não está em comunhão com a noção de Tradição viva, é evidente que não, pura e simplesmente porque esta noção é acatólica e não vincula a consciência de ninguém. Portanto, ele não está em comunhão com tal noção e todos os católicos estão livres para não estar. Simples assim. Repito algo que a “defesa da causa” da FSSPX como única instituição católica idônea não permite ver: estar em situação canônica regular não significa aceitar os desvarios atuais de quem quer que seja, por maior que seja a autoridade.

  40. Essa história de missa motu proprio mostra a mentalidade sectária de alguns. O Motu Proprio é um documento da Igreja Católica, isto é, legislação que vincula a todos os católicos atualmente. A FSSPX o aceita, acolhe, solta rojões, etc. Portanto, considera-o válido.

    Pergunta-se: se é um documento válido para toda a Igreja Católica, da qual a FSSPX é parte, as missas da FSSPX também não são sujeitas à legislação do Motu Proprio? Ou eles têm status particular na Igreja? Status de grupo acima da lei? Ou o título de “resistentes” lhes dá direito à imunidade? Ou ela aceita o motu proprio sem de fato aceitá-lo? Aceita para os jornalistas e tem outra linguagem para seus fiéis?

    Vale citar um recado dado recentemente pelo pe. Aulagnier ao pe. de Cacqueray aos que aqui condenam indiscrimadamente tudo o que está fora da FSSPX. Inclusive direcioná-lo a Dom Lourenço Fleichman:

    ************** “Por que as nossas missas seriam menos recomendáveis, nos termos do motu proprio de Bento XVI, que as suas e a de seus confrades da FSSPX? Seria porque estes padres ‘Ecclesia Dei’ são ligados a ela mais por ‘sentimentos’ que por convicção doutrinária e que todos os desvios, logo, são possíveis? Ele assim deixa entender. Isso é muito desagradável. Mas quem era ele ainda quando nós, os mais velhos, lutávamos pela conservação dessa missa tridentina, quando argumentávamos doutrinariamente enviando “O Breve Exame Crítico” do Novus Ordo Missae a Paulo VI pelas mãos do Cardeal Ottaviani? O que ele era ainda quando nós estudávamos tudo aquilo para nos moldar com convicções sólidas, à toda prova? O que ele era quando os leigos se organizavam para salvar esta missa da ruína, não recusando-se a andar quilometros e mais quilometros para procurar velhos padres que aceitavam, debaixo do nariz de seus bispos e em oposição a seus amigos “reciclados”, de maneira heróica, a celebração desta missa? Estava em suas fraldas fazendo ‘xixi na cama'”. **************

    O que está por trás dessa postura exclusivista é justamente o que disse um comentarista acima: o desejo de tomar posse, o afã de ter o status de única resistente (por isso o uso de tantos slogans, tal como os movimentos revolucionários: resistência, estado de necessidade, etc), da defesa da verdade católica nestes tempos de crise. Como que marxistas que têm uma causa, uma ideologia, um partido, e não uma Fé.

    Condenam num pacote só sacerdotes santos e dignos, que “resistem” (oh palavrinha tantas vezes instrumentalizada…) há muito mais tempo que eles, que sofrem todo tipo de perseguição de seus ordinários, eles, que perto daqueles são menininhos de fraldas diante de um computador.

    —————-

    O artigo de Dom Lourenço é uma colcha de retalhos porcamente redigida, provavelmente, às pressas e com o coração batendo forte para defender “a causa”. Por isso tanta emoção, tantas palavras marcantes (“fé católica em perigo”, “alerta”, etc), mas nenhum, absolutamente nenhum, argumento. Deveria trocar o título; de “Em defesa da Fraternidade São Pio X” a “Em vergonha da Fraternidade São Pio X”. Pois para quem tem uma defesa como essa — de quem nem é seu membro –, preferível antes ficar calado….

    Primeiro, ele começa dizendo que há duas linguagens, uma a jornalistas superficiais (dentre os quais ele parece incluir o Fratres in Unum, blog ao qual ele deu uma entrevista — superficial? — e recentemente citou num artigo sobre os ataques às igrejas do Iraque. Aliás, corram para retirar este site da lista de links no site da Permanência) e outra para fiéis. Isso é absolutamente compreensível (não uma linguagem contraditórias, mas modos diversos de se expressar) e ninguém parece ter questionado esse aspecto.

    Ao qualificar o texto acima de “panfleto maldoso, cheio de erros de interpretação, de erros de tradução, de má fé” só faltou uma coisa: provar todas essas baboseiras. Ele apenas afirma gratuitamente. E o que é gratuitamente afirmado, deve ser gratuitamente negado. Dom Lourenço, por que não fundamentou tantas “qualificações” ao artigo? Medo? Falta de tempo? Incompetência? Ou viu seu mundinho, seu gueto, seu bunker (no termo de Monsenhor Gherardini) ser questionado e preferiu, como fazem os moleques, partir para a briga e agressão gratuita?

    Como fazem os moleques, não quis brincar mais com o blog que era recomendável e fonte de notícias citadas em seu site depois que ele pisou no seu calinho?

    Seria uma vergonha para este blog, que tantos lêem e que, bom ou ruim, tornou-se referência, ser uma ferramenta, um instrumento nas mãos do partido ao qual Dom Lourenço e outros pertencem. Quando se publica coisas boas, ótimo. Quando pisa no calo, então ele tirou a máscara! Por que? Porque dá espaço a outros católicos fora da caverna na qual Dom Lourenço “permanece”, fora da qual a “permanência” para ele é mortal (“um apoio constante aos “conservadores” ligados à Ecclesia Dei”).

    No entanto, os “Ecclesia Dei” tantas e tantas vezes reclamaram sobre uma parcialidade desse blog em favor da Fraternidade. E é possível ver que entre textos “superficiais” há o excelente esclarecimento do Pe. Gadron sobre a questão dos preservativos e tantos outros do distrito alemão e francês que a equipe desse blog traduz com exclusividade; há o protesto dos fiéis de Varre-Sai… há tanta coisa que só uma mente preconceituosa pode acusar este blog de ser inimigo da FSSPX e ter agora, finalmente, tirado a máscara.

    E o que tem o encontro de Assis a ver com desaconselhamento às missas fora FSSPX? Um claro subterfúgio, uma evidente fuga para mudar de assunto. “Bastou um ato mais forte do papa na direção dos erros do ecumenismo para essa gente dar gritinhos escandalizados, não com o gritante erro dos chefes, mas com a reação saudável dos filhos”. Não foi esse blog mesmo que publicou tantos e tantos artigos contra Assis, inclusive um apelo dos filhos ao Papa? Ou só por que tais filhos não eram da FSSPX a reação é menos louvável? Ou uns são mais filhos que outros? A Igreja agora tem castas?

    Faça-me o favor, Dom Lourenço…

  41. Ao sr. Pedro:

    O IBP ao estar submetido à Comissão Ecclesia Dei, também esta submetido ao conceito de tradição viva, uma vez que este é o conceito do Motu Proprio Ecclesia Dei (e da própria comissão…) e do próprio Papa João Paulo II, que o escreveu e Bento XVI não reafirmou o conceito de tradição, a partir da regra de São Vicente de Lérins (o que seria a condenação do Concílio). Neste caso, a questão de gosto e de beicinhos, não é minha, mas sua.

    Quanto a pergunta relacionada a Mons. Gherardini, ela não tem apenas a parte que o sr. destacou, como o sr. pode ver:

    “Caro Pedro, Mons. Gherardini não aceita o conceito de tradição viva, mas você pode negar demonstrar que ele não está em comunhão com ele, assim como o próprio IBP?”

    Isto seria para o sr. demonstrar que Mons. Gherardini e o IBP, não estão em comunhão com o conceito de tradição viva, apesar de o negarem. Quanto a sua resposta, ao estar em comunhão com a Igreja Conciliar, tanto Mons. Gherardini, como o IBP, comungam do conceito de tradição viva, uma vez que é o conceito de tradição adotado pela Igreja, com a declaração Dei Verbum (que não revogada e nem corrigida). Quando São Roberto Belarmino fala nos do herege oculto, embora este seja um herege, ele está em comunhão exterior com a ortodoxia católica. Aqui é o mesmo caso: ao adentrar a Igreja Conciliar, não há como não estar em comunhão com o conceito de tradição afirmado pela Dei Verbum (é o inverso da tese de São Roberto Belarmino).

    A Igreja militante vai à Assis?

  42. Não existe isso de lei legítima ilegítima. Essa frase do IBP-LA é uma contradição em termos jurídicos.

    Foi o que gerou o seguinte texto no site da FSSPX

    http://www.fsspx.com.br/exe2/?p=553

    O que dizem somente mostra que a contradição e o pluralismo teológico graçam no IBP. O pluralismo teológico o levará à ruína.

    A Missa de Paulo VI é válida dependendo da intenção de quem a celebra; mas sempre é ilícita e o que é ilícito é ilegítmo quanto ao Direito.Pelo menos o Pe. Héry foi claríssimo ao dizer que defendem a licitude da missa nova.

    Essa divisão na FSSPX é ilusão: não está nos sites oficiais, nos vídeos de DICI e nas demais posições oficiais.

    Não me faço de vítima. Julgaram meu foro interno me atribuindo pensamentos-espantalhos que não são meus.

    O que é meu pensamento são as posições oficiais da FSSPX e das comunidades de mesma posição na Crise, que nada mais são do que Doutrina Católica e do que Prudência Católica. Quando deixarem de o ser, não serão mais meu pensamento.

    Existe vida católica fora da FSSPX: são as exceções mencionadas na nota
    http://www.fsspx.com.br/exe2/?p=1257
    e as comunidades amigas, dentre estas:
    Fraternidade da Transfiguração, FBMV do Pe. Jahir, Mosteiro da Santa Cruz em Nova Friburgo e mais umas trinta se vcs querem saber.

    E, no mais, aos que preferem desqualificar as pessoas enquanto tais, prefiram achar fontes mais consistentes para as citações que alegam, fontes OFICIAIS.

    Do jeito que vcs imaginam Dom Fellay, parece que ele é um administrador e chefe impotente diante de uma Congregação revoltada. Isso não é a FSSPX.

  43. Sr. Pedro:

    O Estado de necessidade é um slogan?

  44. Enganardo, peço perdão por ter atingido seu doce coraçãozinho ao supostamente desqualificá-lo. Mas aconselho sinceramente a procura de um psicólogo, para tratar do seu complexo de perseguição e seu vitimismo.

    As declarações de Dom Fellay perdem importância porque são dadas a jornalistas não preparados como os fiéis da FSSPX para ouvirem a verdade completa. E claro, não são oficiais, embora venham da boca do superior geral. Deveriam estar escritas em papel timbrado e assinado com firma reocnhecida. E evidente, o livro de Dom Tissier que acabou de causar escândalo na Itália também não é oficial. Em vez de ser editado e lançado por uma editora, para ter valor ele deveria sair no DICI. Interessante legalismo!!

    Fique então com as posições oficiais da FSSPX, mas também com as oficiais do IBP. E não com fontes oficiosas. Mantenha sua divergência, mas seja coerente e aplique o mesmo critério a ambos.

    Contigo, assunto encerrado. Até.

    ———-

    Gederson, foi você quem escreveu o artigo de Dom Lourenço? Pois, amigo, suas palavras são incompreensíveis. E isso não é escolástica não, é falta de escola mesmo…

    Novamente, não há obrigatoriedade em se aceitar o conceito de Tradição Viva. O motu proprio Ecclesia Dei sequer conceitua o que seria tal tradição, mas apenas aborda o assunto de passagem. Logo, nenhum católico está vinculado a ela, podendo, portanto, divergir. Simples assim e pode já guardar o beicinho…

    Até 1974 a FSSPX estava em situação canônica regular. João XXIII e Paulo VI já lançavam seus ensinamentos ambiguos e suas políticas duvidosas. Pergunto: por estar em situação regular, Dom Lefebvre estava em comunhão com tais ensinamentos e políticas?

    Ah, sim, o estado de necessidade é uma realidade. No entanto, na boca de alguns talibãs da FSSPX ele se torna um slogan. Tal como algo verdadeiro pode ser tornar slogan na boca de um fanático.

  45. Começamos a concordar…

    De fato, posições de alguns membros da FSSPX não são posições oficiais da FSSPX, assim como posições alguns membros do IBP não são posições oficiais do IBP.

    O que é importante frisar é que, assim como na Igreja existem péssimos exemplos de fiéis e sacerdotes, assim também na FSSPX, que não é uma reduto infalivel, imune a idéias errôneas, também existem padres não tão exemplares e com idéias não tão ortodoxos, o que nã configura uma posição oficial da FSSPX.

    Assim creio que algumas declarações absurdas de Dom Williamson, como de Dom Tissier, com sabores cismáticos, não são as posições oficiais da FSSX, nem de Dom Fellay. É neste ponto que afirmamos não haver uma unidade unânime de pensamente entre os membros da FSSPX, o que é possivel e de fato acontece.

    Outro ponto: Uma coisa é dizer, outra é fazer. Se diz uma coisa, porém, se atua de forma oposta. E o modo de atuar diz muita coisa.

    Ite debate est!

    Robson

  46. Pedro,

    Não estou atingido emocionalmente pelas ofensas pessoais, pelo escarnecimento com meu nome e pela mordacidade com que você me trata.

    De tudo isso se pode tirar bons frutos sobrenaturais.

    Só estou chamando atenção para um fato relevante sem ódio de vc.

    Eu, ao contrário, acho muito perigoso aconselhar, de forma naturalista, alguém a ir a um psicólogo, tendo em vista que não conheço nenhum que não esteja imbuído das teorias psicanalíticas de Freud, Jung etc, condenadas pela Igreja.

    Tolere a contrariedade e domine a si mesmo. A falta de domínio de si está mais do que demonstrada pelo fato de vc ter falado que estava deixando o debate de forma definitiva e depois voltar.

    Vc continuar me ofendendo não me causa mal para mim, talvez, quem sabe, seja fonte de até algum mérito sobrenatural. Mas causa mal a vc.

    :-)

  47. Pedro, do que trata esse livro de Dom Tissier que causou escândá-lo?

    Robson

  48. Leonardo, novamente, não o ofendi em momento algum. Isso só prova mais uma vez seu complexo de vítima. Quanto ao fato de não conhecer um psicólogo decente, não significa que não existam. Só retornei para esclarecer os absurdos que você pretendem provar na repetição.

    Estejam certos, você e Gederson, de minhas orações, sem mágoas. Paro por aqui. Mas se insistir em baboseiras, virá mais.

    Robson, este aqui: http://oblatvs.blogspot.com/2011/01/quando-dois-teologos-se-abracam.html

  49. Foi apenas uma opinião pessoal de um Padre. Não sei porque tanto “estardalhaço”.Vocês gostam de polemizar. Abs.

  50. Bom combate leonardo Secr.
    Quero que sabia que tem muita gente que te apoia.
    Pena que eu não tenha conhecimento para me juntar a você.
    Conte com minhas oraçôes.
    Continue sempre assim!

  51. Pedro, é falta de tempo (estou no trabalho). Mas no seu caso, (pelo que escreveu) será que também as palavras do Papa no Motu Proprio Ecclesia Dei são incompreensíveis?

    Relembrando o Ecclesia Dei:

    4. A raiz deste acto cismático pode localizar-se numa incompleta e contraditória noção de Tradição. Incompleta, porque não tem em suficiente consideração o carácter vivo da Tradição, “que – como é claramente ensinado pelo Concílio Vaticano II – sendo transmitida pelos Apóstolos … progride na Igreja sob a assistência do Espírito Santo. Com efeito, progride a percepção tanto das coisas como das palavras transmitidas, quer merce da contemplação e estudo dos crentes, que as meditam no seu coração, quer mercè da intima inteligencia que experimentam das coisas espirituais, quer merce da pregação daqueles que, com a sucessão do episcopado, receberam o carisma da verdade”(1).

    Mas é sobretudo contraditória uma noção de Tradição que se opóe ao Magisterio universal da Igreja, do qual é detentor o Bispo de Roma e o Colegio dos Bispos. Não se pode permanecer fiel à Tradição rompendo o vinculo eclesial com aquele a quem o proprio Cristo, na pessoa do Apostolo Pedro, confiou o ministério da unidade na sua Igreja(2). Motu Proprio Ecclesia Dei

    (1)Conc. Vat. II, Const. dogm. Dei Verbum, n. 8. Cf. Conc. Ec. Vat. I, Const. Dei Filius, cap. 4: DS 3020.

    (2)Cf. Mt 16, 18; Lc 10, 16; Conc. Ec. Vat. I, Const. Pastor æternus, cap. 3: DS 3060

  52. É bom lembrar que Dom Lefebvre disse coisa muito mais espantosa do que Dom Tissier. Disse que Roma estava na apostasia.

    Tem uma conferência de D. Lefebvre sobre a Missa Nova, chamada a Missa de Lutero

    O que deveria escandalizar no site do oblatus citado no link de um texto NEOCONSERVADOR é a defesa do Novus Ordo ser celebrado nas capelas tradicionais.

    Comprem o livro e leiam, vcs vão ver o tamanho da distorção que este artigo faz contra o livro. O livro é muito bom.

    E duvido que Dom Fellay não concorde com o que está escrito lá.

  53. Ignoro o ecumenismo boboca que é feito até por Roma, mas os debates nesse fórum, muito mais estomacais e figadais do que racionais mostram que o drama de “irmãos contra irmãos” ainda não tem solução. Isso, nos “matemos” porque os debates parecem briga de gang.

  54. Raramente comento no Fratres, um site que gosto e leio todos os dias.

    Ainda que os “foreiros” me esfolem, vou dizer: devo muito para FSSPX, mas desse tradicionalismo brucutu que se lê nos debates eu não tomo parte. Lição de moral eu dou nos meus mais próximos, aos demais “eu fico na minha” (odeio gírias).

    Ótimo Dom Lourenço, li seu artigo, mas pra quê aquilo tudo? Concordo quando diz que “devemos proclamar a tradição ainda que o teto caia em nossas cabeças”, eu mesmo faço isso, creio e ponto, mas brucutu eu não sou e nem serei. Isso aqui é site jornalístico e imparcial. O senhor sabe disso e pra que aquilo tudo?

    Ótimo debatedores (alguns)! Muito racional a fé de vocês, e se me vierem com a desculpa de que “até Cristo foi agressivo, como ao expulsar os vendilhões do templo”, saibam que não fará efeito. Nosso Senhor fez isso sim, mas sempre fez assim? Sou católico (nossa, será que sou mesmo católico?) e que o mundo me odeie, falo a verdade, não cedo, mas não fico caçando inimigos, já os temos demais.

    Protestantes, que se convertam e o resto do mundo também, não fico de carícias verborrágicas com ninguém, mas violência moral, nao!

    Ótimo Santo Padre, olhe no que deu e já está dando Assis III. Agrade os de fora, mas os de dentro estão aqui, se matando. Nós (de dentro) que somos teus filhos e não eles (os de fora). Simples assim!

    Ótimo tradicionalistas brucutus, eu sei que vocês sempre irão arrumar argumentos para serem brucutus.

  55. Concordo com o Garcia e com o Eduardo Gregoriano. Realmente a atitude de Dom Lourenço é incompreensível. Não se pode falar de Tradição sem falar na FSSPX e seu augusto fundador e este blog sempre fez esse reconhecimento.

    Vejam as inúmeras matérias publicadas no blog com uma visão favorável à Fraternidade. Por causa de uma (creio que talvez esta seja a segunda) matéria contra, o mundo se acaba. Isso não é justo. Se nós católicos tradicionais brasileiros temos uma visão mais ampla do que ocorre na Fraternidade, temos que agradecer em muito a este blog jornalístico, pois se fossemos depender da escassez de notícias do sítio do distrito brasileiro estaríamos lascados.

    O Fratres ajudou a quebrar muitas barreiras de preconceito em relação à Fraternidade. Muitos de meus amigos que passaram a ler o Fratres hoje têm uma noção diferente da Tradição e da própria Fraternidade. Então, que papo é esse de que “caiu a máscara”?

    Seria interessante que um dos padres da Fraternidade, que certamente lêem o blog, respondesse (refutando ou justificando) as alegações do ARTIGO DO PADRE DO IBP de maneira decente e bem estruturada.

    Em tempo: respeito a FSSPX, admiro e estimo muitos de seus padres.

  56. No século XV, durante as sessões do Concílio de Basiléia, relatando um dos mais movimentados dias -‘em que se vira os chefes dos clãs enfrentarem-se na catedral, com os punhos cerrados, um agarrado ao púlpito, o outro ao banco dos notários, cada um uivando os seus argumentos – o excelente cronista, graças ao qual sabemos tudo isto, conclui tristemente:

    ” Non placet Spiritui Sancto”

    … Não, essas discórdias, essas rebeliões, esses cismas e essas manobras não agradavam ao Espirito Santo!’

    Bem, repito o mesmo que o cronista:

    “Non placet Spiritui Sancto”

    Esta postagem trouxe um bom serviço, porque obrigou os interessados a recorrerem às fontes e trouxe novos questionamentos.

    Talvez eu seja muito distraido, mas vi a postagem como uma oportunidade de questionamento. Eu, por exemplo, erro muitas vezes e ao perceber meus enganos, volto atrás.
    Mas, Deus me ajude! Como cometo erros!!!

    Estou convencido de que a causa da FSSPX é boa, e além do seu alto nível, vejo nela o grupo que atualmente luta pela Fé e ensina a verdade (ao mesmo tempo em que combate a mentira) de forma mais satisfatória. Muitos meios ditos tradicionalistas capitularam vergonhosamente, outros simplesmente se desvinculam dos graves problemas reinantes em nossa igreja, preferindo formar padres bons, porém neutros. E finalmente, há os que talvez fizessem como a FSSPX, mas na primeira polêmica seriam varridos dos seus locais pelas autoridades locais (os bispos).
    Logo, como o nome da FSSPX já está “queimado” aos olhos do Direito Canônico (na Bahia, a expressão significa descrédito), paradoxalmente, ela pode dizer as dolorosas verdades sobre a Missa Nova e o Concílio, e bispo nenhum pode usar o CDC para chantageá-la, visto que, segundo a Igreja Oficial – nas palavras do Secretário de Estado, a FSSPX “nem existe” (mas segundo D. Hoyos, entre os meios oficiosos, a começar pelo papa, ela existe sim, e é muito real, diga-se de passagem).

    Deixando minhas justificativas sobre por qual motivo apoio a FSSPX, há muito já percebi que neste mundo não há perfeição nascida entre humanos. Logo, a Igreja – Sociedade Perfeita – é formada por membros humanos, pecadores, imperfeitos.

    O único lugar onde todo mundo é padronizado na perfeição se chama CÉU, e decididamente, não é aqui.

    Jamais existiu na Igreja militante um ambiente em que os homens não chegassem com suas contradições. Nem mesmo a Ordem do seráfico Francisco, nem mesmo a Companhia de Santo Inácio. Nem a FSSPX, assim como nenhum grupo antigo ou atual.

    E justamente por isso, às vezes é bom parar um instante e recapitular o que se tem feito, e, em oração, pedir a Deus que dê luz e conselho, afim de saber até onde termina a causa d’Ele e começa a minha própria.
    Não se trata de duvidar da fé, mas de saber se o que se faz é vontade de Deus ou é satisfação do desejo pessoal…

    As próprias postagens dos leitores, ao meu ver, elucidaram o questionamento, pois foi dito que ” a realidade do sacrifício, da realidade do sacerdócio e de todo o espírito cristão” existem fora da FSSPX (ainda que sejam casos raros), ou seja, é um reconhecimento da própria FSSPX que nem tudo fora dela é necessariamente perdição.
    Logo, foi uma oportunidade boa de se elucidar a questão.
    Aquela tradução do Leonardo, acima, no meu entender, respondeu satisfatoriamente os motivos da FSSPX.

    “(…) É verdade que desaconselhamos a vocês a freqüentação. Postos sob a dependência e sob a supervisão dos Bispos, os padres que a dizem, mesmo supondo que tenham consciência da gravidade dos erros propagados na Igreja há quarenta anos, não se arriscam a se opor a esses erros firmemente. Mais comumente exprimem sua escolha de celebrar a missa de São Pio V pelo motivo decepcionante de que esta se ajusta melhor à sua sensibilidade ou à de vários de seus fiéis.

    Claro, queremos encorajar esses padres no seu itinerário. Mas, até mesmo para os ajudar, não queremos que vocês se coloquem em circunstâncias perigosas em que, indo assistir a essas missas, arrisquem-se a si mesmos ou arrisquem seus filhos nessa corrosão às vezes insidiosa que provém das imprecisões na expressão da Fé, da licença persistente que se autoriza na liturgia e sobretudo, de silêncios e cumplicidades em presença das raízes do mal que existem no interior da Igreja. Sabemos com que facilidade se operam os deslizes doutrinais e como se introduzem, imperceptivelmente, as dúvidas e as contestações”.

    ***

    Diante da cólera de Napoleão, Pio VII teria dito “a questão começou como comédia e quer terminar em tragédia”.

    Infelizmente, para se chegar a essas elucidações tão proveitosas, o custo é esta guerra fratricida, em que todos se combatem como se fossem os libertadores da Terra Santa. Há uma exaltação de ânimos muito grande, seria melhor respirar e escrever nestes momentos com a mente mais sossegada.

    Esse toma-lá-dá-cá automático, em que se bate e rebate argumentos praticamente em tempo real, não, non placet Spiritui Sancto…

    • Bruno caríssimo, obrigado pelas brilhantes palavras. Existem só mais alguns comentários esperando a liberação após este seu; serão liberados e depois fecharemos a caixa de comentários. O assunto já rendeu demais… Receba a admiração e conte com as orações deste seu amigo.

  57. hahahahaha

    Onde falta argumentação sobra distorção…

    Engraçado…
    Nunca defendi o CVII e muito menos a Missa de Paulo VI (O contrário eu faço: critico o ecumenismo teorizado e praticado, a colegialidade, a protestantização da missa etc, etc… todas as novidades) apenas comparei duas situações: o papa comete um desvio e é “crucificado”, já alguns padres da FSSPX dizem qualquer absurdo e prontamente seus seguidores procuram justificar ou minimizar a importância do que disseram, como se eles não fossem passíveis de erros (só o papa e toda a hierarquia católica que não o clero da FSSPX erram). É como se a FSSPX fosse infalível, mas uma infabilidade diferente da dos soberanos pontífices, pois irrestrita. O que falei foi comprovado, pois é só postar algo e lá vem um discípulo (a) cegamente devotado esbravejar e distorcer. Se existe papolatria, também existe “FSSPXlatria” (Ficou estranho mas creio que todos entenderam). Outra coisa: não chutei nada sobre o que diriam D. Lefebvre e D. Mayer, apenas creio que ambos não concordariam com esse negócio dos padres da FSSPX desaconselharem as pessoas a participarem da missa de sempre celebrada por um padre que não é da FSSPX, pois “é insustentável que o princípio (Do significado teológico da missa deformado ou reduzido) deva aplicar-se universalmente a todas as Missas dos que estão canonicamente submetidos ao Papa: uma tal ruptura da communicatio in sacris, com todos aqueles que subscrevem as posições da Fraternidade, não é nada mais que a aplicação prática de uma teoria cismática”. Sigo o que sempre e em todo lugar foi ensinado sem contudo aceitar e defender essas teses disparatadas. Em nenhum momento falei que quem quer que seja não pode ter opinião privada… Prefiro crer que houve um “problema na interpretação” do que escrevi.
    Sempre defendi que a FSSPX sempre esteve na Igreja, mas a Missa de Sempre, a Tradição e com elas a Salvação não são uma exclusividade da FSSPX.
    Dom Fellay tem que corrigir alguns abusos de alguns padres da FSSPX (Que influenciam muita gente).
    Como um padre me disse “Há setores da FSSPX que se encaminham a passos largos para o cisma; alguns já chegaram lá. Concordo que a direção da Fraternidade não possa continuar encampando posições tão contraditórias. É muito cômoda esta ambigüidade.”

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