O encontro de Assis: alguns possíveis convidados.

Aproveitando que, segundo alguns, tiramos a máscara, apresentamos a nossos leitores a tradução de um artigo importante com algumas sugestões de ilustres representantes a serem convidados para o encontro a se realizar em Assis, em outubro deste ano.

Fonte: Non Nobis

Vocês sabem, amigos, tenho levando em conta o próximo encontro ecumênico em Assis marcado para outubro desse ano. Eu quero entrar de verdade no clima desse encontro, porque acredito que ele seja profundo e único, algo verdadeiramente atual e novo. Quero ajudar o Vaticano realmente a cumprir sua missão de assegurar “que crentes de toda religião ‘solenemente’ renovem seu compromisso de viver sua própria fé religiosa como um serviço à causa da paz”.

Sabe, no último encontro de Assis, organizado por João Paulo II, acho que ainda estávamos naquele velho espírito de exclusividade. Tínhamos judeus, muçulmanos, hindus, curandeiros vudus, xamãs indígenas, tínhamos protestantes e ortodoxos, e por aí vai. E tudo isso foi muito bom, um belo primeiro passo. Mas nós fomos longe o suficiente? Ver a foto do Papa Católico sentando lá com todos os representantes dessas outras religiões me fez pensar: tem muita gente que até agora não foi representada em Assis. Eles também estão tentando viver sua fé.

Então, sem enrolar muito, humildemente lanço esta lista de possíveis convidados para ir a Assis no fim deste ano, na esperança de que todos nós possamos caminhar para uma nova religião global de paz, tolerância, diversidade e sensibilidade.

1. David Miscavige – Igreja da Cientologia

Acho que é muito importante que a Igreja da Cientologia seja incluída em Assis. Primeiro, temos que considerar quantas celebridades importantes, que estão comprometidas com as causas de justiça social, paz universal e igualdade para todas as formas de sexualidade, tornaram-se cientologistas. É muito importante o que as celebridades, desde suas privilegiadas posições, pensam sobre estas questões, como sabemos quando ouvimos o Bono sobre a pobreza ou a Pamela Anderson sobre o maltrato de animais.

Segundo, porque pode haver uma espécie de sincronismo entre nossa bondade moral e nossos níveis de thetan que ainda sequer conhecemos. Acredito que se introduzirmos uma hermenêutica da thetanidade para honrar nossa cristologia exegética, poderemos finalmente alcançar a harmonização de Xenu e Cristo e chegar ao ponto Omega. Também acho que deveríamos chamar o Tom Cruise como convidado de honra.

2. A igreja da Modificação Corporal

Acredito que convidar alguém da Igreja da Modificação Corporal seja importante por duas razões. Primeiro, acho que todos aqueles piercings e tatuagens realmente acrescentariam um elemento de diversidade ao encontro, daria um tempero a mais. Segundo, acredito que isso levaria todo mundo a levar a questão da perseguição religiosa a sério. Afinal, a igreja da Modificação Corporal processou e venceu ações com base na liberdade religiosa, como quando uma garota de 14 anos que era membro da Igreja foi expulsa da escola por alguns tipos realmente reacionários e intolerantes por ter um piercing no nariz. Creio que tomar consciência sobre esse tipo de perseguição fará as pessoas mais sensíveis a ela em lugares como Índia ou Egito.

Queremos que todos entendam que é importante poder se expressar e expressar suas crenças religiosas.

3. José Luis de Jesús Miranda – Crescendo em Graça

Ok, entendo que alguns escrupulosos que ainda gostam de dividir tudo em “categorias” possam ter problemas com um cara que diz ser Jesus Cristo. Mas, pra ser honesto, ele também diz ser o anti-Cristo numa espécie de dualismo místico que nós, acostumados a um modo mais tradicional de pensar, realmente sequer podemos começar a entender.

O motivo pelo qual devemos convidá-lo é que, segundo ao menos uma fonte, “milhões de pessoas em todo o mundo tatuaram seus corpos com “666” em reconhecimento de que a segunda vinda de Cristo aconteceu”. Logo, ele tem uma grande popularidade, uma grande influência. Há milhões de pessoas — a maioria latinos, creio eu – que querem praticar sua fé em “Jesuschristo Hombre” de maneira mais fervorosa e aberta. E quando você realmente considera o centro de sua mensagem de que estamos sob uma nova aliança com Deus, em que não há pecado, nem Satanás, e o povo está predestinado a ser salvo”, penso que quase atingimos a iluminada e moderna trifecta católica. Não consigo pensar em outra mensagem adequada de modo tão único para Assis.

4. Ronald McDonald – Consumismo

Ao deixar de fora o consumismo, temos excluído o que talvez se tornou a religião mais praticada hoje no mundo. Claro, não é uma religião oficial ou mesmo conscientemente reconhecida, mas, apesar de tudo, milhões vivem esta fé.

Agora, é óbvio, o consumismo pode ser algo ruim quando nos faz realizar coisas más, todavia, podemos mesmo nos aborrecer com o consumismo quando os cristãos já fizeram tantas coisas más no mundo? Queremos que todos pratiquem sua religião mais plenamente, e queremos, portanto, ser pacíficos. Bem, não consigo pensar em nada mais cheio de paz que alguém que se empanturra no menu do McDonald’s. O consumismo deixa as pessoas alegremente sedadas e as faz esquecer das coisas que podem causar paixões e divisões, como os sérios problemas morais e políticos. O consumismo, e não o islã, é a “religião da paz”.

5. Peter H. Gilmore – Sumo sacerdote da igreja de Satanás

Não sei quanto a vocês, pessoal, mas eu acho que já passou da hora de Deus e Lúcifer resolverem sua antiga pendenga. Afinal de contas, Deus e Satanás têm se empenhado numa guerra espiritual e nós não queremos a guerra, nós queremos a paz. Deus e Satanás precisam se desarmar e talvez assinar um tratado de não-proliferação, e Assis pode simplesmente ser o lugar para isso.

Para assinar o acordo poderíamos convidar Peter Gilmore, da igreja de Satanás. Agora, lógico, a igreja na verdade não acredita em Satanás, mas o gesto simbólico seria um grande passo em direção a sanar a divisão entre os filhos da escuridão e da luz. Os satanistas só querem viver em paz e liberdade, eles não querem prejudicar ninguém, logo, devemos reconhecer as crenças da igreja de Satanás como algo que conduz à tolerância, ao respeito e ao entendimento. Eles só atacam quando são atacados, veja só:

“Ao andar em território aberto, não incomode ninguém. Se alguém o incomoda, peça-lhe que pare. Se não parar, destrua-o”. (11ª regra satânica da Terra)

Pelo menos eles pedem. Não basta?

E não devemos nos esquecer:

“Satanás tem sido o melhor amigo que a Igreja já teve, e ele tem a mantido na ativa todos esses anos”. (9ª declaração satânica).

Façamos a paz com nossos amigos. Vamos encorajá-los a viver sua própria fé. Afinal de contas, queremos crentes de todas as religiões e seria intolerante excluir os satanistas.

6. Barney – Mascote oficial de Assis.

Acho que Assis precisa de uma mascote, um ser que encarne perfeitamente o “espírito” do encontro. Alguns podem querer São Francisco, mas não dá. Afinal, ele disse coisas como essa:

“Todos os que viram Jesus na carne, mas não O viram depois do Espírito, e o viram em Sua Divindade, mas não creram que Ele era verdadeiramente o Filho de Deus, estão condenados”.

Já que não acreditamos mais nisso, e já que isso seria gravemente ofensivo aos nossos convidados, precisamos de uma mascote mais agradável. Proponho Barney, o dinossauro, como mascote oficial de Assis 2011. Barney expressa o espírito de amor universal que queremos espalhar pela Terra. Digo, Jesus é bom e tudo mais, mas Ele disse que veio para trazer a espada e não a paz. Disse que irmão se voltaria contra irmão, e que qualquer um que não O amasse mais que a sua família não era digno dEle. Barney, ao dizer que “somos u-ma família fe-liz”, brilhantemente faz nossa unidade e intimidade uma realidade imanente, em oposição a algo que deveríamos experimentar apenas no paraíso. Nós “somos”, e não “seremos” uma “u-ma família fe-liz”,

Assis precisa também de um hino. Como você pode ter adivinhado, é a música especial e popular de Barney que o faz o candidato ideal para mascote oficial de Assis, mas deve também servir como a música oficial de Assis. Vamos ouvir:

Em “meu carinho é pra você”, creio que Barney capta a urgência desesperada por unidade e paz expressa na moderna e iluminada Igreja.

De fato, nós já vimos o “Espírito de Barney” agindo na Igreja.

Acho que devemos terminar Assis com esta benção [ver o vídeo aqui]: “Possa Deus abraçá-lo e abençoá-lo! Ide dar amor e abraços a todos!”

* * *

E você, caro leitor, quem convidaria para Assis 2011?

29 Comentários to “O encontro de Assis: alguns possíveis convidados.”

  1. Esse pessoal todo é fichinha perto do anfitrião Bento XVI.
    Quer presença pior?
    Ele sim é o mais terrível.
    Ele sim será o mais escandaloso.
    Ele sim será o grande responsável.
    O meu convite já foi aceito.
    É Bento XVI!

  2. O ANTICRISTO vai estar presente?
    Se ele estiver, certamente vai abafar o Papa

  3. O molusco tinha que ir, afinal ele se declarou um homemm sem pecados, disse que Jesus teria que fazer aliança com judas.
    ******** Falta de caridade n chamar o silas malafia, tem que ser reconhecido o esforço dele.

  4. Eu convidaria o senhor Mário Cândido da Silva Filho como representante da ONG SOSACI, conforme:

    http://www1.folha.uol.com.br/folha/esporte/ult92u462632.shtml

    No site, manifesto e carta de princípios:

    http://www.sosaci.org/oi-nois-aqui.htm

    No manisfesto antropofágico, assinado em 31 de outubro – dia do saci – de 2003, em São Luís de Paraitinga, lê-se:

    “Só o saci nos une. Sacialmente. Etnicamente. Culturalmente. No ano 449 da deglutição do Bispo Sardinha em Piratininga, e 75 anos após o lançamento do Manifesto Antropófago de Oswald de Andrade, os saciólogos desta terra vão, aos pulos, convergindo em torno da única lei justa do mundo globalizado. O saci resgata nossa identidade, nossas raízes, o xis da questão tupi. Contra todas as catequeses do Império só nos interessa o que não é deles. A lei do saci.”

  5. Amigo caríssimo, Salve Maria!

    Estou lhe devendo resposta há muito, mas não pude deixar de vir aqui apoiá-lo, neste momento em que suas traduções de textos argumentativos (certamente debatíveis) são respondidas absurdamente com anátemas e maldições.

    Mas já conhecemos por longa experiência essa apropriação ilegítima, para não dizer blasfema, do “Quem não está comigo está contra mim” que só se aplica a Nosso Senhor Jesus Cristo e Sua Igreja, por grupos e líderes autodesignados, não é mesmo?

    Aproveito também para parabenizá-lo por este texto oportuníssimo, tão divertido quanto é trágico por sua inegável pertinência a estes nossos dias de trevas.

    A parte 5, inclusive, fez-me lembrar de outro texto afim, que imediatamente me pus a traduzir, para diversão sua e de seus leitores (afinal, temos de rir para não chorar!).

    Trata-se de um capítulo esquecido da indefensável declaração Nostra Aetate, do Vaticano II, que reproduzo logo abaixo.

    Um abraço,
    A.M.D.G.V.M.
    Felipe Coelho

    * * *

    Nostra Aetate (parte VI)

    Declaração Sobre a Relação Entre a Igreja e Satanás

    Hoje, que o gênero humano se torna cada vez mais unido e aumentam as relações entre os vários povos, a Igreja considera mais atentamente qual a sua relação com Satanás.

    Ao criar Deus os anjos, Ele estabeleceu Lúcifer como um “querubim protetor” (Ezeq 28,14) do paraíso. Como “os dons e a vocação de Deus não conhecem arrependimento” (Rom 11,29), decorre que, em virtude de seu ofício original, Satanás desfrutará sempre de uma posição e dignidade especiais perante Deus. Os homens devem, pois, mostrar-lhe respeito. Mesmo o arcanjo Miguel “não ousa condená-lo com palavras de maldição” (Jd 8-9). O apóstolo São Tiago recorda-nos de que Satanás possui ainda o dom da fé, privilégio com que certos homens não foram ainda agraciados (Tiago 2,19; II Tess 3,2). Daí que que nem Pedro nem qualquer outro de seus irmãos no colégio apostólico tenham sido os primeiros a proclamar a divindade de Jesus Cristo, mas Satanás e seus demônios (Mt 4,1 ss.; Mc 1,24). A leitura do Evangelho testemunha a profundidade do sentido religioso conservado por aquele cujo primeiro nome foi “Lúcifer”. E no plano prático este sentimento é visto através dos esforços em prol do estabelecimento de numerosas instituições de caráter religioso em todos os países pelas quais os homens são convidados a explorar juntos o mistério divino d’Aquele que está “em meio a todas as coisas e em nós todos” (Ef 4,6).

    Sondando o mistério da Igreja, este sagrado Concílio recorda o vínculo com que o povo do Novo Testamento está espiritualmente ligado a Satanás. Esse vínculo observa-se de maneira pungente na natureza angélica daquele. A Igreja de Cristo reconhece que os primórdios da sua fé e eleição já se encontram, segundo o mistério divino da salvação, nos anjos, que foram as primeiras criaturas racionais de Deus (cf. Jó 38,7).

    Professa igualmente que, na ressurreição, todos os fiéis de Cristo tornar-se-ão “semelhantes aos anjos” (Mt 22,30) pelo afastamento dos laços da carne, o qual afastamento permanece comum a Satanás e seus demônios e aos anjos que a piedade cristã chama de “fiéis”. A esse respeito, convém recordar que o apelativo “fiéis” aplicado a certos anjos (apelativo este que o Concílio deseja preservar) não deve ser entendido de maneira negativa com relação a Satanás e aos outros anjos que a ele aderem, como se estes não tivessem também sua fidelidade própria mas diferente. Ao invés do termo “infiéis” ou “caídos” , será oportuno empregar doravante a expressão “anjos separados”, para designar aqueles dentre os puros espíritos cuja fidelidade à sua consciência afastou, é pena!, da plena comunhão com a divindade.

    Vários dos primeiros Padres, dentre os quais Orígenes, Dídimo o Cego e Evágrio Pôntico, inquiriram se Satanás não seria um dia restabelecido em sua dignidade primitiva quando daquela esperada restauração, à qual foi atrelado o rico substantivo grego apocatástase. Se a Igreja, sempre a caminho rumo a uma mais justa penetração da verdade eterna, não pode ainda associar-se de maneira querigmática a essa esperança, seu coração de mãe não cessa de partilhar com simpatia, quiçá entusiasmo, o sentimento profundamente cristão de caridade universal que a inspirou e a inspira ainda, pois ninguém ignora a renovação do interesse em nossos dias por esse objeto de especulação teológica.

    Sem rejeitar nada em Satanás que seja verdadeiro e santo, a Igreja tem em alta estima sua natureza, seu ofício, sua dignidade e sua fé. Sem deter-se nos numerosos pontos de desacordo doutrinais e práticos que seria desonesto ocultar, ela prefere contemplar até mesmo nele aquela irradiação da verdade divina que ilumina todas as criaturas de Deus. Essa contemplação existencial a inspira a recordar, sobretudo em nossos dias, a todos os seus filhos o dever de respeitar em Satanás e em todos os seus aliados sua dignidade pessoal e sua liberdade de consciência. Que os cristãos se abstenham de todo o azedume estéril e olvidem os numerosos conflitos do passado, que não trouxeram bom fruto algum. Embora testemunhando corajosamente os motivos “da esperança que está em vós” (I Pdr 3,15), que eles progridam na estima mútua e no estudo sincero de Satanás, cuidando de não recusar as verdades espirituais e morais que nele se encontram. Que conservem ciosamente todas as manifestações da vida social e cultural do grande chefe dos anjos imperfeitamente unidos à divindade.

    O concílio propõe-se na reforma litúrgica, já posta em ação pela constituição Sacrosanctum Concilium, atenuar toda a expressão eventualmente ofensiva a Satanás e aos seus, reconhecendo sua parte de culpa nas relações por vezes deterioradas entre eles e seus filhos ao longo dos séculos passados. Que doravante todos os seus fiéis tenham solicitude em imitar por atos e palavras a doçura divina, cuja imperfeita apreciação, no início dos tempos, esteve em grande medida na origem das tristes divisões entre os batalhões angélicos que não é necessário recordar aqui.

    • Caríssimo Felipe, Salve Maria! Obrigado pela amizade e pelo texto. Garanto-lhe que, dada a semelhança de estilo e o “espírito aberto”, muitos irão procurar a Nostrae Aetate para conferir se o texto não é de lá mesmo! Um grande abraço, em união de orações.

  6. Alguém enviou agora há pouco um comentário dizendo para convidar o Inri Cristo. Por favor, envie novamente, pois acabei de apagá-lo por engano. Obrigado.

  7. Poderia se chamar a Igreja Evangélica Bola de Neve ou a Igreja Luterana da Suécia, que realizam, entre outras aberrações, o “casamento” gay.

  8. Edir Macedo e Silas Malafaia…

  9. Felipe e Ferreti,

    pelo o amor de Deus…
    esse texto é do CVII mesmo ?

    me tremi todo!

    isso deve ser repassado e divulgado em todos os canais e e-mail’s que temos.

    sempre soube que havia muita incoerência e erros nos documentos conciliares, mas nunca esperei algo assim…

    é demais pra minha cabeça!

    a Santa Igreja Católica pedir respeito para Satanás, srá que é isso mesmo que entendi?

    isso é o fim…

    é a apostasia dos fins dos tempos a qual as escrituras nos fala…

    como já diz um bordão de um desses infames apresentadores de TV : ô lôco meu!”

  10. Além de todos estes que foram citados, acho que seria maravilhosa a presença da Xuxa.

    Já imagino ela chegando numa nave cantando “Ilari-Ilari-ê, Ôôô. E os demais participantes todos dançando…

    Lamentável…

  11. Brincadeiras de lado,
    Penso que mesmo a união das forças armadas dos EUA, Rússia e China não será suficiente para conter a ira de Dart Vader e sua Estrela da Morte.
    Não vi menção nenhuma aos jedais.
    http://www.churchofjediism.org.uk/
    É pra Eclesia Dei que devo redigir um protesto e um alerta?

  12. Prezado Lúcio, Salve Maria!

    Esse é um texto anônimo cujo original em inglês circulou faz alguns anos, mas não me lembro de o ter visto. Traduzi da tradução francesa, mas claro que tendo sob os olhos também a tradução em português da Nostra Aetate, cujo link o Ferretti lhe passou.

    Como observou o bom padre Belmont, a propósito desse texto:

    “Engana bem mesmo, pois encontra-se aí realmente o fluido de numerosos textos do Vaticano II: cada trecho de frase pode em algum sentido ser aceitável; cada trecho parece generoso e escriturístico. Nenhum trecho dá lugar, verdadeiramente, à contradição direta.
    E, no entanto, o conjunto é monstruoso.
    O autor desse pastiche-paródia deve estar bem familiarizado com os atos conciliares.”

    Abraços,
    Oremus pro invicem,
    Felipe Coelho

  13. Felipe, a julgar pela “brincadeira” sinistra, acabei relacionando a mesma a sua pessoa, e pensei: “é tipico!”

    é claro que fui pesquisar, e Graças a Deus não encontrei nada parecido.

    também é claro que há princípio eu me assutei mesmo, mas visto que se tratava de um texto posto por um sedevacantista, não podia ser diferente…

    Então, Felipe, não o ataco por sua posição, peço apenas que Deus o livre de tal mal e que volte para essa barca, pois é o senhor quem a conduz, e com furos ou sem furos em seu assoalho, fora dela não há salvação…

  14. Prezados, ainda católicos e outros não mais, Salve Maria!

    Prometi não escrever mais neste blog…Talvez não terei meu post enviado, mas, vai o que Nosso Senhor me pede a ser e, por conseqüência, fazer. Uma, porque já vi o cheiro e até constatação de sede vacantismo e sede vacantistas, por conseqüência novamente, nos comentários.

    Quem gosta deste encontro de Assis e escreve aqui? Quem? Há alguém? Nem mesmo o papa deve gostar…nem mesmo o papa, no fundo do seu coração. Eu vejo que parece realmente uma loucura, mas, o que será dito? O que será feito? Que conclusões ou resoluções tomar desta nova peça que ainda não foi evidenciada?

    Conclusões do antigo encontro? Então estamos falando do mesmo papa? Façam me o favor…Críticas ao encontro vá lá, porque são válidas visto o cenário anterior, mas, atacando o Santo Padre?

    Outro detalhe importante. Temerão a justiça de Nosso Senhor por falar assim do doce Cristo na Terra. Ao que dizia o Padre Pio, “fala-se bem de um padre ou cala-se” ou que dizia Santa Catarina de Sene sobre como morrem os que ofendem “aos meus Cristos” na terra. O que dirá do Santo Padre e o que ocorre com ele na cúria? Como diria nosso pai, São Filipe Neri, “no sofá ninguém vai para o céu” Quanto mais atrás de um teclado escrevendo assim.

    Mais ao fim, o texto pseudo-conciliar, não é só de brincadeira de mau gosto, mas sofismático, uma vez que é uma fajuta paródia do texto conciliar, mesmo que o real conciliar seja de má intenção como já tentamos estudar a tão longo prazo e nunca chegamos a um efetivo, pois, somos nós que pontificamos no fim?
    Leigos pontificando que desgraça, atingindo os incautos em cheio confundindo-os…podendo até perverter.

    O que sobra é isto…os maus católicos, que já não mais o são, ficam e “pintam e bordam” dentro da Santa Igreja, indefectível e inabalável nas palavras de Nosso Senhor. Os “inteligentes”, cultos e leigos apologetas ficam orbitando sobre a nave, atirando pedras e paus sobre o Santo Padre, seus príncipes (queira ou não, são principes e não CARAMUJOS, ou INODOROS, INSÌPIDOS, INSONSOS ou INCOLORES como já encontrei por aqui) errando ou não, aguardando as setas dos leigos pontificadores…que será maior que o castigo de Deus?

    Anti-clericarismo é a mãe do sede-vacantismo, bem dizia o meu caro Padre Renato Leite.

    Não a “Missa do Motu Proprio”, mas sim aos grupos, sectários de qualquer organismo autônomo, fora da Santa Igreja…pensam que vivemos no tempo do arianismo?

    Será que Santo Atanásio chamou o papa assim? Ou chamou os principes da igreja de adjetivos jocosos como este? Será que parodiou algum texto conciliar?

    Infelizmente, não responderei os ataques. A mim, combato e luto dentro da Santa Igreja, militante. Deus é minha testemunha e Nossa Senhora, da qual escravo me faço, minha advogada.

    E se por acaso, exagerei em algum ponto, seguem minhas desculpas…O meu contra-ataque é em defesa da Santa Igreja e do Santo Padre.

    Instaurare omnia in Christo,

    E.M. RVGarcia

  15. Ferretti,
    À luz da Palavra de Deus e da Santissíma Eucaristia, reflita sobre este artigo que você colocou para leitura de muitos… Isto não faz parte do seu perfil, tenho certeza, pois “lhe acompanho” faz tempo e sei que você é um homem sério. Este texto, com os “seus convidados” foi de um tremendo mal gosto!
    Repito: esta não é a sua linha, meu irmão, que me levou para mais junto de Deus, com o seu blog, que aprecio e sou admirador incondicional. Este texto não faz parte do seu bom senso, temor a Deus e amor à Santa Igreja de Deus, a de Sempre!

  16. Tem gente que não se toca mesmo. O texto é só uma ironia que mostra uma verdade esquecida pelas autoridades que promovem este tipo de encontro: se querem que todas as religiões vivam a paz, não tem porque aplicar tal lógica a umas e excluir outras. Isso vale inclusive para satanistas!

    Robson, não encontrei nenhuma referência, quanto mais ofensas!, ao Papa neste artigo.

    Tem gente que não baixa as armas sequer para um artigo que serve para dar um pouco de risada…

  17. Tou rindo demais…

  18. Algumas pessoas não gostaram do post do Ferretti, mas esquecem que o post é uma ironia.

    E quem fica bravo com a REALIDADE? Com aquele escândalo de colocarem símbolos pagãos em cima do Sacrário?

    Será que aquilo não ofendeu a Cristo, Nosso Senhor?

    Cadê os protestos contra a blasfêmia de se colocar, dentro da casa de Deus, um monte de objetos dedicados a cultos estranhos???

    Ô minha gente…

  19. Ah, pensei que era coisa séria.
    Não gostei…
    Em vez de ficarem irônicos, vão rezar que é muito mais útil. Concordo totalmente com o que o Bernardo (3:56) disse.
    Diante de uma desgraça e extrema ofensa a Deus que é esse Encontro, não há que ter ironia. Ou vocês se esqueceram que Deus não está gostando de nada disso do Encontro de Assis e que é uma ofensa a Ele? Rezar por esse encontro seria o mais útil.
    ENQUANTO MUITOS LEITORES DESSE BLOG ESTÃO RINDO DO POST IRÔNICO, DEUS ESTÁ CHORANDO POR ESSA TAMANHA OFENSA A ELE(ENCONTRO DE ASSIS), QUE O PRÓPRIO REPRESENTANTE DELE PROMOVERÁ. NEGANDO O PRIMEIRO MANDAMENTO: “NÃO TERÁS OUTROS DEUSES DIANTE DE MIM’.
    Já que é um encontro de tolerância, PORQUE NÃO CONVIDAM DOM BERNARD FELLAY PARA O ENCONTRO, AFINAL É UM ENCONTRO DE TOLERÂNCIA, TEM QUE CONVIDAR OS DITOS “CISMÁTICOS” TAMBÉM.
    Repito o que o Bernardo disse, seria melhor vocês refletirem acerca dessa ironia.
    Um exemplo maravilhoso é um santo que eu esqueci o nome, mas que ao ser condenado a morte por causa de Cristo, ao ser queimado em brasa de fogo, ele ficou rindo, isso mesmo ficou rindo ao ser queimado em brasa ardentes. Porque sabia que morreria por Cristo, que é uma honra imensa!
    Isso sim é riso puro e salutar.

  20. Para ser sincera também não gostei do texto do Felipe. Analogias a parte é um texto que não faz bem a quem lê.

  21. 17. Escolhi-te do meio do povo e dos pagãos, aos quais agora te envio
    18. para abrir-lhes os olhos, a fim de que se convertam das trevas à luz e do poder de Satanás a Deus, para que, pela fé em mim, recebam perdão dos pecados e herança entre os que foram santificados.

    Portanto todas as falsas religiões deixam as pessoas nas trevas e sob o poder de Satanás.

    22. Quem é mentiroso senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Esse é o Anticristo, que nega o Pai e o Filho.
    23. Todo aquele que nega o Filho não tem o Pai. Todo aquele que proclama o Filho tem também o Pai.

    Portanto todo aquele que nega a Jesus é o Anticristo e não tem Deus.

    (I São João 4,3)
    todo espírito que não proclama Jesus esse não é de Deus, mas é o espírito do Anticristo de cuja vinda tendes ouvido, e já está agora no mundo.

    Portanto, todos que não proclamam Jesus não é de Deus.

    42. Jesus replicou: Se Deus fosse vosso pai, vós me amaríeis, porque eu saí de Deus. É dele que eu provenho, porque não vim de mim mesmo, mas foi ele quem me enviou.

    Portanto, não tem Deus por Pai quem não ama a Jesus.
    _________________________

    Não sei porque alguns se escandalizam com esses supostos convidados para o encontro de Assis. Não existe diferença entre os atuais convidados e esses. Todos adoram falsos deuses…

  22. Exato João, a ironia serve para mostrar a incoerência da agenda ecumênica em se convidar uns e deixar outros de fora. Mostra também o ridículo a que se prestam esses senhores. O que se ironiza aqui é a causa ecumênica, minha gente.

    Naquele post de alguns dias que tem um buda em cima do altar não vi tantos comentários dos que rasgam as vestes agora…

  23. Que sentimentalismo…… “Deus chorando”… “vão rezar…” E contradição, porque não reza em vez de perder em responder o tópico?

    Coerência meu caros!

    Em tempo, lembrei de um irônico, Elias:

    “Eles tomaram o novilho que lhes foi dado e fizeram-no em pedaços. Em seguida, puseram-se a invocar o nome de Baal desde a manhã até o meio-dia, gritando: Baal, responde-nos! Mas não houve voz, nem resposta. E dançavam ao redor do altar que tinham levantado.

    Sendo já meio-dia, Elias escarnecia-os, dizendo: Gritai com mais força, pois {seguramente!} ele é deus; mas estará entretido em alguma conversa, ou ocupado, ou em viagem, ou estará dormindo… e isso o acordará.” 1 Reis, 18.

    hauahaua… Demais esse fato!

  24. [2]Naquele post de alguns dias que tem um buda em cima do altar não vi tantos comentários dos que rasgam as vestes agora…[2]

  25. Fábio, perfeito, com certeza “deus” estava chorando enquanto Santo Elias deveria estar rezando!!

  26. Será que o sr. Roberto Santana — que diz que “Bento XVI é o pior, mais terrível, mais escandaloso” — também, como chefe de sua própria religião (ou seita, como quiserem chamar), aceitaria o convite do Papa para acompanhá-lo nesta “peregrinação à cidade de São Francisco”?

    O sr. Roberto Santana faria companhia a outros líderes hereges e cismáticos. Só não sei se ele tem seguidores, pois no seu meio parece que rege o princípio “cada cabeça é uma sentença”.

    Fariam muito bem os Robertos Santanas da vida em lerem os documentos pontifícios, como a “Sapientiae christianae” de Leão XIII, de que trago alguns trechos:

    “No pocos, movidos por un engañoso celo o, lo que sería peor, por ocultos fines, se apropian un papel que no les pertenece.

    Quisieran que todo en la Iglesia se hiciese según su juicio y capricho, hasta el punto de que todo lo que se hace de otro modo lo llevan a mal o lo reciben con disgusto.

    Estos trabajan con vano empeño; pero no por eso son menos dignos de reprensión que los otros. Porque eso no es seguir la legítima autoridad, sino ir delante de ella y alzarse los particulares con los cargos propios de los superiores, con grave trastorno del orden que Dios mandó se guardase perpetuamente en su Iglesia, y que no permite sea violado impunemente por nadie.”

    * * *

    “Esta disposición y orden son de tanto mayor importancia en el pueblo cristiano, cuanto a más cosas se extiende la prudencia política del Sumo Pontífice, al cual toca no sólo gobernar la Iglesia, sino también enderezar las acciones de todos los cristianos en general, en la mejor forma para conseguir la salvación eterna que esperamos. De donde se ve que, además de guardar una grande conformidad de pareceres y acciones, es necesario ajustarse en el modo de proceder a lo que enseña la sabiduría política de la autoridad eclesiástica.”

    * * *

    “El Maestro supremo en la Iglesia es el Romano Pontífice. De donde se sigue que la concordia de los ánimos, así como requiere un perfecto consentimiento en una misma fe, así también pide que las voluntades obedezcan y estén enteramente sumisas a la Iglesia y al Romano Pontífice, lo mismo que a Dios.”

    * * *

    “Tratándose de determinar los límites de la obediencia, nadie crea que se ha de obedecer a la autoridad de los Prelados y principalmente del Romano Pontífice solamente en lo que toca a los dogmas, cuando no se pueden rechazar con pertinacia sin cometer crimen de herejía. Ni tampoco basta admitir con sincera firmeza las enseñanzas que la Iglesia, aunque no estén definidas con solemne declaración, propone con su ordinario y universal magisterio como reveladas por Dios, las cuales manda el Concilio Vaticano que se crean con fe católica y divina, sino además uno de los deberes de los cristianos es dejarse regir y gobernar por la autoridad y dirección de los Obispos y, ante todo, por la Sede Apostólica.”

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    “Podrá, ciertamente, suceder que en las costumbres de los Prelados se halle algo menos digno de loa, y en su modo de sentir algo menos digno de aprobación; pero ningún particular puede erigirse en juez, cuando Jesucristo Nuestro Señor confió ese oficio a sólo aquel a quien dio la supremacía, así de los corderos como de las ovejas.”

  27. Senhores, infelizmente não é possível manter as coisas como estão. Comentários fechados.