Segunda parte da entrevista de Dom Fellay: a beatificação de João Paulo II, a vida da Fraternidade e sua expansão nos EUA.

Fonte: Distrito Sul-americano da FSSPX

Tradução: Fratres in Unum.com

A primeira parte desta entrevista pode ser lida aqui.

* * *

29. A próxima beatificação de João Paulo II cria um problema?

Um problema grave: de um pontificado que avançou a grandes passos no sentido errado, na direção do progressismo e de tudo aquilo que se chama “o espírito do Vaticano II”. Por isso, não é somente uma consagração da pessoa de João Paulo II, mas também do Concílio e de todo o espírito que o acompanhou.

30. Há um novo conceito de santidade desde o Vaticano II?

É de se temer!  É um conceito de santidade para todos, de santidade universal. É verdade que há um chamado, uma vocação à santidade, feito a todos os homens; o falso é rebaixar a santidade a tal nível que leva a pensar que todo mundo vai para o céu.

31. Como Deus poderia permitir verdadeiros milagres para chancelar uma falsa doutrina, com motivo das muitas beatificações e canonizações feitas nas últimas décadas?

Esse é o problema: trata-se de verdadeiros milagres? Trata-se de verdadeiros prodígios? Para mim, há dúvidas. Estou muito surpreso, pelo que pude saber, pela rapidez com que eles lidam com esses assuntos.

32. Se as canonizações comprometem a infalibilidade pontifícia, é possível recusar os novos santos canonizados pelo Papa?

É verdade que há um problema nas atuais canonizações. Contudo, é possível se perguntar se na fórmula utilizada pelo Sumo Pontífice existe uma verdadeira vontade de empenhar a infalibilidade. No caso da canonização, mudou-se a fórmula, os termos são muito menos expressivos que antes. Creio que isso caminha junto com a nova mentalidade, que não quer fazer definições dogmáticas comprometendo a infaliblidade. Pois bem, admitamos que estamos diante de hipóteses… Não há respostas convincentes, exceto aquela sobre a intenção da autoridade suprema de empenhar ou não sua infalibilidade.

33. Pode-se escolher entre os santos recentemente propostos à veneração dos fiéis? O que fazer com Padre Pio?

Creio que não se deve escolher. No entanto, sempre se poderá ter em conta os critérios que foram  universalmente reconhecidos no passado. Assim, quando se está diante de uma devoção popular massiva – como é o caso do Padre Maximiliano Kolbe ou do Padre Pio – não deveria haver dificuldades. Reitero, aqui não há mais que opiniões, em razão da ausência de um juízo magisterial pronunciado dogmaticamente.

34. E Dom Lefebvre? O senhor conhece exemplos de graças concedidas por sua intercessão?

Sim, são conhecidas, e várias. Não sei se correspondem à ordem dos milagres… talvez sim, em um ou outro caso. No caso de cura de enfermidades, não temos, que eu saiba, todos os documentos médicos necessários. Muitas graças por intercessão de Monsenhor.  Mas não vou mais adiante do que isso.

35. A Fraternidade acaba de comemorar um importante aniversário. Como resumiria estes quarenta anos?

Uma história apaixonante… lágrimas – muitas – em meio a grandes alegrias. Uma das maiores alegrias é comprovar até que ponto Deus nos permite estar associados a muitas das bem-aventuranças que pregou no Sermão da Montanha, como é a de poder sofrer por causa de seu nome. E no meio de todas as vicissitudes da crise atual, vemos que esta obra continua se expandindo, algo que, humanamente, é quase impossível. Aí está a mão de Deus nesta obra de Dom Lefebvre.

36. Existe um aumento de vocações? Se sim, quais são as causas?

Creio que exista uma grande estabilidade. Desejaria que houvesse mais vocações. Acredito que será necessário relançar a cruzada das vocações. O mundo é muito hostil, como tal, ao surgimento das vocações: por isso devemos tentar reestabelecer os meios nos quais as vocações possam voltar a surgir, porque há vocações, mas com freqüência não chegam a amadurecer por causa deste mundo materialista.

37. Recentemente, por ocasião do Congresso de “Sim, Sim, Não, Não”, o senhor falou sobre uma reunião com cerca de trinta sacerdotes diocesanos da Itália em que participou. O que estes sacerdotes esperam hoje em dia  da Fraternidade?

Sobretudo, estes padres nos pedem a doutrina, o que é um sintoma excelente. Se eles se aproximam de nós é porque querem a missa antiga, evidentemente, mas depois de descobrir a missa antiga querem outra coisa. Querem algo mais, porque descobrem todo um mundo de cuja autenticidade são conscientes. Não duvidam de que ali esteja a verdadeira religião. Por isso, precisam renovar seus conhecimentos teológicos. Alí eles não se enganam, vão diretamente a Santo Tomás de Aquino.

38. Este movimento de sacerdotes que se aproxima da Fraternidade é, em graus diferentes, o mesmo em todos os países?

Existem diversos graus, certamente, e quantidades distintas, segundo os diferentes países. No entanto, o fenômeno se reproduz um pouco por todas as partes: um sacerdote, em geral jovem, que se aproxima da missa tradicional, que descobre com grande entusiasmo este tesouro e que pouco a pouco percorre o caminho em direção à Tradição que, ao fim, transforma-o em cem por cento tradicional.

39. O senhor tem esperança de que semelhante interesse também possa se estender a certos bispos, a ponto de antever uma futura colaboração?

Já temos contatos com bispos, ainda que, por ora, tudo esteja bloqueado pelas conferências episcopais e por pressões ao redor. Mas não há qualquer dúvida de que no futuro seja possível haver, com alguns bispos, alguma colaboração.

40. O senhor estaria disposto a ensaiar a experiência da Tradição com um bispo, no âmbito de uma diocese?

As coisas não estão maduras para isso, ainda não chegamos a esse ponto, mas penso que acontecerá. Será difícil, será necessário ver exatamente como se poderá concretizar. Será necessário que isso ocorra com bispos que tenham compreendido realmente a crise e que verdadeiramente queiram trabalhar conosco.

41. Os fiéis são cada vez mais numerosos. Multiplicam-se as capelas. O estado de necessidade permanece existindo. O senhor planeja sagrar outros bispos auxiliares para  a Fraternidade? Acredita que Roma possa atualmente ser favorável à sagração de bispos na Tradição?

Para mim a resposta é muito simples: haverá ou não bispos se as circunstâncias que prevaleciam na primeira sagração se repetirem ou não.

42. Excelência, temos a alegria de vê-lo com freqüência nos Estados Unidos. O senhor gosta de passar por aqui. Algum comentário?

Meu comentário: amo todas as almas que Deus nos confia e há muitas nos Estados Unidos. É tudo!

43. Já pôde se encontrar com o Cardeal Burke?

Tentei vê-lo várias vezes, mas ainda não pude fazê-lo.

44. Muitos bispos dos Estados Unidos deram seu apoio à Marcha pela Vida; um deles interveio energicamente contra um hospital que favorecia o aborto. Existem esperanças de que eles se dêem conta de que a crise atual também afeta a fé?

Creio que, infelizmente, entre os clérigos modernos há de se distinguir a moral da fé; então se poderá ver que há mais bispos lúcidos diante dos problemas morais que bispos comprometidos com as questões de fé. Todavia, é possível dizer que, se alguém se põe a defender valentemente a moral católica, deve necessariamente ter a fé, e, ainda, que sua fé será fortalecida por isso… É o que espero, embora reconhecendo que há algumas exceções…

45. Os bispos norte-americanos querem revisar juntos as diretrizes dadas por João Paulo II às universidades. Quais deveriam ser, de acordo com o senhor, as medidas urgentes a tomar para que as universidades atuais sejam verdadeiras universidades católicas?

A medida urgente, a primeira, é voltar à escolástica. É necessário se livrar das filosofias modernas, voltar à sã filosofia, a filosofia objetiva, realista. Santo Tomás – como já ocorrem no começo do século XX – deve voltar a ser a norma. Outrora as 24 teses tomistas eram obrigatórias. É necessário voltar a isso, absolutamente necessário. Depois desta restauração filosófica será possível continuar na mesma linha com relação à teologia.

46. Dom Robert Vasa, bispos de Baker (Oregon), recordou recentemente que as declarações da Conferência Episcopal não obrigavam ao bispo com relação à sua diocese. É um desafio à colegialidade promovida pelo Concílio?

Não só um bispo falou sobre este tema da colegialidade. O próprio Papa, falando à Conferência episcopal do Brasil, dirigiu palavras enérgicas, voltando a pôr em seu lugar o papel das conferências episcopais, insistindo sobre a autoridade dos bispos e suas relações diretas com o Santo Padre.

47. O seminário de Winona é o mais importante em número de seminaristas. Como explicar este fato?

Penso que se deva simplesmente à generosidade deste país, que se deixa entusiasmar facilmente por uma boa causa.

48. O que é necessário fazer para multiplcar as vocações sacerdotais e religiosas?

Rezar, rezar e rezar! E fazer sacrifícios.

49. Quais são os pontos fortes da Tradição nos Estados Unidos?

Creio que há esta generosidade, à qual acabo de me referir, e as escolas. É verdade que existe uma quantidade importante de sacerdotes e que precisaríamos de mais; mas diria que as escolas, sobretudo, são indispensáveis. Do mesmo modo é necessário promover a ajuda às famílias tradicionalistas. Devemos iniciar um movimento para as famílias, para apoiá-las, para formá-las. É a célula básica da sociedade, é fundamental na ordem natural e na ordem sobrenatural.

50. Qual é a importância que o senhor dá às escolas?

É fundamental, é o futuro. A juventude será católica se receberem uma boa formação. E para isso precisamos contar com escolas católicas.

51. As famílias numerosas e generosas às vezes se vêem obrigadas a seguir cursos de educação à distância. O que o senhor recomenda aos que têm acesso a bons colégios?

Aos que têm acesso a bons colégios católicos, não devem duvidar um instante sequer: que coloquem seus filhos nestes colégios! A educação à distância nunca substituirá uma boa escola. Se não há um bom colégio, a situação muda completamente.

52. O senhor planeja, Excelência, convocar uma nova cruzada de rosários? O que recomenda aos fiéis hoje?

Sim, a situação do mundo, a situação da Igreja – vê-se muito bem – continua sendo muito sombria; ainda que haja alguns reflexos de esperança, os fatores inquietantes obrigam, mais do que nunca, a intensificar nossas orações, recorrendo à Santíssima Virgem. Para os fiéis de hoje em dia o indispensável é a oração, a oração em família, reiterada, freqüente, acompanhada daquilo que educa a alma cristã, o espírito de sacrifício.

53. Excelência, no ano que vem o senhor celebrará seus trinta anos de sacerdócio, dezoito dos quais à frente da Fraternidade São Pio X. Quais foram os acontecimentos mais significativos ao longo de todos estes anos?

É todo um enredo! Em primeiro lugar, precisamos, certamente, mencionar as sagrações! Os acontecimentos importantes incluem também a alegria de ter estado próximo ao Monsenhor, a alegria de ter estado próximo do Padre Schmidberger e de haver aprendido muito com ele; a alegria de ter podido trabalhar também com outros bispos da Fraternidade, bem como com todos os nossos sacerdotes neste grande movimento de zelo pela fé e pela preservação da Igreja Católica.

54. Um desejo para os próximos anos?

Que a Igreja volte a seus trilhos! É uma metáfora, mas é verdadeiramente nosso desejo. E para isso é preciso que chegue o triunfo do Coração Imaculado da Santíssima Virgem! Precisamos muito dele!

Muito obrigado, Excelência, por sua disposição em responder a nossas perguntas.

Entrevista concedida no Seminário Santo Tomás (Winona, EUA), em 2 de fevereiro de 2011, festa da Apresentação de Nosso Senhor Jesus Cristo e da Purificação da Santíssima Virgem.

21 Comentários to “Segunda parte da entrevista de Dom Fellay: a beatificação de João Paulo II, a vida da Fraternidade e sua expansão nos EUA.”

  1. Eu reconheço essa voz!

  2. Alguém sabe dos números da FSSPX aqui no Brasil? Há vocações?

  3. O bispo Fellay põe em dúvida o que não se pode pôr em dúvida. De fato — para atermo-nos à questão das canonizações e beatificações — , como explica recente manifestação da Congregação para as Causas dos Santos:

    “A doutrina sobre as instituições da beatificação e da canonização permaneceu substancialmente invariada no decorrer dos séculos. A sua distinção, que deu a sua expressão adequada nas respectivas fórmulas enunciativas ou constitutivas, é clara e fundamental. A canonização é a suprema glorificação por parte da Igreja de um Servo de Deus elevado às honras dos altares, com pronunciamento de carácter decretativo, definitivo e preceptivo para toda a Igreja, empenhando o Magistério solene do Romano Pontífice. Isto é expresso de maneira inequívoca na fórmula: “Ad honorem Sanctae et Individuae Trinitatis… auctoritate Domini Nostri Jesu Christi, beatorum Apostolorum Petri et Pauli ac Nostra… Beatum N. N. Sanctum esse decernimus ac definimus, ac Sanctorum Catalogo adscribimus, statuentes eum in universa Ecclesia inter Sanctos pia devotione recoli debere”.

    Ao contrário, a beatificação consiste na concessão de culto público em forma indultiva e limitada a um Servo de Deus, cujas virtudes a nível heróico, ou seja, o Martírio, tenham sido devidamente reconhecidas, como é evidenciado pela fórmula relativa: “… facultatem facimus ut Venerabilis Servus Dei N. N. Beati nomine in posterum appelletur, eiusque festum… in locis ac modis iure statutis quotannis celebrari possit”.” (http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/csaints/documents/rc_con_csaints_doc_20050929_saraiva-martins-beatif_po.html)

    Também a Congregação para a Doutrina da Fé, em importantíssima nota, já deixou claro que as canonizações são atos dogmáticos, verdades em conexão necessária com a Revelação, e que quem não as aceita está “fora da comunhão da Igreja Católica” (http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_1998_professio-fidei_po.html).

  4. Parabéns ao Fidelis Antônio pela correta interpretação. Fez uma excelente distinção entre canonização e beatificação.
    Quando o Santo Padre canoniza fala, de fato, EX CATHEDRA.
    Deu o abençoe muito e sempre
    Miguel Castro

  5. O que os jovens não perceberam ainda é aquilo mesmo que foi explicado pelo Bispo “Cismático”: o processo de comprovação das virtudes, a simplificação do rito, o paradigma de santidade, as glosas das provas; simplesmente TUDO do que era realizado para se comprovar a infusão e a extravasão das virtudes heróicas, no grau sobrenatural, foi mudado para pior!
    Hoje, não se pode dizer que aquilo mesmo que se diz sobre determinado “estado espiritual” de um postulante aos altares seja rigorosamente o mesmo que se dizia antes.
    Talvez aquilo que se experimenta hoje seja diverso daquilo que se afirmava antes.
    Portanto, com o alargamento artificial (alguns diriam “pastoral”, isto é, o fabricado e/ou simplesmente desejado sem “arte”…) da porta estreita as determinações e especificaçãoes sobre infalibilidade não se aplicam aos atos pós-concílio, já que carecem de precisão e, consequentemente, engajamento na tradição precedente.
    E aqui nem falamos da autoridade. Por tisso, peço, pois, que não me venham com continuismos e vitalidade/vivacidade de uma neo-catolicidade já contaminada de modernices!

  6. Para uma melhor inteligência do tema recomendo a leitura destes dois textos fundamentais; sguem:
    http://www.capela.org.br/Crise/canoniza.htm
    http://www.capela.org.br/Crise/canoniza2.htm

  7. A questão não é a definição do que é canonização, porque definir é fácil. A questão é a mudança do conceito de santidade, que afeta sobremaneira a matéria da canonização. O que se põe em dúvida não é o poder do Papa, mas o candidato, simples!

    Objetarão: houve tempos de processos mais simples, até de clamor público. Sim é verdade, mas na Igreja Primitiva, os santos canonizados por clamor, eram de ortodoxia comprovada. São Teófilo de Antioquia não blindou um tipo como o pedarasta Marcial Maciel; Santa Helena não acobertou por décadas casos de pedofilia comprovada; Papa São Clemente Romano não proibiu a intronização da imagem de Nossa Senhora de Fátima num evento em Assis enquanto “buda” era colocado sobre o sacrário; Santo Agostinho não abençoou o islã; Santa Mônica não beijou o Alcorão; o Papa São Sixto II não nomeou bispos de moral duvidosa ou ainda sem qualquer moral para se dizer que é ao menos “duvidosa”.

    São Francisco Xavier preferiu morrer a flertar com os pagãos; São Francisco de Sales retomou dioceses inteiras que haviam sido usurpadas pelos protestantes; Santa Catarina de Sena preferiu chamar a atenção publicamente do Papa do que aceitar o exílio de Avignon; e ficaria o dia inteiro aqui falando do verdadeiro conceito de virtudes heróicas.

    Mudando o conceito de santidade, muda-se tudo: a canonização, a beatificação, as virtudes heróicas, a vida exemplar, a vida sem escândalos públicos.

  8. E mais, ser “santo” depois do Vaticano II é fácil.

  9. Dom Fellay cada vez mais autêntico e sábio!

  10. Cara Eduardo Gregoriano,

    Brilhante o que escreveu em 12:18 pm , vou salvar pra mostrar pra uns “carismaticos” que eu conheço que já consideram JPII santo.

  11. Faltou apenas o sr. Eduardo Gregoriano dizer que nenhum outro Papa teceu elogios a Martinho Lutero por sua “religiosidade” e “herança espiritual”, mas JPII o fez!!

    Não é demais afirmar que elogiando tal herege ele incentiva o erro e àqueles que vivem no erro.

  12. O Pontificado do venerável Servo de Deus João Paulo II é um dos mais trites da história da Igreja.

  13. “Um fato que merece a nossa atenção conforme as estatísticas a­presentadas pelo Rev. Pe. Calderón é que de 1594 a 1958 foram canoni­zados 215 santos, enquanto as canonizações realizadas após esse período chegam ao espantoso número de 462 até o Pe. Pio. Ou seja, foram e­levados às honras dos altares nos últimos 44 anos mais de o dobro de santos na Santa Igreja em 364 anos. Quanto as beatificações ultrapas­sam a casa de 934 beatos”. A canonização de Escrivá de Balauguer – http://confrariadesaojoaobatista.blogspot.com/2011/02/santo-desconfie-das-predilecoes-de-joao.html

  14. Concordo com o Eduardo Gregoriano no que diz respeito a questão do conceito de santidade. Algumas beatificações e até mesmo canonizações, levam aos altares o culto do homem (que será o caso de JPII).

    Existe até mesmo um processo de beatificação de Paulo VI, que foi parado pelo livro de Dom Luigi Villa: “Paulo VI: beatificado?”. O livro tem o registro fotográfico de uma porta de bronze da basílica de São Pedro, feita por ocasião dos 80 anos de Paulo VI, onde ele aparece com uma estrela de cinco pontas na mão esquerda. Para quem não sabe, a estrela de cinco pontas, corresponde ao grau de companheiro maçom. Mas como este símbolo maçônico ocultista vai parar na porta da Basílica de São Pedro na mão de Paulo VI e ainda abre-se um processo de beatificação ao invés de se abrir um processo de investigação sobre este e outros símbolos maçônicos associados a Paulo VI? Por que tanta pressa em elevar beatos e santos?

    Fiquem com Deus.

    P.S.: O livro de Dom Luigi Villa pode ser encontrado no blog italiano “Non Possumus”. No blog Pontifex pode ser encontrado textos dele, contra a beatificação de JPII.

  15. Essas canonizações de baciadas são um tapa na cara de santos que fizeram tanto pela a Igreja.

    Se o Vaticano n tivesse metido o pé no padrecito PEDÓFILO E AFINS, aposto que ia ter anencéfalo defendo canonização do PEDÓFILO.

    Afinal de contas, é uma fortuna esses processos de canonizações quem já pagou que o diga… viva o são google!

  16. Eduardo Gregoriano
    fevereiro 22, 2011 em 12:18
    Isso foi um esquartejamento virtual kkkkkk
    Melhor comentário do ano até agora!!! Vou fazer como o Chistiano, dar print.

  17. Uma coisa importantissima que pergunto aos comentadores qualificados do blog:

    Quando o Papa decreta alguém santo ou beato ele não está falando ex-cathedra,portanto decretando infalivelmente com a assistência do Espirito Santo?

    Segundo os comentários mais acima do Fidelis e do Miguel somente as canonizações seriam ex-cathedra.Sendo assim todos os santos,independende de que época,foram ralmente santos pois foram decretados infalivelmente pelos papas ex-cathedra.

    Lembrando que o Papa João XXIII foi quem convocou o CVII foi beatificado.

    Agradeço se puderam me esclarecer.

    Fiquem com Deus.

  18. Flávio,

    Todo o problema está na frase que D Fellay usou. Todos o criticam como sua Excelência tivesse dito que os atos dos Papas pós concilio não são mais infalíveis, e com isso, vem o cheiro de sedevacantismo junto, e pronto, todo mundo já sai colocando em seus blogs “Dom Fellay confirma pensamento sedevacantista”.

    Analisemos a frase de Dom Fellay de maneira calma e despretensiosa:

    “…é possível se perguntar se na fórmula utilizada pelo Sumo Pontífice existe uma verdadeira vontade de empenhar a infalibilidade.”

    Este é o ponto.

    Mudou-se a fórmula, ela agora não seria tão objetiva, direta, ou seja, dogmática, pois o espirito do Vaticano II teria proibido qualquer tipo de definição deste tipo.

    Logo torna-se questionável se de fato o Papa passa a exprimir sua vontade infalível quando utiliza a fórmula.

    Não significa que o Papa não possa canonizar verdadeiramente…pode…o ponto é que agora dependemos de crer se o Santo Padre teve ou não a intenção de exercer a infalibilidade. Ou seja, agora significa que há brechas para que ele não exerça a infalibilidade em definições canônicas, coisa que ninguém pode julgar pois dependeria do foro intimo do Papa….foram bem inteligentes!

  19. Flávio, o único que faço é repetir o Magistério, pois os leigos e os simples sacerdotes são Igreja discente, e não Igreja docente, formada Papa e os Bispos em união com ele.

    Pois bem: como fica claro no exemplo da explicação da Congregação para a Causa dos Santos, as canonizações são infalíveis, sim, mas as beatificações não são infalíveis. Assim, se alguém, por exemplo, nega que São Josemaria é santo e está no céu, essa pessoa está “fora da comunhão da Igreja Católica”, como explica a Congregação para a Doutrina da Fé na nota que citei.

    * * *

    Aproveitando o ensejo, é de se destacar que reina em certos meios — não li todos os comentários feitos aqui, mas deu para sentir o tom — uma grande ignorância sobre a pessoa e as idéias do Servo de Deus o Papa João Paulo II. Interpretações erradas, fruto da ignorância ou da malícia, que tanto mal fazem a quem as adota e a quem as divulga.

  20. Que seja este só mais um comentário qualquer, numa postagem qualquer, de um site qualquer. Mas, vocês – sim vocês – prestarão contas de cada palavra distorcida que puseram na boca de Dom Marcel e de Dom Fellay. Que colocaram em seus escritos, em suas palestras e pronunciamentos. Astutos, muito astutos.

    O que mais me corrói é ver os donos de dizer “isso é juízo temerário” para qualquer comentário com mínimas reservas ao que eles dizem, usarem eles mesmos, de juízo temerário e de calúnia em tudo que se refere à FSSPX. Gosto de beber de água sem sujeira.

  21. Fidelis Antonio disse:

    Aproveitando o ensejo, é de se destacar que reina em certos meios — não li todos os comentários feitos aqui, mas deu para sentir o tom — uma grande ignorância sobre a pessoa e as idéias do Servo de Deus o Papa João Paulo II. Interpretações erradas, fruto da ignorância ou da malícia, que tanto mal fazem a quem as adota e a quem as divulga.

    Bom, se me permite:

    Aproveitando o ensejo, é de se destacar que reina em certos meios — não li todos os comentários feitos aqui, mas deu para sentir o tom — uma grande ignorância sobre a pessoa e as idéias de Dom Marcel Lefebvre e Dom Fellay, e ainda de Dom Antônio, que tentam pintar como uma vítima de Dom Marcel, reduzindo-o a nivel de “Maria vai com as outras” um homem de imaculada memória. Interpretações erradas, fruto da ignorância ou da malícia, que tanto mal fazem a quem as adota e a quem as divulga.