Catecismo da Jornada Mundial da Juventude sugere endosso a ‘métodos contraceptivos’.

Cardeal Schonborn e o catecismo 'YouCat'.

Schonborn e o catecismo 'YouCat'.

Cidade do Vaticano, 11 de abril de 2011 / 10:41 am (CNA/EWTN NewsTradução: Fratres in Unum.com)- Um novo catecismo patrocinado pelo Vaticano sugere que casais “podem e devem” usar “métodos contraceptivos” ao decidirem quantos filhos ter.

A revelação vem dois dias antes da véspera do lançamento oficial do chamado “YouCat”, produzido especialmente para o evento da Igreja Dia Mundial da Juventude, a ser realizados em Madri no próximo mês de agosto.

O porta-voz do Vaticano, Padre Federico Lombardi, SJ, disse à CNA, em 11 de abril: “Eu ainda não vi o texto do YouCat e, portanto, não estou apto a tecer maiores comentários”.

O Vaticano agendou uma conferência de imprensa para, em 13 de abril, publicar oficialmente o texto.

Os organizadores do Dia Mundial da Juventude já encomendaram 700 mil cópias do YouCat para distribuir aos jovens peregrinos, juntamente com um saco de dormir, mapa e outros acessórios.

O catecismo é estruturado no modo de perguntas e respostas. A questão 420 na edição italiana afirma:

“Q. Puo una coppia christiana fare ricorso ai metodi anticoncezionali?” (Pode um casal cristão recorrer aos métodos anticoncepcionais?)

“A. Si, una coppia cristiana puo e deve essere responsabile nella sua facolta di poter donare la vita.” (Sim, um casal cristão pode e deve ser responsável em sua faculdade de poder dar a vida)

Fontes do Vaticano que falaram a CNA em 11 de abril sob condição de anonimato especulam que o problema estava no texto original em alemão, fato posteriormente confirmado por CNA.

“YouCat” deve ser publicado em outros 12 idiomas. A edição inglesa, publicada pela Ignatius Press, não contém a passagem problemática. Ainda não se sabe se versões de outros idiomas também contêm a mesma declaração controversa sobre a contracepção.

A Igreja Católica sempre se opôs ao uso da contracepção. No Catecismo da Igreja Católica oficial, seu uso é descrito como “intrinsecamente mau”.

A elaboração do YouCat, de 300 páginas, foi supervisionada pelo Cardeal Christoph Schonborn, arcebispo de Viena. Foi-lhe concedido o selo de aprovação dos Bispos da Áustria em março de 2010. O Cardeal Schonborn também foi editor do universal Catecismo da Igreja Católica, publicado em 1992.

Espera-se que ele assista à conferência de imprensa de lançamento na quarta-feira.

São também esperados o Cardeal Stanislaw Rylko, presidente do Pontifício Conselho para os Leigos e o Arcebispo Rino Fisichella, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização.

46 Comentários to “Catecismo da Jornada Mundial da Juventude sugere endosso a ‘métodos contraceptivos’.”

  1. O problema estava no texto original em alemão? E quem são os responsáveis por fazer as traduções – são analfabetos em doutrina católica, por acaso? Se são incapazes de perceber um erro grotesco quando se deparam com um, simplesmente não poderiam estar produzindo as versões em outras línguas.

    Se são sabotadores, menos ainda.

    – Jorge

  2. Mais uma de Schonborn.

  3. Esse pessoal do Reno… Sempre aprontando. A diferença é que não existe mais um Coetus, um Ottaviani, um Siri…

  4. Schoborn é campeão!!!

    Este CARA está em todas!

    Se o demo ajudar, poderá ser o próximo Papa, e então AI da “plena comunhão”…

  5. Gente, como pode? Se a edição brasileira for traduzida pela Paulus então a resposta será: “com certeza um casal pode usar. Aliás fiquem atentos às marcas para que não ocorra da camisinha estourar…”

  6. O Reno lançando esgoto no Tibre…

  7. Acho precipitada a crítica. Precisamos dos textos integrais para denunciar ou reclamar de algo. O Youcat pode estar se referindo a métodos como o MOB e outras prenvenções naturais, as quais eu saiba, são permitidas pela Igreja!

  8. E ainda pode se esperar algo bom de Schonborn?

  9. Não sei não Renan, em todo caso fiquemos atentos ao que vem por aí!!!!!!!!

  10. Deus in adiutorium NOSTRUM intende:
    Domine ad adiuvandum nos festina.
    De profundis clamavi ad Te, Domine:
    Domine exaudi orationem nostram:
    De profundis clamavi ad Te, Domine.

    A que ponto…
    A que ponto, nós, digo, eles, chegaram!?
    Já não basta tanta sabotagem dentro da Litúrgia e da Doutrina… Mas LEX ORANDI LEX CREDENTI.
    Não existe mais um “fumo de Satã” dentro da Santa Igreja, o que existe é uma verdadeira chaminé, uma fogueira fazendo subir sua imundice dentro do Templo Santo de Deus.
    Não há mais incenso oferecido a Deus, exceto em raríssimos casos…
    É – lastimavelmente – lamentável.
    E não – ponho-me a falar com os que, sem nenhuma ofensa, mas por caridade, pensam como o sr. R. Cunha – é uma crítica precipitada nem – e que ninguém se apresse em dizer – infundada: visto que mesmo que não queiram apresentar nada contrário à Sã Doutrina, não explicitam da maneira correta, senão de um modo ambíguo que se faz “aparentemente católico”. “Sim sim não não”, nos disse Nosso Senhor. Há um ar de quem quer ludibriar a mente, o coração, e principalmente, a Fé dos fieis que ainda restam e daqueles que querem se “catolicizar” dentro da Santa Igreja: não recordam do que fizeram quanto ao que S. S. publicara em seu livro… O povo até hoje está confundido, mesmo com a explanação que “tanto”(?) fora “dada”(?).
    Se a plebe – e por quê não o povo em geral? – já interpreta as coisas por esse caminho – como dizia eu ao Pe. Marcelo Tenório, a pouco – que não se dirá da mídia, que sempre interpreta tudo aos – satânicos e maçônicos (desculpem a repetição) – olhos da malícia!?
    Foi-se o tempo dos Catecismos de São Pio X…(?)
    Espero que não…
    Espero que seja um temor, fundado, mas que tal “erro” – ou incoerência, ou até mesmo (e queira Deus que sim) fatalidade (embora, não ponha muita esperança de que tenha sido isso mesmo) – possa ser – o mais breve possível – corrigido.
    Esperamos um Syllabus! Não um “sila-m-bu-ze no CVII à sua própria vontade e maneira”!

    Que se busque a castidade e a santidade, fora e dentro do casamento. No celibato, no matrimônio e na continência. Não o prazer! Como dizia alguém que muito admiro: “a juventude não foi feita para o prazer, mas para o combate” (O.F.).
    Combatamos pois! Rezemos pois!

    Seja teu sim sim, seja teu não não, pois, disse Nosso Senhor, o que passar disso… vem do Maligno.

    Dai-nos, ó Virgem Pura, Fé, Pureza e Bravura,
    Doce Coração de Maria, sede a nossa Salvação!
    Nossa Senhora do Carmo, ora pro nobis!

    In Cordis Iesu et Mariae, semper!
    Higor R. da Costa, Primogênito

  11. Renan,

    O MOB não é permitido pela Igreja. É pura exceção portanto não se pode dizer que é permitido.

    Identificar os dias em que a mulher está fertil e evitar as relações próprias do matrimônio, é pecado. Se não se tem um motivo sério para utilizar este método, ele não deve ser usado. Isso seria controlar da mesma forma a vontade de Deus. Os padres costumam indicar a pobreza EXTREMA como um motivo para tal prática, mas o conceito de “Pobreza” fica bem abrangente quando se quer evitar um filho.

    Se, durante este período fértil, a mulher ou o homem tiverem as vontades próprias do matrimônio, e algum deles negar tal vontade, já estará em pecado, ainda pior se o motivo for evitar filhos. Pois controlar sem motivo legítimo esta vontade não se pode…

    Por motivos naturais, ou seja, em que não haja a intenção do casal de evitar filhos, o único “método” seria a triste esterilidade por problemas naturais ou quando a mulher já estiver grávida. Claro, nenhum dos dois é um método de prevenir a gravidez, eu citei apenas como “exageros” a fim de ilustrar…

    Claro, por algum motivo o casal pode decidir, por sacrifício, iniciar um período de abstinência, mas o intento nunca deve ser o de evitar filhos, e quando algum dos dois quiser “quebrar tal período”, o outro não pode se opor…aliás isso deveria ser feito sob a orientação de um padre.

    E aliás, é melhor até que um padre que leia o Fratres possa contribuir neste espaço. Apenas repassei o que aprendi em alguns estudos e consultas a padres.

    Enfim, prevenção se faz contra coisa ruim, contra doença ou problemas que estão para vir. Falar em “prevenção de Gravidez” é falar em se prevenir das bençãos de Deus. É estranho um cristão querer se prevenir das bençãos de Deus…

    Um grande abraço,

    Vladimir

  12. http://www.acidigital.com/noticia.php?id=21570

    (a agência de notícias estranhou também a inscrição, citando S.S. Papa Paulo VI, em sua encíclica Humanae Vitae “também expressa a mesma realidade, O numeral 2370 do Catecismo de 1992 descreve que toda ação neste sentido é “intrinsecamente má”).

  13. Primeiramente gostaria de agradecer os ensinamentos e as respostas dos amigos acima, em especial do Vladimir. Segundo, peço perdão se tiver dito algo que vá contra a Sã Doutrina. Sou um jovem de apenas 20 anos que está começando agora na caminhada, por isso, não sei muito ainda a respeito da Igreja, visto pela a sua enormidade, mas sempre busco aprender lendo as Encíclicas, escutando palestras do Padre Paulo Ricardo e lendo outros documentos magisteriais.

    Quanto ao assunto. Certamente é grave conter em um catecismo que pretenda educar os jovens na fé algo desconexo com aquilo que a Madre Igreja ensina e sempre ensinou. Contudo, ainda acho precipitado analisar algo por apenas um fraguimento. Digo isso, pois podemos nos equivocar partindo de uma interpretação fora de contexto.

    Bom, se estiver algo de errado em minha opinião, peço perdão!

  14. Esse cardeal tem cada uma. Pelo amor de Deus, aposentem esse homem.

  15. Ah, desculpem pelo erro de português – corrigindo:
    fragmento*

  16. Além de arrumar o Catecismo dos Jovens, alguém
    precisa avisar os jovens que participarão desse
    encontro, que a Igreja é contra a contracepção.

    Principalmente, “certos” jovens brasileiros que
    levaram “camisinhas” no último encontro.

  17. Estou a começar a achar, e não é de hoje (é do tempo da defesa implícita dos preservativos) que João Paulo II não foi assim tão mau.

    Mexer na moral é da mais extrema gravidade. A moral é imutável – hoje, ontem, amanhã e sempre. O que ontem era mentira hoje já passa a ser verdade?

    E nem venham os conservadores papólatras dizer que essa pergunta é uma defesa da paternidade responsável com base nos métodos naturais, pura e simplesmente porque isso, a ser dito, seria falácia das grandes: os métodos naturais não são considerados pela Igreja, e jamais o foram, como contracepção/métodos contraceptivos. Logo, essa argumentação cai logo por terra.

  18. Caríssimos,

    Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

    Segundo o Rorate Caeli, o problema não ocorre no original em alemão. Ou seja, o cardeal Schonborn não tem nada a ver com isto. A sabotagem teria ocorrido quando da “tradução” para o italiano, no que me parece ser uma nítida tentativa de promover uma confusão doutrinária ainda maior entre aqueles que participarão do Dia Mundial da Juventude.

  19. Saudades do Tribunal do Santo Ofício!!!!

  20. Vladimir,

    ASSINO EM BAIXO:

    “Enfim, prevenção se faz contra coisa ruim, contra doença ou problemas que estão para vir. Falar em “prevenção de Gravidez” é falar em se prevenir das bençãos de Deus. É estranho um cristão querer se prevenir das bençãos de Deus…”

  21. Vladimir,

    Vc está errado. O que vc escreveu, apesar de razoável, não é endossado pela Doutrina da Igreja. O que vale sempre é a citação de textos de Roma. Mostre algum pré CVII e então ficamos de acordo.
    Digo isso porque o argumento contrário é razoável também. O casal cumpre o preceito do dever conjugal, não criou nenhum empecilho com drogas ou preservativos. Ora, o dever foi cumprido, se a criança não veio é um dado da natureza. O resto cabe a Deus julgar.
    O argumento acima é razoável. Se vc encontrar algum documento da Igreja condenando o argumento acima peço para citar.

    Thiago

  22. Caro Renan,
    Salve Maria!

    Não se preocupe…ficou muito claro que você colocou algo que você pensava que era correto, você não “lutou por aquilo”. Desculpe se eu pareci meio “seco” na resposta…

    Que Nossa Senhora lhe conserve na Fé!

    Um abraço,

    Vladimir

  23. Pergunta:
    A juventude de hoje vai ler esse catecismo que me parece ter tantas páginas como a Bíblia?
    Duvido muito que se darão ao trabalho.
    Estarão interessadas sim em bandas de rock “cristãs” e no que os integrantes dessas bandas difundirem por lá.

  24. Caro Thiago,

    Seu argumento é de fato razoável, mas não não é oposto ao meu argumento, não é um argumento contrário.

    No momento em que você diz “O casal cumpre o dever conjugal”,/b> você já concordou comigo. Se o casal CUMPRIR O DEVER CONJUGAL, ótimo, ele pode fazer o que quiser, até mesmo a abstinência que eu citei, ela é válida, poderia ser feita por meses, dependendo DA INTENÇÃO DE SE FAZER ABSTINÊNCIA . Se o casal tiver intenção de resistir a um desejo de ter relações a fim de se santificar, ótimo, estarão cumprindo o dever conjugal. O problema é fazer abstinência ou utilizar o MOB(tabelinha), a fim de EVITAR FILHOS. Isso é controlar natalidade meu amigo.

    Logo meu caro, se se cumpre o dever conjugal, então não há nem porque se preocupar com pecado. Aliás, tem casais que mesmo tentando muitas vezes, não conseguem ter filhos depois de anos. Outros, depois de um mês de casados já aguardam uma criança. Como você diz, dever cumprido, se a criança vem ou não, Deus é que diz, e não os pais…

    Por isso, não há como encontrar um documento que condene o que você disse. O que você disse se coaduna totalmente com o que eu disse. Você que teve a falta de acuracidade em sua visão para perceber isso.

    O problema aqui, eu creio, é que voce acha que “cumprir o dever conjugal” seja uma coisa e eu penso que seja outra.
    >
    >
    >>Mas vamos lá, pois você diz que estou errado:

    Somente pelo fato de seu argumento não ser, em nenhum momento, contrário ao meu, eu já poderia me abster de argumentar novamente, pois seu argumento nada coloca em discussão, mas continuo somente para que os outros leitores não fiquem perdidos…

    Você diz para que eu cite a doutrina da Igreja. Comecemos então pelo primeiro mandamento: Amar a Deus sobre todas as coisas.

    A vontade de Deus deve ser feita. Querer tirar o volante das mãos de Deus é pecado, atrapalhar as mãos de Deus enquanto elas giram o volante, é pecado. Se é Deus que decide sobre a fecundação dos gametas humanos, querer evitar que esses gametas se aproximem (independente do tempo), é querer atrapalhar as mãos de Deus.

    Veja, não se deve evitar os periodos férteis, assim como não se deve ter relações somente nestes periodos , ou seja, sendo o mesmo corpo para o casal, eles tem o direito de se satisfazer de forma honesta e legítima, mesmo em periodos não-férteis onde chance é muito menor de ocorrer uma gravidez. (Aliás, por isso que inventou-se o preservativo e outros, para que esta “mínima chance” se tornasse “nenhuma chance”.)

    Se Deus realmente souber, e Ele sabe bem, que um casal não pode ter filho, Deus não vai enviar um filho, tenha certeza disso. Deus não faz o que não precisa, o que não pode acontecer. Se o Homem escolhe alguma coisa, aí pode acontecer algo diverso da Vontade Divina, pois Deus não nos faz de marionetes, mas ter um filhos não é simplesmente vontade do Homem, por isso, uma gravidez sempre é boa, sempre é querida por Deus , e da mesma forma, veja que curioso, a fertilização in vitro também é imoral, pois não somente quando não quer, mas quando o Homem quer um filho, ele não pode escolher tê-lo se antes Deus não permitir…

    Isto é uma questão de tão bom-senso, que depois de explicada por algum padre, nem seria mais necessário algum documento da Igreja.

    No Catecismo de São Pio X:

    No capitulo IX “Do Matrimônio”, 826. O que é o Matrimônio?:
    “[é a união santa e indissolúvel] que lhes dá a graça de se amarem um ao outro santamente, e de educarem cristãmente seus filhos”
    O santo aqui nem fala da procriação. Há duas obrigações: Amarem-se e educar os filhos de forma cristã. O “amarem-se” envolve necessariamente ter filhos, ou seja, não é possível separar o “amar” do “ter filhos” ou “adotar filhos”, estes que deverão ser educados cristãmente.

    São Pio X nos ensina que o Matrimônio tem uma significação especial, qual seja, a união indissolúvel de Jesus Cristo com sua Igreja, Sua Esposa. Imagine se a Santa Igreja falasse a Cristo: “Olha senhor, me desculpe, mas como estamos sem provisões, não temos mais lugar para colocar os fiéis, e outra, se convertermos muita gente, não conseguiremos dar conta de tanta gente, é melhor darmos um tempo com as conversões…assim podemos nos organizar melhor…deixemos passar o inverno para que retomemos nossa função no verão? O que acha?”

    É isso que um casal faz quando decide frear sua Santa Missão num matrimônio…é um ataque ao sacramento

    No ponto 832 responde-se sobre que efeitos produz o Sacramento. Em primeiro lugar, dá aumento da graça santificante e em segundo, CONFERE GRAÇA ESPECIAL PARA SE CUMPRIREM FIELMENTE TODOS OS DEVERES MATRIMONIAIS… claro entre estes deveres o de cuidar dos filhos. Todos acham lindo repetir que Deus jamais dá uma cruz maior do que se pode carregar, mas na hora de colocar em prática!

    No poonto 836, responde-se sobre qual a intenção que deve ter quem contrai o Matrimônio. 1-Fazer a vontade de Deus;2- procurar nele a salvação da própria alma;3 educar cristâmente os filhos se Deus lhos der… Se Deus lhos der. Novamente, se Deus lhos der e não se o casal os evitar…Deus decide…

    ATÉ NO CONCILIO VATICANO II, tão séria é esta questão que nem tal concílio ousou deixá-la turva:
    “50. O matrimónio e o amor conjugal ordenam-se por sua própria natureza à geração e educação da prole. Os filhos são, sem dúvida, o maior dom do matrimónio e contribuem muito para o bem dos próprios pais. O mesmo Deus que disse «não é bom que o homem esteja só» (Gén. 2,88) e que «desde a origem fez o homem varão e mulher» (Mt. 19,14), querendo comunicar-lhe uma participação especial na Sua obra criadora, abençoou o homem e a mulher dizendo: «sede fecundos e multiplicai-vos» (Gén. 1,28).”

    Quando Noé saiu de sua arca Deus disse para que fossem fecundos também…

    Quanto mais filhos, maiores os “agentes” para que os pais sejam santificados, ou querem alguns pais rejeitar as benção santificantes de Deus?

    Ainda depois no ponto 51:
    “Quando se trata, portanto, de conciliar o amor conjugal com a transmissão responsável da vida, a moralidade do comportamento não depende apenas da sinceridade da intenção e da apreciação dos motivos; deve também determinar-se por critérios objectivos,”

    Ou seja, usar o método da tabelinha não é pecado quando se tem motivos claros, realmente graves e que possam ser expressos objetivamente. (e aqui entra numa discussão estranha que eu nem ouso me envolver…no caso, se houvesse algo ainda maior em jogo do que a procriação …)

    Há um texto de 1948 do padre Hugh Calkins que ele justamente trata desta questão: “Ritmo (MOB): O compromisso infeliz” (Aliás, Ferretti, coloco-me à disposição para traduzir este texto se for interessante…)

    La ele expõe que tal prática pode não ser pecado como eu disse acima, como pode ser venial, ou mesmo e na maioria das vezes, mortal, pois se tem a intenção de impedir a vontade de Deus.

    E ele alerta sobre outras coisas graves:
    Este pecado contra a moral pode, com grandes chances, gerar outros como a masturbação, o adultério em pensamento e até a infidelidade conjugal materialmente consumada.

    Note que até entre os animais, quando estão em período fértil, eles naturalmente se sentem mais atraídos pelas relações sexuais. Com os seres-humanos, na grande maioria, ocorre a mesma coisa. E isso foi feito inteligentemente por Deus, para impulsionar seu pedido: “Sede fecundos…”

    Nada é a tôa.

    Mas vem o homem espertalhão e quer controlar Sua Vontade.

    E se nestes momentos férteis, é quando se tem, ainda mais, uma inclinação aos desejos das relações conjugais, é aí que mora o perigo, pois o o homem por se prevenir de um novo filho, deixa de fazer aquilo que lhe é próprio e de direito, ele pode querer escapar de tal vontade por outros meios…

    É comparável à anorexia.

    Pior ainda é quando os pais, contaminados pelo materialismo, querem evitar filhos pois não querem que seus filhos usem tênis da Olympikus ao invés da Nike.

    Por isso, caro Thiago, não sei se simples raciocínios de bom-senso lhe são suficientes.

    O MOB é perigosíssimo, deve ser utilizado somente com a orientação de um bom padre (onde ele está?), e nunca ser tido como “é normal e aceito pela Igreja” então eu vou fazer.

    Perceba, se existem momentos em que sua utilização pode ser justificada, ele é permitido em situações extremas. Poranto ele não é “permitido”. Ele “é permitido QUANDO”…é algo restritivo. Por isso iniciei meu outro post como “Não é permitido” pela Igreja.

    Por isso, quando você diz, “Vc está errado”, diz sem dizer o que está errado, e o que você propôs, como já disse 3 vezes, não é contrário ao que eu disse.

    Espero que você tenha entendido melhor, e que não queira justificar aquilo que convém mas que não é bom diante de Deus.

    Termino com palavras de Nosso Senhor Jesus:
    “Meu Pai, se é possível, afasta de mim este cálice! Todavia não se faça o que eu quero, mas sim o que tu queres.”

    Um abraço,

    Vladimir

  25. Vladimir,

    A Igreja é muito clara em condenar um erro. “se alguém defender idéia X seja anátema” e assim vai.

    Tudo o que vc mostrou mostra o valor do matrimônio e sua finalidade. Cadê o texto condenando? Tudo aí em cima é interpretação sua, que confesso não me interessa. Coloque um texto da Igreja condenando o controle natural. Não existe. Simples assim.

    Deixa a exegese para outros. Vc é apenas um leigo dando uma opinião.

    Fico no aguardo do texto.

    Thiago

  26. Thiago,

    Você quer que eu cite um documento que anatemize o oposto, um documento que proclame algum dogma. Claro que ele não existe.

    Primeiro: Porque infelizmente hoje em dia a Igreja não anatemiza mais nada não define mais as coisas como você quer. Não há um dogma que defina qual é o momento exato da concepção. Devemos nos calar diante do aborto então?

    Segundo: Os métodos contraceptivos passaram a ter mais destaque no século XX por causa do avanço técnico. Se nunca foi discutido antes este tipo de coisa, simplesmente é porque isso sempre foi muito claro aos católicos, nunca foi um tabu.

    Que controlar a vontade de Deus seja pecado, isso é mais velho do que andar pra frente, isso é o que fez com que Lúcifer caísse. E agora vem você querendo documentos…

    È exatamente para isso que serve um concílio, para acabar com discussões acerca de coisas como essa. Por isso que caberia bem um concílio para muita coisa hoje em dia.

    Você quer dizer que antes do dogma de que Cristo é Deus, não era pecado dizer que Cristo não era Deus?

    Você quer dizer que antes do dogma da virgindade pérpetua de Maria não havia problema dizer que ela teve relações conjugais com José?

    Você quer dizer que antes de se ensinar que fora da Igreja Católica não há salvação, a pessoa não pecava ao dizer o contrário?

    Você quer inclusive dizer que podemos jogar no lixo o raciocínio de que Maria seja a medianeira de todas as graças, sendo que não há dogma para isso ainda?

    Você quer um documento que diga algo que é claro aos olhos, caso contrário você não se sente obrigado a raciocinar sua fé e vai fazendo o que quer?

    Não controlar a vontade de Deus é algo óbvio que norteia a vida de qualquer cristão desde sempre…

    E veja:

    Se pouco importa o que eu penso, muito menos importa o que você pensa e que nem se deu ao trabalho de explicar o que você pensa.

    Se não há documento que confirme o que eu disse, muito menos há documento confirmando que a prevenção natural é algo que pode ser feito.

    Se não há um e nem outro, a prudência nos leva a continuar fazendo o que fazemos antes:

    Se não se sabe se é ou não lícito prevenir, então nada deve ser feito, até que a Igreja se posicione. Nada ser feito, significa: Não podemos tomar a atitude de fazer algo que não sabemos se ataca ou não a Deus. A atitude positiva não deve ser tomada até que se saiba.

    Há um quintal com uma amoreira e você quer comer amoras. Você está na dúvida se o terreno da amoreira é particular ou público. Ora, você não pode invadir o terreno até ter certeza. É, no mínimo, precipitado, entrar no terreno com a desculpa já em mente “Puxa, desculpe, pensei que o terreno fosse público”

    E veja, eu aqui só estou defendendo que o terreno seja privado, mas continuo parado, aqui do lado de fora do terreno. Não estou discutindo que, amanhã, possamos descobrir que este terreno seja público ou não. Ele pode até ser. Mas por enquanto defendo apenas o fato dele ser privado pois tudo indica.

    Portanto meu caro Thiago, se você quer discutir este “tudo indica”, ótimo.

    Senão, entre e coma as amoras, eu não lhe acompanho, por mera questão de prudência. Se amanhã eu descobrir que o terreno é público, eu lhe digo:

    “Poxa Thiago, voce estava certo, perdoe-me…vamos comer junto as amoras…”

    Mas por enquanto sigo com todas os indícios de que o terreno é privado. E por prudência não ultrapasso a linha.

    Volte à primeira mensagem que você publicou dizendo “Vc está errado”. Como você pode dizer que estou errado se a Igreja nada disse sobre o que é certo? Ah sim, você disse que eu estava errado em dizer que a Igreja condenava? Sim, disse mesmo, e dei meus argumentos para isso. POis como eu disse, sempre se acreditou que Cristo era Deus, o povo não começou a acreditar somente após o dogma, sempre se acreditou que fora da Igreja não havia(há) salvação, não foi depois do anátema que o povo passou a acreditar, ou seja, já tinham subsídios para acreditar nisso tudo. Isso nem se discutia, quando se passou a discutir, a Igreja vai e lança o anátema para proteger seus filhos da confusão. O que eu digo, pois, é que se tem muitos subsídios para se crer que qualquer metodo contraceptivo não é permitido pela Igreja (talvez com raríssimas exceções). Discuta portanto tais subsídios, se quiser, pois nossa discussão não vai mudar o que é ou não pecado.

    Por este e por muitos outros assuntos é que o povo de Deus precisa de um Concílio para acabar com várias confusões. Não sei se merecemos tamanha Graça…

    PS: Dizer que tudo que eu havia escrito no outro post é integralmente minha opinião, tange à desonestidade…basta reler.

    Um grande abraço,

    Vladimir

  27. Precisão: “permitido pela Igreja” seria, no fim, permitido por Deus.

  28. Do Catecismo Católico:

    347. Quais são os pecados gravemente contrários ao sacramento do Matrimónio?

    1645-1648

    São: o adultério; a poligamia, porque em contradição com a igual dignidade do homem e da mulher e com a unicidade e exclusividade do amor conjugal; a rejeição da fecundidade, que priva a vida conjugal do dom dos filhos; e o divórcio, que se opõe à indissolubilidade.

    Enquanto o legislador não me indica as exceções para a rejeição da fecundidade, nada posso fazer…

  29. Vladimir,
    Não vou perder tempo com a sua argumentação, não vale a pena. Vou me ater ao que diz o Catecismo que é a único ponto relevante que vc apresentou. Ele diz que é pecado ”a rejeição da fecundidade, que priva a vida conjugal do dom dos filhos;” Pois bem, rejeição de fecundidade existe no preservativo e na pílula de modo claro e inequívoco. Não existe rejeição de fecundidade no ato conjugal mesmo que planejado, pois ato é ato (não sei se fui sutil na ironia…).
    Enquanto a Santa Madre não se pronuncia siga o exemplo dela (que é o mesmo que seguir a Cristo): fique quieto. Não opine sobre assuntos tão delicados e que vc não estudou com profundidade e nem tem certeza absoluta.
    Abraço,
    Thiago

  30. Saudades do Tribunal do Santo Ofício.
    Enfim, o Palazzo ainda existe e o Papa do novo Syllabus também (o, definido pela esquerda [não-]católica como, ultraconservador)… Ainda existem, e ambos no Vaticano…

    Será que o plano dos post-conciliares de “adormecer” [e fazer morrer] a Santa Inquisição virá por água a baixo…!?
    Esperamos que sim!

  31. Thiago,

    Você diz:

    “Não existe rejeição de fecundidade no ato conjugal mesmo que planejado, pois ato é ato (não sei se fui sutil na ironia…).”

    Com sua atitude, apenas posso rir e repetir o que você me disse em outro post:

    Tudo aí em cima é interpretação sua, que confesso não me interessa.

    Você que interpreta que no ato conjugal controlado (controlado!) não há rejeição da fecundidade quando se tem intenção de controlar a fecundidade. Isso é atentado à inteligência dos leitores. Acorde.

    Aprenda a ler: No catecismo está escrito “evitar a fecundidade”, isto envolve os atos e atitudes conjugais ou não…aprenda a ler.

    E outra coisa:
    Por que você não fez exatamente o que me orientou? Fique quieto! Quem é você para extravasar a interpretação do catecismo? Espere a Santa Madre Igreja se pronunciar então meu caro. Até lá, você não pode fazer algo que pode ou não ser pecado…

    Você somente se contradiz em sua argumentação.

    E se não quer perder tempo com a minha, saiba que com a sua você chama a mim e a todo mundo de burro baseado neste seu positivismo jurídico…

    E meu amigo, a Santa Madre Igreja, através de sua Tradição também fala. Pergunte aos padre “pré-conciliares” o que pensam em relação a isso. Como eu disse, um posicionamento infalível por parte dela neste assunto seria apenas para “trancar” a janela que já está fechada…a Igreja não esta quieta não.

    Você até agora sambou e sambou diante do que eu escrevi, não refutou um só raciocínio, prendeu-se ao positivismo desonestamente inclusivo, realmente, o que você disse “não vou perder tempo com sua argumentação”, é o que você fez desde meu primeiro post respondendo ao Renan: Nunca te interessou entender este assunto. Muito mais do que não se interessar, parece que você DESEJA que isto não seja pecado

    Que a virgem Maria lhe proteja e São José lhe dê a graça da castidade e da harmonia familiar.

  32. Caríssimo Vladimir,

    Parabéns!
    Brilhante explanação, técnica didática e conteúdo!

    Parabéns pela caridade, paciência, esforço e empenho na explanação!

    Sua energia não foi em vão, aprendi muito do que precisava entender sobre o assunto.

    Não existem somente ‘pedras’ no caminho de quem semeia!

    Deus te abençoe.

    Em JMJ,

    Renata

    Que Deus una a todos na verdadeira fé, sem a qual é impossível agradá-Lo (Hb 11,6)!

  33. É importante dizer que eu me refiro a tudo isto de maneira genérica. Os casos mais particulares como uma mulher doente que pode ter problemas gravíssimos se ficar grávida, até situações políticas em que todos os bebês são mortos por algum motivo, enfim, todos os casos particulares somente um padre é que pode dar um orientação correta…

  34. Como entender…

    O caro T(t)hiago me desafiou a encontrar na Igreja um ensinamento infalível de que o MOB não é permitido. Eu ia dizer a mesma coisa para ele: E onde estão os ensinamentos que dizem que SÃO PERMITIDOS?

    Eu já logo disse que a Igreja ainda não se pronunciou sobre isto pois nunca precisou…é simples.

    Fui atrás das provas que eu ia pedir pra ele.

    Deparei-me com uma fonte muito segura, o site Canção Nova que se refere continuamente à CENPLAFAM – Confederação Nacional de Planejamento Natural da Família.

    Esta entidade civil é presididade pela senhora Heloísa Pereira. Num discurso ela se refere claramente à Igreja, logo percebi que esta associação tem relação com católicos. É aí que eu achei que encontraria as provas oficiais da Igreja de que o MOB ou Tabelinha são aceitos.

    Na página inicial desta entidade:

    A quem interessa a Cenplafam?
    “A todos os canais que desejam planejar sua família, isto é: decidir sobre o número de filhos que desejam ter e sobre quando ter cada um deles através dos MÉTODOS NATURAIS.”

    Não, isso não quer dizer impedir a Vontade de Deus. Isso é simpesmente dar uma ajudinha a Deus para que Ele saiba melhor o que e quando fazer.

    A frase que está no topo do site afirma:
    “Eu vim para que todos tenham vida” ( Jo 10,10)”
    Mas nós que decidimos sobre esta vida…

    Esta entidade esta ligada oficialmente ao WOOMB, uma entidade australiana que também se diz baseada nos ensinamentos da Igreja.

    =================================

    Li a Humanae Vitar de Paulo VI que trata deste assunto:

    No ponto 16 > “Se, portanto, existem motivos sérios para distanciar os nascimentos, que derivem ou das condições físicas ou psicológicas dos cônjuges, ou de circunstâncias exteriores, a Igreja ensina que então é lícito ter em conta os ritmos naturais imanentes às funções geradoras, para usar do matrimônio só nos períodos infecundos e, deste modo, regular a natalidade, sem ofender os princípios morais que acabamos de recordar (20).”

    COnitnuando neste mesmo ponto, aquilo que eu achei para o thiago! Vejam, a Igreja considera lícito:

    “A Igreja é coerente consigo própria, quando assim considera lícito o recurso aos períodos infecundos, “ Mas leiam o ponto 16 acima: Se existem motivos sérios…quem julga se o motivo é sério ou não?” E por quê então a frase abaixo?”

    O Papa Paulo VI ainda diz que, tanto no método natural quanto no artificial>>> “É verdade que em ambos os casos os cônjuges estão de acordo na vontade positiva de evitar a prole(…)”

    O Papa Joao Paulo II, em 1981, diz do próprio Paulo VI na “Familiaris Consortio” no seu ponto 32:
    “E conclui reafirmando que é de excluir, como intrinsecamente desonesta, «toda a acção que, ou em previsão do acto conjugal, ou na sua realização, ou no desenvolvimento das suas consequências naturais, se proponha, como fim ou como meio, tornar a procriação impossível»”

    Com isso poderíamos concluir uma coisa, mas, o próprio Paulo VI, e ainda o Paulo VI, disse, indicado na Familiaris Consortio de JPII:
    “Quando pelo contrário os cônjuges, mediante o recurso a períodos de infecundidade, respeitam a conexão indivisível dos significados unitivo e procriativo da sexualidade humana, comportam-se como «ministros» de plano de Deus e «usufruem» da sexualidade segundo o dinamismo originário da doação «total», se manipulações e alterações”

    Joao Paulo II deixa subjetivo em sua exortação em 1981 num congresso internacional da Familia da Europa e da Africa:

    “Vista neste profundo contexto do desígnio de Deus sobre o matrimónio e a vocação para a vida conjugal, a vossa tarefa nunca ficará reduzida nem a uma questão de apresentar um método biológico ou outro, nem muito menos a subestimar o apelo premente de Deus infinito. A vossa tarefa consiste, antes, segundo a situação de cada casal, em ver que método ou combinação de métodos é melhor para o ajudar a responder devidamente às exigências do chamamento de Deus.””
    Por que não deixou claro algo essencial, ou seja, a condição exposta na Humanae Vitae, no ponto 16?
    >
    >
    >
    Não é de se estranhar que a tal WOOMB ou Cenplafam citam apenas os documentos pós-conciliares para dar base ao seu apostolado.

    E quando lemos os documentos eles parecem confusos…

    E justamente por isso que todos ficam nesta confusão. Por isso que surgem estes grupos. Basta interpretar como eu quiser…afinal, quem julga se os motivos são sérios ou não???

    Na “familiaris consortio”, o Papa Joao Paulo II diz que os Teólogos precisam correr para falar alguma coisa neste sentido…se é lícito ou não, mas na Humanae Vitae o papa Paulo VI já teria dito “A Igreja é coerente…”. Dizem que a ciência ainda

    Fica confuso.

    Bem confuso.

    Tanto Paulo VI quanto Joao Paulo II se mostram prepocupados nestes documentos com o que poderia acontecer com as famílias.

    E como se viu acima, de forma tímida dizem que não se pode regular, mas o regulamento natural pode ser feito. E isso traria maior equilíbrio moral e espiritual às famílais, chegando a atingir o que realmente Deus quer delas…

    E deu certo! Os métodos “responsáveis” de controle são utilizados somente naquelas condições, quando há motivo sério para tal. Hoje, mais de 30 anos depois, vê-se que as famílias católicas estão cada vez mais numerosas, estão quase ultrapassando o número de muçulmanos no mundo e as taxas de natalidade são altíssimas. Enfim, a paternidade responsável ajudou muito o grupo mais importante da sociedade, a família…neste ritmo os católicos serão maioria no mundo em breve!

    É o cuidado pastoral pós-Vaticano II…

    Como entender…

  35. Cara Renata,

    Que bom que você teve paciência de ler tanta coisa.Obrigado!

    Pelo amor de Deus, a maioria dos problemas desta questão tem a ver com a aplicação em casos concretos por motivos específicos. Por isso, pelo amor de Deus, sempre consulte um sacerdote antes de tomar qualquer ação…

    Que Nossa Senhora lhe guarde!

    Vladimir

  36. E não é que Deus é completamente Bom?

    Acabo de receber de um grande amigo que leu aqui meus textos, alguns trechos do livro “Pio XII e os problemas modernos”…que Deus lhe retribua a caridade.

    E vejam que coisa curiosa:
    “[O matrimônio] não tem como fim primário e íntimo o aperfeiçoamento pessoal dos esposos, mas a procriação e a educação da nova vida. Outros fins, embora também esses visados pela natureza, não se encontram no mesmo grau do primeiro(…)”
    (até no Fratres isso já saiu https://fratresinunum.com/2008/10/23/pio-xii-e-os-problemas-modernos-v-os-fins-do-matrimonio/ )

    Já se começa por aí: O fim primário é a procriação e a educação da prole. O caráter unitivo é secundário. É secundário. A Santa Sé não disse, ela PRONUNCIOU POR MEIO DE DECRETO PÚBLICO(infelizmente no texto que leio não encontro qual decreto, mas foi citado no Discuso aos esposos de 1951)…

    Ora e o que isso tem a ver?

    O Papa Pio XII diz:

    “Apresenta-se além disto[esterilização direta artificial] hoje em dia, o grave problema, se e queanto o dever de pronta disposição a serviço da maternidade é conciliável com o cada vez mais difundido recurso aos tempos de esterilidade natural)assim chamados agenesíacos na mulher) o que representa clara atitude contrário àquela disposição.

    Ocorre antes de tudo considerar duas hipóteses. Se a atuação de tal teoria não quer significar outra coisa senão que os cônjuges podem fazer uso de seus direitos matrimoniais também nos dias de esterilidade natural, nada há a se oport; com isto, realmente, eles não impedem e nem prejudicam de modo algum a consumação do ato natural e suas ulteriores naturais consequências. Exatamente nisto a aplicação da teoria da qual falamos distingue-se essencialmente no abuso já assinalado, que consiste na perversão do próprio ato. Se, pelo contrário, vai-se mais longe, permitindo o ato conjugal exclusivamente naqueles dias, então a conduta dos esposos deve ser examinada mais atentamente.
    E aqui de novo duas hipóteses se apresentam à nossa reflexão. Se já na conclusão do matrimônio ao menos um dos conjuges tivesse tido a intenção de restringir ao tempo de esterilidade o próprio direito matrimonial, e não somente o seu uso, de modo que nos outros dias o conjuge não tivesse nem mesmo o direito de requerer o ato, isto implicaria num defeito essencial do consenso matrimonial, que levaria a invalidade do matrimonio porque o direito derivante do contrato matrimonial é um direito permanente, ininterrupto, e não intermitente, de cada um dos Cônjuges com relação ao outro.
    Se pelo contrário aquela limitação do ato aos dias de natural esterilidade refere-se não a um direito propriamente dito, mas só ao uso do direito permanente, a validade do matrimonio permanece fora de discussão; todavia a liceidade moral de tal conduta dos cônjuges seria para se afirmar ou se negar, conforma a intenção de observar constantemente aqueles tempos é baseada, ou não, sobre motivos morais suficientes e seguros. Só o fato de que cônjuges não ofendem a natureza do ato e estão até prontos a aceitar e educar o filho, que não obstante suas precauções, viesse à luz, não bastaria por si para garantir retidãoi da intenção e amoralidade irretorquível dos próprios motivos.

    E continua o Santo Padre:

    “Portanto, abraçar o estado matrimonial, usar continuamente a faculdade a ele própria e nele somente lícita [ato conjugal],e de outra parte, subtrair-se sempre e deliberadamente sem um grave motivo, ao seu primário dever, seria um pecado contra o próprio sentido da vida conjugal.”

    É, parece que a amoreira tem dono…

  37. Caro Vladimir Secar,
    Parabéns por suas argumentações.
    Gostaria de acrescentar de maneira resumida o seguinte:
    O ato sexual só deve existir no matrimônio.
    O fim natural do mesmo é a procriação e posterior educação moral dos filhos.
    O fim natural quando é subordinado ao prazer é pecado mortal.O prazer não pode excluir o fim natural, pode sim, estar subordinado a este.
    E veja meu amigo, acho até que não existe nem exceção, isso deve ser coisa que é criada nas mesas de confissão de padres psicólogos modernos, nesse caso.
    Creio que o código de 83, deu uma invertida nessa lei natural que é sempre seguida pela Santa Igreja.
    Muito bons, os seus comentários.

  38. Caro Vladimir e demais,
    Salve Maria

    Talvez um trecho do “Teologia Moral – Compêndio de Moral Católica para o Clero em geral e Leigos” 1959 do P. Teodoro da Torre Del Greco, O.F.M. – Doutor em Direito Canônico possa esclarecer a questão:

    “656.I.1. Liceidade das relações conjugais. As relações conjugais são lícitas quando seu objetivo é a procriação ou qualquer outro motivo honesto, por exemplo, o reavivamento do amor, evitar a incontinência não só da outra parte, mas também a própria.
    As relações conjugais são lícitas também quando se conheça que não têm consequências procriativas, tanto que o ato conjugal possa ser de modo natural(Capello, I c. 794)”(cf. IIP – S.I – TR VIII – C. VI – Artigo II – pg 745)

    Fica aqui bem claro a liceidade do ato conjugal mesmo se tendo conhecimento do período infértil.

    Que o Espírito Santo nos ilumine com sabedoria e dicernimento e nos dê um coração manso como o de Jesus.

    Fique em paz.
    Abraços.
    Manfredo

  39. Caro Roberto,

    Eu estou com você, também acho que a exceção nem exista. O grave motivo ,como diz Pio XII, acabaria por mudar o nome da ação, nem seria mais “controle de natalidade”, assim como tirar a vida de um assaltante que a aponta a arma para você não se chama mais assassinato e sim legítima defesa. O controle de natalidade é controlar o que não se pode.

    Mas claro, como disse, “também acho” e somente “acho”…enquanto ninguém se pronuncia sobre qual é(são) a(s) exceção(ões), ficamos é claro, com a regra.

    Um grande abraço,

  40. Caro Manfredo,

    Com certeza não é ilícito que as relações ocorram no período infértil, o que é confirmado pelo ótimo texto que o senhor cita. O problema é que elas ocorram SOMENTE neste período, evitando os períodos férteis indo contra o fim primeiro e principal do ato conjugal próprio do Matrimônio e do Matrimônio em si.

    Um abraço,

  41. Caro Vladimir,

    Infelizmente discordo do senhor, pois não vejo como problema, visto que é lícito. E se é lícito não é pecado.
    Um casal poderia planejar ter apenas alguns filhos? Claro que sim. Contanto que não utilizem de métodos não naturais. E este mesmo casal pode ter relações se não desejam ter mais filhos? Claro que sim.

    Como o senhor mesmo diz num post acima, na discussão sobre o MOB:
    “parece que você DESEJA que isto[MOB] não seja pecado…”

    Bom…me parece que o senhor deseja que seja. Ainda mais depois do longo texo expondo sua opinião sobre o assunto.

    Por favor, não procure maldade onde ela não exista.

    Paz e bem
    Abraços
    Manfredo

  42. Caro sr Manfredo,

    Quem disse que é lícito?
    Será que o senhor leu tudo que foi escrito acima? Será que o senhor leu o que disse Pio XII sobre isto dizendo claramente que é pecado?

    Leia tudo novamente. Meus longos textos não demonstram nenhum desejo meu que não seja. Não posso desejar aquilo que já está.

    Natural é aquilo que não depende da intenção do homem.

    Meu caro senhor, escolher INTENCIONALMENTE os períodos inférteis para se ter relações conjugais não é nada natural…isto é argumento maldoso.

    Veja este argumento:

    Uma pessoa, conscientemente vai para a praia às 7 da manhã quando a maré está bem baixa. Ela faz um buraco no chão conscientemente, pede ajuda para algumas pessoas para que ela fique enterrada de modo que somente a cabeça fique para fora. Ela sabe que a maré irá subir, sua cabeça ficará submersa e ela morrerá afogada. Ela sabe que isso ocorrerá e aceita conscientemente . Logo a maré bem e a pessoa morre afogada.

    Se a pessoa não for louca da cabeça ela sem dúvida quis se matar, foi suicídio, foi pecado.

    Mas não! Imagine! A culpa é da maré que naturalmente subiu! Ele não cometeu pecado! Ele se matou “naturalmente”…

    Por isso, infelizmente o senhor não concordo comigo. E felizmente eu não penso como senhor.

    Um grande abraço,

    Vladimir

  43. Caríssimo Vladimir Sesar, Salve Maria Santíssima!

    Parabéns pelas suas explanações!

    Em Cristo,

    Rodrigo Cassio Rodrigues

  44. Caro Rodrigo,
    Salve Maria!

    Agradeço seu comentário para repetir o que já disse duas vezes e acrescentar o que um padre me disse ontem:

    Há exceções SIM, elas são raríssimas, mas sempre, sempre um sacerdote deve ser consultado.

    Um abraço,

    Vladimir

  45. Caro Vladimir,

    Sua mudança pra um “tom” mais agressivo não condiz com um debate saudável. Faz-me parecer que concordo com algum coisa absurda e abominável. Peço um pouco mais de respeito.

    Mas continuemos…
    O senhor pergunta: “Quem disse que é lícito?”
    Ora, o senhor mesmo afirmou: “Com certeza não é ilícito que as relações ocorram no período infértil[…]”

    O senhor escreveu:
    “O caro T(t)hiago me desafiou a encontrar na Igreja um ensinamento infalível de que o MOB não é permitido. Eu ia dizer a mesma coisa para ele: E onde estão os ensinamentos que dizem que SÃO PERMITIDOS?”
    e também:
    “Se não se sabe se é ou não lícito prevenir, então nada deve ser feito, até que a Igreja se posicione.”

    Ora… não mostrei o ensinamento ordinário que é permitido e lícito? E coloco novamente:
    “As relações conjugais são lícitas também quando se conheça que não têm consequências procriativas, tanto que o ato conjugal possa ser de modo natural”

    Ou estaria o Pe. Del Greco errado? Pois não pode ele e o senhor estarem certos ao mesmo tempo.

    O senhor escreve:
    “Natural é aquilo que não depende da intenção do homem.”
    Veja o sofisma desta frase… Ter a intenção de ter filhos e tê-los seria então…antinatural.
    Meu senhor… querer evitar filhos é tão natural quanto querer tê-los. Querer ter uma família planejada não é errado. E usar de métodos naturais como tabelina e MOB, queira ou não…é natural. Não é a intenção que deixará o método antinatural.

    Querer comparar planejamento familiar com suicídio é um tanto quanto maldoso. Não acha?

    MAS… num ponto concordamos com Pio XII: privar inteiramente o matrimônio do fim procriativo é desvirtuar o sacramento… é sacrilégio.

    E planejamento familiar(com tabelinha e MOB) está longe de fazer privar o fim primário do matrimônio.

    E mais compostura nas conversas. Respeito sua opinião, mesmo sem concordar com ela ;)

    Abraço
    Manfredo

  46. Sr Manfredo,

    Desculpe se o sr achou falta de compostura minha, mas o senhor que iniciou dizendo: “parece que o sr que deseja”, sendo muito irônico. E eu que não tenho compostura?

    O senhor está tomando sopa com garfo, e não leve a mal a minha comparação.

    Padre Del Grecco esta certíssimo, mas o senhor se confunde na aplicação do que ele diz!!!!!!!!!!!!!!!!

    Ter relações no período infértil não é ilícito. Mas tê-las SOMENTE NESTE PERÍODO, o que é o inverso, SIM, É ILÍCITO!!!!!! (a não ser com grave motivo!!!!)

    Pio XII confirma isso no livro que eu citei.

    SObre o que eu disse sobre “natural” e “intenção”, o senhor me corrigiu bem. Expressei-me mal mesmo.

    O homem naturalmente tem intenções. Ele pode querer ser padre, casar ou viver solteiro. Cada escolha dessas que ele faz gera obrigações.

    No matrimônio, a obrigação primária é ter filhos. (mas NATURALMENTE, pode não ser possível). Mas NUNCA NUNCA NUNCA NUNCA NUNCA NUNCA se separa o ato conjugal da intenção de se ter filhos.

    Evitar os atos conjugai nos momentos férteis, revela qual intenção? ora, por favor…

    “E planejamento familiar(com tabelinha e MOB) está longe de fazer privar o fim primário do matrimônio.”
    Acesse o site da canção nova e veja os casos dos casais que utilizaram a “abençoada tabelinha”, vejam o que eles realmente quiseram.

    E assim as famílias católicas vão tendo 2 ou 3 filhos no máximo: “Puxa, tenho que dar o melhor pro meu filho…” E nisto sim, o homem acaba controlando o que não pode.

    E no meu exemplo, o suícidio nada mais representou que um pecado. E evitar filhos sem gravíssimos motivos também é pecado. Por isso a comparação cabe muito bem!

    Maldade é dizer que não há nada de errado com planjemaneto do número de filhos. Planejar a família é normal: QUal carro compraremos, onde moraremos, quanto gastaremos.

    Planejar o número de filhos, evitando aqueles que Deus quer mandar. Ah, com certeza, isso é quase um suícidio do matrimônio. Quase pois Deus sempre está disposto a nos ajudar…