O que querem da Fraternidade São Pio X?

Fonte: Online.Baires.com – 01/04/2011

Tradução: Fratres in Unum.com

Ontem, sexta-feira , Mons. Bernard Fellay brindou-nos com uma conferência a portas abertas em Buenos Aires.

Parecia estranho que em um clima de profunda calma, pouca gente e a portas abertas estivesse falando um dos homens mais influentes da atualidade eclesial. Oito dos 83 sacerdotes ordenados em toda França em 2010 foram consagrados na Suíça, em julho passado, pelo Superior Geral da Fraternidade, 10 % do total em um país inteiro. Há 20 anos era 1 a cada 100. Tanta é a influência da Congregação fundada por Mons. Lefevbre que o mesmo Papa comentou no ano de 2005 “que a Fraternidade opinará sobre isso”, por causa de uma comunhão administrada a um protestante nos funerais de JPII.

Um movimento de ressurgimento da antiga liturgia está começando a ser notado em muitas partes do mundo – enfatizou o Bispo. É como se tivessem encontrado a chave da sacristia, que estava perdida há muitos anos, ironizou.

Por outro lado, ele quis destacar como tudo isso se produz em um ambiente de contradição; no ano em que Bento XVI promoveu como “Ano Sacerdotal”, pondo como modelo o Santo cura d’Ars. “Se bem notarmos esta situação de uma melhoria no aspecto litúrgico, as conseqüências do concílio parecem não cessar. Assim, o início deste ano foi marcado com duas graves notícias que não alegram aos fiéis cristãos: A nova reunião de Assis e a possível beatificação de JPII.”

Ele se propôs a ver o Santo Padre, que olha com bons olhos à Fraternidade São Pio X, que deseja uma volta à liturgia milenar, mas que não quer desapegar-se do Concilio vaticano II; que não vê neste Concílio as graves conseqüências para a Igreja.

O bispo relatou como cardeais, prelados e membros da Cúria romana, pessoas próximas e amigas da congregação de Lefevbre, contam seguidamente este apreço do Papa para com a Fraternidade, dizendo entre outras coisas, que o Pontífice a reconhece como a única no mundo que defende a doutrina com absoluta resolução e sem preocupações.

Um novo dado saudado pelo público na conferência foi o relato de que a excomunhão de Mons. Lefevbre também havia sido levantada. Isso ocorreu quando os 4 bispos da Fraternidade foram reabilitados por ordem e decisão papal, que anulou o decreto no qual não somente os quatro figuravam, mas  também Mons. Marcel Lefevbre e Mons. De Castro Mayer.

Ele denunciou certas manobras arbitrárias por parte da Secretaria de Estado Romana, que atualmente parece controlar grande parte da atividade eclesial. Em diálogo com o secretário da Pontifícia Comissão “Ecclesia Dei”, recebeu as advertências e o pedido de comunicar aos fiéis “que nem tudo o que sai de Roma, sai do Papa”. Algo contraditório, sem lugar a dúvidas, esclareceu Fellay, mas  que mostra quanta revolução transita pelos corredores  vaticanos.

Em junho passado, quando se planejavam as ordenações de subdiaconato na Alemanha, a conferência episcopal alemã repudiou publicamente a Fraternidade, rogando ao Papa que tornasse a excomungá-la caso as ordenações previstas se realizassem. “Recebemos três chamados consecutivos do Cardeal Castrillón Hoyos, pedindo em nome do Papa, que não realizássemos as ordenações.” Nós, os 4 bispos da Fraternidade, nos reunimos para decidir e escrevi  uma carta anunciando a Bento XVI que não as realizaríamos na Alemanha, mas todos seriam ordenados no mesmo dia no seminário de Suíça. Santidade — escrevi — entendemos isso como uma medida de sobrevivência nessas situações complexas e difíceis”, relatava ontem na conferência Monsenhor Bernard Fellay.

Logo ao falar também sobre a conversão do grupo anglicano e do modus galicanus do rito que lhes foi concedido, Monsenhor referiu-se à situação atual da Igreja francesa, como exemplo do que ocorre na Europa. Situação bastante opressiva e estarrecedora, de que revelou algumas cifras;

– A idade média hoje em dia dos sacerdotes franceses é de 70 anos. Cifra que pelas poucas ordenações, a cada ano é um mais, porque não há um número representativo de novos sacerdotes.

– Os sacerdotes têm a seu cargo entre 20 e 60 paróquias cada um. “Conheci um sacerdote de 74 anos, que havia sido nomeado Vigário de outro de 86, para que ambos se encarregassem de 92 paróquias.

-E a bancarrota não é somente espiritual, é também física, pela quantidade de sentenças judiciais milionárias em conseqüência dos escândalos de pedofilia, etc.

“Dentro de poucos anos, não existirá igreja na França –- enfatizou o Superior da Fraternidade — Deus não o permita”.

O último relato que brindou à concorrência foi sobre a basílica de São Pedro em Roma, onde há alguns anos, às 7:15h da manhã, se pode encontrar muitas missas tradicionais. Muitos desses sacerdotes têm se aproximado da Fraternidade. Primeiramente com um pouco de receio, contou o bispo, mas logo foram tornando suas missas públicas. “A princípio eram entre 10 e 15, hoje já são entre 20 e 30. Entre 20 e 30 missas tradicionais a cada dia.” “Tive a oportunidade de falar com a maioria desses sacerdotes jovens e lhes perguntei o que eles esperavam da Fraternidade? A resposta foi muito alentadora, entre outras coisas, muitos deles me responderam: A doutrina, Monsenhor, queremos a doutrina”.

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17 Comentários to “O que querem da Fraternidade São Pio X?”

  1. – Sim, Monsenhor, aqui no Brasil e no Estado de Santa Catarina nós também queremos a doutrina! (E um Priorado também iria muito bem…)
    : )

  2. “que o Pontífice a reconhece como a única no mundo [a FSSPX] que defende a doutrina com absoluta resolução e sem preocupações.”

    Se D. Fellay inventou uma coisa dessas, ele seria imprudente.

    Sendo verdade, isso dói pra muita gente!!!

    “que anulou o decreto no qual não somente os quatro figuravam, mas também Mons. Marcel Lefevbre e Mons. De Castro Mayer.”
    E tem pessoa que diz que Monsenhor Lefebvre está excomungado…

  3. Muita tristeza pela França. Que s. Cura d’ars interceda por esse clero progressista (assim como pelo tradicionalista). A Igreja não precisa de “istas”, mas de autenticidade na vivência do Evangelho.

  4. Muita tristeza pela França e igual tristeza pelo Brasil, pelos EUA, pelo Canadá, pelo …,

    …,

    …,

    …,

    e Zimbábue.

  5. Graças a Deus é Dom Fellay e não DOm WIlliamson ou Dom Tissier no comando da FSSPX.

  6. Concordo com a Sra. Natália Prado.

  7. N. Prado,
    Se possível entre em contato comigo… Devo ir para FLN em breve… MSN: magnobsb@hotmail.com

    Salve Maria

  8. Necessitamos de Padres, como o Pe. Marcelo Tenório, e Bispos como D. Fellay aqui na Paraíba. Alguém tem um!?
    Aliás, alguns, uns 50 estão de bom tamanho. Que dê para fazer uma “revolução”, pois um pobre Monsenhor, Jaelson, fora expulso da Catedral – no 3º ano, apenas, como Pároco – pelo ArquiPontífice Metropolitano, por ter posto a Cátedra no seu devido lugar e ter rezado uma Missa – e que se note, Missa Nova e em língua “populi” – versus Deum, no Altar de São Pedro, pelo 3º ano do pontificado de S. S.

    ***

    DA FSSPX,
    O QUE QUEREMOS!?

    QUEREMOS A DOUTRINA DA SANTA IGREJA, A QUAL D. LEFEBVRE NUNCA DEIXOU E A QUE OS VERDADEIROS PADRES ESTÃO UNIDOS!

    QUEREMOS A DISCIPLINA CATÓLICA QUE D. LEFEBVRE – E D. MAYER – SEMPRE OBSERVARAM, MESMO EM TEMPOS DE CRISE!

    QUEREMOS A OBEDIÊNCIA QUE D. LEFEBVRE E D. MAYER TIVERAM À SANTA IGREJA E À TRADIÇÃO, BEM COMO AO PAPADO!

    QUEREMOS A BATALHA!

    QUEREMOS A CRUZ E NÃO O CISMA DE ALGUNS QUE DIZEM SER CATÓLICOS E SEGUIREM O EXEMPLO DE D. LEFEBVRE E D. MAYER!

    QUEREMOS A SANTA MISSA, DE FACTO, E NÃO A MISSA SUJEITA AOS GOSTOS E CAPRICHOS DAS “PERMISSÕES E ESTADOS DE ESPÍRITO” DE ALGUNS!

    QUEREMOS ESTAR UNIDOS AO SANTO PADRE, DEFENDENDO A IGREJA E AUXILIANDO AO SUMO PONTÍFICE A SEGURAR O LEME, COM NOSSAS ORAÇÕES, E NÃO TENTANDO TOMAR O LEME PARA NÓS, ESTEJAMOS NÓS NA PROA OU NA POPA, A BOMBORDO OU A ESTIBORDO DA NAVE!

    COMBATS ET COURAGE, NOTRE DIEU!

    QUE ESTEJAMOS SEGUROS, DE VIVER NA BATALHA, E MORREMOS, AGARRADOS À CRUZ, DENTRO DA SANTA IGREJA, E, PELA GRAÇA DE DEUS, AGUARDANDO O CÉU!

  9. Essa historia de que levantou excomunhão de Dom Lefebvre nao colou não.quem dera que pudesse! mas que eu saiba para pessoas falecidas nao se levanta excomunhão.Seria reconhecer que não houve excomunhão e iss o Papa não fez.Basta ler o testo abaixo do Motu proprio.Para o Santo Padre nenhum dos bispos e padres da FSSPX exercem licitamento o ministerio. Ou seja estão irregulares na Igreja até resolver a questão doutrinária.
    4. No mesmo espírito e com o mesmo compromisso de favorecer a superação de todas as rupturas e divisões na Igreja e de curar uma ferida sentida de modo cada vez mais doloroso no tecido eclesial, eu quis retirar a excomunhão aos quatro Bispos ordenados ilicitamente por D. Lefebvre. Com esta decisão, desejei tirar um impedimento que podia prejudicar a abertura de uma porta ao diálogo e convidar assim os Bispos e a “Fraternidade São Pio X” a reencontrar o caminho para a plena comunhão com a Igreja. Como expliquei na Carta aos Bispos católicos, do passado dia 10 de Março, a remissão da excomunhão foi uma providência no âmbito da disciplina eclesiástica para libertar as pessoas do peso de consciência representado pela censura eclesiástica mais grave. Mas obviamente as questões doutrinais permanecem e, enquanto não forem esclarecidas, a Fraternidade não dispõe de um estatuto canónico na Igreja e os seus ministros não podem exercer de modo legítimo qualquer ministério.

  10. Concordo caro Robson,
    É bom que Domb Fellay esteja no comando da Fraternidade.
    Dom WIlliamson ou Dom Tissier ficariam melhor no comando da Igreja toda.
    Tanto um como o outro dariam ótimos papas.

  11. Concordo! Monsenhor, aqui no Brasil e no Estado de Mato Grosso do Sul, sobretudo em Campo Grande nós também queremos a VERDADEIRA doutrina! (E um Priorado também iria muuuuuuuuuuito bem…)

  12. SM!
    gritar: “la vai o lobo” é uma caridade para com as ovelhas.

    Assim sendo:

    Eu sempre acreditei que o “coitado” do P. Marcelo estivesse nas mãos daquele grupo, em particular do rei e da rainha. Mas, penso que me enganei redondamente!

    O “coitado” do p. Marcelo não é tão marionete assim, faz um aparente “jogo duplo”, mas na realidade ele serve a um só senhor, o senhor arcebispo de CG.

    Cala-se diante dos absurdos promovidos pelo grupo, como a expulsão de alguns fieis, porque lhe convêm (e ao arcebispo) que pensem que ele é um joguete nas mãos do grupo!

    Celebra tranquilamente as duas Missas, mas não da mesma maneira, com o mesmo dissimulado respeito.

    Na Missa versão moderna, ele é ecumênico e progressista, divulga discos de (mais um) padre cantor do interior; promove excursões à Itália (organizadas por um casal de leigos); em uma capela da paróquia, foi visto apreciando sorrindo a entrada “dancing” das meninas/ajudantes de palco; teve o momento Edir Macedo dele quando, mudando a forma de recolhimento do dizimo na paróquia — agora não se recolhe mais na secretaria, mas haverá uma Missa do Dizimo em que todos (todos quer dizer: não por família, mas por pessoa que trabalha) são convidados a trazer o dizimo em um envelopinho e a colocá-lo em uma urna, perto ou na frente da mesa, e, então, receberão bênçãos e tralalá —, exortou as mulheres a procurarem emprego porque o dinheiro do marido não é delas e que elas têm que fazer novena porque Deus vai atende-las e elas vão poder trazer na Missa o dinheiro delas!!! Isso na frente de várias senhoras e senhorinhas idosas!!! Eu já vi a mesma cena em um programa do R. R. Soares…

    A cereja do bolo foi que, agora, na Missa versão em latim tem um novo participante na plateia: um homossexual que tem ido, de bermudas e camiseta regata, e ninguém, repito: NINGUÉM (e o repito porque é algo inédito) disse nada: nem o padre, nem nenhum dos monfortianos presentes!!! Parece ser um ser invisível. Talvez achassem que se ficassem bem quietinhos o “ente” fosse embora e não voltasse mais!!!

    No fundo, eles são um tolos e estão sendo enganados pelo “padre”. Caíram no verdadeiro “conto do vigário”!!!

    Quando, na saída dos Bispo do grupo, o p. Marcelo, debandou de vez para o lado da Monfort, não foi isso que realmente aconteceu, porque ele nunca esteve propenso para o lado da FSSPX, ele estava (e está) a serviço do arcebispo que “concedeu” aquela paróquia para o rito em latim apenas para se ver livre dos monfortianos. Os contentou para que não o incomodassem, mas mandou o funcionário dele ficar de olho no grupo, mantê-los sob controle, mesmo que aparentemente parecesse o contrário. A “mansidão” dele não é virtude dele, nem maldade do grupo, mas dissimulação escancarada.

    Que Deus se apiede da alma dele, padre Marcelo. Dos monfortianos e do arcebispo.

    Espero que eles abram os ouvidos um dia e escutem a voz da Razão…

  13. Caríssimos,

    A todos os que dizem que querem a verdadeira doutrina uma sugestão: Procurem-se se unir com as pessoas ligadas a tradição na região de vocês; vejam a possibilidade de ter direção espiritual de um padre da fraternidade ou de um instituto amigo (aqui no Brasil temos o mosteiro da Santa Cruz e a Família Betae Mariae Virginis); em seguida procurem juntar recursos financeiros para adquirir um terreno ou uma área onde poderão acolher um priorado ou algum outro instituo tradicional ligado a fraternidade. Sei que não é tão simples assim, mas é necessário não só esperar uma iniciativa por parte da Fraternidade, mas tomar as próprias iniciativas.

    PAX

  14. Houvera pensado nisso aqui na minha cidade…
    Mas já prepararam a guilhotina, não contra os nobres, mas contra qualquer um que se diga católico de facto.

    Pouquíssimos são os católicos em nossa Diocese. Mas quiçá um dia!

  15. Ai de nós!

    Se a conduta de Padre Marcelo Tenório fosse o único dos problemas de quem quer achar um local decente para assistir a Santa Missa aqui em Campo Grande… menos mal seria.

    Rezemos mesmo.

  16. Lamento ter que fugir do assunto, mas ante a injúrias contra meu pai espiritual como a amigos meus, não posso me calar…

    João Francisco, primeiramente quero que saiba que também sou um dos artífices da “expulsão” – melhor seria dizer “deserção” – de uma das famílias que um dia frequentou o grupo de estudos de que faço parte. Saída merecida, a considerar que dois irmãos desta família ficaram completamente contra o Papa, chegando mesmo a chamá-lo de “liberal” e de “sr. Ratzinger” (sedevacantismo disfarçado ou explícito?) a meus amigos, e na minha frente. O que dizer, então, de terem sucumbido, segundo eles mesmos, a certo artigo da FSSPX, a meu ver uma defesa bem superficial de certos “tribunais de exceção”? (superficial, pois há argumentos de padres tradicionais que derrubam por terra a esse artigo) Isso, sem falar na histeria que mostraram em casa alheia… Gente assim que atira pedras ao Romano Pontífice (a ponto mesmo de defender que se usurpe sua autoridade) não tem lugar em meu grupo, e sou o primeiro a defender sua expulsão.

    Quanto à atitude de Pe. Marcelo em relação a esta família, ele não se calou: criticou veementemente a postura deles, pois passaram então a tratar o padre como “máquina de sacramentos” ao frequentar (por alguns meses) sua Missa enquanto, paradoxalmente, recusavam sua orientação e autoridade espirituais (isso porque, para diversos padres da FSSPX, só a Montfort vê os sacerdotes como “máquinas de sacramentos”).

    Agora, sr. João Francisco, não se entende uma certa afirmação tua, a de que Pe. Marcelo estaria “manipulando um grupo de amigos da Montfort”. Se realmente há um gesto de manipulação, por que então você afirmou que o padre “se bandeou de vez para o lado da Montfort”? É possível “manipulação” e “adesão” ao mesmo tempo? Mais: acaso Pe. Marcelo tem obrigação de ser “um membro” da Montfort (e ele não o é) para nos devotar amizade e, mais que isso, orientar-nos espiritualmente?

    Posso te assegurar que meu grupo NUNCA teve postura de manipular a Pe. Marcelo, nem muito menos de ser manipulado por Pe. Marcelo ou pelo Ex.mo Sr. Arcebispo de Campo Grande (que embora, entre outras medidas ruins, abra as portas à RCC, isso não interfere em nosso apostolado, basta conferir nossas críticas no site Defesa Católica quanto nas reuniões do grupo) e não tenho vergonha de dizer que Pe. Marcelo (na condição de sacerdote, veja bem) nos tem orientado (e muito bem, sem dar margem alguma a suspeitas) inclusive nos momentos mais difíceis.

    Com relação à conduta de Pe. Marcelo na Missa nova, não me julgo competente para dizer nada além de que, nas bem poucas vezes que ouvi a uma Missa celebrada por ele (dias depois tive a graça de poder contar, pelas mãos deste padre, com a Missa de sempre, para nunca mais retornar ao Novus Ordo), sempre notei reverência; eventualmente tenho notado, bem casualmente, quando de saída da Paróquia, mesma atitude na consagração das espécies. Quanto ao resto de tuas imprecações, João Francisco (das quais tenho sérias razões para duvidar), consulte-se antes a Pe. Marcelo ao invés de disparar achaques gratuitamente.

    Sobre a frequência de certa pessoa “de má fama” à Missa de sempre na Paróquia São Sebastião, posso assegurar que é rara (eu o vi uma ou duas vezes apenas em quatro anos de Missa!), e além do mais, a maioria dos fiéis que frequentam a Missa de sempre (pois não somente meu grupo frequenta esta Missa), como também vários membros de meu grupo, sequer conhecem a vida pregressa do tal rapaz. Até onde sei, uma expulsão de fiel do recinto sagrado, nestas circunstâncias, convém apenas se o pecado for público e, portanto, conhecido de praticamente toda a Paróquia, o que não é o caso.

    Ainda sobre a Missa de sempre na Paróquia São Sebastião: ela é para TODOS os católicos de Campo Grande, e não apenas para meu grupo, que lutou por uma Missa de sempre – sem quebra de comunhão com o Papa – PÚBLICA, e não às ocultas, para contentar apenas a nós. Se fosse um mero gesto de contentamento da parte de Pe. Marcelo, esta Missa seria hoje a portas fechadas e desconhecida do grande público, o que sempre fomos contra.

    Espero, enfim, ter transmitido a verdade sobre os fatos, contra toda falsa conduta que possa surgir…

    “Judica me, Deus, et discerne causam meam de gente non sancta: ab homine iniquo et doloso eripe me.” (trecho do Salmo 42, usado nas Orações ao pé do altar como no Intróito do 1º Domingo da Paixão)

  17. EM TEMPO: Sobre a afirmativa que fiz
    “Até onde sei, uma expulsão de fiel do recinto sagrado, nestas circunstâncias, convém apenas se o pecado for público e, portanto, conhecido de praticamente toda a Paróquia, o que não é o caso.”
    um complemento: “(…) o que não é o caso, para não provocar escândalo. Pois nem Cristo negou a comunhão a Judas mesmo já sabendo da apostasia do traidor.”

    * * *

    De volta ao assunto do post:

    “A doutrina, Monsenhor, queremos a doutrina”

    Espero que os padres da FSSPX compreendam realmente este pedido e esta esperança dos demais padres “fora dela”. A luta antimodernista da FSSPX não teria o menor sentido se seus membros se dispusessem, antes de reensinar a doutrina católica ao clero, a pura e simplesmente se comportarem como um “fogo amigo” em desfavor dos demais padres católicos que, mesmo em condições mais adversas, querem ensinar a doutrina, por isso querem conhecê-la melhor.