A opinião do Padre Aulagnier.

Comentários do Padre Paul Aulagnier, ex-membro da FSSPX (um dos primeiros padres ordenados por Dom Lefebvre e por 18 anos superior do Distrito da França, o mais importante da FSSPX) e atualmente no Instituto do Bom Pastor, à recente entrevista de Monsenhor Guido Pozzo, Secretário da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei:

Devo dizer que as respostas de Mons. Pozzo, secretário da Comissão “Ecclesia Dei”, me preocupam quanto ao desenlace das conversações com a FSSPX no que se refere à questão litúrgica e à questão do Concílio Vaticano II. No que diz respeito à liturgia, todo católico ligado à tradição litúrgica da Igreja tem sempre em mente, hoje como ontem, a carta que o Cardeal Ottaviani e o Cardeal Bacci apresentaram ao Papa Paulo VI após a promulgação da reforma litúrgica de 3 de abril de 1969. Eles concluíam, na seqüência da análise do “Breve Exame Crítico”, obra de um grupo de teólogos, liturgistas e pastores, que esta reforma litúrgica se afastava, no conjunto como no detalhe, da doutrina católica definida pela Igreja e para sempre no Concílio de Trento, em sua sessão XXII.

[…]

Assim, não é porque o novo Ordo é celebrado piedosamente em Roma e noutro lugar pelo Papa que as críticas dos Cardeais Ottaviani e Bacci desaparecem como num passe de mágica.  De fato, é melhor que o novo Ordo seja devotamente celebrado, mas isso não retira desta reforma o seu aspecto “equívoco” em muitos pontos essenciais à doutrina católica sobre a missa. Como os padres do FSSPX poderiam aceitar as propostas de Mons. Pozzo? Não o vejo.

[…]

Quanto à doutrina de Vaticano II: todo católico unido à Tradição guarda em sua memória a famosa declaração de Dom Lefebvre sobre o Concílio e as reformas dele procedentes, a sua declaração de 21 de novembro de 1974. Sabe-se que ele nunca retirou uma única vírgula nem um único ponto.

[…]

Os padres da FSSPX permanecem unidos, com toda razão, a esta declaração. Como poderão aceitar as propostas do mesmo prelado? Não vejo como. A meu ver, e levando tudo isso em conta, os acordos entre Roma e o FSSPX não são para amanhã.

3 Comentários to “A opinião do Padre Aulagnier.”

  1. São palavras do Cardeal AFONS MARIS STIKCLER:
    “A análise do “Novus Ordo”, feito ppor estes dois eminentes cardeais não perdeu nada de seu valor nem, infelizmente, de sua actualidade”.
    “Os resultados da reforma são considerados hoje devastadores. Foi mérito dos Cardeais Ottaviani e Bacci descobrir muito rápidamente que a modificação radical dos ritos resultaria em uma mudança fundamental da doctrina.”
    E ainda tem gente que diz aqui que nenhum grande teólogo apoiou a teses de D. Lefebvre.
    Bom, é melhor ler essas tolices do que ser cego.

  2. Então esse Padre está fazendo o que nos IBP? Ele deveria se unir à sua Fraternidade antiga, ou será que para ele está sendo comodo?

  3. Padre Aulagnier, não diga essas coisas para nós, que já estamos carecas de saber. Vá dizer isso aos neoconservadores de todas as tendências. Vá dizer isso a Campos, à FSSP, ao ICRSP, aos que gostam de missas novas bem celebradas e outras coisas do gênero.