Antoine-Marie Izoard | Vatican Insider – La Stampa
(nosso sincero agradecimento a um caríssimo amigo pela tradução)
Cinqüenta anos depois do Concílio e vinte anos depois do Catecismo, o Papa poderia dedicar o ano de 2012 à fé, para toda a Igreja Católica
A fé, a esperança e a caridade são as três virtudes que a Igreja chama de teologais. As virtudes que são acessíveis ao homem em graça de Deus e que os catequistas, quase sempre, pelo menos na França, não ensinam há muito tempo. À esperança cristã, o Papa Bento já dedicou uma encíclica, Spes Salvi, publicada em novembro de 2007. Depois de um pouco menos de dois anos, em julho de 2009, o Papa lançou uma nova encíclica, desta vez dedicada à caridade, Caritas in veritate. Disso, para imaginar que o Papa teólogo esteja atualmente preparando um texto magisterial sobre a fé, basta só um passo.
Não é impossível que Bento XVI se dedique um dia, no silêncio de sua residência estiva de Castel Gandolfo, a escrever com a sua minúscula caligrafia uma encíclica sobre a fé; mas é mais provável que escolha dedicar-lhe um ano especial. 2012 poderia ser proclamado como o Ano da Fé para a Igreja no mundo inteiro. Após a celebração de um Ano Paulino, dedicado à comemoração de mais um milênio do nascimento do Apóstolo das gentes; e de um Ano Sacerdotal, por ocasião do 150º aniversário da morte do Cura d’Ars, a Igreja poderia logo entrar num ano da Fé.
Este ano especial será baseado particularmente sobre o 20º aniversário da publicação do Catecismo da Igreja Católica. Um importante trabalho que Joseph Ratzinger conhece muito bem, pois era então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, e foi escrito sob a sua supervisão no curso de seis anos. Sumário da doutrina católica no que diz respeito à fé e a moral, o Catecismo é um dos frutos mais demorados do Concilio Vaticano II. Em 1985, reunidos no Vaticano para o sínodo por ocasião dos vinte anos do Concílio, os bispos de todo o mundo teriam pedido a João Paulo II que promovesse a realização deste catecismo.
Logicamente, o Ano da Fé deveria contar também com um outro jubileu. No mês de outubro de 2012, quando os bispos de todo o mundo se reunirão em torno ao Papa para um Sínodo sobre a nova evangelização, a Igreja celebrará o 50º aniversário da abertura do Concílio Vaticano II, aberto formalmente por João XXIII, em 11 de outubro de 1962. Não é por acaso que, 30 anos depois, a mesma data foi escolhida por João Paulo II para a publicação da Constituição apostólica Fidei depositum para a promulgação do Catecismo da Igreja Católica.
Paulo VI tinha já proclamado um Ano da Fé, dois anos após o fim do Concílio. Mas Bento XVI, em Roma como nas várias missões, continua a sublinhar a urgência de reapresentar a fé aos nossos contemporâneos. Domingo passado, visitando a pequena República de San Marino, deplorou o fato de que muitos tenham “iniciado a substituir a fé e os valores critãos com presumíveis riquezas, que se revelam, por fim, inconsistentes e incapazes de sustentar a grande promessa da verdade, da beleza, da bondade e da justiça”. E menos de uma semana antes, abrindo um Congresso Diocesano em São João de Latrão, o Bispo de Roma tinha posto em evidência: “a palavra da fé corre o risco de ficar muda se não se encontra uma comunidade que a coloque em prática, tornando-a viva e atraente”. Cinqüenta anos depois do início do Concílio, 20 anos depois da publicação do Catecismo, um novo Ano da Fé não será supérfluo.







"... muitos dos que se dizem católicos ajudam os «revolucionários» . São esses, sempre «moderados», que estimam a «tranquilidade pública» como o bem supremo. Esses católicos tolerantes, condescendentes, brandos, doces, amáveis ao extremo com os maçons e furiosos inimigos de Jesus Cristo, guardam todo seu mau humor para os que gritam «Viva a Religião!» e a defendem sofrendo contínuas penalidades e expondo suas vidas. Para eles, esses últimos são «exagerados e imprudentes, que tudo comprometem com prejuízo dos interesses da Igreja» ".
Que tenho eu, Senhor Jesus, que não me tenhais dado?… Que sei eu que Vós não me tenhais ensinado?… Que valho eu se não estou ao vosso lado? Que mereço eu, se a Vós não estou unido?… Perdoai-me os erros que contra Vós tenho cometido. Pois me criastes sem que o merecesse… E me redimistes sem que Vo-lo pedisse… Muito fizestes ao me criar, muito em me redimir, e não sereis menos generoso em perdoar-me. Pois o muito sangue que derramastes e a acerba morte que padecestes não foram pelos anjos que Vos louvam, senão por mim e demais pecadores que Vos ofendem… Se Vos tenho negado, deixai-me reconhecer-Vos; Se Vos tenho injuriado, deixai-me louvar-Vos; Se Vos tenho ofendido, deixai-me servir-Vos. Porque é mais morte que vida, a que não empregada em vosso santo serviço… - Padre Mateo Crawley-Boevey