Sinistro.

Em 1975, Andrea Ricarddi, fundador da “progressista” Comunidade de Santo Egídio, visitou Dom Roberto Ronca, Arcebispo titular de Lepanto, que fora uma influente voz conservadora na Igreja Italiana nas décadas precedentes, e lhe perguntou sua opinião sobre o Papa Paulo VI:

“Ele severamente me respondeu: ‘Montini, salva reverentia — ele era o Papa naquele momento — sempre foi um personagem sinistra [un personaggio sinistro]’. Surpreso com um juízo tão duro de um bispo para com o Papa, perguntei em que sentido ele era sinistro, e ele me respondeu resumidamente: ‘no sentido de sinistra [esquerdista] e de sinistro [sinistro, fúnebre]”

Esta é apenas uma (p. 149, n. 170) das centenas de notas de rodapé no deleitoso Il Concilio Vaticano II: Una storia mai scritta (Turin, Lindau, 2010), de Roberto de Mattei, sobre a história “jamais escrita” do Concílio.

Fonte: Rorate-Caeli

Tradução: Fratres in Unum.com

Tags:

10 Comentários to “Sinistro.”

  1. “Salva reverentia”. Isso é fundamental, e é o que falta em muita gente.

  2. Que lindo, basta um “salva reverentia” pro forma que tudo fica bonitinho. Triste essa mentalidade burocrática e positivista. Deixam a crítica bem fundamentada do senhor bispo para, através de um expressão meramente protocolar, girar todo o assunto e passar a criticar os “tradicionalistas malvados”. Atenha-se à crítica do senhor bispo, Tiberino! E livre-se um pouco do espírito inquiridor para com aqueles com quem vc adora implicar.

  3. Alguns Brasileiros depois do molusco ficaram assim: síndrome de coitadismo e querendo calar quem n lhes agrade… tradicionalistas malvados ( 2 )

  4. Muito sinistro esse elogio que Paulo VI recebeu do maçon Gamberini, “Bispo” da Igreja Gnóstica Grão Mestre do Grande Oriente da Itália por ocasião de sua morte:

    “(…) Nenhum dos seus predecessores foi tão difamado como ele. Talvez, porque, no seu tempo, a arte de difamar não conseguira as presentes garantias de impunidade. Mas, sem dúvida, a ele e não aos seus predecessorres coube a sorte de tomar conhecimento da incumbência da ameaça final para a sua Igreja como para todas as religiões, como para toda espiritualidade. E teve de bater-se e procurou fazê-lo em mais de uma frenrte, com mais de uma tática. Para os outros a morte de um Papa é um acontecimento proverbialmente raro, mas que acontece, não obstante com a freqüência de anos e de decênios. Para nós é a morte de quem fez cair a condenação de Clemente XIV e de seus sucessores. Ou seja, é a primeira vez — na História da Maçonaria moderna — que morre o chefe da maior religião ocidental, não em estado de hostilidade com os maçons. E pela primeira vez na História os maçons podem render homenagem ao túmulo de um Papa, sem ambiguidades nem contradições. (Dr G. Gamberini citado por J.A.E. Benimeli, G. Caprile e V.Alberton, Maçonaria e Igreja Católica , editora Paulus , São Paulo, 1981. Cito a Quarta edição brasileira, que é de 1998, pp101-102.

    Como foi possível a maçonaria pior inimiga da Igreja Católica prestar homenagens a um Papa ?!
    Bem estranho

  5. Antonio, acho que vc não entendeu… A reverência é o mínimo. Leia a encíclica Sapientiae christianae, de Leão XIII. http://multimedios.org/docs/d000309/

  6. PS. Antonio, dps vc me explica onde encontrou o “bem fundamentada” da “crítica”… ai ai.

  7. Aprendamos então com o “sinistro” Devoto de Maria:

    “Muito nos-agrada e consola este piedoso exercício, tão honroso para a Virgem e tão rico de frutos espirituais para o povo cristão. Maria é sempre caminho que leva a Cristo. Nenhum encontro com ela pode deixar de ser encontro com o próprio Cristo. E que outra coisa significa o recurso contínuo, a Maria, senão procurar, entre os seus braços, nela, por ela e com ela, Cristo nosso Salvador, a quem os homens, no meio dos desvarios e dos perigos da terra, têm o dever e sentem constante necessidade de dirigir-se, como a porto de salvação e fonte transcendente de vida?”(Papa Paulo VI, Encíclica “Mense Maio”).

  8. Lutero, em 1522, escreveu um belo comentário do Magnificat de Nossa Senhora, onde repetidas vezes a chama de a “doce Mãe de Deus”. E nele Lutero pede à Virgem “que ore por ele”. Entre outras coisas ele disse da Virgem Maria: “Peçamos a Deus que nos faça compreender bem as palavras do Magnificat… Oxalá Cristo nos conceda esta graça por intercessão de sua Santa Mãe! Amém. (“Comentário do Magnificat”). (http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2008/05/08/lutero-os-reformadores-e-nossa-senhora/)
    É melhor aprender com Santo Afonso, São Luis de Montfort, apenas para citar dois santos, do que com Paulo VI e Lutero.

  9. Os senhores desejam maiores informações sobre Montini e Roncalli? Leiam a obra interessantíssima de Franco Bellegrandi, gentil-homem da corte pontifícia ao tempo de Pio XII, “Nichitaroncalli, controvita di un papa”, creio que ainda disponível nas melhores livrarias romanas.
    Vão cair de costas! Li o livro e depois confirmei suas informações conversando com alguns monsenhores da cúria romana.
    Boa leitura aos caros amigos de Fratres in Unum!
    Carlos

  10. É melhor aprender com Santo Afonso, São Luis de Montfort, apenas para citar dois santos, do que com Paulo VI e Lutero. [2]