Cruz de Cristo, escândalo para os judeus. Local onde rasgam as vestes: L’Osservatore Romano.

Assis: polêmica entre judeus e cristãos sobre símbolos religiosos.

No “L’Osservatore Romano” se inflama o debate entre o Cardeal Koch e Ricardo di Segni. O rabino rechaça a comparação entre a Cruz e o Yom Kippur.

Vatican Insider – Tradução: Fratres in Unum.com

Bento XVI e o rabino Di Segni. Em janeiro de 2010, este mesmo rabino declarou: “Se a paz com os lefebvristas significa renunciar às aberturas do Concílio, a Igreja tem que decidir: ou eles ou nós!”

Bento XVI e o rabino Di Segni. Em janeiro de 2010, este mesmo rabino declarou: “Se a paz com os lefebvristas significa renunciar às aberturas do Concílio, a Igreja tem que decidir: ou eles ou nós!”

« Se os termos do diálogo são os de indicar aos judeus o caminho da Cruz, não se entende por que o diálogo nem o porque de Assis », escreveu em “L’Osservatore Romano” o rabino mais importante de Roma, Riccardo Di Segni, advertindo que os que apoiam o diálogo entre católicos e judeus devem evitar recorrer a símbolos não compartilhados.

A comparação que fez o Cardeal Kurt Koch, diretor do dicastério vaticano para o diálogo ecumênico, entre a cruz cristã e a festividade judia da expiação, o Yom Kippur, não agradou ao rabino de Roma, Riccardo Di Segni.

O debate surgiu com o artigo de 7 de julho publicado pelo Cardeal Koch no periódico da Santa Sé sobre o significado da Jornada Inter-religiosa da Oração pela Paz em Assis, do próximo 27 de outubro, no qual o purpurado suíço escreveu que a cruz de Jesus « se levanta sobre nós como o permanente e universal Yom Kippur », e « por isso a cruz de Jesus não é um obstáculo para o diálogo inter-religioso; antes, indica o caminho decisivo que sobretudo judeus e cristãos […] deveriam tomar, em uma profunda reconciliação interior, tornando-se fermento para a paz e a justiça no mundo ».

Segundo Di Segni, estas palavras « inspiradas pela fraternidade e boa vontade, se não forem melhor explicadas, podem evidenciar os limites de uma certa forma de dialogar da parte dos cristãos ». Di Segni se queixa em particular da proposta que Koch « faz ao interlocutor judeu para que se deixe guiar por símbolos que este não compartilha. Sobretudo quando estes símbolos são apresentados como substituições, com o valor agregado dos ritos e dos símbolos do crente com que se dialoga».

« O crente cristão – explica o rabino de Roma – pode, sem dúvida, pensar que a Cruz substitui de maneira permanente e universal o dia de Kippur, mas se deseja dialogar sincera e respeitosamente com o judeu, para quem o Kippur mantém seu valor permanente e universal, não tem que lhe propor suas crenças e suas interpretações cristãs como sinais do ‘caminho decisivo’».

« Pois então há o risco – prossegue – de se entrar na teologia da substituição e a Cruz se converte em obstáculo. O diálogo judaico-cristão corre inevitavelmente este risco, porque a idéia do cumprimento das promessas judaicas é a base da fé cristã; assim, o afirmar-se desta fé implica sempre uma idéia implícita de integração, se não de superação da fé judaica ».

De Segni continua: « a língua do diálogo deve ser comum e o projeto deve ser compartilhado. Se os termos do diálogo são baseados em cristãos indicando aos judeus o caminho da Cruz, não se entende o porque do diálogo nem o porque de Assis ».

Em sua réplica, o Cardeal Koch explica que « não se trata de substituir o Yom Kippur hebraico pela cruz de Cristo, embora os cristãos vejam na cruz de Cristo o permanente e universal Yom Kippur ». A questão, de toda forma, « não é um obstáculo para o fato de que cristãos e hebreus, dentro do recíproco respeito pelas respectivas convicções religiosas, se empenhem na promoção da paz e da reconciliação, caminhando juntos para Assis ».

(Destaques do original)

15 Responses to “Cruz de Cristo, escândalo para os judeus. Local onde rasgam as vestes: L’Osservatore Romano.”

  1. Afinal Jesus mandou: “Ide e ensinai!” ou disse “Ide e dialogai!” ?…

    “Se os termos do diálogo são os de indicar aos judeus o caminho da Cruz, não se entende por que o diálogo nem o porque de Assis”. Foram precisas vir estas palavras (importantes e interessantes!) de um rabino… Triste ser um rabino a questionar os pérfidos encontros de Assis.

    Essa afirmação merecia uma resposta à altura. A resposta – na verdadeira Caridade na Verdade – deveria ser: “Sim! A Missão da Igreja é indicar aos Judeus e a todos os povos o caminho da Cruz, a quem o quiser seguir!” Neste contexto, de chamar à Verdade Católica os hereges, pagãos e infiéis, convidando-os a fazerem parte do Corpo Místico de Cristo, Assis (na sua vergonhosa sessão III) faria todo o sentido, verdadeiramente ecuménico.

    Realmente, tanto diálogo e não se chega a lado nenhum. Obviamente que não se chega a lado nenhum! Todos falam, todos opinam. Ninguém se entende.

    Até quando a Igreja Católica se vai calar e envergonhar da grande Missão que lhe foi confiada pelo próprio Deus? “Ide e ensinai!”

  2. Nós pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos I Coríntios 1,23

  3. LOL, não consigo não imaginar que, depois desta, os judeus, por orgulho (mais uma vez), se recusem a ir a Assis e, assim, se matem dois coelhos com uma cajadada só: se frustram as grandes expectativas pelo (maldito) show ecumênico, e a “Igreja” repense o “diálogo inter-religioso”. Será?

  4. Vocês já repararam que são os representantes das falsas religiões que mais estão evitando essa palhaçada ecumênica do Vaticano II?

    Agora só falta um líder da seita islâmica também criticar Assis III, a nova “missão”, e a Santa Sé parar com essa palhaçada de vez.

    Agora Roma ficou em um beco sem saída:

    Ou pare com esse ecumênismo fajuto ou os próprios inimigos da Madre Igreja irão terminar com os “encontros ecumênicos”.

  5. A verdade é uma só, Roma precisa fazer uma decisão: ou Cristo ou os judeus. Muitos lá querem a segunda.

  6. Obrigado, rabino.
    Obrigado por colocar esses ecumenistas em saias justas, mostrando a eles suas contradições.
    Obrgiado por ser o senhor o sinal de contradição nessa história toda. O papa e os cardeais deveriam se envergonhar em deixar a religião verdadeira à mercê do ridículo.
    É muito bom que as falsas religiões, especialmente a judaica deixem para lá essa lenga-lenga açucarada e mostrem que são mais firmes em suas mentiras do que os representantes da Igreja, detentora da Fé Única e Verdadeira. Quiçá estes prelados não caiam em si, e não percebam que tudo o que estiver fora do “Ide e ensinai” é perda de tempo, de dinheiro, de seriedade, e de bom senso.
    Pois, dizei então, prelados de Roma: os judeus ou os tradicionalistas ou CATÓLICOS (de sempre)?
    Eles ou nós?
    Respondam o rabino. Vocês são tão pelo diálogo, então está aí uma oportunidade perfeita para sair do monólogo…

  7. Os homens da Igreja vivem por aí louvando a liberdade de religião, os judeus deveriam jogar na cara deles:
    Aos mulçumanos, beijaço no alcorão.
    Aos budistas, culto dentro de igreja e buda por cima do sacrário.
    A sacerdotisa (sei lá de que seita, talvez hindu) ‘abençõa’ um papa.
    Aos seguidores de feitiçaria, liberdade de dar um líquido oferecido aos ‘deuses’ para um papa.

  8. só falta o cardeal dizer que a Cruz tem menos valor que os símbolos judaicos!

  9. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!!!!!!!!!!!!!
    Será um ingênuo o Cardeal Koch? Ou será que eu estou sendo ingênuo e tolo ao fazer essa pergunta?

  10. ‘Vocês já repararam que são os representantes das falsas religiões que mais estão evitando essa palhaçada ecumênica do Vaticano II?’

    É meu caro Renato, parece que o caso é análogo ao caso dos crackeiros, mais lúcidos que o artista e o cardeal!!!

  11. Com isso nota-se a indisposição dos judeus em se converterem a única e verdadeira fé.Todavia, é importante notarmos que o profeta Oseias já relatava a conversão dos judeus ao catolicismo (Os. 3,5). Conversão também correlatada por São Paulo (Romanos 11, 25-31) e por São João (Apocalipse 3, 9). Tenhamos fé, pois estamos próximos ao fim dos tempos e portanto, todas as profecias se farão verdade. Irmãos, a Igreja não pode esquecer seu motivo de existir, sua doutrina e a fé que deu tantos santos e santas para nós para confraternizar com doutrinas as quais Deus não aprova, principalmente com as protestantes. Ou se convertem ou que assinem sua carta de condenação. Nosso Senhor jamais mudou seu diálogo para tentar fazer os fariseus crerem que Ele era o Filho de Deus. Ou eles criam plenamente ou desfaziam a amizade com Deus. REZEMOS e REZEMOS e REZEMOS!

  12. Esse diálogo sem fim e sem futuro, parece mais uma conversa de vários doidos no sanatório.

  13. “Ora, como já dissemos e repetimos incontáveis vezes, o objetivo do “ecumenismo” e do diálogo inter-religioso não é outro que não a conversão de todos os homens à Igreja Católica, Única Igreja de Cristo e caminho necessário para a salvação. Se o De Segni não entendeu isto ainda, então ele realmente não faz a menor idéia do que é o “diálogo” ou do porquê de encontros como o de Assis.”

    Sabem de onde tirei essa pérola que fala sobre o mesmo assunto?

    http://www.deuslovult.org/2011/08/01/curtas-26/#comments

    O pior são esses neoconservadores tentando justificar o injustificável!

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