China: Quatro padres da Igreja Clandestina são presos.

Roma (KNA): Quatro religiosos católicos fiéis a Roma da chamada Igreja Clandestina foram presos na província ocidental de Shandong. As autoridades queriam forçá-los a ingressar na Associação Católica Patriótica fiel ao regime do governo, informou o serviço de notícias romano “asianews” no sábado. Os padres estariam presos em regime de isolamento na prisão de Dongming e sem receber qualquer alimentação. Seus seguidores teriam encaminhado um pedido de ajuda ao Vaticano, informou a “asianews”. Os quatro padres, que participavam de um retiro em Luquan, teriam sido presos na noite de quarta-feira na casa de retiros.

Os policiais teriam escalado o muro da propriedade sob o pretexto de querer prender alguns ladrões. Em vez disso, eles teriam acordado os religiosos e forçado os mesmos a acompanhá-los, informou a “asianews”. Trata-se do Administrador da Diocese de Heze, Wang Chengli (48), bem como de Zhao Wuji (50), Li Xianyang (34) e Sun Guichun (38). Uma vez que os quatro padres se negaram a ingressar na Associação Patriótica independente de Roma e controlada por Pequim, a polícia estaria buscando indícios de comportamentos criminosos, para pressioná-los, escreve a “asianews”. Assim, as autoridades tentam ameaçar e amedrontar os membros da comunidade dos sacerdotes. Entretanto, a “Igreja Clandestina” espera que a Santa Sé intervenha para a libertação dos religiosos. – Depois de alguns anos a tensão, há alguns meses as autoridades chinesas agravaram o curso das negociações entre o Vaticano e os católicos fiéis a Roma.

Fonte: Distrito Alemão da FSSPX

Tradução: Fratres in Unum.com

17 Comentários to “China: Quatro padres da Igreja Clandestina são presos.”

  1. A China sempre foi um território difícil de ser evangelizado!

    Li uma vez, não sei onde, que o Pe. Mateo Ricci, que foi um dos maiores missionários na China, também encontrou muitas dificuldes… Mas obteve êxitos! O problema teria sido o modo de evangelização dos missionários imediatamente seguintes a ele; modo esse que colocou por água tudo o que ele fez.

    Depois, no tempo da revolução dos boxers, os cristãos foram perseguidos por serem identificados com os ingleses.

    Depois veio o comunismo chinês que até hoje tem procurado destruir todo vestígio de catolicismo na China.

    Isso parece que vai perdurar ainda por muito tempo, embora não se possa prever com exatidão.

    Deus tenha misericórdia de seus fiéis!

  2. Devemos rezar por estas quatro almas que estão combatendo o bom combate e guardando a Fé.

  3. Está na hora de uma nova cruzada…

  4. Prezados(as),
    Salve Maria!

    Digam-me se há alguma coisa que possa ser feita com relação a esta política atéia e criminosa da China? Eles estão comprando tudo e todos ao redor do mundo. Já possuem diversas propriedades tanto na Ásia, quanto África e Américas, ainda mais nestes dias, com a recessão da antiga, digo, ex-superpotência EUA.
    Muitos dependem do dinheiro deste “tigre asiático”.

    O Vaticano poderá falar e fazer muito que não lhe darão ouvidos. E nem poderia, no caso mais “romântico” da situação, convocar um “boicote” ou “cruzada” pq. muitos não atenderiam e a revelia poderia ser pior: Morte com sombras e as escondidas dos católicos chineses, inevitávelmente. Um bloqueio quase intransponível.

    O Santo Padre já começa a estar sozinho em seu “castelo”, sendo apedrejado por muitos lados, conforme as visões proféticas de Fátima já informaram a tantos anos.

    Resta-nos rezar e aguardar possíveis ordens, se assim Deus o permitir.

    Nossa Senhora, valei-nos pelos chineses fiéis!
    E.M. RVGarcia

  5. Prezado Ferreti

    A título de curiosidade, o que acha de publicar esta Carta Apostólica do Papa Paulo VI:

    CARTA APOSTÓLICA DO PAPA PAULO VI POR OCASIÃO DA BEATIFICAÇÃO DO PE. JOSÉ FREINADEMETZ

    “Em 19 de outubro de 1975, ano centenário da obra missionária do Verbo Divino e da ordenação sacerdotal do Pe. José, O Papa Paulo VI declarou bem-aventurados da Igreja o fundador da Congregação do Verbo Divino, Pe. Arnaldo Janssen e o Pe. José Freinademetz. Nesta ocasião o Papa destacou a importância que tem a China pra o mundo e para a missão da Igreja. Não é possível falar de Pe. José Freinademetz sem relacioná-lo com o destino do cristianismo na grande nação chinesa. A atividade de Pe. José coincidiram com a idade de ouro o colonialismo europeu, ocasionando um contexto político e religioso ambíguo e de certa maneira funesto para a Igreja. Este fora o quarto intento de implantação do cristianismo na China. Não havia propriamente uma linha de separação entre a cultura européia e mensagem evangélica. Era como ensinar aos ignorantes e iluminar os povos mergulhados nas trevas do erro e sob o poder do demônio. Ao mesmo tempo que os missionários procuravam salvar almas e estabelecer a Igreja, estavam convencidos de que eram portadores da civilização em meio ao povo culturalmente atrasado. Não se podia esperar que Pe. José Freinademetz e seus companheiros correspondessem às exigências de inculturação como concebe a Igreja de hoje. No entanto foram a dedicação a toda prova à causa do Reino e as condições de vida e trabalho muito mais exigentes que hoje, que fizeram do Pe. José o missionário respeitado e admirado pela estima e devotamento ao povo. Homem de seu tempo, Pe. José foi missionário que superou as expectativas da época com fina percepção como o bom-pastor a serviço de seu rebanho. Toma sobre si suas esperanças, aspirações, sofrimentos como o bom samaritano. Compreendeu que a missão da Igreja é continuar na história a missão de Jesus, enviado a evangelizar os pobres. Fu-Schenfu [como era apelidado o Pe. Freinademetz pelos chineses] sai em busca das ovelhas dispersas, percorre infatigavelmente os caminhos de Shantung, visita as aldeias, conversa com o povo, escuta, convida, coordena, delega, anima, como Cristo (Rm 15,20). O amor é o idioma que todos entendem. Sua bondade conquistou os corações. Mesmo com o profundo amor à China não diminuiu o profundo amor por sua pátria tirolesa. Durante 28 anos que viveu na China nunca regressou à Europa. E o Senhor abençoou sua missão fazendo-o guia espiritual, fundador e organizador de muitas comunidades cristãs, superior da província na etapa decisiva da expansão na China.

    A China continua, contudo, sendo um dos desafios para a Igreja no terceiro milênio, pois sua população representa quase um quarto da população mundial. A república democrática comunista, implantada em 1949, colocou fim à quarta etapa da missão cristã no país. O regime de Mao-Tse-Tung procurou destruir a Igreja ou pelo menos subjugá-la. Durante a revolução cultural (1966-1976) a perseguição religiosa adquiriu proporções de fúria esquisofrênica. Depois da morte de Mao foram introduzidas mudanças progressivas. As religiões são consideradas como parte do patrimônio cultural e se lhes concedeu um relativa liberdade. Foram desenvolvidos tempos e permitiu-se construir novos locais de culto, abrir seminários e ordenar sacerdotes. Mas estes favores pertencem unicamente à Igreja controlada pela Associação Patriótica Católica, órgão do partido comunista. A parte fiel ao Papa é objeto de perseguição do estado. Calcula-se que dos doze milhões de católicos, cerca de oito milhões seguem uma linha de fidelidade à China.

    Em meio às dolorosas alternativas de opressão e semi-liberdade que os cristãos vivem na China, o Senhor leva a caba o plano de salvação e prepara, sem dúvida, uma nova etapa de evangelização para esta grande nação.

    O testemunho de vida e missão do Pe. José Freinademetz é já agora um ponto luminoso de orientação para os novos apóstolos na China.

    Fonte: Pe. José Freinadmetz, SVD, Missionário Verbita na China, Missionários da Congregação do Verbo Divino, Belo Horizonte, 2001, p. 137-139.

  6. Uma observação sobre o texto que eu enviei.

    Embora no livro o título do capítulo seja “Carta Apostólica do Papa Paulo VI por ocasião da beatificação do Pe. José Freinademetz”, não se trata da carta propriamente do Papa, mas sim de um comentário a mesma.

    Infelizmente foi dado de modo errado o título à esse capítulo, pois não se trata da Carta do Papa propriamente dito, mas sim de um comentário a mesma.

  7. Não quero insistir nesse assunto do texto que enviei, mas, só gostaria de fazer mais um comentário.

    De início eu pensei que esse texto tinha algum valor teológico, por causa do seu título que o atribuía erradamente ao Papa Paulo VI. No entanto, as linhas teológicas desse texto são claramente de “uma teologia moderna”. Lamentavelmente!

  8. Peçam a CNBB para intervir. Eles são amigos da Associação Patriótica.

  9. kkkkkkkkk

    É mesmo Paulo Morse!

    A CNBB é amiga da Associação Patriótica da China. :P

  10. Sei que o comentário do Paulo Morse foi irônico, mas, sinceramente, eu gostaria de saber o que a CNBB faria, caso fosse solicitada a intervir na situação. Ou melhor, seria uma “oportunidade” de ela manifestar mais uma vez de que lado está!…

  11. ALEX. A.B

    A intervenção da CNBB seria a seguinte; Eles não estão com o povo (excluídos).

  12. Pois é, Osires!

    Eu imagino que seja essa mesma a resposta da CNBB. Típica de Boffs, Casaldáligas, Bettos e outros…

    Mas bem sabemos que o Povo para essa gente é, na verdade, o Partido!

  13. Rezemos pelos padres, só Deus poderá salvá-los!

    Cadê o comentarista que disse que o Vaticano era gigante ao enfrentar a China?

    Vamos salvá-los, invadir a China (maior exército do mundo), resgatar nossos padres tudo muito lindo, só n podemos marcar nada na hora das novelas. Antes ou depois.
    Há valentes Católicos só na internet e são incapazes de falar um ‘a’ nos famosos almoços de família ou local de trabalho… melhor usar regra de etiqueta…

  14. Enquanto isso a CNBB sorri amarelo para os comunas amarelos…

  15. Há valentes Católicos só na internet e são incapazes de falar um ‘a’ nos famosos almoços de família ou local de trabalho… melhor usar regra de etiqueta (2)

    Ana,
    Minha querida amiga de comentários. Vc não sabe o quanto se fica isolado quando se levanta estas questões com pessoas que frequentam a Igreja. Alguns até reconhecem que algo está errado, mas não querem se comprometer. Outro dia fui chamado de orgulhoso por uma focolarina (são ecumênicos), mesmo ela reconhecendo que a Igreja vai mal. No trabalho, por sua vez, sou chamado de radical. Tempos difíceis…. muito difíceis.

  16. Osires, eu sei sim! Vivo isso na pele e meu isolamente é 90% pq vivo como falo – só que pessoalmente sou muito delicada kkkkkkkk -, mas esquartejando na junta.

  17. Não se preocupem …
    A CNBB vai convidar esses caras pra um cafezinho .